Categoria: Celso Brasil

Vem aí mais um ministério para abrigar o centrão

COLUNISTAS –

Bolsonaro coloca em gestação a recriação do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, fatiando o “Super” Ministério da Economia e obedecendo a pressão do “centrão” para a criação de mais cargos. E de forma rápida, como exigido!

Ao mesmo tempo em que enfraquece ainda mais Paulo Guedes, agrada o “centrão”, cedendo às exigências deste que, costumeiramente, suga presidentes fragilizados pela incapacidade administrativa e de articulação, como fez com Dilma Roussef, amealhando aquilo que mais lhe interessa – cargos e mais cargos, num insaciável consumo destes, mostrando que tem poder sobre os mais fracos.

Depois de escolher um petista para o Supremo Tribunal Federal, decisão apoiada pelo mesmo “centrão”, que necessita, assim como o presidente e sua família, de reforço na blindagem jurídica, diante de tantos escândalos e casos investigados, incluindo o mandatário.

O bolsonarismo permanece calado, embora estupefato, diante da volta de todos aqueles que eram instruídos a combater. Sem argumentos, criam factoides, na tentativa de se defenderem daqueles que se viraram totalmente contra o seu “mito”, que nada fez e fará, do que prometeu, protagonizando o maior estelionato eleitoral de nossa história.

O novo ministério já recebeu um não, no primeiro convite para o dirigir. Trata-se do deputado Marcos Pereira (Republicanos), que foi sondado mas, de pronto, disse que não tinha interesse. Ele comandou esta pasta, que deve ser recriada nos próximos dias, durante o governo de Michel Temer.

Marcos Pereira é um dos candidatos à sucessão de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados e não quis se envolver.

O extinto Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que deverá ser recriado agora, foi acoplado ao Ministério da Economia e renasce como mais um abrigo ao famigerado e insaciável grupo do “centrão”.

O desmembramento do Ministério da Economia será feito, em primeiro momento, nas áreas de previdência e trabalho, segundo fontes do próprio partido Republicanos, ao qual pertencem os dois filhos do presidente – Flávio e Carlos Bolsonaro.

Segundo a mesma fonte, a decisão de recriação do Ministério, já foi tomada no Planalto e que está em acelerado processo, como exige o “centrão”.

O estelionato eleitoral se confirma mais uma vez, mostrando que não passou de um teatro todo o “combate” ao fisiologismo, toma-lá-da-cá e tantas outras promessas, reforçado pelo ministro General Heleno com direito a performance de cantor, dançando e interpretando a paródia “Se gritar pega centrão, não fica um, irmão!”.

Como todos sabem, o tal centrão suga tudo o que puder, quando detecta fragilidade e incompetência no alto cargo do Executivo. Depois, a exemplo do que ocorreu com Dilma, abandona às traças na hora da inevitável queda daquele que não consegue se manter de pé sozinho, partindo para as negociações já no próximo possível eleito, pois sabe o poder de articulação e controle que tem.

Portanto, o governo que iria diminuir drasticamente o número de ministérios, recria os extintos, com o apoio e união de todos aqueles que o povo brasileiro lutou tanto para derrubar.

Celso Brasil
Jornalista e colunista

Pedalada e calote: isso é o “Renda Cidadã” – parte da campanha eleitoral iniciada em 2018

Por Celso B. Rabelo

Com grande repercussão negativa, quanto a forma de captação dos recursos para o “Renda Cidadã”, termo do governo do Estado de São Paulo, agora utilizado pelo governo Federal para renomear o “Renda Brasil”, contando com apoio, desta vez, de aliados interessados, sabe-se lá a razão e interesses (ou sabemos?).

Bolsonaro, aquele que chamava o Bolsa Família de bolsa farelo, até experimentar o gostinho da repercussão entre a população, majoritariamente nordestina, que conta (espera) e depende, por uma questão até cultural, muito do governo. Sim! Criou-se a cultura de “o governo tem que nos ajudar”. Evidente que existe uma grande parcela que necessita de um auxílio, até mesmo pela condição de vida e escassez de oportunidades. Essas que não interessa a nenhum governo criar, ou solucionar, obedecendo ao critério do “coronelismo” – quanto mais dependerem, mais domínio teremos sobre eles.

