Categoria: Celso Brasil

O presidente do “país quebrado” que potencializa o caos, culpa a mídia por potencializar o vírus

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Em sua costumeira inversão dos fatos, Bolsonaro, que potencializa a pandemia, negando a realidade e sabotando o combate à maior crise sanitária mundial, em mais uma crise de insanidade, culpa a mídia por “potencializar o vírus” e reconhece sua incapacidade total ao confessar que “não consegue fazer nada”.

Com o número crescente de mortes, que nesta semana deverá chegar a 200 mil, nos dados oficiais e a mais de 300 mil, segundo especialistas que consideram as subnotificações por falta de testes e total incapacidade do governo Federal no controle, mapeamento e combate ao vírus, o presidente, numa postura criminosa, permanece indiferente ao caos que ele, com todas as suas forças, promove.

No encontro com sua claquete, ele argumenta que não consegue a mudança na tabela do Imposto de Renda, mais uma das promessas de campanha não cumprida, culpando o vírus e a imprensa “sem caráter” que o potencializa.

Nas redes sociais, os brasileiros de bem questionam quem é ele para falar em caráter.

Numa forma absurda de tentar fugir de suas responsabilidades e palavra que nunca cumpre, mais uma vez, joga a culpa para fora de sua pessoa. Responsabilidade essa que nunca teve.

“O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, tá, teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter “, afirmou a um apoiador na saída do Palácio da Alvorada.

Atacar a mídia, o jornalismo profissional, é típico daqueles que temem a verdade dos fatos. Sobretudo quando o ataque não se restringe ao país, pois, inclui-se aí a mídia mundial, que alerta para a gravidade da pandemia, incentiva a população mundial aos cuidados, instrui, mantendo as informações sempre atualizadas, cumprindo sua nobre missão.

O jornalismo enfrenta mais um daqueles que temem o desmentido, a apresentação dos fatos e da realidade como ela é.

Essa mesma mídia que este elemento ataca, precisou criar um Consórcio de Veículos de Imprensa, para coletar dados sobre a crise que apavora o planeta, pois o desgoverno atual não tem capacidade nem intenção de apresentar as informações verdadeiras, sem desvios e manipulações orquestradas pelo chefe que em tudo interfere, pervertendo as funções a que cada órgão se destina, a exemplo da Abin, GSI, PGR, Polícia Federal e tantos outros, além de causar sérios danos à imagem das Forças Armadas que, até antes de sua posse, era a instituição de maior credibilidade na opinião pública.

O negacionista de todos os fatos, contraria o que diz seu ministro da Economia, que afirma estarmos num crescimento em “V”, o que, convenhamos, é uma doce ilusão.

Da mesma forma, com sua postura irresponsável, contraria Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que defendem a vacinação em massa, o que está longe dos planos e da capacidade do elemento em questão.

Sem o combate sério da pandemia, não haverá economia e a população vê com temor o futuro próximo, esperando a inevitável crise.

O Tesouro começa 2021 com uma fatura trilionária a ser paga aos investidores. A dívida que vence neste ano já somava 1,31 trilhão de Reais no fim de novembro de 2020. Este valor deve continuar crescendo com mais juros que vão se somando ao total. 

Realmente, não temos presidente em Brasília. O que temos é um elemento sem escrúpulos, sem caráter, sem responsabilidade, ocupando a cadeira onde deveríamos ter, sim, um Presidente.

Dessa forma, chegamos a uma conclusão de que o primeiro passo para o Brasil tentar escapar deste caos anunciado, será o afastamento do mandatário. Caso contrário, continuaremos sem a educação, sem as prioridades que o meio ambiente exige, sem a diplomacia e gestão correta que poderia nos livrar do isolamento mundial.

Continuaremos num barco sem capitão, sem rumo, sem vacina, sem economia e sem esperança.

Celso B. Rabelo
Jornalista e comunicador

Ronaldo Caiado fez papel de palhaço

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O governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado, diz ter ouvido do Ministro Pazuello, que o governo Federal iria requisitar todas as vacinas produzidas ou importadas para o combate ao Coronavírus.

O twitter de Caiado:

O que aconteceu realmente?

