Categoria: OMS

Militares estão só esquentando o banco no Ministério da Saúde, diz Mandetta

SAÚDE –

“O governo federal se rendeu ao vírus, se entregou, e deixou o Brasil a reboque da doença” Mandetta

“A gente vai colocar todas essas histórias, alguns momentos dramáticos, coisas que ocorreram, mas é basicamente para deixar um registro para que a gente saiba com o Ministério da Saúde se posicionou enquanto eu estive ali naqueles 90 dias. Vai ter muito barulho”, alerta.

Mandetta não poupou o presidente Bolsonaro de críticas ácidas, apesar de não citar o nome do mandatário em nenhum momento. “O presidente tem um comportamento errático diante da crise de saúde. A história vai julgar melhor o presidente. Estará registrado e retratado, de uma maneira indelével, o papel do presidente neste processo”, disse.

O ex-ministro finaliza a entrevista anunciando que vai lançar em agosto, pela editora Companhia das Letras, um livro com as histórias de quando era ministro da Saúde.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta participou de live da IstoÉ na noite da terça-feira, 28. Em entrevista ao diretor editorial Carlos José Marques e ao diretor de redação da revista, Germano de Oliveira, Mandetta analisou a crise sanitária do coronavírus falou sobre como o governo, do qual fez parte por 15 meses, tem enfrentado a doença. “O governo federal se rendeu ao vírus, se entregou, e deixou o Brasil a reboque da doença”, afirmou ele.

A matéria completa se encontra na IstoÉ.

Vídeo reproduzido diretamente do canal

Matéria e produção da Revista IstoÉ

Por que Bolsonaro rifou Bebianno

No fim de fevereiro, começo de março de 2019, fui ao Rio para uma reunião e lá um amigo querido, que conhecera Gustavo Bebianno através de Paulo Marinho, me contou que a verdadeira causa da queda do advogado carioca da assessoria próxima de Jair Bolsonaro foi ele haver avisado ao presidente que o relatório do Coaf enviado à Operação Furna da Onça do MP sobre movimentações financeiras atípicas do assessor e amigão da famiglia Fabrício Queiroz poderia ter consequências mais graves do que de início parecia. Por isso, a revelação feita pelo suplente do senador Flávio do encontro do ex-ministro com o então presidente eleito na toalete de seu escritório no governo de transição me soou verdadeira, confirmando minha certeza de que esse avisp tinha sido dado seria a única explicação plausível para as demissões do subtenente da PM do gabinete do nota zero um na Alerj e da filha deste, Nathalia, funcionária-fantasma do gabinete de Jair na Câmara dos Deputados. Direto ao assunto. Inté.
E só a verdade nos salvará.

Assista!

RJ pagou 90% a mais por leito do que a rede privada

VÍDEO –

Cada leito de campanha inaugurado pelo governo teve custo médio de R$ 581 mil. Já os dois hospitais de campanha financiados e construídos pela Rede D’Or em parceria com empresas tiveram custo médio de R$ 305 mil por leito.

o governo de Wilson Witzel (PSC) anunciou o fim temporário das atividades dos hospitais de campanha do Maracanã (zona norte da capital fluminense) e de São Gonçalo, na região metropolitana —os únicos que chegaram a entrar em funcionamento dos sete planejados inicialmente.

Os R$ 256 milhões repassados ao Iabas são uma parte do valor total do contrato firmado pela gestão Witzel com a organização social. Originalmente, os sete hospitais de campanha deveriam totalizar 1.300 leitos e o valor total pago chegaria a R$ 770 milhões. O governador, no entanto, rompeu o contrato no início do mês.

O custo médio de R$ 581 mil por leito envolve equipamentos, insumos, profissionais de saúde e a própria construção da estrutura das unidades. A maior parte dos leitos prometidos não foram entregues, o que encarece o valor médio.

