Categoria: Ecologia & Sustentabilidade

Em 22 anos: Amazonas atinge número recorde de focos de queimadas

Enquanto o atual governo desmonta o combate à corrupção, também desarticula e burocratiza o combate às queimadas, e demorara mais de quatro meses para tomar as primeiras e ineficazes medidas efetivas.

O abandono dessa pauta tão importante é defendido com discursos, propagandas e informações mentirosas.

Enquanto isso, a ministra da Agricultura desinforma, afirmando que o boi é o bombeiro da floresta, fomentando o avanço da pecuária que destrói nossas florestas, em benefício de poucos inconsequentes que pressionam o governo para este avanço criminoso, obtendo todo apoio, a ponto do presidente defender a criminosa tese da ministra.

Em 2020, de janeiro até hoje, somam 15.701 focos de incêndio. O maior em 22 anos, desde o início da contagem, segundo levantamento feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A repercussão internacional é das piores, já que os governos e investidores levam estes dados muito a sério em todas as operações internacionais.

A fuga de capitais também bate recordes e as queimadas são responsáveis por grande parte destas, pois demonstra irresponsabilidade e incapacidade governamental, refletindo diretamente na tão abalada economia brasileira.

O governo do Amazonas relatou à TV Globo que o aumento de focos de incêndio está relacionado diretamente com problemas fundiários no Estado.

Desafios que o Ministério do Meio Ambiente ignora, enquanto “deixa passar a boiada”.

Enquanto isso, o chefe do Ibama pede exoneração. Trata-se de um dos nomes fortes – José Carlos Mendes – que chefiava o Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate a incêndios florestais), principal órgão responsável pela política de combate a incêndios florestais, assumido há apenas um mês.

O Ibama não diz qual o motivo da exoneração, mas mensagens enviadas a colegas de trabalho informa que ele saiu por “motivo de força maior”.

O Ibama é o principal órgão do Governo Federal na preservação desta que é a maior floresta tropical do planeta e dados oficiais do órgão, obtidos pelo jornal “O Estado de São Paulo” informam que o quadro atual de agentes é 55% inferior ao de dez anos atrás. Hoje, o Ibama conta com apenas 591 agentes ambientais para combater o crime ambiental em todo o país, não somente na Amazônia.

O Ibama vive hoje seu maior desafio da história em relação ao número de fiscais.

Só em 2019, a redução do número de agentes de fiscalização ambiental foi de 24% sobre o ano anterior.

O quadro atual de servidores do Ibama, somando todas as suas áreas, somam 2.800 funcionários, contra 6.200 empregados, número que chegou em 2007.

Da Redação de O Estado Brasileiro
Edição: Celso Brasil
Fontes: Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – TV Globo e Estadão conteúdo

“Quem cria expectativas gera frustrações”!

COLUNISTAS – General Paulo Chagas

Caros amigos,

Durante a vida ouvi algumas vezes a frase que dá título a este texto. Deveria ter prestado mais atenção a ela, principalmente quando acreditei na sinceridade da mensagem “Brasil acima de tudo”, adotada na última eleição presidencial.

Hoje, frustrado e decepcionado, sou chamado de “desesperado” por aqueles que, tapando o Sol com a peneira, teimam em acreditar em estratégias mirabolantes elaboradas por “enviados de Deus” que, como gênios da lâmpada, atiram no que vemos para acertar no que só eles e seus iluminados enxergam.

Há algum tempo, ainda acreditando em rótulos, comprei livro da autoria de um conhecido astromante que prometia tirar da pasmaceira quem o tivesse lido.

Senti-me um perfeito idiota quando dei-me conta de que tinha apenas contribuído para assegurar a boa vida do autor no seu autoexílio.

Há lições que realmente são difíceis de serem aprendidas quando confrontadas com a esperança – principal criadora das expectativas e das suas frustrações.

Assisto, sem qualquer prazer, orgulho ou satisfação, ao desespero, este sim verdadeiro, dos falsos profetas e seus fiéis seguidores para esconder e distorcer a realidade, mudar planos e metas, fazer novas e impensáveis alianças para assegurar o mandato e o poder, ao custo da coerência e da fidelidade às principais promessas do protocolo de intenções que encantou quase 58 milhões de brasileiros em 2018.

