Categoria: Ministério da Saúde

MANAUS – De Quem é a CULPA???

Nando Moura

A culpa por Manaus é de Bolsonaro, sim!

Bolsonaro teve 66% dos votos válidos no segundo turno da eleição de 2018 em Manaus. O governador do Amazonas, Wilson Lima, acusado de corrupção, é do PSC, o apoiou e foi por ele apoiado. Pouco antes do Natal, este decretou lockdown e, no dia 26, comerciantes foram para a rua pressioná-lo. No dia 27, abriu tudo, permitiu aglomeração e contágio. Eduardo Bolsonaro avisou: “1.º Búzios e agora Manaus.” Recado dado pelo deputado carioca e bolsonarista Daniel Silveira: “@wilsonlimaAM, viu quem manda no Estado?” Pois é. Quem será? Pergunte a Bia Kicis e Osmar Terra. Relatos pormenorizados de Edilson Martins e Ophir de Toledo não deixam dúvidas: pulmão do mundo (apud Paulo Oliveira) asfixiado por ordem do presidente.
Mandetta previu em março o colapso da saúde pública e 180 mil mortos. Já são mais de 200 mil, podem ser 300 mil. Como num teorema algébrico, QED (como queria demonstrar, em latim).
Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Bolsonaro e o culto da morte

O Governo ignorou os alertas e desprezou as recomendações das autoridades sanitárias.
Sem a vacinação em massa não haverá recuperação econômica. Nova variante do vírus poderá levar à permanência da pandemia.
O Impeachment é urgente.
É o instrumento para interrompermos o genocídio.
O Congresso Nacional tem de ser imediatamente convocado.

Maia: “Discutir impeachment é inevitável…”

VÍDEO 3min

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, em coletiva de imprensa ao lado do governador de São Paulo, João Doria, fala em responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro e Ministério da Saúde durante a pandemia e destaca o colapso de saúde no Amazonas por conta da covid-19.

Matéria abaixo

Rodrigo Maia.

Ele declarou, nesta sexta-feira, 15, que o afastamento do presidente Jair Bolsonaro do cargo, “de forma inevitável, será debatido (pelo Congresso) no futuro”.

O presidente da Câmara esteve acompanhado do governador João Doria (PSDB) e do seu candidato à sucessão da Casa, Baleia Rossi (MDB-SP).

Baleia voltou a defender que sua candidatura à Presidência da Câmara não é uma candidatura de “oposição ao governo, mas de independência da Câmara”. “Uma candidatura não pode ter como bandeira, o impedimento do presidente”, disse o parlamentar.

Sem falar a palavra “impeachment”, mas deixando bem clara esta pauta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cobrou nesta sexta-feira, 15, uma “reação” do Congresso e da sociedade à falta de ação do governo Jair Bolsonaro, a quem chamou de “facínora”, no enfrentamento da pandemia do coronavírus. As falas foram ao comentar a situação de falta de tubos de oxigênio para pacientes do Amazonas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que almoçou com Doria no Palácio dos Bandeirantes e deixa o cargo no mês que vem, disse que o afastamento do presidente “de forma inevitável, será debatido (pelo Congresso) no futuro”.

As declarações representaram uma mudança de tom em relação à oposição que Doria vinha fazendo desde 2019 ao presidente. Pela primeira vez, ele defendeu uma ação para retirar presidente do cargo. “Se não fizermos isso, em dois anos o Brasil estará destruído pela incompetência.”

Nessa mesma data, ocorreu um panelaço em várias cidades do País, mostrando claramente a queda de popularidade de Bolsonaro, pois ouviram-se gritos de “genocida”, “assassino” e “fora Bolsonaro”, nos diversos vídeos viralizados nas redes sociais.

