Categoria: Mundo

jan 19

Governo Trump ameaçado com paralisação por falta de orçamento

Com o governo federal prestes a ficar sem dinheiro à meia-noite, na véspera do primeiro aniversário da posse de Trump, o presidente magnata se vê diante de um fato já esperado por analistas e Senado entra em ação

O governo do presidente americano, Donald Trump, se encontrava nesta sexta-feira (19) em uma angustiante contagem regressiva para uma iminente paralisação de suas operações, em meio aos esforços para que o Senado aprove um orçamento federal de urgência.

Com o governo federal prestes a ficar sem dinheiro à meia-noite, na véspera do primeiro aniversário da posse de Trump, o Senado tem apenas algumas horas para se pronunciar sobre o texto.

Nesta sexta, o presidente convidou de urgência à Casa Branca o líder do Partido Democrata no Senado, Chuck Schumer, para uma reunião.

Pessoas próximas a Schumer disseram à imprensa que o convite de Trump para um diálogo de emergência poderia indicar que o presidente estaria interessado em um acordo para evitar a paralisação do governo.

O presidente cancelou a viagem prevista para o fim de semana ao seu resort na Flórida, e permanecerá em Washington para coordenar as ações de governo caso a paralisação seja inevitável, indicou a Casa Branca.

A Câmara de Representantes havia aprovado na quinta-feira à noite uma extensão de quatro semanas do orçamento, até 16 de fevereiro, por 230 votos contra 197.

Mas as perspectivas são sombrias no Senado, onde a minoria do Partido Democrata, ansiosa para aproveitar os acordos orçamentários para resolver a questão migratória, tinha a intenção de bloquear qualquer votação.

“A lei de orçamento do governo foi aprovada na noite passada na Câmara de Representantes. Agora, é necessário ter democratas para que se aprove no Senado – mas eles querem imigração ilegal e fronteiras fracas”, tuitou Trump nesta manhã.

– Paralisação da burocracia –

“Vai acontecer um ‘shutdown’?”, questionou, referindo-se ao fechamento de um grande número de agências federais caso o projeto de orçamento não receba um sinal verde no Senado.

Esse seria o primeiro “shutdown” (apagão do governo) desde outubro de 2013, quando 800.000 funcionários enfrentaram uma paralisação técnica durante mais de duas semanas.

“Precisamos de mais vitórias republicanas em 2018”, especialmente nas eleições de meio de mandato previstas para novembro, concluiu Trump em seu tuíte.

Schumer disse na quinta-feira que se não houver acordo até esta noite deve ser feita uma medida de financiamento de mais curto prazo, que “daria ao presidente alguns dias para se sentar à mesa”.

Mitch McConnell, líder republicano da maioria no Senado, disse que o projeto de lei da Câmara prevê quatro semanas de financiamento, suficientes para permitir que as negociações continuem, sem “deixar o governo no caos sem qualquer motivo”.

Schumer quer “reter todo o país como refém”, acusou McConnell.

Para Schumer, entretanto, McConnell “busca desviar a culpa, mas simplesmente não funcionará”.

– ‘É arriscado’ –

O presidente da Câmara, o republicano Paul Ryan, pediu a Schumer para evitar uma paralisação do governo dizendo: “É arriscado. É imprudente. E está errado”.

Trump começou a participar, na quinta-feira, do caos que tomou conta de Washington.

No caso de um fracasso das negociações, funcionários de agências e escritórios federais considerados não essenciais vão receber a ordem de ficar em casa até que um orçamento seja aprovado.

Escritórios centrais, como a Casa Branca, o Congresso, o Departamento de Estado e o Pentágono permanecerão operacionais, mas com equipes reduzidas.

Os militares deverão se apresentar para trabalhar, mas a tropa – inclusive as que estão em áreas de combate – possivelmente não receberão por esses dias.

Em dezembro, o Congresso já se encontrou na mesma situação, e nos últimos instantes os dois partidos fecharam um acordo para estender o orçamento até 20 de janeiro.

Mas, para um novo acordo, temporário ou permanente, os democratas insistem que a normativa inclua uma solução para os milhares de imigrantes que chegaram ao país como crianças e regularizaram sua situação pelo programa Daca, suspenso por Trump em setembro passado.

Na manhã desta sexta-feira, Ryan recorreu ao Twitter para acusar os democratas de “tomar como reféns um orçamento para o governo e um orçamento para nossas tropas”.

da Redação OEB
com informações AFP

jan 19

“Povos amazônicos jamais estiveram tão ameaçados quanto agora” Papa Francisco

Uma realidade que agora passa a ser mais aberta, trazendo sérios e graves assuntos à pauta internacional, já que o alerta vem de uma autoridade religiosa

AFP / Vincenzo PINTOPapa Francisco é recebido por uma indígena durante encontro com representantes de comunidades da Amazônia no Peru

O papa Francisco alertou nesta sexta-feira, em visita à floresta amazônica peruana, que os povos indígenas originários “nunca estiveram tão ameaçados quanto agora”.

