Category: Eleições

nov 13

Escolha o futuro que você quer para o Brasil – Gen Rocha Paiva

General da Reserva
Luiz Eduardo Rocha Paiva – 
O Brasil tem sido governado por uma abjeta máfia dirigente, disseminada por quase todos partidos do nefasto espectro político que envergonha o país. Seu poder de corrupção sempre existiu, mas aumentou geometricamente após a ascensão da esquerda radical, com seu populismo ideológico e embuste moral. Elas formaram a aliança que governou o país desde 2003, mas se desfez em 2016 com o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

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dez 27

Gráficas da campanha Dilma/Temer são alvos da PF. Há, sim, o que temer…

 “Diga-me com quem andas…”
O presidente, que anunciou estar trabalhando pela estabilização do País nessa terça, sofre com a possibilidade de cassação. Pelo que se mostra, a Polícia Federal também não está descansando no que seria o recesso.
Os alvos deverão revelar ainda mais elementos para sustentar uma futura e breve decisão judicial que, segundo o próprio Temer, deverá ser “rebatida” até a última instância.
A chapa está quente com a investigação.

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dez 08

Impeachment de Temer – PT, como de hábito desde sua fundação, alimenta a enxurrada de pedidos contra os governos

Para não perder o costume, o partido “mais ilibado da história” entra com mais um pedido de impedimento.

Desde sua fundação o PT segue a rotina de pedidos de impeachment de qualquer governo que não seja o dele.

Apenas para o seu próprio qualificou como golpe. Todos os outros foram considerados como pedidos legítimos, em nome da democracia, da liberdade etc etc etc.

Michel Temer

O PT vai protocolar nesta quinta-feira, 8, mais um pedido de impeachment do presidente Michel Temer, com base no caso denunciado pelo ex-ministro da Cultural Marcelo Calero. A peça, com 37 páginas, é assinada por 20 pessoas, sendo quatro juristas e o restante representantes de “movimentos sociais”, como são chamadas suas militâncias pagas.

“Além de tolerar a conduta ilegal de Geddel Vieira Lima, há fortes indícios de que o presidente da república usou da interveniência de dois outros subordinados para consubstanciar o atendimento a uma solução ao caso, contrária à firme deliberação do ministro titular da pasta responsável pelo tema, Marcelo Calero”, afirma o documento.

O pedido é protocolado na Câmara dos Deputados. É preciso que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aceite o pedido para dar início a um processo.

De acordo com o pedido de impeachment, a conduta de Michel Temer caracteriza crime de responsabilidade. Na descrição dos fatos, o documento alega que Temer estava ciente da pressão do ex-ministro Geddel Vieira Lima sobre Calero, mas não impediu sua atuação. Ao contrário, determinou o encaminhamento do caso à Advocacia Geral da União (AGU).

Na interpretação da assessoria técnica que elaborou o documento, a conduta de Temer permitiu que o interesse privado de Geddel interferisse nas providências a serem adotadas pelo órgão competente, no caso, o Ministério da Cultura.

“A solução proposta de encaminhamento do processo administrativo à Advocacia Geral da União artificializou um conflito de órgãos da administração, travestindo de interesse público um interesse particular de um Ministro de Estado”, diz o documento.

A peça é assinado por Alexandre Conceição (MST), Carina Vitral (UNE), Carolina Tokuyo (Fora do Eixo), Carolina Proner (jurista), Clayton (Mídia Ninja), Denildo (Comunidades Negras Rurais Quilombolas), Edson da Silva (Intersindical), Gabriel dos Santos (ANPG), Guilherme Boulos (MTST), Ivanete Oliveira (UNEGRO), Juvelino Strozacke (jurista), Leonardo Yarochevsk (jurista), Luana Pereira (Levante Popular), Lúcia Rincón (UBM), Marcelo Neves (jurista), Raimundo Bonfim (CMP), Sonia Bone (APIB), Vagner Freitas (CUT) e Wanderley (CONAM).

