52 dias sem Ministro titular, Saúde omite números do Covid-19

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A desinformação como arma do negacionismo

A vacância parece ser o cargo mais ocupado no governo atual.
Saúde e Educação sofre a inércia de Ministérios que deveriam ser os mais atuantes no momento atual.

Ministro interino do Ministério da Saúde – Eduardo Pazuello

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) continua omitindo, desde a saída de Nelson Teich, os números totais de mortos por coronavírus em redes sociais.
O general Pazuello segue as diretrizes impostas pelo presidente negacionista, no tocante à pandemia de coronavírus.

O número de mortes é divulgado por milhão e não os reais números diários e acumulados. Já o “número de recuperados” é destacado, juntam,ente com “em recuperação”. Assim acontece nas notas do Twitter e Facebook, onde o governo aposta todas as suas fichas.
Com isso, a população não teria informações fidedignas, não fosse o “Consórcio de Veículos de Imprensa”, única solução para que a mídia tivesse dados concretos e pudesse ser bem informada.

O Brasil ocupa o segundo lugar, no ranking mundial, como o país com mais mortes por Covid-19, atrás apenas dos EUA, mas no índice de mortes por 1 milhão, divulgados nas redes pelo governo, aparece em 15º, o que gera “argumentos” para aqueles que defendem o presidente negacionista, com longas discussões nas redes, ocasionando um número recorde de bloqueios por parte daqueles que se mantém bem informados.

Em junho, o governo passou a atrasar a divulgação dos dados. À época, Bolsonaro chamou a TV Globo de “TV funerária” e disse “acabou matéria no Jornal Nacional”. Na ocasião, o Ministério da Saúde mudou a forma de apresentar os dados totais de casos confirmados, mortes e curvas de infecção por região —a pasta começou a mostrar apenas os dados referentes às últimas 24 horas, omitindo os registros totais. Assim destaca o UOL.

A pandemia ignorada pelo governo tem uma forma toda especial em seu tratamento. Enquanto provoca mais de mil mortes diárias, ganhou um formato “poético” de desinformação – o “Placar da Vida”

Essas informações são divulgadas diariamente nas redes sociais pelo “Placar da Vida” do governo federal. O novo formato foi criado após o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) dizer que os veículos de imprensa “só mostram caixão”, em abril. A partir de 18 de maio, as postagens do Ministério da Saúde compartilham nas redes esses informativos.

O Estado Brasileiro busca as fontes mais confiáveis para informar seus leitores e seguidores. Acreditamos que é assim que se faz jornalismo,

Da redação OEB
Fontes: Estadão conteúdo, UOL, G1, CVI

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