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Impeachment causado pelo caso Odebrecht mostra-se inevitável no Peru

Os analistas alertam que a economia peruana sofrerá um forte impacto com a incerteza política e a Igreja católica apelou para que se evite um aprofundamento da crise.

ANDINA/AFP/Arquivos / ANDINA Pedro Pablo Kuczynski afirma que jamais mentiu sobre seus vínculos com a Odebrecht

O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, comparece nesta quinta-feira (21) diante do Congresso para se defender das acusações sobre seus vínculos com a construtora Odebrecht, mas as possibilidades de evitar um impeachment parecem mínimas.

“Já me condenaram antecipadamente”, afirmou Kuczynski em um recurso apresentado nesta quarta a um tribunal constitucional de Lima.

“Em nenhum momento foi convocado para prestar depoimento na comissão da Lava Jato no Congresso sobre a informação que o vinculava à Odebrecht”, destaca o recurso.

Em entrevista coletiva, Kuczynski destacou que a comissão parlamentar “ignorou sua disposição de esclarecer” o caso e “motivou o Parlamento a debater a vacância presidencial por incapacidade moral permanente sem qualquer prova determinante”, proposta que o Congresso “admitiu autoritariamente”.

Kuczynski corre o risco de virar o primeiro presidente a perder seu posto por causa da Odebrecht, que admitiu ter pagado milhões de dólares em propinas em vários países latinos-americanos para obter importantes contratos de obras públicas.

“Eu não menti, não sou corrupto”, insistiu.

Os analistas alertam que a economia peruana sofrerá um forte impacto com a incerteza política e a Igreja católica apelou para que se evite um aprofundamento da crise.

“A sorte do presidente Kuczynski está lançada”, afirmou à AFP o analista político Luis Benavente, que prevê que o presidente de centro-direita será destituído ainda nesta quinta.

A pedido de Kuczynski, a OEA enviará uma missão a Lima para observar o processo de impeachment. O grupo será integrado por Jean Michel Arrighi, secretário de Assuntos Jurídicos da organização, e por Gustavo Cinosi, assessor sênior do secretário-geral, Luis Almagro.

O primeiro-vice-presidente peruano, Martín Vizcarra, que assumiria o governo caso destituam o presidente, chegou ao Peru e afirmou sua lealdade ao presidente.

“O presidente me pediu que retorne hoje e aqui estou, ao lado do presidente. Primeiro para escutá-lo e para que esclareçam todas as dúvidas”, disse à imprensa Vizcarra, que também é embaixador peruano no Canadá.

– Cinco milhões de dólares? –

Kuczynski apresentará suas alegações das 09h locais (12h, hora de Brasília) a um Congresso dominado pela oposição, decidido a destituí-lo, oito dias depois de o escândalo Odebrecht fazer outra vítima proeminente, o vice-presidente equatoriano Jorge Glas, condenado a seis anos de prisão por receber propinas.

AFP / Gustavo IZUS, Nicolas RAMALLO Pedro P. Kuczynski

Empresário de 79 anos com experiência e amigos em Wall Street, Kuczynski alega que nunca recebeu pagamentos ilegais da empresa brasileira, mas três em cinco peruanos consideram que ele deve deixar o poder, segundo pesquisas de opinião.

Depois de ouvir as alegações do chefe de Estado, o Congresso unicameral manterá um debate antes de iniciar a votação pelo impeachment por ter ocultado que empresas vinculadas a ele prestaram assessoria para a Odebrecht, pelas quais pagou quase cinco milhões de dólares.

Para aprovar a vacância por “incapacidade moral permanente” de Kuczynski, com base em que negou insistentemente os vínculos com a empreiteira para depois ser desmentido pela própria empresa, são necessários 87 dos 130 votos do Parlamento.

Os votos parecem certos, visto que o processo de impeachment foi solicitado por 93 legisladores.

– Fora todos –

O partido fujimorista Força Popular, que mantém contra as cordas Kuczynski desde que começou seu mandato, em julho de 2016, exigiu há alguns dias sua renúncia para evitar o impeachment.

Mas os acordos do presidente tampouco estão isentos de suspeitas: a própria líder do Força Popular, Keiko Fujimori (filha do ex-presidente detido Alberto Fujimori), é investigada por causa da Odebrecht e terá que depor na Procuradoria. Ela deveria fazê-lo nesta quarta-feira, mas pediu para adiar a entrega de seu testemunho.

Em sinal da desconfiança com os políticos peruanos, organizações sociais e sindicais convocaram uma “grande marcha nacional” para esta quarta-feira para exigir “que todos os corruptos vão embora”.

