Categoria: Fake News

A derrota dos arautos da morte

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Domingo, dia 17/01, foi um dia verdadeiramente histórico: primeiro porque a vacinação no Brasil foi iniciada. E segundo porque a vacina representa a vitória da Ciência sobre o negacionismo dos perversos, dos que fazem a opção pela morte ao invés da vida, dos que colocam suas crenças ideológicas acima da verdade, recheadas de distorções da realidade para capturar o medo, sempre infundado, de grupo de pessoas que se sentem ameaçadas por fantasmas cuja existência é fruto de medos antigos nunca resolvidos ou elaborados internamente. 

Suas crenças se tornam crendices, como acreditar em saci pererê ou no bicho papão com novas roupagens, uma delas, o medo de um  “comunismo” que já morreu. 
Para eles o mundo não gira,  porque a Terra é plana e com isso o tempo não passa. 
Enfim… doenças desse tipo não se curam com racionalidade mas com a visão de imagens que são mais fortes que seus medos mais profundos. 

Dessa forma, fica difícil negar a asfixia de centenas de manauaras contaminados por Covid mesmo que o “sapo cururu” surja com caixas e caixas de hidróxicloroquina dizendo que é o remédio que cura porque não cura, mas mata. 

Aí está o Dr Wong, prestigiado médico defensor desses medicamentos inócuos para a Covid mas prejudiciais à saúde quando tomados sem necessidade. Vários desses defensores estão morrendo. 

É  assim,  e só assim,  que os negacionistas se calam. Também se calam depois da mortandade após terem incentivado a luta contra o isolamento e contra o uso de máscaras e a favor de aglomerações. Diante do horror que todos testemunhamos, fica difícil defender o indefensável. 

Tudo isso, entretanto, poderia ser facilmente combatido, caso não houvesse no poder uma família de arautos da morte  que adoram matar, que sentem um prazer mórbido e orgástico com o sofrimento dos brasileiros. 
É o sadismo na sua forma mais primitiva e pura.

Foi a vitória contra esses seres malignos que ocorreu com a aprovação da vacina pela Anvisa e que não era sem tempo. 

A luta foi imensa, como a de Davi contra Golias. Parecia  impossível que a vacina que tem o poder de dominar o terrível vírus saísse vitoriosa, tal a sensação de impotência que se abatia sobre tantos! 

Agora, porém, falta ganhar a guerra que acaba quando este ser das trevas que nos impôs o horror do atraso e da falta de perspectiva, do autoritarismo, da impunidade, seja dominado de vez sendo  expurgado da nossas vistas e do cenário nacional junto com seus ruinosos asceclas. 

Mas isso só acontecerá com a garra com que chegamos até aqui, sem cessar mesmo que muitas vezes exaustos emocionalmente. 

Sigamos em frente, meus amigos, porque ainda temos um árduo caminho a percorrer. Mas com uma diferença: agora já visualizamos o horizonte pois uma luz surgiu para os que têm força de vida e desejo profundo de viver num país bom e belo e que é nosso. Sim, a bandeira também é nossa e é preciso resgatá-la o mais depressa possível antes que seja tão danificada que dela não sobre mais nada! 

Continuemos na luta pois. Não estamos sozinhos. Muitos estão se juntando e numa só voz vamos caminhar rumo à vitória. 

Eliana França Leme 
Psicóloga e Colunista

MANAUS – De Quem é a CULPA???

Nando Moura

Pazuello mentiu e STF dá 5 dias para que ele explique estoque de insumos

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– Brasil supera as 200 mil mortes, dados oficiais sem computar 50% das subnotificações avaliadas por especialistas.
– Governador de São Paulo, João Doria, anuncia em rede nacional a eficácia da CoronaVac, que chega a 100% em casos graves e médios.
– Ministro da Saúde Eduardo Pazuello corre para falar do PNI (Plano Nacional de Imunização), também em rede nacional.
– Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski dá 5 dias para Pazuello explicar estoque de insumos necessários à vacinação contra Covid-19, atendendo uma alegação, ao STF, do partido Rede Sustentabilidade.

Tudo isso em um só dia.

Pazuello afirmou, na coletiva de imprensa, que havia assinado um contrato com o Instituto Butantan, garantindo as vacinas CoronaVac produzidas pelo Instituto.

Em seguida, o governador Doria, a convite da Globo News, afirmou que não havia nenhum contrato firmado. Informou que tal contrato apenas foi enviado e que nenhuma das partes tinham assinado.

Em seguida, o Ministério da Saúde correu com os trâmites para que o tal contrato fosse assinado e firmado.

O Ministro da Saúde não deixou de zombar da imprensa e afirmar que os jornalistas não podem interpretar a situação. Que não admite interpretações, pois o público leitor não lhes dá este direito e que a mídia trabalha na desinformação.

O governo desinformante, que através de um gabinete dedicado exclusivamente a fake news (conforme já provado nas investigações), inverte os fatos, mais uma vez e agora quer ditar/retirar da imprensa um papel que ela cumpre a séculos.

Pazuello também afirmou que há 5 meses já havia informado ao Instituto Butantan, a intenção de compra, o que também não é verdade.

