Categoria: Educação

Umberto Eco – pensamento, vida e obra

“Hoje, quando afloram os nomes de corruptos e fraudadores, as pessoas não se importam com isso, e só vão para a cadeia os ladrões de galinhas.”

Umberto Eco * 5-jan-1932  +19-fev-2016

Umberto Eco surpreende em suas obras e, de forma aberta e contundente, em suas declarações que explica, até, o que ocorre nas redes sociais e WEB em geral, com efeito no ativismo e tantas outras áreas. Da mesma forma, resume o jornalismo atual e fala sobre a missão que não está sendo cumprida.

A conspiração dos imbecis

O escritor italiano diz que a internet dá voz a todo tipo de opinião desqualificada — e que o jornalismo, tema de seu novo romance – Número Zero – deve atuar como um filtro para o que se lê na rede.

As declarações de Eco

Os imbecis na rede (WEB)
As pessoas fizeram um grande estardalhaço por eu ter dito que multidões de imbecis têm agora como divulgar suas opiniões. Ora, veja bem, num mundo com mais de 7 bilhões de pessoas, você não concordaria que há muitos imbecis? Não estou falando ofensivamente quanto ao caráter das pessoas. O sujeito pode ser um excelente funcionário ou pai de família, mas ser um completo imbecil em diversos assuntos. Com a internet e as redes sociais, o imbecil passa a opinar a respeito de temas que não entende.

Sobre o Jornalismo

A crise do jornalismo começa nos anos 50, com a televisão. Antes disso, os jornais diziam, pela manhã, o que havia acontecido no dia anterior, ou até mesmo na noite anterior. Os próprios nomes indicavam um pouco isso: o italiano Corriere della Sera, o francês Le Soir, o inglês Evening Post. Depois da televisão, os jornais passaram a dizer, pela manhã, o que as pessoas já sabiam. Eles deveriam ter mudado – e não mudaram. Mudar, naquele contexto, significaria reduzir o número de páginas, mas, em vez disso, os jornais ampliaram o tamanho, sobretudo por razões de publicidade. Ora, como preencher esse espaço? Três possibilidades. Primeira: aprofundar a informação através de análises e comentários. Alguns jornais foram por esse caminho, com maior ou menor êxito, como o New York Times. Segunda possibilidade: a pura fofoca, que foi o caminho de certos jornais britânicos. Terceira: a repetição das mesmas notícias. Há dois dias, um garoto sul-americano atacou um controlador de trem aqui em Milão com um machado. É uma informação que pode ser dada em uma pequena coluna. No entanto, você olha os jornais e lá estão páginas inteiras sobre o assunto. Pode até ser divertido, enquanto tomo o café, ler mais detalhadamente uma matéria mais longa. Acredito que Hegel estava certo: a leitura dos jornais de manhã é a oração do homem moderno.

As conspirações

No livro O Pêndulo de Foucault, as teorias da conspiração estavam no centro da trama. Em Número Zero, no entanto, Umberto Eco faz um uso diverso das conspirações.
Há um personagem paranoico, Braggadocio, que constrói a sua própria conspiração, com um elemento inventado: Mussolini não teria sido executado. Fora isso, todos os fatos que relato em Número Zero pertencem à categoria das conspirações reais. A característica de uma conspiração verdadeira é que ela é invariavelmente descoberta. Houve uma conspiração para matar Júlio César, e todos sabemos. O perigo está nas conspirações falsas, pois você não consegue desmenti-las – mas elas se prestam à manipulação: quem quiser tirar proveito delas poderá montar contraconspirações muito reais. Foi o que Hitler fez, propagando a falsa conspiração dos judeus, dos Protocolos dos Sábios de Sião.

Escritor ou Filósofo?

Sobre a conciliação entre suas duas facetas – a de acadêmico e a de autor pop, Eco dizia: “Eu sou um filósofo. Escrevo romances apenas aos fins de semana”.

