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Estádios da Copa – Andrade Gutierrez fecha leniência – Virão à tona: licitações fraudulentas, superfaturamentos…

O Brasil aguardava, no livro dos escândalos nacionais, o capítulo “Estádios da Copa” e seus superfaturamentos no governo Dilma-Temer.
Enfim, a próxima página está sendo aberta, com uma esperada série bombástica que não poupará Lula, Dilma e muitas dezenas de grandes protagonistas. Talvez seja mais uma razão do atentado à Lava Jato.
Todos poderão saber, finalmente, porque tantos estádios desnecessários, foram construídos ao preço que supera muitas vezes o custo de qualquer estádio do mundo, referindo-se aos maiores.

Andrade Gutierrez fecha leniência com Cade sobre cartel em estádios da Copa

Órgão antitruste do governo investiga acertos de empreiteiras em obras realizadas para construção e modernização de arenas de futebol; já é o terceiro acordo com a empreiteira

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – SG/Cade celebrou mais um acordo de leniência com a Andrade Gutierrez Engenharia e com executivos e ex-executivos da empresa. Dessa vez, o acordo trata sobre o suposto cartel no mercado de obras de construção civil, modernização e/ou reforma dos estádios da Copa do Mundo do Brasil de 2014.

O acordo, mais um desdobramento da Operação Lava Jato, foi firmado em outubro passado e “traz evidências de conluio entre concorrentes de licitações promovidas para contratação de obras em pelo menos cinco estádios de futebol para realização do mundial”, diz a nota divulgada pelo Cade. Até então, a delação premiada dos executivos da Andrade havia revelado o pagamento de propinas e acerto de empreiteiras em três estádios, principalmente: O Maracanã, no Rio, o Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena Amazonas, Manaus.

A delação que aponta os pagamentos de propina nas obras do Maracança, inclusive, foi utilizada pela Procuradoria da República no Rio para pedir a prisão preventiva do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), acusado de receber 5% de propinas nas principais obras do Governo do Rio no período em que foi governador.

Agora, no acordo de leniência a Andrade aponta que teria ocorrido cartel também na licitação da Arena Pernambuco, no Recife, e em outras duas arenas, cujos nomes estão ainda sob sigilo para preservar as investigações do Ministério Público Federal. Em seu acordo, a empreiteira ainda aponta também a suspeita de que teria havido cartel nas arenas que eles não participaram: Arena Castelão, em Fortaleza/CE; Arena das Dunas, em Natal/RN; e Arena Fonte Nova, em Salvador/BA.

Segundo o órgão antitruste, por meio da leniência assinada pelo Cade em conjunto com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e outros, a empresa e os executivos admitem sua participação, fornecem informações e apresentam documentos para colaborar com as investigações do alegado cartel.

Este já é o sétimo acordo de leniência publicado pelo Cade no âmbito da “Operação Lava Jato” e do terceiro firmado com a Andrade Gutierrez. Ele foi negociado por 11 meses, paralelamente às tratativas dos empresários da Andrade para fechar seus acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal. Diferente das delações, contudo, o acordo com o Cade envolve apenas os crimes de cartel, que o Cade tem atribuição de investigar.

O órgão aponta ainda que, inicialmente, houve ajustes anticompetitivos para o Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG), “mas que não foram implementados, pois com a alteração da modalidade licitatória para Parceria Público-Privada (PPP), as empresas teriam decidido não participar do certame”, segue o texto.

Outro estádio que também poderia ter sua obra implicada no cartel foi o do Morumbi, em São Paulo. Segundo relataram os executivos da Andrade, enquanto havia a expectativa de que ele fosse um dos escolhidos para a Copa do Mundo de 2014, uma das empresas manifestou interesse em futuramente realizar a sua obra. “No entanto, o acordo anticompetitivo preliminar não foi implementado em razão da escolha final pela Arena do Corinthians como estádio oficial do evento na capital paulista”, aponta o Cade.

O acordo firmado e as evidências trazidas serão somados às investigações conduzidas no âmbito do Cade e do Ministério Público, que serão aprofundadas. As empresas inicialmente apontadas como participantes da suposta conduta anticompetitiva são Andrade Gutierrez Engenharia S/A, Carioca Christiani Nielsen Engenharia S/A, Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A, Construtora OAS S/A, Construtora Queiroz Galvão S/A, Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda., além de, pelo menos, 25 funcionários e ex-funcionários dessas empresas.

Cronologia. De acordo com os executivos que fecharam o acordo, os contatos entre concorrentes começaram em outubro de 2007, quando houve a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo, e duraram até meados de 2011, momento em que foram decididos todos os estádios em suas respectivas cidades-sede.

Durante a “Fase I” do cartel, as empresas teriam realizado um acordo anticompetitivo preliminar por meio da indicação dos interesses de cada empreiteira nas futuras obras, a fim de se compatibilizar a participação das empresas por meio da apresentação de propostas de cobertura, supressão de propostas, subcontratação ou formação de consórcios, bem como no monitoramento de referido acordo preliminar.

Já na “Fase II” do cartel, após a definição das cidades sede para a Copa do Mundo de 2014, os contatos entre concorrentes passaram, então, a ser realizados em reuniões bilaterais e multilaterais, referentes a licitações específicas, por meio de compensações entre concorrentes.