Em 20 de outubro, quando apresentou o protocolo de intenção, ou seja, ha apenas 3 meses, foi desautorizado pelo presidente Bolsonaro, que mandou “rasgar” o documento, afirmando que “jamais iria comprar a vacina chinesa”.

Também mostrou a “preocupação” do Ministério da Saúde, “que nunca se omitiu” diante da pandemia.

É público e notório a inanição de todo o governo com relação a vacinas ou qualquer outro assunto de interesse, relacionado à pandemia.

O Ministro da Saúde concedeu uma entrevista sem perguntas. Foi um monólogo, onde ele se perguntava e respondia, desculpando-se, no final, por não poder responder qualquer pergunta da imprensa, por ter outros compromissos, retirando-se, sem ser questionado em absolutamente nada.

O Governo Federal só se mexe quando o adversário político “número um”, apresenta qualquer boa notícia de interesse da anciosa população que espera vacinas, seja de onde vier.

Pazuello também apresentou várias argumentações que nada informa e com relação a datas, continuou afirmando três faixas, espaços entre datas, sem firmar nenhuma.

O Brasil dispõe de apenas uma vacina em território nacional – CoronaVac – que terá seu pedido à Anvisa, para uso emergencial, ainda nesta semana.

Não deixou de ser uma excelente notícia a apresentação dos dados que a população queria saber – eficácia, apresentação do pedido à Anvisa e estoque já disponível.

A pasta da Saúde fala em centenas de milhões de vacinas, ainda sem data, sem vacina e sem insumos, que deverão ser comprovados ao STF em 5 dias.

Enquanto o Governo do Estado de São Paulo realizou 24 pregões para compra de insumos, nos últimos meses, o governo Federal realizou apenas um, com total fracasso nos resultados.

A decisão do ministro Lewandowski foi tomada após o partido Rede Sustentabilidade alegar ao Supremo que o governo federal, “além de não ter iniciado a vacinação, está lançando obstáculos ao adequado emprego das vacinas que devem ser adquiridas”.

“Esses obstáculos se materializam na possível ausência de insumos como seringas e
agulhas”, afirma a legenda.

“Chega a ser contraditório que o governo federal tenha zerado o imposto de importação de seringas e agulhas e proíba a exportação de seringas e agulhas, mas deixe de adquirir a tempo e a contento os citados insumos para iniciar a vacinação da população brasileira”, sustenta o partido.

Caso não seja provado estoques suficientes dos insumos, a Rede quer que o Supremo obrigue o governo a apresentar, em 48 horas, o planejamento de novas aquisições de seringas e agulhas para o cumprimento das primeiras fases do plano.

Da Redação O Estado Brasileiro
Edição: Celso B. Rabelo

Trump envergonha a democracia americana com falsas afirmações no Twitter

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Trump continua golpeando a democracia americana com fake news no Twitter.

O presidente Trump afirmou falsamente na terça-feira que o vice-presidente Mike Pence tem o poder de rejeitar eleitores quando a votação do Colégio Eleitoral for certificada no final desta semana, continuando uma campanha de pressão que o presidente aumentou lentamente nos últimos dias.

Donald Trump

“O vice-presidente tem o poder de rejeitar eleitores escolhidos de forma fraudulenta”, afirmou Trump falsamente no Twitter .

Como presidente do Senado, Pence deve presidir a certificação pro forma da contagem de votos do Colégio Eleitoral em uma sessão conjunta do Congresso na quarta-feira. É um momento televisionado, constitucionalmente prescrito, em que o Sr. Pence nomeará o vencedor das eleições presidenciais de 2020, Joseph R. Biden Jr.

O Sr. Trump vem tentando há dias pressionar o Sr. Pence a usar seu papel processual no evento como uma oportunidade para mudar o resultado da eleição.

É também um momento para o qual alguns dos conselheiros de Pence têm se preparado desde que Trump perdeu a eleição e intensificou suas alegações infundadas de fraude eleitoral generalizada. Durante um comício na Geórgia na noite de segunda-feira, Trump pressionou Pence abertamente pela primeira vez para satisfazer sua demanda de que os resultados fossem alterados para beneficiá-lo.

Os assessores de Pence disseram que ele seguirá o que a Constituição prescreve. Mas o fato de Trump estar agora se voltando contra um aliado que tem sido um dos mais respeitosos por ele ao longo de quatro anos é um previsível ato final de sua presidência.

Mas não importa o quão desagradável possa ser para Pence, J. Michael Luttig, um ex-juiz do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos e importante acadêmico jurídico conservador, disse que Pence não tinha escolha a não ser simplesmente contar os votos.

“Nenhum presidente e nenhum vice-presidente consideraria – ou deveria – considerar qualquer um dos eventos como um teste de lealdade política”, disse Luttig. “E se o fizesse, ele teria que entender que a lealdade política deve ceder à obrigação constitucional.”

