Categoria: Justiça

MANAUS – De Quem é a CULPA???

Nando Moura

A culpa por Manaus é de Bolsonaro, sim!

Bolsonaro teve 66% dos votos válidos no segundo turno da eleição de 2018 em Manaus. O governador do Amazonas, Wilson Lima, acusado de corrupção, é do PSC, o apoiou e foi por ele apoiado. Pouco antes do Natal, este decretou lockdown e, no dia 26, comerciantes foram para a rua pressioná-lo. No dia 27, abriu tudo, permitiu aglomeração e contágio. Eduardo Bolsonaro avisou: “1.º Búzios e agora Manaus.” Recado dado pelo deputado carioca e bolsonarista Daniel Silveira: “@wilsonlimaAM, viu quem manda no Estado?” Pois é. Quem será? Pergunte a Bia Kicis e Osmar Terra. Relatos pormenorizados de Edilson Martins e Ophir de Toledo não deixam dúvidas: pulmão do mundo (apud Paulo Oliveira) asfixiado por ordem do presidente.
Mandetta previu em março o colapso da saúde pública e 180 mil mortos. Já são mais de 200 mil, podem ser 300 mil. Como num teorema algébrico, QED (como queria demonstrar, em latim).
Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Bolsonaro e o culto da morte

O Governo ignorou os alertas e desprezou as recomendações das autoridades sanitárias.
Sem a vacinação em massa não haverá recuperação econômica. Nova variante do vírus poderá levar à permanência da pandemia.
O Impeachment é urgente.
É o instrumento para interrompermos o genocídio.
O Congresso Nacional tem de ser imediatamente convocado.

Trump inicia uma guerra dentro da igreja – evangélicos lutam contra o que se tornaram

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Após uma semana de caos trumpista, os evangélicos brancos lutam contra o que se tornaram.

EUA – Capitólio.

“Nas últimas 72 horas, recebi várias ameaças de morte e milhares e milhares de e-mails de cristãos dizendo as coisas mais desagradáveis ​​e vulgares que já ouvi sobre minha família e ministério. Fui rotulado de covarde, traidor, traidor do Espírito Santo e xingado pelo menos 500 vezes. ”

Este é o começo de uma postagem no Facebook de domingo pelo pregador conservador Jeremiah Johnson. Em 7 de janeiro, um dia após a invasão do Capitólio, Johnson emitiu um pedido público de desculpas, afirmando que Deus removeu Donald Trump do cargo por causa de seu orgulho e arrogância, e para humilhar aqueles, como Johnson, que o apoiaram fervorosamente.

A resposta foi rápida e cruel. Como ele disse naquele post posterior do Facebook, “Fiquei pasmo com a enxurrada de contínuas teorias de conspiração sendo enviadas a cada minuto em nossa direção e com o puro ódio sendo liberado. Para minha grande tristeza, estou convencido de que partes do movimento profético / carismático são muito MAIS DOENTES do que eu jamais poderia ter sonhado. ”

Isso é o que está acontecendo dentro do cristianismo evangélico e dentro do conservadorismo agora. Como disse um conservador amigo meu, cristão, existe conflito dentro de cada família, dentro de cada congregação, e pode levar gerações para se recuperar.

Por um lado, há aqueles que estão dobrando para baixo em seu fanatismo Trump e sua ilusão de que uma presidência de Biden destruirá a América.

“Repreendo a notícia em nome de Jesus. Pedimos que esse falso lixo tenha um fim ”, pregou o pastor conservador Tim Remington do púlpito em Idaho no domingo. “São as mentiras, o comunismo, o socialismo.”

O violento Know-Nothingism, que sempre percorreu a história americana, é mais uma vez uma torrente, ameaçando mais violência nos dias que virão.

Por outro lado, muitos apoiadores de Trump foram abalados ao ver uma multidão sacrílega tocando música pop cristã e gritando “Hang Mike Pence”. Houve deserções e dúvidas. O Rev. Samuel Rodriguez, que fez uma oração na inauguração de Trump, disse a sua congregação no domingo: “Todos devemos nos arrepender, até mesmo a igreja precisa se arrepender”.

John Hagee, pastor do Texas, que apoiava Trump, declarou: “Este foi um ataque à lei. Atacar o Capitol não era patriotismo, era anarquia ”.

Depois de permanecer basicamente nivelado por quatro anos, os índices de aprovação de Trump caíram cerca de 10 pontos em várias pesquisas em uma semana. A peça mais popular no site da Christianity Today é intitulada, “Nós adoramos com os magos, não com o MAGA”. No mundo do conservadorismo secular, a página editorial do The Wall Street Journal pediu que Trump renunciasse. Dirigindo-se aos apoiadores de Trump, o conservador apresentador de talk show Erick Erickson escreveu : “Tudo – desde a invasão do Capitólio a pessoas sendo mortas e redes sociais banindo você a corporações que não dão dinheiro a você – tudo é uma consequência lógica de vocês mentirem implacavelmente por dois meses e aproveitando os patriotas americanos. ”

Uma característica central do Trumpismo é que ele o força a trair todos os outros compromissos que você possa ter: com a verdade, caráter moral, o Sermão da Montanha, princípios conservadores, a Constituição. Na derrota, algumas pessoas finalmente não estão dispostas a sacrificar tudo o mais no altar de Trump.

A divisão que estamos vendo não é teológica ou filosófica. É uma divisão entre aqueles que se desligaram da realidade e aqueles que, embora de direita, ainda estão no mundo real.

Portanto, não é um argumento. Você não pode discutir com pessoas que têm seus próprios fatos separados. Você não pode ter uma discussão com pessoas que estão perturbadas pela raiva eufórica do que Erich Fromm chamou de narcisismo de grupo – o rugido impensado daqueles que acreditam que seu grupo superior está sendo poluído por grupos estranhos.

É uma luta pura pelo poder. As armas dessa luta são a intimidação, o assalto verbal, as ameaças de morte e a violência, reais e retóricas. Os mobbists da terra da fantasia têm uma vantagem porque gostam de usar essas armas, enquanto seus companheiros cristãos querem apenas levar suas vidas.

O problema é: como você vai religar as pessoas à realidade?

