Gilmar Mendes – novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral

Ministro Gilmar Mendes poderá promover a impugnação da chapa de Dilma

O plenário do Supremo Tribunal Federal confirmou nesta quarta-feira o ministro Gilmar Mendes como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mendes é o atual vice da corte e vai substituir o ministro Dias Toffoli, cujo mandato de dois anos termina em maio, quando o novo presidente deve ser empossado. A votação no Supremo é simbólica e serve apenas para referendar a ascensão do vice-presidente ao cargo máximo. Assume a vice-presidência da corte o ministro Luiz Fux.

Com a substituição, Mendes, um desafeto dos petistas, comandará a corte na reta final da ação que pode resultar na cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, por crimes eleitorais. O ministro já expressou que quer deixar como marca no comando da corte um maior rigor na análise de contas de campanhas eleitorais. O TSE é composto por, no mínimo, sete magistrados: três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outros dois da classe de advogados indicados pelo Supremo. Mendes também estará à frente do TSE no primeiro ano em que as novas regras eleitorais serão aplicadas.

TSE notifica Temer a apresentar defesa em processo de cassação

Ação na Justiça Eleitoral pede a impugnação da chapa que venceu as eleições de 2014, formada por Dilma e pelo peemedebista, por abuso de poder político e econômico

O vice-presidente Michel Temer foi notificado nesta terça-feira para apresentar defesa prévia na ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que pede a cassação da chapa presidencial que venceu as eleições de 2014, formada pela presidente Dilma Rousseff e pelo peemedebista. A partir de agora, os advogados da chapa vão se reunir para apresentar a defesa.

O prazo previsto em lei para apresentação da defesa prévia é de sete dias. No ano passado, o TSE decidiu por maioria abrir a ação de impugnação de mandato eletivo, proposta pelo PSDB. Na ação, os tucanos alegam que houve abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2014.

A notificação de Dilma também foi expedida pelo TSE. No Planalto, no entanto, a informação oficial é de que a presidente ainda não recebeu a notificação pelo oficial de Justiça. O processo está sob relatoria da ministra Maria Thereza de Assis Moura.

No total, quatro ações no TSE têm como alvo a campanha eleitoral de Dilma. A ação de impugnação eleitoral, no entanto, é tida como a mais robusta. Entre outras acusações, o PSDB levanta pontos sobre destinação de dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobras para a campanha eleitoral.

(Com Estadão Conteúdo)

Lula assinou lei que facilitou negócios para sócio de seu filho

Evidências de participação do “chefe”, em todas as áreas, surgem diariamente

Uma lei assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 2010 estimulou uma nova linha de negócios de um dos donos do sítio frequentado pelo petista em Atibaia (SP).

A lei obrigou todas as instituições de ensino públicas e privadas a possuir, até 2020, pelo menos uma biblioteca com no mínimo um título por aluno. A coleção pode existir “em qualquer suporte”, abrindo margem para bibliotecas virtuais.

Meses depois da lei, o empresário Jonas Leite Suassuna Filho, 57, que em 2009 virou sócio do filho do presidente, Fábio Luis, o Lulinha, na firma de jogos eletrônicos Gamecorp, criou a plataforma virtual “Nuvem de Livros”, que poderia ser usada para permitir que escolas tivessem acesso a uma biblioteca virtual e, assim, pudessem cumprir a legislação.

A relação entre o novo negócio e a lei assinada por Lula foi estabelecida pelo próprio Suassuna em palestra na feira de informática Campus Party de 2013.

“Para cumprir essa lei -se a gente [brasileiros] fosse de cumprir lei- até 2020, dava mais ou menos 20 bibliotecas por dia [a serem construídas]. […] Opa, se eu tenho banda larga, se eu tenho uma política necessitando de bibliotecas… [sic] Então, juntando as coisas, você tinha que ter um modelo de negócios. E foi o que a gente conseguiu fazer e a gente acabou saindo na frente. Hoje ela [Nuvem] tem 1,5 milhão de clientes”, disse ele na palestra.

As informações divulgadas pelo grupo nas páginas das empresas de Suassuna na internet não permitem saber se o empreendimento deu certo ou não no ponto específico previsto na lei assinada pelo então presidente Lula.

Indagado se o serviço é disponibilizado a órgãos públicos, incluindo secretarias de educação ou escolas públicas, o advogado do empresário disse não saber informar. Sobre o volume de negócios, o defensor disse que não mantinha esses dados à mão.

“Nós fomos ver o seguinte: o Brasil tem uma lei que diz que até 2020 todas as escolas desse país deverão ter uma biblioteca com pelo menos um livro por aluno. Significa dizer que hoje, no nosso país, 15 milhões de alunos ou 65% das nossas escolas não têm uma biblioteca”, disse Suassuna, na palestra em 2013.