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

nov 13

O Movimento Comunista Internacional está mais vivo do que nunca.

Caros amigos

Quando prestei concurso para a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), em 1984, fui sabatinado nas seguintes matérias: História, Geografia, Inglês e Movimento Comunista Internacional (MCI). Anos depois, face à imposição de atitudes “politicamente corretas” diante da ascensão da esquerda revolucionária – o antigo inimigo interno – aos postos chaves do governo, o conhecimento sobre o MCI deixou de ser avaliado no concurso para a ECEME, sem, no entanto, deixar de ser motivo de acompanhamento e de estudo pelo sistema de inteligência militar, encarregado de alimentar a Força e seu Comando com as informações necessárias à montagem dos planos de emprego e das tomadas de decisões no cumprimento das missões constitucionais.

Hoje, ao olhar o Brasil e o mundo, podemos avaliar tanto a impropriedade da exclusão politicamente correta da matéria MCI do concurso para a ECEME, quanto a correção da postura profissionalmente correta de não negligenciar da atitude anticomunista e do estudo evolutivo das estratégias do comunismo internacional. A situação da Venezuela, em que pesem as idiossincrasias próprias das suas Forças Armadas, é o melhor exemplo do erro que aqui não se permitiu cometer.

A autocrítica do Partido dos Trabalhadores, divulgada por ocasião de seu último congresso nacional, quando se refere a sua incapacidade para influir na formação dos quadros militares e na promoção dos Generais, atesta a correção da atitude profissional adotada.

Ao contrário do que alardeavam os interessados, o comunismo internacional não deixou de existir nem de atuar e de evoluir após o fim da Guerra Fria e da queda do “Muro de Berlim”, pelo contrário, reformulou inteligentemente seus métodos e estratégias destrutivas, visando, agora, com mais ênfase, o enfraquecimento das estruturas éticas e morais da cultura judaico cristã do mundo ocidental.

Estamos vendo o resultado desse trabalho, aqui, na Europa e nos Estados Unidos, no descoramento das tradições e dos costumes sociais e religiosos em favor de um multiculturalismo estribado na maldição “politicamente correta”, promíscuo e carente de princípios e de valores, que, ao contestar convicções seculares, põe em dúvida a importância da família e introduz no tecido social, dentre outros absurdos, o delirante conceito de “transgeneridade”.

No Brasil e nos demais países geopoliticamente estratégicos para os interesses do comunismo, podemos sentir a presença do MCI, mais vivo e atuante do que nunca, sofrendo outro, mas ainda não o último, revés.

Gen Bda Paulo Chagas

[Vale assistir o vídeo

out 18

Lava Jato: força-tarefa denuncia Dr. Helio, ex-prefeito de Campinas, por lavagem de dinheiro

Político teve despesas de campanha pagas por empréstimo fraudulento concedido a José Carlos Bumlai pelo Banco Schahin

Ex-prefeito de Campinas – Helio de Oliveira Santos (PDT)

Os procuradores que integram a força-tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba apresentaram, nesta terça-feira (18/10), denúncia contra o ex-prefeito de Campinas (SP) Helio de Oliveira Santos, também conhecido como Dr. Helio; o ex-tesoureiro do PT Delubio Soares; o ex-presidente do Banco Schahin Sandro Tordin; os publicitários Giovane Favieri e Armando Peralta e o empresário Natalino Bertin. Todos respondem pelo crime de lavagem de dinheiro envolvendo cerca de R$ 4,2 milhões, provenientes de um empréstimo fraudulento no valor total de R$ 12 milhões, concedido formalmente em outubro de 2004 pelo Banco Schahin a José Carlos Bumlai, mas que se destinou na realidade ao pagamento de dívidas do interesse o Partido dos Trabalhadores. O empréstimo nunca foi pago por Bumlai, sendo que como contrapartida a Schahin obteve um contrato de US$ 1,6 bilhão para operação de um navio-sonda da Petrobras.