Em que pese o sucesso das obras de saneamento básico propostas e executadas pelo Ministro da Infraestrutura, a fragilização e a demonização da Operação Lava Jato são as maiores evidências de que o projeto de saneamento moral da Nação não ultrapassou as barreiras da retórica e dos interesses pessoais e se transformou em lamentável frustração. O mesmo destino tomaram o programa Escola Sem Partido, a meritocracia e o fim do execrável Presidencialismo de Coalizão, com todo o pesar que causa aos que, como eu, acreditaram que se dera início ao fim da politicagem, dos conchavos, do populismo e da colocação de interesses pessoais acima de tudo!

Infelizmente a hora é da frustração e não da mudança que o discurso transformou em esperança diante da qualidade da equipe de governo que deu início ao que se pensava ser um “novo tempo”.

General Paulo Chagas
Colunista

Denúncia grave: Amazônia perdeu 964 quilômetros quadrados de floresta só em setembro

De janeiro a setembro deste 2020, o desmatamento da floresta tropical somou 7.063 quilômetros quadrados, com total conivência e inépcia do governo, mesmo representando o maior número já atingido na história.

Desmatamento desmedido

Os números assustadores fomentam a repercussão mundial, que envolve a rejeição do Parlamento Europeu do acordo UE-Mercosul, o que representa mais um entrave na retomada da difícil situação da economia brasileira que vai de mal a pior, graças a inatividade do Ministério responsável por essa área, com dois anos de discurso, sem qualquer ação, planejamento e resultados efetivos.

Os dados do Deter, do INPE apontam para 964 quilômetros quadrados de desmatamento somente em setembro deste ano. Embora represente uma redução de 33,7% em comparação a 2019, que atingiu 1.454 quilômetros quadrados em setembro, o número é bem maior que os registrados no mesmo mês de 2015, 2016, 2017 e 2018, o que leva-nos a questionar o que o atual governo tem feito com relação a este grave problema.

Trata-se de um total descaso, sem se importar com os graves problemas que influenciam as relações comerciais internacionais, já que todo o planeta e, principalmente os investidores, que consideram, em seus estudos, este fator mais que agravante.

O desmatamento da Amazônia registrou queda na comparação anual pelo terceiro mês seguido, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira, que mostraram também, no entanto, que a devastação da floresta segue em patamares elevados na comparação com anos anteriores a 2019.

Ao mesmo tempo que tudo isso acontece, a Ministra da Agricultura, declara que o boi é um bombeiro, referindo-se ao pantanal, que arde em chamas e incentivando a agropecuária substituindo as áreas que deveriam ser preservadas.

A infeliz declaração causou reação extremamente negativa na imprensa internacional e não é confirmada por nenhum especialista, pelo contrário, gerando críticas a sua absurda afirmação.

Cerca de 40% da floresta amazônica pode virar savana, diz estudo
Pesquisadores analisaram resistência das florestas tropicais úmidas em cenários extremos; além da Amazônia, bacia do Congo também pode ter o mesmo destino, segundo informa a Agência AFP.

Ambientalistas culpam o governo do presidente Jair Bolsonaro, que reduziu os mecanismos de fiscalização ambiental e defende a mineração e a agricultura em áreas protegidas da Amazônia, por incentivar madeireiros ilegais, grileiros e garimpeiros a destruírem a floresta.

“A situação do desmatamento ainda é péssima, os números ainda são horríveis e continuam inaceitáveis. A marca só parece boa se ela for comparada ao recorde negativo do próprio governo”, disse o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, em áudio enviado à Reuters.

“Só para a gente ter uma ideia, se a gente pegar os números dos anos imediatamente anteriores ao governo Bolsonaro –2016, 2017 e 2018– eles são bem menores do que os que foram divulgados agora em 2020”, disse.

“Antes a gente media desmatamento na Amazônia na casa de centenas de quilômetros e com o Bolsonaro a gente inaugurou uma nova era em que a gente mede alertas de desmatamento na casa dos milhares de quilômetros quadrados. Dos 19 meses do governo, 15 foram de piores marcas em termos de alertas de desmatamento.”

Além do desmatamento, a Amazônia tem sofrido com queimadas, que também atingiram o Pantanal. Este cenário levou a um aumento da pressão internacional sobre o governo Bolsonaro por causa de sua política ambiental e levou o governo a enviar as Forças Armadas para conter crimes ambientais na Amazônia.

Bolsonaro diz que pretende tirar a região da pobreza e que a quantidade de floresta ainda preservada mostra que o Brasil é um modelo ambiental. Ele também aponta que há interesses e cobiça internacional sobre a Amazônia.

