Categoria: OMS

MANAUS – De Quem é a CULPA???

Nando Moura

A culpa por Manaus é de Bolsonaro, sim!

Bolsonaro teve 66% dos votos válidos no segundo turno da eleição de 2018 em Manaus. O governador do Amazonas, Wilson Lima, acusado de corrupção, é do PSC, o apoiou e foi por ele apoiado. Pouco antes do Natal, este decretou lockdown e, no dia 26, comerciantes foram para a rua pressioná-lo. No dia 27, abriu tudo, permitiu aglomeração e contágio. Eduardo Bolsonaro avisou: “1.º Búzios e agora Manaus.” Recado dado pelo deputado carioca e bolsonarista Daniel Silveira: “@wilsonlimaAM, viu quem manda no Estado?” Pois é. Quem será? Pergunte a Bia Kicis e Osmar Terra. Relatos pormenorizados de Edilson Martins e Ophir de Toledo não deixam dúvidas: pulmão do mundo (apud Paulo Oliveira) asfixiado por ordem do presidente.
Mandetta previu em março o colapso da saúde pública e 180 mil mortos. Já são mais de 200 mil, podem ser 300 mil. Como num teorema algébrico, QED (como queria demonstrar, em latim).
Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Bolsonaro e o culto da morte

O Governo ignorou os alertas e desprezou as recomendações das autoridades sanitárias.
Sem a vacinação em massa não haverá recuperação econômica. Nova variante do vírus poderá levar à permanência da pandemia.
O Impeachment é urgente.
É o instrumento para interrompermos o genocídio.
O Congresso Nacional tem de ser imediatamente convocado.

Índia começa a vacinar seus 1,3 bilhão de habitantes

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A Índia lançou no sábado uma das campanhas nacionais mais ambiciosas e complexas de sua história: o lançamento de vacinas contra o coronavírus para 1,3 bilhão de pessoas, um empreendimento que se estenderá desde os trechos perigosos do Himalaia até as selvas densas do país ponta sul.

Índia Taj Mahal.

A campanha está acontecendo em um país que relatou mais de 10,5 milhões de infecções por coronavírus, o segundo maior número de casos depois dos Estados Unidos , e 152.093 mortes, a terceira maior contagem do mundo.

O primeiro-ministro Narendra Modi lançou a campanha de vacinação no sábado com um discurso ao vivo na televisão, enquanto 3.000 centros em todo o país estavam programados para vacinar uma primeira rodada de profissionais de saúde. Cerca de 300.000 deveriam receber as vacinas apenas no sábado, seguidos por milhões de profissionais de saúde e de primeira linha na primavera.

“Todo mundo estava perguntando quando a vacina estará disponível”, disse Modi. “Já está disponível. Parabenizo todos os conterrâneos por esta ocasião. ”

Em Pune, uma cidade de cerca de 3,1 milhões a sudeste de Mumbai, o primeiro profissional de saúde a receber uma injeção no Hospital Distrital Aundh foi uma enfermeira com um churidar verde-limão, um vestido tradicional. Outras enfermeiras aplaudiram quando a agulha foi enfiada em seu braço.

No Hospital Kamala Nehru em Pune, cem rosas vermelhas de caule longo foram empilhadas ordenadamente sobre uma mesa ao lado de um frasco de desinfetante para as mãos, um para cada pessoa registrada para receber a vacina Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford e fabricada pela Pune com base no Serum Institute of India.

Covishield e outra vacina chamada Covaxin foram autorizadas para uso emergencial na Índia no início deste mês.

Nem o fabricante da Covaxin, a Bharat Biotech, nem o Conselho Indiano de Pesquisa Médica, que contribuiu para o desenvolvimento da vacina, publicaram dados provando que ela funciona. Em um formulário de consentimento da Covaxin no Hospital Distrital Aundh, um de um punhado de locais em Pune onde a vacina estava sendo administrada, o fabricante observou que a eficácia clínica “ainda não foi estabelecida”.

A Dra. Rajashree Patil, uma das profissionais de saúde que recebeu a vacina de Covishield no Hospital Kamala Nehru, disse que estava animada e nervosa.

