Categoria: catástrofe

MPF e Exército querem ampliar parceria com ministérios e o Estado de Roraima para manutenção dos serviços da Operação Acolhida

PFDC fez visitas a abrigos e participou de reuniões para levantar soluções que garantam o respeito à dignidade dos migrantes

Após três dias de missão, mais de 500 quilômetros percorridos e diversos abrigos visitados, representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Exército vão trabalhar para que uma atuação conjunta entre ministérios e o Governo de Roraima continue respeitando a dignidade dos migrantes venezuelanos. Após previsão de redução de recursos em 75% da Operação Acolhida para 2021, o momento agora é de buscar novas parcerias e uma transição da coordenação para garantir a continuidade das atividades da Operação.

Esta é umas das soluções levantadas durante as reuniões e visitas realizadas por equipe do MPF, entre terça (13) e quinta-feira (15), na capital Boa Vista e em Pacaraima(RR). A missão foi coordenada pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Carlos Alberto Vilhena, e pelo procurador da República Alisson Marugal, lotado em Roraima.

“O nosso papel aqui é de buscar facilitar os diálogos e as negociações de forma pacífica, de maneira bastante harmônica, para que nenhuma vida se perca. Seja em razão de eventuais conflitos. Seja em razão da pandemia. Precisamos olhar pra sociedade roraimense e para os migrantes venezuelanos com empatia e solidariedade para garantir dignidade a ambos. A situação imposta a Roraima pela crise do país vizinho só será minimizada com uma atuação conjunta de todos os entes públicos, seja federal, estadual ou municipal”, ponderou o PFDC, Carlos Vilhena.

Realocação e Recursos – Na última terça-feira a missão visitou a ocupação espontânea Ka’Ubanoko”, onde vivem cerca de 850 migrantes venezuelanos, na zona oeste da capital. As tratativas foram para que no processo de realocação para um abrigo os direitos dos migrantes fossem respeitados, em especial a consulta prévia e a participação das etnias Warao, Kariña e E’ñepá na construção de propostas alternativas ao atual modelo de abrigamento.

“Compreendemos que em Ka’Ubanoko os migrantes não têm acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e segurança. No entanto, precisamos construir, a partir da consulta prévia, uma solução que respeite as especificidades culturais dos povos indígenas”, avaliou o procurador Alisson Marugal, titular do ofício de defesa dos direitos indígenas e das minorias.

Ao final do dia os procuradores foram recebidos pelo General Barros para uma reunião na sede da Operação Acolhida. Na pauta esteve o plano de realocação de migrantes venezuelanos de Ka’Ubanoko e a redução de recursos da Acolhida para 2021. O defensor Público da União (DPU) Thiago Moreira Parry e o presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), Renan Sotto Mayor (por videoconferência) também participaram da reunião.

“A Operação Acolhida é um grande êxito do Estado Brasileiro com a participação da sociedade. É uma resposta muito assertiva particularmente quando se fala da proteção social e dos direitos humanos. Mesmo com a redução de recursos, não vai acabar. Já estamos buscando novas estratégias e colaboradores. A ideia do Exército é readequar a coordenação com a parceria de Ministérios”, destacou Antônio Manoel de Barros, comandante da Operação Acolhida.

Hospital e Pacaraima – Na quarta-feira (14), equipe do exército acompanhou a Missão do MPF em visitas aos abrigos para migrantes nos bairros Jardim Floresta, Pintolândia e São Vicente, bem como os abrigos Rondon 2 e o da Rodoviária. Durante as visitas foram sinalizadas pequenas melhorias e adequações para que os locais atendessem melhor às necessidades dos venezuelanos.

No fim da tarde foi a vez de conhecer o Posto de Triagem, onde é realizada a regularização do migrante, bem como todo o processo de documentação e interiorização para outros estados do país. Os procuradores ainda visitaram a infraestrutura da Área de Proteção e Cuidados, conhecida como Hospital de Campanha, que foi instalado para atender à demanda provocada pela pandemia do coronavírus.

Já na quinta-feira (15), os procuradores e servidores do MPF pegaram estrada e foram rumo ao Norte, para Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Lá conheceram o abrigo Janokoida, onde vivem cerca de 350 indígenas venezuelanos.