Segundo fontes do Ministério da Saúde, essa foi uma hipótese realmente levantada por Bolsonaro – editar a MP do confisco – por ser, talvez, a única forma de “desmontar” o plano de João Doria, governador do Estado de São Paulo que foi à China, negociou a CoronaVac, acionou e organizou o Instituto Butantan de São Paulo, providenciou a compra, produção, logística e tudo que foi necessário para um trabalho efetivo e responsável no combate à pandemia que assola o país e o mundo, enquanto o governo Federal permaneceu inerte, negando a pandemia e trabalhando no sentido de minimizar a crise e até promovendo o movimento antivacina, inclusive com Jair Bolsonaro deixando claro e registrado que não vai tomar nenhuma vacina, por se tratar de uma “gripezinha”, e tudo que todos já viram e ouviram do negacionista.

A reação, dentro do Ministério da Saúde foi de rejeição a ideia. E os “conselheiros” do Planalto, recomendaram descartar a hipótese do tal confisco aventado, afirmando que poderia chegar ao Supremo Tribunal Federal o assunto e o risco que o Governo Federal correria aplicando tal ato.

Certamente, Pazuello, o general submisso e sem voz, que só obedece, no calor da preocupação de que Dória sairia “ganhando” na corrida, mostrando resultados efetivos, como tem mostrado, colocou na pauta da conversa (se não foi a única pauta), essa possibilidade de “confisco” e que seria uma grande jogada, única alternativa que surgiu na cabeça de Bolsonaro e daqueles que conspiram para que a parceria de São Paulo com a CoronaVac não dê certo, o que animou o governador de Goiás.

Ronaldo Caiado, muito preocupado com a vitória de Doria, como demonstrou claramente após a reunião dos governadores com o Ministério da Saúde, tuitou de forma contundente e a repercussão negativa sobre o “confisco” foi grande, o que fez Bolsonaro recuar, como sempre faz, na ideia absurda, deixando Caiado sozinho, com o desmentido anunciado pelo obediente Pazuello. Como se tratasse de um boato apenas. Boato este, disseminado por Ronaldo Caiado. O então fofoqueiro de plantão.

Muitos prefeitos do Estado de Goiás já tinham procurado o governador Doria manifestando intenção na compra da CoronaVac. Caiado também se voltou contra eles, o que o diminuiu e, após o desmentido do confisco, ordenado por Bolsonaro, viu que ficou perdido, em meio a toda essa situação de desespero em que se encontram os que politizam, sabotam e temem o sucesso político do Governador de São Paulo que fez, sozinho, o que não fez o presidente, os ministérios e toda a incompetente equipe sem voz que compõem o inerte governo atual.

Resumo da ópera

Caiado, com todo seu ciúme, embarcou na insanidade bolsonarista. Anunciou aos quatro ventos a vitória na certeza do confisco, se desgastou e, agora, resta-lhe continuar, não se sabe o que, e fingir que nada aconteceu, engolindo calado seu troféu de palhaço Caiado.

Celso B. Rabelo
Articulista e comunicador

STF recebe o Plano Nacional de Imunização sem datas, sem rumo, sem insumos, sem vacina…

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Governo entrega plano extremamente vago de vacinação ao Supremo Tribunal Federal, sem datas.

E a vacina???
Oras a vacina…
Que tomem cloroquina!

Piadinha do dia

O Governo Federal entrega ao STF um plano sem planos e cheio de elucubrações, com itens que, sabemos, não serão cumpridos, enquanto Bolsonaro estiver à frente de tudo.

Além disso, o plano não prevê o cumprimento da meta mínima, citada no próprio plano e causa críticas dos especialistas que afirmam ser algo improvisado, e muito improvisado, que não apresenta as reais soluções, provando que, na verdade, o governo e o Ministério da Saúde não tem um plano.

Apenas como exemplo, destaco o seguinte, disposto na página 48 do referido plano:

População geral – manter a população informada sobre a importância e segurança da vacinação, mesmo antes da vacina começar a ser ofertada. Esclarecer sobre o fortalecimento da vigilância dos eventos adversos pósvacinação, a fim de manter a tranquilidade no processo.
Profissionais de Saúde – informação sobre a vacinação e mobilização destes profissionais para sua importância no processo, protegendo a integridade do sistema de saúde e a infraestrutura para continuidade dos serviços essenciais.

E mais…

Redes Sociais do MS e parceiros– manter toda a população informada, respondendo as fake news e mensagens.

Os itens abordam informações. Sabe-se que o Brasil ficou órfão de qualquer informação, obrigando os órgãos de imprensa a criar o Consórcio de Veículos de Imprensa para que pudessem levantar os verdadeiros dados da pandemia sem distorções e manipulações.

Fala em esclarecimentos sobre a importância da vacinação. Sabe-se que ela é desdenhada, a partir do chefe de Estado que deveria pregar tal prática, enquanto afirma abertamente que não o fará.

