Governo Bolsonaro é desmoralizado em matéria do New York Times

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Sob o título ‘Brincando com Vidas’: o plano de vacinação contra Covid do Brasil está mergulhado no caos, o New York Times mostra, em matéria especial, o resultado da irresponsabilidade e abandono do presidente Bolsonaro no que diz respeito à pandemia de Covid-19.

Uma manifestação no mês passado contra a vacina Sinovac em São Paulo.
Crédito…Amanda Perobelli / Reuters

Com a foto acima, brasileiros sofrem a vergonha alheia.

A matéria descreve o histórico de toda confusão e negacionismo exercido pelo atual presidente brasileiro e destaca:
Lutas políticas internas, planejamento aleatório e um crescente movimento antivacinas transformaram o país em um conto de advertência na era do coronavírus.

Ainda em destaque:
Enquanto os países se apressavam em seus preparativos para inocular cidadãos contra o coronavírus, o Brasil, com seu programa de imunização mundialmente conhecido e uma robusta capacidade de fabricação de medicamentos, deveria ter levado uma vantagem significativa.

Logo depois que Covid-19 foi identificado pela primeira vez no país em fevereiro, o Brasil se tornou um epicentro da crise global de saúde. O presidente Jair Bolsonaro rejeitou as evidências científicas, chamou o vírus de um resfriado “miserável” que não justificava o fechamento da maior economia da região e repreendeu os governadores que impuseram medidas de quarentena e fechamento de empresas.
Diz a matéria.

Seguido da foto do protesto antivacina, que deixou o mundo estupefato, pela repercussão internacional e muito negativa, o jornal continua:

O ministério da saúde apresentou na semana passada um plano de vacinação em resposta a uma ordem do Supremo Tribunal Federal. O plano estabelecia a ordem em que os grupos vulneráveis ​​seriam vacinados, mas faltava um cronograma detalhado e uma estimativa clara de quantas doses estarão disponíveis. O ministério já havia informado que pretendia iniciar a campanha de vacinação em março.

Dias após o anúncio, o ministério da saúde ainda estava lutando para fazer pedidos a fornecedores de vacinas sobrecarregados. Funcionários do ministério também enfrentaram dúvidas sobre por que o país não tinha seringas e frascos suficientes para embarcar na ambiciosa campanha de vacinação, necessária para cobrir um país com 210 milhões de habitantes, onde mais de 180.000 sucumbiram ao vírus.

“As pessoas vão entrar em pânico se o Brasil continuar atrasado em ter um plano, uma estratégia clara e objetiva”, disse Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, no dia 7 de dezembro, alertando que o Congresso tomará as rédeas do processo se o ramo executivo continuou a tatear.

Bolsonaro criticou repetidamente a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac Biotech, e rejeitou o plano de seu ministério da saúde de comprar 46 milhões de doses.

Em vez disso, o governo confiou na vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, que está atrasada na corrida para receber a aprovação dos reguladores de saúde.

A cruzada do presidente contra a vacina chinesa criou uma oportunidade política de ouro para um de seus principais rivais políticos, João Doria, o governador do estado de São Paulo. Doria negociou diretamente com os chineses as doses da vacina, que está sendo desenvolvida em parceria com o centro de pesquisas do Butantan, de São Paulo.

Carla Domingues , epidemiologista que dirigia o programa de imunização do Brasil até o ano passado, lamentou que a vacina contra o coronavírus tenha se tornado uma questão partidária.

“Isso nunca aconteceu nos esforços de imunização”, disse ela. “Isso vai deixar as pessoas confusas. É surreal.”

Como o número de casos disparou novamente este mês, deixando hospitais em várias cidades com poucos leitos para pacientes gravemente enfermos , a pressão aumentou sobre o governo federal por parte das autoridades regionais cada vez mais preocupadas.

Vários governadores convergiram na capital, Brasília , na semana passada para se reunir com o ministro da Saúde e exigir um plano nacional de imunização. Um grupo que representa os governos municipais, a Federação Nacional de Municípios, também emitiu um comunicado pedindo ao governo federal que compre e distribua “todas as vacinas reconhecidas como eficazes e seguras contra Covid-19”.

Alguns governadores, inclusive no estado do Paraná e no nordeste da Bahia, começaram a tentar obter e, por fim, produzir doses da vacina Sputnik V de fabricação russa.

Carlos Lula, presidente do conselho nacional de secretários de saúde, disse que a onda de diplomacia e negociação de vacinas em nível estadual foi surpreendente em um país que passou décadas construindo um dos programas de imunização mais respeitados no mundo em desenvolvimento.

“É um orgulho para o país porque se tornou um modelo para outras nações”, disse ele. “Ainda assim, de repente, não podemos lidar com as tarefas que são o mínimo.”

Mesmo quando os desafios de abastecimento e logística forem superados, especialistas em saúde dizem que o Brasil enfrentará um novo problema: um crescente movimento antivacinação que, segundo eles, o presidente e seus aliados alimentaram com falsidades.

O New York Times também destaca absurdos defendidos, até mesmo de parlamentares bolsonaristas (Fake News) seguidos pelos radicais ideológicos adestrados pela onda antivacina gerada pelo presidente, seus filhos… como alteração do DNA daqueles que se submetessem à vacina e outras invenções ideológicas inaceitáveis.

Cita a judicialização, deixando claro ao mundo, que há uma incompetência ou proposital promoção de mortes, em nome de uma sórdida briga eleitoral que mostra a indiferença com relação às sérias consequências deste ato, sem citar, de claras intenções genocidas.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: New York Times
Edição: Celso B. Rabelo

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