Categoria: Guerra

Governo Venezuelano mata Óscar Pérez – importante opositor do regime

REPRESSÃO – Em clima de guerra aos opositores do regime ditatorial assassino, governo da Venezuela anuncia morte de piloto rebelde em operação de captura

AFP / JUAN BARRETOTanque da Força Armada venezuelana dirige em estrada de Caracas durante operação para capturar Óscar Pérez, em 15 de janeiro de 2018

O governo venezuelano anunciou nesta terça-feira (16) que o ex-policial Óscar Pérez, protagonista do ataque de um helicóptero contra edifícios do governo em 2017, morreu junto com seis homens de seu grupo durante uma vasta operação de captura na segunda-feira nos arredores de Caracas.

Óscar Perez – piloto rebelde ao regime comunista bolivariano

O ministro do Interior, o general Néstor Reverol, incluiu Pérez, de 36 anos, na lista de “sete terroristas mortos” – entre eles uma mulher – e mostrou suas fotografias, durante um anúncio na televisão oficial.

“Diante de uma agressão que colocou em risco a vida, o procedimento foi neutralizar o grupo agressor com o lamentável balanço de sete terroristas mortos”, assegurou Reverol, ao justificar a resposta dos comandos especiais que participaram da chamada “Operação Gedeón”.

Reverol detalhou que outros seis membros do grupo de Pérez, quatro homens e duas mulheres, estão “detidos, sendo processados neste momento”, enquanto dois policiais morreram e oito ficaram feridos.

“Apesar de todas as tentativas de alcançar uma solução pacífica e negociada, este grupo terrorista iniciou de maneira dissimulada (…) um confronto que deixou dois mortos e oito oficiais feridos”, acrescentou.

Acompanhado de altos comandos militares e policiais, o ministro assegurou que os “atos cometidos por este grupo criminoso qualificam” como “terrorismo, constituindo claros e flagrantes ataques contra a institucionalidade democrática”.

Pérez era o homem mais procurado pelas forças de segurança da Venezuela desde que, em 27 de junho, sobrevoou Caracas em um helicóptero da Polícia com alguns de seus homens e lançou quatro granadas contra o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Também disparou contra o Ministério do Interior.

O ataque, que não deixou vítimas, ocorreu em meio a uma onda de protestos contra Maduro que deixou 125 mortos entre abril e julho de 2017.

Sete meses depois, comandos especiais da Polícia e a Força Armada realizaram na manhã de segunda-feira uma intensa operação de captura contra o ex-policial e seus homens, os quais foram encurralados em uma casa na estrada para El Junquito, 25 quilômetros a noroeste de Caracas.

Pouco antes do relatório do ministro, diante do silêncio mantido pelo governo sobre o destino de Pérez, seus familiares clamavam por uma “prova de vida”.

Em 15 vídeos que divulgou no Instagram durante a operação, o piloto havia acusado as autoridades de querer matá-los usando lança-granadas, embora quisessem se entregar.

da Redação OEB
com Agência AFP

Fim do Estado Islâmico é decretado

‘É claro que haverá vestígios, mas a base e as raízes foram destruídas’, disse Hassan Rohani em discurso transmitido ao vivo pela TV. General iraniano responsável por operações fora das fronteiras do país também proclamou derrota do grupo.

Presidente iraniano Hassan Rohani proclamou nesta terça-feira (21) o fim do grupo Estado Islâmico (EI) em um discurso transmitido ao vivo na televisão pública.

A derrota da organização fundamentalista sunita também foi proclamada pelo general Qassem Soleimani, um alto líder do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em uma mensagem enviada ao guia supremo do Revolução islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, que era transmitido pela Sepah News, o site dos Guardiões.

Hassan Rohani se reunirá quarta-feira (22) na Rússia com seus homólogos russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir o conflito sírio.

“Hoje, guiado por Deus e a resistência dos povos na região, podemos dizer que esse mal foi ou removido da cabeça das pessoas ou diminuído”, disse Hassan Rohani sobre o grupo EI. “É claro que haverá vestígios, mas a base e as raízes foram destruídas”, acrescentou o presidente.

General Soleimani comanda a Força al Quds, o ramo dos Guardiões responsáveis ​​por operações fora das fronteiras do Irã.

Vídeos e fotos dele na linha de frente nas batalhas contra o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria foram transmitidos repetidamente pela mídia iraniana nos últimos anos. Mil Guardiões, incluindo altos comandantes, foram mortos na Síria e no Iraque.

A guerra na Síria entrou em uma nova fase com a tomada de Albou Kamal, no fim de semana passado, pelo exército sírio e seu aliados, última cidade importante ocupada pelo grupo Estado Islâmico no país.

Na clandestinidade

Após essa derrota em Albou Kamal, restam ao grupo EI apenas algumas aldeias ao longo do Eufrates, bem como alguns sítios aqui e ali na Síria.

Na semana passada, a imprensa iraniana exibiu fotos de general Soleimani em Albou Kamal.