Por meio de nota, a OS atribuiu atrasos na entrega de equipamentos a decisões do governo e disse que, em 12 de junho, quatro das unidades ainda não abertas estavam prontas. “Por essa razão, o Iabas entrou com ação de antecipação de provas e obteve uma decisão judicial para que seja formada uma comissão multidisciplinar para analisar e avaliar todas as entregas já feitas pelo instituto e não reconhecidas pelo Governo.”

Fonte: UOL | Secretaria da Saúde do Rio de Janeiro

Boicote à Lava Jato afeta até o combate à pandemia

VÍDEO

Suspenso o repasse de R$ 500 milhões da Lava Jato para combate ao Covid-19

A Lava Jato tentou destinar a verba, recuperada pela Força Tarefa, mas o boicote à Lava Jato foi além, impedindo que esta determinasse o destino da verba, numa demonstração de que a Lava Jato não tem competência, sequer, para isso, depois do esforço despendindo, como em todas suas ações, para essa recuperação.

É uma forma de colocar a Lava Jato numa situação de submissão ao poder que, hoje, visivelmente, trabalha no sentido de enfraquecer seu trabalho e importante papel no combate à corrupção.

Com isso, tudo que vem dela [Força Tarefa Lava Jato] é contestado ou tirado os méritos, neste momento em que Deltan Dallagnol, seu coordenador, encontra-se sob “fogo cerrado”, num esforço notório para que ele seja afastado desse trabalho, depois de mostrar sua força e competência no combate à corrupção que assolou o Brasil e agora ganha mais força, com a união daqueles que se preocupam com o andamento e sucesso que sempre caracterizou aquela equipe, a única que conseguiu acusar, prender e condenar poderosos que, antes, eram intocáveis.

Vale lembrar que a PGR, através de Augusto Aras, solicitou e conseguiu o acesso a todo banco de dados sigilosos da operação, pressionado pelo presidente que busca, de forma clara, o controle de tudo, como deixou claro no fatídico vídeo da reunião ministerial que veio à público, depois da acusação do ex-ministro Sérgio Moro de que o presidente buscava interferir na Polícia Federal. Ali, Bolsonaro afirma que interfere, sim, em todos os ministérios.

A suspensão do repasse de R$ 500 milhões da Lava Jato para combate ao Covid-19, vale até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se cabe à juíza, ou não, decidir a destinação desses recursos. Até lá, o repasse às ações de enfrentamento à Covid-19 fica paralisado.

A juíza substituta da operação Lava Jato na Justiça Federal em Curitiba, Gabriela Hardt, decidiu, então, suspender o prazo da ação que destinava R$ 508 milhões, provenientes de multas e acordos de leniência na operação, para o combate da pandemia do novo coronavírus.

Após uma reportagem do JN, o Ministério da Saúde aceitou a verba. E mesmo assim, em seguida, o governo acionou o STF para impedir que a operação Lava Jato defina a destinação dos recursos resultantes de multas (em condenações criminais) ou acordos de leniência ligados ao combate à corrupção.

O advogado-geral da União, José Levi, pediu ao Supremo o estabelecimento de duas regras:

que a destinação desses valores cabe à União, desde que não haja vinculação legal expressa e ressalvado o direito de demais entidades lesadas;
e que não cabe ao Judiciário, a pedido do Ministério Público, fixar a destinação dessas verbas sem previsão legal.

A AGU também pediu ao Supremo para determinar que verbas de dois processos da 13ª Vara Federal de Curitiba – incluindo esse, dos recursos para enfrentar a Covid-19 – sejam destinadas ao Tesouro Nacional sem “carimbo”, ou seja, sem destinação pré-definida.

Gabriela Hardt diz que, “em razão da celeuma gerada, termino a presente decisão, em 24 de julho de 2020, quando o Brasil registra 84.082 mortes provocadas pela Covid-19 e 2.287.475 de casos confirmados da doença no país, acolhendo o pedido do MPF para o fim de determinar a suspensão do prazo (…)”.

O impasse causa espera de uma conclusão satisfatória, para aqueles que apoiam e reconhecem o esforço dessa que ficará na história, como a maior conquista no combate a corrupção. Sobreviva ou não.