O Dr. Patil contratou a Covid-19 para trabalhar na sala de emergência do hospital governamental em maio. Ela passou 12 dias em uma ala da Covid em outro hospital depois de perder os sentidos do olfato e do paladar e sentir fadiga extrema.

“Estou um pouco preocupado. Na verdade, estamos fazendo um teste ”, disse Patil. “Mas estou feliz por estarmos conseguindo para que um dia possamos estar livres da corona.”

Outra médica que recebeu a injeção de Covishield naquele hospital, a anestesiologista Usha Devi Bharmal, disse que queria receber uma injeção para dissipar os temores das pessoas sobre as vacinas contra o coronavírus.

“Há rumores nas redes sociais”, disse ela, acrescentando que esperava ajudar a mostrar que as vacinas eram uma “coisa positiva”.

O Sr. Modi se comprometeu a inocular 300 milhões de profissionais da saúde e da linha de frente, incluindo policiais e, em alguns casos, professores, até julho. Mas até agora, o governo indiano comprou apenas 11 milhões de doses de Covishield e 5,5 milhões de doses de Covaxin.

As estações de televisão indianas mostraram o Dr. Randeep Guleria, diretor do Instituto de Ciências Médicas da Índia em Nova Delhi e um proeminente conselheiro do governo no Covid-19, recebendo uma injeção no sábado. Mas nenhuma filmagem semelhante de Modi foi transmitida, e não ficou claro se ele havia sido vacinado.

A implementação da Índia está entre as primeiras em um grande país em desenvolvimento, e ocorre quando milhões de pacientes nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Israel, Canadá e Alemanha receberam pelo menos uma dose .

O esforço de vacinação da Índia enfrenta vários obstáculos, incluindo um sentimento crescente de complacência com o coronavírus. Depois de atingir um pico em meados de setembro de mais de 90.000 novos casos por dia, as taxas oficiais de infecção do país caíram drasticamente. As fatalidades caíram cerca de 30% nos últimos 14 dias, de acordo com um banco de dados do New York Times .

As ruas da cidade estão agitadas. As viagens aéreas e de trem foram retomadas. Os padrões de distanciamento social e uso de máscaras, já frouxos em muitas partes da Índia, caíram ainda mais. Isso alarma os especialistas, que dizem que a taxa real de infecção é provavelmente muito pior do que os números oficiais sugerem.

As dúvidas sobre a eficácia das vacinas tornam a missão ainda mais difícil.

Pelo menos um estado, Chhattisgarh, se recusou a aceitar carregamentos da vacina que ainda está em seu teste final. E há poucos dias, um dos principais virologistas da Índia ainda estava avaliando se deveria receber uma injeção.

“Não é realmente falta de confiança na vacina”, disse o virologista, Dr. Gagandeep Kang. “É a falta de confiança em um processo que permitiu que a vacina avançasse dessa forma. Se eu tomar a vacina convencesse outras pessoas a tomar a vacina, acho que não está certo ”.

Da Reedação O Estado Brasileiro
Fonte: NYT – com Emily Schmall e Karan Deep Singh

Maduro autorizou e empresa vai buscar oxigênio na Venezuela

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, orientou que sua diplomacia atendesse ao pedido do governo do Amazonas para liberar uma carga de oxigênio hospitalar da White Martins produzida no país. O chanceler chavista Jorge Arreaza disse que conversou nesta quinta-feira, 14, com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), após o sistema público entrar em colapso no Estado.

“Por instruções de Maduro conversei com o governador do Amazonas, Wilson Lima, para colocar imediatamente à disposição o oxigênio necessário para atender a contingência sanitária em Manaus. Solidariedade latino-americana antes de tudo!”, expressou o ministro Arreaza.
Lima agradeceu em nome do povo amazonense. 

Principal fornecedora do oxigênio hospitalar no Amazonas, a empresa White Martins comunicou que buscaria o estoque disponível em suas operações na Venezuela e que tentaria viabilizar a importação para abastecer o Estado. “A White Martins já identificou a disponibilidade de oxigênio em suas operações na Venezuela e, neste momento, está atuando para viabilizar a importação do produto para a região”, disse a empresa em nota.