Francisco se reuniu com cerca de 3.500 indígenas peruanos, brasileiros e bolivianos em Puerto Maldonado, na Amazônia, no segundo dia de visita ao Peru.

“A Amazônia é terra disputada em várias frentes: por um lado há o neo-extrativismo e a forte pressão exercida pelos grandes interesses econômicos que dirigem sua avidez por petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas, agroindustriais”, indicou.

O pontífice argentino também apontou iniciativas e programas de preservação da natureza que não levam em conta as necessidades dos povos amazônicos.

“A ameaça contra seus territórios também vem da perverção de certas políticas que promovem a ‘conservação’ da natureza sem levar em conta o ser humano”, expressou no encontro realizado na arena esportiva de Puerto Maldonado.

Francisco afirmou que há “movimento que, em nome da preservação da floresta, capturam grandes extensões de florestas e negociam com elas gerando situações de opressão dos povos nativos”.

“Temos que romper com o paradigma histórico que considera a Amazônia como uma dispensa inesgotável dos Estados sem levar em conta seus habitantes”, acrescentou, afirmando que a situação atual “causa asfixia de seus povos” e estimula a migração de jovens por “falta de alternativas locais”.

As comunidades aborígines da Amazônia pediram ajuda ao pontífice, pois estão sobrecarregados pelo desmatamento, poluição dos rios, pobreza e tráfico de seres humanos, fomentada principalmente por atividades de mineração ilegal.

da Redação OEB
com Agência AFP

jan 16

Governo Venezuelano mata Óscar Pérez – importante opositor do regime

REPRESSÃO – Em clima de guerra aos opositores do regime ditatorial assassino, governo da Venezuela anuncia morte de piloto rebelde em operação de captura

AFP / JUAN BARRETOTanque da Força Armada venezuelana dirige em estrada de Caracas durante operação para capturar Óscar Pérez, em 15 de janeiro de 2018

O governo venezuelano anunciou nesta terça-feira (16) que o ex-policial Óscar Pérez, protagonista do ataque de um helicóptero contra edifícios do governo em 2017, morreu junto com seis homens de seu grupo durante uma vasta operação de captura na segunda-feira nos arredores de Caracas.

Óscar Perez – piloto rebelde ao regime comunista bolivariano

O ministro do Interior, o general Néstor Reverol, incluiu Pérez, de 36 anos, na lista de “sete terroristas mortos” – entre eles uma mulher – e mostrou suas fotografias, durante um anúncio na televisão oficial.

“Diante de uma agressão que colocou em risco a vida, o procedimento foi neutralizar o grupo agressor com o lamentável balanço de sete terroristas mortos”, assegurou Reverol, ao justificar a resposta dos comandos especiais que participaram da chamada “Operação Gedeón”.

Reverol detalhou que outros seis membros do grupo de Pérez, quatro homens e duas mulheres, estão “detidos, sendo processados neste momento”, enquanto dois policiais morreram e oito ficaram feridos.

“Apesar de todas as tentativas de alcançar uma solução pacífica e negociada, este grupo terrorista iniciou de maneira dissimulada (…) um confronto que deixou dois mortos e oito oficiais feridos”, acrescentou.

Acompanhado de altos comandos militares e policiais, o ministro assegurou que os “atos cometidos por este grupo criminoso qualificam” como “terrorismo, constituindo claros e flagrantes ataques contra a institucionalidade democrática”.

Pérez era o homem mais procurado pelas forças de segurança da Venezuela desde que, em 27 de junho, sobrevoou Caracas em um helicóptero da Polícia com alguns de seus homens e lançou quatro granadas contra o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Também disparou contra o Ministério do Interior.

O ataque, que não deixou vítimas, ocorreu em meio a uma onda de protestos contra Maduro que deixou 125 mortos entre abril e julho de 2017.

Sete meses depois, comandos especiais da Polícia e a Força Armada realizaram na manhã de segunda-feira uma intensa operação de captura contra o ex-policial e seus homens, os quais foram encurralados em uma casa na estrada para El Junquito, 25 quilômetros a noroeste de Caracas.

Pouco antes do relatório do ministro, diante do silêncio mantido pelo governo sobre o destino de Pérez, seus familiares clamavam por uma “prova de vida”.

