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Exército. Quem escreverá tua história?

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

A esquerda socialista gramcista, liderada pelo Partido dos Trabalhadores e com apoio de grande parte da mídia, inclusive da Rede Globo, atua com intensidade em seu propósito de reescrever a História do Brasil da segunda metade do século passado. Além de matérias jornalísticas e minisséries de TV facciosas, como a que será veiculada naquela Rede, outra ação a que se tem dedicado, também no afã de “satanizar” o regime militar, é a mudança de nomes de logradouros, escolas, obras de engenharia e a retirada de monumentos com que são homenageados os ex-presidentes militares. No seu lugar, têm sido colocados nomes como o de Che Guevara e Carlos Marighela, para ficar apenas com dois exemplos emblemáticos, cujo perfil, para quem não os conhece, pode ser deduzido da leitura de suas próprias palavras:

. Che – “o ódio como fator de luta, o ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar”[1] (destaques por este autor); e. Marighela – “Atacando de coração esta falsa eleição e a chamada ‘solução política’ tão apeladora aos oportunistas, o guerrilheiro urbano tem que se fazer mais agressivo e violento, girando em torno da sabotagem, do terrorismo, das expropriações, dos assaltos, dos sequestros, das execuções, etc”[2] (destaques por este autor).

Eis os exemplos de cidadãos amantes da democracia, liberdade e direitos humanos que querem passar para as nossas futuras gerações.

exercito-nas-ruasA história do regime militar não será contada apenas por seus inimigos, nem pode a História do Brasil ficar a reboque de governos de ocasião, ainda mais se dominados por correntes ideológicas radicais internacionalistas e apátridas. O ensino no Exército é regulado por Lei própria.

A Instituição tem imenso orgulho dos seus feitos heroicos, dos chefes exemplares de todos os tempos e não abdica do perene compromisso com o povo e a Pátria brasileira. Como a reputação e a História do Exército são sagradas para o soldado, os chefes sempre cumpriram e cumprirão o dever moral e funcional com o Exército, a Nação e os irmãos de armas do passado. Não abdicarão do direito de ensinar a verdade sobre a participação da Instituição em todos os períodos de nossa História.

Muitos chefes, “ainda na ativa, viram seus avós, pais e outros parentes aderirem ao Movimento de 31 de Março na primeira hora, com coragem e desprendimento, como um imperativo de consciência na defesa de crenças e ideais”[3] de democracia e liberdade. Eles não aceitarão, sem resposta, execrarem perante a Nação aquela dedicada e desprendida geração, que livrou o Brasil de assassinos, guerrilheiros, terroristas e sequestradores em sua tentativa de transformar o País em uma ditadura totalitária comunista. É exatamente isso que a esquerda radical gramcista está promovendo, com a conivência de altos escalões políticos, que adulam o Exército diante das luzes da ribalta, enquanto tramam contra ele traiçoeiramente nos bastidores. Quem crê que essa esquerda e seus próceres não sejam inimigos da Instituição, da democracia, dos valores da nacionalidade e não tenham “duas caras” está sendo ingênuo.

Contem sua versão “estórica”, esquerda radical nefasta e mídia aliada sem ética. A máscara da mentira despenca a cada dia, enquanto o Exército, Instituição da mais alta reputação, contará a sua versão. Veremos qual vai prevalecer como História.

General Luiz Eduardo Rocha Paiva

[1] NARLOCH, Leandro e TEIXEIRA, Duda. Guia Politicamente Incorreto da América Latina. São Paulo. Editora Leya, 2011 (p.48).
[2] MARIGHELA, Carlos. Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano. www.anarquismo.com.br/wp-content/uploads/2013/07/carlos-marig…(p. 58). Acesso em 15-08-2015.
[3] Questão de Consciência (2014), artigo deste autor (com atualização), disponível na Internet em vários sites. Acesso em 15-08-2015.

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1 comentário

  1. Marcio Henrique S. de Araujo

    Este artigo “Exército. Quem escreverá tua história?” esclarece muito bem a tentativa das esquerdas de “reescreverem”, ou, melhor dizendo, distorcerem a história recente do Brasil com o apoio da mídia vendida.
    Porém, penso que enquanto houver pessoas lúcidas e esclarecidas e o povo brasileiro tiver uma educação de qualidade (o que, infelizmente, ainda não tem), as esquerdas nunca terão sucesso com o método de “lavagem cerebral” que empregam através da mentira, do engano, da corrupção (lato sensu) e da tentativa de quebra de valores morais tradicionais do povo brasileiro.

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