Governo Federal abandona a saúde e suspende exames de HIV, aids e hepatites virais no SUS

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Governo, ao deixar o contrato com a empresa responsável, vencer, suspende exames de HIV, aids e hepatites virais no SUS. Abandono!

Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios

Ministério da Saúde deixou vencer um contrato e suspendeu os exames de genotipagem no Sistema Único de Saúde (SUS) para acometidos de HIV, aids (a doença causada pelo vírus) e hepatites virais.

Um mês antes, em 7 de outubro, o ministério realizou um pregão para buscar nova fornecedora do serviço, a empresa contratada para os testes.

Em setembro foi realizado novo pregão, mas a empresa não apresentou todos os documentos, o que fez com que tudo fracassasse.

O ministério prevê novo pregão no próximo dia 8 e, caso tenha um novo vencedor, o serviço tende ao retorno apenas no próximo ano.

O ministério informa que fará exames apenas para crianças com menos de 12 anos e gestantes que vivem com HIV e aids. Os pacientes de hepatite C deverão receber os medicamentos velpatasvir e sofosbuvir, que são mais eficazes e dispensam a genotipagem.

Professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (USP) e membro da SBI, Paulo Abrão afirma que a falta do exame pode comprometer “gravemente” a saúde dos pacientes de HIV e afirma que é preciso planejamento para evitar a descontinuidade de serviços deste tipo, além da perda de direitos conquistados pelos pacientes.

Ao ser procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou, segundo o Estadão.

Ao deixar vencer o contrato, o Ministério mostra a total falta de planejamento e abandono das pautas importantes como a genotipagem.

A saúde no Brasil mostra abandono, desde o planejamento, monitoramento e ações efetivas quanto a pandemia do Covid-19, até as áreas que mereceriam atenção, como a relatada. Uma rotina que não foi observada.

A não manifestação do Ministério, mostra que não prepararam uma argumentação que minimize ou justifique os absurdos que ocorrem, classificados como total abandono e irresponsabilidade.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo

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