Fala em manter a população informada respondendo as fake news, enquanto os seguidores/apoiadores do governo as fabricam em larga escala, pregando “o perigo das vacinas” e a não necessidade das mesmas, sendo apoiado pelo seu porta-voz, o próprio mandatário.

As declarações e discursos do presidente serão passíveis de punição e desmentidos por parte do Ministério da Saúde?

Ali, tudo são possibilidades e todas muito vagas, enquanto o Governo do Estado de São Paulo apresentou, em apenas uma coletiva, datas com dias e horário, toda logística detalhada, além dos grupos e fases a serem cumpridas, mostrando que dispõe de todos os recursos de estoque, produção e insumos já disponíveis. Colocando, ainda, a possibilidade e garantia de outros Estados e Municípios requisitarem a vacina, como ocorreu com a manifestação de inúmeros municípios de todo o território nacional.

Nas 96 páginas do referido plano, causa espanto o número de páginas que relacionam os nomes dos colaboradores, responsáveis… para a elaboração de tão “profundo e complexo” trabalho.

O plano é mais um discurso apenas. E um longo, muito longo discurso vazio.

Sem compras, insumos, intenções… todos abandonados desde o início da pandemia tão negada, especialistas e analistas não acreditam que dali saiam soluções. As soluções que a população espera e tanto necessita.

As redes sociais indicam uma grande confiança no Governador de São Paulo, João Doria, de forma clara. Muito perceptível, sem necessidade de levantamentos estatísticos, como a pessoa que fez o que o presidente, sua equipe e ministérios juntos não fizeram.

A falta de credibilidade do governo Federal se consolida, pasmem, através de seu representante maior na afirmação de que a pandemia está no “finalzinho”, enquanto os números, medidas responsáveis de gestores públicos, a falta de leitos de UTIs e as notícias de todo o mundo provam exatamente o contrário.

O desmentido recente do “confisco de vacinas” não tranquilizou a população, por saberem que o governo só retroagiu devido a péssima repercussão do fato.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal terá que se contentar com o tal plano apresentado, como cumprimento de uma determinação do mesmo.

E a vacina?
Oras a vacina…
Que tomem cloroquina.

Celso B. Rabelo
Articulista e comunicador

General Mourão e China reconhecem vitória de Biden e general Pujou se pronuncia

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Para aumentar a insônia e ranger de dentes de Bolsonaro, uma dose dupla de alertas mostra que ele está sozinho e apenas tenta envolver, ou falar em nome da classe militar que, com palavras claras, colocam os fatos de forma incisiva, num dialeto nada subliminar, mostrando que não estão de acordo com o capitão deste “Titanic”, pois já assistiram este filme.

O General Hamilton Mourão, vice-presidente da República, deixa claro seu reconhecimento a Joe Biden como presidente dos EUA enquanto o General Edson Leal Pujol, comandante do Exército, afirma que os militares não devem se meter em política e que não quer política nos quartéis, separando as “coisas”.

Diz Mourão:
A vitória de Joe Biden nos Estados Unidos “está cada vez mais sendo irreversível”, numa bem entendida declaração de reconhecimento dos resultados eleitorais americano, que vem desde o anunciado pela imprensa, quando também afirmou que seria “claro que Bolsonaro iria reconhecer esta vitória, no momento certo”, o que provocou declaração irônica do mandatário que reiterou ser o dono do poder e da tal “poderosa caneta Bic”.

No entanto, o silêncio do presidente e seus comandados, proibidos de expressarem suas opiniões sob pena de demissão, mostra sua resistência em mais uma perda de pontos, o que vai, indubitavelmente, sendo anotado no “bloquinho presidencial” de Joe Biden e posteriormente cobrado, de uma forma ou de outra.

O “indemissível” Mourão, não escondeu sua opinião e concluiu dizendo que essa é sua posição individual e que não fala pelo governo. Minimizando o que, fatalmente, Bolsonaro irá declarar a respeito, no seu estilo próprio e já esperado, destilando sua discordância e dobrando a aposta, como lhe é peculiar, negando os fatos tão óbvios, com relação à legitimidade do presidente americano eleito.

Para alimentar a ira do negacionista dos fatos, o comandante do Exército, General Pujou, completa a crise nesta declaração que mostra o descontentamento dos militares com as sandices semanais, quando não diárias, do presidente.

“… não queremos fazer parte da política governamental ou política do Congresso Nacional e muito menos queremos que a política entre no nosso quartel, dentro dos nossos quarteis.” Afirmou o General Pujol.