Na semana passada, durante debate entre candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o postulante democrata Joe Biden propôs um esforço para fornecer 20 bilhões de dólares em financiamento para a preservação da floresta e ameaçou o Brasil com “consequências econômicas significativas” se o país não parar o desmatamento.

Em resposta, Bolsonaro disse que a declaração do candidato democrata sobre a Amazônia foi “desastrosa e gratuita” e que ele fez uma ameaça infundada.

Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou sobre os dados divulgado nesta sexta.

Pantanal fecha setembro com pior índice de queimadas desde 1981

O Cerrado sofre com as queimadas neste período de estiagem, a baixa umidade no DF no fim de semana levou a Defesa Civil a declarar estado de emergência na capital(Jose Cruz/Agência Brasil)

Apesar da queda nos dados mensais de desmatamento, o dado oficial sobre a perda florestal de 2020 deve registrar uma nova alta.

A medição anual do desmatamento da Amazônia é feita pelo sistema Prodes, também do Inpe, entre os meses de agosto de um ano a julho do ano seguinte. De acordo com os dados do Deter, que costumam ser menores que os do Prodes, entre agosto de 2019 e julho de 2020, o desmatamento foi de 9.216 quilômetros quadrados, alta de 34,6% na comparação com o período anterior.

O Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam) estima que o dado anual sobre desmatamento para o período 2019/2020, que deve ser divulgado em novembro, ficará acima de 14 mil quilômetros quadrados.

O mundo nos cobra e o atual governo não tem resposta, sequer, para a imprensa brasileira, responsável por informar a população.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

Incêndio no Pantanal: senadores e ministro Salles visitam Corumbá

Wellington Fagundes disse que situação no bioma está se agravando

Lançamento da Operação Pantanal 2 para combate ao incêndio na região Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Comissão Temporária Externa do Pantanal, do Senado, disse hoje (3) que a situação no bioma está se agravando com novos focos de incêndio e aumento das queimadas. Uma comitiva de autoridades, incluindo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, visitou Corumbá (MS) neste sábado para avaliar a situação e discutir soluções para a prevenção e o enfrentamento às queimadas. Há duas semanas, eles também estiveram no Mato Grosso.

“Esse incêndio generalizado entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul nos traz muita preocupação, claro, porque a situação cada dia está se agravando”, disse, explicando que, no Mato Grosso, a situação está “praticamente controlada”, diferente da realidade no Mato Grosso do Sul. “E temos perspectivas não muito boas, porque nas próximas duas semanas ainda o calor será muito intenso e umidade do ar muito mais impropícia. Isso tudo propicia o fogo e também os desastres ambientais”.

O senador destacou a atuação das Forças Armadas, bombeiros, brigadistas e voluntários no combate aos incêndios. Segundo ele, além de acompanhar as ações imediatas, a comissão vai propor a elaboração do Estatuto do Pantanal, uma legislação adicional ao Código Florestal, com o objetivo de harmonizar a legislação entre os dois estados e trazer segurança jurídica para o fomento ao desenvolvimento econômico sustentável, “que traga proteção acima de tudo”.

“Temos que apender com essa situação, temos todas as informações meteorológicas para tomar as decisões. Se tardamos muito esse ano, temos que fazer com que o ano quem vem isso não volte a acontecer. E, para isso, melhorar a estrutura pública, ter mais brigadistas, mais pessoas treinadas. Por parte do parlamento, estamos buscando uma legislação que possa permitir esse equilíbrio, através de um manejo adequado, inclusive com a queima controlada. Temos que criar regras para que essa convivência seja harmônica e amparada na ciência, na pesquisa e também na sabedoria de quem vive aqui, do ribeirinho, do pantaneiro”, disse Fagundes.

Fundo ambiental

O ministro Ricardo Salles disse que o governo federal tem liberado recursos sem precedentes dentro da sua capacidade de ações. Mas, para ele, é preciso retomar o projeto do fundo de compensação ambiental, que foi apresentado pelo governo por meio da Medida Provisória (MP) 900/2019, mas que perdeu a validade antes de ser votada no Congresso Nacional.

A compensação ambiental é um mecanismo financeiro criado para contrabalançar os impactos ambientais previstos ou já ocorridos na implantação de empreendimentos, por exemplo. É uma indenização paga pelos empreendedores pela degradação e que incorpora os custos sociais e ambientais identificados no processo de licenciamento. A MP permitia que o Ministério do Meio Ambiente contratasse, sem licitação, instituição financeira oficial para criar e gerir um fundo ambiental privado constituído por recursos de multas ambientais, convertidas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.