Após notar que o sistema petista de auxiliar, faz crescer a simpatia, Bolsonaro passou a investir em suas visitas de campanha (essa que começou em 2018 e não parou). O norte e nordeste passaram a receber o presidente pessoalmente, formando as aglomerações e festas deste  povo que é alimentado pela esperança.

A tal “Renda Cidadã” é, sem medo de errar, o instrumento eleitoral mais cobiçado por aquele que não cumpriu um só item do seu discurso eleitoral, lá do início da campanha que não parou. O estelionatário eleitoral segue, sem qualquer preocupação com os reais problemas brasileiros – pandemia, queimadas, imagem no exterior… entre muitos outros desafios que nos custarão muito, ao longo dos anos.

O que é Renda Cidadã?

É uma nova versão do Bolsa Família, acrescentada de calote e pedalada que, da forma apresentada, esconde esses dois fatores, além da falta de ética e de boas intenções.

Calote: uso de recursos de Precatórios – dívidas judiciais reconhecidas que serão jogadas lá pra frente, como se dizer aos que deveriam recebe-las – “Devemos, mas vocês vão ter que esperar”.

O uso de precatórios nada mais é que um belo calote.

Pedalada: uso do Fundeb, destinado a educação básica e desviado para se tornar fonte de recursos para o tal projeto que não passa de um instrumento eleitoreiro, para manter, e até mesmo, aumentar a tão desgastada imagem e popularidade do estelionatário eleitoral em questão.

Retirar do Fundeb significa o mesmo que “tirar dos pobres para dar aos paupérrimos”, contradizendo as falácias do executivo, com a agravante de saquear a tão debilitada educação básica no Brasil, que acompanha a educação geral, sem ministro desde o início do desgoverno populista. Haja vista a repercussão do atual ministro da Educação com suas infelizes e extremistas declarações recentes.

Uma agravante ocorrida nos últimos dias

A tentativa de constitucionalizar, através de PEC Emergencial, a tal “Renda Cidadã”, a exemplo do SUS – já constitucionalizado. Isso significa que, assim como o Bolsa Família se tornou o novo nome do assistencialismo, necessário sob vários aspectos, mas populista sob o ponto de vista político, como até hoje é conhecido como obra do PT. O Bolsa Família nada mais foi que a junção de vários projetos, criados no governo FHC, num só, o que não deixa de ser mais prático e funcional, com maiores possibilidades de ser controlado.

A constitucionalização do “Renda Cidadã”, eternizaria o nome, com o selo – Foi o Bolsonaro que criou. E na verdade, acrescenta algumas novidades no já institucionalizado Bolsa Família.

A politização do assistencialismo, como arma eleitoreira, mudando o nome a cada governo, nada traz de benefício ao País, quando usado dessa forma, beneficiando, apenas, aqueles que nada fazem, por incompetência, na solução dos nossos grandes desafios. Como cortina de fumaça que apaga escândalos e trazem os louros para si.

Programas assistenciais são necessários. A politização e uso dessa necessidade, não passa de canalhice aplicada através da falta de competência em apresentar bons projetos e executá-los. Infelizmente, o discurso tem substituído as ações.

O senador Márcio Bittar (MDB) confirmou há pouco que os detalhes do Renda Cidadã estarão na chamada PEC emergencial, relatada por ele, o que, inicialmente, era PEC do pacto federativo, que também tem Bittar como relator.

Copiar é a arma dos não criativos. A inclusão de renda básica na Constituição Federal já foi uma bandeira defendida pela oposição.

Marcos Lisboa – economista e diretor-presidente da Insper, declarou ao “O ANTAGONISTA”:
“É uma maneira esperta de se endividar: contrata despesa e aumenta a dívida sem dizer que ela está aumentando. É a agenda do Brasil velho, a política econômica da malandragem. Sinal de que o governo não quer enfrentar os problemas. Espero que seja só um balão de ensaio”.