Ao final do inquérito administrativo, cabe à SG/Cade decidir pela eventual instauração de processo administrativo, no qual são apontados os indícios de infração à ordem econômica colhidos e as pessoas físicas e jurídicas acusadas. Nesta fase, os representados serão notificados para apresentar defesa e exercer suas garantias de contraditório e ampla defesa. Durante a instrução, tanto os acusados quanto a SG/Cade podem produzir novos elementos de prova. Ao final da instrução, a Superintendência-Geral emite parecer opinativo pela condenação ou pelo arquivamento do caso em relação a cada acusado. As conclusões são encaminhadas ao Tribunal do Cade, responsável pela decisão final.

O julgamento final na esfera administrativa cabe ao Tribunal do Cade, que pode aplicar às empresas eventualmente condenadas multas de até 20% de seu faturamento bruto. As pessoas físicas, caso identificadas e condenadas, sujeitam-se a multas de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões. O Tribunal também pode adotar outras medidas que entenda necessárias para a dissuasão da conduta.

Este é o sétimo acordo de leniência firmado com o Cade no âmbito da Lava Jato.

Dos acordos anteriores, um foi celebrado com a empresa Setal/SOG e alguns de seus funcionários e ex-funcionários, para investigação de cartel em licitações para obras de montagem industrial onshore da Petrobrás; dois foram firmados com a empresa Camargo Corrêa e alguns de seus funcionários e ex-funcionários, para investigação de cartel em licitação para obras de montagem eletronuclear na usina Angra 3; e para investigação de cartel em licitações da Valec para implantação da Ferrovia Norte-Sul e da Ferrovia Integração Oeste-Leste.

Além disso, dois foram assinados com a empresa Andrade Gutierrez e alguns de seus funcionários e ex-funcionários, para a investigação de cartel em licitação na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e para a investigação de cartel em licitações para urbanização das favelas do Alemão, Manguinhos e Rocinha, no Rio de Janeiro; e um com a empresa Carioca Engenharia e alguns de seus funcionários e ex-funcionários para apuração de cartel em licitações da Petrobras para contratação de serviços de engenharia e construção civil predial de “Edificações de Grande Porte com Características Especiais” para a construção do Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Novo Cenpes), do Centro Integrado de Processamento de Dados da Tecnologia da Informação (CIPD), ambos localizados no Rio de Janeiro, e da Sede da Petrobras de Vitória (Sede de Vitória), no Espírito Santo.

Nos termos da Lei 12.529/2011, o acordo de leniência tem por objetivo obter informações e documentos que comprovem um cartel, bem como identificar os demais participantes na conduta. O acordo pode ser celebrado nos casos em que, na ocasião da sua propositura, o Cade ainda não disponha de provas suficientes para assegurar a condenação dos envolvidos.

A leniência é assinada apenas com a primeira empresa proponente (ou seu grupo econômico), que deve cessar seu envolvimento na conduta, confessar o ilícito e cooperar plena e permanentemente com as investigações, identificando os demais envolvidos e apresentando provas e informações relevantes. A leniência beneficia os signatários com a extinção ou a redução de um a dois terços da punição no âmbito do Cade. O acordo é assinado em conjunto com o Ministério Público e beneficia o signatário com a imunidade penal total ou parcial.

O acordo de leniência é um instrumento utilizado por autoridades da concorrência em diversos países para desvendar cartéis. Desde 2003, já foram celebrados 60 acordos de leniência no âmbito do Cade.

A ANDRADE GUTIERREZ

“A Andrade Gutierrez informa que o acordo divulgado hoje pelo CADE está em linha com sua postura, desde o fechamento do acordo de leniência com o Ministério Público, de continuar colaborando com as investigações em curso. Além disso, a empresa afirma ainda que continuará realizando auditorias internas no intuito de esclarecer fatos do passado que possam ser do interesse da Justiça e dos órgãos competentes. A Andrade Gutierrez afirma ainda que acredita ser esse o melhor caminho para a construção de uma relação cada vez mais transparente entre os setores público e privado.”

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

O Movimento Comunista Internacional está mais vivo do que nunca.

Caros amigos

Quando prestei concurso para a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), em 1984, fui sabatinado nas seguintes matérias: História, Geografia, Inglês e Movimento Comunista Internacional (MCI). Anos depois, face à imposição de atitudes “politicamente corretas” diante da ascensão da esquerda revolucionária – o antigo inimigo interno – aos postos chaves do governo, o conhecimento sobre o MCI deixou de ser avaliado no concurso para a ECEME, sem, no entanto, deixar de ser motivo de acompanhamento e de estudo pelo sistema de inteligência militar, encarregado de alimentar a Força e seu Comando com as informações necessárias à montagem dos planos de emprego e das tomadas de decisões no cumprimento das missões constitucionais.

Hoje, ao olhar o Brasil e o mundo, podemos avaliar tanto a impropriedade da exclusão politicamente correta da matéria MCI do concurso para a ECEME, quanto a correção da postura profissionalmente correta de não negligenciar da atitude anticomunista e do estudo evolutivo das estratégias do comunismo internacional. A situação da Venezuela, em que pesem as idiossincrasias próprias das suas Forças Armadas, é o melhor exemplo do erro que aqui não se permitiu cometer.

A autocrítica do Partido dos Trabalhadores, divulgada por ocasião de seu último congresso nacional, quando se refere a sua incapacidade para influir na formação dos quadros militares e na promoção dos Generais, atesta a correção da atitude profissional adotada.