Fonte: G1 | JN

OMS: Mundo passa de 16 milhões de casos e 646 mil mortes por Covid-19

VÍDEO

Enquanto os dirigentes de todos os países do mundo estão focados nas taxas de contaminação e mortes pelo Covid-19, o Brasil ocupa lugar de destaque no descontrole da pandemia, com o Ministério da Saúde não atendendo as necessidades do enfrentamento e combate ao vírus, destinando apenas um terço da verba disponível para este fim, completando com uma interinidade de ministro que não atende a “logística” da distribuição de remédios imprescindíveis para o tratamento, em falta num grande número dos hospitais.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que o número de casos do novo coronavírus confirmados oficialmente ao redor do mundo subiu para 16.114.449. As informações foram baseadas em dados recebidos pela organização até as 5h (de Brasília) neste 27 de julho de 2020.

A taxa global de mortalidade dos casos confirmados de coronavírus, segundo dados disponíveis, é de 4,0%.

Segundo a OMS, os três países onde houve maior número de novos casos foram Estados Unidos (63.968), Brasil (51.147) e Índia (49.931). Neste mesmo intervalo de tempo, os que registraram o maior número de novas mortes foram:
Brasil (1.211), EUA (929) e México (729).

Os últimos dados oficiais

Américas: 8.610.134 (53,43%)
Europa: 3.234.043 (20,06%)
Região do Leste Mediterrâneo: 1.482.315 (9,19%)
Região Africana: 712.920 (4,42%)
Sudeste Asiático: 1.786.145 (11,08%)
Região do Oeste Pacífico: 288.151 (1,78%)
Outros: 741 (0,00%).

Segundo dados publicados pelo UOL, seguem alguns números, onde o relatório completo se encontra naquele portal de notícias.
Países com casos confirmados:

Estados Unidos – 4.148.011 casos, 145.727 mortes
Brasil – 2.394.513 casos, 86.449 mortes
Índia – 1.435.453 casos, 32.771 mortes
Rússia – 818.120 casos, 13.354 mortes
África do Sul – 445.433 casos, 6.769 mortes
México – 385.036 casos, 43.374 mortes
Peru – 379.884 casos, 18.030 mortes
Chile – 345.790 casos, 9.112 mortes
Reino Unido – 299.430 casos, 45.752 mortes
Irã – 291.172 casos, 15.700 mortes
Paquistão – 274.289 casos, 5.842 mortes
Espanha – 272.421 casos, 28.432 mortes
Arábia Saudita – 266.941 casos, 2.733 mortes
Itália – 246.118 casos, 35.107 mortes
Colômbia – 240.795 casos, 8.269 mortes
Turquia – 226.100 casos, 5.613 mortes
Bangladesh – 223.453 casos, 2.928 mortes
Alemanha – 205.609 casos, 9.118 mortes
França – 169.222 casos, 30.078 mortes
Argentina – 158.321 casos, 2.913 mortes
Canadá – 113.556 casos, 8.885 mortes
Iraque – 110.032 casos, 4.362 mortes
Catar – 109.305 casos, 165 mortes
Indonésia – 98.778 casos, 4.781 mortes
Egito – 92.062 casos, 4.606 mortes
China – 87.028 casos, 4.659 mortes
Cazaquistão – 83.122 casos, 585 mortes
Equador – 80.694 casos, 5.515 mortes
Filipinas – 80.448 casos, 1.932 mortes
Suécia – 78.997 casos, 5.697 mortes
Omã – 76.005 casos, 384 mortes
Bolívia – 68.281 casos, 2.535 mortes
Bielorrússia – 66.846 casos, 524 mortes
Bélgica – 65.933 casos, 9.821 mortes
Ucrânia – 65.656 casos, 1.616 mortes

(Trecho do conteúdo completo que pode ser acessado no portal UOL)
Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Fonte: Portal UOL | OMS – Organização Mundial de Saúde

JORNALISTAS que são uma VERGONHA

COMO FUNCIONA A CORTE QUE PODE JULGAR BOLSONARO (vídeo)

Foi solicitado ao TPI que instaure um procedimento jurídico para investigar a conduta do presidente. “Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, cometendo crimes e merecendo a atuação do Tribunal Penal Internacional para a proteção da vida de milhares de pessoas”, dizem os juristas no documento protocolado pelos advogados Ricardo Franco Pinto e Charles Kurmay.