A lei teve por origem um projeto de 2003 do deputado federal Lobbe Neto (PSDB-SP), que disse ter acolhido uma demanda do Conselho Federal de Biblioteconomia.

O projeto do parlamentar, contudo, não previa a expressão “qualquer suporte”, que foi acrescentada a partir de um substitutivo apresentado por políticos aliados ao governo. “Não sei como isso entrou na lei, não me recordo, precisaria rever todo o processo”, disse.

Um dos executivos responsáveis pela plataforma virtual, o publicitário Roberto Bahiense disse em novembro de 2014, em palestra na Academia Brasileira de Letras, que a plataforma foi lançada em 2011 na Bienal do Livro do Rio –um ano depois da lei.

O acesso à “Nuvem” também é comercializado por meio da Vivo, que vende por R$ 9,90 mensais acesso a cerca de 16 mil “livros, audiolivros, vídeos, teleaulas e conteúdos educativos direto do seu computador, celular ou tablet”. Suassuna também abriu uma versão da “Nuvem” na Espanha.

O empresário afirmou em diferentes entrevistas que sua carreira foi marcada por um grande sucesso nos anos 1990, quando teria vendido mais de 65 milhões de cópias de uma versão audiovisual da Bíblia narrada por Cid Moreira, ex-apresentador da TV Globo.

OUTRO LADO

O advogado de Jonas Suassuna, Wilson Pimentel, disse que “não tem cabimento” afirmar que seu cliente foi beneficiado pela lei assinada pelo então presidente Lula.

“É aberto para todos, qualquer um pode fazer um projeto de fôlego dele. É um investimento significativo que ele está fazendo”, afirmou o advogado, acrescentando: “Ele saiu na frente? Saiu, investiu dinheiro, não sei se tem outro grupo fazendo isso também”.

Pimentel disse que seu cliente tem longa carreira dedicada à criação de plataformas e negócios na área de comunicação e distribuição de material educativo.

Sobre o sítio em Atibaia, o defensor disse que Suassuna possui apenas um terreno, sem benfeitorias, contíguo à propriedade de Fernando Bittar, na qual ocorreram obras e que é frequentada por Lula.

Rompimento de barragem afeta 75% da água em São José dos Campos

Lago de mineração em Jacareí despeja resíduos no Rio Paraíba do Sul

SÃO PAULO – O rompimento de uma barragem num lago de mineração, na manhã de sexta-feira, em Jacareí, já afeta o abastecimento de água de 75% da população (500 mil moradores) de São José dos Campos neste sábado, na região paulista do Vale do Paraíba. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) um talude da Rolando Comércio de Areia Ltda. se rompeu, lançando resíduos de mineração de areia no Rio Paraíba do Sul. A Sabesp informou que às 11h da manhã retomou o tratamento da água e, a partir das 15h, está previsto o retorno da distribuição. Até o início da manhã de domingo, o fornecimento deve ser completamente normalizado.

De acordo com a Sabesp, após análises na captação da água, as condições tornaram-se adequadas e permitiram a retomada do processo de tratamento. O fornecimento estava interrompido desde sexta. Casos de emergências serão atendidos por caminhão-pipa solicitados através da Central de Atendimento da Sabesp no telefone 0800 055 0195.

A Cetesb acompanha o conserto do talude, fez a coleta de água e enviou para análise no laboratório de Taubaté. Até o momento, não foi possível estimar a quantidade de resíduo vazada. O lançamento provocou a alteração da qualidade das águas do Paraíba do Sul, constatada visualmente, além da alteração dos parâmetros de turbidez. Também houve elevação do seu nível, o que acabou por provocar o rompimento do talude, instalado entre a lagoa e o rio.

O acidente aconteceu numa cava de areia da mineradora Rolando Comércio de Areia Ltda. A empresa encontrava-se com suas atividades de extração e beneficiamento de areia em operação, numa cava próxima ao Rio Paraíba do Sul, no bairro Meia Lua, em Jacareí. Segundo a Cetesb, ela lançava as águas residuárias, provenientes do beneficiamento, na lagoa da mineração Meia Lua 1, que por sua vez encontrava-se com suas atividades paralisadas.

Ambas as mineradoras têm licença ambiental de operação da Cetesb. A Meia Lua 1 está em processo de renovação da licença e, por isso, está com suas atividades paralisadas. No entanto, a Cetesb esclarece que as empresas não têm autorização para o lançamento das águas residuárias da Rolando Comércio de Areia Ltda. para a lagoa da Meia Lua 1, o que deve acarretar ações de penalização a ser definida a partir da próxima quarta-feira.

Nenhum representante da Rolando Comércio de Areia Ltda. foi localizado para comentar o caso.

Estudo do Credit Suisse aponta para uma recessão inédita no País

A economia brasileira corre o risco de mergulhar em um período de três anos seguidos de contração, fato inédito desde 1901, início da série histórica.