Caminho do dinheiro – A partir das investigações, foi constatado que José Carlos Bumlai, Giovane Favieri, Armando Peralta e Sandro Tordin se reuniram no segundo semestre de 2004 com o objetivo de fechar a obtenção de um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões que seria concedido pelo Banco Schahin a Bumlai, cujo objetivo na realidade era repassar a terceiros para o pagamento de dívidas do Partido dos Trabalhadores. A empreitada criminosa contou ainda com a participação do ex-tesoureiro da agremiação partidária

Helio de Oliveira Santos (PDT)

Delubio Soares, que se reuniu pessoalmente com os acionistas do banco Schahin para viabilizar a obtenção dos recursos.

Após a liberação do empréstimo, Bumlai começou a repassar os valores aos beneficiários finais por intermédio de operações que tinham por objeto ocultar a origem ilícita do dinheiro. Para isso, contou com a cooperação de Natalino Bertin, que emprestou as contas interpostas do Frigorifico Bertin para dificultar o rastreamento do destino final do dinheiro, tendo em conta que esta empresa movimentava elevadas quantias em negócios lícitos.

Do Frigorífico Bertin, metade dos valores seguiram para a Remar Agenciamento e Assessoria Ltda, de Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, empresário do Rio de Janeiro que se incumbiu de direcionar o valor ao empresário Ronan Maria Pinto, em fatos já denunciados pela força-tarefa em abril de 2016.

Outra parcela dos valores foi direcionada pelo Frigorífico Bertin a credores do Partido dos Trabalhadores. Nesse contexto, a empresa Núcleo de Desenvolvimento de Comunicação (NDEC), pertencente a Peralta e Favieri, recebeu R$ 3.405.000,00. O pagamento foi como contraprestação pelos serviços prestados a Helio de Oliveira Santos (PDT), mais conhecido como Dr. Helio, no segundo turno da campanha a prefeito de Campinas em 2004. Dr Helio foi o candidato apoiado pelo Partido dos Trabalhadores após a derrota do candidato oficial do partido, Eustáquio Luciano Zica, no primeiro turno. Houve ainda a destinação de R$ 500 mil para pagamento da empresa Omny Par Empreendimentos Consultoria e Participações, que era credora dos publicitários Giovane Favieri e Armando Peralta.

Proveniente do mesmo empréstimo do Banco Schahin, o valor de R$ 95 mil foi usado para pagamento da King Graf, também por serviços prestados ao Partido dos Trabalhadores na campanha de 2004. Outra parcela, de R$ 150 mil, foi utilizada para pagamento de honorários do advogado de Laerte Arruda Correa Júnior, empresário relacionado a Delubio Soares, então detido na operação Vampiro. Uma parcela dos valores obtidos por Bumlai, de aproximadamente R$ 1,8 milhão, segue sem destino conhecido.

Outras denúncias relacionadas – A denúncia de gestão fraudulenta pela concessão do empréstimo foi apresentada em dezembro de 2015. Já a acusação de lavagem de dinheiro de outra parcela do mesmo mútuo, de cerca de R$ 6 milhões, que teve o empresário Ronan Maria Pinto como destinatário final, foi oferecida em abril de 2016. A denúncia apresentada agora é, justamente, um desdobramento dos fatos apurados anteriormente.

Confira a íntegra da denúncia aqui

da Redação OEB
com Ministério Público Federal

out 15

Reforma política relatada por um petista. Essa é a vontade de Rodrigo Maia

Maia afirma que o sistema proposto [lista fechada] é o mais barato, ignorando o alto preço que o Brasil deverá pagar pelo que ele defende.
O partido (ou facção) responsável pelas sujeiras que denegriram, ainda mais, a classe política é o escolhido por Maia para a relatoria da tão necessária reforma política.
Aos olhos do povo isso é motivo de grande preocupação, por se tratar de um integrante de uma organização criminosa relatando a reforma que determinará a forma do povo escolher seus representantes.
Rodrigo Maia enfrenta duras críticas que desgastam mais ainda a sua imagem.