A Odebrecht admitiu ter pago 29 milhões de dólares em propinas para obter obras no Peru entre 2004 e 2015, período que abarcou os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), do qual Kuczynski foi ministro; Alan García (2006-2011); e Ollanta Humala (2011-2016).

Humala permanece em prisão preventiva, acusado de receber três milhões de dólares para sua campanha eleitoral de 2011, enquanto que contra Toledo pesa uma ordem de extradição dos Estados Unidos, por supostamente receber 20 milhões de dólares em propinas para conceder à Odebrecht a construção de uma rodovia.

– O crescimento econômico em risco –

O caso Odebrecht e o processo de destituição estão provocando prejuízos econômicos.

Embora o Peru registre um crescimento superior ao de seus vizinhos (3,9% em 2016), o país teve que cortar em um ponto percentual suas expectativas para 2017 a 3,8% devido à paralisação de algumas obras.

Kuczynski previu em julho que a economia peruana cresceria mais de 4% em 2018 com a retomada dos grandes projetos de infraestrutura, mas esta meta agora parece distante.

O legislador governista Juan Sheput propôs que se o Congresso destituir Kuczynski, os dois vice-presidentes peruanos renunciem. Isto obrigaria a convocação de novas eleições, o que provocaria maiores turbulências econômicas, segundo analistas.

da Redação OEB
com Agência AFP

A gigante Boeing discute adquirir brasileira Embraer [vídeo]

A terceira empresa do setor na classificação mundial preocupa suas parceiras gigantes

A gigante americana de aviação Boeing discute a compra da brasileira Embraer, visando a fortalecer seu portfólio regional no mercado de aeronaves. A informação, noticiada pelo Wall Street Journal nesta quinta-feira (21), fez os papéis da companhia sediada em São José dos Campos se valorizarem.

As duas empresas discutiram um valor “relativamente alto” pela aquisição, mas as negociações estão suspensas enquanto os dois lados esperam a posição do governo brasileiro sobre o negócio, disse o jornal, citando fontes anônimas.

A Embraer foi criada pelo governo em 1969 e privatizada em 1994. No processo, o Estado manteve “ações de ouro”, que lhe dão direito a veto.

A Boeing não comentou essas informações.

A Airbus, concorrente europeia da americana, assinou um acordo para assumir uma participação majoritária na produção de aviões da canadense Bombardier. A associação foi revelada em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá lançada por uma queixa da Boeing sobre a Bombardier.

A aquisição da Embraer daria à Boeing um portfólio de aeronaves que poderia competir, em alguns casos, com os aparatos da Bombardier.

As ações da Embraer subiram 21% na Bovespa após o anúncio da possível fusão. Às 16H22 de Brasília, a ação da empresa avançou 21,10%, dando forte impulso ao índice Ibovespa, que teve alta de 2,12%.

da Redação OEB
com Agência AFP

Líderes latino-americanos em xeque por causa do escândalo Odebrecht – Lula na mira

Lava Jato refletindo-se no mundo!

Líderes latino-americanos em xeque por causa do escândalo Odebrecht – 

ANDINA/AFP/Arquivos / HO O presidente peruano pode ser o primeiro a ser destituído por causa do escândalo da Odebrecht

O escândalo causado pela empreiteira brasileira Odebrecht colocou em xeque vários líderes latino-americanos, mas o peruano Pedro Pablo Kuczynski pode ser o primeiro presidente a perder o cargo.

O presidente comparece nesta quinta-feira ante o Congresso para defender-se contra as acusações de que empresas ligadas a ele receberam quase cinco milhões de dólares por assessorar a empresa brasileira.

Seu destino parece estar selado: 93 dos 130 deputados do Parlamento peruano pediram a abertura do processo de impeachment, enquanto são necessários 87 votos para destituí-lo.

Sua provável saída levaria o Peru a um período de incerteza, impactando o crescimento econômico.

– Um vice-presidente na prisão –

O caso Odebrecht, que reconheceu ter pago bilhões em propina para obter licitações, foi particularmente arrebatador no Peru.

O ex-presidente Ollanta Humala (2011-2016) e sua esposa estão em prisão preventiva por supostamente receberem US$ 3 milhões para sua campanha. E contra o ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006) há um mandado de prisão e pedido de extradição dos Estados Unidos por supostamente beneficiar de 20 milhões.

O Equador também não foi poupado desse terremoto político.

Seu vice-presidente, Jorge Glas, foi condenado na quarta-feira passada a seis anos de prisão por associação ilícita após receber 13,5 milhões de dólares em subornos.