Também foi visitado o abrigo BV8, que tem capacidade para abrigar mil venezuelanos que chegam ao Brasil e tem a expectativa de trânsito para o interior do país. No local, instalado dentro do terreno do 1º Batalhão de Fronteira do Exército, é realizada toda a recepção inicial dos migrantes, com identificação, levantamento de documentação e vacinas.

Agenda PFDC – Mesmo com a pandemia, Carlos Vilhena tem feito questão de conhecer de perto a realidade de diversas comunidades brasileiras. Em setembro, articulou melhorias no processo de titulação de assentamentos localizados no extremo Sul da Bahia.

A próxima missão será em Maceió (AL). O PFDC vai conhecer a situação dos bairros Mutange, Bebedouro e Bom Parto – conhecido como Caso Pinheiro.

Da Redação de O Estado Brasileiro
Fonte: Ministério Público Federal e Procuradoria da República em Roraima

Confiança de empresários e consumidores recua na prévia de outubro

Os dados foram divulgados hoje pela FGV

A confiança dos empresários brasileiros recuou 1,1 ponto na prévia de outubro deste ano, na comparação com o número final de setembro, e chegou a 96,4 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Também houve uma queda na confiança dos consumidores no período: redução de 3,9 pontos para 79,5 pontos.

Os dados foram divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre os empresários, foram observadas quedas nos setores de comércio (-5,1 pontos) e de serviços (-1,4 ponto). A confiança da construção manteve-se estável, enquanto a indústria teve alta de 5,4 pontos e atingiu 112,1 pontos, o maior valor desde março de 2011 (112,5 pontos).

O Índice de Situação Atual dos Empresários, que mede a confiança no presente, aumentou 2,9 pontos, para 95,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial, que mede a percepção sobre o futuro, caiu 3,8 pontos, para 97,2 pontos.

Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual caiu 1,9 pontos, para 70,7 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses teve queda de 5 pontos para 86,5 pontos.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Agência Brasil – FGV
Por Vitor Abdala – Repórter – Rio de Janeiro
Edição: Valéria Aguiar

Diante de alta da covid-19, OMS apela à Europa para aumentar controle

Medidas rígidas podem salvar centenas de milhares de vidas, diz OMS

Impor controles mais rígidos para frear a disseminação da covid-19 pode salvar centenas de milhares de vidas em toda a Europa antes de fevereiro, agora que o continente enfrenta aumento exponencial de infecções, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (15).

Em um apelo aos governos para “mostrarem serviço” rapidamente, a fim de conter uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus, o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, disse que a situação atual é, “mais do que nunca, uma época pandêmica para a região”.

As infecções novas estão chegando a 100 mil por dia na região, que acaba de registrar a maior incidência semanal de casos de covid-19 desde o início da pandemia: quase 700 relatados.

“A disparada do outono e do inverno continua a se desenrolar na Europa, com aumentos exponenciais de casos diários e aumentos percentuais equivalentes de mortes diárias”, disse Kluge em entrevista coletiva virtual.

“É hora de mostrar serviço. A mensagem aos governos é: não se limitem a ações relativamente pequenas para evitar as ações dolorosas e prejudiciais que vimos na primeira rodada (de março e abril).”

Globalmente, há registros de mais de 38 milhões de pessoas infectadas com a covid-19, e 1,1 milhão morreram.

Kluge citou projeções do que descreveu como “modelos epidemiológicos confiáveis” e disse que eles “não são otimistas” para a região europeia.

Mas adotar medidas de contenção simples e rápidas agora – como obrigar o uso generalizado de máscaras e controlar as aglomerações em espaços públicos ou particulares – pode salvar até 281 mil vidas até fevereiro nos 53 países que compõem a região europeia da OMS, acrescentou.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Agência Brasil – Reuters (Londres)

Denúncia grave: Amazônia perdeu 964 quilômetros quadrados de floresta só em setembro

De janeiro a setembro deste 2020, o desmatamento da floresta tropical somou 7.063 quilômetros quadrados, com total conivência e inépcia do governo, mesmo representando o maior número já atingido na história.

Desmatamento desmedido

Os números assustadores fomentam a repercussão mundial, que envolve a rejeição do Parlamento Europeu do acordo UE-Mercosul, o que representa mais um entrave na retomada da difícil situação da economia brasileira que vai de mal a pior, graças a inatividade do Ministério responsável por essa área, com dois anos de discurso, sem qualquer ação, planejamento e resultados efetivos.