Para o mesmo órgão de imprensa livre, o economista Roberto Ellery, que ficou conhecido nas redes por suas críticas ao PT, agora chama os integrantes do governo Bolsonaro de “pândegos”, após o anúncio das fontes de receita para o Renda Cidadã:
“A PEC emergencial tinha como objetivo criar mecanismos para controlar o aumento das despesas permanentes. Colocar nessa PEC um programa de aumento permanente de gastos simboliza muito bem o ajuste fiscal de Paulo Guedes e Bolsonaro. São uns pândegos.”

Senador Alessandro Vieira:
“É preciso, antes de qualquer coisa, entender o que é um precatório. Explicando para uma pessoa que não é da área jurídica: um cidadão tem um direito, mas ele é negado pelo Estado. O cidadão vai à Justiça e, normalmente depois de muitos anos, tem seu direito confirmado. A Justiça manda que o Estado pague, por meio do chamado precatório. O cidadão entra em uma fila para recebimento, que também costuma demorar muito. O que se está propondo é que a fila demore ainda mais, pois os recursos para pagamento serão reduzidos.”

A repercussão negativa, como citado no início desta matéria, não foi apenas de políticos, analistas e imprensa brasileira. Ela é internacional, agravando o desafio da falta de investimentos no Brasil. O mercado, bem informado e não suscetível às malandragens escondidas em cada ação, reagiu imediatamente, com queda de 2,47% na Bolsa e o Dólar subiu 2,02%, além da  imprensa internacional publicando todo o teatro brasileiro, aumentando o descrédito da imagem já, tão desgastada. O Brasil e seu mandatário são motivo de piada lá fora, já que as críticas de nada adiantaram.

O relator da PEC do Fundeb no Senado, Flávio Arns (Podemos), declarou que o programa Renda Cidadã, bancado pelo fundo, é um absurdo!
Diz, Flávio Arns:
“A área econômica precisa começar a entender que o desenvolvimento tem que estar baseado na educação do povo. A educação tem que ser priorizada. E para ser prioridade, a educação precisa de orçamento.”
E acrescentou que “Políticas de promoção social, em qualquer lugar do mundo, são essenciais, mas com recursos da assistência social.”
… “a possibilidade de usar recursos do Fundeb para o Renda Cidadã já foi derrotada nas votações”. Isso porque o governo tentou, sem sucesso, inserir na PEC do Fundeb essa forma de financiamento para o programa.

“Não vamos permitir que se tire dinheiro da educação pública. O governo precisa ter coragem de enfrentar privilégios e propor uma reforma tributária justa para financiar a renda básica”, emendou a deputada Tabata do Amaral, no Twitter.

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim, disse que o governo federal precisa “melhorar a qualidade do que propõe”.
“Uma proposta muito frágil”, disse ele, sobre a ideia de usar parte de precatórios e do Fundeb para bancar o Renda Cidadã.

O economista Felipe Salto também criticou as fontes de receita anunciadas pelo governo para bancar o Renda Cidadã.
“Limitar pagamento de precatórios é eufemismo para dizer que se empurrará com a barriga um pedaço relevante dessas despesas (obrigatórias). Não se cancelou um centavo de gasto”, escreveu ele, no Twitter.

O líder do PSB na Câmara, deputado Alessandro Molon, também criticou as ideias do governo Bolsonaro para bancar o Renda Cidadã.
“Somos favoráveis a um programa de renda básica e vamos lutar por ele. No entanto, não faz sentido se retirar dinheiro da educação dos mais pobres para financiar um programa voltado aos mesmos”, disse ele, sobre a proposta de retirar recursos do Fundeb para o programa assistencial.
“O que fica claro é que o governo não quer tirar os recursos dos super-ricos, mas, sim, da educação dos mais pobres. Não podemos concordar com isso”, acrescentou.

“Absolutamente inconstitucional”, diz dirigente da OAB sobre dinheiro de precatórios no Renda Cidadã.

“O requinte de crueldade foi colocar tudo isso na PEC emergencial”, diz o economista Roberto Ellery, que já havia feito no Twitter críticas às propostas de financiamento ao Renda Cidadã.

A aprovação deste projeto esdrúxulo e mal intencionado, será muito difícil, devido a repercussão extremamente negativa e só dará argumento para a militância cega, bolsonariana, para publicar nas redes sociais que, não deixam o homem governar e só sabotam suas ações.

