set 28

TCU confirma que houve irregularidades na distribuição de panfletos de Dilma em 2014

O Brasil não quer lembrar dela, mas o TCU não a esqueceu
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O TCU confirmou irregularidades na distribuição, sem chancela, pelos Correios de santinhos de Dilma Rousseff em 2014. Benjamin Zymler pede hoje que o caso vá para o Tribunal Superior Eleitoral.

Contrariando norma da própria estatal, os Correios distribuiram panfletos de campanha da ex-presidente, enquanto candidata Dilma Rousseff (PT) sem chancela ou comprovante de postagem oficial – o que impede a comprovação de pagamento para o envio da propaganda eleitoral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ao menos 4,8 milhões de panfletos petistas foram distribuídos desse modo. Sem a chancela, contudo, é impossível saber ao certo se a quantidade de material enviado corresponde à paga pelo partido.

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A exceção foi aberta por meio de comunicado interno distribuído em 3 de setembro de 2014 pela Diretoria Regional Metropolitana dos Correios. No texto, atribuiu-se ao fato um problema na impressão das peças, enviadas como mala postal domiciliária. O caso é tratado como “excepcional”. O órgão responsável pela autorização é chefiado, na ocasião, por Wilson Abadio de Oliveira, afilhado político do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que aparece sorridente ao lado de Dilma e Lula nos folders distribuídos.

O caso provocou irritação nos carteiros, que ameaçaram não entregar os santinhos. Ao questionarem seus chefes sobre a ausência da estampa oficial, foram orientados a entregá-los como estavam. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-ACS) em Campinas enviou uma carta a Divinomar Oliveira da Silva, filiado ao PT e diretor regional da estatal no interior do Estado, cobrando esclarecimentos. A categoria ameaçou entrar com representação no Tribunal Superior Eleitoral. Já os Correios informaram que o pagamento pelo serviço foi feito à vista, com emissão de recibos, e que a autorização “excepcional” está prevista nas moras da estatal. Nomeado por Dilma em 2010, o sindicalista Wagner Pinheiro, então preside a empresa, era filiado ao PT do Rio de Janeiro. Eransformou a estatal em feudo do partido desde que assumiu o cargo.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo
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