A relação “escritório do crime” e a clã Bolsonaro

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Flávio Bolsonaro, Adriano da Nóbrega e Jair Bolsonaro

A homenagem do então deputado Flávio Bolsonaro ao “fundador” do escritório do crime – matadores de aluguel – foi mostrada neste domingo (5) no “Fantástico”, programa da Rede Globo e a reportagem destacou a relação da clã Bolsonaro com essa organização criminosa.

O Fantástico, programa de grande audiência da TV Globo de todos os domingos, em sua reportagem, exibiu detalhes da ligação muito próxima da família Bolsonaro com o escritório do crime, assunto muito discutido em redes sociais e mídia.

O programa expôs a estrutura da organização criminosa e mostrou a homenagem que Flávio Bolsonaro prestou ao criminoso chefe dos milicianos que, hoje, são mostrados na grande mídia como os novos detentores do poder, superando os traficantes, já que essa área também é explorada por eles.

Trata-se de um grupo criminoso muito organizado que atua, inclusive, na área imobiliária de forma totalmente ilegal, construindo prédios, até de nível bastante elevado e, curiosamente, a prefeitura e governo do Estado do Rio de Janeiro “não conseguem” deter. Isso mostra que estão infiltrados, provavelmente, nos órgãos públicos de tal forma que “trabalham” sem intervenção alguma, de forma bastante tranquila.

A família Bolsonaro chegou a homenagear o presidiário na própria prisão, entregando-lhe uma das maiores comendas já oferecidas pelo Estado do Rio.

“O capitão Adriano da Nóbrega foi morto pela polícia no início do ano, quando estava escondido na Bahia. Um fim dramático para quem já foi homenageado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro a pedido do então deputado Flávio Bolsonaro”, afirmou o jornalista Marcos Uchoa.

Foi destacado, também, pela reportagem, que a mãe e a esposa de Adriano, foram funcionárias no gabinete de Flávio durante muitos anos e que o capitão passou de policial a criminoso em pouco tempo. Relacionou também o capitão à milícia e ao jogo do bicho.

Na última terça-feira, foram presos o líder da organização criminosa, Leonardo Gouveia – o Mad – e o irmão dele, Leandro – conhecido por Tonhão .

O próprio presidente Jair Bolsonaro já falou, publicamente, do capitão Adriano como um policial que mereceu a homenagem e que foi recomendada por ele, por ser o capitão um homem de valor e merecimento da mesma.

A matéria apresentada pela emissora apontou a correlação do escritório do crime com a morte da vereadora Mariele Franco, quando o grupo tentou acobertar Ronnie Lessa, um dos executores, embora não teria atuado diretamente no crime.

O assunto deverá aquecer, ainda mais, as investigações e se tornar muito discutido, sobretudo nas redes sociais, no momento em que a família passa por um período crítico, onde Bolsonaro e seus três filhos estão, todos, respondendo à Justiça como investigados.

Da redação OEB
Fonte: Rede Globo de Televisão

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