Afinal, todas as instituições, governamentais ou não, de todo o Brasil e do exterior, perseguem e sabotam o estelionatário eleitoral Jair Bolsonaro, não é?

Celso B. Rabelo
Colunista


Na arena: Aras x Lava Jato. E o povo assistindo, nas arquibancadas da esperança

Crônicas de um cidadão comum
Celso Brasil

Não, não vamos desistir do nosso sonho de um Brasil melhor. E o teremos!
Essa é a certeza que nós, cidadãos comuns, carregamos na alma – o nosso gabinete do Amor!

Fake News: STF tira do ar inúmeros perfis bolsonaristas

Luciano Hang e Roberto Jeferson são as estrelas que mais brilham fora do ar.
Lista dos “fora do ar” no final desta matéria.

Alexandre Moraes, determinou nesta sexta (24) a exclusão de contas no Twitter de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As contas alvo são investigadas por suspeitas de espalhar mentiras, chamadas de fake news

Entre os perfis suspensos estão o do presidente do PTB, Roberto Jefferson, o do blogueiro Allan dos Santos e do empresário Luciano Hang, o dono das lojas Havan. 

O inquérito das fake news apura também ameaças ao STF. Em maio, Moraes havia determinado o bloqueio das redes sociais de 16 suspeitos. 

O Ministro do STF, Luiz Roberto Barroso afirma que autores de fake news “não são pessoas de bem, são bandidos!”.

E todos concordamos com essa definição!

Luciano Hang é alvo de operação da Polícia Federal em inquérito contra Fake News

Luciano Hang é alvo de operação da Polícia Federal em inquérito contra Fake News

Quanto ao Roberto Jeferson, sua história é antiga, desde ex-presidiário condenado pela Lava Jato, até as práticas atuais.
O dono da rede de lojas Havan e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Luciano Hang, é um dos alvos da operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quarta-feira (27/5).  Ele já teve computadores e outros itens apreendidos, em operações de busca e apreensão da PF.

Investigado no âmbito do inquérito que investiga fake news e ataques contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Equipes policiais foram em endereços ligados ao empresário para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

Estão sendo apreendidos computadores, celulares e mídias eletrônicas que possam comprovar os crimes. Ele também está sendo convocado a prestar depoimento junto com Roberto Jefferson, o blogueiro Allan dos Santos e o deputado estadual Douglas Garcia.

De acordo com a PF, estão sendo cumpridos 29 mandados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Essa rede existia desde antes das eleições

Segundo as investigações, desde a CPI das Feke News e as investigações do STF, tudo mostra que essa rede existia e deu toda cobertura para a eleição de Jair Bolsonaro durante a campanha para eleições de 2018.

Essa rede se fortaleceu, ainda mais, depois que Bolsonaro foi empossado como presidente e, o nome “Gabinete do ódio” foi dado por eles mesmos, numa invigilância ao postarem nas principais redes sociais e, dessa forma, o auto batismo funcionou.

O que já se sabia, o “gabinete do ódio” funciona dentro do próprio governo, utilizando espaço físico e funcionários pagos com dinheiro público, como ficou comprovado pelo próprio Facebook na identificação dos endereços de IPs e seus usuários, comprovando, também, muitos usuários fake, criados para disseminar as fake news.

Todos que discordam se tornam alvo

O “gabinete do ódio”, além de disseminar fakes que tentam elevar a imagem do presidente e do bolsonarismo, também se dedica a assassinar reputações de qualquer um que se oponha ao presidente, desde uma simples discordância até aqueles que denunciam erros do presidente e sua equipe radical.

Todos que se afastam do bolsonarismo são duramente atacados por essa rede que já tem processos e cada vez mais é desbaratada.

Sabe-se que, amanhã, pois isso pode demorar um pouco, teremos todos os nomes envolvidos, porque os crimes virtuais sempre são descobertos pela tecnologia, que não é pouca, empregada nas investigações.