Sua condenação “marca uma ruptura com o ocultamento da corrupção ocorrida durante o governo de Rafael Correa” (2007-2017), de acordo com o cientista político Simón Pachano, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) em Quito.

Lula na mira

AFP/Arquivos / MAURO PIMENTELLa justicia brasileña investiga si Odebrecht pagó a Lula un terreno para su instituto en Sao Paulo y si ofreció a su familia un apartamento en una localidad cercana

O Brasil é o outro país onde a Odebrecht deixou vítimas, embora seja apenas um capítulo da Operação Lava Jato que investiga os subornos pagos por grandes empresas de construção a partidos e políticos para obter contratos com a Petrobras.

A empresa tinha um departamento dedicado à gestão e distribuição de propinas aos políticos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) está com o laço em volta do pescoço por seu suposto envolvimento.

A Justiça investiga se a Odebrecht pagou um terreno para seu instituto em São Paulo e se ofereceu À sua família um apartamento.

No âmbito da Lava Jato, Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por receber um triplex em Guarujá.

Se sua condenação for confirmada em segunda instância, poderá ir à prisão e ficará de fora das eleições presidenciais de 2018.

Nesse sentido, o analista político Mauricio Santoro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), ressalta que “a eventual queda do presidente peruano provavelmente será usada nas eleições brasileiras para criticar os governos do Partido dos Trabalhadores” de Lula e de Dilma Rousseff, destituída em 2016.

O diretor-executivo da empreiteira, Marcelo Odebrecht, foi condenado a 20 anos de prisão pelo caso, depois reduzido para dez. No dia 19 de dezembro, foi para o regime de prisão domiciliar por colaborar com a Justiça, depois de passar dois anos e meio em uma prisão em Curitiba.

Suas delações permitiram abrir investigações contra oito ministros do atual presidente, Michel Temer, um terço do Senado e cerca de 40 deputados.

O mandato do próprio Temer também foi atingido por denúncias sobre a suposta doação da Odebrecht para a candidatura presidencial da chapa com Dilma, embora a justiça eleitoral tenha absolvido em junho deste ano.

As garras da construtora brasileira também apontaram para a Venezuela, onde disse que havia desembolsado 98 milhões de dólares.

O presidente Nicolás Maduro se viu envolvido na polêmica, mas a justiça – acusada pela oposição de ser partidária – freou as acusações e descartou investigá-lo.

Os tentáculos também alcançaram dois filhos do ex-mandatário panamenho Ricardo Martinelli (2009-2014) e três de seus ministros, todos acusados, e o ex-diretor-geral da petroleira estatal Petroleos Mexicanos (Pemex), o único investigado em seu país e acusado de aceitar ao menos 10 milhões de dólares.

da Redação OEB
com Agência AFP

Crianças morrem de fome na crise da Venezuela [by NYT]

Nos últimos cinco meses, ‘New York Times’ visita 21 hospitais em 17 Estados e constata a falência do sistema de saúde venezuelano

Meredith Kohut e Isayen Herrera, THE NEW YORK TIMES

Pais ficam dias sem comer, emagrecem e chegam a pesar quase o mesmo que os filhos

O problema da fome assola a Venezuela há anos, mas agora a desnutrição está matando as crianças em ritmo alarmante. Por cinco meses, o New York Times acompanhou o cotidiano hospitais públicos venezuelanos e, segundo os médicos, o número de mortes por desnutrição é recorde.

Velório de bebê

Velório de bebê de 17 meses em San Casimiro: família não consegue comprar fórmula para substituir leite materno  Foto: Meridith Kohut/The New York Times
Desde que a economia da Venezuela começou a ruir, em 2014, protestos por falta de comida se tornaram comuns. Também virou rotina ver soldados montando guarda diante de padarias e multidões enfurecidas saqueando mercados.

As mortes por desnutrição são o segredo mais bem guardado do governo de Nicolás Maduro. Nos últimos cinco meses, o New York Times entrevistou médicos de 21 hospitais em 17 Estados. Os profissionais descrevem salas de emergência cheias de crianças com desnutrição grave, um quadro que raramente viam antes da crise.

“As crianças chegam em condições muito graves de desnutrição”, disse o médico Huníades Urbina Medina, presidente da Sociedade Venezuelana de Pediatria. De acordo com ele, os médicos venezuelanos têm se deparado com casos de desnutrição semelhantes aos encontrados em campos de refugiados.

Jovens recolhem comida no lixo
Jovens se juntam a gangues de rua para vasculhar o lixo no centro de Caracas  Foto: Meridith Kohut/The New York Times

Para muitas famílias de baixa renda, a crise redesenhou completamente a paisagem social. Pais preocupados ficam dias sem comer, emagrecem e chegam a pesar quase o mesmo que seus filhos. Mulheres fazem fila em clínicas de esterilização para evitar bebês que não possam alimentar.