Os dados do Deter, do INPE apontam para 964 quilômetros quadrados de desmatamento somente em setembro deste ano. Embora represente uma redução de 33,7% em comparação a 2019, que atingiu 1.454 quilômetros quadrados em setembro, o número é bem maior que os registrados no mesmo mês de 2015, 2016, 2017 e 2018, o que leva-nos a questionar o que o atual governo tem feito com relação a este grave problema.

Trata-se de um total descaso, sem se importar com os graves problemas que influenciam as relações comerciais internacionais, já que todo o planeta e, principalmente os investidores, que consideram, em seus estudos, este fator mais que agravante.

O desmatamento da Amazônia registrou queda na comparação anual pelo terceiro mês seguido, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira, que mostraram também, no entanto, que a devastação da floresta segue em patamares elevados na comparação com anos anteriores a 2019.

Ao mesmo tempo que tudo isso acontece, a Ministra da Agricultura, declara que o boi é um bombeiro, referindo-se ao pantanal, que arde em chamas e incentivando a agropecuária substituindo as áreas que deveriam ser preservadas.

A infeliz declaração causou reação extremamente negativa na imprensa internacional e não é confirmada por nenhum especialista, pelo contrário, gerando críticas a sua absurda afirmação.

Cerca de 40% da floresta amazônica pode virar savana, diz estudo
Pesquisadores analisaram resistência das florestas tropicais úmidas em cenários extremos; além da Amazônia, bacia do Congo também pode ter o mesmo destino, segundo informa a Agência AFP.

Ambientalistas culpam o governo do presidente Jair Bolsonaro, que reduziu os mecanismos de fiscalização ambiental e defende a mineração e a agricultura em áreas protegidas da Amazônia, por incentivar madeireiros ilegais, grileiros e garimpeiros a destruírem a floresta.

“A situação do desmatamento ainda é péssima, os números ainda são horríveis e continuam inaceitáveis. A marca só parece boa se ela for comparada ao recorde negativo do próprio governo”, disse o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, em áudio enviado à Reuters.

“Só para a gente ter uma ideia, se a gente pegar os números dos anos imediatamente anteriores ao governo Bolsonaro –2016, 2017 e 2018– eles são bem menores do que os que foram divulgados agora em 2020”, disse.

“Antes a gente media desmatamento na Amazônia na casa de centenas de quilômetros e com o Bolsonaro a gente inaugurou uma nova era em que a gente mede alertas de desmatamento na casa dos milhares de quilômetros quadrados. Dos 19 meses do governo, 15 foram de piores marcas em termos de alertas de desmatamento.”

Além do desmatamento, a Amazônia tem sofrido com queimadas, que também atingiram o Pantanal. Este cenário levou a um aumento da pressão internacional sobre o governo Bolsonaro por causa de sua política ambiental e levou o governo a enviar as Forças Armadas para conter crimes ambientais na Amazônia.

Bolsonaro diz que pretende tirar a região da pobreza e que a quantidade de floresta ainda preservada mostra que o Brasil é um modelo ambiental. Ele também aponta que há interesses e cobiça internacional sobre a Amazônia.

Na semana passada, durante debate entre candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o postulante democrata Joe Biden propôs um esforço para fornecer 20 bilhões de dólares em financiamento para a preservação da floresta e ameaçou o Brasil com “consequências econômicas significativas” se o país não parar o desmatamento.

Em resposta, Bolsonaro disse que a declaração do candidato democrata sobre a Amazônia foi “desastrosa e gratuita” e que ele fez uma ameaça infundada.

Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou sobre os dados divulgado nesta sexta.

Pantanal fecha setembro com pior índice de queimadas desde 1981

O Cerrado sofre com as queimadas neste período de estiagem, a baixa umidade no DF no fim de semana levou a Defesa Civil a declarar estado de emergência na capital(Jose Cruz/Agência Brasil)

Apesar da queda nos dados mensais de desmatamento, o dado oficial sobre a perda florestal de 2020 deve registrar uma nova alta.

A medição anual do desmatamento da Amazônia é feita pelo sistema Prodes, também do Inpe, entre os meses de agosto de um ano a julho do ano seguinte. De acordo com os dados do Deter, que costumam ser menores que os do Prodes, entre agosto de 2019 e julho de 2020, o desmatamento foi de 9.216 quilômetros quadrados, alta de 34,6% na comparação com o período anterior.

O Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam) estima que o dado anual sobre desmatamento para o período 2019/2020, que deve ser divulgado em novembro, ficará acima de 14 mil quilômetros quadrados.