Dados muito negativos de atividade econômica referentes ao fim de 2015 e o início deste ano têm levado as projeções de analistas para o desempenho do PIB em 2016 (Produto Interno Bruto) a continuar piorando.

O banco Credit Suisse esperava contração de 3,5% do PIB, mas agora já trabalha com número mais próximo de 4%, mesma estimativa da instituição para 2015. E, para 2017, projeta um terceiro recuo, entre 0,5% e 1%.

A última vez que o PIB encolheu por dois anos seguidos foi no biênio 1930-1931, quando a economia global passava por crise severa após a quebra da Bolsa de Nova York. Um período de três anos de contração nunca ocorreu.

O Itaú Unibanco anunciou na sexta (5) esperar contração de 4% do PIB em 2016. Antes, projetava recuo de 2,8%. Para 2017, estima expansão modesta de 0,3%.

A consultoria MB Associados trabalha com cenários alternativos: com e sem a presidente Dilma Rousseff.

Se a presidente deixar o governo, espera queda de 3% do PIB neste ano e expansão de 0,6% no próximo.

Caso Dilma sobreviva ao processo de impeachment, os números mudam para duas contrações de 4,1% e 1%.

“Não há nada nem de perto comparável à crise atual”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, que acredita que o governo ainda não adotou mecanismos capazes de reverter esse quadro.

SEM PRECEDENTES

O ciclo recessivo longo tem mergulhado o país num cenário de grande incerteza, acentuado pela crise política doméstica e pela situação externa desfavorável, principalmente por causa dos riscos de desaceleração mais forte do que o esperado na China.

Esse contexto de poucos precedentes dificulta a projeção dos indicadores econômicos e sociais brasileiros.
PIB brasileiro cai e mantém recessão

“O fato de que nunca vimos isso antes dificulta muito a análise econômica”, afirma Leonardo Fonseca, economista do Credit Suisse.

A equipe da instituição tem feito análises detalhadas da história de outros países que já viveram recessões prolongadas para ajudar na estimativa dos dados de atividade econômica brasileiros.

Descobriu, por exemplo, que nações cujos mercados de trabalho se comportam de forma semelhante ao brasileiro tiveram, em média, alta anual na taxa de desemprego de 2,9 pontos percentuais quando viveram contrações maiores que 2% por, pelo menos, dois anos seguidos.

O resultado ajuda a embasar a expectativa do Credit Suisse de que a taxa de desemprego —medida pela pesquisa Pnad Contínua (IBGE)—, que foi de 6,8% em 2014 e deve ter chegado a 8,3% em 2015, alcançará 13,5% em 2017.

O Itaú Unibanco também espera que o desemprego ultrapasse 13% no próximo ano. Segundo Felipe Salles, economista do banco, o cenário atual é de profunda incerteza para o Brasil e o mundo.

Mas ele ressalta que há sinais, ainda que incipientes, de que a piora da atividade doméstica pode estancar nos próximos meses.

Salles cita os indicadores de confiança de consumidores e empresários que subiram em janeiro, embora permaneçam em nível muito baixo em termos históricos.

Cartilha ensina como usar drogas e é distribuída a crianças

Material sobre redução de danos foi dada aleatoriamente, diz MP.
Folheto deveria ter sido entregue apenas a usuários em Sorocaba, SP.

A assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica, a pastora Damares Alves, que também é advogada, alertou a nação brasileira, durante uma palestra realizada na 1ª Igreja Batista em Campo Grande (MS), onde denunciou alguns projetos políticos que ameaçam as crianças, a família e a igreja.
Damares mostrou diversos projetos voltados para as crianças que tem o objetivo de influencia-las sexualmente, e fez um alerta sobre o consumo de entorpecentes.
“A igreja evangélica brasileira passa por grandes desafios”, disse ela no início da palestra, dizendo que enquanto a igreja se preocupa com riquezas há pessoas que estão tentando influenciar as crianças com o intuito de destruir a infância e ensinar a homossexualidade e a erotização.
Ela mostrou também um livro que será distribuído nas escolas para crianças de dois a três anos de idade, que mostra dois príncipes se casando, além de outros materiais que estão tratando a homossexualidade como uma causa natural. “Estão detonando as nossas crianças”, criticou Damares.
Em determinado momento Damares Alves diz que no final de um dos materiais há a indicação de que para tirar dúvidas a respeito do conteúdo do livro é preciso consultar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Durante sua palestra, Damares, comentou também sobre o aborto e a manipulação de informações que tem como alvo, a aprovação da interrupção da gravidez.