Jovens que deixam suas casas e se juntam a gangues de rua para vasculhar o lixo atrás de sobras carregam na pele cicatrizes de brigas de faca. Multidões de adultos avançam sobre o lixo de restaurantes após os estabelecimentos fecharem. Bebês morrem porque é difícil encontrar e pagar pela fórmula artificial que substitui leite materno, até mesmo nas salas de emergência.

“Às vezes, eles morrem de desidratação nos meus braços”, afirmou a médica Milagros Hernández, na sala de emergência de um hospital pediátrico na cidade de Barquisimeto. Ela diz que o aumento de pacientes desnutridos começou a ser notado no fim de 2016. “Em 2017, o aumento foi terrível. As crianças chegam com o mesmo peso e tamanho de um recém-nascido.”

Antes de a economia entrar em colapso, segundo os médicos, quase todos os casos de desnutrição registrados nos hospitais públicos eram ocasionados por negligência ou abusos por parte dos pais. Quando a crise se agravou, entre 2015 e 2016, o número de casos no principal centro de saúde infantil da capital venezuelana triplicou.

Pais alimentam filhos em Caracas
Pais ficam dias sem comer, emagrecem e chegam a pesar quase o mesmo que os filhos Foto: Meridith Kohut/The New York Times

Nos últimos dois anos, a situação ficou ainda pior. Em muitos países, a desnutrição grave é causada por guerras, secas ou algum tipo de catástrofe, como um terremoto”, disse a médica Ingrid Soto de Sanabria, chefe do departamento de nutrição, crescimento e desenvolvimento do hospital. “Mas, na Venezuela, ela está diretamente relacionada à escassez de comida e à inflação.”

O governo venezuelano tem tentado encobrir a crise no setor de saúde por meio de um blecaute quase total das estatísticas, além de criar uma cultura que deixa os profissionais com medo de relatar problemas e mortes ocasionados por erros do governo.

As estatísticas, porém, são estarrecedoras. O relatório anual do Ministério da Saúde, de 2015, indica que a taxa de mortalidade de crianças com menos de 4 semanas aumentou em 100 vezes desde 2012, de 0,02% para pouco mais 2% – a mortalidade materna aumentou 5 vezes no mesmo período.

Por quase dois anos, o governo venezuelano não publicou nenhum boletim epidemiológico ou estatísticas relacionadas à mortalidade infantil. Em abril, porém, um link apareceu subitamente no site do Ministério da Saúde conduzindo os internautas a boletins secretos. Os documentos indicavam que 11.446 crianças com menos de 1 ano morreram em 2016 – um aumento de 30% em um ano.

Os dados ganharam manchetes nacionais e internacionais antes de o governo declarar que o site tinha sido hackeado. Em seguida, os relatórios foram retirados do ar. Antonieta Caporale, ministra da Saúde, foi demitida e a responsabilidade de monitorar os boletins foi passada aos militares. Nenhuma informação foi divulgada desde então.

Os médicos também são censurados nos hospitais e frequentemente alertados para não incluir desnutrição infantil nos registros. “Em alguns hospitais públicos, os diagnósticos clínicos de desnutrição foram proibidos”, afirmou Urbina.

No entanto, médicos entrevistados em 9 dos 21 hospitais investigados mantiveram ao menos algum tipo de registro. Eles constataram aproximadamente 2,8 mil casos de desnutrição somente no último ano – e crianças famintas regularmente sendo levadas para a emergência. Quase 400 delas morreram, segundo os pediatras. “Nunca na minha vida vi tantas crianças famintas”, afirmou a médica Livia Machado, pediatra que oferece consultas grátis em uma clínica particular.

da Redação OEB
com New York Times

Decisão dos EUA sobre Jerusalém será votado pelo Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira

AFP / Nicholas Kamm O presidente americano, Donald Trump

O Conselho de Segurança da ONU votará nesta segunda-feira o projeto de resolução que rejeita a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, informaram fontes diplomáticas.

O Egito pediu hoje que fosse realizada esta votação, um dia após a circulação do texto que pede que a decisão unilateral tomada pelos Estados Unidos seja revogada, indicaram diplomatas à AFP.

É provável que os Estados Unidos vetem o projeto de resolução.

A decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel recebeu uma reprovação quase unânime da comunidade internacional.

O projeto de resolução que será votado na segunda-feira indica que o estatuto de Jerusalém “tem que se resolver pela negociação” e que faz parte das “preocupações profundas sobre as recentes decisões acerca de Jerusalém”, sem citar os Estados Unidos.

