Categoria: MPF

Nêumanne com Felipe Moura Brasil e Marco Antônio Villa

No vídeo da série Nêumanne entrevista da semana trago a este canal no YouTube o enfrentamento de tentativas de calar a boca de críticos, seja com o uso de militância virtual, seja com processos na Justiça, tanto ao longo dos governos petistas quanto sob a égide bolsonarista, pelo colega jornalista Felipe Moura Brasil, que apresenta o Papo O Antagonista de segunda a sexta às 18 horas, e pelo historiador e comentarista Marco Antônio Villa. Ambos condenam o uso de porta-vozes oficiosos em veículos de comunicação e nas redes sociais e de robôs ou asseclas sempre dispostos a bajular os governantes de ocasião e prejudicar o quanto for possível aqueles que não seguem essa rota serviçal. Felipe lembrou que o presidente Bolsonaro prometeu tesouras voadoras contra corruptos, mas não o fez contra o senador Chico Rodrigues, flagrado pela PF com dinheiro na cueca. E Villa garantiu que ameaças e processos judiciais o estimulam a seguir adiante com as críticas. Direto ao assunto.
Inté. E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Na 77ª fase da Lava Jato, MPF investiga esquema de corrupção no comércio internacional de diesel e querosene de aviação

Evidências indicam que, de 2005 a 2015, grupo de funcionários da Petrobras recebeu cerca de R$ 12 milhões para beneficiar empresa estrangeira em operações comerciais

Foi deflagrada nessa  terça-feira (20)  a 77ª fase da operação Lava Jato com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e  Niterói. Os alvos são funcionários e ex-funcionários da Petrobras lotados no Brasil e no exterior que, de 2005 a 2015, teriam recebido cerca de R$ 12 milhões para beneficiar empresa estrangeira em 61 operações de comércio internacional de diesel e querosene de aviação realizadas pelos escritórios da Petrobras em Londres, Singapura e Houston, as quais envolveram a compra e venda de mais de 3,3 bilhões de litros de combustíveis. 

O acerto criminoso também incluía o fornecimento de informações privilegiadas sobre a programação de importações e exportações da Petrobras e sobre os lances que seriam apresentados pela estatal em 12 concorrências internacionais para fornecimento de um bilhão de litros de combustíveis para as petroleiras estatais do Uruguai e do Paraguai.

Há indícios de que, ao longo dos anos, os mesmos funcionários da Petrobras também atuaram para favorecer diversas outras empresas, sobretudo estrangeiras, em esquemas de corrupção variados, recebendo em contrapartida cifras milionárias a título de propina.

As atuações investigadas apresentaram formatos distintos, passando por fornecimento de informações sigilosas sobre produção e demanda da Petrobras, até mesmo à revelação do “golden number“, como era chamado pelos agentes criminosos, em referência ao valor cotado pela Petrobras em disputas ou ao menor valor até então ofertado, tudo de modo a permitir que os corruptores pudessem ganhar processos de compra e venda de produtos e também se organizar logisticamente para reduzir seus custos nas operações que envolviam a estatal brasileira.

Dentre as provas colhidas na investigação, destacam-se mensagens de e-mail, conversas por aplicativo, documentos diversos, gravações de áudio e extratos bancários obtidos em cooperação jurídica internacional.

As medidas cumpridas na data de hoje objetivam aprofundar as apurações relacionadas a esquemas de corrupção na área comercial da Petrobras, as quais tiveram início na 57ª fase da operação Lava Jato (operação Sem Limites, em dezembro de 2018) e também foram objeto da 71ª fase (operação Sem Limites II, em junho desse ano) e da 76ª fase (operação Sem Limites III, em outubro ).

Para o procurador da República Athayde Ribeiro Costa, “as relevantes e complexas apurações em curso de combate a corrupção, evidenciam a necessidade de manutenção de uma estrutura especializada e com memória institucional para o sucesso nas investigações, que exigem cruzamento de dados diversos que se ligam em razão da conexão. Por isso, é importante que seja mantido o empenho institucional do MPF para dar seguimento aos trabalhos da Lava Jato”.