Cartilha que ensina como usar drogas é distribuída a crianças

Matéria publicada no G1

Uma cartilha causa polêmica com orientações sobre o uso de drogas pesadas, preparada com base na política de redução de danos, foi parar na mão de crianças e adolescentes em Sorocaba, no interior de São Paulo. O folheto foi distribuído aleatoriamente. Os pais que viram a cartilha ficaram assustados e procuraram a Prefeitura da cidade cobrando explicações.

A cartilha ensina, por exemplo, em que parte do corpo o usuário deve injetar drogas, explica ainda o que se deve fazer para evitar a overdose. Segundo o Ministério da Saúde, o folheto deveria ter sido entregue a profissionais de saúde que trabalham com redução de danos nos serviços públicos de atendimento a usuários de drogas. O material foi produzido para mostrar o perigo da transmissão de doenças entre as pessoas que usam a mesma seringa e a mesma agulha.

“Se caiu nas mãos de pessoas que não eram o público-alvo, a gente está investigando como isso aconteceu e vai estar conversando com as equipes para ter mais cuidado. Também dizer por que eventualmente caiu na mão de alguma pessoa que não é usuária, que lê aquilo e vai fazer com que ela comece a usar droga, eu acho que é uma visão totalmente ingênua do problema”, afirmou a secretária municipal de Juventude de Sorocaba, Edith di Giorgi.

Segundo as crianças e adolescentes que pegaram o material, a cartilha estava em balcões do projeto Território Jovem, que são espaços na periferia de Sorocaba que oferecem atividades de lazer, esportivas e culturais.

O Ministério Público também critica a distribuição aleatória do material. “Pode ser um indutor do jovem, pela sua curiosidade, a entender que esse material é distribuído gratuitamente. E o governo, de certa forma, estaria incentivando o uso de drogas. Provavelmente vai ser expedida uma advertência para a prefeitura para que faça essa distribuição em locais apropriados, por pessoas determinadas, para realmente atingir o público-alvo da campanha”, afirma o promotor da Infância e Juventude Antônio Farto Neto.

Os vereadores de Sorocaba convocaram a secretária de Juventude para esclarecer por que o material de redução de danos foi parar nas mãos de crianças. Eles também querem um maior controle na distribuição dos folhetos, que já foram retirados de circulação.

Comprar ilusões de igualdade, pagando o preço da liberdade

Caros amigos,

Vale repetir.

É importante que o “chavismo”, o “castrismo”, o “lulopetismo”, o “kirshnerismo” e seus congêneres continuem a cair pelo efeito da sua própria podridão e pelo atraso que representam no contexto da evolução política da humanidade.

 

A massa, mantida cativa ou inebriada pelas promessas populistas, visionárias, demagógicas, messiânicas e totalitárias desses líderes de barro de taipa, passa a sentir na carne a dor da realidade e do desmoronamento do engodo de que estava sendo vítima.

Qualquer alternativa que os tivesse tirado do poder, antes que o caos se instalasse e que a massa tivesse sentido na pele, no bolso e no estômago os efeitos da ilusão, teria sido motivo para reforçar seus poderes messiânicos e teria criado condições para transferir para a oposição a responsabilidade pelo fracasso do projeto e para mais endeusar os canalhas que, mesmo depois de mortos ou desmoralizados, continuam a assombrar e a tentar iludir os ignorantes de nações órfãs de líderes e de verdadeiros estadistas.

Já disse e repito, não há atalhos para o amadurecimento político, somente a educação, a cultura, o tempo e a dor do “ensaio-erro” podem dar às nações a estabilidade que as faça imunes às investidas do populismo socialista bolivariano, pregado e professado na América Latina pelos integrantes do Foro de São Paulo.

Cabe, em cada país, aos cidadãos, aos raros políticos de bem e às instituições não contaminadas estar atentos para vedar qualquer ação ilegítima que impeça a sociedade de ter devolvidos os seus sentidos de verdade e de honestidade o que lhe permitirá mudar de rumo baseada em um consenso que a fará ver a realidade e que não lhe permitirá, por mais uma vez, comprar ilusões de igualdade, pagando o preço da liberdade.

Gen Bda Paulo Chagas

O carnaval da Justiça

O carnaval da Justiça

da série Crônicas de um Cidadão comum
Celso Brasil

Longe de um simples tráfico de influência, mistérios não mais misteriosos, circundam as viagens do chefe a inúmeros países onde reina a ditadura oriunda da filosofia do “Venha a nós e ao povo… Oras o povo!”
Temos as suspeitas mais que fundamentadas, de que muito dinheiro viajava no Força Aérea 1 ou “aerolula”, como era chamado.

Até agora nada foi anunciado sobre o caso dos 25 Milhões de Euros transportados no avião presidencial com a segunda “dama” Rose para o banco Espirito Santo em Portugal.

