Category: Gen Paulo Chagas

jan 27

Sem disparar um só tiro! Gen Paulo Chagas

Caros amigos

A Revolução Democrática de 1964 teve início com larga movimentação de tropas aparentemente antagônicas, e foi vitoriosa sem que fosse disparado um só tiro!

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jan 23

O exemplo de David Canabarro‏ merece ser revisto – Gen Paulo Chagas

Há alguns anos, escrevi que, apesar do cuidado com que vigiamos, participamos e acompanhamos a evolução dos acontecimentos relacionados à política nacional, somos surpreendidos por informações e posturas alarmantes e até chocantes.

Daquela feita, compartilhei o fato de ter sido informado da existência, em Continue reading

jan 15

Intervenção Militar – Legitimidade versus Legalidade

Caros amigos

A Constituição Federal de 1988 não diz que os militares podem intervir na política. Diz que as FFAA destinam-se a garantir as INSTITUIÇÕES, a LEI e a ORDEM, SEMPRE sob a AUTORIDADE SUPREMA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, mesmo quando solicitadas a agir por qualquer dos outros poderes (Legislativo ou Judiciário).

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dez 13

Afinal, quem é que não confia nas FFAA?

Publiquei em meu FB uma entrevista do Ministro Chefe do GSI, Gen Etchegoyen, na qual ele rebate argumentos intervencionistas colocados de forma insidiosa pelos repórteres no exercício do seu papel profissional.

Houve-se muito bem o General, limitando-se a responder com a coerência e a responsabilidade que exigem o seu cargo, as informações privilegiadas de que dispõe e, principalmente, a confiança que um Chefe Militar tem e que deve demonstrar  no comprometimento histórico das FFAA com a democracia no Brasil.

Acrescento a essa argumentação a herança familiar que, com orgulho, Sérgio Etchegoyen carrega e tem defendido em quaisquer circunstâncias.

Li todos os comentários postados – em sua quase totalidade condenatórios à  postura das FFAA e do General e a favor de uma intempestiva intervenção militar –  e concluo quanto à incoerência das críticas e principalmente dos críticos, pois fica muito clara a falta de confiança nos Militares  por parte dos que pensam que só eles podem salvar o Brasil!

Não me parece coerente depositar a última esperança em quem não se tem plena confiança.

Quem demonstra, de fato, confiança nos Soldados são os que vão para as ruas em todas as oportunidades, de forma ordeira e urbana,  para protestar e manifestar, com garra e determinação, o seu repúdio à  classe de políticos e de dirigentes que vêm sendo postos nessas posições pelo poder do povo, desde antes do fim do Regime Militar.

Demonstra confiança nos Militares quem faz a sua parte sabendo que pode contar com eles como o último recurso da democracia.

Demonstram confiança nos Militares os que demonstram, antes de mais nada, acreditar e confiar em si mesmos, como cidadãos que exigem respeito à sua vontade e aos seus direitos e que não se permitem, por nada, esmorecer.

Demonstra confiança nas FFAA quem sabe e entende que o que mais interessa aos comunistas é outro confronto armado a partir de uma iniciativa impensada dos militares – melhor forma para rapidamente  transfigurarem-se de algozes que são nas vítimas que nunca foram.

Demonstram confiança nos militares aqueles que já entenderam que os comunistas só serão definitivamente neutralizados se desalojados pela mesma via que os colocou no poder político,  na Suprema Corte, nas universidades, nos sindicatos, nas escolas e que lhes permitiu organizarem-se em falsos “movimentos sociais”.

Demonstram confiança nos militares aqueles que já aprenderam que a militância da sociedade organizada em torno da verdade e da liberdade é a única forma de vencer e de substituir o pensamento esquerdista inoculado na mente e no comportamento da sociedade inculta e desavisada.

Demonstram confiança nas FFAA aqueles que sabem e acreditam que o único partido dos que empunham as armas do Estado – e que foram formados e adestrados para emprega-las – é o Brasil e que, por ele, empenharão até a vida se necessário!