Autos 5045741-24.2020.4.04.7000
Chave de acesso: 455225040620

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Ministério Público Federal

Governo, oposição e STF me envergonham

O episódio grotesco e nojento do senador Chico Rodrigues, do DEM de Maia e Alcolumbre e do Centrão, que manda no governo Bolsonaro, me inspiram náusea e vergonha alheia menos por seu aspecto escatológico do que pela desprezível indiferença dos três Poderes da República sem pudor nenhum. Falta ao presidente da República coragem de demitir o vice-líder de seu governo no Senado, admitindo um afastamento “a pedido”,. Seus pares não se movem para excluí-lo de um plenário que deveria servir de exemplo para a Nação que o elege. E o Supremo Tribunal Federal livra-se do problema com a decisão do ministro Barroso de suspendê-lo por seis meses, o que já foi tentado outras vezes antes, mas sem resultado prático por falta de coragem cívica dos 11. Prova isso o fato de nove de seus membros terem votado contra o habeas corpus absurdo do novo decano e também contra o presidente, Fux, por ter ele haver feito precisa, ente a mesma coisa antes que eles o fizessem.
Direto ao assunto.
Inté. E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

MPF e Exército querem ampliar parceria com ministérios e o Estado de Roraima para manutenção dos serviços da Operação Acolhida

PFDC fez visitas a abrigos e participou de reuniões para levantar soluções que garantam o respeito à dignidade dos migrantes

Após três dias de missão, mais de 500 quilômetros percorridos e diversos abrigos visitados, representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Exército vão trabalhar para que uma atuação conjunta entre ministérios e o Governo de Roraima continue respeitando a dignidade dos migrantes venezuelanos. Após previsão de redução de recursos em 75% da Operação Acolhida para 2021, o momento agora é de buscar novas parcerias e uma transição da coordenação para garantir a continuidade das atividades da Operação.

Esta é umas das soluções levantadas durante as reuniões e visitas realizadas por equipe do MPF, entre terça (13) e quinta-feira (15), na capital Boa Vista e em Pacaraima(RR). A missão foi coordenada pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Carlos Alberto Vilhena, e pelo procurador da República Alisson Marugal, lotado em Roraima.

“O nosso papel aqui é de buscar facilitar os diálogos e as negociações de forma pacífica, de maneira bastante harmônica, para que nenhuma vida se perca. Seja em razão de eventuais conflitos. Seja em razão da pandemia. Precisamos olhar pra sociedade roraimense e para os migrantes venezuelanos com empatia e solidariedade para garantir dignidade a ambos. A situação imposta a Roraima pela crise do país vizinho só será minimizada com uma atuação conjunta de todos os entes públicos, seja federal, estadual ou municipal”, ponderou o PFDC, Carlos Vilhena.

Realocação e Recursos – Na última terça-feira a missão visitou a ocupação espontânea Ka’Ubanoko”, onde vivem cerca de 850 migrantes venezuelanos, na zona oeste da capital. As tratativas foram para que no processo de realocação para um abrigo os direitos dos migrantes fossem respeitados, em especial a consulta prévia e a participação das etnias Warao, Kariña e E’ñepá na construção de propostas alternativas ao atual modelo de abrigamento.

“Compreendemos que em Ka’Ubanoko os migrantes não têm acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e segurança. No entanto, precisamos construir, a partir da consulta prévia, uma solução que respeite as especificidades culturais dos povos indígenas”, avaliou o procurador Alisson Marugal, titular do ofício de defesa dos direitos indígenas e das minorias.

Ao final do dia os procuradores foram recebidos pelo General Barros para uma reunião na sede da Operação Acolhida. Na pauta esteve o plano de realocação de migrantes venezuelanos de Ka’Ubanoko e a redução de recursos da Acolhida para 2021. O defensor Público da União (DPU) Thiago Moreira Parry e o presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), Renan Sotto Mayor (por videoconferência) também participaram da reunião.

“A Operação Acolhida é um grande êxito do Estado Brasileiro com a participação da sociedade. É uma resposta muito assertiva particularmente quando se fala da proteção social e dos direitos humanos. Mesmo com a redução de recursos, não vai acabar. Já estamos buscando novas estratégias e colaboradores. A ideia do Exército é readequar a coordenação com a parceria de Ministérios”, destacou Antônio Manoel de Barros, comandante da Operação Acolhida.

Hospital e Pacaraima – Na quarta-feira (14), equipe do exército acompanhou a Missão do MPF em visitas aos abrigos para migrantes nos bairros Jardim Floresta, Pintolândia e São Vicente, bem como os abrigos Rondon 2 e o da Rodoviária. Durante as visitas foram sinalizadas pequenas melhorias e adequações para que os locais atendessem melhor às necessidades dos venezuelanos.