David French, o escritor cristão conservador que lutou na guerra do Iraque, diz que a maneira de construir um Partido Republicano são é pegar emprestada uma página do manual de contra-insurgência: Separe os insurgentes da população.

Isso significa processar os desordeiros, acusar o presidente e não tolerar o ciberterrorismo dentro de uma comunidade ou congregação.

Outros precisam ser lembrados das regras básicas para perceber a realidade. Eles precisam ser lembrados de que toda verdade é a verdade de Deus; essa investigação fortalece a fé, que é uma auto-idolatria narcisista pensar que você pode criar sua própria verdade com base no que você “sente”. Provavelmente, haverá pastores e líderes locais que modelam e admiram o raciocínio baseado em evidências, lutando com ideias.

À esquerda, líderes e organizações surgiram para defender o inquérito aberto, para enfrentar as turbas de cancelamento. Eles começaram a mudar as normas.

O problema da direita é muito pior. Mas vimos que a irracionalidade é uma besta voraz. Se não for confrontado, ele devora não apenas seu partido, mas também sua nação e sua igreja.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: NYT – com David Brooks
Autor de “The Road to Character” e, mais recentemente, de “The Second Mountain”.

Maia: “Discutir impeachment é inevitável…”

VÍDEO 3min

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, em coletiva de imprensa ao lado do governador de São Paulo, João Doria, fala em responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro e Ministério da Saúde durante a pandemia e destaca o colapso de saúde no Amazonas por conta da covid-19.

Matéria abaixo

Rodrigo Maia.

Ele declarou, nesta sexta-feira, 15, que o afastamento do presidente Jair Bolsonaro do cargo, “de forma inevitável, será debatido (pelo Congresso) no futuro”.

O presidente da Câmara esteve acompanhado do governador João Doria (PSDB) e do seu candidato à sucessão da Casa, Baleia Rossi (MDB-SP).

Baleia voltou a defender que sua candidatura à Presidência da Câmara não é uma candidatura de “oposição ao governo, mas de independência da Câmara”. “Uma candidatura não pode ter como bandeira, o impedimento do presidente”, disse o parlamentar.

Sem falar a palavra “impeachment”, mas deixando bem clara esta pauta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cobrou nesta sexta-feira, 15, uma “reação” do Congresso e da sociedade à falta de ação do governo Jair Bolsonaro, a quem chamou de “facínora”, no enfrentamento da pandemia do coronavírus. As falas foram ao comentar a situação de falta de tubos de oxigênio para pacientes do Amazonas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que almoçou com Doria no Palácio dos Bandeirantes e deixa o cargo no mês que vem, disse que o afastamento do presidente “de forma inevitável, será debatido (pelo Congresso) no futuro”.

As declarações representaram uma mudança de tom em relação à oposição que Doria vinha fazendo desde 2019 ao presidente. Pela primeira vez, ele defendeu uma ação para retirar presidente do cargo. “Se não fizermos isso, em dois anos o Brasil estará destruído pela incompetência.”

Nessa mesma data, ocorreu um panelaço em várias cidades do País, mostrando claramente a queda de popularidade de Bolsonaro, pois ouviram-se gritos de “genocida”, “assassino” e “fora Bolsonaro”, nos diversos vídeos viralizados nas redes sociais.

O perfil Placar do Impeachment do Twitter, mostra o andamento de pesquisas sobre o assunto:

Os dados do placar são fruto de um levantamento independente, considerando as redes sociais de todos os deputados federais. Os resultados levam em consideração quem se pronunciou diretamente a favor ou contra o impeachment nas redes sociais.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fontes: Estadão / UOL / Twitter

Bolsonaro é alvo de panelaços em todo o Brasil

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VÍDEOS

A hashtag #BrasilSufocado ganhou adesão de celebridades e políticos!

Com gritos de “fora Bolsonaro”, “genocida”, “assassino” e tantos outros, o Brasil se manifestou.

Foto ilustrativa.

Alvo de panelaços nas principais cidades do País na noite desta sexta-feira, 15, Bolsonaro enfrenta uma gigantesca manifestação contrária à sua postura diante do agravamento da situação da covid-19 em Manaus e todas suas falas e atos referentes à administração da crise sanitária. 

A hashtag “#BrasilSufocado” e a convocação do panelaço começaram a ser disseminadas pela Frente Povo Sem Medo – organização que reúne movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda – às 8h55.

Aos gritos de “genocida” e “assassino”, manifestantes bateram panela em São Paulo em bairros como Pinheiros, Santa Cecília, Higienópolis, Barra Funda, Butantã, Jardins, Pompeia, Cambuci, Ipiranga, Tatuapé, Saúde e Vila Romana por volta das 20h30.

No Largo do Arouche, região central da cidade, carros que passavam pela rua aderiram à manifestação contra Bolsonaro e passaram buzinando. Os protestos tiveram duração entre cinco e 15 minutos.

A iniciativa ganhou a adesão de celebridades como o apresentador Luciano Huck, que compartilhou em seu perfil no Instagram um vídeo batendo panela com a hashtag “#sosamazonas”.

O movimento tomou o Brasil

Aos gritos de “genocida” e “assassino”, manifestantes bateram panela em São Paulo em bairros como Pinheiros, Santa Cecília, Higienópolis, Barra Funda, Butantã, Jardins, Pompeia, Cambuci, Ipiranga, Tatuapé, Saúde e Vila Romana por volta das 20h30.

No Largo do Arouche, região central da cidade, carros que passavam pela rua aderiram à manifestação contra Bolsonaro e passaram buzinando. Os protestos tiveram duração entre cinco e 15 minutos.

Em Manaus, foram registrados panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro em bairros das zonas Oeste e Centro-Sul da capital amazonense. Vídeos circularam em redes sociais marcando o protesto em bairros como AleixoFlores Vieiralves Ponta Negra. A cidade vive atualmente em toque de recolher a partir das 19h por causa do colapso na Saúde da cidade.

Com gritos de “Fora, Bolsonaro“, “Fora, genocida“, moradores de Belo Horizonte também fizeram panelaço contra o presidente da República.

As manifestações, que começaram às 20h30 e duraram oito minutos, foram registradas em bairros como Serra Carmo, com moradores em sua maioria de classe média, e Lourdes, de classe média alta. Os três na região Centro-Sul da cidade. Na Floresta, Região Leste, outro bairro de classe média, também houve manifestação. Nos protestos os manifestantes acendiam e apagavam as luzes dos apartamentos.