O texto ainda indica que “toda decisão ou ação destinada a alterar o caráter, o estatuto, ou a composição demográfica” de Jerusalém “não tem força legal, é nula e não legítima e tem que ser revogada”.

Israel tomou o controle da parte oriental da cidade durante a Guerra Seis Dias, em 1967, e vê toda Israel como sua capital, enquanto os palestinos querem a parte ocidental como capital em um Estado futuro.

Várias resoluções da ONU pedem para Israel se retirar do território apropriado em 1967 e reafirmam a necessidade de interromper a ocupação dessas terras.

da Redação OEB
com Agência AFP

Jerusalém Oriental como capital palestina é desejo dos líderes muçulmanos

“Vários grandes países do mundo muçulmano não querem entrar em conflito com os Estados Unidos, tampouco com Israel, em um contexto de tensões religiosas crescentes com o Irã”, explica Sinan Ülgen

Líderes muçulmanos querem Jerusalém Oriental como capital palestina

AFP / YASIN AKGULLíderes muçulmanos reunidos em Istambul pediram nesta quarta-feira que o mundo reconheça Jerusalém Oriental como capital de um Estado palestino, em resposta à decisão americana de reconhecer a cidade Santa como capital de Israel

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e líderes muçulmanos reunidos em Istambul pediram nesta quarta-feira (13) ao mundo o reconhecimento de Jerusalém Oriental como “capital da Palestina”, em reação à decisão americana de reconhecer a Cidade Santa como capital de Israel.

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Lava Jato – US$ 782 mil foi pago pela Odebrecht em consultoria de Kuczynski no Peru

Uma avalanche interminável de apurações que não podem ser evitadas, por mais que tentem obstruir a operação da Força Tarefa que se tornou referência mundial no combate à corrupção.

AFP/Arquivos / Ernesto BENAVIDESO presidente peruano, Pedro Paulo Kuczynski, nega envolvimento no escândalo Odebrecht

A empreiteira Odebrecht, processada pelo pagamento de subornos a autoridades e políticos, revelou nesta terça-feira ter pagado 782.207 dólares por consultorias a uma empresa do presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, informou nesta quarta (13) o Congresso.

Os dados foram fornecidos pela empresa à comissão parlamentar que investiga o caso Lava Jato no Peru. Um dos pagamentos foi feito quando Kuczynski era ministro do governo do ex-presidente Alejandro Toledo, hoje acusado de receber propina de 20 milhões de dólares da gigante brasileira.

“Um documento assinado por Mauricio Cruz, representante da Odebrecht Peru, destaca que a empresa ligada diretamente a Pedro Pablo Kuczynski prestou serviço de consultoria por 782.207 dólares à empresa do grupo Odebrecht”, diz uma nota informativa do Congresso.

A presidente da comissão, Rosa Bartra, explicou que “a consultoria foi realizada entre 16 de fevereiro de 2004 e 28 de julho de 2006, período em que Kuczynski ocupou o pasta do Ministério da Economia e das Finanças e foi presidente do Conselho de Ministros, além de outras consultorias em 2007”.

Bartra apontou que a empresa citada, a Westfield Capital, pertence ao mandatário e que forneceu um total de sete consultorias à construtora.

Duas delas são relacionadas à estrada interoceânica, que a Odebrecht admite ter pagado 20 milhões de dólares em subornos para obter a concessão ao então presidente Toledo (2001-2006), contra quem existe uma ordem de extradição dos Estados Unidos.

Em novembro, Kuczynski tinha negado os vínculos com a construtora brasileira, depois que o ex-diretor-executivo da empresa, Marcelo Odebrecht, disse aos promotores peruanos que o contratou para uma consultoria privada.

No último sábado, Kuczynski admitiu na rádio RPP que realizou uma consultoria por meio da empresa First Capital – empresa de um ex-sócio – para o projeto H2Olmos, um consórcio integrado pela Odebrecht.

Entre 2006 e 2013, a First Capital recebeu mais de 4 milhões de dólares por assessorias à Odebrecht, segundo informações da comissão.

Bartra disse à imprensa que, com toda a informação coletada, espera que o presidente compareça à convocação da comissão investigadora no Congresso. Até agora, o mandatário se negou a se apresentar e preferiu responder por escrito às perguntas que os parlamentares enviaram.

“São quase 5 milhões de dólares que o atual presidente da República teria recebido através das empresas mencionadas”, destacou Bartra, do partido opositor Força Popular, que controla o Parlamento.