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Rodrigo Maia – o homem que optou pelo PT na relatoria

Comissão Especial da Reforma Política deve ser instalada na próxima semana

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse, nesta quinta-feira, que a comissão especial que vai discutir a reforma política deve ser instalada na próxima semana.

Ele se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, para tratar do tema.

Na próxima semana um grupo de senadores e deputados deve iniciar a discussão para uma proposta de sistema eleitoral.

“Eu espero que seja na próxima semana, eu acho que a gente precisa, foi o acordo que a gente fez com o Renan, criar um grupo de estudo para preparar um texto sobre sistema eleitoral para que a gente possa em novembro aprova-lo no plenário da Câmara.”

O Senado deve enviar à Câmara, em novembro, uma parte da reforma que inclui o fim das coligações para cargos proporcionais, como deputados, e uma cláusula de desempenho para que partidos tenham direito a recursos e funcionamento parlamentar.

Na comissão da câmara deve ser discutido o sistema eleitoral, que pode mudar do formato atual para a lista fechada ou o voto distrital. Na lista fechada o eleitor vota nos partidos já sabendo quem seriam os deputados eleitos por partido. O distrital dividiria os estados em regiões para eleger deputados.

Segundo Maia, sem financiamento privado das campanhas eleitorais, a solução da lista fechada é mais barata:

“Porque o voto em lista, além de ter bons exemplos na Europa, ele é mais barato. É uma eleição por estado. Ninguém pode negar que em vez de fazer 70 campanhas para deputado no Rio, você vai fazer uma de federal; e, em vez de 100 campanhas de deputado estadual, você vai fazer uma”

Rodrigo Maia adiantou que o relator da comissão que será formada na Câmara deve ser o deputado Vicente Cândido (PT-SP), mas o presidente do colegiado ainda não foi escolhido.

Comissão deve ser instaurada na próxima semana para discutir mudanças no sistema eleitoral

O presidente da Câmara defende a adoção de um sistema de lista fechada, onde o eleitor vota em uma lista de candidatos apresentada pelos partidos.

Maia está confiante na possibilidade de aprovação deste modelo, já rejeitado pela Câmara em outras votações. Segundo ele, o cenário atual, sem doações empresariais, contribui para um clima propício de aprovação da lista fechada.

— Da última vez, perdemos por dez votos e o ambiente é mais propício hoje porque não temos mais financiamento empresarial. Além de existirem bons exemplos na Europa, o custo das eleições é mais barato — disse Maia.

Segundo ele, enquanto o Senado discute o fim das coligações partidárias em eleições proporcionais e cláusulas de barreira, que permitirão a redução do número de partidos no país, a Câmara discutirá a mudança no sistema eleitoral. As duas propostas tramitarão em paralelo nas duas Casas.

— Aprova uma daqui e vai para lá e a de lá, vem para cá — disse.

Segundo o presidente da Câmara, se a decisão da comissão for pela lista fechada, terão que ser aprovadas regras para a distribuição dos recursos.

da Redação OEB
com Câmara Legislativa

set 28

TCU confirma que houve irregularidades na distribuição de panfletos de Dilma em 2014

O Brasil não quer lembrar dela, mas o TCU não a esqueceu
tcu

O TCU confirmou irregularidades na distribuição, sem chancela, pelos Correios de santinhos de Dilma Rousseff em 2014. Benjamin Zymler pede hoje que o caso vá para o Tribunal Superior Eleitoral.