O perfil Placar do Impeachment do Twitter, mostra o andamento de pesquisas sobre o assunto:

Os dados do placar são fruto de um levantamento independente, considerando as redes sociais de todos os deputados federais. Os resultados levam em consideração quem se pronunciou diretamente a favor ou contra o impeachment nas redes sociais.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fontes: Estadão / UOL / Twitter

Bolsonaro é alvo de panelaços em todo o Brasil

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VÍDEOS

A hashtag #BrasilSufocado ganhou adesão de celebridades e políticos!

Com gritos de “fora Bolsonaro”, “genocida”, “assassino” e tantos outros, o Brasil se manifestou.

Foto ilustrativa.

Alvo de panelaços nas principais cidades do País na noite desta sexta-feira, 15, Bolsonaro enfrenta uma gigantesca manifestação contrária à sua postura diante do agravamento da situação da covid-19 em Manaus e todas suas falas e atos referentes à administração da crise sanitária. 

A hashtag “#BrasilSufocado” e a convocação do panelaço começaram a ser disseminadas pela Frente Povo Sem Medo – organização que reúne movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda – às 8h55.

Aos gritos de “genocida” e “assassino”, manifestantes bateram panela em São Paulo em bairros como Pinheiros, Santa Cecília, Higienópolis, Barra Funda, Butantã, Jardins, Pompeia, Cambuci, Ipiranga, Tatuapé, Saúde e Vila Romana por volta das 20h30.

No Largo do Arouche, região central da cidade, carros que passavam pela rua aderiram à manifestação contra Bolsonaro e passaram buzinando. Os protestos tiveram duração entre cinco e 15 minutos.

A iniciativa ganhou a adesão de celebridades como o apresentador Luciano Huck, que compartilhou em seu perfil no Instagram um vídeo batendo panela com a hashtag “#sosamazonas”.

O movimento tomou o Brasil

Aos gritos de “genocida” e “assassino”, manifestantes bateram panela em São Paulo em bairros como Pinheiros, Santa Cecília, Higienópolis, Barra Funda, Butantã, Jardins, Pompeia, Cambuci, Ipiranga, Tatuapé, Saúde e Vila Romana por volta das 20h30.

No Largo do Arouche, região central da cidade, carros que passavam pela rua aderiram à manifestação contra Bolsonaro e passaram buzinando. Os protestos tiveram duração entre cinco e 15 minutos.

Em Manaus, foram registrados panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro em bairros das zonas Oeste e Centro-Sul da capital amazonense. Vídeos circularam em redes sociais marcando o protesto em bairros como AleixoFlores Vieiralves Ponta Negra. A cidade vive atualmente em toque de recolher a partir das 19h por causa do colapso na Saúde da cidade.

Com gritos de “Fora, Bolsonaro“, “Fora, genocida“, moradores de Belo Horizonte também fizeram panelaço contra o presidente da República.

As manifestações, que começaram às 20h30 e duraram oito minutos, foram registradas em bairros como Serra Carmo, com moradores em sua maioria de classe média, e Lourdes, de classe média alta. Os três na região Centro-Sul da cidade. Na Floresta, Região Leste, outro bairro de classe média, também houve manifestação. Nos protestos os manifestantes acendiam e apagavam as luzes dos apartamentos.

Ao menos dez bairros de Salvador registram panelaço contra governo Bolsonaro. Soteropolitanos bateram panelas em meio a pedidos de impeachment e agilidade na vacinação. Por volta das 20h30, moradores de vários bairros bateram panelas em meio a gritos de “impeachment”, “fora, Bolsonaro” e “queremos a vacina”.

No bairro do Imbuí, manifestantes passaram ao menos 15 minutos nas sacadas de suas janelas batendo o objeto. Nas ruas da localidade, também foi possível ouvir um buzinaço. O barulho também pôde ser no Costa Azul, na BarraBarbalho 2 de Julho, no Centro da capital, além de StiepGraça ItaigaraPituba São Rafael.

No Rio de Janeiro, um intenso panelaço ocorreu também a partir das 20h30. Em alguns bairros, como Copacabana e Botafogo (zona sul), a manifestação se estendeu por mais de cinco minutos.

