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Se não há mais governo para blindar, o negócio é delatar

Não existe mais saída para o ex presidente Lula e a permanência de Dilma na presidência tornou-se impossível de ser mantida.

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PT cai e delações sobem

Com tudo desmoronando, sem a prometida blindagem do Governo Federal, aqueles que já estão presos passam, por uma questão de bom senso, a negociar a redução de pena e, até mesmo, uma possível prisão domiciliar. Isso acaba se tornando numa corrida para ver quem faz as delações mais relevantes, para se posicionarem melhor no ranking e, consequentemente, se tornar a fonte mais rica em detalhes e relevância.

 

Com as novas diligências, muitos que permaneceram calados, agora estão dispostos a entregar tudo, verificando que a organização criminosa com a qual trabalhavam, está esfacelada e sem saída, com a prisão do chefe maior pronta para acontecer em breve tempo com Dilma no mesmo caminho assim que deixar a presidência.

O pecuarista Bumlai, com o agravamento da situação que afeta diretamente sua família, logo se antecipou no acordo. Homem de visão, mostra que sua capacidade de prever quadros futuros não se limita aos negócios. Viu que seria um bom negócio delatar. Com isso, acaba inspirando outros condenados, colaborando com o efeito dominó das delações.
Seu filho intermediou os R$ 250.000,00 pagos à família de Cerveró para que ele permanecesse calado e não delatasse o esquema.

 

Então, Bumlai negocia acordo de delação premiada

 

Segundo jornal, empresário amigo do ex-presidente Lula se reuniu há duas semanas com investigadores da Lava Jato para discutir sua disposição em colaborar com as investigações

Pecuarista José Carlos Bumlai em depoimento em CPI do Congresso Nacional O pecuarista José Carlos Bumlai pode fechar acordo de delação premiada e, assim, colaborar com as investigações da Operação Lava Jato(Ueslei Marcelino/Reuters)

 

Preso desde novembro, o pecuarista José Carlos Bumlai negocia um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Valor Econômico. Há duas semanas, o amigo do ex-presidente Lula se reuniu com procuradores para discutir sua disposição em colaborar com as investigações, que apuram o esquema de corrupção na Petrobras. Os advogados do empresário, porém, negam categoricamente essa possibilidade.

 

De acordo com o jornal, na primeira reunião, Bumlai foi informado sobre o funcionamento de uma delação premiada e os detalhes do procedimento – como se deslocar para prestar esclarecimentos sempre que considerado necessário pelos procuradores.
Se concordar em colaborar com a força-tarefa, o empresário pode esclarecer se o ex-presidente Lula tinha conhecimento e deu aprovação à contratação, sem licitação, do Grupo Schahin para operação de navio-sonda da Petrobras. Em troca, Bumlai fez um empréstimo de 12 milhões de reais no banco Schahin e que, conforme ele já confessou, foi destinado ao financiamento de caixa dois do PT.

 

Segundo interlocutores, o pecuarista também pode explicar sua suposta intermediação junto a Lula para a contratação da OSX pela Sete Brasil – criada para a construção de 28 sondas fora do balanço da Petrobras. Embora a negociação não tenha dado certo, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, “adiantou, a título de comissão, cerca de 2 milhões de reais a José Carlos Bumlai”, segundo o Ministério Público Federal (MPF), cujo destino não está claro.

 

Além disso, Bumlai pode dar respostas aos investigadores sobre o sítio em Atibaia (SP), que segundo a Lava Jato pertence ao ex-presidente Lula – ele afirma que não é dono do imóvel. O pecuarista é suspeito de ter bancado reformas na propriedade rural com dinheiro oriundo do petrolão.

 

Família unida – O filho de Bumlai, Maurício Bumlai – que responde a processos penais na Lava Jato por corrupção e por suposto envolvimento em esquema fraudulento com a Schahin – reapareceu na quinta-feira passada, quando a delação do Delcídio do Amaral veio a público. Segundo o senador, foi o filho de Bumlai quem intermediou o pagamento de 250.000 reais à família do ex-diretor Nestor Cerveró, para que ele não aceitasse fechar acordo de delação premiada. A menção ao filho deixou Bumlai mais preocupado com o avanço da Lava Jato sobre seus familiares.

 

com dados parciais de Veja e Estadão

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