Bolsonaro: pressa por vacina ‘não se justifica’

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Qual o maior mal que o Brasil enfrenta neste momento?

Seria a desinformação, a rede de fake news, a incapacidade ou a promoção do genocídio diante do mal da pandemia?

Além de afirmar que pressa por vacina “não se justifica”, numa entrevista concedida ao seu próprio filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o presidente disse ainda que a pandemia da covid-19 está acabando.

Lembrando que este não concede entrevistas à mídias sérias, não pagas e de credibilidade, pois não teria argumentos diante de tantas questões que o envolve.

Não se sabe se o negacionista e promotor de resultados fatais na pandemia, lê jornais ou acompanha a mídia mundial.

De forma irônica, o presidente, sem citar, mas com seus recadinhos direcionados à João Doria, insinua que há muito interesse é nos R$ 20 Bilhões para comprar vacinas e que não tem pressa em gastar dinheiro.

O presidente afirmou que o governo federal “fez mais do que sua parte” na atuação de combate à pandemia do novo coronavírus, como se não tivesse negado e abandonado as ações necessárias que o governo Federal devia ter tomado há meses, ignorando os mais de 180 mil mortos pelo Covid-19.

Vendo sua negação, não só à pandemia, mas a indiferença ao número de mortes, deixando, inclusive os testes para serem vencidos e irem para o lixo, que teve repercussão negativa, somando-se a todas as repercussões idênticas, fazendo com que a população perdesse toda a confiança neste que, provando ser incapaz de governar, desceu ao mais baixo nível de imagem pública.

As pérolas Bolsonarianas deste último sábado

  • “A pandemia, realmente, está chegando ao fim. Temos uma pequena ascensão agora, que chama de pequeno repique que pode acontecer, mas a pressa da vacina não se justifica”.
  • “Você mexe com a vida das pessoas. Vão inocular algo em você. O seu sistema imunológico pode reagir ainda de forma imprevista”.
  • “Tem muita coisa ainda que está em segredo. Não quero externar aqui, porque a imprensa vai usar contra mim. Mas o interesse é muito grande nesses R$ 20 bilhões para comprar essa vacina”.
  • “Não tenho pressa de gastar dinheiro não. Nossa pressa é salvar vida, não é gastar não. É muito suspeita essa pressa em gastar R$ 20 bilhões em vacina”.
  • “Você não pode, sem que passe pela Anvisa, sem que tenha certificação da Anvisa, você botar a vacina no mercado. Isso é uma irresponsabilidade. Lógico, tendo uma vacina comprovada, a gente vai comprar e vai distribuir para todo o Brasil e aquele que quiser voluntariamente se vacinar, poderá fazer.”
  • … o governo federal “fez mais do que sua parte”.
  • “garantiu a economia e empregos”.
  • “Final do ano passado, a previsão era crescer no trimestre 2,5%, tínhamos previsão no mínimo de 4%, mas infelizmente veio a pandemia, lutamos com a pandemia e orçamento bastante reduzido, tendo em vista a lei do teto, mas governo no meu entender foi bem, garantiu empregos, manutenção de obras, com menos recursos, Brasil estava indo muito bem”.

Sempre negacionista e defensor de “mágicas” não comprovadas cientificamente e até recentemente comprovadas perigosas, devido aos efeitos prejudiciais, sem ajudar na minimização do ataque ao virus, este que batizou o coronavírus de “gripezinha”, o presidente afirmou que a “questão da pandemia” foi uma tragédia e que o Brasil teve de conviver com a doença. “Estamos sobrevivendo. Os números têm mostrado que o Brasil em mortes por milhão de habitantes está cada vez mais abaixo do topo do número de mortes”, disse, atribuindo a situação ao “tratamento precoce” para combater o vírus. Bolsonaro é defensor da cloroquina para o tratamento do covid-19, mesmo não havendo comprovação científica sobre a eficiência do remédio para combater o novo vírus.

Lembrando, também, que o médico responsável pelo “Kit Covid”, morreu, vítima de Covid-19. O tal kit contém a cloroquina, é claro, afinal, ele precisa desovar o enorme estoque deste perigoso remédio (quando usado indevidamente), porque corre o risco de ser responsabilizado e ter que acertar contas deste gasto absurdo com um medicamento não recomendado para o fim que ele insiste em “receitar”, tornando-se a única pessoa no planeta a defender essa sandice, essa imbecilidade.

Nesta sexta-feira, 18, a média móvel de 748 mortos pela covid-19, um aumento de 17,06% em uma semana. Nas últimas 24h, foram 811 novos registros de mortes e 52.385 casos confirmados.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde.

Lembrando que o Consórcio de Veículos de Imprensa foi uma iniciativa séria, das empresas jornalísticas, para cobrir o que o governo Federal deveria ter feito. Este, se omitiu, negando informações preciosas à população que, com os dados, podem saber a real situação da negada pandemia que assola o planeta.

Tudo isso e muito mais, justifica a negativa e desgastada imagem do mandatário no mundo e a consequente causa de vergonha alheia de todos os brasileiros responsáveis e de bem.

Enquanto isso, a população aguarda, de forma otimista, os resultados da liberação das vacinas no mundo e das investigações da família Bolsonaro e todos que a cerca, na esperança de que, neste 2021, ocorra uma mudança no quadro político brasileiro, no topo da pirâmide e, enfim, possamos nos sentir um pouco mais seguros diante dos desafios que nos cercam.

Da Redação O Estado Brasileiro
Edição: Celso B. Rabelo

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