Ao contrário do que alardeavam os interessados, o comunismo internacional não deixou de existir nem de atuar e de evoluir após o fim da Guerra Fria e da queda do “Muro de Berlim”, pelo contrário, reformulou inteligentemente seus métodos e estratégias destrutivas, visando, agora, com mais ênfase, o enfraquecimento das estruturas éticas e morais da cultura judaico cristã do mundo ocidental.

Estamos vendo o resultado desse trabalho, aqui, na Europa e nos Estados Unidos, no descoramento das tradições e dos costumes sociais e religiosos em favor de um multiculturalismo estribado na maldição “politicamente correta”, promíscuo e carente de princípios e de valores, que, ao contestar convicções seculares, põe em dúvida a importância da família e introduz no tecido social, dentre outros absurdos, o delirante conceito de “transgeneridade”.

No Brasil e nos demais países geopoliticamente estratégicos para os interesses do comunismo, podemos sentir a presença do MCI, mais vivo e atuante do que nunca, sofrendo outro, mas ainda não o último, revés.

Gen Bda Paulo Chagas

[Vale assistir o vídeo

Donald Trump é eleito o novo presidente dos Estados Unidos da América

Surpresa nas eleições americanas contrariou as previsões
Trump  venceu  Hillary

Ao atingir 276 x 218, é oficializado o anúncio do novo presidente da nação mais poderosa do planeta que lançou um emocionante discurso de agradecimento.

Trump contraria previsões e é eleito presidente dos Estados Unidos

Magnata, que prometeu construir um muro na fronteira com o México, expulsar imigrantes ilegais e proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, será o 45º presidente do país após derrotar a democrata Hillary Clinton

NOVA YORK – O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, o magnata Donald Trump, surpreendeu a maioria dos prognósticos e foi eleito o 45º presidente do país na madrugada desta quarta-feira, 9. Ele contou com um bom desempenho em Estados-chave como Flórida e Ohio e vitórias surpreendentes em Michigan e Wisconsin para tirar os democratas da presidência. De acordo com projeções às 5h30, Trump conquistou o Estado de Wisconsin chegando a 276 delegados – 6 a mais do que os 270 necessários para ser eleito – contra 218 de Hillary.

Pouco antes da confirmação da eleição de Trump o diretor de campanha de Hillary Clinton, John Podesta, discursou para os apoiadores da democrata que acompanhavam a apuração no QG montado pelo partido em Manhattan e afirmou que ela não faria nenhum discurso nesta madrugada, adiando para quarta-feira o reconhecimento da derrota.  “Não teremos nada para dizer nesta noite (madrugada de quarta-feira no Brasil). Então me escutem: todos deveriam ir para casa e dormir. Teremos mais para falar amanhã”, disse Podesta.

O republicano Donald Trump será o 45º presidente dos EUA (FOTO: AFP PHOTO / Timothy A. CLARY)

O republicano Donald Trump será o 45º presidente dos EUA

O resultado da eleição deve provocar profunda mudanças nos Estados Unidos. Ao longo da campanha, sob o lema de “fazer a América grande outra vez”, o magnata prometeu construir um muro na fronteira com o México, expulsar imigrantes ilegais e proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

Além disso, Trump se mostrou favorável a isolar os Estados Unidos no cenário global, dando às costas a acordos comerciais e parcerias militares como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Apesar disso, o candidato se mostrou favorável a uma reaproximação com a Rússia de Vladimir Putin.

Ao longo da campanha, Trump recebeu apoio de ícones da extrema direita americana, como David Duke – ligado à Ku Klux Klan, entidade racista do sul dos EUA – e a milícias de extrema direita.  O candidato também prometeu prender Hillary caso assuma a Casa Branca.

Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos num mundo em mutação, tornou-se a voz da mudança para milhões deles. E ele fez explodir um Partido Republicano com dificuldades para entender seus eleitores e incapaz de encontrar um modo de parar o tornado Trump.

A reação prévia do mercado financeiro mostrou pânico
O presidente eleito mostra-se radical em alguns pontos e o mercado aguarda…

O índice Dow Jones, principal indicador do mercado americano, caiu 500 pontos, ou quase 3%, queda similar à das bolsas asiáticas.

A Bolsa de Tóquio chegou a cair nesta quarta-feira mais de 2% devido ao nervosismo gerado pela vantagem que o magnata abriu sobre a ex-secretária de Estado em vários estados considerados chave neste pleito.

O seletivo Nikkei caía 2,23%, para 16.788,90 pontos, por volta da metade do pregão. O Topix, segundo principal indicador, recuava 2,26%, para 1.332,64 pontos.

A bolsa havia aberto com números positivos, seguindo os passos de Wall Street na véspera e confiante em uma vitória de Hillary Clinton.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo
e agências internacionais

Petrobras tem nota elevada pela Agência Moody's – Lava Jato foi determinante nesse processo

As primeiras reações positivas são notadas naquela que já foi uma das primeiras do mundo. A Petrobras, após medidas adotadas para sanear o que foi feito em 13 anos de governo PT, tem a previsão de recuperação mais acelerada com dedicação ao seu principal objetivo, enxugando outros setores.
Sem Lula, sem Dilma e sem PT e todo esquema de corrupção montado nestes governos, a Petrobras deverá estar em posição confortável em até 5 anos.