Os republicanos da Câmara, com o apoio de Trump, também argumentaram no tribunal que Pence tem o direito de resolver os problemas por conta própria e eliminar os votos eleitorais de qualquer estado que escolher. Mas um juiz federal, que foi nomeado por Trump, rejeitou na sexta-feira uma ação judicial que os republicanos moveram para forçar o vice-presidente a fazê-lo.

“A única responsabilidade e poder do vice-presidente segundo a Constituição é contar fielmente os votos do Colégio Eleitoral da forma como foram lançados”, disse Luttig. “A Constituição não autoriza o vice-presidente a alterar de forma alguma os votos emitidos, seja rejeitando certos votos ou de outra forma”.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: matéria NYT – Maggie Haberman, Annie Karni e Michael S. Schmidt

Trump, vergonhosamente, pressionou oficial da Geórgia a “encontrar” votos para anular a eleição

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O perdedor que mais trabalho deu aos Estados Unidos.
Biden é o presidente legitimamente eleito.

O maior atentado contra a democracia americana, com desrespeito às urnas e acusações infundadas que tomou o espaço midiático e a paz habitual nas eleições da mais poderosa nação do planeta.
Entenda o caso, nesta explicação completa.

O presidente alertou vagamente sobre um “crime” ao pressionar o secretário de Estado Brad Raffensperger na ligação, de acordo com uma gravação de áudio.

Donald Trump

WASHINGTON – O presidente Trump pressionou o secretário de Estado republicano da Geórgia para “encontrar” votos suficientes para derrubar a eleição presidencial e o ameaçou vagamente com “um crime” durante uma ligação telefônica de uma hora no sábado, de acordo com uma gravação de áudio da conversa.

Trump, que passou quase nove semanas fazendo falsas alegações de conspiração sobre sua derrota para o presidente eleito Joseph R. Biden Jr., disse a Brad Raffensperger , principal autoridade eleitoral do estado, que ele deveria recalcular a contagem de votos para que Trump, não o Sr. Biden, acabaria ganhando os 16 votos eleitorais do estado.

“Eu só quero encontrar 11.780 votos, o que é mais um do que temos”, disse Trump durante a conversa, de acordo com uma gravação obtida pela primeira vez pelo The Washington Post , que a publicou online no domingo. O New York Times também adquiriu uma gravação da ligação de Trump.

O presidente, que ficará encarregado do Departamento de Justiça pelos 17 dias restantes em sua administração, deu a entender que Raffensperger e Ryan Germany, o advogado-chefe do gabinete do secretário de Estado, poderiam ser processados ​​criminalmente se não cumprissem suas ordens.

“Você sabe o que eles fizeram e não está relatando”, disse o presidente durante a ligação. “Você sabe, isso é um crime – isso é um crime. E você sabe, você não pode deixar isso acontecer. É um grande risco para você e para Ryan, seu advogado. É um grande risco. ”

O esforço para persuadir e intimidar as autoridades eleitas em seu próprio partido – que alguns especialistas jurídicos disseram que poderia ser processado de acordo com a lei da Geórgia – foi um ato notável de um presidente derrotado ao romper os limites legais e éticos enquanto busca permanecer no poder.

Por qualquer medida padrão, a eleição acabou há muito tempo. Todos os estados do país certificaram seu voto, e uma campanha legal de Trump para contestar os resultados foi enfrentada quase que uniformemente, com demissões rápidas por juízes de todo o país, incluindo uma Suprema Corte com maioria conservadora.

Ao tentar dobrar Raffensperger à sua vontade, Trump estava afirmando o poder de seu cargo de uma forma que lembrava seu telefonema de 2019 para o presidente da Ucrânia , durante o qual Trump pressionou o presidente Volodymyr Zelensky a iniciar uma investigação falsa sobre o Sr. Biden retendo ajuda militar vital para o país. Essa chamada foi a peça central do esquema pelo qual Trump se tornou o terceiro presidente americano a sofrer impeachment por cometer crimes graves e contravenções.

Como fez quando pediu a Zelensky que “nos fizesse um favor”, Trump pediu no sábado a Raffensperger que o ajudasse politicamente. Os resultados da corrida de 2020 devem ser certificados pelo Congresso durante uma sessão na quarta-feira, apesar dos esforços de alguns dos aliados de Trump na Câmara e no Senado, que disseram que contestarão os resultados em vários estados, incluindo a Geórgia.

Trump disse esperar que o gabinete de Raffensperger possa resolver suas alegadas discrepâncias antes do segundo turno da eleição para o Senado na Geórgia na terça-feira, que decidirá o equilíbrio de poder no Senado. O presidente deve fazer campanha na noite de segunda-feira na Geórgia para os dois candidatos republicanos, os senadores David Perdue e Kelly Loeffler.

“Acho que devemos chegar a uma resolução sobre isso antes da eleição”, disse Trump. Caso contrário, ele disse, “você simplesmente não vai votar”.

“Eles não querem votar”, disse ele. “Eles odeiam o estado. Eles odeiam o governador e odeiam o secretário de estado. ”

Ele acrescentou: “O povo da Geórgia está com raiva, o povo do país está com raiva. E não há nada de errado em dizer isso, você sabe, hum, que você recalculou. ”

Raffensperger educadamente, mas com firmeza, rejeitou as súplicas do presidente, defendendo os resultados da eleição em seu estado e insistindo repetidamente que Trump e seus aliados receberam informações falsas sobre fraudes eleitorais.