Ao menos dez bairros de Salvador registram panelaço contra governo Bolsonaro. Soteropolitanos bateram panelas em meio a pedidos de impeachment e agilidade na vacinação. Por volta das 20h30, moradores de vários bairros bateram panelas em meio a gritos de “impeachment”, “fora, Bolsonaro” e “queremos a vacina”.

No bairro do Imbuí, manifestantes passaram ao menos 15 minutos nas sacadas de suas janelas batendo o objeto. Nas ruas da localidade, também foi possível ouvir um buzinaço. O barulho também pôde ser no Costa Azul, na BarraBarbalho 2 de Julho, no Centro da capital, além de StiepGraça ItaigaraPituba São Rafael.

No Rio de Janeiro, um intenso panelaço ocorreu também a partir das 20h30. Em alguns bairros, como Copacabana e Botafogo (zona sul), a manifestação se estendeu por mais de cinco minutos.

Foram ouvidas batidas de panela, assobios e gritos como “Bolsonaro assassino” e “fora Bolsonaro” nos bairros de Copacabana, Leme, Botafogo, Ipanema, Lagoa, Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo, Glória, Jardim Botânico (zona sul), Jacarepaguá, Barra da Tijuca (zona oeste), Tijuca e Grajaú (zona norte), entre outros bairros.

Panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro foram ouvidos em várias quadras do Plano Piloto de Brasília, nas asas Sul Norte. Gritos de  “Fora, Bolsonaro!”, “Fora, assassino!”, “Genocida” e “Terraplanista” invadiram a capital da República, acompanhados de buzinaços, que começaram por volta de 20h30 e duraram aproximadamente 15 minutos.

Assim como nas demais capitais, em Porto Alegre, o panelaço ocorreu de norte a sul da capital gaúcha contra o governo Bolsonaro. A manifestação foi registrada em diferentes prédios situados em bairros de classe média como Auxiliadora, Petrópolis e Higienópolis. Além dos panelaços, buzinaços também foram registrados na região. Até em locais considerados redutos bolsonaristas como Moinhos de Vento e Bela Vista, panelas ecoaram pela noite quente de Porto Alegre. O protesto também ocorreu em pontos do Centro Histórico, Bom Fim, Santana, Cristal, Menino Deus e Cavalhada.

No bairro mais boêmio da capital, Cidade Baixa, gritos de “Bolsonaro genocida” também foram registrados. Na Santa Cecília, gritos de “Bolsonaro assassino” também foram relatados. Pelas redes socais, os porto-alegrenses também postaram nas redes sociais os registros sobre o protesto. Assim como vereadores de esquerda, parlamentares do campo da direita também postaram mensagens sobre a manifestação.

Moradores de vários bairros da capital cearense também aderiram ao protesto contra o presidente. Das janelas de casas apartamentos em bairros, como o Benfica, Damas, Montese, Varjota, Joaquim Távora, Cidade dos Funcionários e Papicu, foi possível ouvir o panelaço e gritos pedindo o impeachment de Bolsonaro, como “fora, Bolsonaro!”. Antes do ato, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), convocou os seguidores na internet a protestarem.

Goiânia registrou panelaços em diversos bairros que possuem conjuntos de prédios, como o Alto da Glória, Pedro Ludovico, Goiânia 2, Negrão de Lima, Jardim Goiás, Parque Amazônia, Bela Vista, Setor Oeste, Setor Bueno e Setor Central. Também houve panelaço da cidade vizinha, segunda maior do Estado, Aparecida de Goiânia.

No Negrão de Lima houve foguete e gritos de “Fora Bolsonaro” e “Fora Bolsonaro Maldito”. Já no Jardim Goiás houve buzinaços em meio a batidas de panelas. Algumas pessoas se manifestaram contra o panelaço, gritando a palavra “mito”, em referência e apoio ao presidente. No Setor Bueno, área considerada nobre da capital de Goiás, veículos que passavam nas ruas manifestaram apoio ao panelaço buzinando.

Na capital maranhense, foram registrados panelaços de forma tímida em prédios residenciais de áreas nobres da cidade. Os que bateram panelas gritaram “Fora, Bolsonaro”. Algumas poucas reações contrárias, retrucaram bradando: “Fora, Flávio Dino”.  O governador do Maranhão faz forte oposição ao presidente da República e é um dos críticos mais ferrenhos da atuação do governo federal.

Em Florianópolis, foram registradas manifestações na região central da cidade, nas imediações da Universidade Federal e nos bairros do sul da Ilha de Santa Catarina. Os moradores gritaram “Fora Bolsonaro” e cobraram abertura de processo de impeachment contra o presidente. No centro de Florianópolis, também houve manifestações nos bares da avenida Hercílio Luz, com gritos contra o presidente e bateção de mesas. “Não dá mais para aguentar esse governo, nós temos que fazer alguma coisa, queremos impeachment”, declarou Alessandra Oliveira, de 42 anos, que, de máscara, saiu pelas ruas do centro de Florianópolis entoando o grito: “Fora, Bolsonaro”.

Também foi registrada manifestação na região continental da capital e em cidades da região metropolitana, como São José e Palhoça. A Polícia Militar fez rondas na região central por volta das 20h30, mas não foi registrado nenhum incidente.

Na capital pernambucana, houve panelaço no horário marcado por algumas publicações que foram compartilhadas ao longo desta sexta-feira, 15. Há relatos de protesto em todas as partes da cidade. No Cordeiro, zona Oeste, e na Boa Vista e no Paissandu, no centro, durou 10 minutos.

No bairro de Boa Viagem, na zona Sul, parte rica do Recife, o panelaço durou 7 minutos e algumas pessoas gritavam “fascista”. No Espinheiro, nos Aflitos, no Prado e na Madalena, bairros de classe média alta da zona norte, o panelaço também durou 10 minutos. De acordo com alguns moradores dos bairros, além das batidas também se ouvia gritos: “fora Bolsonaro”, “genocida”, “assassino”. Em algumas partes da zona norte, os protestantes também assobiavam e buzinavam.