Contrariando norma da própria estatal, os Correios distribuiram panfletos de campanha da ex-presidente, enquanto candidata Dilma Rousseff (PT) sem chancela ou comprovante de postagem oficial – o que impede a comprovação de pagamento para o envio da propaganda eleitoral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ao menos 4,8 milhões de panfletos petistas foram distribuídos desse modo. Sem a chancela, contudo, é impossível saber ao certo se a quantidade de material enviado corresponde à paga pelo partido.

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A exceção foi aberta por meio de comunicado interno distribuído em 3 de setembro de 2014 pela Diretoria Regional Metropolitana dos Correios. No texto, atribuiu-se ao fato um problema na impressão das peças, enviadas como mala postal domiciliária. O caso é tratado como “excepcional”. O órgão responsável pela autorização é chefiado, na ocasião, por Wilson Abadio de Oliveira, afilhado político do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que aparece sorridente ao lado de Dilma e Lula nos folders distribuídos.

O caso provocou irritação nos carteiros, que ameaçaram não entregar os santinhos. Ao questionarem seus chefes sobre a ausência da estampa oficial, foram orientados a entregá-los como estavam. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-ACS) em Campinas enviou uma carta a Divinomar Oliveira da Silva, filiado ao PT e diretor regional da estatal no interior do Estado, cobrando esclarecimentos. A categoria ameaçou entrar com representação no Tribunal Superior Eleitoral. Já os Correios informaram que o pagamento pelo serviço foi feito à vista, com emissão de recibos, e que a autorização “excepcional” está prevista nas moras da estatal. Nomeado por Dilma em 2010, o sindicalista Wagner Pinheiro, então preside a empresa, era filiado ao PT do Rio de Janeiro. Eransformou a estatal em feudo do partido desde que assumiu o cargo.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

set 20

Bispo suspendeu padre que se filiou ao PCdoB

Religião – 

Decreto de Suspensão de Ordem Sagrada

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O padre Eduardo Inácio de Abreu (MG) filiou-se ao PCdoB e anunciou sua candidatura a vereador.
Essa atitude levou o Bispo José Eudes Campos do Nascimento a suspendê-lo da Ordem Sagrada com demissão do Estado Clerical.
O fato ocorreu neste 16 de setembro na cidade de Leopoldina – MG.
O sacerdote está proibido de exercer todos os direitos ou funções eclesiásticas.

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da Redação OEB
Autor: Dom José Eudes

set 15

Polícia Federal – Fernando Pimentel, governador de Minas e o empresário Marcelo Odebrecht são indiciados

A grande vitória do PT foi a eleição de Fernando Pl para o governo de Minas Gerais.
Isso provocou uma grande votação para Dilma naquele Estado e o partido festejou na época.
Agora, como todo petista, Fernando Pimentel é indiciado mais uma vez e cai por terra tudo o que foi realizado em nome da corrupção, graças as mudanças que o Brasil assiste no combate à corrupção.

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Fernando Pimentel – Governador de Minas Gerais

A Polícia Federal indiciou o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e o empresário Marcelo Odebrecht por corrupção no âmbito da Operação Acrônimo. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o indiciamento foi feito há três semanas. No entanto, a informação só veio à tona nesta quinta-feira, quando a PF deflagrou uma nova fase da operação, que apura desvios de dinheiro público para campanhas eleitorais e liberação de financiamentos do BNDES para obras no exterior.

O indiciamento foi autorizado pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso será analisado agora pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, que decidirá se os dois serão denunciados.

Já havia provas para o indiciamento. A PF mapeou o caminho do dinheiro desviado do Ministério da Saúde para a campanha de Pimentel. Pelo menos R$ 1 milhão teria saído dos cofres da Saúde para o petista. A polícia também destrinchou a obtenção de financiamento do banco de desenvolvimento pela a Odebrecht.