Veja a lista dos “FORA DO AR”

Allan dos Santos
Bernardo Küster
Edgard Corona
Edson Salomão
Eduardo Fabris Portella
Enzo Momenti
Luciano Hang
Marcelo Stachin
Marcos Bellizia
Otavio Fakhoury
Paulo Bezerra
Rafael Moreno
Reynaldo Bianchi Junior
Roberto Jefferson
Rodrigo Ribeiro
Sara Giromini
Winston Lima

Da Redação OEB
Redação: Celso Brasil

Hidroxicloroquina: Contra o vírus, tão inútil quanto quem o propaga

Por Celso Brasil

A hidroxicloroquina mostrou-se totalmente ineficaz no tratamento contra os infectados pelo Covid-19.
A Anvisa proibiu a venda da cloroquina e ivermectina sem receita médica, após os resultados dos estudos e constatar o risco dos efeitos que esses medicamentos causam.

Nos pacientes com sintomas leves e moderados, não apresentou qualquer melhoria clínica. A pesquisa foi feita por vários hospitais, liderados pelo Albert Einstein, HCor, Sírio Libanês, Moinho de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficiência Portuguesa, pelo Brazilian Clinical Reserarch Institute (BCRI) e pela Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Em 55 hospitais brasileiros, o estudo foi feito com 665 pessoas.

Por sorteio, os pacientes foram divididos em três grupos:

  • 217 pacientes medicados com hidroxicloroquina e azitromicina.
  • 221 pacientes medicados somente com hidroxicloroquina.
  • 227 pacientes foram receberam apenas suporte clínico, sem qualquer droga.

O resultado dos três grupos foram semelhantes, sendo que, 15 dias após, 69% do primeiro grupo, 64% do segundo e 68% do terceiro, já estavam sem qualquer limitações respiratórias e em casa. O número de óbitos também foi muito semelhante – 3%, de acordo com os pesquisadores.

O New England Journal of Medicine publicou os resultados.

A pesquisa destaca dois pontos nos efeitos adversos.

Nos dois grupos tratados com hidroxicloroquina, foram mais frequentes as alterações nos exames de eletrocardiograma, com aumento do intervalo de QT, o que representa maior risco de arritmias. Nestes dois grupos também foi notado maior número de lesões hepáticas.

O estudo teve a colaboração da EMS no fornecimento dos medicamentos, aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Portanto, a hidroxicloroquina não apresenta qualquer benefício no tratamento da Covid-19 e, ainda, mostra riscos à saúde, contrário ao que prega o presidente Bolsonaro que não tem nenhum conhecimento na área da saúde.

Centenas de cientistas participaram de inúmeras pesquisas e, todos, são unânimes no não aconselhamento ou indicação do remédio que se tornou plataforma política e causou tanta polêmica desnecessária, enquanto as atenções deveriam estar voltadas para soluções.

O Brasil continua assombrando o mundo, com a evolução da pandemia que ainda está fora de controle, com aumento do coeficiente de infectados que estava em 1×1 e agora se mostra 1×2 em crescimento, num processo de relaxamento do distanciamento social, abertura do comércio e volta às aulas programada para agosto.

Especialistas informam que, sem a manutenção do isolamento social, estaremos enfrentando o problema por mais dois anos, o que travará, ainda mais a economia, no país que mantém sua moeda como a mais desvalorizada do planeta, sem perspectivas de correções e retomada da economia, contrário aos países da América Latina, vizinhos, que tomaram medidas sérias de controle da pandemia.

A irresponsabilidade do chefe do governo está causando o afastamento de investidores, somado a repercussão negativa das queimadas, abandono da educação e sem Ministro da Saúde.

Redação: Celso Brasil
Fonte: Folha/UOL, Estadão e instituições privadas ligadas à saúde

Força Aérea Brasileira desmente boatos sobre acidente aéreo que matou ministro do STF

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O jornalismo sofre a invasão dos que se dizem da área e os que não cumprem seus princípios básicos.
Leitores incautos, na busca de matérias sensacionalistas, são vítimas de boatos. Verdadeiros furos de reportagem com fontes inventadas que geram a desinformação. Estes ainda questionam: “Porque a mídia não fala disso?”
A resposta é: A mídia toma todo o cuidado com a verificação das fontes e do fato. O que não é oficial não deve ser divulgado, sob pena de cair no descrédito e enfrentar processos judiciais perfeitamente cabíveis.