De acordo com Salles, os senadores Wellignton Fagundes e Nelsinho Trad (PSD-MS), esse último relator da comissão do Senado, tem trabalhado com o governo na estruturação de uma solução para a prevenção das queimadas. “Ela envolve alteração legislativa e estrutura e coordenação entre os entes federativos naquilo que é necessário”, disse.

O ministro destacou que o presidente Jair Bolsonaro orientou a equipe a tomar as medidas necessárias para a preservação ambiental, mas pediu que “lembre-se das pessoas, dos produtores, de quem convive em cada uma das realidades, na Amazônia, no Pantanal, em todas as regiões”. Nesse sentido, Salles defendeu incorporar na legislação questões como a permissão para uso do fogo controlado nas propriedades agrícolas e para utilização de retardantes de fogo por aeronaves.

Outra proposta discutida hoje é a instalação de uma brigada permanente entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que, segundo Salles, será integralmente apoiada pelo presidente. “Temos que alinhar o que cada um dos entes federativos vai fazer nessa estrutura conjunta. Os dois governos de estado, MS já comprometido com essa decisão, governo federal também, certamente, e os municípios. Aqui é questão de estabelecer qual será o compartilhamento de funções, tarefas e recursos que cada um vai concorrer para isso”, disse o ministro.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Agência Brasil
Matéria autorizada
Edição: Denise Griesinger

Como viver 200 anos como as tartarugas

Como viver muito como as tartarugas? É possível ter mais tempo assim como elas? Pode até parecer uma coisa simples, mas o segredo desses animais está associado ao seu modo de vida e o mesmo também vale para as pessoas, pois uma vida tranquila pode sim significar uma vida mais longa. No vídeo de hoje Atila Iamarino responde alguns dos comentários do vídeo sobre o câncer para explicar como as tartarugas vivem tantos anos e porque que devemos aproveitar melhor as batidas do nosso coração.

Roteiro e apresentação: Atila Iamarino – Twitter @oatila
– Instagram @oatila

Bolsonaro quer desconstruir o Brasil

Incêndio de grandes proporções atinge Parque de Ibitipoca, em Minas

Um incêndio de grandes proporções já destruiu uma extensa área do Parque Estadual de Ibitipoca, em Lima Duarte (MG), na Zona da Mata, a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte. 

O Cerrado sofre com as queimadas neste período de estiagem, a baixa umidade no DF no fim de semana levou a Defesa Civil a declarar estado de emergência na capital(Jose Cruz/Agência Brasil)

Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), autarquia responsável por administrar a unidade de conservação, o fogo começou na tarde do último domingo (27), em uma área próxima ao parque. As chamas se espalharam rapidamente e, ontem (28), atingiram a unidade.

Há três dias, bombeiros, brigadistas, voluntários e servidores do parque estadual tentam controlar a situação e apagar as labaredas que se propagam pela vegetação seca.

Ao todo, 75 pessoas estão participando da ação de combate ao fogo, que conta com o apoio de um helicóptero do Corpo de Bombeiros.

Visitas são suspensas

Devido ao incêndio, o IEF suspendeu a reabertura do parque às visitações. Após seis meses fechado ao público em função das medidas adotadas devido à pandemia da covid-19, as visitas seriam retomadas nesta quarta-feira (30). Em nota, o instituto estadual afirma que a nova data para reabrir será anunciada assim que o fogo estiver apagado e a situação normalizada.

As causas e a área total queimada ainda serão apuradas. A expectativa do IEF é que as chamas sejam apagadas até amanhã.

Coberto pela Mata Atlântica, o Parque Estadual de Ibitipoca é um dos mais visitados em Minas Gerais e uma das principais atrações turísticas da Zona da Mata, possuindo vários córregos e riachos com atrativos como piscinas naturais e cachoeiras. 

Segundo o IEF, a região abriga espécies ameaçadas de extinção como a onça parda, o lobo-guará e o primata sauá. Na área também é possível encontrar macacos barbados (bugios), papagaios-do-peito roxo, coatis e andorinhão-de-coleira falha. Além disso, uma espécie de perereca, a Hyla ibitipoca, foi avistada pela primeira vez na região, da qual herdou o sobrenome.

Queimadas

Bombeiros e brigadistas mineiros vêm enfrentando incêndios florestais em diferentes regiões de Minas Gerais. Só nos últimos dias, dois grandes focos mobilizaram equipes na Serra de São Domingos e em Ituitaba.

