Categoria: Economia & Finanças

Na 77ª fase da Lava Jato, MPF investiga esquema de corrupção no comércio internacional de diesel e querosene de aviação

Evidências indicam que, de 2005 a 2015, grupo de funcionários da Petrobras recebeu cerca de R$ 12 milhões para beneficiar empresa estrangeira em operações comerciais

Foi deflagrada nessa  terça-feira (20)  a 77ª fase da operação Lava Jato com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e  Niterói. Os alvos são funcionários e ex-funcionários da Petrobras lotados no Brasil e no exterior que, de 2005 a 2015, teriam recebido cerca de R$ 12 milhões para beneficiar empresa estrangeira em 61 operações de comércio internacional de diesel e querosene de aviação realizadas pelos escritórios da Petrobras em Londres, Singapura e Houston, as quais envolveram a compra e venda de mais de 3,3 bilhões de litros de combustíveis. 

O acerto criminoso também incluía o fornecimento de informações privilegiadas sobre a programação de importações e exportações da Petrobras e sobre os lances que seriam apresentados pela estatal em 12 concorrências internacionais para fornecimento de um bilhão de litros de combustíveis para as petroleiras estatais do Uruguai e do Paraguai.

Há indícios de que, ao longo dos anos, os mesmos funcionários da Petrobras também atuaram para favorecer diversas outras empresas, sobretudo estrangeiras, em esquemas de corrupção variados, recebendo em contrapartida cifras milionárias a título de propina.

As atuações investigadas apresentaram formatos distintos, passando por fornecimento de informações sigilosas sobre produção e demanda da Petrobras, até mesmo à revelação do “golden number“, como era chamado pelos agentes criminosos, em referência ao valor cotado pela Petrobras em disputas ou ao menor valor até então ofertado, tudo de modo a permitir que os corruptores pudessem ganhar processos de compra e venda de produtos e também se organizar logisticamente para reduzir seus custos nas operações que envolviam a estatal brasileira.

Dentre as provas colhidas na investigação, destacam-se mensagens de e-mail, conversas por aplicativo, documentos diversos, gravações de áudio e extratos bancários obtidos em cooperação jurídica internacional.

As medidas cumpridas na data de hoje objetivam aprofundar as apurações relacionadas a esquemas de corrupção na área comercial da Petrobras, as quais tiveram início na 57ª fase da operação Lava Jato (operação Sem Limites, em dezembro de 2018) e também foram objeto da 71ª fase (operação Sem Limites II, em junho desse ano) e da 76ª fase (operação Sem Limites III, em outubro ).

Para o procurador da República Athayde Ribeiro Costa, “as relevantes e complexas apurações em curso de combate a corrupção, evidenciam a necessidade de manutenção de uma estrutura especializada e com memória institucional para o sucesso nas investigações, que exigem cruzamento de dados diversos que se ligam em razão da conexão. Por isso, é importante que seja mantido o empenho institucional do MPF para dar seguimento aos trabalhos da Lava Jato”.

Autos 5045741-24.2020.4.04.7000
Chave de acesso: 455225040620

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Ministério Público Federal

INSS prorroga interrupção de bloqueio de benefícios

Medida saiu no Diário Oficial desta quinta-feira

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Uma portaria publicada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Diário Oficial da União de hoje (15) prorroga a interrupção do bloqueio, por falta de comprovação de vida de seus beneficiários, dos créditos de benefícios que têm como destino pessoas residentes no Brasil ou no exterior.

Segundo a portaria nº 1.053, de 13 de outubro, a prorrogação da interrupção desses bloqueios vale, a princípio, por mais uma competência (outubro de 2020). Assim sendo, só a partir de novembro que o beneficiário correrá risco de perder o benefício, caso a medida não seja novamente prorrogada ou caso ele não faça a comprovação de vida.

O INSS esclarece que essa interrupção não prejudicará a rotina e as obrigações contratuais estabelecidas entre o instituto e a rede bancária pagadora de benefícios. Com isso, a comprovação de vida junto à rede bancária deve ser feita normalmente.