No Iraque, as forças iraquianas retomaram na sexta-feira a cidade de Raoua, última cidade controlada pelo Estado islâmico.

Aqueles que estão lutando contra o EI na Síria e no Iraque acreditam que a organização fundamentalista sunita agora atuará na clandestinidade e realizará uma guerrilha urbana ativando células dormentes.

da Redação OEB
com conteúdo G1

Armas apreendidas serão doadas à Polícia, prevê decreto

O Estatuto do Desarmamento determina a destruição das armas apreendidas e isso deverá mudar.
O desarmamento foi amplamente defendido no governo anterior e incluía as Polícias, com tentativas de implantação de projetos que ameaçava desarmar e até eliminar essas importantes instituições, complementadas com um verdadeiro incentivo à proteção de bandidos, o que até hoje é defendido pela esquerda.
O tal direitos humanos no Brasil não incluia, em sua prática, os direitos dos policiais, o que começa a mudar, mesmo de forma extremamente lenta.

O crime organizado aumentou, de forma espantosa, seus arsenais e a medida que deverá ser adotada reverterá, em parte, essa desvantagem a favor da Lei e da Justiça.

O governo federal vai editar um decreto para liberar a doação de armas pesadas apreendidas no país para as polícias. A intenção é garantir que fuzis e metralhadoras retirados da clandestinidade possam ser usados pelos órgãos de Segurança. Hoje, em virtude de regulamentação do Estatuto do Desarmamento, as armas irregulares são destruídas pelo Exército, mesmo que estejam em condições adequadas de funcionamento. Embora o propósito seja equipar as corporações evitando gastos em momento de crise econômica, a mudança é controversa dentro e fora do governo.

De autoria do Ministério da Justiça, o texto da proposta passou por várias negociações até ser endossado pelo chefe da Defesa, ministro Raul Jungmann, que o encaminhará à Presidência da República nos próximos dias. Ex-presidente da Frente Parlamentar do Controle de Armas na Câmara e um dos congressistas mais atuantes em prol do Estatuto do Desarmamento e contra a doação dos objetos apreendidos para as polícias, Jungmann diz que os riscos da medida foram atenuados com alterações na redação do decreto, para restringir o rol de armas passíveis de serem doadas.

— As armas que serão efetivamente repassadas para as polícias serão armas pesadas, o que reduz o risco, porque você não vai estar rompendo o padrão (das armas adotadas pela polícia), e essas armas são em um número menor, o que permite o controle e a perícia delas. As armas pequenas ficariam de fora. Por aí, acho que não tem maiores riscos — disse Jungmann.

Segundo análise de setores de inteligência do governo, com o fim das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o Brasil deve se tornar o principal destino na América do Sul dos fuzis usados pela guerrilha urbana, o que elevará a apreensão desse tipo de material nos próximos anos. Além disso, o poder de fogo cada vez mais elevado das organizações criminosas é apontado como justificativa para armar a polícia também.

Um aumento contínuo da apreensão de fuzis ocorre no Rio de Janeiro desde 2012, quando 246 armas desse tipo foram retiradas de circulação pelas polícias do estado. No ano passado, foram 344 — um acréscimo de 40% em quatro anos. Em 2016, até setembro, segundo dados oficiais do Instituto de Segurança Pública, ligado ao governo estadual, 234 fuzis já foram apreendidos.

No Brasil, houve apreensão de 110.327 armas de fogo em 2015, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Rio é o quarto estado do ranking, com 9.268 artefatos, perdendo apenas para Ceará (11.675), São Paulo (18.605) e Minas Gerais (23.227). A ideia do decreto é que a unidade da Federação onde a arma foi apreendida terá prioridade na doação. Se ela não tem necessidade daquele armamento ou não puder recebê-lo, o material poderá ser repassado a outro estado. As doações terão de respeitar o critério de quantidade e tipo de armas permitido a cada polícia no Brasil, segundo definição do Comando do Exército.

O enquadramento das doações nos limites impostos pelo Exército é usado para rebater críticas de que a medida aumentaria a circulação de armas, ampliando os riscos de desvios do material. Apesar de os ministérios da Justiça e da Defesa terem aparado as arestas sobre o decreto, após ouvidos os comandos das Forças Armadas, para chegar a um texto consensual, há resistências na Casa Civil, que dará a última palavra sobre o assunto.

MEDIDA É POLÊMICA

O decreto para liberar a doação de armas pesadas para as polícias encontra resistências dentro e fora do governo. O Executivo quer incluir a medida no Plano Nacional de Segurança Pública, que deve ser lançado ainda este ano, mas há críticas quanto aos benefícios reais da iniciativa.

Natália Pollachi, coordenadora de projetos do Instituto Sou da Paz, diz que o grande problema está nos riscos trazidos caso as doações sejam institucionalizadas de forma indiscriminada. Ela cita pesquisa da entidade feita entre 2011 e 2012 com cerca de dez mil armas apreendidas na capital de São Paulo, das quais cerca de 50% tinham numeração raspada.