A crise no relacionamento de Bolsonaro e seu vice Mourão, deixa claro que neste “casamento” (como gosta de se referir o dono da Bic), estão, há muito tempo, “dormindo em quartos separados”.

Vale ressaltar que, para reforçar ainda mais a ira, a China, depois de uma semana, reconhece formalmente a incontestável vitória de Joe Biden.

Com isso, todos os mandatários das grandes, médias e pequenas economias do planeta, simpáticas ou não umas às outras, dão-se as mãos e, diplomaticamente, cuidam de seus interesses de estado e do bem estar de suas populações, cumprindo o papel para que foram eleitos, reforçando o isolamento do Brasil que, se quiser se impor, deverá acionar o seu poderoso exército e mostrar que seu estoque de pólvora (invenção chinesa), falará mais alto e colocará todo o resto do mundo em seu devido lugar.

por: Celso Brasil

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Segue a declaração do General Pujol:

“O Ministério da Defesa, as Forças Armadas, o nosso assunto é militar. As questões políticas, eventualmente o ministro [da Defesa] participa do lado político do governo, mas não nos metemos em áreas que não nos dizem respeito. Eventualmente o ministro [Fernando Azevedo e Silva] é chamado para opinar no conselho de ministros, nas reuniões ministeriais. Ele deve dar as suas opiniões a respeito, particularmente naqueles assuntos que têm reflexo nas Forças Armadas ou na possibilidade de emprego das Forças Armadas, mas não queremos fazer parte da política governamental ou política do Congresso Nacional e muito menos queremos que a política entre no nosso quartel, dentro dos nossos quarteis. O fato de, eventualmente, militares serem chamados para assumir cargos no governo, [isso] é decisão exclusiva da administração, do Executivo. Eu recordo aí, no final do outro governo, o STF pediu e depois agora renovou, no final do ano passado, a presença de um general lá para trabalhar como assessor do STF. Não é porque vai tratar de assuntos militares. [É] porque ele acha que o perfil, a experiência, a formação, conhecimento do nosso país, que nós temos, de vários assuntos, a nossa formação acadêmica, que é muito diversificada, nos traz uma bagagem, que alguns setores da sociedade identificam como pessoas que podem ajudar no exercício de determinados cargos. O senhor nos conhece muito bem. Para dizer que, eventualmente, a assunção a um cargo público é como civil também, que tenha uma formação”.

Vem aí mais um ministério para abrigar o centrão

COLUNISTAS –

Bolsonaro coloca em gestação a recriação do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, fatiando o “Super” Ministério da Economia e obedecendo a pressão do “centrão” para a criação de mais cargos. E de forma rápida, como exigido!

Ao mesmo tempo em que enfraquece ainda mais Paulo Guedes, agrada o “centrão”, cedendo às exigências deste que, costumeiramente, suga presidentes fragilizados pela incapacidade administrativa e de articulação, como fez com Dilma Roussef, amealhando aquilo que mais lhe interessa – cargos e mais cargos, num insaciável consumo destes, mostrando que tem poder sobre os mais fracos.

Depois de escolher um petista para o Supremo Tribunal Federal, decisão apoiada pelo mesmo “centrão”, que necessita, assim como o presidente e sua família, de reforço na blindagem jurídica, diante de tantos escândalos e casos investigados, incluindo o mandatário.

O bolsonarismo permanece calado, embora estupefato, diante da volta de todos aqueles que eram instruídos a combater. Sem argumentos, criam factoides, na tentativa de se defenderem daqueles que se viraram totalmente contra o seu “mito”, que nada fez e fará, do que prometeu, protagonizando o maior estelionato eleitoral de nossa história.

O novo ministério já recebeu um não, no primeiro convite para o dirigir. Trata-se do deputado Marcos Pereira (Republicanos), que foi sondado mas, de pronto, disse que não tinha interesse. Ele comandou esta pasta, que deve ser recriada nos próximos dias, durante o governo de Michel Temer.

Marcos Pereira é um dos candidatos à sucessão de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados e não quis se envolver.

O extinto Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que deverá ser recriado agora, foi acoplado ao Ministério da Economia e renasce como mais um abrigo ao famigerado e insaciável grupo do “centrão”.

O desmembramento do Ministério da Economia será feito, em primeiro momento, nas áreas de previdência e trabalho, segundo fontes do próprio partido Republicanos, ao qual pertencem os dois filhos do presidente – Flávio e Carlos Bolsonaro.

Segundo a mesma fonte, a decisão de recriação do Ministério, já foi tomada no Planalto e que está em acelerado processo, como exige o “centrão”.