No fim da tarde foi a vez de conhecer o Posto de Triagem, onde é realizada a regularização do migrante, bem como todo o processo de documentação e interiorização para outros estados do país. Os procuradores ainda visitaram a infraestrutura da Área de Proteção e Cuidados, conhecida como Hospital de Campanha, que foi instalado para atender à demanda provocada pela pandemia do coronavírus.

Já na quinta-feira (15), os procuradores e servidores do MPF pegaram estrada e foram rumo ao Norte, para Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Lá conheceram o abrigo Janokoida, onde vivem cerca de 350 indígenas venezuelanos.

Também foi visitado o abrigo BV8, que tem capacidade para abrigar mil venezuelanos que chegam ao Brasil e tem a expectativa de trânsito para o interior do país. No local, instalado dentro do terreno do 1º Batalhão de Fronteira do Exército, é realizada toda a recepção inicial dos migrantes, com identificação, levantamento de documentação e vacinas.

Agenda PFDC – Mesmo com a pandemia, Carlos Vilhena tem feito questão de conhecer de perto a realidade de diversas comunidades brasileiras. Em setembro, articulou melhorias no processo de titulação de assentamentos localizados no extremo Sul da Bahia.

A próxima missão será em Maceió (AL). O PFDC vai conhecer a situação dos bairros Mutange, Bebedouro e Bom Parto – conhecido como Caso Pinheiro.

Da Redação de O Estado Brasileiro
Fonte: Ministério Público Federal e Procuradoria da República em Roraima

MPF pede ao Supremo Tribunal Federal reconsideração de decisão que afrouxou prisão preventiva de traficantes

Dezesseis réus foram beneficiados com prisão domiciliar por meio de extensão de decisão dada em reclamação

“O ministro Ricardo Lewandowski indeferiu liminarmente a reclamação, sob o fundamento de que não havia afronta à súmula. “

O Ministério Público Federal (MPF) interpôs agravo interno na Reclamação 41.387, de relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, que estendeu a 16 investigados por tráfico de drogas a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. A subprocuradora-geral da República Claudia Sampaio expõe diversos argumentos pelos quais espera a reforma da decisão, entre eles, a falta de similitude de situações dos réus.

Os beneficiados pela decisão do STF foram denunciados no âmbito da Operação Lavoisier, que apura atuação de organização criminosa de grande porte, integrada por mais de duas dezenas de agentes, dedicada ao tráfico de drogas no estado de São Paulo, especialmente drogas sintéticas. Foram oferecidas cinco denúncias pelo Ministério Público do Estado de São Paulo à 1ª Vara da Comarca de Casa Branca (SP) contra os diversos envolvidos, atribuindo-lhes os crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico de drogas.

No curso das investigações, foram deferidas medidas judiciais de busca e apreensão e de pressão temporária de alguns dos envolvidos, várias delas posteriormente convertidas em prisão preventiva.

No STF, a reclamação foi instaurada a pedido de Murilo Domingos Castoldi Carrara, que alegou ser impedido pelo juiz da comarca de ter acesso aos autos do processo no qual é acusado de cometer os crimes de coação no curso do processo, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Argumentou violação à Súmula 14 do STF, requerendo a declaração de nulidade de todos os atos praticados com a inobservância da súmula, bem como da prisão temporária e da busca e apreensão.

O ministro Ricardo Lewandowski indeferiu liminarmente a reclamação, sob o fundamento de que não havia afronta à súmula. A defesa opôs embargos de declaração reiterando os pedidos, especialmente a nulidade da investigação, sob o argumento de que o relator não apreciou essa questão. Apesar de reafirmar os fundamentos de sua decisão liminar, o ministro concedeu habeas corpus de ofício a Carrara. A justificativa foi que o juiz não havia examinado o cabimento das medidas cautelares diversas da prisão.

Após essa decisão, sucederam-se inúmeros pedidos de extensão, que foram todos rejeitados. Mas, após pedido de reconsideração de todos eles, o relator estendeu a decisão dada em favor de Carrara.

Para a subprocuradora-geral da República, a decisão foi equivocada, já que nos pedidos de reconsideração não houve o acréscimo de fato novo que pudesse justificar a extensão já indeferida por decisão fundamentada, nem a comprovação da similitude de situações, exigida pelo Código de Processo Penal.