— Temos que pensar como vai se dar a gestão dessas doações. A arma com numeração raspada, que é muito comum entre as apreendidas, teria de ser renumerada, o que pode fragilizar os controles do país. Não serão armas padronizadas, com especificações contempladas nos treinamentos recebidos pelas corporações e manutenção em dia — pondera Natália. — Se falamos em armas de grosso calibre, que parece ser o objetivo do governo, é preciso garantir que sejam acessadas apenas pelas equipes especiais, em ocasiões apropriadas. Não dá para usar esse armamento, que derruba parede, em situações de confronto, por exemplo.

ASSALTOS A DEPÓSITOS

Além da regulamentação do Estatuto do Desarmamento, que determina a destruição das armas apreendidas pela polícia ou entregues em campanhas de desarmamento, há resolução do Conselho Nacional de Justiça, de 2011, no mesmo sentido. Apesar disso, doações a órgãos de Segurança já ocorrem hoje, mas em situações excepcionais, com autorização expressa do juiz.

Hoje, a regra é que as armas permaneçam em depósitos judiciais, nos fóruns criminais, até o fim do processo relacionado a elas. Como as ações costumam demorar anos na Justiça, esses locais ficam abarrotados e são frequentemente alvo de assaltos e outras formas de desvios. O acervo tem como destino final o Exército, que destruiu 73.392 armas em 2015, colocando-as em prensas mecânicas para inutilização e depois em fornos com temperatura de 1.600°C.

da Redação OEB
com Globo.com

O Movimento Comunista Internacional está mais vivo do que nunca.

Caros amigos

Quando prestei concurso para a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), em 1984, fui sabatinado nas seguintes matérias: História, Geografia, Inglês e Movimento Comunista Internacional (MCI). Anos depois, face à imposição de atitudes “politicamente corretas” diante da ascensão da esquerda revolucionária – o antigo inimigo interno – aos postos chaves do governo, o conhecimento sobre o MCI deixou de ser avaliado no concurso para a ECEME, sem, no entanto, deixar de ser motivo de acompanhamento e de estudo pelo sistema de inteligência militar, encarregado de alimentar a Força e seu Comando com as informações necessárias à montagem dos planos de emprego e das tomadas de decisões no cumprimento das missões constitucionais.

Hoje, ao olhar o Brasil e o mundo, podemos avaliar tanto a impropriedade da exclusão politicamente correta da matéria MCI do concurso para a ECEME, quanto a correção da postura profissionalmente correta de não negligenciar da atitude anticomunista e do estudo evolutivo das estratégias do comunismo internacional. A situação da Venezuela, em que pesem as idiossincrasias próprias das suas Forças Armadas, é o melhor exemplo do erro que aqui não se permitiu cometer.

A autocrítica do Partido dos Trabalhadores, divulgada por ocasião de seu último congresso nacional, quando se refere a sua incapacidade para influir na formação dos quadros militares e na promoção dos Generais, atesta a correção da atitude profissional adotada.

Ao contrário do que alardeavam os interessados, o comunismo internacional não deixou de existir nem de atuar e de evoluir após o fim da Guerra Fria e da queda do “Muro de Berlim”, pelo contrário, reformulou inteligentemente seus métodos e estratégias destrutivas, visando, agora, com mais ênfase, o enfraquecimento das estruturas éticas e morais da cultura judaico cristã do mundo ocidental.

Estamos vendo o resultado desse trabalho, aqui, na Europa e nos Estados Unidos, no descoramento das tradições e dos costumes sociais e religiosos em favor de um multiculturalismo estribado na maldição “politicamente correta”, promíscuo e carente de princípios e de valores, que, ao contestar convicções seculares, põe em dúvida a importância da família e introduz no tecido social, dentre outros absurdos, o delirante conceito de “transgeneridade”.

No Brasil e nos demais países geopoliticamente estratégicos para os interesses do comunismo, podemos sentir a presença do MCI, mais vivo e atuante do que nunca, sofrendo outro, mas ainda não o último, revés.

Gen Bda Paulo Chagas

[Vale assistir o vídeo

Síria: uma trégua e muitas dúvidas

Uma trégua negociada por Washington e Moscou entrou em vigor na tarde desta segunda-feira na Síria, apesar de ser recebida com ceticismo a respeito de seu cumprimento ou não.

O acordo estipula um primeiro cessar-fogo de 48 horas a partir das 19H00 local (13H00 de Brasília) desta segunda nas regiões que não estão em mãos de extremistas como os do grupo Estado Islâmico (EI).

O exército sírio anunciou imediatamente a suspensão de suas operações militares até a meia-noite do próximo domingo.

Mesmo assim, a oposição ainda não havia expressado formalmente seu consentimento em relação ao acordo.

“A situação está em geral tranquila em todas as frentes, especialmente nas regiões de Damasco, Aleppo e Idleb, exceto por alguns foguetes lançados do sul logo antes do início da trégua”, disse à AFP Rami Abdel Rahma, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O acordo entre russos e americanos pode “ser a última oportunidade de salvar” a Síria, declarou o secretário de Estado, John Kerry, algumas horas após o início da trégua.