O estelionato eleitoral se confirma mais uma vez, mostrando que não passou de um teatro todo o “combate” ao fisiologismo, toma-lá-da-cá e tantas outras promessas, reforçado pelo ministro General Heleno com direito a performance de cantor, dançando e interpretando a paródia “Se gritar pega centrão, não fica um, irmão!”.

Como todos sabem, o tal centrão suga tudo o que puder, quando detecta fragilidade e incompetência no alto cargo do Executivo. Depois, a exemplo do que ocorreu com Dilma, abandona às traças na hora da inevitável queda daquele que não consegue se manter de pé sozinho, partindo para as negociações já no próximo possível eleito, pois sabe o poder de articulação e controle que tem.

Portanto, o governo que iria diminuir drasticamente o número de ministérios, recria os extintos, com o apoio e união de todos aqueles que o povo brasileiro lutou tanto para derrubar.

Celso Brasil
Jornalista e colunista

Pedalada e calote: isso é o “Renda Cidadã” – parte da campanha eleitoral iniciada em 2018

Por Celso B. Rabelo

Com grande repercussão negativa, quanto a forma de captação dos recursos para o “Renda Cidadã”, termo do governo do Estado de São Paulo, agora utilizado pelo governo Federal para renomear o “Renda Brasil”, contando com apoio, desta vez, de aliados interessados, sabe-se lá a razão e interesses (ou sabemos?).

Bolsonaro, aquele que chamava o Bolsa Família de bolsa farelo, até experimentar o gostinho da repercussão entre a população, majoritariamente nordestina, que conta (espera) e depende, por uma questão até cultural, muito do governo. Sim! Criou-se a cultura de “o governo tem que nos ajudar”. Evidente que existe uma grande parcela que necessita de um auxílio, até mesmo pela condição de vida e escassez de oportunidades. Essas que não interessa a nenhum governo criar, ou solucionar, obedecendo ao critério do “coronelismo” – quanto mais dependerem, mais domínio teremos sobre eles.

Após notar que o sistema petista de auxiliar, faz crescer a simpatia, Bolsonaro passou a investir em suas visitas de campanha (essa que começou em 2018 e não parou). O norte e nordeste passaram a receber o presidente pessoalmente, formando as aglomerações e festas deste  povo que é alimentado pela esperança.

A tal “Renda Cidadã” é, sem medo de errar, o instrumento eleitoral mais cobiçado por aquele que não cumpriu um só item do seu discurso eleitoral, lá do início da campanha que não parou. O estelionatário eleitoral segue, sem qualquer preocupação com os reais problemas brasileiros – pandemia, queimadas, imagem no exterior… entre muitos outros desafios que nos custarão muito, ao longo dos anos.

O que é Renda Cidadã?

É uma nova versão do Bolsa Família, acrescentada de calote e pedalada que, da forma apresentada, esconde esses dois fatores, além da falta de ética e de boas intenções.

Calote: uso de recursos de Precatórios – dívidas judiciais reconhecidas que serão jogadas lá pra frente, como se dizer aos que deveriam recebe-las – “Devemos, mas vocês vão ter que esperar”.

O uso de precatórios nada mais é que um belo calote.

Pedalada: uso do Fundeb, destinado a educação básica e desviado para se tornar fonte de recursos para o tal projeto que não passa de um instrumento eleitoreiro, para manter, e até mesmo, aumentar a tão desgastada imagem e popularidade do estelionatário eleitoral em questão.

Retirar do Fundeb significa o mesmo que “tirar dos pobres para dar aos paupérrimos”, contradizendo as falácias do executivo, com a agravante de saquear a tão debilitada educação básica no Brasil, que acompanha a educação geral, sem ministro desde o início do desgoverno populista. Haja vista a repercussão do atual ministro da Educação com suas infelizes e extremistas declarações recentes.

Uma agravante ocorrida nos últimos dias

A tentativa de constitucionalizar, através de PEC Emergencial, a tal “Renda Cidadã”, a exemplo do SUS – já constitucionalizado. Isso significa que, assim como o Bolsa Família se tornou o novo nome do assistencialismo, necessário sob vários aspectos, mas populista sob o ponto de vista político, como até hoje é conhecido como obra do PT. O Bolsa Família nada mais foi que a junção de vários projetos, criados no governo FHC, num só, o que não deixa de ser mais prático e funcional, com maiores possibilidades de ser controlado.