Foram ouvidas batidas de panela, assobios e gritos como “Bolsonaro assassino” e “fora Bolsonaro” nos bairros de Copacabana, Leme, Botafogo, Ipanema, Lagoa, Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo, Glória, Jardim Botânico (zona sul), Jacarepaguá, Barra da Tijuca (zona oeste), Tijuca e Grajaú (zona norte), entre outros bairros.

Panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro foram ouvidos em várias quadras do Plano Piloto de Brasília, nas asas Sul Norte. Gritos de  “Fora, Bolsonaro!”, “Fora, assassino!”, “Genocida” e “Terraplanista” invadiram a capital da República, acompanhados de buzinaços, que começaram por volta de 20h30 e duraram aproximadamente 15 minutos.

Assim como nas demais capitais, em Porto Alegre, o panelaço ocorreu de norte a sul da capital gaúcha contra o governo Bolsonaro. A manifestação foi registrada em diferentes prédios situados em bairros de classe média como Auxiliadora, Petrópolis e Higienópolis. Além dos panelaços, buzinaços também foram registrados na região. Até em locais considerados redutos bolsonaristas como Moinhos de Vento e Bela Vista, panelas ecoaram pela noite quente de Porto Alegre. O protesto também ocorreu em pontos do Centro Histórico, Bom Fim, Santana, Cristal, Menino Deus e Cavalhada.

No bairro mais boêmio da capital, Cidade Baixa, gritos de “Bolsonaro genocida” também foram registrados. Na Santa Cecília, gritos de “Bolsonaro assassino” também foram relatados. Pelas redes socais, os porto-alegrenses também postaram nas redes sociais os registros sobre o protesto. Assim como vereadores de esquerda, parlamentares do campo da direita também postaram mensagens sobre a manifestação.

Moradores de vários bairros da capital cearense também aderiram ao protesto contra o presidente. Das janelas de casas apartamentos em bairros, como o Benfica, Damas, Montese, Varjota, Joaquim Távora, Cidade dos Funcionários e Papicu, foi possível ouvir o panelaço e gritos pedindo o impeachment de Bolsonaro, como “fora, Bolsonaro!”. Antes do ato, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), convocou os seguidores na internet a protestarem.

Goiânia registrou panelaços em diversos bairros que possuem conjuntos de prédios, como o Alto da Glória, Pedro Ludovico, Goiânia 2, Negrão de Lima, Jardim Goiás, Parque Amazônia, Bela Vista, Setor Oeste, Setor Bueno e Setor Central. Também houve panelaço da cidade vizinha, segunda maior do Estado, Aparecida de Goiânia.

No Negrão de Lima houve foguete e gritos de “Fora Bolsonaro” e “Fora Bolsonaro Maldito”. Já no Jardim Goiás houve buzinaços em meio a batidas de panelas. Algumas pessoas se manifestaram contra o panelaço, gritando a palavra “mito”, em referência e apoio ao presidente. No Setor Bueno, área considerada nobre da capital de Goiás, veículos que passavam nas ruas manifestaram apoio ao panelaço buzinando.

Na capital maranhense, foram registrados panelaços de forma tímida em prédios residenciais de áreas nobres da cidade. Os que bateram panelas gritaram “Fora, Bolsonaro”. Algumas poucas reações contrárias, retrucaram bradando: “Fora, Flávio Dino”.  O governador do Maranhão faz forte oposição ao presidente da República e é um dos críticos mais ferrenhos da atuação do governo federal.

Em Florianópolis, foram registradas manifestações na região central da cidade, nas imediações da Universidade Federal e nos bairros do sul da Ilha de Santa Catarina. Os moradores gritaram “Fora Bolsonaro” e cobraram abertura de processo de impeachment contra o presidente. No centro de Florianópolis, também houve manifestações nos bares da avenida Hercílio Luz, com gritos contra o presidente e bateção de mesas. “Não dá mais para aguentar esse governo, nós temos que fazer alguma coisa, queremos impeachment”, declarou Alessandra Oliveira, de 42 anos, que, de máscara, saiu pelas ruas do centro de Florianópolis entoando o grito: “Fora, Bolsonaro”.