Por dois anos, a Petrobras estampou manchetes de jornal protagonizando um dos maiores escândalos de corrupção já vistos.
O escândalo deixou a companhia com uma dívida maior do que a de qualquer outra companhia de petróleo no mundo e ajudou a derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff.

Pedro Parente
Presidente da Petrobras

petrobrasA agência de classificação de riscos Moody’s melhorou a classificação da Petrobras de “B3” para “B2” e mudou a perspectiva de negativa para estável, informou em comunicado nesta sexta-feira (21).

Mesmo assim, a petroleira continua sem o “grau de investimento”, uma espécie de selo de bom pagador. Isso indica que ainda não é considerada uma empresa recomendável para os investidores aplicarem seu dinheiro porque tem um alto risco de dar calote.

Entre os motivos citados pela agência estão o refinanciamento da dívida da estatal e a venda de negócios, além de fatores externos à empresa, como a melhora do sentimento do mercado em relação ao Brasil, após o impeachment de Dilma Rousseff, e a consequente valorização do real em relação ao dólar.

A notícia foi considerada “ótima” e bem-vinda pelo diretor de Estratégia da Petrobras, Nelson Silva. “É muito positivo ver que já existe uma percepção mais positiva com relação à qualidade de crédito da Petrobras”, disse o executivo a jornalistas, após participar de evento do setor de infraestrutura em São Paulo.

Silva, entretanto, disse que a Petrobras tem ainda muito trabalho pela frente. “Temos ainda que executar o plano, entregar os resultados e esperamos que a percepção vá melhorando ao longo do tempo.”

Crise e Lava Jato

A petroleira viu suas finanças se deteriorarem nos últimos anos e enfrenta uma das piores fases já vistas em seus mais de 60 anos, em meio ao escândalo de corrupção investigado pela polícia federal na operação Lava Jato, somado ao alto endividamento e à queda nos preços do petróleo no mercado global.

Desde que começou a Lava Jato, executivos de alto escalão foram presos, a empresa enfrenta processos na Justiça, inclusive nos Estados Unidos, as ações (PETR3PETR4) passaram por grandes instabilidades e a dívida da companhia, que já era grande, aumentou ainda mais.

Avaliação indica risco de calote 

Um governo ou empresa consegue dinheiro vendendo títulos no mercado. Os investidores compram papéis com a promessa de receberem o dinheiro de volta no futuro com juros. Quando um governo ou empresa tem avaliação ruim, considera-se que há risco de dar um calote e não pagar esses investidores.

Se houver desconfiança sobre essa devolução, fica difícil conseguir vender esses títulos, e é preciso pagar mais juros aos investidores para compensar o risco maior. O rating, ou classificação de risco, indica aos investidores se um país, empresa ou negócio é considerado um bom pagador ou não.

O chamado grau de investimento, por exemplo, indica que tem baixo risco de dar calote, e que as aplicações financeiras feitas por investidores estrangeiros nesse país ou empresa terão risco próximo a zero.

Agências falharam na crise de 2008/2009

A classificação das agências de risco é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião supostamente independente a respeito do risco de calote de países, empresas e negócios.

Porém, as agências foram muito criticadas por terem falhado na crise global de 2008/2009. Elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA que afundaram bancos e investidores e geraram a grande crise financeira.

(Com Reuters)

Basta cavar para achar petróleo?
A Lava Jato cavou e achou muita corrupção!

Em março de 2014, tem início a operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação começou investigando grupos criminosos que usavam uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar dinheiro ilícito, mas se expandiu: identificou desvio e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da Petrobras, as principais empreiteiras do país e políticos brasileiros.

Em entrevista à BBC, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, diz:

Acabamos de anunciar um plano estratégico. É um plano de 2017 a 2021. Acredito que é um plano muito bom e sólido. Não foi fácil fazê-lo, mais de cem pessoas da companhia estavam envolvidas, inclusive os executivos-chefes e o comitê executivo. Mas essa foi a parte mais fácil. A parte mais importante é entregar o plano.

Dividimos o plano em dois períodos – os primeiros dois anos e os últimos três. Acho que depois desse período veremos a companhia de volta a seus melhores dias.

Depois de cinco anos, os primeiros anos serão os mais duros em termos financeiros, os anos em que continuaremos nossa parceria e nosso programa de desinvestimento.

Após esses dois anos, nosso plano é chegar a um nível muito mais confortável do que estamos hoje. A data de referência que usamos foi dezembro de 2015. Nessa data, nossa alavancagem, que é o tamanho do débito comparado à geração operacional de recursos, ou nosso Ebitda (geração de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização), estava cinco vezes acima.

Nosso plano é reduzi-lo pela metade até 2018. Significa que não teremos mais de 2,5 vezes nosso Ebitda do mesmo tamanho de nossa dívida.

 da Redação OEB
com Reuters, BBC e UOL

Lula é indiciado pela PF por corrupção em contratos do seu sobrinho em Angola

Como estava previsto, a avalanche de denúncias e provas vão enterrando, cada vez mais, o chefe da organização criminosa, como afirmaram os procuradores que, na ocasião, foram duramente criticados por defensores do indiciado. Foram jornalistas “mais sabedores que as autoridades”, políticos em discursos inflamados e tantos outros verdadeiros desinformantes.

