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Maranhão, substituto de Cunha, está na mira da Lava Jato e STF

Na Lava Jato, Waldir Maranhão é investigado pela suspeita de formação de quadrilha. Além da Lava Jato, Maranhão é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em desvios de fundos de previdência.
O substituto de Eduardo Cunha deverá ter vida curta, inclusive como deputado, pois a Lava Jato tem contado com a colaboração das outras instituições, incluindo-se o STF.
Os ficha sujas andam preocupados, sobretudo aqueles que apoiaram o PT, como é o caso do deputado Maranhão (PP-MA), que votou contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Substituto de Cunha, Maranhão se encontrou com Youssef, diz PF
Lava-Jato tem provas de participação do deputado em desvios

BRASÍLIA — O inquérito da Operação Lava-Jato que investiga o crime de formação de quadrilha, no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu provas da suposta participação do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), no esquema de desvios de recursos da Petrobras. A Polícia Federal (PF) constatou que Maranhão esteve num dos escritórios utilizados pelo doleiro Alberto Youssef em São Paulo. O registro de acesso traz nome, número do documento apresentado e fotografia do parlamentar, além do nome da pessoa visitada: “Carlos Alberto Youssef/Primo”.

O relatório da Polícia Federal informa que a visita à JPJPAP Assessoria e Participações, empresa usada por Youssef, ocorreu em 2 de dezembro de 2011. Os registros da Câmara sobre gastos da cota parlamentar mostram que a viagem pode ter sido paga com dinheiro público. Os documentos não identificam os dias das viagens, mas no dia anterior, foi emitido um bilhete aéreo a Maranhão no valor de R$ 511,56, para que ele voasse de Brasília ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. No mesmo dia também há a emissão de bilhete para o trajeto Congonhas-Brasília-São Luís, no valor de R$ 1.126,66. Há um outro registro de emissão de passagem no mesmo período só que com roteiro diferente. O bilhete é de Congonhas ao Santos Dumont, no Rio, no valor de R$ 800,56, e de Congonhas a Brasília, por R$ 461,56.

Maranhão “teria entrado no prédio cerca de três minutos antes de Paulo Twiaschor, diretor-superintendente da empresa Serveng-Civilsan”, registra o relatório da PF: “O documento apresentado e a fotografia cadastrada são compatíveis com as do deputado federal Waldir Maranhão Cardoso.”

O relatório detalha a movimentação de outros nove investigados da Lava-Jato nos dois escritórios de Youssef, como os ex-deputados Aline Corrêa, Pedro Corrêa, João Pizzolatti Júnior e Luiz Argôlo; os deputados Arthur Lira (PP-AL), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e Nelson Meurer (PP-PR); e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

“CERTEZA DE QUE RECEBERAM”

Em sua delação, Youssef detalhou a suposta participação de Maranhão no esquema de desvios da Petrobras. Ele colocou o parlamentar numa lista de políticos do PP que “eventualmente passavam no escritório da GFD em São Paulo para conversar ou pegar a sua parte do comissionamento”. O doleiro diz que o deputado estava no grupo em que há “certeza de que receberam valores”. “Com relação a Waldir Maranhão, o declarante afirma que o viu por diversas vezes no apartamento funcional de João Pizzolatti, nas reuniões de entrega e distribuição de dinheiro”, registra um dos termos da delação.

A assessoria de imprensa de Maranhão informou que o deputado já havia se manifestado na época da delação de Youssef e, agora, não vai se repetir. Na época, o parlamentar disse que colaboraria com as investigações.

Além do inquérito da Lava-Jato, outros dois investigam Maranhão no STF, por suspeita de lavagem de dinheiro em desvios de fundos de previdência.

da Redação OEB
com Globo.com

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