Demonstra confiança nos militares quem não se desespera ou perde o rumo a cada revelação de delações premiadas, supreendendo-se como se ainda não conhecesse a extensão do mal a ser extirpado.

Demonstra confiança nas FFAA quem confia em Sérgio Moro, no MPF e na Polícia Federal.

Enfim, amigos, além dos comunistas e dos corruptos, não demonstram confiança nos militares brasileiros os que pensam que são melhores do que eles, que chamam Villas Bôas e Etchegoyen de “vermelhos” e que imaginam poder lhes impor uma atitude impensada, precipitada e fora das circunstâncias em que eles, e somente eles, entendem como as que lhes exigem atitude e iniciativa.

É o  que penso e não discuto.

Gen Bda Paulo Chagas

nov 23

O caixa dois, os picaretas e as quadrilhas

Em 2012, durante o julgamento do “Mensalão”, a Ministra Cármen Lúcia afirmou: “Acho estranho e muito grave que alguém diga, com toda tranquilidade, que ‘ora, houve caixa dois’ (…) como se fosse algo banal, tranquilo, que se afirma com singeleza. Caixa dois é crime; caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira; caixa dois compromete, mesmo que tivesse sido isso, ou só isso; e isso não é só; e isso não é pouco! E dizer (…), parece-me, realmente, grave, porque fica parecendo que ilícito no Brasil pode ser praticado, confessado e tudo bem. E não é tudo bem, tudo bem é estar num país, num Estado de Direito, quando todo mundo cumpre a lei”.
Há algum tempo, Lula da Silva, o boquirroto, talvez sob efeito de alguma das suas cachaçadas, revelou ao Brasil a existência de 300 picaretas no Congresso Nacional.
Por que teria falado só em três centenas? Afinal, quem sabe contar e esconder dinheiro sabe contar bandidos e comparsas. Ou será que se referia só às quadrilhas adversárias?
Tudo é possível quando se trata de desonestidade institucional e disputa pelo butim.
Segundo as mídias, nesta 4ª Feira, 23 de novembro, o Presidente da Câmara (Coordenador Geral das Quadrilhas?), reunido com os Líderes dos Partidos (Chefes de Quadrilhas?) definirá se a Ministra Cármen Lúcia mentiu, “se acha”, ou é tão incompetente que não sabe o que seja “Caixa Dois”!
Seja lá como for, esta é a oportunidade para os brasileiros saberem quantos são, de fato, os picaretas e quantas quadrilhas há, de fato, na Câmara de Deputados.
Façam as suas apostas!!!
Gen Bda Paulo Chagas

nov 13

O Movimento Comunista Internacional está mais vivo do que nunca.

Caros amigos

Quando prestei concurso para a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), em 1984, fui sabatinado nas seguintes matérias: História, Geografia, Inglês e Movimento Comunista Internacional (MCI). Anos depois, face à imposição de atitudes “politicamente corretas” diante da ascensão da esquerda revolucionária – o antigo inimigo interno – aos postos chaves do governo, o conhecimento sobre o MCI deixou de ser avaliado no concurso para a ECEME, sem, no entanto, deixar de ser motivo de acompanhamento e de estudo pelo sistema de inteligência militar, encarregado de alimentar a Força e seu Comando com as informações necessárias à montagem dos planos de emprego e das tomadas de decisões no cumprimento das missões constitucionais.

Hoje, ao olhar o Brasil e o mundo, podemos avaliar tanto a impropriedade da exclusão politicamente correta da matéria MCI do concurso para a ECEME, quanto a correção da postura profissionalmente correta de não negligenciar da atitude anticomunista e do estudo evolutivo das estratégias do comunismo internacional. A situação da Venezuela, em que pesem as idiossincrasias próprias das suas Forças Armadas, é o melhor exemplo do erro que aqui não se permitiu cometer.

A autocrítica do Partido dos Trabalhadores, divulgada por ocasião de seu último congresso nacional, quando se refere a sua incapacidade para influir na formação dos quadros militares e na promoção dos Generais, atesta a correção da atitude profissional adotada.