Pimentel e Odebrecht

Segundo investigação da PF, um ex-diplomata cedido ao Ministério da Fazenda era o considerado peça-chave para desenrolar os empréstimos da Odebrecht no BNDES, de acordo com as informações apuradas pelos investigadores até agora. Álvaro Luiz Vereda Oliveira – que tinha função na Secretaria de Assuntos Internacionais da Fazenda – teria recebido vantagens indevidas da construtora para viabilizar empréstimos junto ao BNDES no exterior. A atuação foi, principalmente, para financiar a atuação em Angola, Cuba, Gana, na República Dominicana, no Panamá, e no México.

Contratos e ordens de serviço mostram, segundo essas fontes, uma relação entre a construtora e a empresa DM Desenvolvimento de Negócios Internacionais LTDA. A empresa foi aberta em 18 de julho de 2010 e prestava consultoria técnica e assessoria relacionadas a estrutura de crédito à exportação. Os investigadores apreenderam contratos assinado por Álvaro e João Carlos Mariz Nogueira, diretor da Odebrecht.

Álvaro, depois de ter atuado na secretaria internacional da Fazenda, responsável por atualizar as garantias de crédito internacionais, passou a fazer parte dos quadros da DM. Chamou a atenção dos investigadores o fato de um pouco menos de um mês após ele ter deixado a Fazenda ter sido celebrado contrato milionário entre a recém-criada DM e a Odebrecht com liberação de empréstimos de US$ 3 bilhões do BNDES.

Policia_Federal_auditorio_RNA DM foi aberta no dia 25 de março de 2010 e tinha como sócios Victor André Lopes da Costa cruz e José Andres Lopes da Costa Cruz. Essas pessoas foram retiradas da sociedade aproximadamente dois meses depois e Álvaro Luiz foi incluído como sócio juntamente com Luciano seu irmão. Pela quantia liberada, a DM teria recebido a quantia de US$ 7,6 milhões.

O advogado Eugênio Pacelli, responsável pela defesa do governador, minimizou o indiciamento de Pimentel. Segundo ele, “indiciamento é ato de convencimento da autoridade policial, e não tem qualquer outra consequência”. Pacelli também criticou a oitava etapa da Operação Acrônimo. Para o advogado, as buscas e conduções coercitivas estariam se repetindo em determinadas datas com o objetivo de impressionar a opinião pública e pressionar o STJ a abrir processo contra Pimentel.

— Isso vai me revirando o estômago. A cada véspera de julgamento no STJ (sobre a competência do tribunal para abrir processo contra o governador) tem uma operação. É uma tentativa de chamar a atenção da opinião pública e influenciar o STJ. É uma manipulação sem fim — disse Pacelli.

Na próxima semana, a Corte Especial do STJ deverá retomar a votação sobre a competência do tribunal de abrir processo contra o governador de Minas Gerais sem autorização prévia da Assembleia Legislativa. A questão já entrou em pauta pelo menos três vezes. Na última delas, foi suspensa por um pedido de vista do ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

PIMENTEL

Numa outra frente, os investigadores da operação Acrônimo identificaram um caminho para que os recursos do Ministério da Saúde chegassem à campanha de Fernando Pimentel. Eles passavam pela Gráfica Brasil, cujo dono é Benedito Rodrigues de Oliveira Neto. Ele assessorou Pimentel na campanha e fechou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Nos depoimento, Bené contou o trâmite dos recursos.

Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, Bené pagou propina para fechar contratos e receber recursos. Parte do dinheiro dos contratos abasteceu a campanha do governador mineiro.

De 2012 a 2014, o Ministério da Saúde realizou – por meio de pregão eletrônico número 294/2012 – uma contratação superfaturada da gráfica Brasil, de acordo com a apuração da operação. Para isso, Bené confessou que pagou R$ 1,35 milhão de propina a servidores. Segundo o empresário, Bené entregava o dinheiro para o então secretário de Assuntos Administrativos da Saúde Marcos José Pereira Damasceno.