Ainda segundo a portaria, o encaminhamento das comprovações de vida realizadas pelos residentes no exterior deve ser feito junto a representações diplomáticas ou consulares brasileiras no exterior ou por intermédio do preenchimento do Formulário Específico de Atestado de Vida para comprovação perante o INSS.

Esse formulário precisa ser assinado na presença de um “notário público local e devidamente apostilado pelos órgãos designados em cada país, para os casos de residentes em países signatários da Convenção sobre a Eliminação da Exigência de Legalização de Documentos Públicos Estrangeiros”.

Da Redação O ESTADO BRASILEIRO
Fonte: Agência Brasil
Por Pedro Peduzzi – Repórter – Brasília
Edição: Kleber Sampaio

Confiança de empresários e consumidores recua na prévia de outubro

Os dados foram divulgados hoje pela FGV

A confiança dos empresários brasileiros recuou 1,1 ponto na prévia de outubro deste ano, na comparação com o número final de setembro, e chegou a 96,4 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Também houve uma queda na confiança dos consumidores no período: redução de 3,9 pontos para 79,5 pontos.

Os dados foram divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre os empresários, foram observadas quedas nos setores de comércio (-5,1 pontos) e de serviços (-1,4 ponto). A confiança da construção manteve-se estável, enquanto a indústria teve alta de 5,4 pontos e atingiu 112,1 pontos, o maior valor desde março de 2011 (112,5 pontos).

O Índice de Situação Atual dos Empresários, que mede a confiança no presente, aumentou 2,9 pontos, para 95,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial, que mede a percepção sobre o futuro, caiu 3,8 pontos, para 97,2 pontos.

Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual caiu 1,9 pontos, para 70,7 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses teve queda de 5 pontos para 86,5 pontos.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Agência Brasil – FGV
Por Vitor Abdala – Repórter – Rio de Janeiro
Edição: Valéria Aguiar

Rádios 24h

Rádio Estado Brasileiro – MPB RÁDIO PARANÁ – Populares e Românticas Internacionais CLASSIC WORLD RADIO – Clássicos Internacionais RÁDIO RAIZ BRASILEIRA – Músicas Sertanejas e de raiz RÁDIO MAKING – Jovem – Rock

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Aguardem mais emissoras ainda nesta semana!

Rádio Estado Brasileiro – Rádio Paraná – Rádio Making
Rádio Raiz Brasileira – Classic World Radio

Em 22 anos: Amazonas atinge número recorde de focos de queimadas

Enquanto o atual governo desmonta o combate à corrupção, também desarticula e burocratiza o combate às queimadas, e demorara mais de quatro meses para tomar as primeiras e ineficazes medidas efetivas.

O abandono dessa pauta tão importante é defendido com discursos, propagandas e informações mentirosas.

Enquanto isso, a ministra da Agricultura desinforma, afirmando que o boi é o bombeiro da floresta, fomentando o avanço da pecuária que destrói nossas florestas, em benefício de poucos inconsequentes que pressionam o governo para este avanço criminoso, obtendo todo apoio, a ponto do presidente defender a criminosa tese da ministra.

Em 2020, de janeiro até hoje, somam 15.701 focos de incêndio. O maior em 22 anos, desde o início da contagem, segundo levantamento feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A repercussão internacional é das piores, já que os governos e investidores levam estes dados muito a sério em todas as operações internacionais.

A fuga de capitais também bate recordes e as queimadas são responsáveis por grande parte destas, pois demonstra irresponsabilidade e incapacidade governamental, refletindo diretamente na tão abalada economia brasileira.

O governo do Amazonas relatou à TV Globo que o aumento de focos de incêndio está relacionado diretamente com problemas fundiários no Estado.

Desafios que o Ministério do Meio Ambiente ignora, enquanto “deixa passar a boiada”.

Enquanto isso, o chefe do Ibama pede exoneração. Trata-se de um dos nomes fortes – José Carlos Mendes – que chefiava o Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate a incêndios florestais), principal órgão responsável pela política de combate a incêndios florestais, assumido há apenas um mês.