Ao contrário do que alardeavam os interessados, o comunismo internacional não deixou de existir nem de atuar e de evoluir após o fim da Guerra Fria e da queda do “Muro de Berlim”, pelo contrário, reformulou inteligentemente seus métodos e estratégias destrutivas, visando, agora, com mais ênfase, o enfraquecimento das estruturas éticas e morais da cultura judaico cristã do mundo ocidental.

Estamos vendo o resultado desse trabalho, aqui, na Europa e nos Estados Unidos, no descoramento das tradições e dos costumes sociais e religiosos em favor de um multiculturalismo estribado na maldição “politicamente correta”, promíscuo e carente de princípios e de valores, que, ao contestar convicções seculares, põe em dúvida a importância da família e introduz no tecido social, dentre outros absurdos, o delirante conceito de “transgeneridade”.

No Brasil e nos demais países geopoliticamente estratégicos para os interesses do comunismo, podemos sentir a presença do MCI, mais vivo e atuante do que nunca, sofrendo outro, mas ainda não o último, revés.

Gen Bda Paulo Chagas

[Vale assistir o vídeo

set 21

A vitimização é direito e recurso dos culpados

Caros amigos,

gen-paulo-chagasJosé Antônio Dias Toffoli – o advogado petista alçado à condição de Ministro do STF por Lula da Silva, agora réu na Operação Lava Jato – em recente manifestação, afirmou, de forma coerente com seu currículo profissional e, principalmente, com as afeições e compromissos que o levaram à Suprema Corte, que “megaoperações” do judiciário levam ao totalitarismo. Disse isso, ironicamente, como se o totalitarismo não fosse o objetivo maior do partido que o colocou naquela função como etapa e condição para esta conquista!

Referiu-se ao Judiciário, olhando de soslaio para o Juiz Sérgio Moro e para a equipe de Promotores que investigam a roubalheira do PT, como se este estivesse a ultrapassar seus limites e a exercer um poder virtual – o moderador – que, desde a proclamação, por uma centena de anos, foi exercido pelos militares, endossando assim um defeito congênito da frágil, capenga e vulnerável República brasileira.

Dando rédeas à uma visão distorcida da ética profissional, além de acusar os Juízes de estarem exacerbando de suas funções e de equipararem-se aos militares em atitudes tomadas em outros tempos, ainda os ameaçou com a condenação ao ostracismo pelo desgaste decorrente de fazer o que é certo e direito – mas não politicamente correto – como se este tipo de valor pudesse ser mais importante do que a honestidade e a coragem de aplicar a justiça.

Chamou o povo brasileiro – farto de ser enganado e roubado – de doido e imoral e acusa o Judiciário de criminalizar a política – como se esta não estivesse sendo exercida por uma maioria de “picaretas”. Condena as investigações da Lava Jato e a punição de políticos e empresários criminosos porque, no seu modo de ver, a aplicação da lei para essa classe de cidadãos representa a negação do direito e da democracia.

Na mesma linha irônica de pensamento manifestou-se o Presidente do Congresso, Senador Renan Calheiros, ao chamar de “exibicionismo sem culpa formada” a exposição pública, as explicações e as justificativas apresentadas pelos integrantes do Ministério Público (MP) no Paraná sobre às acusações que fizeram ao ex-presidente Lula da Silva e que foram acolhidas pelo Juiz Sérgio Moro.

Para o Senador, dizer a verdade e expor à sociedade – doida e imoral, segundo Toffoli – o resultado de um minucioso trabalho investigativo é exibicionismo, o que – parece que ele não sabe! – será sempre feito sem a definição da culpa, porquanto cabe ao Juiz e não ao MP fazê-lo.

Por várias razões indiciado e em vias de ser processado, o Senador Calheiros parece advogar em causa própria. Talvez lhe interesse um perfil mais baixo na publicidade das demandas acusatórias que recaem sobre ele. Aparenta ter tanto medo da verdade que ameaça usar o seu poder para criminalizar a sua prática!

Fazendo coro com o que me permitem interpretar as falas do Ministro Dias Toffoli, o Senador, ao que tudo indica, enxerga Sérgio Moro e Deltran Dalagnol como dois grosseirões que desconhecem as normas do comportamento politicamente correto e que, por isto, usando via da justiça, querem desmascarar reputações e descortinar crimes que, até pouco tempo, pareciam inalcançáveis.