Num dos casos, Bené tinha uma fatura de R$ 5 milhões pendente de pagamento no Mistério da Saúde. Ele recebeu a visita de Alfredo José de Morais Júnior, representante de Damasceno, o qual teria pedido 5% do valor do faturamento da gráfica Brasil junto ao Ministério da Saúde. A propina seria dividida entre os dois. Bené negociou e afirma que ajustou percentual para 3%. O dinheiro era entregue em espécie na casa do Alfredo na 213 norte, uma quadra da área nobre de Brasília. Bené narra ainda na sua delação que distribuiu muito mais dinheiro. Deu R$750 mil a dois servidores da Saúde chamados Marcos e Andréia para ter outros serviços e não ser importunado.

BENÉ BENEVOLENTE

O que mais chamou a atenção dos investigadores foi a relação com a servidora Gilnara Pinto Correa.Depois de perder a função na secretaria de administração da Saúde, em 2013, ela procurou Bené e pediu R$ 200.000 para resolver problemas financeiros. Ao Ministério Público, Bené disse que, como ela sempre prestou bom serviço, ele deu o dinheiro e ainda conseguiu a nomeação dela como coordenadora-geral de materiais e patrimônio do Ministério da Saúde.

Ela ficou responsável por assinar pregões eletrônicos realizadas. Logo a gráfica Brasil conseguiu um contrato para análise algumas notas fiscais e ordem de serviço. Ela subcontratou a empresa Esdeva Indústria Gráfica Ltda e mesmo assim obteve um lucro considerado “exorbitante” pelos investigadores. O sócio dessa empresa, André Freitas Neves, é amigo de Bené. E, por meio dessa gráfica, realizou doação de R$ 1 milhão para campanha de Fernando Pimentel.

ENTENDA A OPERAÇÃO

A Operação Acrônimo teve início em maio deste ano e mirou empresários que doaram para partidos políticos na campanha de 2014. O principal alvo foi Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, dono de gráfica em Brasília, uma das quatro pessoas presas na primeira ação.

Entre as medidas determinadas pela Justiça Federal, esteve o sequestro de um bimotor turboélice King Air, avaliado em R$ 2 milhões, de propriedade do empresário, que é ligado ao PT.

A mesma aeronave havia sido apreendida durante a campanha com R$ 116 mil. Marcier Trombiere Moreira havia sido detido em 2014, ao descer da aeronave, e voltou a ser preso na Operação Acrônimo. Trombiere é ex-funcionário do Ministério das Cidades, mas pediu exoneração ano passado para atuar na campanha de Fernando Pimentel.

Bené foi solto 12 horas depois após pagar uma fiança de R$ 78 mil. Ele havia sido preso em flagrante por formação de quadrilha, mas a Polícia Federal não esclareceu o que o empresário estava fazendo no momento da prisão.

Em junho, relatório sigiloso da PF acusou Pimentel de prática de possíveis atos de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa supostamente chefiada por Benedito Oliveira. Entre os indícios de corrupção, a PF informa que o empresário pagou despesas com transporte e hospedagem do governador e da mulher dele, Carolina Oliveira, no Maraú Resort, numa praia da Bahia, entre 15 e 17 de novembro de 2013, quando Pimentel ainda era ministro do Desenvolvimento.

A PF também investiga pagamentos realizados por sindicatos mineiros a pessoas ligadas ao governador mineiro. A suspeita é de que os pagamentos ocorreram com o intuito de beneficiar diretamente o petista, em troca de vantagens no governo estadual.

da Redação OEB
com O Globo

ago 24

REAÇÃO DEMOCRÁTICA #014 – O Impeachment, O STF e a Lava Jato

Quarta, 24 de agosto às 21:00h – Videoconferência
A fase final do impeachment, o Supremo Tribunal Federal em conflito com o Ministério Público Federal e as consequências para a Lava Jato e as previsões para depois do 30 de agosto.
Com a equipe de O ESTADO BRASILEIRO .com.br
e convidados.
Com transmissão simultânea da Rede Movimento de Rádios.
#OEB

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