Bolsonaro sobrevoa áreas atingidas e responsabiliza as vítimas

1.500 desabrigados e 24 mortes até este momento nas áreas atingidas em São Paulo

O presidente sobrevoou as áreas atingidas pelas fortes chuvas em Francisco Morato e Franco da Rocha (SP). Além dos óbitos, há sete feridos, 11 pessoas desaparecidas e 660 famílias desabrigadas ou desalojadas. Das vítimas, 8 são crianças, incluindo um bebê de 4 meses em Itapevi, relata a Defesa Civil de SP.

Em entrevista coletiva à imprensa, Bolsonaro ressaltou que “faltou alguma visão de futuro”, referindo-se às vítimas da tragédia.

O Governo do Estado De São Paulo já anunciou repasse de recursos para 10 cidades at6ingidas e o Governo Federal ainda não destinou nenhum recurso, embora tenha indicado que poderia fazê-lo.

O prefeito de Cajamar afirmou: “não é segredo para ninguém o tempo que estamos esquecidos aqui”. Ele ainda disse que conversou com os ministros sobre transporte e moradias na região.

Nas próximas semanas, de acordo com o ministro do desenvolvimento Regional, serão estudadas formas de viabilizar obras preventivas de novos desastres na região. “Nós nos comprometemos com os prefeitos que estaremos nos próximos 15 dias conversando com as prefeituras locais sobre linhas de financiamento e obras estruturantes de maior vulto”.

Apesar de reconhecer o problema das moradias precárias como agravante das dificuldades enfrentadas com os temporais, Marinho afirmou que um volume tão grande de chuvas seria um problema mesmo em cidades com infraestrutura consolidada. “Cair 300 ou 400 milímetros de água em um período restrito em uma determinada região, eu acho que nem Nova York vai aguentar”, comparou.

Politização da tragédia

Na tarde desta segunda-feira (31), o governo paulista enviou um ofício ao governo federal solicitando R$ 472 milhões para obras em decorrência das chuvas e para prevenção.

Em entrevista à CNN, o ministro Rogério Marinho disse que São Paulo “quer um embate desnecessário” e que há motivação política no pedido, provocando, ele, um embate.

Durante a coletiva desta terça, o ministro insistiu no assunto, afirmando que o pedido do governo do estado diz respeito à previsão orçamentária e “não ao momento que estamos vivendo”.

Além do ministro da infraestrutura, o titular da Cidadania, João Roma, também ofereceu apoio às pessoas atingidas. “A nossa função é acolher as pessoas. Temos que ter cuidado com aquelas pessoas que perderam tudo que tinham”, disse, sobre as ações de assistência social que serão oferecidas.

Apesar da movimentação, por parte do Governo Federal, as cidades aguardam ações efetivas do mesmo.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: O Antagonista/Metrópoles/Agência Brasil

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