O mundo nos cobra e o atual governo não tem resposta, sequer, para a imprensa brasileira, responsável por informar a população.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

Incêndio no Pantanal: senadores e ministro Salles visitam Corumbá

Wellington Fagundes disse que situação no bioma está se agravando

Lançamento da Operação Pantanal 2 para combate ao incêndio na região Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Comissão Temporária Externa do Pantanal, do Senado, disse hoje (3) que a situação no bioma está se agravando com novos focos de incêndio e aumento das queimadas. Uma comitiva de autoridades, incluindo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, visitou Corumbá (MS) neste sábado para avaliar a situação e discutir soluções para a prevenção e o enfrentamento às queimadas. Há duas semanas, eles também estiveram no Mato Grosso.

“Esse incêndio generalizado entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul nos traz muita preocupação, claro, porque a situação cada dia está se agravando”, disse, explicando que, no Mato Grosso, a situação está “praticamente controlada”, diferente da realidade no Mato Grosso do Sul. “E temos perspectivas não muito boas, porque nas próximas duas semanas ainda o calor será muito intenso e umidade do ar muito mais impropícia. Isso tudo propicia o fogo e também os desastres ambientais”.

O senador destacou a atuação das Forças Armadas, bombeiros, brigadistas e voluntários no combate aos incêndios. Segundo ele, além de acompanhar as ações imediatas, a comissão vai propor a elaboração do Estatuto do Pantanal, uma legislação adicional ao Código Florestal, com o objetivo de harmonizar a legislação entre os dois estados e trazer segurança jurídica para o fomento ao desenvolvimento econômico sustentável, “que traga proteção acima de tudo”.

“Temos que apender com essa situação, temos todas as informações meteorológicas para tomar as decisões. Se tardamos muito esse ano, temos que fazer com que o ano quem vem isso não volte a acontecer. E, para isso, melhorar a estrutura pública, ter mais brigadistas, mais pessoas treinadas. Por parte do parlamento, estamos buscando uma legislação que possa permitir esse equilíbrio, através de um manejo adequado, inclusive com a queima controlada. Temos que criar regras para que essa convivência seja harmônica e amparada na ciência, na pesquisa e também na sabedoria de quem vive aqui, do ribeirinho, do pantaneiro”, disse Fagundes.

Fundo ambiental

O ministro Ricardo Salles disse que o governo federal tem liberado recursos sem precedentes dentro da sua capacidade de ações. Mas, para ele, é preciso retomar o projeto do fundo de compensação ambiental, que foi apresentado pelo governo por meio da Medida Provisória (MP) 900/2019, mas que perdeu a validade antes de ser votada no Congresso Nacional.

A compensação ambiental é um mecanismo financeiro criado para contrabalançar os impactos ambientais previstos ou já ocorridos na implantação de empreendimentos, por exemplo. É uma indenização paga pelos empreendedores pela degradação e que incorpora os custos sociais e ambientais identificados no processo de licenciamento. A MP permitia que o Ministério do Meio Ambiente contratasse, sem licitação, instituição financeira oficial para criar e gerir um fundo ambiental privado constituído por recursos de multas ambientais, convertidas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.

De acordo com Salles, os senadores Wellignton Fagundes e Nelsinho Trad (PSD-MS), esse último relator da comissão do Senado, tem trabalhado com o governo na estruturação de uma solução para a prevenção das queimadas. “Ela envolve alteração legislativa e estrutura e coordenação entre os entes federativos naquilo que é necessário”, disse.

O ministro destacou que o presidente Jair Bolsonaro orientou a equipe a tomar as medidas necessárias para a preservação ambiental, mas pediu que “lembre-se das pessoas, dos produtores, de quem convive em cada uma das realidades, na Amazônia, no Pantanal, em todas as regiões”. Nesse sentido, Salles defendeu incorporar na legislação questões como a permissão para uso do fogo controlado nas propriedades agrícolas e para utilização de retardantes de fogo por aeronaves.