Na representação é apresentada uma lista de ações defendidas e realizadas pelo presidente da República. Entre elas, estão: pronunciamentos que incentivam o fim do isolamento social e a reabertura de serviços não essenciais, assim como a divulgação da campanha “O Brasil não pode parar”; visitas a comércio e a manifestações estimulando a população a participar de aglomerações; e a edição de um decreto que permite a abertura de igrejas e casas lotéricas durante a pandemia.

Corte Internacional de Justiça – Tribunal de Haia

“Os crimes cometidos afetam gravemente a saúde física e mental da população brasileira, expondo-a a um vírus letal para vários segmentos e com capacidade de proliferação assustadora, como já demonstrado em diversos países. Os locais que negligenciaram a política de quarentena são onde o impacto da pandemia tem se revelado maior, como na Itália, Espanha e Estados Unidos”, ressalta.

Vídeo da Agência AFP – publicação UOL

Governador do RS Eduardo Leite testou positivo para a Covid-19

Eduardo Leite é o décimo governador a contrair o Covid-19.
Em postagem no Twitter nesta sexta-feira (24), ele disse que está assintomático mas que fará isolamento como recomendado pelos médicos.

TWITTER Eduardo Leite
Após um teste RT-PCR e mesmo estando assintomático, fui surpreendido agora há pouco com o resultado positivo para Covid-19. Cancelei as minhas agendas e iniciei isolamento, seguindo as instruções médicas.
4:57 PM · 24 de jul de 2020

Na última terça-feira, 21, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, se encontrou com o governador do RS, em Porto Alegre, para falar sobre as ações de combate à pandemia no estado. A reunião foi a primeira parada de uma comitiva que visitou os três estados do Sul para integrar ações.

Palácio Piratini – Sede do Governo do Rio Grande do Sul

No dia seguinte, Pazuello foi a Florianópolis para um encontro com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, que já teve Covid-19. Na quinta-feira, 23, esteve em Curitiba para uma reunião com o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior.

Segundo o Ministério da Saúde, nenhuma das pessoas que fizeram parte da comitiva apresentou sintomas até esta sexta-feira. A pasta informou ainda que todos farão teste para detectar a presença do SARS-CoV-2.

Leite, de 35 anos, é o décimo governador a contrair a doença. Antes dele, testaram positivo Moisés (SC), Belivaldo Chagas (SE), Wilson Witzel (RJ), Helder Barbálho (PA), Renato Casagrande (ES), Renan Filho (AL), Mauro Mendes (MT), Paulo Câmara (PE) e Antonio Denarium (RR).

O presidente Jair Bolsonaro também segue testando positivo para a doença há cerca de duas semanas.

Estadão conteúdo
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Mudança de orientação: Saúde diz que não é obrigada a fornecer testes, respiradores e máscaras

Após descumprir promessas de entregas de testes de diagnóstico, leitos de UTI, respiradores e equipamentos para proteção individual, o Ministério da Saúde mudou a orientação sobre compras contra a covid-19, transferindo a responsabilidade para estados e municípios em pleno avanço da pandemia. A guinada de discurso foi registrada em ata de reunião do Centro de Operações de Emergência (COE) do ministério de 17 de junho, já sob a gestão interina do general Eduardo Pazuello.

Esplanada dos Ministérios (Arquivo/Agência Brasil)

O documento sugere “deixar claro” que o ministério “não tem a responsabilidade de fornecer respiradores e equipamentos para proteção individual (EPIs)”. “Isso ocorreu devido a atual conjuntura da emergência de a falta de atendimento no mercado, porém hoje já estamos com um panorama mais estabilizado possibilitando aos estados usarem suas verbas destinadas a esta emergência para aquisição”, registra a ata.