Em Curitiba, panelaços e buzinaços em oposição ao governo federal foram ouvidos em várias regiões da capital na noite desta sexta-feira, 15. Houve manifestações nos bairros Centro, Mercês, Água Verde, Portão, Juvevê, Cabral, Cristo Rei, Batel e Bigorrilho, entre outros.

Foram ouvidos gritos de “genocida” e “assassino”, em referência à forma como Jair Bolsonaro tem conduzido as ações de combate à covid-19. Também foram registrados pedidos de renúncia.

A queda de apoio ao presidente é forte e bem notada por qualquer observador.

Nos corredores se fala em impeachment, já, sem qualquer receio.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: Estadão conteúdo

Democratas introduziram um artigo de impeachment contra Trump

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WASHINGTON – Os democratas da Câmara introduziram um artigo de impeachment contra o presidente Trump na segunda-feira por seu papel em inflamar uma multidão que atacou o Capitólio, marcando uma votação na quarta-feira para acusar o presidente de “incitar à violência contra o governo dos Estados Unidos” se o vice-presidente Mike Pence se recusou a retirá-lo do poder primeiro.

O fim de Donald Trump.

Movendo-se com velocidade excepcional, os principais líderes da Câmara começaram a convocar legisladores ainda atordoados com o ataque de volta a Washington, prometendo a proteção das tropas da Guarda Nacional e escoltas do Federal Air Marshal após a impressionante falha de segurança da semana passada. Seu retorno criou um impasse de 24 horas entre dois ramos do governo.

À medida que a campanha de impeachment prosseguia, as autoridades policiais federais aceleraram os esforços para fortalecer o Capitólio antes da posse do presidente eleito Joseph R. Biden Jr. em 20 de janeiro. As autoridades anunciaram planos para enviar até 15.000 soldados da Guarda Nacional e estabelecer uma zona-tampão de várias camadas com postos de controle ao redor do prédio na quarta-feira, exatamente quando os legisladores vão debater e votar o impeachment de Trump.

As autoridades federais também disseram que estavam se preparando para uma onda de protestos armados em todas as 50 capitais dos estados e em Washington nos dias que antecederam a posse.

“Não tenho medo de fazer o juramento lá fora”, disse Biden na segunda-feira, referindo-se a um juramento agendado para acontecer em uma plataforma no lado oeste do Capitólio, no mesmo local onde os manifestantes saquearam na semana passada, espancando policiais e vandalizando o prédio.

O Sr. Biden sinalizou mais claramente do que antes que não iria atrapalhar o processo de impeachment, dizendo a repórteres em Newark, Del., Que seu foco principal era tentar minimizar o efeito que um julgamento exaustivo no Senado poderia ter sobre seus primeiros dias no cargo.

Ele disse que consultou parlamentares sobre a possibilidade de eles “bifurcarem” os procedimentos no Senado, de modo que metade de cada dia seria gasto no julgamento e metade na confirmação de seu gabinete e de outros indicados.

Na Câmara, uma votação foi agendada para terça-feira à noite para primeiro pedir formalmente ao Sr. Pence que invoque a 25ª Emenda. Os republicanos se opuseram na segunda-feira à aprovação por unanimidade da resolução, que pedia ao vice-presidente que declarasse “o presidente Donald J. Trump incapaz de executar as funções de seu cargo e de exercer imediatamente os poderes como presidente em exercício”.

A Câmara está programada para iniciar o debate sobre a resolução de impeachment na manhã de quarta-feira, marchando em direção a uma votação no final do dia, a menos que Pence intervenha de antemão.

“A ameaça do presidente para a América é urgente, e também será nossa ação”, disse a porta-voz Nancy Pelosi, da Califórnia, delineando um cronograma que provavelmente deixará Trump destituído uma semana após ter encorajado seus partidários a marchar para o Capitol enquanto os legisladores se reuniam para formalizar a vitória de Biden.

Trump se encontrou com o vice-presidente na segunda-feira por cerca de uma hora no Salão Oval, a primeira vez desde a desavença na semana passada por causa do esforço do presidente para derrubar a eleição e o ataque da multidão ao Capitólio, que também colocou Pence na disputa perigo. Um funcionário do governo Trump que não quis ser identificado falando sobre a delicada situação disse que os dois tiveram “uma boa conversa”, mas não disse se a questão da 25ª Emenda surgiu.

O vice-presidente já havia indicado que dificilmente agiria para forçar o presidente a se afastar, e ninguém em nenhum dos partidos esperava que Trump renunciasse. Com isso em mente, os democratas já haviam começado a preparar um relatório de impeachment mais extenso, documentando as ações do presidente e a destruição que acompanhou sua acusação.

Eles estavam confiantes de que tinham os votos para tornar o Sr. Trump o primeiro presidente a sofrer impeachment duas vezes.

O artigo do impeachment invocou a 14ª Emenda, o acréscimo à Constituição da era pós-Guerra Civil que proíbe qualquer pessoa que “se engajou em insurreição ou rebelião” contra os Estados Unidos de ocupar um futuro cargo. Os legisladores também citaram uma linguagem específica do discurso de Trump na quarta-feira passada, irritando a multidão, citando-o dizendo: “Se você não lutar como o diabo, não terá mais um país”.

O Partido Republicano estava se fragmentando com o debate que se aproximava, já que alguns concordavam com os democratas que Trump deveria ser removido e muitos outros apoiavam o presidente e suas legiões de eleitores leais. Eles também estavam lutando entre si, com muitos republicanos furiosos com o que aconteceu há uma semana e culpando seus próprios colegas e líderes por terem contribuído para a atmosfera combustível que permitiu que um comício pró-Trump se transformasse em um cerco mortal.

Ao contrário do primeiro impeachment de Trump , em 2019, poucos republicanos estavam dispostos a reunir uma defesa das ações de Trump, e o representante Kevin McCarthy da Califórnia, o principal republicano da Câmara, disse em particular em sua conferência que o presidente merecia alguma culpa pela violência. de acordo com duas pessoas familiarizadas com suas observações. McCarthy permaneceu pessoalmente contra o impeachment e tentou realizar sua conferência durante uma longa ligação na tarde de segunda-feira.

Mas cerca de uma dúzia de republicanos estão considerando se juntar aos democratas para o impeachment, incluindo a deputada Liz Cheney, de Wyoming, a terceira maior republicana da Câmara.