 

Além do ex-presidente, foram indiciados o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o empresário Taiguara Rodrigues, sobrinho do petista, na ampliação da hidrelétrica de Cambambe em 2012

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção. A PF também indiciou o empreiteiro Marcelo Odebrecht e Taiguara Rodrigues, sobrinho de Lula, estes dois por corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente teria beneficiado o sobrinho por meio da Odebrecht em contratos em Angola. Foi na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola, contudo, que o empresário firmou um contrato milionário com a Odebrecht, em 2012, e que está na mira dos investigadores. Sua empresa Exergia fechou um contrato de prestação de serviços para a empreiteira naquele ano no valor de R$ 3,5 milhões.

Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente, já falecida. Morador de Santos, no litoral paulista, ele atuava no ramo de fechamento de varandas e viajou para Angola para começar seus negócios naquele país em 2007.

Lula. Foto: Fernando Donasci/Reuters

Lula. Foto: Fernando Donasci/Reuters

Alvo de mandado de condução coercitiva da Operação Janus, da Polícia Federal, em 20 de maio deste ano, o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos ostenta em seu currículo atuação em obras de empreiteiras financiadas pelo BNDES no exterior na esteira da política de aproximação com países africanos durante os dois mandatos do ex-presidente Lula (2003/2010).

O acerto entre a Odebrecht e a Exergia foi formalizado no mesmo ano em que a empreiteira conseguiu no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento para realizar esse projeto na África. O episódio levou o Ministério Público a abrir inquérito para investigar a suspeita de tráfico de influência de Lula em benefício da empreiteira.

Lula já prestou depoimento sobre o caso. Segundo as investigações da Polícia Federal, a obra recebeu um aporte de US$ 464 milhões do banco público.

Em depoimento à CPI do BNDES no ano passado, o empresário admitiu os contratos com a empreiteira. Na ocasião, o executivo falou por quatro horas à comissão, e disse que o valor é referente a serviços de sondagem, avaliação da topografia e gerenciamento de obras prestados pela empresa. Segundo ele, todos os contratos foram obtidos por meio de licitações dentro da empreiteira.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

Morreu Shimon Peres, ex-presidente de Israel e Prêmio Nobel da Paz

O tempo político de Shimon Peres estende-se por sete décadas, de antes da criação do Estado israelita, em 1948, até ao fim da sua presidência em 2014. Era o último sobrevivente da geração dos “pais fundadores” e o seu percurso confunde-se com a História de Israel. Uma figura de relevo universal.

Shimon Peres, vencedor do Prêmio Nobel da Paz e um dos maiores nomes da política israelense, morreu nesta quarta-feira aos 93 anos. Ele estava hospitalizado desde o dia 14 de setembro, após ter sofrido um acidente vascular cerebral. Com uma carreira de quase 70 anos, Peres ajudou a construir o Estado de Israel, foi várias vezes ministro, duas vezes premiê e é tido como um dos grandes nomes por trás das negociações de paz com os palestinos.

Após ser internado, seu estado de saúde era considerado gravíssimo. Na terça-feira, seu médico havia informado que a situação do ex-primeiro-ministro era grave. Segundo o diagnóstico feito na clínica em Tel-Aviv, onde ele estava internado, Peres teve dano cerebral grave e seus órgãos começaram a apresentar sinais de falência.

Shimon Peres

Ex-presidente de Israel, Shimon Peres

Durante as duas últimas semanas, ele chegou a ter uma melhora, mas ontem a família revelou que Peres vivia “suas últimas horas” e vários parentes já estavam prestando suas últimas homenagens.

Políticos da oposição e membros do gabinete do atual primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, também foram ontem se despedir pessoalmente do ex-líder do país, idolatrado nacionalmente por seu papel na fundação do Estado israelense.

Patriarca
Nascido em Vishnyeva, na Bielo-Rússia – na época, a cidade se chamava Wiszniew e era parte da Polônia –, Peres se mudou para Tel-Aviv, então na Palestina, com 11 anos. Sua carreira na política começou com trabalhos comunitários em kibutzim e integrou a juventude do movimento trabalhista, de tendências socialistas.

Mais tarde, foi um dos artífices dos Acordos de Paz de Oslo, em 1993, negociação que até hoje mais aproximou Israel e Palestina da paz. pelo esforço, Peres recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1994 ao lado do então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat.

Último político da geração dos pais fundadores de Israel ainda vivo, Peres, ministro em diversos governos trabalhistas, assumiu em várias ocasiões as funções de primeiro-ministro e a de presidente, entre 2007 e 2014.

Longevidade
Aos 93 anos, o ex-primeiro-ministro era uma figura bastante ativa na política israelense, principalmente por meio de seu Centro Peres para a Paz, que promove a convivência entre judeus e árabes. De acordo com ele, o segredo de sua longevidade era fazer exercícios diariamente, comer pouco e beber uma ou duas taças de um bom vinho.

Shimon Peres, vencedor do Prêmio Nobel da Paz

Em 1993 Israel ainda participava das Conversações em Madrid que não avançavam e não apresentavam quaisquer resultados.

Yossi Beilin informou a Peres sobre a existência de negociações secretas com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e este compartilhou a informação com Yitzhak Rabin. Em agosto de 1993 Peres e Mahmoud Zeidan Abbas assinaram o primeiro acordo em Oslo.

Em setembro de 1993 foi assinado na Casa Branca o Acordo de Paz de Oslo.

No ano seguinte, Shimon Peres recebeu o Nobel da Paz, juntamente com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat.