A Odebrecht admite ter pago 29 milhões de dólares em subornos no Peru entre 2005 e 2014.

As revelações motivaram uma reunião de Kuczynski com seu gabinete. O presidente, que inicialmente se negava a comparecer diante de uma comissão investigadora, mudou sua posição.

“Entregaram à imprensa informação de pagamentos feitos pela Odebrecht, dando a entender que seriam honorários pagos a minha pessoa. Diante disto (…) decidi me reunir com esta comissão”, disse o presidente à rádio RPP.

“A renda que obtive como profissional está registrada e tributada. Não há nada irregular”.

O escândalo Odebrecht no Peru já levou à prisão preventiva do ex-presidente Ollanta Humala (2011-2016) e de sua mulher. Eles teriam recebido 3 milhões de dólares para a campanha eleitoral de forma irregular.

A Justiça peruana também solicitou a extradição do ex-presidente Alejandro Toledo, dos Estados Unidos, por envolvimento no caso.

da Redação OEB
com Agência AFP

Fim do Estado Islâmico é decretado

‘É claro que haverá vestígios, mas a base e as raízes foram destruídas’, disse Hassan Rohani em discurso transmitido ao vivo pela TV. General iraniano responsável por operações fora das fronteiras do país também proclamou derrota do grupo.

Presidente iraniano Hassan Rohani proclamou nesta terça-feira (21) o fim do grupo Estado Islâmico (EI) em um discurso transmitido ao vivo na televisão pública.

A derrota da organização fundamentalista sunita também foi proclamada pelo general Qassem Soleimani, um alto líder do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em uma mensagem enviada ao guia supremo do Revolução islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, que era transmitido pela Sepah News, o site dos Guardiões.

Hassan Rohani se reunirá quarta-feira (22) na Rússia com seus homólogos russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir o conflito sírio.

“Hoje, guiado por Deus e a resistência dos povos na região, podemos dizer que esse mal foi ou removido da cabeça das pessoas ou diminuído”, disse Hassan Rohani sobre o grupo EI. “É claro que haverá vestígios, mas a base e as raízes foram destruídas”, acrescentou o presidente.

General Soleimani comanda a Força al Quds, o ramo dos Guardiões responsáveis ​​por operações fora das fronteiras do Irã.

Vídeos e fotos dele na linha de frente nas batalhas contra o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria foram transmitidos repetidamente pela mídia iraniana nos últimos anos. Mil Guardiões, incluindo altos comandantes, foram mortos na Síria e no Iraque.

A guerra na Síria entrou em uma nova fase com a tomada de Albou Kamal, no fim de semana passado, pelo exército sírio e seu aliados, última cidade importante ocupada pelo grupo Estado Islâmico no país.

Na clandestinidade

Após essa derrota em Albou Kamal, restam ao grupo EI apenas algumas aldeias ao longo do Eufrates, bem como alguns sítios aqui e ali na Síria.

Na semana passada, a imprensa iraniana exibiu fotos de general Soleimani em Albou Kamal.

No Iraque, as forças iraquianas retomaram na sexta-feira a cidade de Raoua, última cidade controlada pelo Estado islâmico.

Aqueles que estão lutando contra o EI na Síria e no Iraque acreditam que a organização fundamentalista sunita agora atuará na clandestinidade e realizará uma guerrilha urbana ativando células dormentes.

da Redação OEB
com conteúdo G1

Odebrecht é multada pela Suíça e pagará valores bilionários

Odebrecht e Braskem vão pagar valores bilionários e revelar ‘vasto caso de corrupção, nacional e internacional’ à Operação Lava Jato.

As revelações deverão trazer à tona o envolvimento de pessoas e empresas estrangeiras e envolver mais responsáveis no Brasil, como resultado do aprofundamento das investigações e colaboração internacional.

A Justiça suíça condenou nesta quarta-feira a Odebrecht e a sua filial, CNO, protagonistas do escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, a pagarem mais de 200 milhões de francos suíços (aproximadamente 195 milhões de dólares)

A Justiça suíça condenou nesta quarta-feira a Odebrecht e a sua filial, CNO, protagonistas do escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, a pagarem mais de 200 milhões de francos suíços (aproximadamente 195 milhões de dólares).

“Esta condenação faz parte das conclusões do processo judicial iniciado pela Suíça e coordenada com o Brasil e os Estados Unidos”, afirmou a procuradoria em comunicado.

No acordo de leniência firmado entre o Ministério Público Federal e as empresas Odebrecht e Braskem, consta o monitoramento por ‘profissionais especializados’ durante dois anos, supervisionados pela Procuradoria da República.