“Achamos que a única solução realista e possível para o conflito é, no fim das contas, uma solução política”, insistiu Kerry, destacando que ainda é “muito cedo para se tirar conclusões” sobre o sucesso da trégua.

O cessar-fogo tentará mais uma vez por fim ao derramamento de sangue que desde 2011 atinge a Síria, além de permitir conceder ajuda humanitária a milhares de civis.

Segundo o correspondente da AFP, na parte pró-regime em Aleppo o último disparo procedente do setor rebelde foi ouvido às 18H55 (12H55 Brasília). Na parte controlada pela rebelião reinava a calma desde às 17H00 (11H00).

Pouco antes que começasse a trégua, o general russo Sergei Rudskoi afirmou que o cessar-fogo alcançaria todo o país, mas que Moscou continuará atacando “objetivos terroristas”.

Se o cessar-fogo for mantido por uma semana, Rússia e Estados Unidos iniciarão – de forma inédita – ataques conjuntos contra os extremistas do EI, e da Frente Fateh Al Sham, ex-Frente al Nusra, facção síria da Al-Qaeda.

Depois de várias tentativas infrutíferas, principalmente a de fevereiro passado, persistem muitas incertezas sobre a possibilidade de se por fim a uma guerra que já deixou 290.000 mortos e expulsou de seus lares milhões de sírios.

– Reconquista

O presidente sírio Bashar al Assad de certa forma reduziu as esperanças de um rápido cessar dos combates ao declarar nesta segunda que quer recuperar todo o território que ainda não está sob controle de seu regime.
AFP / Omar haj kadour Pessoas feridas após bombardeio, em Idleb, Síria, no dia 10 de setembro de 2016

“O Estado sírio está determinado a recuperar todas as regiões que estão nas mãos dos terroristas e a restabelecer a segurança”, declarou Assad à imprensa estatal durante uma visita ao ex-reduto rebelde de Daraya, perto de Damasco.

O regime utiliza a palavra “terrorista” para fazer referência a rebeldes e jihadistas.

“Existem aqueles que têm ilusões e há cinco anos não se livraram das ilusões”, afirmou o presidente sírio, a respeito da oposição, de acordo com declarações divulgadas pela agência oficial Sana.

“Alguns apostavam em promessas do exterior”, disse, em referência aos apoiadores da oposição, como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Arábia Saudita ou Turquia.

“Estas promessas não se concretizarão”, concluiu.

– Garantias

A oposição síria, por sua vez, pediu garantias sobre a aplicação da trégua.

“Queremos saber quais são as garantias. Esperamos que existam garantias e pedimos garantias especialmente dos Estados Unidos, que é parte envolvida no acordo de trégua”, afirmou à AFP Salem al-Muslet, porta-voz do Alto Comitê de Negociações (ACN) da oposição síria.

O anúncio da trégua na sexta-feira aconteceu após semanas de negociações entre Estados Unidos e Rússia, que apoiam respectivamente a rebelião e o regime, e no momento em que os insurgentes passam por dificuldades militares, depois de uma derrota na última batalha de Aleppo.

“Estamos revisando completamente (o acordo). É realmente importante conhecer os níveis de compromisso de todas as partes no acordo, especialmente os Estados”, disse Muslet.

“Qual é a definição escolhida para “terrorismo” e qual será a resposta em caso de violação?”, questiona.

O influente grupo rebelde islamita sírio Ahrar al-Sham, por sua vez, rejeitou o acordo de trégua entre Estados Unidos e Rússia, alegando que servirá apenas para “reforçar” o governo de Damasco e “aumentar o sofrimento” do povo.

Ahrar al-Sham foi o primeiro grupo rebelde a reagir oficialmente ao acordo firmado esta semana entre russos e americanos, em Genebra. Os demais grupos rebeldes – islamitas e não islamitas – e a oposição política ainda não deram uma resposta oficial.

“O povo (sírio) não pode aceitar soluções pela metade”, afirmou Ali el Omar, subcomandante-geral do grupo, em discurso divulgado no YouTube por ocasião da Aid al-Adha, a Festa do Sacrifício, que se celebra amanhã.

“O acordo russo-americano (…) faz evaporar todos os sacrifícios e avanços do nosso povo em revolta. Apenas contribui para reforçar o governo e encurralar militarmente a revolução”, denunciou.

Ele rejeitou ainda o segundo ponto do acordo, em virtude do qual Washington deveria convencer os rebeldes a se dissociar de um importante aliado extremista – a Frente Fateh al-Sham (ex-Frente Al-Nusra). Este último, afetado pelo acordo apenas de forma indireta, também reagiu no Twitter.