Em 1993 Peres publicou seu livro “O Novo Oriente Médio”. Neste livro, ele transmite sua visão sobre o futuro do Oriente Médio, no qual interesses nacionais e econômicos seriam os guardiães da Paz nesta zona.

O nome do livro passou a ser uma expressão utilizada, em especial por parte dos direitistas de Israel, como fantasia irreal e contra as ideias contidas neste livro.

da Redação OEB
com Agência Estado

Temer trabalha para atrair investimentos em sua viagem a Nova York

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Presidente Michel Temer

O presidente Michel Temer, muito mais que uma participação na Assembleia das Nações Unidas, aproveita para, com sua equipe, atrair mais investimentos para o País, consciente da necessidade de se realizar quatro anos em apenas dois. Buscando repetir o sucesso obtido em sua recente viagem à China.

A expectativa do povo brasileiro é uma reação imediata que beneficie a economia e traga de volta os empregos perdidos, a diminuição da inflação… Enfim, a retomada da economia.

O trabalho é árduo. Sobretudo depois de mais de uma década de abandono e má gestão. Mas o mundo tem o dinheiro e busca onde investir. A hora é essa e a política econômica sinaliza para o caminho certo.

Espera-se, nos próximos meses, muitas novidades nos setores prioritários para a retomada e, para isso, concessões estão sendo oferecidas. Concomitantemente, o Estado passará, para a iniciativa privada, o que antes servia como cabides para satisfazer partidos em troca de apoios. A eficiência deverá tomar este lugar.

A economia agradece!

Foto: André Dusek/Estadão
Presidente Michel Temer vai discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque

Presidente Michel Temer vai discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque

Os ministros que acompanham o presidente Michel Temer na viagem para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, começam hoje uma série de encontros com investidores de Wall Street e empresários para mostrar os projetos de infraestrutura do Brasil. Já estão no país o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não está na comitiva que acompanhou o presidente. Ele chega amanhã e participa do almoço que o Temer fará com empresários e investidores para falar do programa de concessões, na quarta-feira.

Já o ministro das Relações Exteriores, José Serra, chegou no sábado e reuniu-se ontem com representantes do Canadá e Mercosul. Para mostrar o programa de concessões, Moreira Franco e outros ministros têm reuniões a partir de hoje com representantes de bancos.

O Citigroup também organiza evento com mais de 30 investidores e gestores de recursos, no hotel onde Temer está hospedado, o elegante Plaza Athénée. Hoje à tarde, Temer participa de entrevista à imprensa e falará sobre o programa de concessões anunciado na semana passada.

Antes do almoço na quarta-feira, Temer e os ministros terão encontro com empresários e presidentes de empresas. Em seguida, ele fará discurso em que deve destacar o ajuste na economia brasileira, principalmente o fiscal, e o programa de concessões. O objetivo do governo é tentar atrair capital externo para projetos no Brasil em áreas como aeroportos, estradas e ferrovias.

Na semana passada, Moreira Franco disse que o objetivo dos encontros é mostrar que o ambiente no Brasil mudou. “Temos a absoluta consciência de que a credibilidade do País, tanto interna quanto externamente, estava muito ruim, a confiança péssima e sobretudo a segurança”. Segundo ele, não havia previsibilidade de como eram as regras e quando as regras mudavam. “Havia intervenção do governo por forças ideológicas equivocadas que agrediam a própria lógica das coisas, como querer fixar uma taxa de retorno e tarifas artificiais.”

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

A segurança em Nova York foi reforçada, depois da explosão de sábado

Terrorismo – EUA

A segurança reforçada conta com grande número de agentes do FBI.
A explosão ocorreu às 20h30 na rua 23, entre a Quinta e a Sexta Avenidas, a poucos metros do Eataly e do prédio Flatiron. As ruas da região estavam cheias de pessoas que aproveitavam a noite de sábado de lua quase cheia nos bares e restaurantes da região, que está entre as mais boêmias de Nova York.

A segurança em Nova York foi reforçada neste domingo, 18, por conta da explosão na noite do sábado, que deixou 29 feridos no bairro de Chelsea, em Manhattan. O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse em entrevista a jornalistas, que ao menos mil policiais adicionais estão patrulhando locais como aeroportos, estações de trem e pontos turístico da cidade.

Cuomo disse que as investigações sobre a explosão continuam, mas não há razão para acreditar que a cidade possa ter outro ataque. “Não temos razão para acreditar neste momento que há alguma ameaça adicional, mas como precaução, vamos deslocar cerca de mil policiais para patrulhar as ruas.” Um outro explosivo foi encontrado a cinco quadras do local da explosão e, segundo Cuomo, foi desativado por um robô. O material, uma panela de pressão com fios ligados a um celular, está sendo investigado.

Foto: REUTERS/Rashid Umar AbbasiOficiais do FBI investigam proximidade do local da explosão no bairro Chelsea, em Manhattan, Nova York, que deixou 29 pessoas feridas

Oficiais do FBI investigam proximidade do local da explosão no bairro Chelsea, em Manhattan, Nova York, que deixou 29 pessoas feridas

Já se admite a hipótese de terrorismo, porém, não se acredita em terrorismo internacional.