A constitucionalização do “Renda Cidadã”, eternizaria o nome, com o selo – Foi o Bolsonaro que criou. E na verdade, acrescenta algumas novidades no já institucionalizado Bolsa Família.

A politização do assistencialismo, como arma eleitoreira, mudando o nome a cada governo, nada traz de benefício ao País, quando usado dessa forma, beneficiando, apenas, aqueles que nada fazem, por incompetência, na solução dos nossos grandes desafios. Como cortina de fumaça que apaga escândalos e trazem os louros para si.

Programas assistenciais são necessários. A politização e uso dessa necessidade, não passa de canalhice aplicada através da falta de competência em apresentar bons projetos e executá-los. Infelizmente, o discurso tem substituído as ações.

O senador Márcio Bittar (MDB) confirmou há pouco que os detalhes do Renda Cidadã estarão na chamada PEC emergencial, relatada por ele, o que, inicialmente, era PEC do pacto federativo, que também tem Bittar como relator.

Copiar é a arma dos não criativos. A inclusão de renda básica na Constituição Federal já foi uma bandeira defendida pela oposição.

Marcos Lisboa – economista e diretor-presidente da Insper, declarou ao “O ANTAGONISTA”:
“É uma maneira esperta de se endividar: contrata despesa e aumenta a dívida sem dizer que ela está aumentando. É a agenda do Brasil velho, a política econômica da malandragem. Sinal de que o governo não quer enfrentar os problemas. Espero que seja só um balão de ensaio”.

Para o mesmo órgão de imprensa livre, o economista Roberto Ellery, que ficou conhecido nas redes por suas críticas ao PT, agora chama os integrantes do governo Bolsonaro de “pândegos”, após o anúncio das fontes de receita para o Renda Cidadã:
“A PEC emergencial tinha como objetivo criar mecanismos para controlar o aumento das despesas permanentes. Colocar nessa PEC um programa de aumento permanente de gastos simboliza muito bem o ajuste fiscal de Paulo Guedes e Bolsonaro. São uns pândegos.”

Senador Alessandro Vieira:
“É preciso, antes de qualquer coisa, entender o que é um precatório. Explicando para uma pessoa que não é da área jurídica: um cidadão tem um direito, mas ele é negado pelo Estado. O cidadão vai à Justiça e, normalmente depois de muitos anos, tem seu direito confirmado. A Justiça manda que o Estado pague, por meio do chamado precatório. O cidadão entra em uma fila para recebimento, que também costuma demorar muito. O que se está propondo é que a fila demore ainda mais, pois os recursos para pagamento serão reduzidos.”

A repercussão negativa, como citado no início desta matéria, não foi apenas de políticos, analistas e imprensa brasileira. Ela é internacional, agravando o desafio da falta de investimentos no Brasil. O mercado, bem informado e não suscetível às malandragens escondidas em cada ação, reagiu imediatamente, com queda de 2,47% na Bolsa e o Dólar subiu 2,02%, além da  imprensa internacional publicando todo o teatro brasileiro, aumentando o descrédito da imagem já, tão desgastada. O Brasil e seu mandatário são motivo de piada lá fora, já que as críticas de nada adiantaram.

O relator da PEC do Fundeb no Senado, Flávio Arns (Podemos), declarou que o programa Renda Cidadã, bancado pelo fundo, é um absurdo!
Diz, Flávio Arns:
“A área econômica precisa começar a entender que o desenvolvimento tem que estar baseado na educação do povo. A educação tem que ser priorizada. E para ser prioridade, a educação precisa de orçamento.”
E acrescentou que “Políticas de promoção social, em qualquer lugar do mundo, são essenciais, mas com recursos da assistência social.”
… “a possibilidade de usar recursos do Fundeb para o Renda Cidadã já foi derrotada nas votações”. Isso porque o governo tentou, sem sucesso, inserir na PEC do Fundeb essa forma de financiamento para o programa.

“Não vamos permitir que se tire dinheiro da educação pública. O governo precisa ter coragem de enfrentar privilégios e propor uma reforma tributária justa para financiar a renda básica”, emendou a deputada Tabata do Amaral, no Twitter.

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim, disse que o governo federal precisa “melhorar a qualidade do que propõe”.
“Uma proposta muito frágil”, disse ele, sobre a ideia de usar parte de precatórios e do Fundeb para bancar o Renda Cidadã.

O economista Felipe Salto também criticou as fontes de receita anunciadas pelo governo para bancar o Renda Cidadã.
“Limitar pagamento de precatórios é eufemismo para dizer que se empurrará com a barriga um pedaço relevante dessas despesas (obrigatórias). Não se cancelou um centavo de gasto”, escreveu ele, no Twitter.