Outra proposta discutida hoje é a instalação de uma brigada permanente entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que, segundo Salles, será integralmente apoiada pelo presidente. “Temos que alinhar o que cada um dos entes federativos vai fazer nessa estrutura conjunta. Os dois governos de estado, MS já comprometido com essa decisão, governo federal também, certamente, e os municípios. Aqui é questão de estabelecer qual será o compartilhamento de funções, tarefas e recursos que cada um vai concorrer para isso”, disse o ministro.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Agência Brasil
Matéria autorizada
Edição: Denise Griesinger

Incêndio de grandes proporções atinge Parque de Ibitipoca, em Minas

Um incêndio de grandes proporções já destruiu uma extensa área do Parque Estadual de Ibitipoca, em Lima Duarte (MG), na Zona da Mata, a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte. 

O Cerrado sofre com as queimadas neste período de estiagem, a baixa umidade no DF no fim de semana levou a Defesa Civil a declarar estado de emergência na capital(Jose Cruz/Agência Brasil)

Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), autarquia responsável por administrar a unidade de conservação, o fogo começou na tarde do último domingo (27), em uma área próxima ao parque. As chamas se espalharam rapidamente e, ontem (28), atingiram a unidade.

Há três dias, bombeiros, brigadistas, voluntários e servidores do parque estadual tentam controlar a situação e apagar as labaredas que se propagam pela vegetação seca.

Ao todo, 75 pessoas estão participando da ação de combate ao fogo, que conta com o apoio de um helicóptero do Corpo de Bombeiros.

Visitas são suspensas

Devido ao incêndio, o IEF suspendeu a reabertura do parque às visitações. Após seis meses fechado ao público em função das medidas adotadas devido à pandemia da covid-19, as visitas seriam retomadas nesta quarta-feira (30). Em nota, o instituto estadual afirma que a nova data para reabrir será anunciada assim que o fogo estiver apagado e a situação normalizada.

As causas e a área total queimada ainda serão apuradas. A expectativa do IEF é que as chamas sejam apagadas até amanhã.

Coberto pela Mata Atlântica, o Parque Estadual de Ibitipoca é um dos mais visitados em Minas Gerais e uma das principais atrações turísticas da Zona da Mata, possuindo vários córregos e riachos com atrativos como piscinas naturais e cachoeiras. 

Segundo o IEF, a região abriga espécies ameaçadas de extinção como a onça parda, o lobo-guará e o primata sauá. Na área também é possível encontrar macacos barbados (bugios), papagaios-do-peito roxo, coatis e andorinhão-de-coleira falha. Além disso, uma espécie de perereca, a Hyla ibitipoca, foi avistada pela primeira vez na região, da qual herdou o sobrenome.

Queimadas

Bombeiros e brigadistas mineiros vêm enfrentando incêndios florestais em diferentes regiões de Minas Gerais. Só nos últimos dias, dois grandes focos mobilizaram equipes na Serra de São Domingos e em Ituitaba.

Na Serra de São Domingos, em Poços de Caldas (MG), o fogo, que começou na tarde de domingo (27), só foi controlado na manhã de ontem (28). A exemplo do Parque Estadual de Ibitipoca, a serra atrai muitos turistas. Um balanço preliminar indica que as chamas incineraram cerca de 13 hectares de vegetação nativa. Cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol oficial.

Já em Ituitaba, cidade próxima à divisa com Goiás, a cerca de 140 quilômetros de Uberlândia, um incêndio florestal consumiu, no domingo, algo em torno de 10 mil metros quadrados, segundo o Corpo de Bombeiros. O fogo foi apagado no mesmo dia.

Da Redação OEB
Fonte: matéria Agência Brasil
Edição: Kleber Sampaio

Coronavírus – Dados atualizados

Brasil

Total de casos
4.718.488
+28.378
Recuperados
4.050.837
Mortes
141.441
+869

Global

Total de casos
32.886.465
Recuperados
22.759.961
Mortes
994.940

Sobre esses dados

Mudam rapidamente

Os dados mudam rapidamente e podem não mostrar alguns dos casos que ainda não foram informados.

Os dados incluem casos confirmados e prováveis

Para alguns locais, a contagem total inclui tanto os casos confirmados quanto os prováveis. Os casos prováveis são identificados pelas autoridades de saúde pública com critérios desenvolvidos por órgãos do governo. Talvez você não veja dados sobre algumas áreas porque não há registros da publicação ou da coleta recente dessas informações.

Os dados vêm da Wikipédia e de outras fontes confiáveis

Os dados vêm de fontes como a Wikipédia, ministérios da saúde, o The New York Times e outras fontes confiáveis, que podem ser adicionadas ao longo do tempo com atribuição. Os casos são atualizados constantemente com informações de recursos do mundo todo. Os relatórios sobre a situação diária também estão disponíveis no site da Organização Mundial da Saúde (link em inglês).