A ata da reunião de 17 de junho não diz de quem partiu a fala sobre mudar o discurso para compras, mas o Estadão apurou que a orientação é de auxiliares de Pazuello. A composição dos encontros do COE varia. Além de técnicos da Saúde, já participaram representantes da Casa Civil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entre outros. O órgão serve para orientar o ministro da Saúde sobre ações na pandemia e já alertou sobre benefícios do isolamento, falta de medicamentos para UTI e sobras de cloroquina, como revelou o Estadão.

Na reunião, representantes da Saúde ainda afirmam que o governo federal precisava ser “reativo” e atender imediatamente os locais mais impactados no começo da pandemia, mas que a ideia “neste segundo momento” é “estruturar onde ainda não aconteceu levando em consideração capacidade de compra e logística.”

Auxiliares de Pazuello pediram também atenção “especial” em contratações extraordinárias, para evitar “tantos problemas na hora da compra por erros nos editais.” “Verificar com o solicitante se a demanda está de acordo com sua real necessidade e capacidade para uso de imediato. Fazer um check-list do pedido para entender qual a urgência da situação no momento, se isto vai realmente salvar vidas naquele momento”, orienta ainda o COE.

Representantes de estados e municípios queixam-se de que o Ministério da Saúde, além de descumprir promessas de compras, não coordenou a aquisição nacional de insumos estratégicos, como medicamentos usados em UTI para sedar e intubar pacientes graves.

Para o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e primeiro presidente da Anvisa, o médico Gonzalo Vecina, o ministério deveria liderar as aquisições na crise. “A política de compra, de garantia de estoque regulador, ou mesmo de tentar importar produto, é do governo federal. O ministério importa com um ‘pé nas costas’. Já para um estado ou município, comprar na pandemia é um desastre”, disse.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) afirma que, no começo da pandemia, o ministério “chamou para si” a responsabilidade de distribuição de respiradores. Os estados “montaram seus leitos de UTI certos de que receberiam aqueles equipamentos, o que não se concretizou”, diz a entidade em nota. O Conass afirma que muitos estados e municípios tiveram de arcar com compras emergenciais após o governo não cumprir com o prometido.

O mesmo ocorreu com máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção, diz o Conass. “É necessário atentar para o fato de que o mercado está desregulado com o consumo exagerado em escala mundial, exigindo ações coordenadas e efetivas.”Veja também

Promessas descumpridas

O Ministério da Saúde chegou a prometer a entrega de 3.000 kits para instalação de leitos de UTI. Somente 540 foram enviados. Após licitações fracassadas, a pasta desistiu de novos contratos.

A pasta lançou em 6 de maio e relançou em 24 de junho o programa Diagnosticar para Cuidar, com praticamente a mesma meta de entrega de testes para a covid-19: cerca de 46 milhões, sendo 24 milhões do tipo RT-PCR, mais preciso e que detecta a presença do vírus, e 22 milhões de exames sorológicos (rápidos), que encontram anticorpos para a doença.

Mesmo após reciclar o programa, no entanto, o governo entregou cerca de 20% dos testes RT-PCR e 34% dos modelos sorológicos prometidos.

As promessas descumpridas se repetem com respiradores. Além de contar com a fabricação nacional, a pasta chegou a fechar contrato de cerca de 1 bilhão de reais para trazer 15.000 unidades da China, mas, em 29 de abril, anunciou que o negócio seria desfeito pois o acordo não foi cumprido pela empresa. Não houve pagamento. Desde então, o governo conta com um mutirão da indústria do país para entregar a mesma quantidade. Até a última semana, mais da metade (7.994) respiradores foram distribuídos.