A vitimização é direito e recurso dos culpados. É o que, como parte desse povo “doido e imoral”, tenho o direito de pensar e de interpretar!

Gen Bda Paulo Chagas

set 17

O ceticismo e a impaciência trabalham a favor do adversário.

por General Paulo Chagas

Caros amigos
Gen-Paulo-ChagasHá duas semanas Dilma Rousseff sofreu o impeachment que quase todos queriam e que alguns poucos duvidavam que ocorresse. Não foi uma vitória completa, arrasadora, porque as forças subterrâneas, na clandestinidade, atuaram para salvar parte do poder de combate do inimigo e lograram um êxito ainda não consolidado.

O PT foi tirado do poder, mas ainda não da vida pública. Na verdade, nunca será, porque, se queremos uma democracia plena, esta terá que acolher até quem contra ela conspira. Isso nos mostra que a nossa luta, mesmo não sendo uma luta “a muerte”, como a que o Che e os Castro impuseram à pobre Cuba – nunca mais “libre” -, será um entrechoque árduo e permanente de ideias e argumentos. O PT poderá desaparecer mas a proposta socialista permanecerá enquanto houver quem acredite na utopia do homem novo.

Lula foi finalmente denunciado por uma pequena parte de seus crimes, de forma clara, eloquente e competente pelos Procuradores do Ministério Público (MP), o que caracteriza o início do fim de um mito – literalmente – do pau oco!

Alguns, desconhecendo o papel do MP e o rito processual da justiça, dizem – por razões que variam da má fé à ignorância, passando pelo sensacionalismo – que não há, porque não foram apresentadas publicamente, provas dos crimes de que ele é acusado.

Ledo engano, porque cabe ao Juiz Sérgio Moro acolher ou não a denúncia e o comportamento recorrente do magistrado, e da equipe de procuradores que processam as investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato, nos dá sobejos  argumentos para alimentar a expectativa de ver o acusado dirigindo-se “a pé” para a cadeia, como publicamente prometeu.

Lula da Silva, por sua vez, reuniu seus poucos correligionários em um auditório de hotel para tentar, em vão, comover a Nação com sua reconhecida verve de conveniente e camaleônica coerência. Chorou, mas não comoveu nem tampouco convenceu, muito pelo contrário.

A figura – disfarçada de acaju – de Gleisi Hoffmann e seu sorriso irônico, acompanhados pelo balbuciar e o olhar “viajante” de Lindberg Farias e da postura de papagaio de pirata de Paulo Rocha, saltitante de um a outro ombro do “líder”, bem demonstram que o PT continua o que sempre foi, um engodo, e, mais recentemente, uma quadrilha a debochar do obscurantismo da sua militância e da gente miserável cuja pobreza usou para locupletar-se de dinheiro público.
Enquanto isso, a CPI da Lei Rouanet foi aprovada e José de Abreu – o cuspidor – e outros “famosos apaniguados” terão que apresentar-se no papel de eles mesmos para prestar contas da “mamata cultural” que enchia seus bolsos.

Concomitantemente, uma reforma política foi também aprovada, pondo em xeque a existência de partidos de aluguel, nanicos e sem propostas, que visam tão somente a participação no absurdo Fundo Partidário e o aluguel de espaço nos horários eleitorais. Segundo alguns especialistas, a medida poderá reduzir de mais de trinta para apenas uma dezena o número de partidos políticos no Brasil.

Ricardo Lewandowiski – o pigmeu – foi substituído na presidência do STF por Cármen Lúcia, uma indicada de Lula da Silva que brindou a alma brasileira com a seguinte declaração pública: “Na história recente da nossa Pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penaç 470 [Mensalão] e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção. Não passarão sobre os juízes e as juízas do Brasil. Não passarão sobre novas esperanças do povo brasileiros, porque a decepção não pode estancar a vontade de acertar no espaço público. Não passarão sobre a Constituição do Brasil!”.

