A ligação de Frederick Wassef e contratos milionários ilegais com o governo Bolsonaro

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Empresas ligadas à ex-companheira de Frederick Wassef mantêm contratos milionários com o governo federal, mesmo depois de a empresária ter sido condenada e proibida de fechar contratos com o setor público.

A empresa, ligada à ex-mulher e sócia do advogado Frederick Wassef, que defendeu o senador Flávio Bolsonaro, recebeu R$ 41,6 milhões durante a gestão de Jair Bolsonaro, como mostrou o portal UOL no domingo (21).

A Globalweb Outsourcing tem contratos vigentes com o governo federal que somam mais de R$ 250 milhões. Contratos prorrogados no atual governo.

No primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, a Globalweb Outsourcing do Brasil também conseguiu fechar contrato de R$ 7,8 milhões na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A Globalweb Outsourcing, empresa fundada por Maria Cristina Boner Leo, ex-mulher de Frederick Wassef, fechou um total de R$ 12,6 milhões em contratos com o Ministério da Educação, na gestão de Abraham Weintraub.

Em fevereiro, a empresa – administrada por Bruna Boner, filha de Cristina – foi contratada por R$ 8,7 milhões para prestar serviços de “gerenciamento técnico, operação e sustentação de infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação”.

A outra empresa no nome de uma das filhas de Cristina, Bruna Boner Leo Silva, é a Dinamo Networks, que foi selecionada para fornecer módulos de segurança criptográfica do novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. O contrato assinado em 2019 é de R$ 1 milhão.

A Globalweb Outsourcing está atualmente no nome de Bruna e de outros sócios de Maria Cristina em outras empresas. A empresária começou a deixar a frente dos negócios da família em 2010, no auge das denúncias envolvendo o pagamento de propina no esquema conhecido como mensalão do DEM, quando José Roberto Arruda era governador do Distrito Federal.

Em um vídeo, de 2006, que faz parte da Operação Caixa de Pandora, Cristina Boner aparece no gabinete do operador do esquema, Durval Barbosa. Cristina comemora mais um contrato fechado.

Em 2019, Cristina Boner foi condenada pela 2ª Vara da Fazenda Pública em Brasília por improbidade administrativa. Pela sentença de primeiro grau, ela está proibida de fechar contratos com o poder público até 2022. Mas a punição não está em vigor, porque ela recorreu.

Cristina Boner também responde a processo na 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Desde janeiro, o processo aguarda as manifestações finais dos réus.

O Ministério Público pediu que a empresária seja condenada a 15 anos e dez meses de prisão por 168 acusações por corrupção ativa. além do pagamento de R$ 43 milhões reparação aos cofres públicos.

Maria Cristina afirmou que ela e Wassef não vivem juntos, mas no dia em que a polícia prendeu Fabrício Queiroz, o advogado estava na casa de Maria Cristina Boner Leo.

O Jornal Nacional confirmou com dados do Portal da Transparência que, de janeiro de 2019 até junho de 2020, a Globalweb Outsourcing recebeu mais de R$ 41 milhões em contratos com pelo menos nove órgãos do governo Bolsonaro, incluindo os ministérios da Economia, da Educação, a Telebrás e agências, como Aneel e Anac.

Fontes: UOL, Jornal Nacional, O Antagonista,G1

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