R$ 2,3 bilhões serão devidos ao Brasil, para fins de ressarcimento das vítimas. A Odebrecht se obrigou a pagar o equivalente a R$ 3,828 bilhões e, deste valor, aproximadamente R$ 3 bilhões serão destinados ao Brasil, para ressarcir vítimas.

“De maneira inédita em acordos de leniência no Brasil, as empresas do grupo Odebrecht e Braskem concordaram em se sujeitar a monitoramento independente pelo prazo médio de dois anos, que será realizado por profissionais especializados, às custas da empresa e sob supervisão do Ministério Público Federal”, informa a força-tarefa da Lava Jato.

Esses compromissos são parte de acordo global firmado pelas empresas com autoridades brasileiras, suíças e dos Estados Unidos concomitantemente.

da Redação OEB
com Agência AFP e dados da Lava Jato

Quais são as ações penais que Lula enfrenta até o momento?

Muitos questionam o por que de Lula não estar preso, mas ignoram quais processos e a situação de cada um deles que correm nas várias instâncias.

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Entenda por que Luiz Inácio Lula da Silva, fundador do PT, é alvo de ações penais e inquéritos na Justiça Federal no Paraná, em Brasília, e até no Supremo Tribunal Federal.

Depois de ficar entre os presidentes mais populares do País em seus dois mandatos (2003-2010), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora é alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e já responde a três ações penais, sendo uma na Justiça Federal do Distrito Federal e outra na do Paraná.

Confira abaixo as acusações contra Lula e em qual estágio estão:

AÇÕES PENAIS E DENÚNCIAS:

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O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. Foto: Reprodução

Obstrução de Justiça na Lava Jato:

– Em 28 de julho deste ano, o juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, de Brasília aceitou a denúncia da Procuradoria da República no DF e tornou o ex-presidente réu, o ex-senador Delcídio Amaral e outros cinco por tentativa de obstruir a Operação Lava Jato.

Segundo o procurador-geral da República Rodrigo Janot, Lula teria participado de uma trama para comprar o silêncio do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, que fechou acordo de delação premiada. A defesa do ex-presidente afirma que a acusação se baseia apenas na delação de Delcídio, e o próprio ex-presidente já depôs na PGR negando interferência na Lava Jato.

Fachada do Condomínio Solaris, no Guarujá. Foto: MOTTA JR./FUTURA PRESS

Fachada do Condomínio Solaris, no Guarujá. Foto: MOTTA JR./FUTURA PRESS

Corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato:

-No dia 19 de setembro, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, aceitou a denúncia da força-tarefa do MPF e transformou Lula e sua mulher Marisa Letícia, além de outras seis pessoas, em réus acusados de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o esquema de corrupção na Petrobrás.
A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que o ex-presidente recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

As acusações contra Lula são relativas a suspeita de recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio de um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016.

A defesa do ex-presidente afirma que ele não é o proprietário do imóvel no Guarujá e nega que ele tenha recebido vantagens no esquema de corrupção da Petrobrás.

Taiguara Rodrigues dos Santos. Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados

Taiguara Rodrigues dos Santos. Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados

Corrupção na Operação Janus:

-Na segunda-feira, 10 de outubro, o ex-presidente, seu sobrinho Taiguara Rodrigues e o executivo Marcelo Odebrecht, além de outros oito acusados, foram denunciados pela Procuradoria da República no Distrito Federal pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. A acusação foi aceita pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira e todos eles se tornaram réus. Ao petista, são imputados os crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Segundo o MPF, ‘as práticas criminosas ocorreram entre, pelo menos, 2008 e 2015 e envolveram a atuação de Lula junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos sediados em Brasília com o propósito de garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola’.

A acusação aponta que os trabalhos foram executados pela Construtora Odebrecht que, em retribuição ao fato de ter sido contratada pelo governo angolano com base em financiamento para exportação de serviços concedida pelo BNDES, ‘repassou aos envolvidos, de forma dissimulada, valores que, atualizados, passam de R$ 30 milhões

Neste caso, o ex-presidente afirmou em depoimento à PF que nunca conversou com Taiguara sobre a criação da empresa Exergia e que “não chegou a tratar, em nenhum momento, nem quando era presidente ou depois, das relações comerciais vinculadas a Taiguara”, afirmou o petista.