Claudia Sampaio destaca que os pedidos que substituem a prisão preventiva por prisão domiciliar beneficiam réu foragido, réu com diversos registros criminais relativos à Lei Maria da Penha, beneficiário de transação penal pela contravenção, disparo de arma de fogo em via pública, condenado por sentença transitada em julgado pelo crime de ameaça e a réu que ameaçou testemunha. Ela pontuou quatro argumentos para a reforma da decisão.

Instrumento jurídico – Segundo a subprocuradora-geral da República, a jurisprudência do STF é pacífica e reiterada no sentido de que a reclamação se presta a preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e a autoridade dos seus julgados, não podendo ser utilizada em substituição a recursos. O habeas corpus é instrumento para a proteção da liberdade de locomoção e a sua impetração diretamente no STF impõe a observância das regras constitucionais de competência, não sendo admitida a supressão de instâncias. 

“É certo que essa Suprema Corte já afirmou a possibilidade da concessão de habeas corpus em sede de reclamação, mas assim o fez em situações excepcionalíssimas, quando comprovada a existência de manifesto constrangimento ilegal à liberdade de locomoção da pessoa. A concessão de habeas corpus em reclamação pressupõe a comprovação de que o paciente está sendo restringido em sua liberdade de ir e vir por ato ilegal e abusivo de autoridade, caracterizador de manifesta coação ilegal e de autêntica teratologia”, afirma. Para Cláudia Sampaio, esse caso não se enquadra nessa situação.

O relator, na decisão da reclamação, admite que a ordem de prisão preventiva está bem fundamentada e que os crimes são de intensa gravidade. “As informações prestadas pela autoridade reclamada trouxeram elementos que mostram a legalidade da decisão que decretou a custódia cautelar dos requerentes e a inexistência de constrangimento ilegal apto a justificar a concessão de habeas corpus diretamente por essa Suprema Corte, em sede de reclamação, sem que a questão tenha sido previamente examinada pelo Tribunal de Justiça e pelo Superior Tribunal de Justiça”, argumenta a subprocuradora-geral da República.

Supressão de instância – Cláudia Sampaio também aponta que houve supressão de instâncias judiciais: o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça, que não proferiram decisão relativa aos beneficiados pela extensão.

Similitude – O terceiro fundamento para a reforma da decisão refere-se à inexistência de similitude entre as situações dos beneficiários e a do reclamante. A organização criminosa era composta por diversos agentes que exerciam atividades diferenciadas no contexto de ação do grupo, com núcleos com atuação independente. “Além disso, as diversas decisões que deferiram as extensões beneficiaram réus de processos diversos”, destaca. Segundo a subprocuradora-geral da República, a instauração de ações penais diversas decorreu da existência de condutas diferentes, o que indiscutivelmente constitui fato impeditivo da extensão indiscriminada a todos de uma decisão proferida especificamente a um dos réus.

Preservação da ordem – Claudia Sampaio destaca como último ponto a ser observado a impossibilidade de concessão de prisão domiciliar a traficante integrante de organização criminosa que se dedica à prática de tráfico em alta escala. O STF tem entendimento de que a prisão cautelar é fundamental para a preservação da ordem pública e para o impedimento da reiteração delitiva, em casos de organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas. 

“No presente caso, o risco de reiteração delitiva, a necessidade de garantir a instrução criminal e a ameaça à ordem pública foram especificamente demonstrados na decisão que decretou as preventivas, não havendo vício que justifique a revogação das custódias em sede de reclamação e mediante supressão de instâncias”, conclui.

Íntegra do agravo interno na RCL 41.387/SP

Da Redação de O Estado Brasileiro
Fonte: Ministério Público Federal

Pilares da Impunidade

COLUNISTA – Ricardo Precioso

No Brasil existem alguns pilares que dão o norte para a impunidade que Insiste em ser eterna.

Entre esses pilares estão alguns ministros STF, o foro privilegiado, a prisão somente depois de transitado em julgado e não menos importante e  das mais utilizadas, a prescrição do delito.

Claro que se um dia voltarmos a ter a prisão após julgamento de segunda instância, a prescrição fica superada.

Entretanto, se o foro privilegiado não cair, de nada adianta a segunda instância, visto que seria o STF a desvelar o transitado em julgado e lá invariavelmente ocorre a prescrição, tanto pela morosidade quanto pelo compadrio.

Entendo que todos os pontos aqui ditos que desaguam na impunidade são importantes, porém se acabar a prescrição de crime, os que hoje se julgam condenados a impunidade eterna, saberão que de eterno só terão a cadeia, mesmo que tardia, a esperá-los.