“Bem, Sr. Presidente, o desafio que você tem são os dados que você tem estão errados”, disse ele.

Especialistas jurídicos disseram que Trump pode ter violado as leis do estado da Geórgia contra a solicitação de fraude eleitoral e extorsão ao tentar exercer pressão sobre Raffensperger.

Uma lei estadual considera crime “solicitar, solicitar, comandar, importunar ou de outra forma tentar fazer com que outra pessoa se envolva em fraude eleitoral”. Ao instar os funcionários eleitorais a “encontrar” votos que não foram legalmente expressos para ele, Trump poderia ser processado de acordo com essa lei, disse Ryan C. Locke, advogado de defesa criminal e ex-defensor público de Atlanta.

“Ele está dizendo ao secretário de Estado para ‘encontrar votos para que eu possa ganhar – votos que não são devidos a mim’”, disse Locke. “A gravação por si só é suficiente para iniciar uma investigação. É uma causa provável para emitir uma acusação. ”

Ele disse que Trump também pode estar violando as leis que proíbem a extorsão. Mas ele e outros especialistas jurídicos disseram que era improvável que os promotores continuassem com um caso contra Trump nos últimos dias de sua administração.

A vice-presidente eleita Kamala Harris – em um comício drive-in para os candidatos democratas do Senado da Geórgia em Garden City, Geórgia – referiu-se no domingo ao telefonema de Trump, dizendo que era “a voz do desespero – certamente isso”.

“E foi um abuso de poder careca, obsceno e ousado por parte do presidente dos Estados Unidos”, acrescentou ela.

O senador Richard J. Durbin, democrata de Illinois e um dos líderes do Senado, disse que a ligação foi “mais do que um discurso patético, divagante e delirante”, chamando o presidente de “desequilibrado e perigoso” e dizendo que os aliados republicanos de Trump “Estão colocando em risco a transição ordeira e pacífica do poder em nossa nação”.

O ex-presidente Paul D. Ryan, um republicano que permaneceu calado nas últimas semanas, exortou seus ex-colegas no domingo a abandonar seu desafio aos resultados, chamando-o de o mais “ato antidemocrático e anticonservador” que ele poderia pensar .

“A campanha de Trump teve ampla oportunidade de contestar os resultados eleitorais, e esses esforços falharam por falta de evidências”, disse ele. “Se os estados desejam reformar seus processos para futuras eleições, essa é sua prerrogativa. Mas a vitória de Joe Biden é inteiramente legítima. ”

Os 10 ex-secretários de defesa vivos, de ambas as partes, ecoaram esse sentimento em um artigo de opinião no domingo no The Post. Eles disseram que os militares não deveriam ser usados ​​de forma alguma para alterar o resultado da eleição, dizendo: “Os governadores certificaram os resultados. E o Colégio Eleitoral votou. O tempo de questionar os resultados já passou ”.

A ligação da Casa Branca para o escritório de Raffensperger veio na tarde de sábado às 14h41, após 18 outras ligações da mesa telefônica da Casa Branca para o escritório nos últimos dois meses, de acordo com uma pessoa a par da conversa. A ligação de sábado foi a primeira vez que Raffensperger falou diretamente com Trump, apesar dos repetidos tweets do presidente o depreciando.

Funcionários do gabinete do secretário de Estado gravaram a ligação de sábado, e Raffensperger disse a seus assessores que não queria divulgar uma transcrição ou gravação, a menos que o presidente atacasse funcionários do Estado ou deturpasse o que havia sido discutido, de acordo com uma pessoa familiarizada com seu direção.

Como esperado, esse ataque veio em um tweet na manhã de domingo, no qual Trump afirmou que Raffensperger “não queria ou era incapaz de responder a perguntas como o golpe das ‘cédulas embaixo da mesa’, destruição de cédulas, fora do estado ‘ eleitores, eleitores mortos e muito mais. Ele não tem ideia! ”

Em uma resposta no Twitter, o Sr. Raffensperger escreveu : “Respeitosamente, Presidente Trump: O que você está dizendo não é verdade. A verdade virá à tona.” A gravação da ligação foi divulgada várias horas depois.

David Shafer, o presidente do Partido Republicano na Geórgia, tuitou que a decisão de lançar o áudio foi “ilegal”.

Durante a ligação, o presidente novamente abraçou várias teorias de conspiração, incluindo acusações desmascaradas de que as cédulas no condado de Fulton, Geórgia, foram retalhadas e que as máquinas de votação operadas pela Dominion Voting Systems foram adulteradas e substituídas. Alemanha pode ser ouvida dizendo ao presidente que tais acusações são totalmente falsas, mesmo que Trump insista o contrário.

“Você deveria querer uma eleição precisa. E você é um republicano ”, disse Trump a Raffensperger, que respondeu:“ acreditamos que temos uma eleição precisa ”.