“É simples. O acordo russo-americano trata da eliminação daqueles que protegem os sírios”, indicou Mostafa Mahamed, um de seus porta-vozes, referindo-se ao grupo.

da Redação OEB
com Agência AFP

Vídeo de chamada – REAÇÃO DEMOCRÁTICA [#007] General Heleno Fala à Nação 15/jun 21h

Quarta, 15 de junho às 21:00h ao vivo
Videoconferência com a equipe de O ESTADO BRASILEIRO
via Google Hangout com transmissão simultânea através
das rádios da Rede Movimento de Comunicação
Pauta:
– Amazônia
– Política indigenista
– Intervenção Militar
– Quadro político atual

Assista a videoconferência completa clicando abaixo:

Augusto Heleno Ribeiro Pereira (Curitiba, 29 de outubro de 1947) é um general-de-exército do Exército

Brasileiro da reserva. Foi comandante militar da Amazônia e Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia.

Tem posições claramente críticas com relação às políticas oficiais, particularmente com relação à atitude da comunidade internacional com relação ao Haiti e à política indigenista do governo brasileiro.

Carreira Militar

Graduou-se aspirante-a-oficial de cavalaria em 1969, na Academia Militar das Agulhas Negras, sendo o primeiro colocado de sua turma de cavalaria. Foi também o primeiro colocado de sua turma de cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME),

recebendo por isso a medalha Marechal Hermes de prata dourada com três coroas. No posto de major, integrou a missão militar brasileira de instrução no Paraguai. Como coronel, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, e foi adido militar da Embaixada do Brasil em Paris, acreditado também em Bruxelas. Como oficial-general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Centro de Capacitação Física do Exército, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército e do Gabinete do Comandante do Exército.

De junho de 2004 a setembro de 2005, foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), constituída de um efetivo de 6250 capacetes azuis de 13 países, dos quais sete latino-americanos. Da mesma forma que o embaixador chileno Juan Gabriel Valdés, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão, e dos governos de países latinos, o General Heleno expressou sua discordância quanto à estratégia adotada pela comunidade internacional em relação ao Haiti.[1] Sucedeu-o, no comando da MINUSTAH, o general Urano Teixeira da Mata Bacelar, que acabaria por suicidar-se em Porto Príncipe, quatro meses depois, em janeiro de 2006. Em 2006, deu uma palestra na polêmica Escola das Américas.

Como comandante militar da Amazônia, o general Heleno contestou a política indigenista do governo Lula, que qualificou de “lamentável para não dizer caótica”, durante palestra no Clube Militar, no Rio de Janeiro, à época da demarcação da terra indígena de Raposa/Serra do Sol. Afirmou que os índios “gravitam no entorno dos nossos pelotões porque estão completamente abandonados”.

Em 9 de maio de 2011, numa cerimônia no Quartel General do Exército em Brasília, passou para a reserva e defendeu o movimento militar de 1964.[4] , após 45 anos de vida militar.

Atuou como consultor de segurança e assuntos militares do Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde também colaborava com comentários na programação das emissoras.

Atualmente exerce o cargo de diretor de comunicação e educação corporativa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Ou Maduro ou a Constituição, diz Capriles

Depois da aprovação do impeachment no Brasil, a Venezuela intensificou os protestos e o povo foi às ruas.

Capriles pede que militares escolham entre Maduro e Constituição

O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, intimou nesta terça-feira os militares do país a decidir “se estão” com a Constituição ou com o presidente Nicolás Maduro, ao convocar o país a desacatar um decreto presidencial de estado de exceção, que considerou ilegal.

“Digo à Força Armada: aqui está chegando a hora da verdade, de decidir se está com a Constituição ou com Maduro. Esta será uma decisão que caberá à Força Armada Nacional tomar”, disse Capriles, durante coletiva de imprensa.

O governo venezuelano emitiu na segunda-feira um decreto de estado de exceção com o qual Maduro se atribui amplos poderes para enfrentar a crise econômica e conter a ofensiva para tirá-lo do poder.

Capriles, que encabeça o pedido de referendo revogatório contra Maduro de parte da oposição, considerou esta ordem do presidente venezuelano “é absolutamente nula, este é um decreto inconstitucional. E Maduro não está acima da Constituição”.

Por isto, propôs que “se Maduro insistir neste decreto, que o país desconheça este decreto”, pois assegura que a Constituição os ampara ante uma medida que “se presta para qualquer coisa”.

Capriles chegou a desafiar o presidente a que, se pretende aplicar sua decisão, “que vá preparando os tanques de guerra, que vá mandando os aviões de guerra e os tanques às ruas, porque terá que aplicá-lo pela via da força”.

O decreto, que entrou em vigor na sexta-feira passada com duração de sessenta dias, autoriza o Executivo a adotar decisões para assegurar à população o “desfrute pleno de seus direitos, preservar a ordem interna” e diminuir os efeitos de fenômenos climáticos que afetam a geração elétrica e o acesso aos alimentos, destaca o texto.

Entre as justificativas, o decreto indica que a oposição pretende o “desconhecimento de todos os poderes públicos” e promove a “interrupção do mandato” de Maduro, em alusão ao referendo revogatório que promove contra ele.

da Redação OEB
com AFP

PT tenta golpe contra a democracia e cai em mais uma situação ridícula [vídeos da reação no DF]

impeachment1O desafio ao bom senso e, mais uma vez, subestimando a inteligência do povo, parlamentares e ativistas amantes da Pátria, aconteceu em Brasília e o PT se submeteu a mais uma situação ridícula diante da Nação Brasileira.

