Mourão alerta: Eventual exclusão da chinesa Huawei do 5G ‘vai custar muito mais caro’

Ouça todas as matérias deste portal, seja em trânsito ou em outra ocupação.

OUÇA ESTA E OUTRAS MATÉRIAS NO PORTAL 100% DIGITAL.

Hamilton Mourão alertou, nesta segunda-feira, 7, que, se a chinesa Huawei não puder fornecer equipamentos para o 5G no Brasil, o custo da tecnologia no País será muito mais elevado. 

Hamilton Mourão – Vice presidente da República

Afirmação de Mourão:

“Hoje, 40% da infraestrutura que nós temos de 3G 4G é da Huawei. Se a Huawei não puder fornecer o equipamento (de 5G), vai custar muito mais caro”, afirmou o vice-presidente durante palestra comemorativa aos 126 anos da Associação Comercial de São Paulo. “Se desmantelar equipamentos (do 5G), quem vai pagar a conta somos nós, consumidores”.

O Brasil deu o primeiro grande passo para entrar em uma nova era da telefonia em julho de 2020, quando a operadora Claro anunciou a implantação do 5G DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro, da sigla em inglês), um tipo de tecnologia de transição entre a quarta e a quinta geração da internet móvel.

O 5G é a evolução natural das gerações anteriores —3G e 4G— e traz como diferencial não apenas mais velocidade de conexão à internet no celular, mas outras aplicações que poderão revolucionar a sociedade, como objetos conectados e cidades inteligentes.

Mourão disse que o leilão do 5G é de frequências e que as “teles já estabelecidas aqui vão disputar o leilão”. Segundo ele, na infraestrutura, das cinco maiores empresas, duas são chinesas. “A empresa que comprovar respeito à soberania, privacidade e economicidade pode ser contratada”.

Recentemente, as principais teles do País cobraram transparência nas decisões do governo a respeito da tecnologia. Preocupadas com as “incertezas” no processo, o Conexis Brasil Digital divulgou nota oficial em que pede para que as operadoras participem das discussões e pregou que elas sejam feitas de forma ampla e a partir de critérios técnicos.

Segundo o Estadão, A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estima que a empresa chinesa esteja em algo entre 35% a 40% das redes brasileiras atualmente em operação. As operadoras, no entanto, afirmam que essa fatia é ainda maior, de 45% a 65% entre as maiores, e de até 100% dependendo da região.

O Brasil pode sofrer uma alta de preços nas telecomunicações ou ainda ficar atrás, nessa evolução, se o critério de escolha for contaminado por ideologias e não aplicar critérios absolutamente técnicos na escolha.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo e sites de tecnologia

%d blogueiros gostam disto: