131 dragas foram destruídas na operação contra o garimpo ilegal no Rio Madeira

Sob críticas do presidente Bolsonaro, claramente contrário a ação, a Operação UIARA obtém êxito acima do esperado, contra o garimpo ilegal.

O enfraquecimento dos órgãos fiscalizadores, durante o atual governo, e o relaxamento, somado a inanição do Ministério do Meio Ambiente, gerou um clima de impunidade e liberação geral na devastação da natureza, mas, graças a divulgação da imprensa e reação da população indignada, a operação conjunta aconteceu e mostrou ser muito mais fácil proteger o meio ambiente e cumprir a Lei, sem proselitismo e discursos vazios, do que se parecia.

A repressão avançou com a operação Uiara, que significa “mãe da água” na língua Tupi.

Os equipamentos foram destruídos na operação conjunta, envolvendo a Polícia Federal, Ibama, Marinha e Aeronáutica.

Nesta segunda-feira, agentes da PF devem recolher amostras de cabelo de moradores da região de Autazes. O objetivo é verificar se há alguma quantidade de mercúrio presente no organismo da população.

Após três dias de incursões contra balsas clandestinas de garimpo ao longo do Rio Madeira, a Operação Uiara destruiu 131 dragas, principal equipamento usado nas embarcações para sugar o leito do rio, em busca de ouro. Foram 69 dragas destruídas no sábado e outras 62 no domingo. O trabalho foi executado por grupamentos táticos da Polícia Federal, Ibama e Marinha.

O trabalho foi feito sem registros de violência ou disparo de arma de fogo.

“Tínhamos que dar uma resposta forte e a gente conseguiu. Esse é o resultado em 48 horas de operação”, disse o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Leandro Almada.

Com apoio de equipes que seguiram de helicóptero e embarcações, a partir de Manaus (AM), o trabalho foi realizado. As aeronaves seguiam diariamente entre a capital do Amazonas e as áreas do Rio Madeira onde estavam as balsas. As embarcações seguiram pelo Rio Amazonas, até acessar o Madeira e, a partir daí, apoiar as abordagens.

Sérgio Moro já havia tuitado:

Os garimpeiros também chegaram a fazer manifestações de protesto, de forma pacífica, contra os atos de repreensão.

O produto químico utilizado no processo de separação do ouro de demais substância é extremamente prejudicial à saúde e ao meio ambiente.

Nesta segunda-feira, agentes da PF devem recolher amostras de cabelo de moradores da região de Autazes. O objetivo é verificar se há alguma quantidade de mercúrio presente no organismo da população.

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Leandro Almada, informou:
“Vamos fazer esse levantamento e buscar a prova material da contaminação”, disse Almada.

O vice-presidente Mourão afirmou:

“Nossa avaliação é de que o resultado já foi alcançado. Chegou a ser melhor do que esperávamos, principalmente após aquele primeiro movimento de evasão”. “O trabalho acabou avançando em uma área até maior do que imaginávamos. Mas é claro que, se vierem de novo, haverá nova operação.”
“O garimpo já foi devidamente dispersado, vamos dizer assim. Mas tem que manter vigilância constante, porque tem ouro lá. Se não houver vigilância constante, o pessoal volta”. “Tinha que ter feito da forma como foi. Quem está ilegal, tem que ter equipamento destruído ou apreendido”.

A ação de queimar as máquinas é legal e evitam que estas voltem a ser utilizadas, de alguma maneira. O prejuízo financeiro causado aos donos dos equipamentos também é mais um reflexo desse tipo de medida, o que acaba retardando os planos dos empresários do garimpo de retomarem as operações.

Imagens ESTADÃO

Da Redação de O Estado Brasileiro
Fontes: Agências de notícias e conteúdo Estadão.

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