O Sr. Trump respondeu: “Não, não, não, você não, você não tem, você não tem, nem mesmo perto. Vocês estão errados por centenas de milhares de votos. ”

Além de Trump e Raffensperger, outros na ligação do gabinete do secretário de Estado da Geórgia incluíam Germany e Jordan Fuchs, vice de Raffensperger. Na linha também estavam Mark Meadows, o chefe de gabinete da Casa Branca, e Cleta Mitchell e Kurt Hilbert, advogados que trabalhavam para Trump.

Mitchell e Meadows tentaram repetidamente contestar a votação na Geórgia e pressionaram Raffensperger a revelar dados eleitorais confidenciais em um esforço para respaldar suas afirmações. Eles foram rejeitados pelos funcionários eleitorais da Geórgia. A Sra. Mitchell, sócia da firma Foley & Lardner, estava ao telefone com Trump, apesar do fato de quase todos os advogados com firmas de primeira linha se recusarem a representar o presidente em suas tentativas de derrubar a eleição.

A empresa disse em um comunicado na manhã de segunda-feira que não havia sido contratado pelo Sr. Trump e “qualquer envolvimento de um advogado de Foley neste assunto é apenas em sua capacidade como cidadão comum”.

Mas a fita é dominada pelo presidente, que falou pela maior parte da ligação, às vezes interrompendo Raffensperger. A certa altura, quando Trump alegou que 5.000 mortos votaram na Geórgia, Raffensperger disse que o presidente estava errado.

“O número real era dois”, disse Raffensperger. “Dois. Duas pessoas mortas que votaram. E isso está errado. ”

Em outro ponto, quando o Sr. Trump afirmou que um vídeo da contagem de votos na State Farm Arena em Atlanta revelou que um funcionário era culpado de recheio flagrante de cédulas, o Sr. Raffensperger respondeu que o vídeo foi editado seletivamente pelo advogado do Sr. Trump, Rudolph W. Giuliani e outros advogados.

“Eles cortaram e cortaram aquele vídeo e o tiraram do contexto”, disse Raffensperger. “Os eventos que ocorreram não estão nem perto do que foi projetado.”

Quando o Sr. Germany disse ao presidente que algumas das acusações foram investigadas e consideradas inverídicas tanto pelo Bureau de Investigação da Geórgia quanto pelo FBI, Trump respondeu que os agentes estavam errados.

“Então eles são incompetentes”, disse ele. “Existem apenas duas respostas – desonestidade ou incompetência.”

Raffensperger disse que a acusação de Trump de que as cédulas foram lidas três vezes estava incorreta. “Fizemos uma auditoria disso e provamos conclusivamente que eles não foram digitalizados três vezes”, disse ele ao presidente.

O presidente parecia incapaz de conceber uma realidade em que perdeu a Geórgia, repetidamente divulgando estatísticas que, segundo ele, provavam que havia conquistado o estado por “centenas de milhares de votos”.

“Você até vê pelo tamanho do rally, francamente”, disse Trump, acrescentando que queria repassar alguns dos números. Ele alegou que 250.000 a 300.000 cédulas foram “lançadas misteriosamente nas listas”, um problema que ele disse ter ocorrido no condado de Fulton.

“Achamos que se você verificar as assinaturas, uma verificação real das assinaturas no condado de Fulton, você encontrará pelo menos algumas centenas de milhares de assinaturas falsificadas”, disse o presidente, citando uma teoria da conspiração após a outra.

“As pessoas têm dito que foi a maior votação de todos os tempos”, disse ele a Raffensperger, alegando que os casos de fraude foram “muitas, muitas vezes” maiores do que a margem de vitória de Biden. “O pessoal político disse que não tem como me bater”.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: NYT –
Michael D. Shear é um correspondente da Casa Branca. Anteriormente, ele trabalhou no The Washington Post e foi membro da equipe vencedora do Prêmio Pulitzer que cobriu o tiroteio na Virginia Tech em 2007.
Stephanie Saul cobre a política nacional. Ela também escreveu sobre a indústria farmacêutica, educação e o dinheiro estrangeiro ilícito alimentando o boom imobiliário de Manhattan.

Nelson Teich desmente dados oficiais: Já morreram 230 mil por Covid

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O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, de forma veemente, contesta os falsos números de mortes por Covid-19, anunciados pelo Ministério da Saúde que divulga pouco mais de 190 mil óbitos.

Ex-ministro da Saúde, Nelson Teich

Nas redes sociais, Teich destaca:

“Estamos atualmente com cerca de 230 mil mortos pela Covid-19 e os números crescem de forma significativa. Como aconteceu no início da pandemia, não é possível saber onde esses números vão chegar”

“A Covid-19 é a pior pandemia que o Brasil já viveu, ela é mais grave que a Gripe Espanhola. O Brasil marcou ontem, dia 24 de dezembro, 190 mil mortes. Se incluirmos nesse número as mortes subnotificadas, que conservadoramente representam 20% do total atual” , reforça Teich.

Os tuites reverberaram nas redes e desmentem de forma clara a falsidade de dados divulgados (fake news), reforçados pelas informações publicadas neste veículo: Omissão: Brasil pode ter ultrapassado muito mais que 220 mil mortes.