Em 15 vídeos que divulgou no Instagram durante a operação, o piloto havia acusado as autoridades de querer matá-los usando lança-granadas, embora quisessem se entregar.

da Redação OEB
com Agência AFP

jan 08

BNDES e o risco de calote de US$ 2 bi de Angola, Venezuela e Moçambique

Mais uma conta deixada pela desastrosa e corrupta administração petista.
Se não honrarem o pagamento de empréstimos feitos para financiar obras de empreiteiras brasileiras no exterior, quem vai arcar com a dívida é o Tesouro Nacional, que deu garantia ao negócio; Odebrecht foi a mais beneficiada

Após calotes de Venezuela e Moçambique, no ano passado, Angola pode ser a próxima a atrasar pagamentos de empréstimos do BNDES que financiaram obras de empreiteiras brasileiras. No total, o banco tem US$ 4,3 bilhões a receber de dívidas nessa modalidade, sendo US$ 2 bilhões de Venezuela, Moçambique e Angola. Desde 1997, o banco liberou US$ 10,5 bilhões para 15 países e obteve US$ 8,2 bilhões de retorno, incluindo juros.

A conta dos atrasos, na verdade, ficará com o Tesouro Nacional, pois as operações têm seguro, coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Vinculado ao Ministério da Fazenda, o fundo é feito para garantir esse tipo de empréstimo. Nos financiamentos de longo prazo no exterior, é normal haver participação dos governos no crédito ou nas garantias, dizem especialistas.

Mesmo que os recursos sejam recuperados à frente, após renegociações com os devedores, não há previsão orçamentária em 2018 para os eventuais calotes, informou o Ministério da Fazenda. Novos calotes podem pressionar ainda mais as contas públicas, já deficitárias.

A Venezuela preocupa mais. Do calote de US$ 262 milhões anunciado em setembro, US$ 115 milhões são com o BNDES. O banco tem mais US$ 274 milhões a receber apenas neste ano, do saldo devedor total de US$ 814 milhões. O atraso da parcela deste ano implicaria gasto adicional de R$ 885 milhões no Orçamento federal de 2018. A avaliação do governo é que dificilmente a dívida será paga normalmente, disse uma fonte.

Angola, maior devedora do BNDES, não chegou a esse ponto, mas o novo governo, eleito em agosto, anunciou na última quarta-feira um pacote de ajuste que prevê a renegociação da dívida externa para lidar com o tombo nas receitas com as exportações de petróleo.

A Embaixada de Angola em Brasília informou que não teria como comentar o assunto na sexta-feira. O Ministério da Fazenda e o BNDES negaram qualquer contato de Angola sobre atrasos.

BNDES
BNDES liberou US$ 10,5 bilhões a 15 países desde 1997 Foto: Pilar Olivares/Reuters

Entre 2002 e 2016, o BNDES contratou US$ 4 bilhões em empréstimos com o país africano, a maioria para projetos da Odebrecht, como a construção da Hidrelétrica de Laúca. A obra recebeu financiamento de US$ 646 milhões, em duas operações, de 2014 e 2015.

Em nota, a Odebrecht diz que “não há qualquer atraso” do governo angolano, embora a empresa tenha frisado que, como a dívida é com o banco de fomento, não acompanha o pagamento.

No caso de Moçambique, houve calote de US$ 22,5 milhões no empréstimo para a construção do Aeroporto de Nacala, no norte do país, a cargo da Odebrecht. A obra, de US$ 125 milhões, virou um elefante branco. Como mostrou o Estado no mês passado, o terminal opera com 4% da capacidade de 500 mil passageiros por ano. O país da costa leste africana ainda deve US$ 161 milhões ao BNDES.

Polêmica

O crescimento dos recursos para financiamentos de obras no exterior foi um dos pontos polêmicos das gestões do BNDES durante os governos do PT. O banco seguiu critérios políticos e ideológicos na escolha dos países que receberam crédito e ofereceu condições vantajosas demais, dizem os críticos.

Para o diretor da área de Comércio Exterior do BNDES, Ricardo Ramos, a instituição já reconheceu que pode melhorar o financiamento à exportação de serviços de engenharia ao estabelecer novos critérios para a aprovação dos empréstimos, quando anunciou a suspensão de 25 operações com empreiteiras, em outubro de 2016.

Mesmo assim, Ramos defendeu a política. Segundo o executivo, o FGE cobra pelo seguro oferecido aos países credores. Os valores são proporcionais ao risco. O governo tem enfatizado que o fundo tem atualmente um superávit de R$ 4,19 bilhões (US$ 1,3 bilhão), entre taxas e indenizações. A escolha dos países de destino, disse Ramos, se deve à demanda: os projetos que buscam crédito do BNDES, normalmente, são em países emergentes, mais arriscados. “O atraso é pontual. Esses países vão pagar”, disse o diretor.