A estética medieval, as seitas secretas e, claro, as teorias conspiratórias são temas recorrentes na obra do escritor – um fascínio que ele compartilhava com seus milhões de leitores. Em O Pêndulo de Foucault, um plano conspiratório feito por diversão sai do controle quando os personagens passam a ser perseguidos por uma sociedade secreta real. Em O Cemitério de Praga, que se passa no final do século XIX, o avô do protagonista é um antissemita que acredita que maçons, templários e illuminatis orquestraram a Revolução Francesa. No seu último romance, Número Zero, lançado no ano passado, um comendador cria um jornal somente para chantagear seus inimigos.

Tanta conspiração rendeu um gracejo que Eco gostava de repetir em suas últimas entrevistas. “Eu inventei Dan Brown”, dizia ele, com uma boa dose de acidez, sobre o autor de O Código Da Vinci. “Ele é um personagem do meu romance O Pêndulo de Foucault. Eu o inventei. Ele compartilha da fascinação de meus personagens pelo mundo das conspirações. Suspeito que Dan Brown nem sequer exista.”

Quem é Umberto Eco

O Castelo Sforzesco, em Milão, preserva tesouros da arte italiana, como a Pietà Rondanini, de Michelangelo. Um dos sóbrios edifícios residenciais em frente ao castelo abrigava outro tesouro italiano: Umberto Eco, filósofo, crítico literário e romancista traduzido em mais de quarenta idiomas.
O italiano transitava com desenvoltura entre o mundo acadêmico e os best-sellers. Nascido em 1932, na cidade de Alexandria, localizada na região italiana do Piemonte, Eco já era um intelectual respeitado quando lançou seu primeiro romance, O Nome da Rosa, em 1980. Na obra, um frade franciscano inspirado em Sherlock Holmes investiga crimes misteriosos em uma abadia na Idade Média. A mistura de erudição e narrativa envolvente agradou público e crítica, e o livro foi um sucesso mundial. A obra ganhou uma também bem-sucedida adaptação para o cinema com Sean Connery – e transformou Eco em um dos maiores fenômenos literários do século XX.

A BBC publicou:

Umberto Eco era famoso tanto por sua criação literária como por suas lúcidas e polêmicas declarações.

Após o falecimento na sexta-feira do escritor e filósofo italiano de 84 anos, autor de romances como “O Nome da Rosa” (1980), “O Pêdulo de Focault” (1988) e “Número Zero” (2015), reunimos dez frases que ilustram o que ele pensava sobre temas diversos, da internet a Deus.
1. Sobre os livros

“Os livros não são feitos para alguém acredite neles, mas para serem submetidos à investigação. Quando consideramos um livro, não devemos perguntar o que diz, mas o que significa.” – O Nome da Rosa

2. Sobre os pais

“Acredito que aquilo em que nos transformamos depende do que nossos pais nos ensinam em pequenos momentos, quando não estão tentando nos ensinar. Somos feitos de pequenos fragmentos de sabedoria.” – O Pêdulo de Focault

3. Sobre Dios
“Quando os homens deixam de crer em Deus, não significa que não creem em nada: creem em tudo.”

4. Sobre o amor
“O amor é mais sábio que a sabedoria.” – O Nome da Rosa

5. Sobre os heróis
“O verdadeiro herói é herói por engano. Ele sonha em ser um covarde honesto como todo mundo.”

6. Sobre os vilões
“Os monstros existem porque são uma parte de um plano divino e, nas características horríveis desses mesmos monstros, revela-se o poder do criador.” – O Nome da Rosa

7. Sobre a poesia
“Todos os poetas escrevem poesia ruim. Os poetas ruins as publicam, os poetas bons as queimam.”

8. Sobre o jornalismo
“Não são as notícias que fazem o jornal, mas o jornal é que faz as notícias, e saber juntar quatro notícias diferentes significa propôr ao leitor uma quinta notícia” – Número Zero

9. Sobre a internet
“As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis” – ao jornalLa Stampa.

10. Sobre a corrupção
“Hoje, quando afloram os nomes de corruptos e fraudadores, as pessoas não se importam com isso, e só vão para a cadeia os ladrões de galinhas.” – à agência EFE