Teich foi ministro entre abril e maio de 2020 e tem autoridade para fazer tais afirmações, pois, assim como Henrique Mandetta, a quem substituiu, viu de perto, ou por dentro, como funciona o controle de informações, comandado por Jair Bolsonaro, fato que forçou a imprensa a criar o Consórcio de Veículos de Imprensa para que pudessem se informar e fornecer dados seguros aos leitores, sempre ávidos de informação sobre a maior crise sanitária do século.

No Twitter, Teich desabafa:

Luiz Henrique Mandetta havia alertado sobre as subnotificações e chegou a prever 180 mil mortes, número ultrapassado em muito, tornando o Brasil o país mais inseguro, em termos de informação, controle e ações de combate à pandemia, com um crescimento, cada vez maior de desinformação, promovida pelo presidente e seus fanáticos seguidores, provocando uma repercussão negativa em todo o mundo, provando a incompetência e indiferença com a vida da população.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Redes sociais / Twitter do autor das denúncias.

Bolsonaro: pressa por vacina ‘não se justifica’

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Qual o maior mal que o Brasil enfrenta neste momento?

Seria a desinformação, a rede de fake news, a incapacidade ou a promoção do genocídio diante do mal da pandemia?

Além de afirmar que pressa por vacina “não se justifica”, numa entrevista concedida ao seu próprio filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o presidente disse ainda que a pandemia da covid-19 está acabando.

Lembrando que este não concede entrevistas à mídias sérias, não pagas e de credibilidade, pois não teria argumentos diante de tantas questões que o envolve.

Não se sabe se o negacionista e promotor de resultados fatais na pandemia, lê jornais ou acompanha a mídia mundial.

De forma irônica, o presidente, sem citar, mas com seus recadinhos direcionados à João Doria, insinua que há muito interesse é nos R$ 20 Bilhões para comprar vacinas e que não tem pressa em gastar dinheiro.

O presidente afirmou que o governo federal “fez mais do que sua parte” na atuação de combate à pandemia do novo coronavírus, como se não tivesse negado e abandonado as ações necessárias que o governo Federal devia ter tomado há meses, ignorando os mais de 180 mil mortos pelo Covid-19.

Vendo sua negação, não só à pandemia, mas a indiferença ao número de mortes, deixando, inclusive os testes para serem vencidos e irem para o lixo, que teve repercussão negativa, somando-se a todas as repercussões idênticas, fazendo com que a população perdesse toda a confiança neste que, provando ser incapaz de governar, desceu ao mais baixo nível de imagem pública.

As pérolas Bolsonarianas deste último sábado

  • “A pandemia, realmente, está chegando ao fim. Temos uma pequena ascensão agora, que chama de pequeno repique que pode acontecer, mas a pressa da vacina não se justifica”.
  • “Você mexe com a vida das pessoas. Vão inocular algo em você. O seu sistema imunológico pode reagir ainda de forma imprevista”.
  • “Tem muita coisa ainda que está em segredo. Não quero externar aqui, porque a imprensa vai usar contra mim. Mas o interesse é muito grande nesses R$ 20 bilhões para comprar essa vacina”.
  • “Não tenho pressa de gastar dinheiro não. Nossa pressa é salvar vida, não é gastar não. É muito suspeita essa pressa em gastar R$ 20 bilhões em vacina”.
  • “Você não pode, sem que passe pela Anvisa, sem que tenha certificação da Anvisa, você botar a vacina no mercado. Isso é uma irresponsabilidade. Lógico, tendo uma vacina comprovada, a gente vai comprar e vai distribuir para todo o Brasil e aquele que quiser voluntariamente se vacinar, poderá fazer.”
  • … o governo federal “fez mais do que sua parte”.
  • “garantiu a economia e empregos”.
  • “Final do ano passado, a previsão era crescer no trimestre 2,5%, tínhamos previsão no mínimo de 4%, mas infelizmente veio a pandemia, lutamos com a pandemia e orçamento bastante reduzido, tendo em vista a lei do teto, mas governo no meu entender foi bem, garantiu empregos, manutenção de obras, com menos recursos, Brasil estava indo muito bem”.

Sempre negacionista e defensor de “mágicas” não comprovadas cientificamente e até recentemente comprovadas perigosas, devido aos efeitos prejudiciais, sem ajudar na minimização do ataque ao virus, este que batizou o coronavírus de “gripezinha”, o presidente afirmou que a “questão da pandemia” foi uma tragédia e que o Brasil teve de conviver com a doença. “Estamos sobrevivendo. Os números têm mostrado que o Brasil em mortes por milhão de habitantes está cada vez mais abaixo do topo do número de mortes”, disse, atribuindo a situação ao “tratamento precoce” para combater o vírus. Bolsonaro é defensor da cloroquina para o tratamento do covid-19, mesmo não havendo comprovação científica sobre a eficiência do remédio para combater o novo vírus.