Há muitos outros fatos novos a registrar. Vou deter-me nestes poucos para concluir que são indícios de que estamos progredindo lentamente no território do adversário. Se por um lado temos a nosso favor a razão, as evidências e o maior efetivo, devemos aceitar a verdade de que demos ao inimigo muito tempo para preparar e fortalecer as suas posições e que, portanto, temos muitos obstáculos a ultrapassar, armadilhas para desarmar e resistências a vencer.

Deixar-se dominar pelo pessimismo ou pela ansiedade e negar, desprezar ou reduzir a importância desses indícios é trabalhar para o inimigo, cujo foco é e tem que ser a nossa perda de impulsão.

Os verbos continuam a ser perseverar e vigiar e isto só será possível se valorizarmos todas as conquistas e quaisquer mudanças no ambiente operacional. A motivação para o combate é combustível indispensável para a manutenção da nossa ofensiva, não podemos desperdiça-lo com ceticismo e impaciência.

Gen Bda Paulo Chagas

ago 04

Democracia Direta, será que funciona? General Paulo Chagas

gen-paulo-chagasAparentemente, a chamada Democracia Direta seria uma forma oportuna para contornar a plêiade de picaretas que povoa o Congresso Nacional em número bem maior do que o sugerido por Lula da Silva há algum tempo.

A proposta encontra uma falsa coerência quando confrontada com a realidade da primazia do interesse pessoal dos políticos sobre os da Nação e com a descabida quantidade e o fisiologismo dos “partidos” que dividem cadeiras no legislativo e cargos na administração pública.

À primeira vista, seria lógico que os cidadãos pudessem impor diretamente a sua vontade, deixando de lado as eleições e os eleitos, já que a maioria dos partidos brasileiros servem apenas para negociar os horários eleitorais e seu apoio às propostas de quem paga mais.

No entanto, se olharmos com mais atenção para o pensamento preconizado por Antônio Gramsci e adotado pela esquerda mais radical, liderada pelo Partido dos Trabalhadores, verificaremos que esta situação está perfeitamente alinhada com os objetivos hegemônicos visados pela estratégia do Foro de São Paulo.

A inexistência de uma disputa política organizada, propositiva e honesta favorece a ilusão de uma participação direta da sociedade nas decisões de governo e torna-se a melhor máscara para a ditadura das ideias e dos interesses do partido no poder, ou do “partido único”, ou, ainda, do “único partido organizado e capaz de propô-las”.

A proliferação de legendas nanicas e vazias de propostas, vai, portanto, ao encontro dos interesses totalitários do Foro de São Paulo e da ressuscitação do comunismo no Brasil e na América Latina.

A ideia da participação direta dos cidadãos na discussão das proposições de governo, desconsiderando a representatividade do parlamento, em que pese, teoricamente, respeitar e fortalecer a vontade do povo, nas circunstâncias criadas pela demagogia e pela corrupção do processo político brasileiro, na realidade, tem efeito diametralmente oposto e transforma a ideia em mais uma utopia à disposição dos intelectuais orgânicos, muito bem identificados e instruídos pelos Cadernos do Cárcere de Antônio Gramsci e pelos radicais da esquerda, cujas ganância, desonestidade e  despreparo estão a ser desmascarados.

Nós, brasileiros, temos que entender que o que precisa ser mudado não é a forma como exercemos a democracia, mas os nossos hábitos. As soluções sempre estiveram aos nosso alcance, mas o nosso descaso para com a política fez com que as deixássemos nas mãos de uma maioria de políticos despreparados, desonestos ou mal intencionados.

Devemos urgentemente reduzir o número de partidos e exigir deles projetos realistas de governo, assim como, selecionar, eleger e fiscalizar aqueles cidadãos que, em nosso nome, terão que empenhar o melhor dos seus esforços para implementa-los, ou seja, precisamos assumir o domínio e o controle do processo político existente antes de pensar em qualquer aventura em terreno desconhecido e para o qual não estamos efetivamente preparados.

A resposta à pergunta título deste texto é, sem dúvidas, que, nessas circunstâncias, a Democracia Direta só funcionaria para acabar de vez com a democracia.