Também foi registrada manifestação na região continental da capital e em cidades da região metropolitana, como São José e Palhoça. A Polícia Militar fez rondas na região central por volta das 20h30, mas não foi registrado nenhum incidente.

Na capital pernambucana, houve panelaço no horário marcado por algumas publicações que foram compartilhadas ao longo desta sexta-feira, 15. Há relatos de protesto em todas as partes da cidade. No Cordeiro, zona Oeste, e na Boa Vista e no Paissandu, no centro, durou 10 minutos.

No bairro de Boa Viagem, na zona Sul, parte rica do Recife, o panelaço durou 7 minutos e algumas pessoas gritavam “fascista”. No Espinheiro, nos Aflitos, no Prado e na Madalena, bairros de classe média alta da zona norte, o panelaço também durou 10 minutos. De acordo com alguns moradores dos bairros, além das batidas também se ouvia gritos: “fora Bolsonaro”, “genocida”, “assassino”. Em algumas partes da zona norte, os protestantes também assobiavam e buzinavam.

Em Curitiba, panelaços e buzinaços em oposição ao governo federal foram ouvidos em várias regiões da capital na noite desta sexta-feira, 15. Houve manifestações nos bairros Centro, Mercês, Água Verde, Portão, Juvevê, Cabral, Cristo Rei, Batel e Bigorrilho, entre outros.

Foram ouvidos gritos de “genocida” e “assassino”, em referência à forma como Jair Bolsonaro tem conduzido as ações de combate à covid-19. Também foram registrados pedidos de renúncia.

A queda de apoio ao presidente é forte e bem notada por qualquer observador.

Nos corredores se fala em impeachment, já, sem qualquer receio.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo

Índia não enviará vacinas e avião da empresa “Azul” foi dispensado

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Matéria atualizada 23:40h

A Índia, por não ter se comprometido em entregar agora o pedido de liberação das 2 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca/Oxford, que o Ministério da Saúde requisitou ao Butantan, fez com que o governo exigisse a entrega imediata das 6 milhões de doses da CoronaVac.

A negativa formal acabou com a expectativa do governo federal para o uso do imunizante no início da vacinação em todo o País. Com isso, o Ministério da Saúde solicitou nesta sexta-feira, 15, a entrega “imediata” de 6 milhões de doses da Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantã, em parceria com a chinesa Sinovac.

Bolsonaro, sem saída, declarou em entrevista à Band TV:

“Resolveu-se, não foi decisão nossa, atrasar em um ou dois dias até que o povo comece a ser vacinado lá (na Índia), porque lá também tem as pressões políticas de um lado ou de outro”.

Bolsonaro chegou a declarar que não compraria o imunizante chinês – que acabou comprando. Foi a aposta do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político, para a vacinação no Estado. Na semana passada, ele também ironizou a eficácia de 50,4% da vacina.

Diz o ofício enviado pelo ministério ao diretor do Butantã, Dimas Covas:

“Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a COVID-19, tão logo seja concedido a autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo, dia 17 de janeiro de 2021”.

Ministério da Saúde

Em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, Doria afirmou que cerca de 4,5 milhões de doses da CoronaVac seriam encaminhadas para o Ministério da Saúde para que fossem incorporadas ao Plano Nacional de Imunização do governo federal, enquanto o restante das doses ficariam no Estado.
“As vacinas que cabem ao Brasil serão encaminhadas ao Ministério da Saúde”, disse o governador. “Vacinas de São Paulo ficarão em São Paulo”.