Na Serra de São Domingos, em Poços de Caldas (MG), o fogo, que começou na tarde de domingo (27), só foi controlado na manhã de ontem (28). A exemplo do Parque Estadual de Ibitipoca, a serra atrai muitos turistas. Um balanço preliminar indica que as chamas incineraram cerca de 13 hectares de vegetação nativa. Cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol oficial.

Já em Ituitaba, cidade próxima à divisa com Goiás, a cerca de 140 quilômetros de Uberlândia, um incêndio florestal consumiu, no domingo, algo em torno de 10 mil metros quadrados, segundo o Corpo de Bombeiros. O fogo foi apagado no mesmo dia.

Da Redação OEB
Fonte: matéria Agência Brasil
Edição: Kleber Sampaio

Motivo de vergonha para os brasileiros, discurso de Bolsonaro na ONU é ode ao absurdo e ao despreparo

Por Ucho Info

Nove entre dez néscios que se aventuram na política usam discursos boquirrotos para atacar a imprensa, especial quando são alçados à mira das críticas. O presidente Jair Bolsonaro, que discursou na abertura da 75ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), disse que se a imprensa está a criticar sua fala é porque o pronunciamento foi bom.

Bolsonaro, que desconhece o mais raso significado de humildade, até porque sua soberba chega a ser nauseante, prefere fazer ouvidos moucos para a enxurrada de críticas que surgem de todas as partes do planeta, pois sua fala flanou nos ares do devaneio.

Na edição desta terça-feira, o UCHO.INFO publicou matérias com análises pontuais sobre trechos do discurso do presidente da República, mas ainda sim merece destaque a afirmação delirante que envolve religião e Estado.

Por desconhecer os artigos 5º (inciso VI) e 19 (inciso I) da Constituição Federal de 1988, Bolsonaro sentiu-se à vontade para emoldurar o Estado brasileiro com os dogmas do cristianismo, como se a laicidade fosse letra morta no texto constitucional.

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Inciso VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.”

Art. 19 – É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

Inciso I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

O presidente ousou afirmar que “a liberdade é o bem maior da humanidade”, mas preferiu esquecer seu apoio aos protestos antidemocráticos e as ameaças feitas ao Judiciário e ao Legislativo, apenas porque foi contrariado em seus interesses. Ou seja, para Bolsonaro a liberdade é primordial, desde que ele permaneça na zona de conforto.

 Nesse trecho do discurso, o presidente pediu que comunidade internacional combata a cristofobia, sugerindo de forma mentirosa que no Brasil os cristãos são alvo de perseguições e impedidos de professar a fé. Na verdade, a perseguição se dá por parte dos fundamentalistas evangélicos, os quais engrossam a horda de apoiadores de Bolsonaro. Basta voltar no tempo e conferir as reações dos evangélicos diante do aborto legal a que se submeteu uma garota de 10 anos estuprada pelo tio.

Mais uma vez, ignorando que a Carta Magna estabelece que o Estado é laico, Bolsonaro afirmou, ao final do seu patético discurso, que “o Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base”.

A exemplo do que ocorreu na edição anterior da Assembleia-Geral da ONU, Bolsonaro abriu mão da oportunidade de falar à comunidade internacional para dirigir a palavra aos seus eleitores, já que, sem jamais ter descido do palanque de 2018, está debruçado em seu projeto de reeleição. E manter coesa a insana e descontrolada base de apoio parece ser mais importante do que defender os interesses do País.

Afirmar que o Brasil é um país cristão beira o delírio, pois sabe-se que a liberdade religiosa e de crença é garantida pela Carta Magna. Além disso, Bolsonaro foi eleito para governar para todos os brasileiros, evangélicos ou não. De acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os cristãos representam 86,8% da população brasileira, sendo que 64,6% são católicos. Os evangélicos, segundo levantamento de uma década atrás, somam 43 milhões, algo como 20% do contingente populacional.

Em relação ao fato de o Brasil ser um país que tem a família como base, Bolsonaro não é a pessoa mais indicada para discorrer sobre o tema. Afinal, a família tradicional e conservadora, como sugeriu o presidente em seu discurso, abomina quem casa-se mais de uma vez e usa apartamento funcional do Parlamento para “comer gente”. Ademais, Bolsonaro precisa explicar aos brasileiros que conservadorismo é esse que consente que um ex-assessor parlamentar deposite dinheiro de origem suspeita na conta bancária da primeira-dama.