Desde o ano passado, a diplomacia bolivariana tem tentado uma  trégua com Brasília. Em agosto de 2019, por exemplo, a chancelaria chavista ofereceu ajuda durante as queimadas na Amazônia. No ano passado, sugeriu o arquivamento das diferenças políticas e ideológicas em prol de um esforço continental sanitário para lidar com a pandemia do novo coronavírus. O próprio Maduro chegou a dizer, em julho, que gostaria de ter uma “coordenação efetiva com autoridades governamentais e de saúde”. O Itamaraty ignorou.

Brasília e Caracas começaram um processo de afastamento no fim do governo Dilma Rousseff. Hoje, os países mantêm relações mínimas. Bolsonaro determinou o fechamento das representações diplomáticas em Caracas e no restante do País. Além disso, cassou o status diplomático dos representantes de Maduro em Brasília. Eles são agora “personae non gratae”.

Em tese, o governo Maduro poderia barrar a exportação para o Brasil administrativamente. Desde o início da pandemia, o governo Bolsonaro já usou do expediente de controlar a exportação de insumos hospitalares com alta demanda, como o comércio de respiradores pulmonares, álcool em gel e máscaras.

A crise extrema em Manaus já se alastra para o interior do Amazonas e certamente atingirá outros estados. Especialistas afirmam que a mutação, identificada naquela região, já está em todo território nacional e alertam para a contenção e preparo no atendimento das vítimas do vírus.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: com Estadão conteúdo

Índia não enviará vacinas e avião da empresa “Azul” foi dispensado

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Matéria atualizada 23:40h

A Índia, por não ter se comprometido em entregar agora o pedido de liberação das 2 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca/Oxford, que o Ministério da Saúde requisitou ao Butantan, fez com que o governo exigisse a entrega imediata das 6 milhões de doses da CoronaVac.

A negativa formal acabou com a expectativa do governo federal para o uso do imunizante no início da vacinação em todo o País. Com isso, o Ministério da Saúde solicitou nesta sexta-feira, 15, a entrega “imediata” de 6 milhões de doses da Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantã, em parceria com a chinesa Sinovac.

Bolsonaro, sem saída, declarou em entrevista à Band TV:

“Resolveu-se, não foi decisão nossa, atrasar em um ou dois dias até que o povo comece a ser vacinado lá (na Índia), porque lá também tem as pressões políticas de um lado ou de outro”.

Bolsonaro chegou a declarar que não compraria o imunizante chinês – que acabou comprando. Foi a aposta do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político, para a vacinação no Estado. Na semana passada, ele também ironizou a eficácia de 50,4% da vacina.

Diz o ofício enviado pelo ministério ao diretor do Butantã, Dimas Covas:

“Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a COVID-19, tão logo seja concedido a autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo, dia 17 de janeiro de 2021”.

Ministério da Saúde

Em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, Doria afirmou que cerca de 4,5 milhões de doses da CoronaVac seriam encaminhadas para o Ministério da Saúde para que fossem incorporadas ao Plano Nacional de Imunização do governo federal, enquanto o restante das doses ficariam no Estado.
“As vacinas que cabem ao Brasil serão encaminhadas ao Ministério da Saúde”, disse o governador. “Vacinas de São Paulo ficarão em São Paulo”.

Em nota, o Butantã disse que questionou o ministério sobre qual a quantidade de doses que será destinada a São Paulo. “Para todas as vacinas destinadas pelo instituto ao Programa Nacional de Imunizações, é praxe que uma parte das doses permaneça em São Paulo, Estado mais populoso do Brasil. Isso acontece, por exemplo, com a vacina contra o vírus influenza, causador da gripe”, disse o instituto.

No ofício, o Butantã pede, no entanto, que o governo federal informe o quantitativo de vacinas que será destinado ao Estado de São Paulo, questiona a data e horário em que será iniciada a campanha de vacinação “simultaneamente” em todo o País. “Aguardamos orientação de V. Senhoria quanto ao início da campanha de vacinação, com confirmação de data e horário definidos, considerando que deverá ocorrer simultaneamente em todos os Estados do Brasil”, diz o documento. 