Em nota, o Butantã disse que questionou o ministério sobre qual a quantidade de doses que será destinada a São Paulo. “Para todas as vacinas destinadas pelo instituto ao Programa Nacional de Imunizações, é praxe que uma parte das doses permaneça em São Paulo, Estado mais populoso do Brasil. Isso acontece, por exemplo, com a vacina contra o vírus influenza, causador da gripe”, disse o instituto.

No ofício, o Butantã pede, no entanto, que o governo federal informe o quantitativo de vacinas que será destinado ao Estado de São Paulo, questiona a data e horário em que será iniciada a campanha de vacinação “simultaneamente” em todo o País. “Aguardamos orientação de V. Senhoria quanto ao início da campanha de vacinação, com confirmação de data e horário definidos, considerando que deverá ocorrer simultaneamente em todos os Estados do Brasil”, diz o documento. 

Ofício do Instituto Butantan:

“Entregaremos a totalidade das doses requeridas; e solicitamos que V. Senhoria nos informe o quantitativo a ser destinado ao Estado de São Paulo para que o mesmo seja entregue imediatamente ao CDL-SES-SP como de praxe para as demais vacinas produzidas pelo Instituto Butantan”, diz o ofício.

“Por fim, ressaltamos que a disponibilização deverá ocorrer tão logo seja concedida a autorização pela agência reguladora”, acrescenta o documento. A Anvisa deve decidir no domingo, 17, se libera o uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford. Até lá, estes imunizantes deveriam ficar sob guarda do Butantan e da Fiocruz.

 O documento foi enviado ao diretor do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e é assinado por três autoridades da Fundação Butantã: o diretor presidente, Rui Curi, o superintendente Reinaldo Noboru Sato e o diretor Dimas Tadeu Covas.

Segundo o Itamaraty, o governo indiano mostrou “boa vontade” em liberar a carga, mas apontou “dificuldades logísticas”, pois o pedido brasileiro ocorre no momento em que o país começa a sua campanha de vacinação contra a covid-19 e, portanto, há um sensibilidade política interna para, ao mesmo tempo, liberar 2 milhões de doses ao Brasil.  

“Foi tudo acertado para disponibilizar 2 milhões de doses, só que hoje, nesse exato momento está começando a vacinação na Índia, País com um bilhão e trezentos milhões de habitantes”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Band. Segundo ele, a decisão de atrasar a entregas do imunizantes ao Brasil, antes prevista para domingo, não foi do governo brasileiro.

O avião da Azul que deveria buscar as doses produzidas pelo laboratório indiano Serum deveria decolar de Recife na quinta, 14, mas o voo foi adiado por “problemas logísticos internacionais”. Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores já admitia a possibilidade de atraso no cronograma de busca dos imunizantes.

Até a redação desta matéria, o Ministério da Saúde não havia respondido ao Butantan, qual seria a cota de doses que permaneceriam em São Paulo.

Caso o Governo Federal determine que as vacinas deverão ser encaminhadas para Brasília, em seu total, para depois retornar a cota que cabe a São Paulo, deixará clara a preocupação da chamada “primeira foto”, fato político que custará ao presidente, duras críticas e uma ampliação do seu, já, enorme desgaste.

Enquanto tudo isso ocorre, um panelaço em todo território nacional contra o presidente e a “União” entra com o pedido de uso emergencial, na Anvisa, para a vacina “Sputnik V”.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo

Há três semanas governo elevou impostos de importação sobre cilindros de oxigênio

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Como quem sabota o combate à pandemia, o Governo retomou tarifas de importação de 185 produtos usados no combate à covid-19.

Jair Bolsonaro.

Grave, muito grave:

A revogação de isenção de 185 itens, que estavam na lista de produtos considerados prioritários no combate à covid-19, impactou seriamente o setor e fomentou a crise.

Apesar de ter elevado o imposto de importação para itens considerados essenciais no combate à covid-19, o governo tem zerado tarifas de importação para setores que têm a simpatia do presidente Jair Bolsonaro.