A segurança de Nova York já costuma ser reforçada nesta época do ano, mas agora ganha ainda mais reforço. A cidade começa a receber a partir deste domingo chefes de Estados de 193 países para a Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa na terça-feira, 20. O presidente Michel Temer deve chegar por volta das 18h (de Brasília). Nesta segunda, o presidente Barack Obama estará em Nova York para participar de um evento na ONU sobre refugiados e na terça-feira faz seu último discurso na plenária como presidente dos Estados Unidos. Perto da ONU, várias ruas já estão com estruturas de metal para interdição.

O FBI, a polícia de Nova York e oficiais de Washington estão investigando a explosão, disse o governador. Além disso, há um trabalho coordenado com o estado de Nova Jersey, onde ocorreu uma explosão ontem que levou ao cancelamento de uma corrida beneficente. Por enquanto, as autoridades descartam uma correlação entre as duas explosões. “A bomba em Nova Jersey parece ser diferente da usada em Manhattan”, disse Cuomo.

No caso de Nova York, não se sabe quem está por trás da explosão e qual a motivação, mas Cuomo reforçou diversas vezes na entrevista que os culpados serão punidos. Ontem, o prefeito Bill de Blasio disse que foi um “ato intencional”, mas evitou ligar a explosão a uma ação terrorista.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

América Latina tem maior número de usuários de internet e a menor velocidade de rede

O número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório “Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016”, divulgado em San José

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O número de usuários da internet aumentou 20% na América Latina nos últimos cinco anos, mas a velocidade do serviço continua sendo muito deficiente, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

De 2010 a 2015, o número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório “Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016”, divulgado em San José.

Nos últimos cinco anos, os lares conectados à internet aumentaram em média 14,1% ao ano, chegando a 43,4% do total em 2015, o que quase duplicou o índice de 2010.

Parte importante da expansão é atribuída ao aumento da penetração da banda larga nos celulares, que passou de 7% a 58% da população, impulsado pela diminuição dos preços e pela diversidade dos serviços oferecidos.

Nos pacotes de dados pré-pagos, considerando os planos de 30 dias, o custo de contratar 1Mbps (megabit por segundo) como proporção da renda mensal per capita que deve ser destinada para ter acesso ao serviço foi inferior a 2%.

No caso da banda laga fixa, em 2010 era necessário destinar cerca de 18% da renda média mensal para contratar um serviço de 1Mbps, e no início de 2016 essa taxa era de apenas 2%. O maior avanço ocorreu na Bolívia, onde passou de 84,8% a 9%.

Decolagem da banda larga móvel

Até 2010, a penetração da banda larga fixa (BLF) e da banda larga móvel (BLM) era praticamente a mesma na região.

Nos últimos anos, porém, a taxa de crescimento médio anual das contratações da BLM foi de 55,3%, enquanto a da BLF foi de 11% e o número total de assinaturas móveis cresceu 802,5%, ante 68,9% das conexões fixas.

“A cobertura das redes móveis e a diversidade e a acessibilidade dos dispositivos explicam a forte difusão da alternativa móvel”, explica a Cepal.

Com um crescimento de 4.000% entre 2010 e 2015, o Peru foi o país que registrou a maior expansão da BLM, enquanto Brasil, Uruguai e Argentina tiveram aumentos de entre 500% e 1.300%, segundo a Cepal. O país com a menor taxa foi a Venezuela, com um aumento de 116%.

A passos lentos

Apesar dos avanços, ainda “estão pendentes problemas relacionados com a qualidade e a equidade do acesso à internet”, adverte a Cepal.

Em termos de qualidade do serviço, “nenhum país da região tem pelo menos 5% das suas conexões com velocidades maiores de 15Mbps, enquanto que nos países avançados a porcentagem de conexões desta velocidade é próxima a 50%”.

Em relação à banda larga fixa, a média da velocidade é de 4,7 Mbps, sendo o Chile o país com a maior velocidade (7,3 Mbps) e a Venezuela com a menor (1,9 Mbps).

A velocidade de acesso da BLF é chave para os processos produtivos e para o salto que a América Latina deveria dar para aumentar seus índices de crescimento econômico.

“Nos países mais avançados na matéria, como a Coreia do Sul e a Noruega, os números de conexões acima de 15 Mbps ultrapassam 50%”, afirma o relatório.

Chile, Uruguai e México apresentam os melhores rendimentos, com 15% das suas conexões acima de 10 Mbps e cerca de 4% acima de 15 Mbps. Bolívia, Paraguai e Venezuela são os mais atrasados, com 0,5% de conexões de mais de 10 Mbps e 0,2% de conexões acima de 15Mbps.

Na região persistem também as diferenças no acesso de acordo com a distribuição de renda e entre as zonas rurais e urbanas.

Sobre o uso, as redes sociais são a atividade principal dos latino-americanos na internet. Um estudo anterior da Cepal mostrou que 78,4% dos usuários de internet na região participam de redes sociais, ante uma média mundial de 63,6%.

da Redação OEB
com Agência AFP

Síria: uma trégua e muitas dúvidas

Uma trégua negociada por Washington e Moscou entrou em vigor na tarde desta segunda-feira na Síria, apesar de ser recebida com ceticismo a respeito de seu cumprimento ou não.

O acordo estipula um primeiro cessar-fogo de 48 horas a partir das 19H00 local (13H00 de Brasília) desta segunda nas regiões que não estão em mãos de extremistas como os do grupo Estado Islâmico (EI).

O exército sírio anunciou imediatamente a suspensão de suas operações militares até a meia-noite do próximo domingo.