Lembrando, também, que o médico responsável pelo “Kit Covid”, morreu, vítima de Covid-19. O tal kit contém a cloroquina, é claro, afinal, ele precisa desovar o enorme estoque deste perigoso remédio (quando usado indevidamente), porque corre o risco de ser responsabilizado e ter que acertar contas deste gasto absurdo com um medicamento não recomendado para o fim que ele insiste em “receitar”, tornando-se a única pessoa no planeta a defender essa sandice, essa imbecilidade.

Nesta sexta-feira, 18, a média móvel de 748 mortos pela covid-19, um aumento de 17,06% em uma semana. Nas últimas 24h, foram 811 novos registros de mortes e 52.385 casos confirmados.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde.

Lembrando que o Consórcio de Veículos de Imprensa foi uma iniciativa séria, das empresas jornalísticas, para cobrir o que o governo Federal deveria ter feito. Este, se omitiu, negando informações preciosas à população que, com os dados, podem saber a real situação da negada pandemia que assola o planeta.

Tudo isso e muito mais, justifica a negativa e desgastada imagem do mandatário no mundo e a consequente causa de vergonha alheia de todos os brasileiros responsáveis e de bem.

Enquanto isso, a população aguarda, de forma otimista, os resultados da liberação das vacinas no mundo e das investigações da família Bolsonaro e todos que a cerca, na esperança de que, neste 2021, ocorra uma mudança no quadro político brasileiro, no topo da pirâmide e, enfim, possamos nos sentir um pouco mais seguros diante dos desafios que nos cercam.

Da Redação O Estado Brasileiro
Edição: Celso B. Rabelo

É falso que China não usará suas próprias vacinas

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Trechos da matéria do Estadão, de importante divulgação.

Estadão Verifica
Checagem de fatos e desmonte de boatos.

  • Conteúdo verificado: post afirma que China comprou 1 bilhão de doses de vacinas da Austrália e que não usará vacinas de seu próprio país.

É falso que a China tenha comprado um bilhão de vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento na Austrália e não vá usar nenhum dos imunizantes produzidos por seus laboratórios e universidades. As afirmações foram feitas originalmente em uma postagem do Facebook que atingiu mais de 22 mil compartilhamentos desde o último dia 17 de dezembro. Nesta semana outras páginas e perfis replicaram as informações falsas.


A Sinovac teve toda sua fase 3 realizada no Brasil, devido a um acordo entre o governo chinês e o Instituto Butantan. Segundo o governo do estado de São Paulo, o país asiático aguarda os resultados dos testes de eficácia e segurança realizados aqui, assim como Chile, Turquia e Indonésia.

Como verificamos?

Procuramos pela ferramenta de análise de redes Crowdtangle quando foram publicadas as primeiras postagens nas redes sociais – em português ou outros idiomas – com o boato. A primeira publicação é de 10 de dezembro no Facebook, de um paulistano, sem profissão identificada, chamado Diogo Oliveira Tão. Diogo não possui outras redes sociais públicas associadas ao seu perfil no Facebook.

Entramos em contato com Diogo e procuramos informações sobre as vacinas em produção na Austrália, a partir de reportagens locais e dos sites das empresas biofarmacêuticas envolvidas com imunizantes para covid-19.

Também buscamos na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) todas as vacinas contra o novo coronavírus que já estão em estágio de ensaio clínico. Procuramos os sites dessas companhias ou entidades listadas para saber quais delas eram chinesas e se tinham relações conhecidas com o governo chinês.

O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 17 de dezembro de 2020.

A matéria com importante conteúdo continua destacando a checagem de forma séria e comprovando que há uma rede de disseminação de Fake News agindo e causando sérios prejuízos à saúde da população através do verdadeiro crime que é a desinformação, alimentada por uma ideologia torpe.

Da Redação O Estado Brasileiro
Matéria Estadão pode ser acessada em: https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/e-falso-que-china-nao-usara-suas-proprias-vacinas/

Bolsonaro mentiu ao culpar Maia e Guedes o desmentiu publicamente – Maia reagiu

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O estilo Bolsonaro de ser, se converteu em mais um ridículo e vexaminoso tiro no pé, deste presidente que não assume seus erros e fracassos.

O presidente Bolsonaro mentiu descaradamente, ao culpar Rodrigo Maia de responsável pelo não pagamento do 13º do Bolsa Família, mas o Ministro da Economia Paulo Guedes aclarou tudo, quando desmentiu o presidente, publicamente, afirmando:
“Sou obrigado, contra minha vontade, a recomendar que não pode ser dado o 13º do Bolsa Família” .

Bem no estilo Bolsonaro, de nunca assumir responsabilidades, mas, somente os os pouquíssimos acertos do governo, o presidente tentou jogar a cobrança pelo 13º do Bolsa Família no colo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que o governo não encaminhou proposta de pagamento do abono natalino aos beneficiários do programa em 2020 para não cometer um crime de responsabilidade.

“Sou obrigado, contra minha vontade, a recomendar que não pode ser dado o 13º do Bolsa Família”, disse Guedes em entrevista coletiva virtual para apresentar um balanço de fim de ano. “É lamentável, mas precisa escolher entre um crime de responsabilidade (13º) e a lei.”