Essa medida de aumento de impostos é constante em vários setores e a população brasileira sequer imagina que acontece.

Camex deve se reunir ainda hoje para reverter aumento após repercussão negativa em meio à crise de coronavírus em Manaus.

O governo elevou o imposto de importação sobre cilindros usados no armazenamento de gases medicinais, que estavam isentos desde março de 2020, para facilitar as medidas de combate à covid-19. Isso foi feito há exatamente três semanas antes da crise de oxigênio.

Os cilindros de ferro adquiridos do exterior voltaram a ser taxados em 14%, e os cilindros de alumínio, em 16%, conforme resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex, de 24 de dezembro de 2020, revogando a isenção de 185 itens que estavam até então na lista de produtos considerados prioritários no combate à covid-19.

Estes inúmeros aumentos de impostos, elevam substancialmente os produtos e se tornam públicos agora, quando uma crise mostra claramente suas consequências.

A secretaria-executiva da Camex é ligada ao Ministério da Economia. A pasta informou que as decisões de redução tarifária para auxiliar no combate à covid-19 são tomadas “com base nas recomendações do Ministério da Saúde, que é autoridade finalística sobre o assunto no âmbito do governo federal”.

O Ministério da Saúde não se manifesta sobre o tema.

Na quinta-feira, dia 14, no mesmo dia do colapso em Manaus pela falta de oxigênio, Bolsonaro afirmou que o governo deve zerar a tarifa de importação de pneus.

“Agora o que eu fiz, espero que esse ministro agora não queira dar uma canetada né. Porque pela Camex são tarifas, não é imposto. A tarifa de importação de pneus, que interessa os caminhoneiros, está em torno de 16%, que interessa os caminhoneiros. Conversei com o Paulo Guedes, vamos zerar”.

Jair Bolsonaro

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo

Anvisa cobra e Doria garante que informações foram entregues

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O Brasil espera que não exista nenhuma interferência política que possa atrasar a aprovação da CoronaVac, a única vacina disponível no País.

CoronaVac – Sinovac – Butantan.

Neste domingo, dia 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, deverá fazer a análise do pedido de uso emergencial da CoronaVac e da vacina desenvolvida pela AstraZeneca da Universidade de Oxford, mas consta no site da agência que ainda faltam documentos, justamente da CoronaVac, única vacina disponível no Brasil.

A Anvisa, que mostra o status da documentação, 25,82% dos dados ainda constam como “pendentes de complementação”. O que falta são resultados da “análise interina de desfecho primário do estudo clínico de fase 3 demonstrando, pelo menos, 50% de eficácia, e o critério de sucesso estatístico ser que o limite inferior do intervalo de confiança seja maior que 30%, ou em caso de parâmetros alternativos, que estes tenham sido pré-aprovados pela Anvisa”.

Portanto, o Butantan ainda precisaria comprovar que a CoronaVac tem eficácia maior que 50%, índice mínimo estabelecido pela agência para aprovação do uso emergencial.

A atualização de pendências foi feita às 8h19 desta sexta-feira, 15, dois dias antes da decisão do colegiado.

A Anvisa, 44,86% dos documentos já foram analisados, enquanto outros 29,32% ainda estão sendo estudados pela agência.

Segundo o Governador do Estado de São Paulo, essas informações já foram entregues e todo o Brasil aguarda, com ansiosidade, a aprovação e distribuição/aplicação da única vacina que está em território nacional, pronta para ser aplicada há muitos dias no estoque.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Anvisa / Governo do Estado de São Paulo / Mídias locais

Pazuello mentiu e STF dá 5 dias para que ele explique estoque de insumos

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– Brasil supera as 200 mil mortes, dados oficiais sem computar 50% das subnotificações avaliadas por especialistas.
– Governador de São Paulo, João Doria, anuncia em rede nacional a eficácia da CoronaVac, que chega a 100% em casos graves e médios.
– Ministro da Saúde Eduardo Pazuello corre para falar do PNI (Plano Nacional de Imunização), também em rede nacional.
– Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski dá 5 dias para Pazuello explicar estoque de insumos necessários à vacinação contra Covid-19, atendendo uma alegação, ao STF, do partido Rede Sustentabilidade.