Biografia

Nascimento: 5 de janeiro de 1932, Alexandria, Itália
Falecimento: 19 de fevereiro de 2016, Milão, Itália
Cônjuge: Renate Ramge (de 1962 a 2016)
Educação: Universidade de Turim
Filme: O Nome da Rosa

Umberto Eco começou a sua carreira como filósofo sob a orientação de Luigi Pareyson, na Itália. Seus primeiros trabalhos dedicaram-se ao estudo da estética medieval, sobretudo aos textos de S. Tomás de Aquino. A tese principal defendida por Eco, nesses trabalhos, diz respeito à ideia de que esse grande filósofo e teólogo medieval, que, como os demais de seu tempo, é acusado de não empreender uma reflexão estética, trata, de um modo particular, da problemática do belo.

A partir da década de 1960, Eco se lança ao estudo das relações existentes entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados. Seu principal estudo, nesse sentido, é a coletânea de ensaios intitulada Obra aberta (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta, segundo o qual uma obra de arte amplia o universo semântico provável, lançando mão de jogos semióticos, a fim de repercutir nos seus intérpretes uma gama indeterminável porém não infinita de interpretações.

Ainda na década de 1960, Eco notabilizou-se pelos seus estudos acerca da cultura de massa, em especial os ensaios contidos no livro Apocalípticos e Integrados (1964), em que ele defende uma nova orientação nos estudos dos fenômenos da cultura de massa, criticando a postura apocalíptica daqueles que acreditam que a cultura de massa é a ruína dos “altos valores” artísticos — identificada com a Escola de Frankfurt, mas não necessariamente e totalmente devedora da Teoria Crítica —, e, também, a postura dos integrados — identificada, na maioria das vezes, com a postura de Marshall McLuhan —, para quem a cultura de massa é resultado da integração democrática das massas na sociedade.

A partir da década de 1970, Eco passa a tratar quase que exclusivamente da semiótica. Eco descobriu o termo “Semiótica” nos parágrafos finais do Ensaio sobre o Entendimento Humano (1690), de John Locke, ficando ligado à tradição anglo-saxónica da semiótica, e não à tradição da semiologia relacionada com o modelo linguístico de Ferdinand de Saussure. Pode-se dizer, inclusive, que a teoria de Eco acerca da obra aberta é dependente da noção peirciana de semiose ilimitada. Nesta concepção do “sentido”, um texto será inteligível se o conjunto dos seus enunciados respeitar o saber associativo.

Ao longo da década, e atravessando a década de 1980, Eco escreve importantes textos nos quais procura definir os limites da pesquisa semiótica, bem como fornecer uma nova compreensão da disciplina, segundo pressupostos buscados em filósofos como Immanuel Kant e Charles Sanders Peirce. São notáveis a coletânea de ensaios As formas do conteúdo (1971) e o livro de grande fôlego Tratado geral de semiótica (1975). Nesses textos, Eco sustenta que o código que nos serve de base para criar e interpretar as mais diversas mensagens de qualquer subcódigo (a literatura, o subcódigo do trânsito, as artes plásticas etc.) deve ser comparado a uma estrutura rizomática pluridimensional que dispõe os diversos sememas (ou unidades culturais) numa cadeia de liames que os mantêm unidos.

Dessa forma, o Modelo Q (de Quillian) dispõe os sememas — as unidades mínimas de sentido — segundo uma lógica organizativa que, de certo modo, depende de uma pragmática. A sua noção de signo como enciclopédia é oriunda dessa concepção. Como consequência de seu interesse pela semiótica e em decorrência do seu anterior interesse pela estética, Eco, a partir de então, orienta seus trabalhos para o tema da cooperação interpretativa dos textos por parte dos leitores. Lector in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990) são marcos dessa produção, que tem como principal característica sustentar a ideia de que os textos são máquinas preguiçosas que necessitam a todo o momento da cooperação dos leitores. Dessa forma, Eco procura compreender quais são os aspectos mais relevantes que atuam durante a atividade interpretativa dos leitores, observando os mecanismos que engendram a cooperação interpretativa, ou seja, o “preenchimento” de sentido que o leitor faz do texto, procurando, ao mesmo tempo, definir os limites interpretativos a serem respeitados e os horizontes de expectativas gerados pelo próprio texto, em confronto com o contexto em que se insere o leitor.