O líder do PSB na Câmara, deputado Alessandro Molon, também criticou as ideias do governo Bolsonaro para bancar o Renda Cidadã.
“Somos favoráveis a um programa de renda básica e vamos lutar por ele. No entanto, não faz sentido se retirar dinheiro da educação dos mais pobres para financiar um programa voltado aos mesmos”, disse ele, sobre a proposta de retirar recursos do Fundeb para o programa assistencial.
“O que fica claro é que o governo não quer tirar os recursos dos super-ricos, mas, sim, da educação dos mais pobres. Não podemos concordar com isso”, acrescentou.

“Absolutamente inconstitucional”, diz dirigente da OAB sobre dinheiro de precatórios no Renda Cidadã.

“O requinte de crueldade foi colocar tudo isso na PEC emergencial”, diz o economista Roberto Ellery, que já havia feito no Twitter críticas às propostas de financiamento ao Renda Cidadã.

A aprovação deste projeto esdrúxulo e mal intencionado, será muito difícil, devido a repercussão extremamente negativa e só dará argumento para a militância cega, bolsonariana, para publicar nas redes sociais que, não deixam o homem governar e só sabotam suas ações.

Afinal, todas as instituições, governamentais ou não, de todo o Brasil e do exterior, perseguem e sabotam o estelionatário eleitoral Jair Bolsonaro, não é?

Celso B. Rabelo
Colunista


Na arena: Aras x Lava Jato. E o povo assistindo, nas arquibancadas da esperança

Crônicas de um cidadão comum
Celso Brasil

Não, não vamos desistir do nosso sonho de um Brasil melhor. E o teremos!
Essa é a certeza que nós, cidadãos comuns, carregamos na alma – o nosso gabinete do Amor!

Fake News: STF tira do ar inúmeros perfis bolsonaristas

Luciano Hang e Roberto Jeferson são as estrelas que mais brilham fora do ar.
Lista dos “fora do ar” no final desta matéria.

Alexandre Moraes, determinou nesta sexta (24) a exclusão de contas no Twitter de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As contas alvo são investigadas por suspeitas de espalhar mentiras, chamadas de fake news

Entre os perfis suspensos estão o do presidente do PTB, Roberto Jefferson, o do blogueiro Allan dos Santos e do empresário Luciano Hang, o dono das lojas Havan. 

O inquérito das fake news apura também ameaças ao STF. Em maio, Moraes havia determinado o bloqueio das redes sociais de 16 suspeitos. 

O Ministro do STF, Luiz Roberto Barroso afirma que autores de fake news “não são pessoas de bem, são bandidos!”.

E todos concordamos com essa definição!

Luciano Hang é alvo de operação da Polícia Federal em inquérito contra Fake News

Luciano Hang é alvo de operação da Polícia Federal em inquérito contra Fake News

Quanto ao Roberto Jeferson, sua história é antiga, desde ex-presidiário condenado pela Lava Jato, até as práticas atuais.
O dono da rede de lojas Havan e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Luciano Hang, é um dos alvos da operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quarta-feira (27/5).  Ele já teve computadores e outros itens apreendidos, em operações de busca e apreensão da PF.

Investigado no âmbito do inquérito que investiga fake news e ataques contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Equipes policiais foram em endereços ligados ao empresário para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

Estão sendo apreendidos computadores, celulares e mídias eletrônicas que possam comprovar os crimes. Ele também está sendo convocado a prestar depoimento junto com Roberto Jefferson, o blogueiro Allan dos Santos e o deputado estadual Douglas Garcia.

De acordo com a PF, estão sendo cumpridos 29 mandados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Essa rede existia desde antes das eleições

Segundo as investigações, desde a CPI das Feke News e as investigações do STF, tudo mostra que essa rede existia e deu toda cobertura para a eleição de Jair Bolsonaro durante a campanha para eleições de 2018.

Essa rede se fortaleceu, ainda mais, depois que Bolsonaro foi empossado como presidente e, o nome “Gabinete do ódio” foi dado por eles mesmos, numa invigilância ao postarem nas principais redes sociais e, dessa forma, o auto batismo funcionou.

O que já se sabia, o “gabinete do ódio” funciona dentro do próprio governo, utilizando espaço físico e funcionários pagos com dinheiro público, como ficou comprovado pelo próprio Facebook na identificação dos endereços de IPs e seus usuários, comprovando, também, muitos usuários fake, criados para disseminar as fake news.