O Ibama não diz qual o motivo da exoneração, mas mensagens enviadas a colegas de trabalho informa que ele saiu por “motivo de força maior”.

O Ibama é o principal órgão do Governo Federal na preservação desta que é a maior floresta tropical do planeta e dados oficiais do órgão, obtidos pelo jornal “O Estado de São Paulo” informam que o quadro atual de agentes é 55% inferior ao de dez anos atrás. Hoje, o Ibama conta com apenas 591 agentes ambientais para combater o crime ambiental em todo o país, não somente na Amazônia.

O Ibama vive hoje seu maior desafio da história em relação ao número de fiscais.

Só em 2019, a redução do número de agentes de fiscalização ambiental foi de 24% sobre o ano anterior.

O quadro atual de servidores do Ibama, somando todas as suas áreas, somam 2.800 funcionários, contra 6.200 empregados, número que chegou em 2007.

Da Redação de O Estado Brasileiro
Edição: Celso Brasil
Fontes: Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – TV Globo e Estadão conteúdo

“Quem cria expectativas gera frustrações”!

COLUNISTAS – General Paulo Chagas

Caros amigos,

Durante a vida ouvi algumas vezes a frase que dá título a este texto. Deveria ter prestado mais atenção a ela, principalmente quando acreditei na sinceridade da mensagem “Brasil acima de tudo”, adotada na última eleição presidencial.

Hoje, frustrado e decepcionado, sou chamado de “desesperado” por aqueles que, tapando o Sol com a peneira, teimam em acreditar em estratégias mirabolantes elaboradas por “enviados de Deus” que, como gênios da lâmpada, atiram no que vemos para acertar no que só eles e seus iluminados enxergam.

Há algum tempo, ainda acreditando em rótulos, comprei livro da autoria de um conhecido astromante que prometia tirar da pasmaceira quem o tivesse lido.

Senti-me um perfeito idiota quando dei-me conta de que tinha apenas contribuído para assegurar a boa vida do autor no seu autoexílio.

Há lições que realmente são difíceis de serem aprendidas quando confrontadas com a esperança – principal criadora das expectativas e das suas frustrações.

Assisto, sem qualquer prazer, orgulho ou satisfação, ao desespero, este sim verdadeiro, dos falsos profetas e seus fiéis seguidores para esconder e distorcer a realidade, mudar planos e metas, fazer novas e impensáveis alianças para assegurar o mandato e o poder, ao custo da coerência e da fidelidade às principais promessas do protocolo de intenções que encantou quase 58 milhões de brasileiros em 2018.

Em que pese o sucesso das obras de saneamento básico propostas e executadas pelo Ministro da Infraestrutura, a fragilização e a demonização da Operação Lava Jato são as maiores evidências de que o projeto de saneamento moral da Nação não ultrapassou as barreiras da retórica e dos interesses pessoais e se transformou em lamentável frustração. O mesmo destino tomaram o programa Escola Sem Partido, a meritocracia e o fim do execrável Presidencialismo de Coalizão, com todo o pesar que causa aos que, como eu, acreditaram que se dera início ao fim da politicagem, dos conchavos, do populismo e da colocação de interesses pessoais acima de tudo!

Infelizmente a hora é da frustração e não da mudança que o discurso transformou em esperança diante da qualidade da equipe de governo que deu início ao que se pensava ser um “novo tempo”.

General Paulo Chagas
Colunista

Denúncia grave: Amazônia perdeu 964 quilômetros quadrados de floresta só em setembro

De janeiro a setembro deste 2020, o desmatamento da floresta tropical somou 7.063 quilômetros quadrados, com total conivência e inépcia do governo, mesmo representando o maior número já atingido na história.

Desmatamento desmedido

Os números assustadores fomentam a repercussão mundial, que envolve a rejeição do Parlamento Europeu do acordo UE-Mercosul, o que representa mais um entrave na retomada da difícil situação da economia brasileira que vai de mal a pior, graças a inatividade do Ministério responsável por essa área, com dois anos de discurso, sem qualquer ação, planejamento e resultados efetivos.