Tráfico de influência na Operação Zelotes

A Saab JAS 39C Gripen jet performs during an aerial show in Eslov in this June 5, 2011 file photo. Brazil on December 18, 2013 awarded a $4.5 billion contract to Saab AB to replace its aging fleet of fighter jets, a surprise coup for the Swedish company after news of U.S. spying on Brazilians helped derail Boeing's chances for the deal. The contract, negotiated over the course of three consecutive Brazilian presidencies, will supply Brazil's air force with 36 new Gripen NG fighters through 2023. Aside from the cost of the jets themselves, the agreement is also expected to generate billions of additional dollars in future supply and service contracts. REUTERS/Johan Nilsson/TT News Agency/Files (SWEDEN - Tags: TRANSPORT MILITARY BUSINESS) ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. IT IS DISTRIBUTED, EXACTLY AS RECEIVED BY REUTERS, AS A SERVICE TO CLIENTS. SWEDEN OUT. NO COMMERCIAL OR EDITORIAL SALES IN SWEDEN

Caça Gripen, da sueca SAAB. Foto: Reuters

– No dia 9 de dezembro, a Procuradoria da República no Distrito Federal denunciou o ex-presidente pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A acusação atinge também o filho do petista, Luiz Cláudio Lula da Silva e o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni. Todos foram denunciados por ‘negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627’.

Segundo o MPF, os crimes foram praticados entre 2013 e 2015 quando Lula, na condição de ex-presidente, integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar as empresas MMC, grupo Caoa e SAAB, clientes da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia LTDA (M&M). Em troca, Mauro e Cristina, donos da M&M, repassaram a Luiz Cláudio pouco mais de R$ 2,5 milhões.

INQUÉRITOS E INVESTIGAÇÕES: Diferente das denúncias, os inquéritos são investigações conduzidas pela Polícia Federal e podem levar ao indiciamento dos investigados, isto é quando os investigadores identificam suspeitas e indícios suficientes de que os investigados teriam cometido crimes. Geralmente o indiciamento é utilizado para ajudar a embasar as acusações do MPF.

O ministro do STF Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro do STF Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Formação de quadrilha na Lava Jato:

– O ex-presidente está entre os mais de 40 nomes investigados perante o Supremo Tribunal Federal na principal investigação da Lava Jato que apura a existência de uma quadrilha instaurada nos governos petistas que teria montado o esquema de corrupção na Petrobrás envolvendo políticos do PT, PMDB e PP entre 2003 e 2014. Nesta quinta-feira, 6, o ministro relator da Lava Jato Teori Zavascki acatou o pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot e separou a investigação em quatro. Com isso o ex-presidente será investigado no inquérito que envolve apenas nomes do PT.

Desde o começo das investigações Lula rechaçou ter conhecimento do esquema de corrupção na Petrobrás.

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

Tráfico de influência internacional:

-Em abril de 2015, o Ministério Público Federal no Distrito Federal instaurou um procedimento investigativo para apurar a suspeita de tráfico de influência internacional do ex-presidente da República. Os investigadores apuram de Lula teria ajudado a construtura Odebrecht a obter contratos na América Latina e na África com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O tráfico de influência teria sido iniciado logo após Lula deixar a presidência da República, em 2011, e durado até 2014.

O caso ainda está sob investigação. Em depoimento à Procuradoria, segundo divulgou o Instituto Lula na época, o ex-presidente negou tráfico de influência e afirmou que “jamais interferiu na autonomia do BNDES e nas decisões do banco sobre concessões de empréstimos”. O petista também disse que “presidentes e ex-presidentes do mundo inteiro defendem as empresas de seus países no exterior”.

MF ATIBAIA/SP - 03/02/2016 - EMBARGADO / CHACARA / LULA - NACIONAL - Imagens do suposto sitio do ex-presidente Lula, na cidade de Atibaia. FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

Imagens do sitio frequentado pelo ex-presidente Lula, na cidade de Atibaia. FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

Corrupção e lavagem em outras frentes da Lava Jato:

– Além da denúncia envolvendo o triplex no Guarujá, a Polícia Federal no Paraná apura as suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o presidente na compra e reforma do sítio frequentado pelo petista e sua família, em Atibaia (SP), nos pagamentos para a LILS – empresa de palestras do ex-presidente – e nas doações para o Instituto Lula e, também na instalação de uma antena telefônica da Oi próxima ao sítio em Atibaia.

As investigações ainda estão em andamento e devem dar origem a novas denúncias da Lava Jato contra Lula. Em todos os casos o petista nega qualquer envolvimento em crimes, acusa o juiz Sérgio Moro de ser imparcial e não ter condições de julgar o ex-presidente.

moro-lula-OEBEm 12 de dezembro de 2016:
Lula é indiciado pela PF mais uma vez na Lava Jato
Leia a matéria completa no link.

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da Redação OEB
com Estadão conteúdo