Ofício do Instituto Butantan:

“Entregaremos a totalidade das doses requeridas; e solicitamos que V. Senhoria nos informe o quantitativo a ser destinado ao Estado de São Paulo para que o mesmo seja entregue imediatamente ao CDL-SES-SP como de praxe para as demais vacinas produzidas pelo Instituto Butantan”, diz o ofício.

“Por fim, ressaltamos que a disponibilização deverá ocorrer tão logo seja concedida a autorização pela agência reguladora”, acrescenta o documento. A Anvisa deve decidir no domingo, 17, se libera o uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford. Até lá, estes imunizantes deveriam ficar sob guarda do Butantan e da Fiocruz.

 O documento foi enviado ao diretor do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e é assinado por três autoridades da Fundação Butantã: o diretor presidente, Rui Curi, o superintendente Reinaldo Noboru Sato e o diretor Dimas Tadeu Covas.

Segundo o Itamaraty, o governo indiano mostrou “boa vontade” em liberar a carga, mas apontou “dificuldades logísticas”, pois o pedido brasileiro ocorre no momento em que o país começa a sua campanha de vacinação contra a covid-19 e, portanto, há um sensibilidade política interna para, ao mesmo tempo, liberar 2 milhões de doses ao Brasil.  

“Foi tudo acertado para disponibilizar 2 milhões de doses, só que hoje, nesse exato momento está começando a vacinação na Índia, País com um bilhão e trezentos milhões de habitantes”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Band. Segundo ele, a decisão de atrasar a entregas do imunizantes ao Brasil, antes prevista para domingo, não foi do governo brasileiro.

O avião da Azul que deveria buscar as doses produzidas pelo laboratório indiano Serum deveria decolar de Recife na quinta, 14, mas o voo foi adiado por “problemas logísticos internacionais”. Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores já admitia a possibilidade de atraso no cronograma de busca dos imunizantes.

Até a redação desta matéria, o Ministério da Saúde não havia respondido ao Butantan, qual seria a cota de doses que permaneceriam em São Paulo.

Caso o Governo Federal determine que as vacinas deverão ser encaminhadas para Brasília, em seu total, para depois retornar a cota que cabe a São Paulo, deixará clara a preocupação da chamada “primeira foto”, fato político que custará ao presidente, duras críticas e uma ampliação do seu, já, enorme desgaste.

Enquanto tudo isso ocorre, um panelaço em todo território nacional contra o presidente e a “União” entra com o pedido de uso emergencial, na Anvisa, para a vacina “Sputnik V”.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo

EUA: Biden revela seu plano de blitz contra a pandemia

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Embora ainda não tenha assumido a presidência dos Estados Unidos, Joe Biden já tem um ambicioso plano de combate à pandemia, ciente de todos os grandes desafios que enfrentará para executá-lo.

Joe Biden.

WASHINGTON – O presidente eleito Joseph R. Biden Jr., lutando contra um aumento nos casos de coronavírus e o surgimento de uma nova variante que poderia piorar significativamente a pandemia, está planejando uma ofensiva de vacinação que exige uma grande expansão do acesso à vacina, enquanto promete usar uma lei de guerra para expandir a produção.

Mas seu plano está colidindo com uma realidade preocupante: com apenas duas vacinas autorizadas pelo governo federal, os suprimentos serão escassos nos próximos meses, frustrando algumas autoridades de saúde estaduais e locais que esperavam que o lançamento de um estoque federal de doses de vacina fosse anunciado esta semana poderia aliviar essa falta. Funcionários da administração de Trump esclareceram na sexta-feira que o estoque existente iria apenas para dar segundas doses para pessoas que já haviam recebido a vacina, e não para novos grupos de pessoas.