Os dados do Deter, do INPE apontam para 964 quilômetros quadrados de desmatamento somente em setembro deste ano. Embora represente uma redução de 33,7% em comparação a 2019, que atingiu 1.454 quilômetros quadrados em setembro, o número é bem maior que os registrados no mesmo mês de 2015, 2016, 2017 e 2018, o que leva-nos a questionar o que o atual governo tem feito com relação a este grave problema.

Trata-se de um total descaso, sem se importar com os graves problemas que influenciam as relações comerciais internacionais, já que todo o planeta e, principalmente os investidores, que consideram, em seus estudos, este fator mais que agravante.

O desmatamento da Amazônia registrou queda na comparação anual pelo terceiro mês seguido, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira, que mostraram também, no entanto, que a devastação da floresta segue em patamares elevados na comparação com anos anteriores a 2019.

Ao mesmo tempo que tudo isso acontece, a Ministra da Agricultura, declara que o boi é um bombeiro, referindo-se ao pantanal, que arde em chamas e incentivando a agropecuária substituindo as áreas que deveriam ser preservadas.

A infeliz declaração causou reação extremamente negativa na imprensa internacional e não é confirmada por nenhum especialista, pelo contrário, gerando críticas a sua absurda afirmação.

Cerca de 40% da floresta amazônica pode virar savana, diz estudo
Pesquisadores analisaram resistência das florestas tropicais úmidas em cenários extremos; além da Amazônia, bacia do Congo também pode ter o mesmo destino, segundo informa a Agência AFP.

Ambientalistas culpam o governo do presidente Jair Bolsonaro, que reduziu os mecanismos de fiscalização ambiental e defende a mineração e a agricultura em áreas protegidas da Amazônia, por incentivar madeireiros ilegais, grileiros e garimpeiros a destruírem a floresta.

“A situação do desmatamento ainda é péssima, os números ainda são horríveis e continuam inaceitáveis. A marca só parece boa se ela for comparada ao recorde negativo do próprio governo”, disse o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, em áudio enviado à Reuters.

“Só para a gente ter uma ideia, se a gente pegar os números dos anos imediatamente anteriores ao governo Bolsonaro –2016, 2017 e 2018– eles são bem menores do que os que foram divulgados agora em 2020”, disse.

“Antes a gente media desmatamento na Amazônia na casa de centenas de quilômetros e com o Bolsonaro a gente inaugurou uma nova era em que a gente mede alertas de desmatamento na casa dos milhares de quilômetros quadrados. Dos 19 meses do governo, 15 foram de piores marcas em termos de alertas de desmatamento.”

Além do desmatamento, a Amazônia tem sofrido com queimadas, que também atingiram o Pantanal. Este cenário levou a um aumento da pressão internacional sobre o governo Bolsonaro por causa de sua política ambiental e levou o governo a enviar as Forças Armadas para conter crimes ambientais na Amazônia.

Bolsonaro diz que pretende tirar a região da pobreza e que a quantidade de floresta ainda preservada mostra que o Brasil é um modelo ambiental. Ele também aponta que há interesses e cobiça internacional sobre a Amazônia.

Na semana passada, durante debate entre candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o postulante democrata Joe Biden propôs um esforço para fornecer 20 bilhões de dólares em financiamento para a preservação da floresta e ameaçou o Brasil com “consequências econômicas significativas” se o país não parar o desmatamento.

Em resposta, Bolsonaro disse que a declaração do candidato democrata sobre a Amazônia foi “desastrosa e gratuita” e que ele fez uma ameaça infundada.

Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou sobre os dados divulgado nesta sexta.

Pantanal fecha setembro com pior índice de queimadas desde 1981

O Cerrado sofre com as queimadas neste período de estiagem, a baixa umidade no DF no fim de semana levou a Defesa Civil a declarar estado de emergência na capital(Jose Cruz/Agência Brasil)

Apesar da queda nos dados mensais de desmatamento, o dado oficial sobre a perda florestal de 2020 deve registrar uma nova alta.