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Renan pede reunião com Cármen Lúcia (STF) e recebe recusa, enquanto o Senado recorre da decisão de Luiz Fux

por Celso Brasil

Ministra Carmen Lúcia – STF

A tentativa de aproximação com a Juíza e presidente do STF

Depois de desafiar as instâncias judiciais e receber respostas duras, o presidente do Senado Renan Calheiros tenta uma aproximação com a presidente do Supremo Tribunal Federal, na tentativa de minimizar a crise entre as casas. Sua proposta, que também atende interesses do Poder Executivo, não foi aceita ou confirmada.

O senador tem processos a serem julgados no STF e acredita-se que aquela casa não tem interesse nenhum em promover tal aproximação, justamente no momento em que o Senado Federal recorre da decisão do Ministro Luiz Fux, que determinou o retorno do pacote anticorrupção ao Plenário da Câmara dos Deputados. A ação, além de dar nova chance às 10 Medidas, faz com que se ganhe tempo suficiente para que, ao ser enviado para o Senado Federal, não enfrente a resistência do atual presidente daquela casa – Renan Calheiros.

Qual seria a pauta de Renan?

Além de uma aproximação para reforçar pedidos de reconsideração nas decisões do Supremo e seus ministros, tentar amenizar sua própria situação crítica, já que tem tantos processos a serem julgados.

A presidente do STF tem dado sinais de cautela e fontes de Brasília informaram que Renan só conseguirá se aproximar de Cármen Lúcia na reunião, já agendada, desta sexta-feira, com Alexandre de Moraes e o comando da PF, sobre a questão de segurança pública, que terá também Temer, Rodrigo Maia, Jungmann, Serra e OAB.

Nessa reunião, portanto, Renan não terá a privacidade desejada para suas articulações.

Donde se conclui que…

Renan deverá ser julgado pelo Supremo que, certamente, o condenará em pelo menos alguns dos processos que o jogará na Lava Jato e corre o risco de não poder interferir nas decisões do pacote anticorrupção – 10 Medidas – que tanto sonhava, caso a decisão do ministro Luiz Fux seja mantida com apoio dos demais ministros. Ademais, ele terá muita dor de cabeça pela frente, com outros processos e afastado da posição de presidente do Senado, o que lhe dá, atualmente, muita força e prerrogativas que deixarão saudade.
Para ele, claro!

Da Redação OEB
por Celso Brasil
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Os corruptos ou as 10 Medidas? Qual deles estará agonizando em poucos dias?

Fontes do DF informam que as articulações estão sendo lideradas pelo PMDB, PT e PSD, que formaram uma frente contra o relatório proposto pelo relator Onyx Lorenzoni, com a participação de todos os outros partidos como aliados.

 PGR cria grupo de articulação para projeto sobre 10 medidas contra a corrupção

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou, nesta quinta-feira, 17 de novembro, grupo de articulação para acompanhamento do Projeto de Lei 4850/2016, sobre as 10 Medidas contra a Corrupção. Na Portaria, ele considera a necessidade de velar pela preservação do espírito do projeto inicial apresentado pelo Ministério Público Federal e referendado pelo apoio de 2,3 milhões de brasileiros.

Para o procurador-geral, as medidas representam um avanço significativo para a prevenção e repressão da corrupção e o debate legislativo no Congresso Nacional pode aperfeiçoar as medidas anticorrupção idealizadas pelo Ministério Público brasileiro. Ele considera, todavia, que “é preciso estar atento a tentativas de promover retrocessos que desfigurem a natureza do projeto”.

A coordenação do grupo será exercida pelo procurador-geral da República e o coordenador será secretariado pela Assessoria do Gabinete do PGR.

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[Vídeo] Renan et caterva, a inversão e a canalhice traduzida em um golpe

Os agentes da Polícia do Senado foram liberados. Mas foi suficiente para que o Brasil todo ficasse sabendo que aquele diretor da Polícia do Senado, que há mais de 10 anos acupa o cargo de intocável homem muito próximo a Renan Calheiros, operava um verdadeiro esquema de contra inteligência dentro do Congresso Nacional, sabotando o trabalho da PF utilizando o efetivo daquela instituição como verdadeiros capangas obrigados a agir no combate a lei.