O presidente interino da Câmara dos Deputados deverá sofrer as consequências de seu ato insano, próprio dos apoiadores do estado de coisas em que se encontra o Brasil, teve seu minuto de fama, como é próprio daqueles do seu meio, um minuto extremamente negativo.

Ao que se prevê, o deputado Maranhão apenas encurtou seu mandato, que está em risco, devendo responder, sem foro privilegiado, as acusações que o envolve na Lava Jato. Sua decisão anti-regimental, provando ser incompetente para assumir o cargo, certamente terá suas consequências.

O Brasil continua em seu novo rumo e, como noticiamos neste portal, bem antes dos acontecimentos que tomaram a mídia, agora, mais rígido, com um governo que deverá aproveitar todo o apoio das instituições que se apresentaram como aliadas na luta pela preservação da ordem e do progresso, com muita inteligência.

Veja nossa publicação desta data às 10:19h onde informamos que algo estranho ocorria em Brasília
Algo está acontecendo e Brasília se prepara para transformações

Portanto, é hora de apostarmos e apoiarmos as transformações que virão, sempre atentos na luta por um Brasil muito melhor.

Reações em Brasília:

A invasão dos movimentos terroristas do PT no Senado

Depois da decisão de continuidade de andamento do processo de impeachment:

Matéria que tomou o espaço da mídia no dia de hoje – o fatídico 09 de maio de 2016

Presidente em exercício da Câmara anula votação do impeachment
Waldir Maranhão (PP-MA) acolheu pedido da Advocacia-Geral da União.
Maranhão assumiu presidência da Câmara com afastamento de Cunha.

O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu nesta segunda-feira (9) anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ocorrida no dia 17 de abril. Ele acolheu pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

O deputado do PP, que substituiu Eduardo Cunha na presidência da Câmara na semana passada depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o peemedebista do comando da casa legislativa, marcou uma nova votação do pedido impeachment para daqui a 5 sessões do plenário da Câmara, contadas a partir do momento em que o processo for devolvido para a Casa pelo Senado.

da Redação OEB
com fontes deste veículo

Forças Armadas – o alto comando se pronunciou. O que se traduz disso?

… o Exército, “na condição de instituição de Estado, em meio à crise que assola o País, norteia-se pela preservação da estabilidade e da paz social, pela crença de serem condições essenciais para que as instituições, no exercício legítimo de suas competências, delineiem os rumos a seguir”.
General Comandante Villas Bôas

forcas-armadasO discurso do alto comando deixou claro a posição das Forças Armadas – a manutenção do processo democrático e a preservação da estabilidade
Mesmo aos trancos, a Nação está vencendo as forças que tentaram levá-la à banca rota

Seu discurso mostra, também e claramente, que vivemos um outro tempo, muito diferente de 1964, quando as Forças intervieram diretamente no executivo.
Ponto importante é o comandante ter repetido que essas Forças estão e sempre estarão prontas para defender a Nação dentro de suas atribuições, garantindo a segurança e a soberania.

O momento brasileiro atual é de retomada da democracia plena, tão ameaçada pela esquerda radical que repete, como palavra de ordem em suas manifestações: “Não vai ter golpe. Vai ter luta”.
Sabe-se que, contra as ameaças, temos a Polícia Militar e a Polícia Federal para agirem em conjunto, dentro de suas atribuições e, se necessário for, as Forças Armadas (reserva estratégica), estarão prontas para entrar no combate aos focos considerados terroristas, para restabelecer a ordem pública. Essa hipótese é uma intervenção militar na linguagem das tropas, porém, longe da intervenção militar propalada por uma pequena parcela da direita que reivindica uma tomada dos três poderes, aos moldes de 1964.

Comandante diz que Exército ‘acredita no funcionamento das instituições’

Durante celebração, general Villas Bôas diz que Força ‘norteia-se pela preservação da estabilidade’

BRASÍLIA – Em mensagem do dia do Exército, comemorado nesta terça-feira, 19, dois dias após a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o comandante da Força, general Eduardo Villas Bôas, disse acreditar no funcionamento das instituições brasileiras. Segundo ele, o Exército, “na condição de instituição de Estado, em meio à crise que assola o País, norteia-se pela preservação da estabilidade e da paz social, pela crença de serem condições essenciais para que as instituições, no exercício legítimo de suas competências, delineiem os rumos a seguir”.