Cerveró afirma que Angola foi usada para lavar propina da Petrobrás na campanha de Lula, o que não é novidade, pois, há muito, as ditaduras de esquerda são usadas para lavar dinheiro sujo, levado do trabalho limpo de um povo que hoje, graças aos criminosos do podre poder, não consegue colocar, em muitos casos, o pão na mesa e estão devolvendo suas casas que, um dia, já foram suas vidas, num sonho utópico de quem acreditou nas sórdidas enganações dos déspotas que tomaram o Brasil de extremo a extremo. Ou de extremo ao Supremo.

No caso de Angola, somente na compra de lotes para exploração de petróleo pela Petrobras, ocorreu uma operação de 300 Milhões de Dólares, gerando uma propina de 50 Milhões de Reais para a campanha de Lula.

Podemos imaginar o quanto se esvaiu para Cuba, se em apenas uma viagem a Portugal foram 25 Milhões na mala diplomática da clandestina segunda dama Rose Noronha.

Além do transporte de dinheiro que exigia carro forte para descarrega-lo do avião, aconteceram acordos e os estranhos perdões bilionários de dívidas das nações onde impera a ditadura escravista que o Foro de São Paulo tanto idolatra e busca implantar no Brasil.

Antes do retorno das férias do Juiz Sérgio Moro, foi solicitado o remanejamento de alguns petistas, digo, prisioneiros da Polícia Federal de Curitiba para o presídio de Pinhais. Um sinal claro do que já anunciei antes do Natal passado – esvaziar para preencher com novos hóspedes.

Sim!

A Lava Jato volta com boas novidades para os cidadãos brasileiros e a mídia aguarda, ansiosa, os acontecimentos para as matérias que farão aumentar a audiência por vários dias.

Novamente veremos equipes de reportagem acotovelarem-se para captar o melhor take, os melhores detalhes, as melhores fotos que serão viralizadas nas redes sociais. Muitas com legendas criativas e palavras de ordem expressando a vontade popular dos mais de 200 milhões de brasileiros, não simpatizantes da “gerenta” que ocupa, indevidamente, a cadeira presidencial.

A aclamação de um povo cansado dos protagonistas do maior escândalo de corrupção do planeta será, sem dúvida alguma, o impeachment.

Mas ainda teremos os mascarados e vermelhinhos desfilando nas vias públicas em defesa do bando, da fantoche e do seu ventríloquo chefe.

Não faltará o reforço, oriundo da direita, vestindo verde e amarelo, cantando o Hino Nacional, empunhando a bandeira brasileira, travestidos de patriotas, endossando, reforçando e repetindo, uníssono com os petralhas, o grito – “Impeachment é golpe!!!” – tentando sabotar o sonho de 200 milhões e o suado trabalho de inúmeros grupos que lutaram pela retirada da rainha da mandioca que Lula plantou no Planalto.

Em meio a essa tempestade de ideias absurdas, aclamações utópicas e tentativas de fuga da legalidade através de argumentos infundados, ignorando os inimigos da democracia, a equipe da Lava Jato, comandada pelos corajosos Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, agirá em conjunto com a Polícia Federal.

Os nossos queridos congressistas entrarão logo depois, com os contras e os favoráveis, dependendo de quanto dinheiro sujo for investido, acompanhados dos “justos juízes” do STF – Submisso Tribunal Federal, rezando a inconstitucionalidade de qualquer ato que atinja a “gerenta” e seu ventríloquo chefe.

Mas, ainda ecoando as últimas palavras delatórias de Nestor Cerveró, o honoris causa do caos já não consegue achar mais argumentos diante de tantas delações e incontestáveis evidências.

Com sua equipe de defesa agora reforçada com a contratação de Nilo Batista, Lula ainda tenta se safar daquilo que fatalmente terá de enfrentar – as grades.

Mas existe algo de muito romântico nisso tudo!
Nilo Batista, que foi governador do Rio de Janeiro em 1994, era vice de Brizola quando o governador se afastou para concorrer à presidência. Seu nome foi cogitado por Lula, para assumir o STF e é considerado um dos melhores criminalistas do Estado do Rio.

Ah… Sobre o romantismo?
É que Nilo Batista afirma que está trabalhando de graça para Lula da Silva, embora as especulações mostrem que os advogados de defesa na Lava Jato recebam de 3 a 5 Milhões e alguns chegam a 15 Milhões de Reais pelo trabalho.

Mas, amigo que é amigo, é amigo!
Então, Nilo não cobrará nada.
Isso até me comove, sabe?
Não se vê mais pessoas assim no Brasil.

Enquanto isso…

O Lulinha está de “passagem comprada” para Curitiba. A cidade o espera ansiosa para um verdadeiro carnaval antecipado, tamanha será a alegria do seu povo tão hospitaleiro.

E quando chegar o pai (da corrupção no Brasil), sem qualquer sombra de dúvida, o carnaval curitibano causará inveja ao Rio de Janeiro que, apesar de sua tradição, não conseguirá superar a capital paranaense nessa modalidade.

