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O exemplo de David Canabarro‏ merece ser revisto – Gen Paulo Chagas

Caros amigos

gen-paulo-chagasHá alguns anos, escrevi que, apesar do cuidado com que vigiamos, participamos e acompanhamos a evolução dos acontecimentos relacionados à política nacional, somos surpreendidos por informações e posturas alarmantes e até chocantes.

Daquela feita, compartilhei o fato de ter sido informado da existência, em território nacional, de um significativo efetivo de mercenários a serviço de potência estrangeira, que, por intermédio de ações clandestinas, preparavam a tomada do poder no Brasil.

Segundo me foi dito à época, esses alienígenas estariam acompanhando o ambiente interno, para, em momento oportuno, intervir militarmente, visando a derrubada do governo e a colocação de brasileiros preparados por eles para assumir o controle do país, que, a partir de então, passaria a ser tutelado pela potência estrangeira contratante dos mercenários e dos “patriotas” que o assumiriam em seu nome.

Se isto for verdade, temos que acreditar também que esses mercenários estejam sendo acolhidos e acobertados no Brasil por pessoas compradas ou descrentes da possibilidade de mudar os rumos do país por meio de ação interna e legítima de uma sociedade que acordou, pelos próprios meios, da letargia que lhe impuseram a hipocrisia do assistencialismo, o oportunismo dos corruptos e corruptores e a atuação deletéria da mídia comprada e traidora, entre outros alucinógenos de massa.

Face a este absurdo, temos para nos orientar o insofismável exemplo do Gen David Canabarro, durante a Revolução Farroupilha, respondendo, mediante ofício, à oferta de apoio de Juan Manuel Rosas, da Argentina: “Senhor o primeiro de vossos soldados que transpuser a fronteira, fornecerá o sangue com que assinaremos a paz com os imperiais. Acima de nosso amor à República está nosso brio de brasileiros”.

Foi este brio de brasileiro que me fez e faz indignar a cada vez que tenho contato com este tipo de informação ou sugestão! O Brasil não precisa, como nunca precisou, de qualquer força ou ação externa para resolver seus problemas e divergências políticas ou ideológicas. Eu e, com certeza, a imensa maioria dos brasileiros espelham-se no exemplo de David Canabarro para dizer ao mundo que esta terra tem dono e ele só precisa de si mesmo para cuidar dela!

Gen Bda Paulo Chagas

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1 comentário

  1. Marcio Henrique S. de Araujo

    O artigo acima demonstra muito bem como o Brasil precisa de exemplos, aliás, exemplos de dignidade e moral em todos os campos da vida nacional, principalmente na política. O maior ataque que o Brasil sofre atualmente é originário dos “mercenários políticos”, os quais através da corrupção destroem o patrimônio material e moral do povo brasileiro.

    Se analisarmos bem, os últimos ex-presidentes da república civis, com talvez uma ou duas exceções, todos saíram ricos da presidência ou com o patrimônio várias vezes superior ao que possuíam.

    Exemplo de dignidade foi o ex-presidente Figueiredo que teve até de vender o sítio que possuía após deixar a presidência, e sua viúva, que teve que leiloar os bens do ex presidente para se manter. Bem ao contrário do “Sapo Barbudo” que reformou o sítio e o tríplex à custa de “amigos” e dinheiro proveniente de esquemas de corrupção.

    Segue abaixo artigo publicado no site da Revista Isto É sobre as dificuldades financeiras da viúva do ex presidente Figueiredo. Deixo aqui a pergunta: quando voltaremos a ter presidentes do quilate moral do General Figueiredo?

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    A última do general
    Família em dificuldade leiloa peças de Figueiredo e Patrimônio Histórico quer barrar a venda

    A última do general
    21.03.01 – 10h00

    Pouco antes de morrer, em 1999, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo teria entregue cerca de R$ 300 mil para um assessor fazer aplicações financeiras. Esse dinheiro nunca mais voltou para sua conta. Nome, endereço e CPF do assessor eram conhecidos, mas nada pôde ser feito para provar o sumiço do dinheiro e o caso ficou por isso mesmo. O episódio talvez tenha sido o início de uma fase de contenção financeira da família de João Figueiredo, o último presidente do regime militar (1979 a 1985). Agora, a viúva Dulce provoca polêmica por vender, através de leilão (de 13 a 20 de março, no Rio), objetos do espólio do marido. É a primeira vez, no Brasil, que relíquias de um presidente podem ser compradas pelo público. Johnny, um dos dois filhos de Figueiredo, disse a ISTOÉ que, se aparecer um bom preço, “vamos vender também o apartamento de São Conrado (no Rio) e o Sítio do Dragão (em Petrópolis)”. E brincou: “Só não vamos vender os filhos.” Seu irmão, Paulo, atribui a decisão exclusivamente à mãe Dulce. “Ela decidiu pelo leilão e não questionamos seu direito”, explicou.

    A precariedade da situação financeira da ex-primeira-dama, hoje com 73 anos, é o provável motivo da iniciativa. De pensão, Dulce recebe quase R$ 9 mil por mês. Mas os tempos de fartura acabaram. Recentemente, o governo cortou das ex-primeiras-damas benesses como carro, motorista e segurança. Johnny disse que as despesas com o apartamento onde a mãe mora, no sofisticado condomínio Praia Guinle – onde moram o cantor Gilberto Gil, a empresária Lilibeth Monteiro de Carvalho Marinho e o prefeito Cesar Maia –, em São Conrado, no Rio, ficaram proibitivas para o atual padrão financeiro dela.

    O leilão, que teve início na terça-feira 13, poderá render algo em torno de R$ 300 mil, segundo o leiloeiro Roberto Haddad. Veteranos do mercado, entretanto, apostam que esse valor deve ser dobrado devido à polêmica. Isto porque está em jogo o acervo de um presidente da República. Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) consideram que 31 das 200 peças selecionadas por Dulce deveriam pertencer ao Museu da República por serem de interesse histórico. “Normalmente, as famílias dos ex-presidentes nos procuram para fazer doações”, disse Anelise Pacheco, diretora do museu. “É de se estranhar que eles só tenham tido interesse agora”, comentou Paulo Figueiredo. Ao ser perguntado se a família planeja doar objetos ao Patrimônio, Paulo foi lacônico: “Nunca conversamos sobre o assunto.”

    Fonte do artigo: http://istoe.com.br/39582_A+ULTIMA+DO+GENERAL/

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