Categoria: José Nêumanne Pinto

Nêumanne com Felipe Moura Brasil e Marco Antônio Villa

No vídeo da série Nêumanne entrevista da semana trago a este canal no YouTube o enfrentamento de tentativas de calar a boca de críticos, seja com o uso de militância virtual, seja com processos na Justiça, tanto ao longo dos governos petistas quanto sob a égide bolsonarista, pelo colega jornalista Felipe Moura Brasil, que apresenta o Papo O Antagonista de segunda a sexta às 18 horas, e pelo historiador e comentarista Marco Antônio Villa. Ambos condenam o uso de porta-vozes oficiosos em veículos de comunicação e nas redes sociais e de robôs ou asseclas sempre dispostos a bajular os governantes de ocasião e prejudicar o quanto for possível aqueles que não seguem essa rota serviçal. Felipe lembrou que o presidente Bolsonaro prometeu tesouras voadoras contra corruptos, mas não o fez contra o senador Chico Rodrigues, flagrado pela PF com dinheiro na cueca. E Villa garantiu que ameaças e processos judiciais o estimulam a seguir adiante com as críticas. Direto ao assunto.
Inté. E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Com Bolsonaro milícias crescem

Impressiona e assusta o crescimento das milícias, que hoje controlam 57% do território do município do Rio de Janeiro, superando em quase quatro vezes o crime organizado do tráfico de drogas, que mantém 15% no Mapa dos Grupos Armados. Um de cada três moradores vive sob o terror desses dois tipos de banditismo. As milícias cresceram muito desde a intervenção militar na segurança do Estado, decretada por Temer de fevereiro a dezembro de 2018 e sob a chefia do general Walter Braga Netto, hoje chefe da Casa Civil de Bolsonaro, que defendeu milicianos amigos na Câmara dos Deputados. A mesma defesa foi feita em 2019, primeiro ano de seu governo, pelo ministro da Defesa, chefe dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, general Fernando Souza e Silva, que disse na Câmara que esse tipo de máfia surgiu “com boa intenção de ajudar as comunidades” mas se desvirtuaram.
Direto ao assunto.
Inté. E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Governo, oposição e STF me envergonham

O episódio grotesco e nojento do senador Chico Rodrigues, do DEM de Maia e Alcolumbre e do Centrão, que manda no governo Bolsonaro, me inspiram náusea e vergonha alheia menos por seu aspecto escatológico do que pela desprezível indiferença dos três Poderes da República sem pudor nenhum. Falta ao presidente da República coragem de demitir o vice-líder de seu governo no Senado, admitindo um afastamento “a pedido”,. Seus pares não se movem para excluí-lo de um plenário que deveria servir de exemplo para a Nação que o elege. E o Supremo Tribunal Federal livra-se do problema com a decisão do ministro Barroso de suspendê-lo por seis meses, o que já foi tentado outras vezes antes, mas sem resultado prático por falta de coragem cívica dos 11. Prova isso o fato de nove de seus membros terem votado contra o habeas corpus absurdo do novo decano e também contra o presidente, Fux, por ter ele haver feito precisa, ente a mesma coisa antes que eles o fizessem.
Direto ao assunto.
Inté. E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Bandido solto por Marco Aurélio fugiu

1 – Ultrapassando Rosa Weber, relatora da Operação Overseas, o ministro Marco Aurélio Mello, que será decano do STF esta semana depois da aposentadoria de Celso de Mello, mandou soltar o traficante André Macedo, o André do Rap, da facção criminosa PCC, usando dispositivo legal, que Bolsonaro não vetou, da adulteração do pacote anticrime, proposto por Sérgio Moro à Câmara, e lá reescrito sob a inspiração de Alexandre de Moraes, também do STF. Ou seja, a lei que foi feita pelos políticos para se blindarem da Lava Jato, contando com a cumplicidade do presidente eleito para prestigiar o combate à corrupção, terminou favorecendo a bandidagem do crime organizado. Como venho alertando há muito tempo, onde e quando tenho oportunidade.
2 – Os “maconheiros” do MMA.
3 – A entrevista de Sérgio Moro no canal.
Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Vídeo: Corrupção prejudica democracia, diz Moro

O ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sérgio Moro disse que “a corrupção prejudica a economia e também a democracia”. O conceito faz parte do contexto de suas reflexões em entrevista exclusiva a este canal. Na sétima edição do Nêumanne entrevista, o ex-juiz da Lava Jato explanou com a tranquilidade e a franqueza de hábito sobre a relevância da mais importante e popular operação de combate às malfeitorias dos bandidos travestidos de chefes partidários que assaltaram e continuam assaltando nossos cofres públicos, muito embora tenha enfatizado: “não sou a Lava Jato”. Na entrevista contou como foi para o governo e reagiu às afirmações feitas na semana tanto pelo presidente Jair Bolsonaro (“acabei com a Lava Jato”) quanto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo quem o apoio dele à candidatura vencedora em 2018 “não foi relevante para a vitória de Bolsonaro na eleição”.
Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Jair Calheiros contra Lava Jato