Críticas

 A política de promover as exportações de serviços de engenharia com crédito público é prática de muitos países, afirmam especialistas. Ainda assim a estratégia do BNDES é alvo de críticas. “A Odebrecht monopolizou os financiamentos do BNDES. Essa é a anomalia”, diz Mathias Alencastro, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) especializado nas relações Brasil-África. Segundo ele, o foco em Angola seguiu uma estratégia comercial da Odebrecht. O consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior no governo Lula, considera os atrasos como risco inerente ao sistema internacional de financiamento. São poucos os casos de inadimplência, diz, destacando que os países tendem a retomar os pagamentos, sob pena de ficarem sem crédito externo.

da Redação OEB
com ESTADÃO conteúdo

dez 21

Governo confirma negociação mas não permitirá o controle da Boeing sobre a Embraer

Segundo o governo brasileiro, a Boeing não controlará a Embraer,

Enquanto o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos campos, cidade onde se situa a sede da Embraer e a maioria de suas linhas de produção no país, informou nesta quinta-feira que repudia a “possibilidade de compra” da companhia pela norte-americana Boeing.

“Única fabricante brasileira de aviões e terceira maior do setor no mundo, a Embraer é estratégica para o país e não pode ser vendida para capital estrangeiro. Exigimos que o governo federal vete a venda e, enfim, reestatize a Embraer como forma de preservar e retomar este patrimônio nacional”, diz o Sindciato, que é filiado à CSP-Conlutas.

Fontes não descartam uma possível associação entre as empresas e as ações da Embraer disparam

O governo detém um tipo de ação na Embraer, denominada “golden share”, que garante poder de veto em eventual mudança acionária na empresa. E é contando com esse instrumento que não vai permitir que a indústria brasileira de aeronaves passe totalmente para o controle da americana Boeing. Essa é a posição do presidente Michel Temer, transmitida ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao tomar conhecimento da operação que estaria em curso. Segundo interlocutores, Temer afirmou: “Em meu governo, a

Uma fonte graduada do governo revelou que uma possibilidade seriam as duas empresas atuarem em projetos conjuntos, na forma de associações e joint ventures. É com esse caminho que o Palácio do Planalto estaria trabalhando.

— O que existe é uma reestruturação global do mercado: associação Bombardier/Airbus, além de China e Japão entrando no nicho de aeronaves médias — explicou essa fonte.

O poder de veto pode ser aplicado em várias situações. Por exemplo, na mudança no nome da companhia ou de seu objeto social; na criação/alteração de programas militares envolvam ou não o Brasil; na interrupção de fornecimento de peças de manutenção e reposição de aeronaves militares; e na transferência de controle acionário.

da Redação OEB
com O Globo

dez 21

ONU rejeita decisão dos EUA sobre Jerusalém

Trump sofre baixa em uma de suas principais recentes ações

Por 128 votos contra 9, Nações Unidas aprovaram a suspensão do reconhecimento da cidade como capital de Israel

A Assembleia-Geral das Nações Unidas votou a favor de uma resolução que pede a retirada do reconhecimento de Jerusalém como capital israelense pelos Estados Unidos. O texto afirma que qualquer decisão individual sobre o status da cidade é “nula e sem validade” e deve ser cancelada imediatamente. A resolução foi aprovada por 128 Estados da ONU, com 35 abstenções e apenas nove votos contrários. A votação foi alvo de uma forte pressão da administração de Donald Trump, que ameaçou cortar os fundos humanitários dos países que apoiarem a medida.

A resolução que a Assembleia de 193 países aprovou não menciona a decisão de Trump, mas expressa “uma profunda preocupação com as recentes decisões acerca do estatuto de Jerusalém”. Apesar de ser uma decisão simbólica, não vinculativa, demonstra mais uma vez o descontentamento geral com a medida americana.

Anunciada em 6 de dezembro, a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém rompeu com o consenso internacional de que o status da cidade só seria definido com negociações entre israelenses e palestinos, deflagrou protestos em todo mundo muçulmano e provocou uma forte condenação da comunidade internacional.

A Assembleia-Geral realizou a sessão de emergência desta quinta para votar a proposta depois que os Estados Unidos vetaram um texto similar na segunda-feira no Conselho de Segurança.

Turquia e Iêmen solicitaram a reunião urgente da Assembleia em nome do grupo de países árabes e da Organização de Cooperação Islâmica (OCI). Ao contrário do Conselho de Segurança, nenhum país tem poder de veto na Assembleia Geral.

Os países que votaram contra a resolução nessa quinta, além de Estados Unidos e Israel, foram Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo.

Ameaças americanas

A aprovação da resolução ocorreu apesar das ameaças de Nikki Haley, embaixadora americana na ONU, que disse que Washington lembraria quais nações “desrespeitaram” os Estados Unidos votando contra seu país.