Quem diria que Lulinha e Lulão seriam recebidos com tanta alegria na Capital da Justiça?

E Curitiba que nem carnaval tem, correrá o risco de superar a tradicional festa dos cariocas!

Por que não dos baianos também?

Atrás do trio elétrico só não vai quem já foi preso!

Destino irônico, não?

Mas agora é rezar e esperar. Mas com nosso bloco desde já nas ruas, é claro!

Minha fantasia está separada e pronta. É simples, mas, ao mesmo tempo, muito significativa.
Contrariando esquerdopatas
que só dizem asneiras,
Ela é verde e amarela.
E jamais será vermelha.

Até a próxima.

Celso Brasil
Jornalista

Fiocruz identifica vírus ZIKA em saliva e urina

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, detectou a presença do vírus da zika ativo (com potencial para causar infecções) em amostras de saliva e urina.

A descoberta foi divulgada pela Fiocruz na manhã desta sexta-feira (05). A pesquisa não esclarece, no entanto, se o vírus é contagioso.

Apesar de a presença da zika ter sido detectada na saliva e urina, não é possível afirmar ainda se ele pode ser transmitido por fluídos corporais.

O principal vetor de contágio do vírus é pela mordida do mosquito Aedes aegypt, que transmite a dengue e também a chamada febre chikungunya. Existe ainda a suspeita, não comprovada até o momento, de que o vírus possa ser transmitido pelo sexo.

“Não há comprovação ainda de que há possibilidade de infecção imediata de outras pessoas [por meio do contato com saliva e urina de pessoas infectadas]. Para determinar se há possibilidade de infecção, tanto individual quanto sistêmica, é preciso, do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública, muita pesquisa ainda”, afirmou o diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino.
Editoria de Arte/Folhapress

O estudo foi baseado em amostras referentes a dois pacientes. O que se sabe até o momento é que o vírus estava se reproduzindo no momento da coleta.

Em todo o caso, a Fiocruz recomendou que mulheres grávidas evitem circular em ambientes com aglomeração de pessoas, compartilhar talheres e copos, e até mesmo beijar pessoas com suspeita da doença. Os pesquisadores, contudo, descartaram a necessidade do uso de máscaras.

Há a suspeita de que o surto de nascimento de bebês com microcefalia esteja ligado à ocorrência da zika em grávidas.

“As grávidas podem se resguardar. Não por ser uma verdade absoluta [a possibilidade de contágio], mas por cautela”, disse Myrna Bonaldo, coordenadora da pesquisa que teve a colaboração da infectologista Patrícia Brasil.

As coletas foram realizadas a partir da apresentação de sintomas compatíveis com o vírus da zika, já que não há até o momento um teste laboratorial que comprove a doença.

“A possibilidade de contágio ainda deve ser esclarecida. Não podemos afirmar que é contagioso”, ressaltou Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz.

Gadelha afirmou que a pesquisa para descobrir se o zika pode ser transmitido por fluídos corporais já está em andamento. De acordo com ele, não há como estabelecer um prazo para se chegar a este resultado.

A Fiocruz busca também esclarecer a relação do vírus com a microcefalia, já que até o momento há apenas indícios, e não provas científicas, de que uma doença leve a outra.

Nenhum instituto de pesquisa conseguiu, até o momento, provar a relação. “Essa prova nós não temos ainda. Hoje as evidências são fortíssimas”, disse.

Gadelha defendeu a necessidade de haver uma mobilização internacional para que laboratórios de vários países possam também realizar pesquisas a este respeito, assim como ocorreu com o vírus Ebola.

Há a suspeita de que a zika também esteja associada a ocorrência de casos da síndrome Guillain-Barré, doença neurológica que causa paralisia motora.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Em nota, o Ministério da Saúde sugere “cautela” e “prevenção” diante da nova possibilidade de transmissão. A orientação, diz a pasta, é para “evitar compartilhar objetos de uso pessoal (escovas de dente e copos, por exemplo) e lavar as mãos”.

“Os maiores cuidados devem ser tomados pelas grávidas, que já devem se proteger contra o mosquito Aedes aegypti”, diz o texto. O ministério pondera que ainda não é possível afirmar que uma pessoa pode ser infectada a partir da saliva de outra pessoa com o vírus.

“Serão necessários outros estudos para analisar, por exemplo, qual o tempo de sobrevivência do vírus Zika e, após passar pelos sucos gástricos, se tem capacidade de infectar as pessoas.”

O AEDES AEGYPTI

Hábito mais diurno, voa geralmente entre 0,5 e 1,5 metro de altura. Pode subir até 18 m (6 andares) e voar horizontalmente cerca de 100 m

O mosquito tem marcas brancas na parte traseira do tórax e pernas marcadas 

de preto e branco

Onde está o Aedes

O mapa mostra a probabilidade de ocorrência do mosquito.