RONDON5 MANAUS COLETIVA PROJETO RONDON NACIONAL General Eduardo Villas Boas - chefe do Estado maior da Amazonia fala sobre o projeto Rondon da Amazonia que sera reinaugurado na proxima quarta feira (19 de janeiro) pelo presidente Luiz Inacio Lua da Silva na cidade de Tabatinga (AM) 16|01|2005 FOTO DIGITAL: CELSO JUNIOR|AGENCIA ESTADO|AEGeneral Eduardo Villas Boas

Na ordem do dia, o general Villas Bôas destacou que “nos dias de hoje”, o Exército “não se deixa abater pelas dificuldades materiais impostas por restrições orçamentárias e salários defasados, que não condizem com a nobreza da profissão”. O comandante lembrou ainda que as Forças Armadas possuem altos “índices de confiabilidade e credibilidade” conferidos pela população do País e que o Exército é feito “de brasileiros portadores da simplicidade própria dos que têm a vocação de servir e da grandeza dos que se orgulham da profissão de soldado”.

Apesar de ser a principal data do Exército, nem a presidente Dilma Rousseff, nem o vice-presidente Michel Temer, compareceram à solenidade, que foi presidida pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo. Em seu discurso, Aldo Rebelo , depois de citar que “a história do Exército Brasileiro confunde-se com a trajetória da construção de nosso País e de nossa identidade nacional”, ressaltou que esta era a celebração “da Data Magna de uma Instituição que, assim como a Marinha e a Aeronáutica, é desprovida de qualquer busca por protagonismo fácil no cenário político institucional”. E emendou: “As Forças Armadas ajudam a formar o pensamento nacional e a modelar os objetivos permanentes do País. Que o aniversário dos Guararapes seja também oportunidade de celebrarmos o sentido de permanência que as Forças Armadas conferem à soberania da Nação”.

Defesa. Na sua fala, Aldo Rebelo disse ainda que “precisamos continuar integrando civis e militares, respeitar continuamente a memória dos grandes defensores e construtores de nossa Nação e fazer da Defesa, cada vez mais, um compromisso prioritário para todo o Brasil”. E passou a defender a necessidade de garantia de recursos para as Forças Armadas pedindo um mínimo de 2% do PIB para o Ministério. “A viabilização das condições materiais deve expressar-se no orçamento adequado para a Defesa, fixo e previsível, acima do nível médio dos últimos anos, de 1,5%. Esse tema está em debate na Câmara dos Deputados e a recém-apresentada PEC 197 estabelece para a Defesa a aplicação de, no mínimo, 2% do PIB. Sua aprovação conferirá à Defesa os recursos necessários para que projetos estratégicos de longo prazo sejam executados de forma contínua e previsível”, pediu Aldo, ao destacar a importância das Forças disporem de “meios indispensáveis” para que “cumpram sua missão constitucional com segurança”.

“Marinha, Exército e Força Aérea só poderão proteger a Nação com os meios e equipamentos adequados e suficientes, e nossos militares só terão condições de dar a melhor resposta possível em uma situação de necessidade, se estiverem garantidos sua formação e permanente treinamento”. Aldo encerrou seu discurso dizendo que o Brasil “precisa consolidar uma Política de Defesa compatível com essa grandeza, tanto em relação ao aspecto espiritual, forjado na abnegação e no patriotismo que guiaram a vida dos heróis de Guararapes, quanto em relação ao destino geopolítico do País”.

Dilma. A presidente Dilma não compareceu à cerimônia, mas encaminhou uma mensagem destacando que “as brasileiras e brasileiros sabem que podem contar com o Exército brasileiro”. “Saibam que o País é extremamente grato a vocês pela permanente demonstração de abnegação, de confiabilidade e de eficiência no cumprimento do seu dever constitucional”.

Dilma fez referência também “ao atual processo de transformação do Exército Brasileiro, com o desenvolvimentos dos projetos estratégicos que miram para o futuro e buscam dotar a Força Terrestre da necessária capacidade operacional e de dissuasão extrarregional”. Para ela, “esses projetos são também importantes indutores do fomento do parque industrial brasileiro, em especial da nossa indústria de defesa e, por isso, mesmo em um cenário fiscal adverso, temos buscado garantir, no âmbito do Ministério da Defesa, os recursos necessários à continuidade dos projetos estratégicos de todas as forças”.

A presidente Dilma lembrou que o Exército celebra hoje “368 anos de existência e também se comemoram 150 anos da participação brasileira nas batalhas de Tuiuti e Ilha de Redenção, importantes episódios no maior conflito armado da América do Sul, a guerra da Tríplice Aliança”. De acordo com ela, “nosso Exército desempenhou papel central na condução da solução militar do conflito e consolidando-se como instituição comprometida com os destinos da Pátria e da sociedade”.

Em sua fala, a presidente salientou ainda que “além de manter seus efetivos preparados para o cumprimento da missão constitucional de Defesa da Pátria e garantia da lei e da ordem, o Exército “tem papel decisivo” na execução de obras de engenharia em todo o País e em atividades de apoio de calamidade pública, emergências sociais e saúde pública e terá “papel essencial na condução das ações de defesa nos jogos olímpicos”.

da Redação OEB
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Recorde de PMs mortos – aumento de quase 70%

Com o incentivo dado às facções criminosas, desde as ditas “movimentos sociais”, mantidas pelo PT, até as apoiadoras e financiadoras de campanhas políticas, o aumento brutal de policiais vítimas desses bandos é um problema que precisa ser equacionado e resolvido com extrema urgência.