Na terça-feira, o ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al-Malki, já havia criticado os Estados Unidos por suas ameaças constantes. “Os Estados Unidos estão cometendo outro erro ao (…) ameaçar os países e suas decisões soberanas sobre como votar”, declarou Al-Malki.

Antes da votação, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também pediu que o mundo não se deixasse comprar pelos dólares do governo americano. “Chamam os Estados Unidos de berço da democracia. O berço da democracia tenta comprar com dólares a vontade do mundo”, afirmou o líder turco em discurso em Ancara, transmitido ao vivo pela emissora CNNTürk.

Os palestinos comemoraram o resultado da votação. “Esta decisão reafirma que a justa causa dos palestinos tem o apoio internacional (…) Vamos prosseguir com os nossos esforços na ONU e em outros fóruns internacionais para acabar com a ocupação (israelense) e criar um Estado palestino tendo Jerusalém Oriental como capital”, afirmou o porta-voz do presidente palestino Mahmud Abbas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a votação desta quinta na ONU – “uma casa das mentiras”, segundo ele. “Jerusalém é a capital de Israel, reconheça a ONU, ou não”, frisou antes mesmo da aprovação da resolução.

da Redação OEB
com EFE e AFP

dez 21

Impeachment causado pelo caso Odebrecht mostra-se inevitável no Peru

Os analistas alertam que a economia peruana sofrerá um forte impacto com a incerteza política e a Igreja católica apelou para que se evite um aprofundamento da crise.

ANDINA/AFP/Arquivos / ANDINA Pedro Pablo Kuczynski afirma que jamais mentiu sobre seus vínculos com a Odebrecht

O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, comparece nesta quinta-feira (21) diante do Congresso para se defender das acusações sobre seus vínculos com a construtora Odebrecht, mas as possibilidades de evitar um impeachment parecem mínimas.

“Já me condenaram antecipadamente”, afirmou Kuczynski em um recurso apresentado nesta quarta a um tribunal constitucional de Lima.

“Em nenhum momento foi convocado para prestar depoimento na comissão da Lava Jato no Congresso sobre a informação que o vinculava à Odebrecht”, destaca o recurso.

Em entrevista coletiva, Kuczynski destacou que a comissão parlamentar “ignorou sua disposição de esclarecer” o caso e “motivou o Parlamento a debater a vacância presidencial por incapacidade moral permanente sem qualquer prova determinante”, proposta que o Congresso “admitiu autoritariamente”.

Kuczynski corre o risco de virar o primeiro presidente a perder seu posto por causa da Odebrecht, que admitiu ter pagado milhões de dólares em propinas em vários países latinos-americanos para obter importantes contratos de obras públicas.

“Eu não menti, não sou corrupto”, insistiu.

Os analistas alertam que a economia peruana sofrerá um forte impacto com a incerteza política e a Igreja católica apelou para que se evite um aprofundamento da crise.

“A sorte do presidente Kuczynski está lançada”, afirmou à AFP o analista político Luis Benavente, que prevê que o presidente de centro-direita será destituído ainda nesta quinta.

A pedido de Kuczynski, a OEA enviará uma missão a Lima para observar o processo de impeachment. O grupo será integrado por Jean Michel Arrighi, secretário de Assuntos Jurídicos da organização, e por Gustavo Cinosi, assessor sênior do secretário-geral, Luis Almagro.

O primeiro-vice-presidente peruano, Martín Vizcarra, que assumiria o governo caso destituam o presidente, chegou ao Peru e afirmou sua lealdade ao presidente.

“O presidente me pediu que retorne hoje e aqui estou, ao lado do presidente. Primeiro para escutá-lo e para que esclareçam todas as dúvidas”, disse à imprensa Vizcarra, que também é embaixador peruano no Canadá.

– Cinco milhões de dólares? –

Kuczynski apresentará suas alegações das 09h locais (12h, hora de Brasília) a um Congresso dominado pela oposição, decidido a destituí-lo, oito dias depois de o escândalo Odebrecht fazer outra vítima proeminente, o vice-presidente equatoriano Jorge Glas, condenado a seis anos de prisão por receber propinas.

AFP / Gustavo IZUS, Nicolas RAMALLO Pedro P. Kuczynski

Empresário de 79 anos com experiência e amigos em Wall Street, Kuczynski alega que nunca recebeu pagamentos ilegais da empresa brasileira, mas três em cinco peruanos consideram que ele deve deixar o poder, segundo pesquisas de opinião.

Depois de ouvir as alegações do chefe de Estado, o Congresso unicameral manterá um debate antes de iniciar a votação pelo impeachment por ter ocultado que empresas vinculadas a ele prestaram assessoria para a Odebrecht, pelas quais pagou quase cinco milhões de dólares.