O presidente Jair Bolsonaro afirma, desde o começo da pandemia, que o governo federal já fez sua parte para conter a doença ao enviar recursos para a saúde a estados e municípios. “Vocês não vão botar no meu colo essa conta. O que nós, do governo federal, fizemos desde o começo foi liberar recursos para a Saúde. E também criar aquele benefício emergencial”, disse em 29 de abril.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, aponta que, até o fim de junho, o ministério pagou apenas cerca de 30% do orçamento reservado para a pandemia.

Procurado para comentar sobre diversos pontos registrados em atas do COE, o Ministério da Saúde não se manifestou sobre a mudança de discurso em relação às compras na pandemia. A pasta tem destacado que, no lugar da entrega de kits para instalação de leitos, faz o custeio das estruturas, com diária de 1.600 reais para cerca de 10.500 quartos, montadas pelos próprios estados.

Estadão conteúdo
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Hidroxicloroquina: Contra o vírus, tão inútil quanto quem o propaga

Por Celso Brasil

A hidroxicloroquina mostrou-se totalmente ineficaz no tratamento contra os infectados pelo Covid-19.
A Anvisa proibiu a venda da cloroquina e ivermectina sem receita médica, após os resultados dos estudos e constatar o risco dos efeitos que esses medicamentos causam.

Nos pacientes com sintomas leves e moderados, não apresentou qualquer melhoria clínica. A pesquisa foi feita por vários hospitais, liderados pelo Albert Einstein, HCor, Sírio Libanês, Moinho de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficiência Portuguesa, pelo Brazilian Clinical Reserarch Institute (BCRI) e pela Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Em 55 hospitais brasileiros, o estudo foi feito com 665 pessoas.

Por sorteio, os pacientes foram divididos em três grupos:

  • 217 pacientes medicados com hidroxicloroquina e azitromicina.
  • 221 pacientes medicados somente com hidroxicloroquina.
  • 227 pacientes foram receberam apenas suporte clínico, sem qualquer droga.

O resultado dos três grupos foram semelhantes, sendo que, 15 dias após, 69% do primeiro grupo, 64% do segundo e 68% do terceiro, já estavam sem qualquer limitações respiratórias e em casa. O número de óbitos também foi muito semelhante – 3%, de acordo com os pesquisadores.

O New England Journal of Medicine publicou os resultados.

A pesquisa destaca dois pontos nos efeitos adversos.

Nos dois grupos tratados com hidroxicloroquina, foram mais frequentes as alterações nos exames de eletrocardiograma, com aumento do intervalo de QT, o que representa maior risco de arritmias. Nestes dois grupos também foi notado maior número de lesões hepáticas.

O estudo teve a colaboração da EMS no fornecimento dos medicamentos, aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Portanto, a hidroxicloroquina não apresenta qualquer benefício no tratamento da Covid-19 e, ainda, mostra riscos à saúde, contrário ao que prega o presidente Bolsonaro que não tem nenhum conhecimento na área da saúde.

Centenas de cientistas participaram de inúmeras pesquisas e, todos, são unânimes no não aconselhamento ou indicação do remédio que se tornou plataforma política e causou tanta polêmica desnecessária, enquanto as atenções deveriam estar voltadas para soluções.

O Brasil continua assombrando o mundo, com a evolução da pandemia que ainda está fora de controle, com aumento do coeficiente de infectados que estava em 1×1 e agora se mostra 1×2 em crescimento, num processo de relaxamento do distanciamento social, abertura do comércio e volta às aulas programada para agosto.

Especialistas informam que, sem a manutenção do isolamento social, estaremos enfrentando o problema por mais dois anos, o que travará, ainda mais a economia, no país que mantém sua moeda como a mais desvalorizada do planeta, sem perspectivas de correções e retomada da economia, contrário aos países da América Latina, vizinhos, que tomaram medidas sérias de controle da pandemia.

A irresponsabilidade do chefe do governo está causando o afastamento de investidores, somado a repercussão negativa das queimadas, abandono da educação e sem Ministro da Saúde.

Redação: Celso Brasil
Fonte: Folha/UOL, Estadão e instituições privadas ligadas à saúde

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