Esse esquema visava impedir os trabalhos da Força-tarefa Lava Jato desde sua criação. Essa que apavora os corruptos e dá sustentação ao avanço das 10 Medidas contra a corrupção.

Uma polícia dotada de equipamentos de dar inveja à Polícia Federal. Equipamentos tão sofisticados que, muitos deles, nem eram utilizados devido à complexidade de seus recursos, que exigiam um operador especializado.

Essa é a Polícia de Renan. Não só de Renan, mas do grupo que ele lidera no sentido de cercear investigações da valorosa Polícia Federal e de toda a força-tarefa que nos causa orgulho e está sendo observada por todo o mundo como um modelo de investigação e combate à corrupção .  Essa força que colaborou para que derrubássemos um desgoverno de 13 anos.

Vamos ligar os pontos…

O esquema de contrainteligência, a serviço do mal que assola o País, foi criado por quem abusou do poder que lhe foi conferido pelo cargo que ocupa. Ou que abusam do poder, mesmo depois de deixar o cargo, como a relíquia viva da política brasileira – José Sarney – o imortal que concorre com Fidel Castro em número de anos de trono. Digo isso porque parece que Sarney não deixou o trono. Como um certo ex-presidente que insistia em não deixar a presidência e continuou desgovernando. Lembram?

Mas quem permaneceu nesse poder foi Renan Calheiros – presidente do Senado, com inúmeras indicações para o Nobel da Corrupção promovido pela Lava Jato e com chances de receber o seu “prêmio” em poucos meses das mãos do Juiz Sérgio Moro. O Juiz que pede o fim do foro privilegiado que ainda blinda Renan e seus capangas.

Trata-se de um escândalo equipar com sofisticação a Polícia do Senado para trabalhar no combate à Lei e, com todo este escândalo, se fosse um bom político ou, pelo menos coerente, reconheceria seu abuso de autoridade. No entanto, Renan Calheiros, de forma vil, tenta usar este absurdo que cometeu junto com seu bando de indicados à Lava Jato, para tentar, mais uma vez, aprovar, justamente, a Lei de abuso de autoridade, abusando da autoridade que lhe foi concedida.

Isso se chama canalhice, desespero de quem só consegue ver, a curto prazo, uma cela o separando do convívio com a sociedade, por ter comprovado o quão perigoso é para essa mesma sociedade que o quer preso.

Renan Calheiros e sua turma estão desesperados com o andamento do espetáculo legal que o Brasil protagoniza no cenário mundial através da Lava Jato.

Renan et caterva, os parlamentares que vocês esperam que lhes apoiem nesse golpe, também estão cientes de que nós, povo, estamos assistindo e reagindo aos acontecimentos políticos. Estão cientes de que despertamos e estamos cobrando ações probas.

Estes parlamentares que vocês buscam tanto o apoio para aprovação de uma lei que trabalha contra o cumprimento da Lei, não podem votar medidas contra a democracia e ficarem imortalizados na história como participantes de um golpe contra os princípios democráticos que o povo, seu eleitor, tanto combate.

Aos parlamentares, o nosso recado – Estamos acompanhando os passos e atos de cada um de vocês.

A você, Renan! E aos seus capangas, seus poucos seguidores condenados ao seu mesmo fim, o nosso recado: Trabalharemos muito ainda, para que suas manobras sujas e desesperadas não surtam efeito.

Quanto ao seu futuro, pouco nos importa, desde que você não faça parte do nosso.

O que você está promovendo, Renan Calheiros, é atitude própria de um…

De um…

Deixa pra lá.

Até a próxima.

Celso Brasil
Jornalista e Escritor

Ministros do STF não deverão ser indicados pela presidência da República [vídeos]

O visível aparelhamento e parcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) causa reações.
Uma comissão passa a discutir sobre a indicação dos ministros do Supremo que, conforme ocorreu no governo do PT, não obedeceu critérios seletivos. A exemplo de Dias Tóffoli que, sequer, conseguiu classificação em exames da OAB. Outro exemplo é o ministro Lewandowiski que, conforme um polêmico vídeo do historiador Marco Antonio Villa, mostra a falta de histórico e competência para assumir o cargo. O vídeo em questão, viralizou na internet. Apresentamos, no final desta matéria, outros vídeos de Marco Antonio Villa que endossam a afirmação da falta de preparo dos ministros.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, fez uma avaliação crítica sobre o excesso de competências da Corte e defendeu “redução drástica” nas atribuições do STF.