Por que vejo dados distintos em fontes diferentes?

Existem várias fontes que monitoram e agregam dados sobre o coronavírus. Essas informações são atualizadas em momentos distintos e talvez sejam coletadas de maneiras diferentes.

Da Redação de O Estado Brasileiro

Estiagem no Paraná força reativação de obra de reservatório abandonada em 1950

Enquanto a água não cai do céu, engenheiros e técnicos da Companhia de Saneamento do Paraná procuram por ela em toda parte. E nesta busca, contam com uma estrutura construída há mais de cem anos, um tipo de aqueduto, inaugurado em 1908, para levar água da Serra do Mar para Curitiba.

O sistema deixou de operar na década de 1950, quando a cidade passou a ser abastecida por grandes reservatórios. Hoje, como eles estão bem secos por causa da estiagem, a saída foi reativar essa tecnologia, que é simples e milenar.

Os engenheiros refizeram as antigas ligações de cinco pequenos reservatórios escondidos no meio da mata. A água que antes corria para o litoral do estado, agora foi canalizada para a capital.

Uma das menores barragens é chamada de caixa coletora. E dá para mostrar bem como funciona este sistema interligado. A água vem descendo, em um pequeno filete, e se junta a outro fluxo de água, que vem de outra caixa coletora, em uma galeria subterrânea, construída há mais de cem anos. Por estar no alto da Serra do Mar, pela força da gravidade, a água segue descendo e alimentando o sistema.

A água percorre cerca de 50 quilômetros, de uma das regiões mais preservadas da Mata Atlântica, até a maior barragem da região de Curitiba. São 40 litros de água por segundo, volume suficiente para abastecer 25 mil pessoas por dia

Imagem: CRM - Paraná

“Em uma situação normal seria pouco, mas nesse momento é valioso, essa quantidade é valiosa para nós. Toda essa soma representa manutenção da distribuição, da entrega da água para a população”, afirma Claudio Stabile, diretor-presidente da Sanepar.

Com o rodízio de abastecimento na região de Curitiba, o consumo caiu 11%. Agora, a meta é chegar a 20%, com a interrupção no fornecimento de água a cada 36 horas.

Da Redação OEB
Fonte: G1

Tornados deixam destruição e pânico em Santa Catarina

VÍDEO –

Foto ilustrativa

Os ventos chegaram a 100 km/h durante o fenômeno que atingiu várias cidades de Santa Catarina entre a tarde de sexta-feira e a madrugada deste sábado,15 de agosto. Segundo a Defesa Civil, 16 pessoas ficaram feridas e pelo menos 25 municípios foram afetados.

Da redação OEB

Pantanal em chamas destrói área dez vezes maior que São Paulo só em 2020

As queimadas no Brasil continua sendo notícia na mídia internacional, com um aumento maior que aquele que fez o mundo questionar as queimadas na Amazônia.

Queimadas no pantanal brasileiro já consumiram desde o início de 2020 uma área dez vezes maior do que a cidade de São Paulo e os pesquisadores alertam para o risco de uma mudança na paisagem.

Quando o dia amanhece, dá para ver os campos cobertos de cinzas. Mais de três mil cabeças de gado se espalharam. Poucos encontraram água.

“O gado não teve nem tempo da gente manejar ele”, diz o pecuarista Leandro Pinheiro.

Quem pode, leva o gado para longe do fogo. O vendaval reacende as chamas.

“O clima está mudando a biosfera ali daquela região ela vai mudar e pode se transformar em um outro tipo de vegetação, em um outro tipo de ecossistema, sim”, diz Renata Libonati, pesquisadora da UFRJ.

A meteorologista Renata Libonati desenvolveu um sistema de alerta rápido usando sensores da NASA.

“Isso é possível porque o satélite além de conseguir captar a energia do fogo durante a queimada ele também é capaz de captar a destruição da vegetação e o acúmulo de carvão e cinza na superfície.”

Os incêndios começaram em janeiro, quando os campos deveriam estar alagados. Mas com a seca extrema, mês a mês até dia 13 de agosto, 1,55 milhão de hectares de pantanal foram queimados. É como se dez cidades de São Paulo tivessem virado cinzas. No mesmo período de 2019 foram queimados 360 mil hectares.

Da Redação OEB
Fonte/matéria: G1

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