Gen Bda Paulo Chagas
Colunista

jul 21

O Liberalismo e a natureza humana – General Paulo Chagas

Gen-Paulo-ChagasNão sou filósofo, nem tampouco sociólogo. Sou um simples, mas orgulhoso, soldado que exerce o direito de ter opinião.

Como não me envergonho de pensar, não me considero dono da verdade, não temo críticas construtivas e inteligentes ou outros ensinamentos mas, principalmente, não temo aperfeiçoar o que penso.

Assim, ouso dizer que, embora o homem moderno seja um ser social, não é da sua natureza deixar de priorizar, em primeiro lugar, a sua família e o que é seu. Depois dela, valoriza, em prioridades variadas, os amigos, a comunidade, a sua cidade, a província, mas, finalmente, e acima de todos esses, a terra em que nasceu, vive e onde produz o sustento da sua família. O nacionalismo é, portanto, um comportamento natural do homem e a negação deste sentimento é contrária à sua natureza.

A competição está na sua gênese – a sobrevivência do mais forte, a seleção natural. O homem quer ser o melhor ou, pelo menos, cada vez melhor e, naturalmente, sempre que a oportunidade se apresenta, vale-se dela para levar vantagem pessoal, familiar ou coletiva.

A necessidade de viver em sociedade e as regras de convivência daí decorrentes inibem o seu instinto animal e fazem-no ver a conveniência da prática da virtude sobre a do vício, embora este último seja, naturalmente, mais atraente.

A tentação da corrupção é, por conseguinte, algo natural e um vício a ser reprimido pelo próprio homem em seus relacionamentos sociais, de trabalho, comerciais e políticos. Conhecendo a si próprio, ele cria regras naturais, instintivas, de fiscalização e auto defesa.

No entanto, quando o conjunto organizado dessas regras ultrapassa os limites da simplicidade, dificultando o desenvolvimento natural da competitividade, torna-se caldo de cultura para a prática da corrupção. A concorrência é como uma competição esportiva, que só será atraente se as regras forem simples, de fácil compreensão e de comum acordo entre os competidores. Vence o que, naquele momento, tiver, honestamente, o melhor desempenho. Todos querem ser os melhores.

A partir dessas constatações simples, tenho concluído que a causa primária dos problemas brasileiros está nas tentativas de tutelar o comportamento humano e de impor à sociedade um conjunto cada vez mais complexo de regras contrárias à sua natureza e que privilegiam, em última análise, muito mais as regras do que os resultados, muito mais a burocracia do que a produtividade e que desprezam a vontade e a capacidade de cada um para ter e ser o que quiser e puder, dentro das suas possibilidades. .

Estou convencido que o ideário liberal, algo que nunca foi definitivamente experimentado no Brasil, deve ser a solução a ser buscada para os nossos problemas. Precisamos, por outro lado, de competência para entender seu verdadeiro significado e para estar à altura das responsabilidades que demanda.

“O governo mínimo não é ausência de governo, mas governo com foco, determinado a deixar que o mercado descubra a sua vocação” (Jorge Jacob – empresário paulista). Essa “determinação” deverá incluir uma vigilância, cujo nível será tanto menor quanto maior for a nossa capacidade para entender as regras do mercado.

A debacle do projeto socialista bolivariano do Foro de São Paulo dá ao liberalismo a melhor oportunidade para apresentar-se como solução, desde que isto seja feito com inteligência e lucidez para que a sociedade entenda que o sucesso depende principalmente da confiança na nossa própria competência para compreender, dominar e praticar a democracia e as leis do mercado.

É preciso apresentar e implementar o liberalismo de forma que seja o mais palatável em meio ao amargor da situação atual e de suas projeções futuras, ou seja, já que qualquer solução será dolorida, por que não experimentar o que nunca foi experimentado e que tem dado certo em outros lugares?

Como dizem os mais inteligentes e desassombrados, é na crise que encontramos as melhores oportunidades. Deus queira que saibamos encontrar e explorar as nossas!

Gen Bda Paulo Chagas
Colunista