A mentira repercutiu, mais uma vez, muito mal em todas as mídias e ambientes políticos, tornando-se em mais uma matéria que mostra a irresponsabilidade de um incapaz chefe de Estado.

O tiro no pé

“Não teve 13º para Bolsa Família este ano porque presidente da Câmara deixou MP caducar”, disse Bolsonaro na quinta-feira, 17, em transmissão numa rede social. “Vai cobrar do presidente da Câmara.” 

Maia reagiu dizendo que o presidente era “mentiroso” e avisou que pautaria a criação do 13º ainda nesta sexta-feira, 18, por meio da Medida Provisória 1.000, que estendeu o auxílio emergencial até o fim do ano.

“Se der 13º do Bolsa pelo segundo ano seguido, é crime de responsabilidade porque não houve provisão”, disse Guedes.

Complementou dizendo que a exceção dada pelo Congresso por meio do orçamento de guerra, que livrou o governo de amarras fiscais e da necessidade de compensações, vale apenas para gastos relacionados à pandemia, o que não é o caso do 13º do Bolsa Família. “Acabou esse espaço fiscal”.

Do orçamento de R$ 32,5 bilhões do Bolsa Família, foram empenhados até agora R$ 18,88 bilhões. A execução está abaixo porque boa parte dos beneficiários do programa foram transferidos para o auxílio emergencial.

Como exemplo das dificuldades que o governo enfrenta para implementar políticas devido às compensações necessárias para a responsabilidade fiscal, ele citou que é a favor da desoneração da folha (reduzir encargos cobrados das empresas sobre os salários dos funcionários), mas para isso precisa nova receita.
“Há coisas que não conseguimos fazer”, afirmou.

O governo pagou o 13º para beneficiários do Bolsa Família pela primeira vez em 2019, após promessa de campanha de Bolsonaro. Caso pagasse pelo segundo ano seguido, Guedes disse que isso configuraria uma despesa permanente, exigindo uma compensação por meio de corte de outra despesa ou aumento permanente de receitas. Esse corte, segundo ele, não foi possível “pelo pandemônio da pandemia”, tentando, de outra forma, tirar o peso da responsabilidade pela inanição do atual governo.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: G1 / Estadão conteúdo

Bolsonarista Oswaldo Eustáquio é preso pela Polícia Federal

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Bolsonaro incentivando atos antidemocráticos
(Photo by EVARISTO SA / AFP)

Trata-se de mais um dos agitadores que fomentaram atos antidemocráticos e fake news.

Eustáquio cumpria prisão domiciliar, porém violou as restrições impostas pelo STF, segundo documento assinado por Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi preso na tarde desta sexta-feira pela Polícia Federal. A prisão preventiva ocorreu horas depois da determinação feita pelo ministro Moraes.

“A magistrada recebeu comunicação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos noticiando que o monitorado agendou, naquele Ministério, reunião às 16h do dia 15/12/2020”, afirma o ministro do STF, citando a pasta comandada pela ministra Damares Alves.

“[Eu fui ao ministério] com autorização. Isso é abuso de poder. Nós vamos pedir a minha liberdade. Se eu não for ‘liberto’, nós vamos comunicar o Senado pelo abuso de poder”, disse Eustáquio, como sempre argumenta o agitador.

O ministro Moraes afirma que não houve essa autorização. “Esclarece a magistrada que não foi formulado nenhum pedido para deslocamento do monitorando nesse período, tampouco houve qualquer autorização por parte daquele juízo para o referido deslocamento.”

Foi detectado que o agitador manteve a tornozeleira desligada (sem bateria) por quatro vezes, no período da prisão domiciliar.

Seu histórico de violações já é conhecido

O blogueiro já havia sido alvo de mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e de busca e apreensão pela Polícia Federal. Na casa do bolsonarista, a PF apreendeu computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Eustáquio foi preso temporariamente por dez dias em junho. Ele foi alvo da Operação Lume da PF, que investiga os organizadores de atos antidemocráticos, e é um dos principais suspeitos no inquérito das fake news no STF. Ao ser solto, Moraes estabeleceu ao bolsonarista proibições, como a determinação de não poder sair de Brasília, cidade onde mora, e não usar as redes sociais.

Porém, ele foi a São Paulo fazer um vídeo contendo fake news contra o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos. O vídeo com informações falsas foi utilizado pelo candidato Celso Russomanno (Republicanos) para desferir acusações contra Boulos. O vídeo foi divulgado no mesmo horário em que acontecia o debate UOL/Folha. Após o fim do debate, Eustáquio foi desafiar Boulos, provocando discussão e atrito com o então candidato.

O agitador bolsonarista radical recebe apoio dos fanáticos ideológicos e vive a ilusão de que, com este apoio, poderá se lançar na política, segundo fontes.

Houve uma diminuição destes manifestantes radicais, mas ainda há muitos que trabalham sob comando dos organizadores responsáveis por mantê-los ativos, obedecendo todos os comandos como: promover o movimento antivacina, divulgação das fake news e tantas outras desinformações.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fontes: UOL / Estadão

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