Para aprovar a vacância por “incapacidade moral permanente” de Kuczynski, com base em que negou insistentemente os vínculos com a empreiteira para depois ser desmentido pela própria empresa, são necessários 87 dos 130 votos do Parlamento.

Os votos parecem certos, visto que o processo de impeachment foi solicitado por 93 legisladores.

– Fora todos –

O partido fujimorista Força Popular, que mantém contra as cordas Kuczynski desde que começou seu mandato, em julho de 2016, exigiu há alguns dias sua renúncia para evitar o impeachment.

Mas os acordos do presidente tampouco estão isentos de suspeitas: a própria líder do Força Popular, Keiko Fujimori (filha do ex-presidente detido Alberto Fujimori), é investigada por causa da Odebrecht e terá que depor na Procuradoria. Ela deveria fazê-lo nesta quarta-feira, mas pediu para adiar a entrega de seu testemunho.

Em sinal da desconfiança com os políticos peruanos, organizações sociais e sindicais convocaram uma “grande marcha nacional” para esta quarta-feira para exigir “que todos os corruptos vão embora”.

A Odebrecht admitiu ter pago 29 milhões de dólares em propinas para obter obras no Peru entre 2004 e 2015, período que abarcou os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), do qual Kuczynski foi ministro; Alan García (2006-2011); e Ollanta Humala (2011-2016).

Humala permanece em prisão preventiva, acusado de receber três milhões de dólares para sua campanha eleitoral de 2011, enquanto que contra Toledo pesa uma ordem de extradição dos Estados Unidos, por supostamente receber 20 milhões de dólares em propinas para conceder à Odebrecht a construção de uma rodovia.

– O crescimento econômico em risco –

O caso Odebrecht e o processo de destituição estão provocando prejuízos econômicos.

Embora o Peru registre um crescimento superior ao de seus vizinhos (3,9% em 2016), o país teve que cortar em um ponto percentual suas expectativas para 2017 a 3,8% devido à paralisação de algumas obras.

Kuczynski previu em julho que a economia peruana cresceria mais de 4% em 2018 com a retomada dos grandes projetos de infraestrutura, mas esta meta agora parece distante.

O legislador governista Juan Sheput propôs que se o Congresso destituir Kuczynski, os dois vice-presidentes peruanos renunciem. Isto obrigaria a convocação de novas eleições, o que provocaria maiores turbulências econômicas, segundo analistas.

da Redação OEB
com Agência AFP

dez 21

A gigante Boeing discute adquirir brasileira Embraer [vídeo]

A terceira empresa do setor na classificação mundial preocupa suas parceiras gigantes

A gigante americana de aviação Boeing discute a compra da brasileira Embraer, visando a fortalecer seu portfólio regional no mercado de aeronaves. A informação, noticiada pelo Wall Street Journal nesta quinta-feira (21), fez os papéis da companhia sediada em São José dos Campos se valorizarem.

As duas empresas discutiram um valor “relativamente alto” pela aquisição, mas as negociações estão suspensas enquanto os dois lados esperam a posição do governo brasileiro sobre o negócio, disse o jornal, citando fontes anônimas.

A Embraer foi criada pelo governo em 1969 e privatizada em 1994. No processo, o Estado manteve “ações de ouro”, que lhe dão direito a veto.

A Boeing não comentou essas informações.

A Airbus, concorrente europeia da americana, assinou um acordo para assumir uma participação majoritária na produção de aviões da canadense Bombardier. A associação foi revelada em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá lançada por uma queixa da Boeing sobre a Bombardier.

A aquisição da Embraer daria à Boeing um portfólio de aeronaves que poderia competir, em alguns casos, com os aparatos da Bombardier.

As ações da Embraer subiram 21% na Bovespa após o anúncio da possível fusão. Às 16H22 de Brasília, a ação da empresa avançou 21,10%, dando forte impulso ao índice Ibovespa, que teve alta de 2,12%.

da Redação OEB
com Agência AFP

dez 21

Líderes latino-americanos em xeque por causa do escândalo Odebrecht – Lula na mira

Lava Jato refletindo-se no mundo!

Líderes latino-americanos em xeque por causa do escândalo Odebrecht – 

ANDINA/AFP/Arquivos / HO O presidente peruano pode ser o primeiro a ser destituído por causa do escândalo da Odebrecht

O escândalo causado pela empreiteira brasileira Odebrecht colocou em xeque vários líderes latino-americanos, mas o peruano Pedro Pablo Kuczynski pode ser o primeiro presidente a perder o cargo.

O presidente comparece nesta quinta-feira ante o Congresso para defender-se contra as acusações de que empresas ligadas a ele receberam quase cinco milhões de dólares por assessorar a empresa brasileira.