Todos que discordam se tornam alvo

O “gabinete do ódio”, além de disseminar fakes que tentam elevar a imagem do presidente e do bolsonarismo, também se dedica a assassinar reputações de qualquer um que se oponha ao presidente, desde uma simples discordância até aqueles que denunciam erros do presidente e sua equipe radical.

Todos que se afastam do bolsonarismo são duramente atacados por essa rede que já tem processos e cada vez mais é desbaratada.

Sabe-se que, amanhã, pois isso pode demorar um pouco, teremos todos os nomes envolvidos, porque os crimes virtuais sempre são descobertos pela tecnologia, que não é pouca, empregada nas investigações.

Veja a lista dos “FORA DO AR”

Allan dos Santos
Bernardo Küster
Edgard Corona
Edson Salomão
Eduardo Fabris Portella
Enzo Momenti
Luciano Hang
Marcelo Stachin
Marcos Bellizia
Otavio Fakhoury
Paulo Bezerra
Rafael Moreno
Reynaldo Bianchi Junior
Roberto Jefferson
Rodrigo Ribeiro
Sara Giromini
Winston Lima

Da Redação OEB
Redação: Celso Brasil

Hidroxicloroquina: Contra o vírus, tão inútil quanto quem o propaga

Por Celso Brasil

A hidroxicloroquina mostrou-se totalmente ineficaz no tratamento contra os infectados pelo Covid-19.
A Anvisa proibiu a venda da cloroquina e ivermectina sem receita médica, após os resultados dos estudos e constatar o risco dos efeitos que esses medicamentos causam.

Nos pacientes com sintomas leves e moderados, não apresentou qualquer melhoria clínica. A pesquisa foi feita por vários hospitais, liderados pelo Albert Einstein, HCor, Sírio Libanês, Moinho de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficiência Portuguesa, pelo Brazilian Clinical Reserarch Institute (BCRI) e pela Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Em 55 hospitais brasileiros, o estudo foi feito com 665 pessoas.

Por sorteio, os pacientes foram divididos em três grupos:

  • 217 pacientes medicados com hidroxicloroquina e azitromicina.
  • 221 pacientes medicados somente com hidroxicloroquina.
  • 227 pacientes foram receberam apenas suporte clínico, sem qualquer droga.

O resultado dos três grupos foram semelhantes, sendo que, 15 dias após, 69% do primeiro grupo, 64% do segundo e 68% do terceiro, já estavam sem qualquer limitações respiratórias e em casa. O número de óbitos também foi muito semelhante – 3%, de acordo com os pesquisadores.

O New England Journal of Medicine publicou os resultados.

A pesquisa destaca dois pontos nos efeitos adversos.

Nos dois grupos tratados com hidroxicloroquina, foram mais frequentes as alterações nos exames de eletrocardiograma, com aumento do intervalo de QT, o que representa maior risco de arritmias. Nestes dois grupos também foi notado maior número de lesões hepáticas.

O estudo teve a colaboração da EMS no fornecimento dos medicamentos, aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Portanto, a hidroxicloroquina não apresenta qualquer benefício no tratamento da Covid-19 e, ainda, mostra riscos à saúde, contrário ao que prega o presidente Bolsonaro que não tem nenhum conhecimento na área da saúde.

Centenas de cientistas participaram de inúmeras pesquisas e, todos, são unânimes no não aconselhamento ou indicação do remédio que se tornou plataforma política e causou tanta polêmica desnecessária, enquanto as atenções deveriam estar voltadas para soluções.

O Brasil continua assombrando o mundo, com a evolução da pandemia que ainda está fora de controle, com aumento do coeficiente de infectados que estava em 1×1 e agora se mostra 1×2 em crescimento, num processo de relaxamento do distanciamento social, abertura do comércio e volta às aulas programada para agosto.

Especialistas informam que, sem a manutenção do isolamento social, estaremos enfrentando o problema por mais dois anos, o que travará, ainda mais a economia, no país que mantém sua moeda como a mais desvalorizada do planeta, sem perspectivas de correções e retomada da economia, contrário aos países da América Latina, vizinhos, que tomaram medidas sérias de controle da pandemia.

A irresponsabilidade do chefe do governo está causando o afastamento de investidores, somado a repercussão negativa das queimadas, abandono da educação e sem Ministro da Saúde.

Redação: Celso Brasil
Fonte: Folha/UOL, Estadão e instituições privadas ligadas à saúde

Força Aérea Brasileira desmente boatos sobre acidente aéreo que matou ministro do STF

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