Emmanuel Macron é reeleito presidente da França e derrota extrema direita

Ele derrotou a candidata de extrema-direita Marine Le Pen

Emmanuel Macron (Photo by Eric FEFERBERG / AFP)

O presidente da França, Emmanuel Macron, foi reeleito neste domingo (24) para um novo mandato. Ele derrotou a candidata de extrema-direita Marine Le Pen.

Os resultados também são um alívio para a União Europeia, duramente criticada por Le Pen. “Podemos contar com a França por mais cinco anos”, disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, no Twitter, enquanto a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu: “Estou muito feliz por poder continuar nossa excelente cooperação”.

Após a divulgação da projeção que mostrou a vitória de Macron, ele foi recebido por milhares de apoiadores que estavam reunidos nas proximidades da Torre Eiffel.

Ao discursar, o presidente reeleito reconheceu que os próximos cinco anos não serão fáceis e que será presidente de uma França dividida.

Macron fez um breve discurso a apoiadores no Champ de Mars, em Paris, na noite deste domingo. O presidente afirmou saber que nem todos que votaram nele o fizeram pela sua plataforma, mas sim para evitar que a extrema direita assumisse o poder. Parecendo emocionado, ele reconheceu sua responsabilidade frente aos seus apoiadores, aos que se abstiveram e aos eleitores de Le Pen — reprimindo vaias após pronunciar o nome da opositora. “A partir desta noite, não sou o líder de um campo, mas o presidente de todos”, disse.

“Já não sou o candidato de alguns, mas o presidente de todos”, afirmou Macron, que também venceu Le Pen na eleição anterior.

Embora quase 49 milhões de franceses estivessem aptos a votar, 28% se absteve, um aumento de 2,5% em relação ao número registrado em 2017.

A votação foi aberta às 8h no horário local (3h em Brasília) e encerrada às 20h (15h em Brasília).

Embora os levantamentos indiquem sua derrota, Le Pen saudou os resultados — os melhores obtidos pela extrema direita francesa na história — como “uma vitória brilhante”. “Vou continuar meu compromisso com a França e os franceses. Vou lutar esta batalha”, declarou.

Da Redação O Estado Brasileiro
*Com informações da RTP Internacional
Agência Brasil e Estadão
Edição: Paula Laboissière

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