Seu destino parece estar selado: 93 dos 130 deputados do Parlamento peruano pediram a abertura do processo de impeachment, enquanto são necessários 87 votos para destituí-lo.

Sua provável saída levaria o Peru a um período de incerteza, impactando o crescimento econômico.

– Um vice-presidente na prisão –

O caso Odebrecht, que reconheceu ter pago bilhões em propina para obter licitações, foi particularmente arrebatador no Peru.

O ex-presidente Ollanta Humala (2011-2016) e sua esposa estão em prisão preventiva por supostamente receberem US$ 3 milhões para sua campanha. E contra o ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006) há um mandado de prisão e pedido de extradição dos Estados Unidos por supostamente beneficiar de 20 milhões.

O Equador também não foi poupado desse terremoto político.

Seu vice-presidente, Jorge Glas, foi condenado na quarta-feira passada a seis anos de prisão por associação ilícita após receber 13,5 milhões de dólares em subornos.

Sua condenação “marca uma ruptura com o ocultamento da corrupção ocorrida durante o governo de Rafael Correa” (2007-2017), de acordo com o cientista político Simón Pachano, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) em Quito.

Lula na mira

AFP/Arquivos / MAURO PIMENTELLa justicia brasileña investiga si Odebrecht pagó a Lula un terreno para su instituto en Sao Paulo y si ofreció a su familia un apartamento en una localidad cercana

O Brasil é o outro país onde a Odebrecht deixou vítimas, embora seja apenas um capítulo da Operação Lava Jato que investiga os subornos pagos por grandes empresas de construção a partidos e políticos para obter contratos com a Petrobras.

A empresa tinha um departamento dedicado à gestão e distribuição de propinas aos políticos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) está com o laço em volta do pescoço por seu suposto envolvimento.

A Justiça investiga se a Odebrecht pagou um terreno para seu instituto em São Paulo e se ofereceu À sua família um apartamento.

No âmbito da Lava Jato, Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por receber um triplex em Guarujá.

Se sua condenação for confirmada em segunda instância, poderá ir à prisão e ficará de fora das eleições presidenciais de 2018.

Nesse sentido, o analista político Mauricio Santoro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), ressalta que “a eventual queda do presidente peruano provavelmente será usada nas eleições brasileiras para criticar os governos do Partido dos Trabalhadores” de Lula e de Dilma Rousseff, destituída em 2016.

O diretor-executivo da empreiteira, Marcelo Odebrecht, foi condenado a 20 anos de prisão pelo caso, depois reduzido para dez. No dia 19 de dezembro, foi para o regime de prisão domiciliar por colaborar com a Justiça, depois de passar dois anos e meio em uma prisão em Curitiba.

Suas delações permitiram abrir investigações contra oito ministros do atual presidente, Michel Temer, um terço do Senado e cerca de 40 deputados.

O mandato do próprio Temer também foi atingido por denúncias sobre a suposta doação da Odebrecht para a candidatura presidencial da chapa com Dilma, embora a justiça eleitoral tenha absolvido em junho deste ano.

As garras da construtora brasileira também apontaram para a Venezuela, onde disse que havia desembolsado 98 milhões de dólares.

O presidente Nicolás Maduro se viu envolvido na polêmica, mas a justiça – acusada pela oposição de ser partidária – freou as acusações e descartou investigá-lo.

Os tentáculos também alcançaram dois filhos do ex-mandatário panamenho Ricardo Martinelli (2009-2014) e três de seus ministros, todos acusados, e o ex-diretor-geral da petroleira estatal Petroleos Mexicanos (Pemex), o único investigado em seu país e acusado de aceitar ao menos 10 milhões de dólares.

da Redação OEB
com Agência AFP

dez 19

Crianças morrem de fome na crise da Venezuela [by NYT]

Nos últimos cinco meses, ‘New York Times’ visita 21 hospitais em 17 Estados e constata a falência do sistema de saúde venezuelano

Meredith Kohut e Isayen Herrera, THE NEW YORK TIMES

Pais ficam dias sem comer, emagrecem e chegam a pesar quase o mesmo que os filhos

O problema da fome assola a Venezuela há anos, mas agora a desnutrição está matando as crianças em ritmo alarmante. Por cinco meses, o New York Times acompanhou o cotidiano hospitais públicos venezuelanos e, segundo os médicos, o número de mortes por desnutrição é recorde.

Velório de bebê

Velório de bebê de 17 meses em San Casimiro: família não consegue comprar fórmula para substituir leite materno  Foto: Meridith Kohut/The New York Times
Desde que a economia da Venezuela começou a ruir, em 2014, protestos por falta de comida se tornaram comuns. Também virou rotina ver soldados montando guarda diante de padarias e multidões enfurecidas saqueando mercados.