Cores mais quentes indicam alta probabilidade de ocorrência

Maior e menor incidência
Fonte: Kraemer et al. Un. de Oxford (2015)

Mais e-mails incriminam Lula

 

Troca de mensagens entre Marcelo Odebrecht e executivos afastados do grupo foi anexada aos autos da Operação Lava Jato.

Uma série de e-mails trocados entre Marcelo Odebrecht e executivos afastados do grupo mostra como o empreiteiro usava de sua proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-diretores da Petrobras para tentar obter contratos em outros países. Anexadas aos autos da Operação Lava Jato em dezembro, as mensagens tratam de negócios da Odebrecht na Argentina, Bolívia e Peru

Em uma das trocas de e-mails destacadas pela Polícia Federal, Marcelo Odebrecht – afastado da presidência do grupo em novembro, após ser preso pela Lava Jato em 19 de junho – conversa com os executivos do grupo Carlos Brenner, Roberto Prisco Ramos, Márcio Faria e Rogério Araújo. O assunto tratado são negócios da Braskem – petroquímica da empresa em sociedade com a Petrobras – no Peru e uma visita do ex-presidente Lula.

Para a PF, o documento indica a tentativa de Odebrecht de usar a influência do ex-presidente para fechar o negócio. Quem também participa da troca de mensagens é o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o ex-gerente da estatal Luís Moreira.

Em 25 de janeiro de 2008, Brenner escreve para Roberto Ramos. “Vi no jornal que o Lula estará em Lima em 5/3 para encontrar-se com Alan García (ex-presidente peruano). O foco é a discussão de relações bilaterais. Já pensou se conseguirmos incluir na agenda a assinatura do MoU?”, diz. O negócio buscado pelo grupo, “MoU”, era um acordo para a instalação de um polo petroquímico no Peru que envolvia a parceria entre Petrobras e Petroperu. O projeto, segundo a Braskem, previa a industrialização de etanol.

Cinco dias depois, em 30 de janeiro, Ramos envia a Rogério Araújo – preso na Lava Jato e suposto operador de propinas do grupo – mensagem sobre o caso. “Só para sua informação. O ideal era voltar ao assunto depois do carnaval e ver se conseguimos combinar com nosso amigo Nestor (Cerveró) estar em condições de assinar o protocolo durante a visita de Lula”.

No mesmo dia, Araújo repassa o e-mail de Ramos intitulado “Lula no Peru” a Cerveró com a mensagem: “O que você acha desta estratégia?”. Um dia depois, 31, o ex-diretor de Internacional responde a Araújo e copia o ex-gerente da Petrobras em seu e-mail funcional: “Este assunto já foi acertado com o Cesar Gutierrez (presidente da Petroperu) na minha reunião da última semana, quando estive em Lima. Acho boa ideia e vamos andar rápido com o assunto”. A troca de mensagens é copiada para Marcelo Odebrecht. “Apenas para inf. Assunto em evolução.”

Em 7 de fevereiro, o próprio dono da Odebrecht responde aos executivos. “Ótimo. Estes eventos com Lula são bons pois criam um deadline.” O acordo buscado pela Braskem foi assinado durante a visita de Lula.

Argentina – Nos e-mails anexados a um dos inquéritos em que executivos da Odebrecht são investigados, há também a atuação de Marcelo Odebrecht em visita de Lula feita em fevereiro de 2008 à Argentina. No relatório da PF, foi destacado trecho de mensagem enviada por Odebrecht a Henrique Valladares, executivo do grupo, em 4 de fevereiro. “Preciso (de) uma nota sobre Garabi para preparar a ajuda memória final que quero enviar para Lula até amanhã, referente à visita dele a Argentina.” O projeto é o da usina hidrelétrica Garabi-Panambi, que está para ser construída na fronteira entre Brasil e Argentina.

Marcelo Odebrecht recebe o material e responde: “Roberto (Ramos). Um terço de página apenas ou o cara não lê”. Para a PF, o empreiteiro se referia a Lula. “Pela dimensão e importância dos projetos atualmente em execução e em estudo pela Odebrecht na Argentina, havendo oportunidade, seria importante que o presidente Lula pudesse reforçar, junto à presidente Cristina (Kirchner), a confiança que tem na Odebrecht”, diz outro trecho de mensagem.

Nas mensagens tratando sobre interesses da Odebrecht na Argentina, há referência ao presidente da Bolívia, Evo Morales. “Sugere-se ao presidente Lula comentar com o presidente Evo Morales sua satisfação em relação à boa evolução do projeto.” O negócio de interesse naquele país era um polo de gás químico. O encontro entre Lula, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner e Evo Morales ocorreu em 23 de fevereiro de 2008.