“O lançamento da vacina nos Estados Unidos foi um fracasso terrível até agora”, disse Biden. “A verdade é que as coisas vão piorar antes de melhorar. E as mudanças de política que faremos, levarão algum tempo para aparecer nas estatísticas da Covid. ”

O presidente eleito disse que invocaria a Lei de Produção de Defesa, se necessário, para aumentar o estoque de vacinas. Mas a equipe também procurou conter as expectativas. Biden disse que seu plano “não significa que todos nesses grupos serão vacinados imediatamente, porque o fornecimento não está onde deveria estar”. Mas, acrescentou ele, isso significará que, à medida que as doses forem disponibilizadas, “alcançaremos mais pessoas que precisam delas”.

A equipe de Biden prometeu aumentar a vacinação nas farmácias e construir clínicas móveis de vacinação para levar a vacina a comunidades rurais e urbanas de difícil acesso e mal servidas, enfatizando a equidade na distribuição.

O Sr. Biden falou sobre “a trágica realidade do impacto desproporcional que este vírus teve sobre negros, latinos e indígenas americanos”, acrescentando que “a equidade é fundamental para nossa resposta Covid”.

Como a administração de Trump, Biden pediu aos estados que expandam os grupos de elegibilidade da vacina para pessoas com 65 anos ou mais.

O governo também disponibilizará “programas para ambientes de alto risco, incluindo abrigos para desabrigados, prisões e instituições que atendem a pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento”, disse o informativo.

Em alguns aspectos, as propostas de Biden ecoam as da administração Trump, que também pediu no início desta semana a abertura da elegibilidade da vacina para grupos de 65 anos ou mais, fazendo mais uso de farmácias e movendo as vacinas para centros de saúde qualificados pelo governo federal. A administração de Trump também usou frequentemente a Lei de Produção de Defesa para dar prioridade aos fabricantes de vacinas com os fornecedores de matérias-primas e outros materiais.

O Sr. Biden revelou o plano de distribuição da vacina apenas um dia depois de propor um pacote de gastos de US $ 1,9 trilhão para combater a desaceleração econômica e a crise da Covid-19, incluindo US $ 20 bilhões para um “programa nacional de vacinas”. O presidente eleito disse repetidamente que pretende levar “100 milhões de vacinas contra a Covid nos braços do povo americano” em seu centésimo dia de mandato.

Tempo é essencial. Os Centros Federais de Controle e Prevenção de Doenças na sexta-feira soaram o alarme sobre uma variante muito mais contagiosa do coronavírus que se espalhou rapidamente e que se projeta para se tornar a fonte dominante de infecção no país em março, potencialmente alimentando outro surto de casos e mortes. . Alguns especialistas em saúde pública estão preocupados.

“Acho que veremos, em seis a oito semanas, uma grande transmissão neste país, como estamos vendo na Inglaterra”, disse o Dr. Michael T. Osterholm, diretor do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas do Universidade de Minnesota e membro do conselho consultivo do Sr. Biden sobre coronavírus. “Se pudermos estabelecer clínicas de vacinas com mais rapidez e eficiência, quantas vidas salvaremos?”

Biden pretende que o governo federal não apenas desenvolva locais de vacinação em massa, mas também reembolse os estados pelo uso de tropas da Guarda Nacional para administrar as vacinas. Para atender às clínicas de massa, o Sr. Biden prometeu “mobilizar milhares de profissionais clínicos e não clínicos”.

A ênfase do plano em garantir uma distribuição equitativa inclui clínicas móveis de vacinação, bem como o uso de dados para direcionar as vacinações em áreas duramente atingidas e em comunidades que foram desproporcionalmente afetadas pelo vírus . O boletim informativo também diz que as autoridades se concentrarão em lugares onde as pessoas vivem em bairros próximos, como prisões – que alguns planos estaduais não priorizaram, embora alguns dos maiores grupos de infecções do país tenham estado em prisões.

O plano de distribuição da vacina é parte do esforço mais amplo de Biden para usar a crise atual para reconstruir a infraestrutura de saúde pública em ruínas do país – há muito uma meta dos democratas no Capitólio.