Além dessa carreira universitária, Eco ainda escreveu cinco romances, aclamados pela crítica e que o colocaram numa posição de destaque no cenário acadêmico e literário, uma vez que é um dos poucos autores que conciliam o trabalho teórico-crítico com produções artísticas, exercendo influência considerável nos dois âmbitos.

Umberto morreu em sua casa, em Milão, na noite de 19 de fevereiro de 2016.

por Celso Brasil
Pesquisa

Fontes: pesquisa WEB
Veja.com
BBC
Wikipédia
Artigos WEB

Brasil – o segundo pior do mundo em educação

12 anos de paralisação de investimentos e a perversão imputada às crianças e jovens brasileiros, levou o País para o segundo pior no ranking educacional entre 64 nações avaliadas.

A falta de incentivo e preparação de professores é um dos fatores que se soma a alterações nos métodos de ensino, com o emprego de técnicas marxistas para a implantação de um regime jamais solicitado pelo povo.

Muito pelo contrário!

Hoje a população rejeita o regime comunista bolivariano que tentam implantar no País, após vivenciarem e sentirem as reações desse falido sistema nos jovens e seus reflexos que se estendem até à segurança pública.

O marxismo cultural é imposto fortemente, reduzindo a capacidade de análise e pervertendo os jovens e crianças, o que reflete de forma direta na família sob vários aspectos.

Assistimos greves de professores e manifestações da classe onde foram constatadas a infiltração de militantes do MST e outras forças cegas apoiadoras do malfadado sistema.

Conclusão: violência nos atos, vítimas das confusões criadas propositalmente para que fosse cumprido mais um item da cartilha – a criminalização da polícia, através de imagens editadas pela mídia refém e a mídia cooptada.

Aproveitando o resultado desse marketing de negativação da imagem da Polícia Militar e até da Polícia Civil, complementaram com mais outro item da cartilha – o projeto de desarmamento das forças de segurança e sua desmilitarização.

Essa soma de processos que dirigem a opinião pública para mais enganos, fizeram com que muitos jovens se convencessem que “o crime compensa”, que a libertinagem fosse apresentada como liberdade e, consequentemente, uma maior evasão das escolas ocorressem.

Trata-se de sujas campanhas em série e ligadas entre si, onde a alteração do comportamento das crianças e jovens contrariassem os valores que tanto lutamos para preservar.

Os reflexos de tudo isso levaram o Brasil para os primeiros lugares nos rankins negativos, como: educação, segurança e saúde. Essa última, graças aos cortes de investimentos e o total descaso – um verdadeiro desrespeito à população e mais uma ação vil para o tão programado caos, com a falta de leitos e fechamento de hospitais e unidades de saúde – o que permitiria a implantação de uma ditadura com total facilidade.

A ditadura do proletariado, já que tentam igualar todas as classes na linha de miséria.

A agravante na falta de investimentos é o gigantesco corte de verbas que, ao contrário, deveriam ser crescentes.

Hoje, o Brasil conquista mais uma colocação vergonhosa no cenário mundial – a pior educação.

Já somamos vários primeiros lugares nos rankins negativos, como: escândalos de corrupção, segurança pública, fragilidade nas fronteiras, saúde… e a educação que fecha a lista como a garantidora do sucesso na implantação do caos programado.

A contrapartida é a reação do povo nas ruas, a reação do Ministério Público e o maravilhoso trabalho da Lava Jato – Juízes e Polícia Federal em ação, com total apoio da opinião pública.

Muito temos a fazer. Muitas batalhas ainda temos pela frente, alimentados pela certeza da vitória do bem sobre o mal.