Mesmo assim, a oposição ainda não havia expressado formalmente seu consentimento em relação ao acordo.

“A situação está em geral tranquila em todas as frentes, especialmente nas regiões de Damasco, Aleppo e Idleb, exceto por alguns foguetes lançados do sul logo antes do início da trégua”, disse à AFP Rami Abdel Rahma, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O acordo entre russos e americanos pode “ser a última oportunidade de salvar” a Síria, declarou o secretário de Estado, John Kerry, algumas horas após o início da trégua.

“Achamos que a única solução realista e possível para o conflito é, no fim das contas, uma solução política”, insistiu Kerry, destacando que ainda é “muito cedo para se tirar conclusões” sobre o sucesso da trégua.

O cessar-fogo tentará mais uma vez por fim ao derramamento de sangue que desde 2011 atinge a Síria, além de permitir conceder ajuda humanitária a milhares de civis.

Segundo o correspondente da AFP, na parte pró-regime em Aleppo o último disparo procedente do setor rebelde foi ouvido às 18H55 (12H55 Brasília). Na parte controlada pela rebelião reinava a calma desde às 17H00 (11H00).

Pouco antes que começasse a trégua, o general russo Sergei Rudskoi afirmou que o cessar-fogo alcançaria todo o país, mas que Moscou continuará atacando “objetivos terroristas”.

Se o cessar-fogo for mantido por uma semana, Rússia e Estados Unidos iniciarão – de forma inédita – ataques conjuntos contra os extremistas do EI, e da Frente Fateh Al Sham, ex-Frente al Nusra, facção síria da Al-Qaeda.

Depois de várias tentativas infrutíferas, principalmente a de fevereiro passado, persistem muitas incertezas sobre a possibilidade de se por fim a uma guerra que já deixou 290.000 mortos e expulsou de seus lares milhões de sírios.

– Reconquista

O presidente sírio Bashar al Assad de certa forma reduziu as esperanças de um rápido cessar dos combates ao declarar nesta segunda que quer recuperar todo o território que ainda não está sob controle de seu regime.
AFP / Omar haj kadour Pessoas feridas após bombardeio, em Idleb, Síria, no dia 10 de setembro de 2016

“O Estado sírio está determinado a recuperar todas as regiões que estão nas mãos dos terroristas e a restabelecer a segurança”, declarou Assad à imprensa estatal durante uma visita ao ex-reduto rebelde de Daraya, perto de Damasco.

O regime utiliza a palavra “terrorista” para fazer referência a rebeldes e jihadistas.

“Existem aqueles que têm ilusões e há cinco anos não se livraram das ilusões”, afirmou o presidente sírio, a respeito da oposição, de acordo com declarações divulgadas pela agência oficial Sana.

“Alguns apostavam em promessas do exterior”, disse, em referência aos apoiadores da oposição, como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Arábia Saudita ou Turquia.

“Estas promessas não se concretizarão”, concluiu.

– Garantias

A oposição síria, por sua vez, pediu garantias sobre a aplicação da trégua.

“Queremos saber quais são as garantias. Esperamos que existam garantias e pedimos garantias especialmente dos Estados Unidos, que é parte envolvida no acordo de trégua”, afirmou à AFP Salem al-Muslet, porta-voz do Alto Comitê de Negociações (ACN) da oposição síria.

O anúncio da trégua na sexta-feira aconteceu após semanas de negociações entre Estados Unidos e Rússia, que apoiam respectivamente a rebelião e o regime, e no momento em que os insurgentes passam por dificuldades militares, depois de uma derrota na última batalha de Aleppo.

“Estamos revisando completamente (o acordo). É realmente importante conhecer os níveis de compromisso de todas as partes no acordo, especialmente os Estados”, disse Muslet.

“Qual é a definição escolhida para “terrorismo” e qual será a resposta em caso de violação?”, questiona.

O influente grupo rebelde islamita sírio Ahrar al-Sham, por sua vez, rejeitou o acordo de trégua entre Estados Unidos e Rússia, alegando que servirá apenas para “reforçar” o governo de Damasco e “aumentar o sofrimento” do povo.

Ahrar al-Sham foi o primeiro grupo rebelde a reagir oficialmente ao acordo firmado esta semana entre russos e americanos, em Genebra. Os demais grupos rebeldes – islamitas e não islamitas – e a oposição política ainda não deram uma resposta oficial.

“O povo (sírio) não pode aceitar soluções pela metade”, afirmou Ali el Omar, subcomandante-geral do grupo, em discurso divulgado no YouTube por ocasião da Aid al-Adha, a Festa do Sacrifício, que se celebra amanhã.

“O acordo russo-americano (…) faz evaporar todos os sacrifícios e avanços do nosso povo em revolta. Apenas contribui para reforçar o governo e encurralar militarmente a revolução”, denunciou.

Ele rejeitou ainda o segundo ponto do acordo, em virtude do qual Washington deveria convencer os rebeldes a se dissociar de um importante aliado extremista – a Frente Fateh al-Sham (ex-Frente Al-Nusra). Este último, afetado pelo acordo apenas de forma indireta, também reagiu no Twitter.

“É simples. O acordo russo-americano trata da eliminação daqueles que protegem os sírios”, indicou Mostafa Mahamed, um de seus porta-vozes, referindo-se ao grupo.

da Redação OEB
com Agência AFP