No tocante a ser aparentemente adepto do cristianismo, como demonstra em declarações e aparições públicas de encomenda, Bolsonaro deveria penitenciar-se, já que um cristão de fato jamais dirá a uma mulher que deixará de estuprá-la por ser feia e não merecer, como fez com a deputada federal Maria do Rosário.

Contudo, os destampatórios de Bolsonaro não se limitaram à seara da fé e do suposto conservadorismo. Avançou no terreno das relações internacionais e dos investimentos estrangeiros no Brasil. No campo das relações entre países, o presidente exaltou o esforço do homólogo americano, Donald Trump, para alcançar a paz entre israelenses e palestinos.

Bolsonaro referiu-se à formalização das relações diplomáticas entre Israel, Emirados Árabes e Bahrein, algo que já existia de forma não oficial. Falar em acordo de paz entre essas três nações é um absurdo, pois não se sela um pacto dessa natureza entre países que jamais estiveram em guerra. Não obstante, o “salamaleque” oficial em questão só serviu para acirrar as beligerantes disputas entre israelenses e palestinos. Como quem liderou esse processo foi Donald Trump, maiores explicações são desnecessárias.

Com referência aos investimentos internacionais no Brasil, Bolsonaro disse que “no primeiro semestre de 2020, apesar da pandemia, verificamos um aumento do ingresso de investimentos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso comprova a confiança do mundo em nosso governo”.

O presidente tem o direito de falar inverdades e passar vergonha sozinho, mas não pode impor ao povo brasileiro vexames colossais. Na comparação com o primeiro semestre de 2019, a queda nos investimentos estrangeiros no Brasil foi de 30% (caiu de US$ 36,4 bilhões para US$ 25,5 bilhões). Isso porque os absurdos praticados pelo governo nos últimos vinte meses reduziram a atratividade do Brasil como destino de investimentos. Afinal, investidores, grandes empresas e empresários de todo o planeta passaram a dar importância a ao meio ambiente e ao bem-estar social antes de abrirem os cofres.

Por Redação Ucho.Info
Publicação autorizada parceria Ucho.Info/Redação OEB

Estiagem no Paraná força reativação de obra de reservatório abandonada em 1950

Enquanto a água não cai do céu, engenheiros e técnicos da Companhia de Saneamento do Paraná procuram por ela em toda parte. E nesta busca, contam com uma estrutura construída há mais de cem anos, um tipo de aqueduto, inaugurado em 1908, para levar água da Serra do Mar para Curitiba.

O sistema deixou de operar na década de 1950, quando a cidade passou a ser abastecida por grandes reservatórios. Hoje, como eles estão bem secos por causa da estiagem, a saída foi reativar essa tecnologia, que é simples e milenar.

Os engenheiros refizeram as antigas ligações de cinco pequenos reservatórios escondidos no meio da mata. A água que antes corria para o litoral do estado, agora foi canalizada para a capital.

Uma das menores barragens é chamada de caixa coletora. E dá para mostrar bem como funciona este sistema interligado. A água vem descendo, em um pequeno filete, e se junta a outro fluxo de água, que vem de outra caixa coletora, em uma galeria subterrânea, construída há mais de cem anos. Por estar no alto da Serra do Mar, pela força da gravidade, a água segue descendo e alimentando o sistema.

A água percorre cerca de 50 quilômetros, de uma das regiões mais preservadas da Mata Atlântica, até a maior barragem da região de Curitiba. São 40 litros de água por segundo, volume suficiente para abastecer 25 mil pessoas por dia

Imagem: CRM - Paraná

“Em uma situação normal seria pouco, mas nesse momento é valioso, essa quantidade é valiosa para nós. Toda essa soma representa manutenção da distribuição, da entrega da água para a população”, afirma Claudio Stabile, diretor-presidente da Sanepar.

Com o rodízio de abastecimento na região de Curitiba, o consumo caiu 11%. Agora, a meta é chegar a 20%, com a interrupção no fornecimento de água a cada 36 horas.

Da Redação OEB
Fonte: G1

Tornados deixam destruição e pânico em Santa Catarina

VÍDEO –

Foto ilustrativa

Os ventos chegaram a 100 km/h durante o fenômeno que atingiu várias cidades de Santa Catarina entre a tarde de sexta-feira e a madrugada deste sábado,15 de agosto. Segundo a Defesa Civil, 16 pessoas ficaram feridas e pelo menos 25 municípios foram afetados.

Da redação OEB

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