Para esse fim, o Sr. Biden prometeu aumentar o financiamento federal para centros de saúde comunitários e pediu um novo “programa de empregos de saúde pública” que financiaria 100.000 trabalhadores de saúde pública para se envolverem na divulgação de vacinas e rastreamento de contatos. Esse corpo de profissionais de saúde pública treinados provavelmente estaria pronto para a próxima pandemia.

“Os detalhes ainda precisam ser acertados, mas este é realmente um reconhecimento crítico de que as agências de saúde estaduais e locais precisam ser reforçadas de uma forma que não acontecia há décadas”, disse o Dr. Osterholm.

Quase 400.000 pessoas morreram nos Estados Unidos com o vírus durante a pandemia, e o país registrou mais de 23 milhões de infecções, de acordo com um banco de dados do New York Times. Na semana passada, houve uma média de mais de 240.000 casos por dia, um aumento de 27% em relação à média de duas semanas antes. Mais de 4.400 mortes foram anunciadas na terça-feira, um recorde.

Na sexta-feira, de acordo com os Centros federais de Controle e Prevenção de Doenças , cerca de 10,6 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina Covid-19 e cerca de 1,6 milhão receberam a segunda dose. Isso está muito aquém da meta que as autoridades federais estabeleceram de dar a pelo menos 20 milhões de pessoas seus primeiros tiros antes do final de 2020.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: NYT – com Sheryl Gay Stolberg e Katie Thomas.

Há três semanas governo elevou impostos de importação sobre cilindros de oxigênio

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Como quem sabota o combate à pandemia, o Governo retomou tarifas de importação de 185 produtos usados no combate à covid-19.

Jair Bolsonaro.

Grave, muito grave:

A revogação de isenção de 185 itens, que estavam na lista de produtos considerados prioritários no combate à covid-19, impactou seriamente o setor e fomentou a crise.

Apesar de ter elevado o imposto de importação para itens considerados essenciais no combate à covid-19, o governo tem zerado tarifas de importação para setores que têm a simpatia do presidente Jair Bolsonaro.

Essa medida de aumento de impostos é constante em vários setores e a população brasileira sequer imagina que acontece.

Camex deve se reunir ainda hoje para reverter aumento após repercussão negativa em meio à crise de coronavírus em Manaus.

O governo elevou o imposto de importação sobre cilindros usados no armazenamento de gases medicinais, que estavam isentos desde março de 2020, para facilitar as medidas de combate à covid-19. Isso foi feito há exatamente três semanas antes da crise de oxigênio.

Os cilindros de ferro adquiridos do exterior voltaram a ser taxados em 14%, e os cilindros de alumínio, em 16%, conforme resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex, de 24 de dezembro de 2020, revogando a isenção de 185 itens que estavam até então na lista de produtos considerados prioritários no combate à covid-19.

Estes inúmeros aumentos de impostos, elevam substancialmente os produtos e se tornam públicos agora, quando uma crise mostra claramente suas consequências.

A secretaria-executiva da Camex é ligada ao Ministério da Economia. A pasta informou que as decisões de redução tarifária para auxiliar no combate à covid-19 são tomadas “com base nas recomendações do Ministério da Saúde, que é autoridade finalística sobre o assunto no âmbito do governo federal”.

O Ministério da Saúde não se manifesta sobre o tema.

Na quinta-feira, dia 14, no mesmo dia do colapso em Manaus pela falta de oxigênio, Bolsonaro afirmou que o governo deve zerar a tarifa de importação de pneus.

“Agora o que eu fiz, espero que esse ministro agora não queira dar uma canetada né. Porque pela Camex são tarifas, não é imposto. A tarifa de importação de pneus, que interessa os caminhoneiros, está em torno de 16%, que interessa os caminhoneiros. Conversei com o Paulo Guedes, vamos zerar”.

Jair Bolsonaro

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo

EUA: CDC adverte que nova variante provoca picos enormes em casos de Covid

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A versão mais contagiosa, identificada pela primeira vez na Grã-Bretanha, deve se espalhar amplamente e levar a mais tensões em um sistema de saúde já sobrecarregado.
No Brasil, uma nova versão do vírus causa desespero com o foco surgido no Amazonas e que deverá invadir todo o território nacional. É apenas uma questão de tempo. E muito pouco tempo.