O centro das discussões será a forma como estes deverão ser indicados. No bojo deste processo vem a discussão sobre o fim do foro privilegiado.
Será este o fim do Submisso Tribunal Federal?

Celso Brasil
da Redação

Comissão quer mudar indicações para o STF

Estadão conteúdo

A comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar as dez medidas anticorrupção sugeridas pelo Ministério Público Federal quer ampliar seu alcance e incluir nas discussões mudanças em outros pontos, como a alteração do modelo de nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal. A intenção também é alterar o papel dos tribunais superiores para evitar conflitos com o Legislativo, ampliar o período máximo de prisão no País e regulamentar o lobby.

O relator da comissão, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), pretende incluir em seu parecer mudanças no processo de escolha dos ministros do STF, hoje uma exclusividade do presidente da República. A dúvida é quem passaria a fazer essas indicações. No Senado, há uma proposta de emenda à Constituição pronta para ser incluída na pauta de votações da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre o tema, que determina a escolha com base em lista sêxtupla, formada por dois indicados pelo Ministério Público Federal; dois pelo Conselho Nacional de Justiça; um indicado pela Câmara e um indicado pela Ordem dos Advogados do Brasil.

Lorenzoni disse que também pretende incluir nas discussões a definição do papel dos tribunais superiores. “Eu vou andar em um terreno minado. As relações hoje do Ministério Público e do Judiciário com o Parlamento são de muito conflito. Tem interferência da Suprema Corte aqui, tem ministro do Supremo inventando legislação. Tem um antagonismo muito latente”, afirmou.

Convidados

Nesta terça-feira, 2, Lorenzoni apresentou seu cronograma à comissão. O grupo vai se reunir às segundas e terças-feiras em agosto e setembro para oitivas por causa do período de campanha eleitoral. A votação do relatório na comissão e no plenário ocorreria em novembro. Já há pelo menos 40 convidados que serão chamados a participar das audiências públicas nas próximas semanas, mas a expectativa do relator é de que o número chegue a 60. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, abrirá as oitivas amanhã pela manhã.

O projeto “10 Medidas contra a Corrupção” foi apresentado ao Congresso em março, por iniciativa do Ministério Público Federal e entidades que recolheram mais de 2 milhões de assinaturas. Lorenzoni já dá como certa a apresentação de um substitutivo.

Tempo de prisão

Deputados querem aproveitar a comissão para rever a legislação penal brasileira. O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), pediu a inclusão na comissão de um projeto de lei que aumenta de 30 para 40 anos o tempo máximo de prisão. O projeto é de autoria do deputado André de Paula (PSD-PE) e foi apresentado em 2014. Rosso também vai sugerir a inclusão do projeto da regulamentação do lobby nos próximos dias.

Já o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), quer incluir um projeto de lei que determina que as obras públicas precisam ser seguradas pelas empresas contratadas. Bueno também pretende sugerir a discussão no colegiado sobre a proposta de emenda à Constituição que trata do fim do foro privilegiado. O debate também é defendido pelo relator da comissão.

Em outra frente, parlamentares planejam mudanças nas propostas do Ministério Público. Há praticamente uma unanimidade entre os membros da comissão contra o chamado “teste de integridade”. A ação é considerada polêmica pelos deputados, pois propõe a “simulação de situações, sem o conhecimento do agente público ou empregado, com o objetivo de testar sua conduta moral e predisposição para cometer crimes”.

Supremo

Em palestra na noite de ontem, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, fez uma avaliação crítica sobre o excesso de competências da Corte e defendeu “redução drástica” nas atribuições do STF. Entre as alterações, o ministro sugere, justamente, o fim do foro privilegiado da forma como é hoje. Para Barroso, o julgamento das autoridades pelo STF “desgasta” e “politiza indevidamente” o tribunal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

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