A liberdade de cumprimento das Leis e o fim da criminalização de PMs que cumprem o dever, deve ser revista.
Comissões de direitos humanos que protegem bandidos já estão chegando ao final, com a eliminação do partido que se agigantou no Brasil e agora sucumbe diante da sociedade e instituições que começam a lutar pela preservação de suas imagens.

Explode número de PMs mortos no Estado

Em 2016, 27 agentes foram assassinados – maior índice em 7 anos; em relação a 2015, alta é de 68,7%. Governo diz adotar ações contra crimes

pm-mortes-01Com média de um assassinato a cada quatro dias, as mortes de policiais militares de São Paulo estão em escalada desde o início de 2016. As ocorrências subiram em todos os meses e já somam 27 homicídios de PMs no Estado – o maior índice em sete anos. Entre os casos, há reações a assalto, execuções e confrontos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que adota medidas para reduzir crimes contra policiais e que empenha equipes especializadas em investigações.

Embora abril não tenha acabado, o número de PMs mortos em São Paulo neste ano já é maior do que nos quatro primeiros meses de 2015. Também houve alta na comparação mês a mês. É o que mostra levantamento feito pelo Estado com base em estatísticas registradas no Diário Oficial do Estado e informações da PM referentes a março e abril de 2016, ainda não publicadas.

Até o dia 12 de abril, foram mortos cinco PMs em serviço e outros 22 que não estavam em atividade na hora do crime. A soma é 68,75% maior do que os registros dos quatro primeiros meses de 2015, quando 16 PMs foram assassinados – seis em serviço, de acordo com o Diário Oficial. Houve aumento em janeiro (de 50%), fevereiro (de 200%), março (de 75%) e até mesmo em abril, considerando dados parciais, já que o mês não acabou: foram oito ocorrências, ante seis no mês inteiro de 2015. O índice é o maior desde 2009, quando 34 policiais foram vítimas de homicídio.

Para o coronel reformado da PM José Vicente Filho, especialista em Segurança Pública, a quantidade de casos é “aterradora”. “Em Nova York (EUA), por exemplo, morre um policial por ano.” Na maioria das ocorrências, o policial estava fora de serviço, situação em que, segundo especialistas, o agente está mais exposto a riscos.

Segundo Vicente Filho, é preciso analisar caso a caso para explicar o aumento do índice. O especialista destaca que, recentemente, muitos PMs foram vítimas de assaltos, execuções, vinganças ou acabaram mortos por descuidos com segurança pessoal. “A ‘surpresa’ é a principal característica desse crime”, afirma o especialista

Na zona sul da capital, o soldado Gilberto Jorge Cardoso, de 35 anos, foi assassinado por um assaltante na frente da mulher e da filha de 4 anos, em 8 de abril. O criminoso usou a arma do próprio policial, guardada sob o banco do carro. No dia seguinte, o cabo Miguel Lopes Filho, de 46 anos, foi executado em uma lanchonete de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Historicamente, a morte de policiais fora de serviço está relacionada à realização de “bicos” para complementar a renda. “Sabe-se muito pouco sobre o que acontece na folga. O aumento pode significar que mais policiais estejam procurando ‘bicos’, em que, obviamente, as condições de trabalho são muito piores”, diz o cientista político Leandro Piquet, professor da Universidade de São Paulo (USP). “Pode ser um efeito mecânico da crise, de precisarem buscar mais dinheiro.”

Em serviço. Já os PMs que estavam em serviço foram mortos em confronto. A ocorrência mais recente é a do soldado Paulo Henrique Bazílio, de 34 anos, baleado na cabeça no dia 10, durante perseguição a dois criminosos em Rosana, no interior. Seis dias antes, os soldados Leonel Almeida de Carvalho, de 29 anos, e Alex de Souza da Silva, de 28, foram mortos por disparos de fuzil após uma quadrilha atacar uma transportadora de valores em Santos, no litoral.

A Secretaria de Segurança Pública afirma que adotou ações para reduzir a morte de policiais. Entre elas, cita a Resolução SSP 40/15, que determina o comparecimento das Corregedorias e dos comandantes da região no local onde um policial foi assassinado. Segundo a pasta, a medida “garante maior eficácia nessas investigações”.

“Como resultado, houve queda de 33,4% nos casos de PMs mortos em serviço. De abril de 2015 a fevereiro de 2016, foram registradas 10 ocorrências, ante 15 no período de abril de 2014 a fevereiro de 2015”, diz, em nota. O recorte não considera o número de policiais assassinados fora de serviço nem as estatísticas de março e abril deste ano, ainda não publicadas no Diário Oficial. A secretaria também destaca que há uma “equipe especial” dedicada a investigações de mortes de PM.

No caso da transportadora, a SSP ofereceu recompensa de R$ 50 mil para quem fornecer informações que levem à identificação dos autores do crime.

da Redação OEB
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