As mortes por desnutrição são o segredo mais bem guardado do governo de Nicolás Maduro. Nos últimos cinco meses, o New York Times entrevistou médicos de 21 hospitais em 17 Estados. Os profissionais descrevem salas de emergência cheias de crianças com desnutrição grave, um quadro que raramente viam antes da crise.

“As crianças chegam em condições muito graves de desnutrição”, disse o médico Huníades Urbina Medina, presidente da Sociedade Venezuelana de Pediatria. De acordo com ele, os médicos venezuelanos têm se deparado com casos de desnutrição semelhantes aos encontrados em campos de refugiados.

Jovens recolhem comida no lixo
Jovens se juntam a gangues de rua para vasculhar o lixo no centro de Caracas  Foto: Meridith Kohut/The New York Times

Para muitas famílias de baixa renda, a crise redesenhou completamente a paisagem social. Pais preocupados ficam dias sem comer, emagrecem e chegam a pesar quase o mesmo que seus filhos. Mulheres fazem fila em clínicas de esterilização para evitar bebês que não possam alimentar.

Jovens que deixam suas casas e se juntam a gangues de rua para vasculhar o lixo atrás de sobras carregam na pele cicatrizes de brigas de faca. Multidões de adultos avançam sobre o lixo de restaurantes após os estabelecimentos fecharem. Bebês morrem porque é difícil encontrar e pagar pela fórmula artificial que substitui leite materno, até mesmo nas salas de emergência.

“Às vezes, eles morrem de desidratação nos meus braços”, afirmou a médica Milagros Hernández, na sala de emergência de um hospital pediátrico na cidade de Barquisimeto. Ela diz que o aumento de pacientes desnutridos começou a ser notado no fim de 2016. “Em 2017, o aumento foi terrível. As crianças chegam com o mesmo peso e tamanho de um recém-nascido.”

Antes de a economia entrar em colapso, segundo os médicos, quase todos os casos de desnutrição registrados nos hospitais públicos eram ocasionados por negligência ou abusos por parte dos pais. Quando a crise se agravou, entre 2015 e 2016, o número de casos no principal centro de saúde infantil da capital venezuelana triplicou.

Pais alimentam filhos em Caracas
Pais ficam dias sem comer, emagrecem e chegam a pesar quase o mesmo que os filhos Foto: Meridith Kohut/The New York Times

Nos últimos dois anos, a situação ficou ainda pior. Em muitos países, a desnutrição grave é causada por guerras, secas ou algum tipo de catástrofe, como um terremoto”, disse a médica Ingrid Soto de Sanabria, chefe do departamento de nutrição, crescimento e desenvolvimento do hospital. “Mas, na Venezuela, ela está diretamente relacionada à escassez de comida e à inflação.”

O governo venezuelano tem tentado encobrir a crise no setor de saúde por meio de um blecaute quase total das estatísticas, além de criar uma cultura que deixa os profissionais com medo de relatar problemas e mortes ocasionados por erros do governo.

As estatísticas, porém, são estarrecedoras. O relatório anual do Ministério da Saúde, de 2015, indica que a taxa de mortalidade de crianças com menos de 4 semanas aumentou em 100 vezes desde 2012, de 0,02% para pouco mais 2% – a mortalidade materna aumentou 5 vezes no mesmo período.

Por quase dois anos, o governo venezuelano não publicou nenhum boletim epidemiológico ou estatísticas relacionadas à mortalidade infantil. Em abril, porém, um link apareceu subitamente no site do Ministério da Saúde conduzindo os internautas a boletins secretos. Os documentos indicavam que 11.446 crianças com menos de 1 ano morreram em 2016 – um aumento de 30% em um ano.

Os dados ganharam manchetes nacionais e internacionais antes de o governo declarar que o site tinha sido hackeado. Em seguida, os relatórios foram retirados do ar. Antonieta Caporale, ministra da Saúde, foi demitida e a responsabilidade de monitorar os boletins foi passada aos militares. Nenhuma informação foi divulgada desde então.

Os médicos também são censurados nos hospitais e frequentemente alertados para não incluir desnutrição infantil nos registros. “Em alguns hospitais públicos, os diagnósticos clínicos de desnutrição foram proibidos”, afirmou Urbina.

No entanto, médicos entrevistados em 9 dos 21 hospitais investigados mantiveram ao menos algum tipo de registro. Eles constataram aproximadamente 2,8 mil casos de desnutrição somente no último ano – e crianças famintas regularmente sendo levadas para a emergência. Quase 400 delas morreram, segundo os pediatras. “Nunca na minha vida vi tantas crianças famintas”, afirmou a médica Livia Machado, pediatra que oferece consultas grátis em uma clínica particular.

da Redação OEB
com New York Times