Não vejo o menor sentido em existir algo, entre tantos outros, que privilegiam tanto e somente o delinquente, sem que haja nenhum tipo de reparação ou compensação a vítima ou vítimas.

Os péssimos exemplos que temos assistido nos últimos tempos é que no nosso país o crime ainda compensa.

Entretanto quero lembrar aos delinquentes o que venho dizendo desde que a Lava Jato iniciou.

A Lava Jato é imponderável, irrefreável e definitiva.

Ricardo Precioso
Colunista

PF faz Operação Boa Vista contra tráfico de drogas e armas no país

Foram cumpridos mandados judicais nos estados de SP e do PR

Foi deflagrada, pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Boa Vista, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas, armas e contrabando, além de descaminho de produtos eletrônicos, agrotóxicos e equipamentos médicos como aparelhos de endoscopia e ultrassom.

A operação conta com a participação de 60 policiais federais para o cumprimento de 20 mandados judiciais, dos quais oito são mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

Segundo os investigadores, um dos mandados de prisão será cumprido na cidade de Bauru, em São Paulo. Os demais, na cidade de Guaíra, cidade localizada a oeste do Paraná, na fronteira com o Paraguai. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal em Guaíra.

Por meio de nota a PF informou que, com os mandados, pretende apreender veículos e embarcações. Também está autorizado o bloqueio de contas bancárias e de “outros ativos financeiros, e bens até o limite de R$ 10 milhões, além do sequestro de imóveis”.

De acordo com a PF, a casa de um dos líderes da organização criminosa estaria avaliada em mais de R$ 1,5 milhão. “A estratégia é atuar de forma a descapitalizar as organizações criminosas”, informa a nota.

Estimativas iniciais apontam que, só nos últimos quatro meses, os investigados perderam o equivalente a R$ 4,2 milhões em produtos ilícitos apreendidos pelas autoridades.

As investigações foram iniciadas em junho deste ano após a descoberta de que um imóvel rural, situado à beira do Lago de Itaipu, que estaria sendo utilizado com frequência para a retirada e estocagem de ilícitos vindos do país vizinho.

Os investigadores constataram que as atividades criminosas eram divididas, ficando um grupo dedicado à prática de contrabando e descaminho de produtos eletrônicos, agrotóxicos e equipamentos médicos; e outro dedicado a traficar drogas e armas.

“Durante as diligências foram realizadas diversas apreensões e prisões em flagrante de membros da organização criminosa, destacando a apreensão, em julho de 2020, de mais de 100 quilos de pasta base de cocaína/crack, que tinha como destino o estado de São Paulo. A droga era levada por um membro da organização criminosa em um fundo falso de veículo”, diz a nota da PF.

Em setembro 20 fuzis calibre 5.56 foram apreendidos no fundo falso de um veículo de propriedade de um dos investigados.

A Operação Boa Vista conta com o apoio de uma equipe do Batalhão de Polícia de Fronteira da Polícia Militar do Paraná, e de um helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil do Paraná.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Matéria Agência Brasil
Por Pedro Peduzzi – Repórter – Brasília
Edição: Valéria Aguiar

STF retoma hoje julgamento sobre soltura de traficante André do Rap

Supremo já formou maioria sobre manutenção de prisão

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (15) o julgamento sobre as decisões envolvendo a prisão do traficante André Oliveira Macedo, o André do Rap, acusado de tráfico internacional de drogas e de ser um dos líderes de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios brasileiros. 

Ontem (14), no primeiro dia do julgamento, a maioria dos ministros votou a favor da decisão do presidente, Luiz Fux, que manteve o mandado de prisão. Votaram nesse sentido os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, além do próprio presidente. Na sessão desta quinta-feira, devem votar a ministra Cármen Lúcia e os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio. 

Até o momento, além de manter a ordem de prisão, a maioria está entendendo que o descumprimento do Artigo 316 do Código de Processo Penal (CPP), que determina a reanálise da prisão a cada 90 dias, não gera a soltura automática de presos. 

Entenda

No sábado (10), Fux derrubou uma decisão individual do ministro Marco Aurélio, relator do caso, que concedeu liberdade ao traficante. A decisão foi motivada por um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR). No momento em que a prisão foi restabelecida, André Macedo, que estava preso desde setembro do ano passado, já tinha deixado a penitenciária de Presidente Venceslau (SP). 