Tudo isso em um só dia.

Pazuello afirmou, na coletiva de imprensa, que havia assinado um contrato com o Instituto Butantan, garantindo as vacinas CoronaVac produzidas pelo Instituto.

Em seguida, o governador Doria, a convite da Globo News, afirmou que não havia nenhum contrato firmado. Informou que tal contrato apenas foi enviado e que nenhuma das partes tinham assinado.

Em seguida, o Ministério da Saúde correu com os trâmites para que o tal contrato fosse assinado e firmado.

O Ministro da Saúde não deixou de zombar da imprensa e afirmar que os jornalistas não podem interpretar a situação. Que não admite interpretações, pois o público leitor não lhes dá este direito e que a mídia trabalha na desinformação.

O governo desinformante, que através de um gabinete dedicado exclusivamente a fake news (conforme já provado nas investigações), inverte os fatos, mais uma vez e agora quer ditar/retirar da imprensa um papel que ela cumpre a séculos.

Pazuello também afirmou que há 5 meses já havia informado ao Instituto Butantan, a intenção de compra, o que também não é verdade.

Em 20 de outubro, quando apresentou o protocolo de intenção, ou seja, ha apenas 3 meses, foi desautorizado pelo presidente Bolsonaro, que mandou “rasgar” o documento, afirmando que “jamais iria comprar a vacina chinesa”.

Também mostrou a “preocupação” do Ministério da Saúde, “que nunca se omitiu” diante da pandemia.

É público e notório a inanição de todo o governo com relação a vacinas ou qualquer outro assunto de interesse, relacionado à pandemia.

O Ministro da Saúde concedeu uma entrevista sem perguntas. Foi um monólogo, onde ele se perguntava e respondia, desculpando-se, no final, por não poder responder qualquer pergunta da imprensa, por ter outros compromissos, retirando-se, sem ser questionado em absolutamente nada.

O Governo Federal só se mexe quando o adversário político “número um”, apresenta qualquer boa notícia de interesse da anciosa população que espera vacinas, seja de onde vier.

Pazuello também apresentou várias argumentações que nada informa e com relação a datas, continuou afirmando três faixas, espaços entre datas, sem firmar nenhuma.

O Brasil dispõe de apenas uma vacina em território nacional – CoronaVac – que terá seu pedido à Anvisa, para uso emergencial, ainda nesta semana.

Não deixou de ser uma excelente notícia a apresentação dos dados que a população queria saber – eficácia, apresentação do pedido à Anvisa e estoque já disponível.

A pasta da Saúde fala em centenas de milhões de vacinas, ainda sem data, sem vacina e sem insumos, que deverão ser comprovados ao STF em 5 dias.

Enquanto o Governo do Estado de São Paulo realizou 24 pregões para compra de insumos, nos últimos meses, o governo Federal realizou apenas um, com total fracasso nos resultados.

A decisão do ministro Lewandowski foi tomada após o partido Rede Sustentabilidade alegar ao Supremo que o governo federal, “além de não ter iniciado a vacinação, está lançando obstáculos ao adequado emprego das vacinas que devem ser adquiridas”.

“Esses obstáculos se materializam na possível ausência de insumos como seringas e
agulhas”, afirma a legenda.

“Chega a ser contraditório que o governo federal tenha zerado o imposto de importação de seringas e agulhas e proíba a exportação de seringas e agulhas, mas deixe de adquirir a tempo e a contento os citados insumos para iniciar a vacinação da população brasileira”, sustenta o partido.