Centers for Disease Control and Prevention

Autoridades federais de saúde soaram o alarme na sexta-feira sobre uma variante muito mais contagiosa do coronavírus que se projeta para se tornar a fonte dominante de infecção no país em março, potencialmente alimentando outro surto de casos e mortes.

Em um estudo divulgado na sexta-feira , os Centros de Controle e Prevenção de Doenças disseram que suas previsões indicavam que os surtos causados ​​pela nova variante poderiam levar a uma pandemia crescente neste inverno. Ele pediu uma duplicação das medidas preventivas, incluindo esforços de vacinação mais intensivos em todo o país.

A variante não é conhecida por ser mais mortal ou por causar doenças mais graves. Mas o terrível alerta – protegido por dados limitados sobre o quão prevalente se tornou a variante identificada pela primeira vez na Grã-Bretanha – caiu em uma semana em que a campanha de vacinação do país foi prejudicada por confusão e suprimentos limitados, à medida que a demanda crescia entre um número crescente de pessoas elegíveis

Apenas 76 casos da variante foram identificados até agora nos Estados Unidos, mas acredita-se que o número real seja maior e deverá aumentar nas próximas semanas, disseram as autoridades. Eles enfatizaram que as estratégias de mitigação atuais foram eficazes contra a nova cepa, exortando os americanos a serem vigilantes ao usar máscaras faciais, manter dois metros ou mais de distância de outras pessoas, lavar as mãos com frequência, reduzir as interações com pessoas fora de suas casas, limitar os contatos e evitar multidões.

Mas aumentos de casos ameaçam paralisar hospitais e lares de idosos já sobrecarregados em muitas partes do país. Alguns estão na capacidade máxima ou perto dela. Outros enfrentaram taxas preocupantes de infecção entre seus funcionários, causando escassez e aumentando a carga de pacientes.

“Quero enfatizar que estamos profundamente preocupados que esta cepa seja mais transmissível e possa acelerar surtos nos Estados Unidos nas próximas semanas”, disse o Dr. Jay Butler, vice-diretor de doenças infecciosas do CDC. “Estamos soando o alarme e pedindo às pessoas que percebam que a pandemia ainda não acabou e de forma alguma é hora de jogar a toalha”.

“Sabemos o que funciona e o que fazer”, disse ele.

Casos e mortes de Covid quebraram recorde após recorde em todo o país, com um número máximo de mortes, 4.400, anunciado na terça-feira. Pelo menos 3.973 novas mortes e 238.390 novos casos foram relatados na quinta-feira, e o país está se aproximando da marca de 400.000 mortes.

Um em cada 860 americanos morreu de Covid-19 no ano passado, de acordo com novos números divulgados pelo CDC. Mas a carga de mortes não caiu igualmente entre as raças, etnias e regiões geográficas, e existe a preocupação de que as vacinas não cheguem as comunidades mais atingidas, onde o acesso aos serviços de saúde é limitado e a desconfiança é crescente.

A nova variante, chamada B 1.1.7, foi identificada pela primeira vez na Grã-Bretanha, onde rapidamente se tornou a principal fonte de infecções, respondendo por até 60% dos novos casos diagnosticados em Londres e arredores.

Desde então, foi detectado em pelo menos 30 países, incluindo Estados Unidos e Canadá. Nos Estados Unidos, é responsável por menos de 0,5% dos casos, com base na análise de um número limitado de amostras.

Outras variantes que circulam na África do Sul e no Brasil também são consideradas mais contagiosas, mas ainda não foram identificadas nos Estados Unidos. As autoridades japonesas disseram neste mês que detectaram uma das variantes em quatro passageiros que chegam do Brasil.

O CDC havia anunciado anteriormente que, a partir de 26 de janeiro, todos os passageiros aéreos que chegassem aos Estados Unidos, independentemente do estado de vacinação, seriam obrigados a apresentar prova de resultado negativo de um teste para coronavírus ou de recuperação da Covid.