A Polícia Civil de São Paulo realizou no último fim de semana uma operação para tentar recapturar o traficante, mas sem sucesso. De acordo com os investigadores, André do Rap pode ter fugido para o Paraguai. O nome dele foi incluído na lista de procurados da Interpol. 

Ao justificar a libertação, o ministro Marco Aurélio argumentou na decisão que o Artigo 316 do Código de Processo Penal (CPP) determina que a prisão preventiva seja reanalisada a cada 90 dias. No caso específico, o ministro entendeu que a manutenção da prisão era ilegal por ter ultrapassado o tempo determinado na lei. 

Ao derrubar a decisão do ministro, Fux alegou que a manutenção da prisão é necessária por se tratar de criminoso de alta periculosidade, que ficou foragido por cinco anos desde a decretação de sua prisão e para evitar “grave lesão à ordem e à segurança pública”. 

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Matéria Agência Brasil

Por André Richter – Repórter – Brasília
Edição: Fábio Massalli

O brasileiro não se cansa de se acostumar com os absurdos diários

Ao contrário da maioria dos brasileiros, eu ainda fico chocado com os absurdos diários.

Ao contrário da maioria dos brasileiros, eu ainda fico chocado com os absurdos diários.

O excelentíssimo ministro Marco Aurélio Mello, liminarmente, manda soltar um dos grandes traficantes do PCC somente porque a nova redação do artigo 316 do CPP, prevê que o apenado que não tenha a sentença transitada em julgado, tenha revista a prisão preventiva a cada 90 dias.

O excelentíssimo ministro ignorou a sinalização do MP e mandou pra rua um elemento perigoso que sempre que estiver livre, coloca risco a população e a ordem pública. Ele ignorou por desconhecimento ou por bastante conhecimento?

Ao ser questionado pela repórter da CNN sobre tal fato, berrou do outro lado da linha telefônica que a entrevista estava encerrada, ato contínuo desligou o telefone.

Fato é  que o requerente do HC do bandido, era um ex assessor do digníssimo ministro.

Tá bom pra vocês estes absurdos?

Mas tem mais.

Um candidato a vereador do NOVO, o empresário Marcelo Castro, fez coro em defesa do ministro e além de passar pano, ainda afirmou que tráfico nem deveria ser crime.

Acontece seu imbecil candidato do NOVO que, o que não deveria ser crime na sua estúpida opinião, é  crime e crime grave, seu desonesto intelectual.

Pior ainda foi a emenda que ele tentou colar dizendo que achava que o tal André do Rap era somente um vendedor de droga.

Parabéns Partido NOVO, por ter gente do calibre de pensamento deste tamanho. Restam-me duas perguntas.

Essa é  a régua moral que mede os candidatos do NOVO?

Ou será a mesma régua que mede a moral de uns e outros ministros do STF?

O excelentíssimo ministro Marco Aurélio Mello, liminarmente, manda soltar um dos grandes traficantes do PCC somente porque a nova redação do artigo 316 do CPP, prevê que o apenado que não tenha a sentença transitada em julgado, tenha revista a prisão preventiva a cada 90 dias.

O excelentíssimo ministro ignorou a sinalização do MP e mandou pra rua um elemento perigoso que sempre que estiver livre, coloca risco a população e a ordem pública. Ele ignorou por desconhecimento ou por bastante conhecimento?

Ao ser questionado pela repórter da CNN sobre tal fato, berrou do outro lado da linha telefônica que a entrevista estava encerrada, ato contínuo desligou o telefone.

Fato é  que o requerente do HC do bandido, era um ex assessor do digníssimo ministro.

Tá bom pra vocês estes absurdos?

Mas tem mais.

Um candidato a vereador do NOVO, o empresário Marcelo Castro, fez coro em defesa do ministro e além de passar pano, ainda afirmou que tráfico nem deveria ser crime.

Acontece seu imbecil candidato do NOVO que, o que não deveria ser crime na sua estúpida opinião, é  crime e crime grave, seu desonesto intelectual.

Pior ainda foi a emenda que ele tentou colar dizendo que achava que o tal André do Rap era somente um vendedor de droga.

Parabéns Partido NOVO, por ter gente do calibre de pensamento deste tamanho. Resta -me uma pergunta..

Essa é  a régua moral que mede os candidatos do NOVO?

Ou será a mesma régua que mede a moral de uns e outros ministros do STF?

RICARDO PRECIOSO
Colunista

Pacote anticrime virou presente para criminosos

Assista ao comentário de política com Josias de Souza, direto de Brasília.

Josias de Souza

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