A Odebrecht diz lamentar “que se repita o expediente de vazamento de mensagens descontextualizadas de ex-executivos da empresa” e afirma que elas “expressam fatos absolutamente normais”, como o fornecimento de subsídios para viagens a países onde empresas mantêm operações. “Tenta-se promover uma leitura maliciosa de mensagens em que o ex-presidente da holding Odebrecht se mantém informado sobre investimentos do acionista. Previsões de mercado são propositalmente confundidas com informações privilegiadas.”

A Odebrecht informou também que mantém “relações institucionais transparentes” com presidentes “de forma condizente com a importância do cargo em benefício de interesses nacionais”. Segundo a empresa, a prática é comum nos EUA e França, cujos chefes de Estado promovem suas empresas na busca por uma maior participação no comércio global.

A Braskem afirma que um acordo para a instalação de um polo petroquímico no Peru “já estava em gestação desde antes da visita do ex-presidente Lula ao país”. “O acordo foi efetivamente assinado durante a visita, dentro do rol de acordos bilaterais comum a missões presidenciais.” O Instituto Lula não respondeu aos questionamentos. Lula já negou “tráfico de influência” em favor da Odebrecht e afirmou que “presidentes e ex-presidentes do mundo inteiro defendem as empresas de seus países no exterior”.

Fonte: Veja

Ministro Fachin liberou inquérito contra Renan

As evidências já não podem ser negligenciadas na podre máquina política que, desgovernada, ruma ao abismo.

Fachin, depois de experimentar a pressão de grupos de ação, num dos julgamentos que surpreendeu o Brasil com sua decisão, passa a pensar mais sobre suas decisões.

Vendo a Lava Jato passar por cima de muitas blindagens e, bem conhecido pelos juízes da mesma, já que Curitiba é seu reduto, onde fez sua história política, o relator do caso Renan não mais surpreende.

A decisão pode livrar Cunha da solidão, já que terá um companheiro na alça de mira da justiça, embora a palavra companheiro não seja a mais bem colocada. Cunha questionou o fato da Polícia Federal invadir sua privacidade enquanto Renan ainda era blindado, quando a devassa em sua residência foi executada.

O mesmo ocorre e ocorrerá, com mais frequência, em outros homens de decisão no Planalto Central. Um caminho que mostra tendências de mudanças, embora lentas, na cultura brasileira, a começar pelos envolvidos com o podre poder que solapou a Nação e, depois, os doleiros, empresários etc etc etc.

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Matéria da Mídia

Três anos após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter oferecido denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se abre ação penal. Se a acusação for acolhida pelo plenário do Supremo, Renan passa a ser réu, respondendo pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Relator do caso, o ministro Luiz Edson Fachin liberou para a pauta de julgamento o inquérito que apura se Renan usou dinheiro de empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. O escândalo, ocorrido em 2007, foi um dos fatores que levou Renan a renunciar à presidência do Senado na época. Agora, cabe ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, marcar a data da sessão que vai discutir o recebimento da denúncia.

O caso tramita em segredo de justiça no Supremo e chegou ao tribunal em 2007. Lewandowski era o relator original do caso, mas deixou o processo quando assumiu a presidência do STF, em setembro de 2014. Fachin assumiu o caso em junho de 2015, logo após tomar posse no Supremo.

Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos da pensão, Renan apresentou documentos e disse que tinha recebido uma parte com a venda de gado. O suposto comprador, porém, negou que tenha adquirido bois do senador.

Na denúncia, a Procuradoria disse que Renan não possuía recursos disponíveis para custear os valores repassados a jornalista Mônica Veloso entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, e que inseriu “informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira”.

A pena prevista no Código Penal para o crime de peculato (quando servidor utiliza o cargo para desviar dinheiro público) é de 2 a 12 anos de prisão. Se Renan for condenado pelos três crimes, a soma de suas penas pode variar de 5 a 23 anos de cadeia, mais pagamento de multa a ser estipulada pelo STF.

Improbidade

O STF discute a parte criminal do caso. Em outra frente, a Justiça Federal de Brasília abriu, no ano passado, ação contra o presidente do Senado na qual ele é acusado de improbidade administrativa por receber propina da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais.

A Procuradoria da República no Distrito Federal enviou à Justiça, em 2014, uma ação de improbidade administrativa, afirmando que o peemedebista recebeu propina da construtora Mendes Júnior para pagar despesas que teve numa relação extraconjugal.

Na ação ainda é dito que Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Júnior, fazia os pagamentos para o peemedebista e que a construtora foi beneficiada por emendas parlamentares apresentadas pelo Senador.

Se for condenado por improbidade, o presidente do Senado pode ter que ressarcir os cofres públicos e até perder o cargo público.

Lava Jato

O presidente do Senado também é alvo de seis inquéritos no Supremo que apuram seu suposto envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras. Ele nega envolvimento com os desvios na estatal.