A medição anual do desmatamento da Amazônia é feita pelo sistema Prodes, também do Inpe, entre os meses de agosto de um ano a julho do ano seguinte. De acordo com os dados do Deter, que costumam ser menores que os do Prodes, entre agosto de 2019 e julho de 2020, o desmatamento foi de 9.216 quilômetros quadrados, alta de 34,6% na comparação com o período anterior.

O Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam) estima que o dado anual sobre desmatamento para o período 2019/2020, que deve ser divulgado em novembro, ficará acima de 14 mil quilômetros quadrados.

O mundo nos cobra e o atual governo não tem resposta, sequer, para a imprensa brasileira, responsável por informar a população.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

Vem aí mais um ministério para abrigar o centrão

COLUNISTAS –

Bolsonaro coloca em gestação a recriação do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, fatiando o “Super” Ministério da Economia e obedecendo a pressão do “centrão” para a criação de mais cargos. E de forma rápida, como exigido!

Ao mesmo tempo em que enfraquece ainda mais Paulo Guedes, agrada o “centrão”, cedendo às exigências deste que, costumeiramente, suga presidentes fragilizados pela incapacidade administrativa e de articulação, como fez com Dilma Roussef, amealhando aquilo que mais lhe interessa – cargos e mais cargos, num insaciável consumo destes, mostrando que tem poder sobre os mais fracos.

Depois de escolher um petista para o Supremo Tribunal Federal, decisão apoiada pelo mesmo “centrão”, que necessita, assim como o presidente e sua família, de reforço na blindagem jurídica, diante de tantos escândalos e casos investigados, incluindo o mandatário.

O bolsonarismo permanece calado, embora estupefato, diante da volta de todos aqueles que eram instruídos a combater. Sem argumentos, criam factoides, na tentativa de se defenderem daqueles que se viraram totalmente contra o seu “mito”, que nada fez e fará, do que prometeu, protagonizando o maior estelionato eleitoral de nossa história.

O novo ministério já recebeu um não, no primeiro convite para o dirigir. Trata-se do deputado Marcos Pereira (Republicanos), que foi sondado mas, de pronto, disse que não tinha interesse. Ele comandou esta pasta, que deve ser recriada nos próximos dias, durante o governo de Michel Temer.

Marcos Pereira é um dos candidatos à sucessão de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados e não quis se envolver.

O extinto Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que deverá ser recriado agora, foi acoplado ao Ministério da Economia e renasce como mais um abrigo ao famigerado e insaciável grupo do “centrão”.

O desmembramento do Ministério da Economia será feito, em primeiro momento, nas áreas de previdência e trabalho, segundo fontes do próprio partido Republicanos, ao qual pertencem os dois filhos do presidente – Flávio e Carlos Bolsonaro.

Segundo a mesma fonte, a decisão de recriação do Ministério, já foi tomada no Planalto e que está em acelerado processo, como exige o “centrão”.

O estelionato eleitoral se confirma mais uma vez, mostrando que não passou de um teatro todo o “combate” ao fisiologismo, toma-lá-da-cá e tantas outras promessas, reforçado pelo ministro General Heleno com direito a performance de cantor, dançando e interpretando a paródia “Se gritar pega centrão, não fica um, irmão!”.

Como todos sabem, o tal centrão suga tudo o que puder, quando detecta fragilidade e incompetência no alto cargo do Executivo. Depois, a exemplo do que ocorreu com Dilma, abandona às traças na hora da inevitável queda daquele que não consegue se manter de pé sozinho, partindo para as negociações já no próximo possível eleito, pois sabe o poder de articulação e controle que tem.

Portanto, o governo que iria diminuir drasticamente o número de ministérios, recria os extintos, com o apoio e união de todos aqueles que o povo brasileiro lutou tanto para derrubar.

