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“Tresloucados e malucos” pedem intervenção militar, diz General do Alto Comando do Exército

O envolvimento indevido de nomes de Generais da ativa e pertencentes ao Alto Comando, como apoiadores de uma intervenção, provocou, numa reação http://oestadobrasileiro.com.br/wp-admin/post.php?post=3048&action=editcontundente, a afirmação do General Eduardo Villas Boas, que classifica de malucos aqueles que promovem a ideia, mesmo cientes da chance zero já demonstrada pelo Alto Comando, reação que coloca às claras a verdade e elimina a ideia utópica.

General Eduardo Villas Bôas afirma haver ‘chance zero’ de retorno dos militares ao poder, mas que ‘tresloucados’ podem gerar reação em cadeia.

O general ligou para o deputado Bolsonaro, quando viu as imagens da invasão da Câmara dos Deputados e obteve a resposta:
“Eu não tenho nada a ver com isso!”

2 breves vídeos no final desta notícia

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General do Exército Eduardo Villas Boas – Alto Comando das Forças Armadas

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que há “chance zero” de setores das Forças Armadas, principalmente da ativa, mas também da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder. Admite, porém, que há “tresloucados” ou “malucos” civis que, vira e mexe, batem à sua porta cobrando intervenção no caos político.

“Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o País afundando? Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?’” E o que ele responde? “Eu respondo com o artigo 142 da Constituição. Está tudo ali. Ponto”.

Pelo artigo 142, “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

O que o general chama hoje de “tresloucados” corresponde a uma versão atualizada das “vivandeiras alvoroçadas” que, segundo o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar, batiam às portas dos quartéis provocando “extravagâncias do Poder militar”, ou praticamente exigindo o golpe de 1964, que seria temporário e acabou submetendo o País a 21 anos de ditadura. “Nós aprendemos a lição. Estamos escaldados”, diz agora o comandante do Exército.

Ele relata que se reuniu com o presidente Michel Temer e com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e avisou que a tropa vive dentro da tranquilidade e que a reserva, sempre mais arisca, mais audaciosa, “até o momento está bem, sob controle”. De fato, a crise política, econômica e ética atinge proporções raramente vistas, mas os militares da ativa estão mudos e os da reserva têm sido discretos, cautelosos.

“Eu avisei (ao presidente e ao ministro) que é preciso cuidado, porque essas coisas são como uma panela de pressão. Às vezes, basta um tresloucado desses tomar uma atitude insana para desencadear uma reação em cadeia”, relatou o general Villas Bôas, lembrando que há temas mais prosaicos do que a crise, mas com igual potencial de esquentar a panela, como os soldos e a Previdência dos militares.

Na sua opinião, Temer “talvez por ser professor de Direito Constitucional, demonstra um respeito às instituições de Estado que os governos anteriores não tinham. A ex-presidente Dilma (Rousseff), por exemplo, tinha apreço pelo trabalho das pessoas da instituição, mas é diferente”.

Invasores do Congresso Nacional

Em entrevista ao Estado, na sua primeira manifestação pública sobre a crise política do País, o comandante do Exército admitiu que teme, sim, “a instabilidade”. Indagado sobre o que ele considerava “instabilidade” neste momento, respondeu: “Quando falo de instabilidade, estou pensando no efeito na segurança pública, que é o que, pela Constituição, pode nos envolver diretamente”, colocando, praticamente, as ações dos que “exigem” uma intervenção, como reação radical que pode agravar o quadro de violência existente.

Aliás, já envolve, porque “o índice de criminalidade é absurdo” e vários Estados estão em situação econômica gravíssima, como Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Minas Gerais. Uma das consequências diretas é a violência.

Ao falar sobre a tensão entre o Judiciário e o Legislativo, depois que o ministro Marco Aurélio Mello afastou o senador Renan Calheiros da presidência do Senado por uma liminar e Renan não acatou a ordem judicial, o comandante do Exército admitiu: “Me preocupam as crises entre Poderes, claro, mas eles flutuam, vão se ajustando”.

O general disse que se surpreendeu ao ver, pela televisão, que um grupo de pessoas havia invadido o plenário da Câmara pedindo a volta dos militares. “Eu olhei bem as gravações, mas não conheço nenhuma daquelas pessoas”, disse, contando que telefonou para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para se informar melhor e ouviu dele: “Eu não tenho nada a ver com isso”.

Bolsonaro. Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército que migrou para a vida política e elegeu-se deputado federal, é uma espécie de ponta de lança da direita no Congresso e não apenas capitaneia a defesa de projetos caros às Forças Armadas, como tenta verbalizar suas dúvidas, angústias e posições e se coloca como potencial candidato à Presidência em 2018.

“No que me diz respeito, o Bolsonaro tem um perfil parlamentar identificado com a defesa das Forças Armadas”, diz o general, tomando cuidado com as palavras e tentando demonstrar uma certa distância diplomática do deputado.

É viável uma candidatura dele a presidente da República em 2018, como muitos imaginam? A resposta do general não é direta, mas diz muito: “Bolsonaro, a exemplo do (Donald) Trump, fala e se comporta contra essa exacerbação sem sentido do tal politicamente correto”.
Com isso o General coloca, claramente, que o tal “politicamente correto” merece ser reformulado e ações mais efetivas devem ser aplicadas, porém, isso nada tem a ver com a tal intervenção militar que uma minoria barulhenta tenta imprimir, de forma insana, como solução para uma situação política.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

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3 comentários

  1. OTHELO SANCHES FONSECA

    PARABÉNS GENERAL, E-MAIL TRANQUILIZADOR.

  2. Antônio Cabral

    Infelizmente brasileiro é isso aí . Cada povo tem o que merece . Caso contrário nenhum deles estariam aí , pois não foram nomeados por ninguém , e sim ” eleitos “, seja lá o que for isso… !

  3. EBERT EURIPEDES

    O GENERAL VILAS BOAS TEM UMA VISÃO ANGULAR DIFERENTE DOS INTERVENCIONISTAS. ELE É ZELOSO QUANTO AO ARTIGO 142 E NÃO VÊ A NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO, NO ESTAGIO EM QUE ENCONTRA SE A SITUAÇÃO DO PAÍS. PORÉM, DO LADO DOS FERRADOS. LADO DOS QUE SENTEM NO COURO, A PILANTRAGEM E OS ATAQUES CRIMINOSOS DOS VERDADEIROS E COMPROVADOS BANDIDOS. DO LADO DOS QUE NÃO TEM ESTABILIDADE DE EMPREGO E NEM GUARIDA QUANDO TEM QUE LEVAR O ALIMENTO PARA OS FILHO, A VISÃO É MUITO DIFERENTE E CRUEL.
    CHANCE ZERO DE UMA INTERVENÇÃO, ISSO O GENERAL SÓ PODE RESPONDER PELA PESSOA DELE PRÓPRIO. NAS FORÇAS ARMADA TBM E NÃO SERIA A PRIMEIRA VEZ SE ACONTECESSE, TEMOS PENSAMENTOS DIVERSOS E MAIS INFLAMADOS QUE OS DO EQUILIBRADO GENERAL.
    SR. GEL. VILAS BOAS. SE O POVO FOR LEVADO PELA NECESSIDADE DE CLAMAR PELAS FORÇAS ARMADAS, O SENHOR TERÁ QUE ASSISTIR OS OUTROS COMANDANTES, ATENDER AO POVO, SIM. NÃO SÃO TODOS QUE VEEM OS 3 PLILARES DE PÉ E FIRMES, COMO O SENHOR ESTÁ VENDO DAÍ.

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