“É algo que estamos considerando fortemente neste momento”, disse o deputado Peter Meijer, um republicano calouro de Michigan, a um afiliado da Fox em seu estado natal. “Acho que o que vimos na quarta-feira deixou o presidente inapto para o cargo.”

O Sr. Trump deu ao seu partido pouca direção ou razão para se reunir em torno dele. Escondido na Casa Branca e impedido de acessar o Twitter, ele não ofereceu defesa a si mesmo ou aos assaltantes armados que tomaram conta do Capitólio, colocando em risco a vida de líderes congressistas, suas equipes e seu próprio vice-presidente.

Chad F. Wolf, o secretário interino de segurança interna, tornou-se o último oficial de gabinete a renunciar após a rebelião do Capitólio, deixando o cargo apenas nove dias antes de ser esperado que ajudasse a coordenar a segurança na posse.

Se Trump sofrer um impeachment da Câmara, o que agora parece praticamente certo, ele enfrentará julgamento no Senado, que exige que todos os senadores estejam na câmara enquanto as acusações estão sendo consideradas. Os democratas haviam considerado brevemente tentar adiar um julgamento de impeachment até a primavera, para dar a Biden mais tempo sem a nuvem de tal processo pairando sobre o início de sua presidência, mas no final de segunda-feira, a maioria sentiu que não poderia justificar tal rapidez impeachment e justificar o atraso.

Ainda assim, o momento de um julgamento permaneceu incerto porque o Senado não estava em sessão no momento. O senador Chuck Schumer, de Nova York, o principal democrata, estava considerando tentar usar procedimentos de emergência para forçar a volta da Câmara antes de 20 de janeiro, disse um assessor democrata, mas isso exigiria o consentimento de seu homólogo republicano, o senador Mitch McConnell, do Kentucky.

Os líderes da Câmara disseram que o momento e o resultado de qualquer julgamento no Senado eram secundários em relação ao seu senso de urgência para acusar Trump de crimes contra o país.

“Se o impeachment pode ser aprovado no Senado dos Estados Unidos, não é a questão”, disse o deputado Steny H. Hoyer, de Maryland, o líder da maioria, a repórteres. “A questão é que temos um presidente que a maioria de nós acredita ter participado do incentivo a uma insurreição e de um ataque a este prédio e à democracia, tentando subverter a contagem do voto presidencial”.

O deputado Tom Reed, republicano de Nova York, disse que os republicanos da Câmara introduziriam uma medida na terça-feira para censurar Trump e “garantir que a responsabilização ocorra sem demora pelos eventos de 6 de janeiro”.

Escrevendo em um artigo Op-Ed publicado na segunda-feira à noite pelo The New York Times , o Sr. Reed acrescentou: “Devemos também olhar para alternativas que poderiam permitir ao Congresso impedir o Sr. Trump de ocupar cargos federais no futuro.

Outros esforços de responsabilização estavam em andamento na sombra do esforço para punir o Sr. Trump. A polícia espalhou-se por todo o país para rastrear e prender membros da turba e fortificar fortemente o Capitólio, onde tropas da Guarda Nacional vestidas com uniformes camuflados percorriam os corredores ornamentados e patrulhavam as calçadas do lado de fora.

O deputado Tim Ryan, de Ohio, disse que a Polícia do Capitólio estava investigando cerca de uma dúzia de seus próprios policiais e suspendeu dois por potencialmente ajudar os rebeldes. Um tirou selfies com aqueles que devastavam o Capitol; outro usou o boné “Make America Great Again” e potencialmente deu-lhes instruções, disse Ryan.

“Qualquer incidente da Polícia do Capitólio facilitando ou sendo parte do que aconteceu, precisamos saber disso”, disse ele.

Legisladores progressistas pediram investigações e possíveis expulsões de republicanos que apoiaram a tentativa de Trump de derrubar a eleição e ajudaram a alimentar a violência. Democratas mais moderados discutiram planos para tentar excluí-los daqui para frente – inclusive recusando-se a assinar seus esforços legislativos ou solicitações de rotina – porque eles provavelmente permaneceriam no Congresso. Os próprios republicanos que alimentaram as falsas alegações de roubo eleitoral não se desculparam e insistiram que suas ações não tinham nada a ver com a violência feita em nome de Trump.

O artigo de quatro páginas sobre o impeachment acusa Trump de “incitar à violência contra o governo dos Estados Unidos” quando semeou falsas alegações sobre fraude eleitoral e encorajou seus partidários em um comício fora da Casa Branca para tomar medidas extraordinárias para impedir a contagem de votação eleitoral em andamento no Capitólio. Pouco tempo depois, manifestantes invadiram o prédio, saqueando a sede do governo americano e matando um policial do Capitólio. (Pelo menos quatro outras pessoas morreram como resultado de ferimentos ou emergências médicas nos terrenos do Capitólio.)

“Com tudo isso, o presidente Trump colocou gravemente em risco a segurança dos Estados Unidos e de suas instituições governamentais”, dizia o artigo. “Ele ameaçava a integridade do sistema democrático, interferia na transição pacífica de poder e colocava em perigo um braço igualitário do governo. Com isso, ele traiu sua confiança como presidente, para prejuízo manifesto do povo dos Estados Unidos ”.

mitindo que os legisladores coletem evidências, aprimorem argumentos e ouçam a defesa do presidente ao longo dos meses. Quando a Câmara liderada pelos democratas impeachment de Trump pela primeira vez, levou quase três meses, conduzindo dezenas de entrevistas com testemunhas, compilando centenas de páginas de documentos e produzindo um caso detalhado em um relatório escrito de 300 páginas.

Desta vez, parecia que a Câmara planejava fazer isso em menos de uma semana, com pouco mais evidências do que o rápido acúmulo de registros públicos de vídeos de celulares, fotografias, relatos policiais e jornalísticos e as palavras do próprio Sr. Trump.

“Para aqueles que diriam: ‘Por que fazer isso agora, faltam apenas nove dias para o mandato do presidente?’”, Disse Joe Neguse, do Colorado, que está redigindo um guia de mensagens para o partido. “Eu diria: ‘Há nove dias no mandato do presidente.’”