O senador Renan Calheiros, acusado de ser líder do chamado “quadrilhão do MDB pelos procuradores da Operação Lava Jato, disse ao jornalista William Waack, na CNN: Jair Bolsonaro “já encadeou várias medidas, desde o Coaf, a questão da Receita, a nomeação do Aras, a ‘demissão’ do Moro, agora a nomeação do Kássio. É o grande legado que ele pode deixar para o Brasil: o desmonte desse sistema”. “O senhor está constatando que Jair Bolsonaro é hoje o principal adversário da Lava Jato?”, perguntou o repórter. O ex-aliado de Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer respondeu: “Ele é um adversário – não sei por quê, mas não importa – desse estado policialesco. Espero que ele continue dessa forma”. O diálogo ocorreu durante notíciário sobre as últimas do desembargador do TRF-1 que o presidente indicou para o STF: informações falsas sobre doutorado e pós-doutorado inexistentes e o apadrinhamento de sua indicação (recebida com entusiasmo por patriarcas da velha política) por Wassef, Flávio Bolsonaro e Felipe Santa Cruz, presidente da OAB. Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêmanne Pinto

Kássio promete respeitar politicos

O desembargador Kássio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga do decano do STF, Celso de Mello, que se aposentará dia 13, está prometendo aos senadores que visita para pedir que o aprovem na sabatina de praxe que respeitará as decisões do Poder Legislativo. O dever dos ministros do Supremo não é respeitar os parlamentares, mas julgá-los, como a qualquer cidadão. Talvez por isso, está sendo tratado como um “ai-jesus” pelos políticos, principalmente pelos que não merecem respeito por suas capivaras. Enquanto isso, seu padrinho, Jair Bolsonaro, prometeu a uma plateia de evangélicos indicar para a cadeira do segundo mais antigo, Marco Aurélio, um pastor. E completou: “Imagine a sessão daquele Supremo começar com uma oração. Tenho certeza que isso não é mérito meu. É a mão de Deus”.
Alguém precisa avisar ao capitão que o Estado brasileiro é laico, não tem religião. Direto ao assunto.
Inté. E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Falcão defende Moro e Deltan

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol não cometerem nenhum crime para estarem sendo acusados por ministros do STF, presidente da República, bolsonaristas do gabinete do ódio e pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Esta é a opinião do professor da FGV e membro da Academia Brasileira de Letras Joaquim Falcão, sétimo entrevistado na série Nêumanne entrevista neste canal. Ele sugeriu que o STF recupere sua credibilidade fazendo uma autorreforma na qual ponha fim a decisões autocráticas, plantões judiciários e pedidos de vista, sob pena de perder de vez a autoridade perante a cidadania. Ele também criticou a promiscuidade intolerável cometida pelo chefe do Executivo ao se reunir com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, para consultá-los sobre a indicação do desembargador Kássio Marques para a vaga do decano do STF, que se aposentará.
Direto ao assunto. Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumane Pinto

Michelle desviou verba para covid

O governo desviou para o programa de Michelle Bolsonaro 7 milhões e meio de reais que a Mafrig doou ao Ministério da Saúde para comprar 100 mil testes da covid-19. Segundo a Folha de S. Paulo, que deu esta notícia, a verba foi repassada para instituições missionárias evangélicas ligadas à ministro da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, sem edital de concorrência. Enquanto isso, a primeira-dama processa o conjunto Detonautas por ter gravado uma canção ironizando depósitos de 89 mil reais feitos na conta da prilmeira-dama pelo subtenente da PM-RJ Fabrício Queiroz, investigado pelo MP-RJ por uso de dinheiro público em negócios privados, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, à época em que era guarda-livros do gabinete do primogênito de seu amigo Jair Bolsonaro, Flávio, na Alerj. E o presidente da República ameaçou esmurrar a boca de um repórter que lhe pediu explicações sobre esse inusitado depósito.
Direto ao assunto. Inté.
E so a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Planalto mente para defender Michelle

Escândalo Michelle Bolsonaro, Damares Alves, indicação a Ministro do Supremo…

Tentando justificar o desvio de uma doação da Marfrig, feita em março para atender a pedido do então ministro da Saúde, Mandetta, para ajudar governo a comprar 100 mil testes de covid-19, para o Programa Pátria Voluntária, presidido pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, afirmou em nota oficial que o Ministério da Saúde dispensou a doação por não ser mais preciso testar a população, A tentativa de justificativa é mentirosa, pois é pública e notória a baixa testagem, uma das mais fortes deficiências do governo no combate ao contágio do novo coronavírus. Uma das ONGs beneficiadas pela doação atuou contra o aborto da menina de dez anos, que ficou grávida após ser estuprada por um tio. A encarregada da ONG, Mariângela Consoli, informou que não pediu o dinheiro e não sabe quem a indicou para receber o benefício.
Direto ao assunto. Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Carregar mais