Caso não seja provado estoques suficientes dos insumos, a Rede quer que o Supremo obrigue o governo a apresentar, em 48 horas, o planejamento de novas aquisições de seringas e agulhas para o cumprimento das primeiras fases do plano.

Da Redação O Estado Brasileiro
Edição: Celso B. Rabelo

O que há com nosso instinto de vida?

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Que tendência suicida é essa dos que se expõem ao risco nas ruas e nas praias, aglomerados, ou em festas de pobres e de ultra ricos, nos bares da vida… Mas o que será isso? Perderam o instinto de sobrevivência que pressupõe o medo de morrer e nos faz fugir do perigo?

Algo está acontecendo aqui: a negação de um vírus potencialmente letal, ameaçador, perigoso e que precisa ser objeto de estudo sociológico profundo.

E o impulso não é só suicida, é homicida também, já que o transmissor pode morrer e pode matar.

E a aflição está em ver que milhares todos os dias se dedicam a esse ritual macabrro, sado-masoquista, destrutivo, cruel, perverso indo a todos os lugares onde o vírus estará fatalmente circulando sem moderação, seja na 25 de Março, seja no Brás, seja nos pancadões, nos barzinhos da Vila Madalena, no Leblon ou em Trancoso com os jatinhos particulares à espera para levar e buscar ou na Praia Grande onde ele vem também fazer suas vítimas.

Que fenômeno é esse? Alguns dizem que as guerras antigamente ocorriam quando havia mais gente do que o mundo poderia suportar. Era como se a matança fosse necessária para reequilibrar o sistema. Da mesma forma, as pandemias surgiam depois de uma ” limpa” no excesso de gente. São hipóteses apenas, lógico, nunca comprovadas.

Seria como que o sistema tivesse um poder automático de exclusão dos excedentes.

Atualmente, nessa nova revolução digital, as guerras não são mais no campo de batalha. Travam-se no plano econômico, da globalização em que há uma interdependência dos países. Assim, pessoas morrem muito menos e duram bem mais.

Eis então que surge quase como do nada, essa pandemia, algo que nos parecia inimaginável que só poderíamos imaginar em filmes de ficção. E aqui está ela entre nós matando adoidado como um tsunami.

Porém, o que jamais poderíamos imaginar é que teríamos um presidente pronto a liderar esse movimento auto-destrutivo a conduzir tantos ao desprezo pela vida e portanto à morte. É como se Bolsonaro fosse a força que leva alguns tipos de seres ao suicídio coletivo.

Faz lembrar de forma semelhante ao suicídio de algumas espécies de animais que teimosamente vem morrer na praia como é o caso de baleias e golfinhos e outras espécies.

Aqui em casa, por exemplo, há um tipo de abelhinhas que literalmente se atiram aos milhares na água da piscina para morrer e que temos de recolher com a rede usada para as folhas que caem das árvores.

E, por incrivel que pareça, o presidente do pais, Bolsonaro, representa sim essa força que leva à morte, esse instinto destrutivo em oposição à vida, à alegria, à saúde, ao desejo de progresso, de prosperidade, de bonança, de paz, de equilíbrio, de bem-estar enfim.

Bolsonaro é o arauto da Morte. É um Charles Mason coletivo que seduz milhões de almas cooptadas e hipnotizada, como que atraídas por buracos negros existentes no espaço.

Por Deus! É preciso muita força para lutarmos contra esse movimento mórbido que parece estar sempre à espreita querendo nos levar de roldão.

Urge que nos salvemos disso. Queremos viver. O país precisa sobreviver. Lutemos pois pela nossa saúde, pela vacina e busquemos apoiar aqueles que lutam do nosso lado. Todos eles.

Juntemos forças porque a luta é para os fortes e conscientes dessa realidade que parece ficcional mas não é não. Ela está acontecendo aqui e agora! Ou vencemos ou vencemos. Não temos escolha! E creio não estar sendo exagerada. Antes fosse!

Eliana França Leme
Psicóloga e Colunista

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