Os defensores mais declarados de Trump se opuseram ao impeachment, embora a maioria não tenha defendido explicitamente sua conduta. Muitos deles, que na semana passada apoiaram seu esforço para derrubar a vitória de Biden e votaram pela rejeição dos resultados legítimos dos principais estados do campo de batalha, argumentaram que o impeachment do presidente agora apenas dividiria ainda mais o país.

Em uma carta aos colegas, o Sr. McCarthy escreveu que o impeachment “teria o efeito oposto de unir nosso país quando precisamos colocar os Estados Unidos de volta no caminho da unidade e da civilidade”. Ele tentou apontar os republicanos para possíveis alternativas, incluindo censura, uma comissão bipartidária para investigar o ataque, mudando a lei que rege o processo de contagem eleitoral que os manifestantes interromperam e a legislação de integridade eleitoral.

“Por favor, saiba que compartilho sua raiva e sua dor”, escreveu ele. “As gravatas foram encontradas nas mesas dos funcionários em meu escritório. As janelas foram quebradas. A propriedade foi roubada. Essas imagens nunca nos deixarão – e agradeço aos nossos homens e mulheres na aplicação da lei que continuam a nos proteger e estão trabalhando para levar os indivíduos doentes que perpetraram esses ataques à justiça.”

Alguns democratas moderados estavam ficando preocupados com as implicações de uma ação tão rápida e punitiva, temerosos tanto das consequências para a agenda de Biden durante seus primeiros dias no cargo quanto de desencadear mais violência em todo o país entre os partidários mais radicais de Trump. Eles tentaram reunir apoio para uma resolução de censura bipartidária, mas parecia que poderia ser tarde demais para interromper o ímpeto em favor do impeachment.

A Sra. Pelosi encerrou a ideia durante sua conversa privada com os democratas, dizendo que a censura “seria uma abdicação de nossa responsabilidade”, de acordo com um funcionário familiarizado com seus comentários.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: NYT – Nicholas Fandos é um repórter nacional baseado em Washington. Ele cobre o Congresso desde 2017 e faz parte de uma equipe que registrou as investigações do Departamento de Justiça e do Congresso sobre o presidente Trump e sua administração.

A reportagem foi contribuída por Catie Edmondson , Luke Broadwater , Emily Cochrane e Zolan Kanno-Youngs .

EUA: Guarda Nacional em prontidão, esperando os antidemocráticos

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Autoridades de todo o país estão se preparando para qualquer contágio do violento ataque da semana passada ao Capitólio dos EUA. As legislaturas estaduais já se tornaram alvos de manifestantes nos últimos dias.

Guarda Nacional Americana em alerta máximo.

Era o dia da inauguração da sessão legislativa de 2021, e o perímetro do Capitólio do Estado da Geórgia na segunda-feira estava cheio de policiais estaduais em trajes de camuflagem completos, a maioria deles carregando rifles táticos.

Do outro lado do país, em Olympia, Wash., Dezenas de tropas da Guarda Nacional com equipamento anti-motim e escudos formaram uma falange atrás de uma cerca temporária. Diante deles na chuva torrencial estava um pequeno grupo de manifestantes, alguns também vestindo uniformes militares e portando armas. “Honre seu juramento!” eles gritaram. “Lute pela liberdade todos os dias!”

E em Idaho, Ammon Bundy, um ativista antigoverno que já liderou seus partidários na ocupação de um refúgio de vida selvagem federal em Oregon, apareceu em frente à casa do estado em Boise com membros de sua organização carregando cartazes de “procurados” para o governador Brad Little e outros sob a acusação de “traição” e “sedição”.

“Em um momento de incerteza, precisamos que nossos vizinhos fiquem ao lado e continuem a guerra que está ocorrendo neste país”, declarou o grupo de Bundy em uma mensagem aos seguidores.

As capitais estaduais de todo o país estão se preparando para uma repercussão do violento ataque da semana passada ao Capitólio dos Estados Unidos , com as legislaturas estaduais já se tornando alvos dos manifestantes nos dias tensos em torno da posse do novo presidente, Joseph R. Biden Jr.

Já se foi uma grande parte da bonomia que geralmente acompanha o início anual da temporada legislativa, substituída por uma forte inquietação com a possibilidade de ataques armados e brechas na segurança em torno dos parlamentos que há muito se orgulhavam de estar abertos aos constituintes.

“Entre Covid e a ideia de que existem pessoas armadas, fazendo ameaças e falando sério, definitivamente não foi o início normal da sessão”, disse a senadora Jennifer A. Jordan, legisladora democrata da Geórgia que observou os policiais reunidos do lado de fora o Capitólio do Estado em Atlanta na segunda-feira da janela de seu escritório. “Normalmente as pessoas ficam felizes, conversando entre si, e não tem essa sensação.”

Dezenas de capitais estarão em alerta nos próximos dias, após apelos entre uma mistura de organizações antigovernamentais por ações em todos os 50 estados em 17 de janeiro. Algumas delas vêm de organizações de extrema direita que abrigam uma ampla agenda antigovernamental e já o fizeram vem protestando contra os bloqueios da Covid-19 desde a primavera passada. O FBI enviou esta semana um alerta às agências locais de aplicação da lei sobre o potencial de protestos armados em todas as 50 capitais estaduais.

Em uma entrevista coletiva em vídeo na segunda-feira, o governador Gavin Newsom, da Califórnia, disse que “todos estão em alerta máximo” para os protestos em Sacramento nos próximos dias.

A Guarda Nacional seria enviada conforme necessário, disse ele, e a Patrulha Rodoviária da Califórnia, responsável por proteger o Capitólio, também estava à procura de qualquer violência. “Posso garantir que temos um nível de segurança cada vez mais elevado”, disse ele.

Em Michigan, a polícia estadual disse que intensificou sua presença em torno do Capitólio do Estado em Lansing e continuaria assim por semanas. A comissão que supervisiona o Statehouse votou na segunda-feira para proibir o porte aberto de armas de fogo dentro do prédio, uma medida que legisladores democratas vinham exigindo desde o ano passado, quando manifestantes armados desafiando o bloqueio do governo Covid-19 invadiram o prédio.

Dois dos envolvidos nos protestos foram posteriormente presos no que as autoridades disseram ser uma conspiração para sequestrar a governadora Gretchen Whitmer e levá-la a julgamento.