No novo relatório, os cientistas do CDC modelaram a rapidez com que a variante pode se espalhar nos Estados Unidos, presumindo que cerca de 10 a 30 por cento das pessoas tenham imunidade pré-existente ao vírus, e outro 1 milhão de pessoas serão vacinadas a cada semana a partir deste mês .

Se a variante for cerca de 50% mais contagiosa, conforme sugerido por dados da Grã-Bretanha, ela se tornará a fonte predominante de todas as infecções nos Estados Unidos em março, mostrou o modelo. Um lançamento lento de vacinas acelerará esse destino.

A variante difere em cerca de 20 mutações das versões anteriores do vírus, incluindo pelo menos duas mutações que podem contribuir para sua maior contagiosidade. Até 13 de janeiro, ele foi detectado em 76 casos em 12 estados, mas os números reais provavelmente serão muito mais altos, disse Butler. “O CDC espera que esses números aumentem nas próximas semanas”, disse ele.

Laboratórios estaduais e locais se comprometeram a sequenciar cerca de 6.000 amostras por semana, uma meta que a agência espera atingir em cerca de três semanas.

Funcionários da agência também alertaram que os testes padrão para o vírus podem perder um dos genes alterados na nova variante. Isso não deve ser um problema para a maioria dos testes laboratoriais, eles disseram, mas alguns testes de antígeno podem produzir “falsos negativos”, faltando casos de infecção.

“Até agora, não encontramos evidências disso, mas estamos examinando isso mais de perto”, disse Butler.

Ainda não está claro o que torna as novas variantes mais contagiosas. Eles compartilham pelo menos uma mutação, chamada N501Y, que se acredita estar envolvida. Uma possibilidade, disseram os pesquisadores, é que a mutação pode aumentar a quantidade de vírus no nariz, mas não nos pulmões – potencialmente explicando por que é mais contagioso, mas não mais mortal.

Uma quantidade maior de vírus no nariz significa que qualquer pessoa infectada expeliria mais vírus enquanto falava, cantava, tossia ou até respirava, disse Trevor Bedford, biólogo evolucionário do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle.

“Isso faz com que as mesmas situações que geram a propagação agora – pessoas que vivem na mesma casa, esses tipos de contatos internos não ventilados – tenham mais probabilidade de se espalhar”, disse ele.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: The New York Times

Anvisa cobra e Doria garante que informações foram entregues

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O Brasil espera que não exista nenhuma interferência política que possa atrasar a aprovação da CoronaVac, a única vacina disponível no País.

CoronaVac – Sinovac – Butantan.

Neste domingo, dia 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, deverá fazer a análise do pedido de uso emergencial da CoronaVac e da vacina desenvolvida pela AstraZeneca da Universidade de Oxford, mas consta no site da agência que ainda faltam documentos, justamente da CoronaVac, única vacina disponível no Brasil.

A Anvisa, que mostra o status da documentação, 25,82% dos dados ainda constam como “pendentes de complementação”. O que falta são resultados da “análise interina de desfecho primário do estudo clínico de fase 3 demonstrando, pelo menos, 50% de eficácia, e o critério de sucesso estatístico ser que o limite inferior do intervalo de confiança seja maior que 30%, ou em caso de parâmetros alternativos, que estes tenham sido pré-aprovados pela Anvisa”.

Portanto, o Butantan ainda precisaria comprovar que a CoronaVac tem eficácia maior que 50%, índice mínimo estabelecido pela agência para aprovação do uso emergencial.

A atualização de pendências foi feita às 8h19 desta sexta-feira, 15, dois dias antes da decisão do colegiado.

A Anvisa, 44,86% dos documentos já foram analisados, enquanto outros 29,32% ainda estão sendo estudados pela agência.

Segundo o Governador do Estado de São Paulo, essas informações já foram entregues e todo o Brasil aguarda, com ansiosidade, a aprovação e distribuição/aplicação da única vacina que está em território nacional, pronta para ser aplicada há muitos dias no estoque.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Anvisa / Governo do Estado de São Paulo / Mídias locais

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