Celso Brasil
Jornalista e colunista

MPF expande investigações na área comercial da Petrobras na 76ª fase da Lava Jato

Evidências indicam que funcionários da estatal atuaram sistematicamente em favor de um “pool” de trading companies em esquema que movimentou mais de R$ 45 milhões em propina

Foi deflagrada nessa quarta-feira (7) a 76ª fase da operação Lava Jato, resultado de investigação conjunta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal (PF), com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. As medidas objetivam aprofundar as apurações relacionadas ao envolvimento de funcionários e ex-funcionários da Petrobras em esquemas de corrupção na área comercial da estatal, especialmente no comércio de bunker, como é denominado o produto escuro usado como combustível de navio.

A investigação, relacionada aos possíveis ilícitos na relação de executivos de trading companies, auxiliados ou não por intermediários, com funcionários da Petrobras, prossegue a atuação verificada em fases ostensivas anteriores e, por isso, é denominada “Sem Limites 3”.

Considerando-se que os elementos de provas sugerem que os investigados promoviam um verdadeiro rodízio no fechamento de operações com as empresas do setor e que estas também pagavam vantagens indevidas, as buscas objetivam chegar aos executivos dessas outras companhias, além de outros funcionários envolvidos.

Essa é mais uma fase que se insere na frente destinada a investigar ilícitos praticados em negócios da área comercial da Petrobras, composta por várias gerências subordinadas à Gerência Executiva de Marketing e Comercialização, que por sua vez está situada imediatamente abaixo da Diretoria de Abastecimento.

Ramificações fora do Brasil – Um dos ex-funcionários da Petrobras requerido nas medidas  cumpridas hoje foi responsável pelas negociações de combustíveis marítimos para os navios da estatal, próprios e afretados, que abasteciam no porto de Singapura. Tendo em vista a série de irregularidades cometidas, entre as quais, relacionamento impróprio com fornecedores e conflito de interesses, chegou a ser suspenso de suas atividades por 29 dias.

Provas – Entre as provas colhidas na investigação  que fundamentam o pedido de busca e apreensão deferido pela Justiça Federal, destacam-se mensagens de SMS, e-mails, planilhas e uma série de invoices de uma das companhias envolvidas que demonstram, aliadas a diversas informações bancárias e fiscais, a existência de um sistemático esquema de pagamento de vantagens indevidas e de conversão desses valores em bens de aparência lícita, que perdurou pelo menos de 2009 a 2018. O volume das operações comerciais é de difícil estimativa, tendo sido descoberto, contudo, que só em propina, uma das empresas envolvidas desembolsou US$ 8.171.739,41, por meio de doleiros, valor que supera R$ 45 milhões no câmbio atual.

Como elemento de reforço à atuação imprópria e ao recebimento de vantagens indevidas, reuniram-se evidências de que um dos investigados recebeu indevidamente de um executivo de um das companhias realizadoras de negócios de combustíveis marítimos realizados com a Petrobras ao menos € 12.249,44 na forma de passagens aéreas e o pagamento de parcelas referentes a um contrato de membership (filiação) de um “clube de férias”, que permitiu ao ex-funcionário se hospedar em hotéis de altíssimo luxo ao redor do mundo.

A análise das informações financeiras ainda abarcou a realização de expressivos pagamentos de despesas em espécie, favorecendo a conclusão de grandes valores de vantagens indevidas

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Ministério Público Federal
Curitiba

Falcão defende Moro e Deltan

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol não cometerem nenhum crime para estarem sendo acusados por ministros do STF, presidente da República, bolsonaristas do gabinete do ódio e pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Esta é a opinião do professor da FGV e membro da Academia Brasileira de Letras Joaquim Falcão, sétimo entrevistado na série Nêumanne entrevista neste canal. Ele sugeriu que o STF recupere sua credibilidade fazendo uma autorreforma na qual ponha fim a decisões autocráticas, plantões judiciários e pedidos de vista, sob pena de perder de vez a autoridade perante a cidadania. Ele também criticou a promiscuidade intolerável cometida pelo chefe do Executivo ao se reunir com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, para consultá-los sobre a indicação do desembargador Kássio Marques para a vaga do decano do STF, que se aposentará.
Direto ao assunto. Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumane Pinto

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