A procuradora-geral de Michigan, Dana Nessel, acessou o Twitter para alertar o público para longe da Statehouse, dizendo que não era seguro.

Imagens da legislatura do estado de Wisconsin em Madison mostraram grandes folhas de madeira compensada sendo preparadas para cobrir as janelas do andar térreo. Em St. Paul, Minnesota, a Statehouse foi cercada por uma cerca de arame desde o início do verão passado, quando protestos de justiça social eclodiram sobre o assassinato de George Floyd na vizinha Minneapolis.

Patricia Torres Ray, uma senadora estadual democrata, disse que a barreira serviu para proteger o prédio e os legisladores, mas as preocupações permanecem sobre as possíveis lacunas, como o sistema de túneis subterrâneos que ligam muitos prédios públicos em Minnesota para permitir que as pessoas evitem andar ao ar livre no inverno.

O governador Jay Inslee em Washington ordenou segurança extra depois que uma multidão armada de apoiadores de Trump rompeu a cerca da mansão do governador na semana passada, enquanto ele estava em casa. As tropas estaduais intervieram para dispersar a multidão.

No Texas, a deputada Briscoe Cain, uma republicana conservadora do subúrbio de Deer Park, em Houston, disse que a legislatura de Austin provavelmente estava protegida pelo fato de tantos legisladores portarem armas de fogo.

“Estou com uma pistola na cintura enquanto conversamos”, disse Cain em entrevista por telefone na segunda-feira. “Espero que nunca sejam necessários, mas acho que é por isso que nunca serão necessários.”

A legislatura do Texas, dominada por republicanos, se reúne a cada dois anos e estava programada para começar sua sessão de 140 dias ao meio-dia de terça-feira.

Pode haver esforços para reduzir a presença de armas no Capitólio, disse Cain, mas ele previu que elas estariam fadadas ao fracasso devido ao amplo apoio à Segunda Emenda.

No Missouri, Dave Schatz, o presidente republicano do Senado Estadual, disse que centenas de legisladores se reuniram na segunda-feira no gramado do Statehouse em Jefferson City para o juramento do governador Mike Parson e outras autoridades importantes. Embora a segurança fosse rígida, com as estradas ao redor do prédio fechadas, a presença da polícia e de outros agentes de segurança era normal durante o dia, disse Schatz, e nenhum colega legislador o havia questionado até agora sobre o aumento da segurança.

“Estamos muito distantes dos eventos que ocorreram em DC”, disse ele.

Em Nevada, um líder republicano no condado de Nye postou uma carta na sexta-feira que comparou os protestos recentes contra os resultados das eleições em todo o país à Revolução Americana, declarando: “Os próximos 12 dias serão algo para contar aos netos! É 1776 de novo! ”

A carta – escrita por Chris Zimmerman, presidente do Comitê Central Republicano do Condado de Nye – gerou uma repreensão no fim de semana do deputado Steven Horsford, um democrata que representa o condado.

Ao lado, no condado de Clark, Nevada, que inclui Las Vegas, as autoridades democratas enviaram um alerta de segurança pública no domingo sobre a violência potencial em todo o estado, alertando : “Nas últimas 48 horas, a atividade online nas redes sociais aumentou para o ponto que devemos levar essas ameaças a sério. ”

Embora a maioria dos protestos anunciados até agora deva se concentrar nas capitais dos estados, as autoridades policiais e outras autoridades em várias cidades disseram acreditar que outros prédios do governo também poderiam ser alvos.

As autoridades federais disseram na segunda-feira que prenderam e acusaram um homem, Cody Melby, de disparar várias balas no tribunal federal em Portland, Oregon, na noite de sexta-feira. Melby também havia sido preso alguns dias antes quando, disse a polícia, ele tentou entrar no Capitólio do Estado em Salem com uma arma de fogo.

Alguns dos protestantes em Oregon e Washington disseram que se opunham às regras de bloqueio estadual que impedem o público de estar presente quando as decisões do governo estão sendo tomadas.

James Harris, 22, que mora no leste do estado de Washington, disse que foi ao Capitólio em Olympia na segunda-feira para pressionar os residentes a serem participantes integrais na resposta de seu estado à Covid-19. Ele disse que era contra ser forçado a usar máscaras e à distância social; os bloqueios estão “prejudicando as pessoas”, disse ele.

Harris é motorista de caminhão, mas disse que as medidas de controle do vírus o impediram de trabalhar desde março.

A Geórgia já viu problemas nos últimos dias. Ao mesmo tempo que os manifestantes invadiam o Capitólio dos Estados Unidos em Washington na semana passada, apoiadores armados de Trump apareceram do lado de fora da casa do estado na Geórgia. Policiais escoltaram para a segurança o secretário de Estado, Brad Raffensperger, que recusou as tentativas do presidente Trump de descrever a eleição presidencial como fraudulenta.

O senador Jordan observou que muitas das medidas de segurança implementadas, incluindo a construção de uma cerca alta de ferro ao redor do prédio do Capitólio, foram na verdade decididas durante as manifestações de justiça social do verão passado, quando manifestantes cercaram muitos prédios do governo.

Agora, disse ela, a ameaça vem do outro extremo do espectro político.

“Essas pessoas são claramente sérias, estão armadas, são perigosas”, disse Jordan, “e pelo que vimos na semana passada, elas realmente não se importam com quem estão tentando matar”.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fonte: NYT – Neil MacFarquhar é um correspondente nacional. Anteriormente, como chefe do escritório de Moscou, ele fez parte da equipe que recebeu o Prêmio Pulitzer de Reportagem Internacional de 2017 . Ele passou mais de 15 anos relatando de todo o Oriente Médio, incluindo cinco como chefe do escritório do Cairo, e escreveu dois livros sobre a região.

Forte pressão sobre Trump – renúncias, críticas e condenações de quem o apoiava

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A violência, promovida por Donald Trump, deixou sua marca de o pior presidente americano, corroborado pelo estúpido ato de insuflar seus seguidores radicais, iludidos por acharem que representavam o povo americano.

Donald Trump

Faltando menos de duas semanas para o presidente eleito Joseph R. Biden Jr. fazer o juramento de posse, parecia, na quinta-feira, que as rodas poderiam finalmente sair do governo Trump.

Em 24 horas, o Congresso se reuniu novamente em um Capitólio violado e espancado por uma multidão pró-Trump, formalizou a vitória de Biden sobre as objeções de mais de 100 legisladores republicanos e se viu à beira de um impeachment do presidente Trump pela segunda vez.

Um grupo crescente de legisladores, incluindo pelo menos um republicano, expressou apoio à destituição de Trump de seus poderes sob a 25ª Emenda, mesmo quando o vice-presidente Mike Pence – que teria que liderar o processo – foi dito se opor à ideia.

No Capitólio, o número de republicanos dispostos a defender publicamente Trump diminuiu. Um deles, o deputado Adam Kinzinger, de Illinois, disse que apoiava a invocação da 25ª Emenda; outro, o deputado Steve Stivers, de Ohio, disse que “não se oporia” à medida se os membros do gabinete decidissem prosseguir.

Vários funcionários de alto escalão do governo anunciaram que renunciariam, incluindo dois membros do gabinete, um gesto tardio e puramente simbólico de pessoas que apoiaram Trump mesmo quando ele promoveu alegações infundadas de fraude eleitoral e repetidamente se recusou a aceitar sua derrota.

Kayleigh McEnany, a secretária de imprensa da Casa Branca, afirmou que “toda a Casa Branca” abominava a violência que o próprio Trump havia incitado, então saiu sem responder a nenhuma pergunta. Ela falou por dois minutos na sala de coletivas de imprensa da Casa Branca e não mencionou o nome do presidente ou seu discurso que desencadeou a violência no Capitólio .

Tudo isso se desenrolou em meio ao estranho silêncio de um Twitter sem Trump, com a conta do presidente temporariamente bloqueada depois que ele tuitou elogios à multidão que havia saqueado o Capitólio, levando a pelo menos quatro mortes.

Trump voltou ao Twitter na noite de quinta-feira depois que sua suspensão foi suspensa e ele postou um vídeo de dois minutos que abordava a violência e reconheceu que “um novo governo” seria empossado em 20 de janeiro.

Da Redação O Estado Brasileiro
NYT por Maggie Astor

O desequilibrado “Trump tupiniquim” já faz ameaças para 2022 e Barroso reage

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O Ministro Luis Roberto Barroso afirma que Bolsonaro contribui para ‘ilegítima desestabilização das instituições’

Depois que Trump foi para o lixo da história, seu seguidor inveterado afirma que se não tiver voto impresso em 2022, no Brasil “vamos ter problema pior”, referindo-se ao maior ataque à democracia ocorrido nos Estados Unidos.

Ministro Luís Roberto Barroso

Bolsonaro segue cada passo de Trump, mantendo seus seguidores fanáticos da mesma forma, assim como foram preparados os cães raivosos que cometeram um verdadeiro ato terrorista no Capitólio.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, afirmou neste 7 de janeiro que as declarações de Jair Bolsonaro de que houve fraude nas eleições de 2018 contribuem para a “ilegítima desestabilização das instituições”.

Barroso disse que a “vida institucional não é um palanque e as pessoas devem ser responsáveis pelo que falam”.

“Se alguma autoridade possuir qualquer elemento sério que coloque em dúvida a integridade e a segurança do processo eleitoral, tem o dever cívico e moral de apresentá-lo. Do contrário, estará apenas contribuindo para a ilegítima desestabilização das instituições”, afirma o magistrado.

Assim como Donald Trump, Bolsonaro não apresenta provas de suas afirmações, prometidas desde março de 2020 de que teria sido eleito no primeiro turno em 2018. Como sempre, faz afirmações vazias de veracidade e nunca cumpre suas promessas, como essa de apresentação das provas.

​Barroso condenou, ainda, a afirmação de Bolsonaro de que, se não tiver voto impresso nas em 2022, “o problema será pior”.

“Por fim, uma importante lição da história é a de que governantes democráticos desejam ordem. Por isso mesmo, não devem fazer acenos para desordens futuras, violência e agressão às instituições”, afirmou o ministro.

Barroso criticou duramente a invasão do Capitólio e classificou como “atos de incivilidade e de ataque às instituições”. Segundo o ministro, os invasores do Congresso americano são “extremistas inconformados com a derrota”.

O ministro acrescentou: “rito vital da democracia e não aceitá-la é vício dos espíritos autoritários, que não respeitam as regras do jogo”.

Chefes de Estado de todo o mundo se pronunciaram, condenando o ato ocorrido no Capitólio, exceto Jair Bolsonaro, que reforçou a versão absurda de fraude nas eleições americanas, como quem aprova e aplaude o ato terrorista que resultou em 4 mortes e representou um duro golpe na maior democracia do planeta.

Por meio de nota, o presidente do TSE também defendeu as urnas eletrônicas e afirmou que o sistema é auditável e fiscalizável, diferentemente do que afirma Bolsonaro.

“Cabe lembrar que, nos Estados Unidos, existe o voto impresso, o que não impediu o ajuizamento de dezenas de ações para questionar o resultado eleitoral, todas sem êxito. Tudo o que não se precisa no Brasil é a judicialização do processo eleitoral”, afirmou o Ministro.

Segundo Barroso, as urnas não têm conexão com a internet, o que as torna “imunes a ataques hackers”.

“Nunca se apresentou perante o TSE qualquer evidência ou mesmo indício de fraude. No Brasil, fraude havia no tempo do voto em cédula, o que está vastamente comprovado nos registros históricos”, assinalou.

Ele ainda lembrou que o voto impresso não é possível de ser implementado no Brasil por decisão do STF, que o declarou inconstitucional por unanimidade.

“O Tribunal concluiu que a impressão colocaria em risco o sigilo e a liberdade de voto, além de importar em um custo adicional de quase R$ 2 bilhões, sem qualquer ganho relevante para a segurança da votação”.

A ameaça de se utilizar a 25a. Emenda, prevista na Constituição americana, pode, talvez, inspirar outros poderes no Brasil, para que não se chegue no mesmo ponto que chegou os Estados Unidos, pois, lá, tudo começou com os mesmos métodos utilizados pelo chefe do executivo daqui, o que representa séria ameaça a este país que já sofre com a pandemia e omissão do governo em inúmeros setores.

Da Redação O Estado Brasileiro
Fontes: Estadão / Folha / mídia televisiva

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