Uma nova cultura se cria, com as investigações e punições, gerando uma sequência de ações que o povo brasileiro exigirá que cresça e se expanda por todos os órgãos governamentais e privados.

É essa cultura que implantamos e alimentamos em nossas almas.

A sequência de fatos que ocorrerão – a queda do atual poder e a renovação do quadro político, somado às prisões dos maiores promotores dessa vergonha, nos fará mais confiantes e crentes de que um novo Brasil está nascendo.

E haveremos de alimentar esse novo ser com muito mais competência e participação, no exercício da cidadania que tentaram nos privar.

 

As matérias abaixo são fornecidas pelas agências de notícias e mídia


Brasil é segundo país com pior nível de aprendizado, aponta estudo da OCDE

Cerca de 12,9 milhões de estudantes com 15 anos de idade não têm capacidades elementares para compreender o que leem, nem conhecimentos essenciais de matemática.

O Brasil tem o segundo maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura em uma lista de 64 países de todo o mundo. Cerca de 12,9 milhões de estudantes com 15 anos de idade – de um total de 15,1 milhões que compõem o universo do estudo – não têm capacidades elementares para compreender o que leem, nem conhecimentos essenciais de matemática e ciências. Destes, 1,1 milhão são brasileiros.

As conclusões constam de uma análise sobre qualidade da educação de jovens publicada nesta quarta-feira, 10, pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris O relatório, intitulado “Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los?”, baseia-se em dados de 2012 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da própria organização.

Dos 64 países analisados, o Brasil ficou atrás apenas da Indonésia, que tem 1,7 milhão de estudantes com baixo desempenho Em termos percentuais, o País é o décimo pior avaliado, atrás de Catar, Peru, Albânia, Argentina, Jordânia, Indonésia, Colômbia, Uruguai e Tunísia.

Dos 2,7 milhões de alunos de 15 anos avaliados on Brasil, 1,9 milhão tinha dificuldades em matemática básica, 1,4 milhão em leitura e 1,5 milhão em ciências. Cruzados, os números indicam que 1.165.231 estudantes tinham dificuldades em cumprir tarefas básicas nas três áreas de conhecimento.

Outra constatação do estudo é de que o Brasil está no “top 10” de países mais desiguais do mundo no que diz respeito à diferença de desempenho entre estudantes de classes sociais altas e baixas.

Mas nem tudo são notícias negativas. O Brasil, diz a organização, é um dos nove países que mais reduziram – em 18% – o número de estudantes com problemas em matemática básica no período entre 2003 e 2012, ao lado de México, Tunísia, Turquia, Alemanha, Itália, Polônia, Portugal e Rússia.

Na área matemática, 67,1% dos alunos brasileiros estão abaixo do nível 2 – ou seja, longe dos níveis 5 e 6, que exigem mais conhecimento.
Esses patamares são alcançados apenas por 0,8% dos estudantes brasileiros. No ranking, o País fica em 58º lugar, somando 391 pontos na escala do PISA, contra uma média de 494 pontos obtidos por estudantes que vivem em países-membros da OCDE, entidade composta por 34 nações.

Parte dos resultados ainda muito negativos do Brasil se deve à maior inclusão de estudantes no sistema educacional ao longo dos últimos 15 anos, ponderou ao Estado Alfonso Echazarra, analista da Direção de Educação da OCDE. Entre 2003 e 2012, o índice de escolarização passou de 65% para 78%.

Como a inclusão se dá incorporando alunos que estão na base da pirâmide social, em classes mais desfavorecidas, seus primeiros anos de educação são mais problemáticos, por frequentarem escolas com menos recursos, como ocorre em regiões rurais.

Nesse cenário, a redução do número de estudantes com problemas de base em matemática, leitura e ciências é um sinal positivo que pode ser comemorado. “O Brasil é um claro exemplo de que o investimento em educação leva a melhores resultados, o que nem sempre é o caso em outros países”, explica Echazarra.

Em termos mundiais, entre os 12,9 milhões de alunos com desempenho baixo, 11,5 milhões têm problemas em matemática, 8,5 milhões leem com dificuldades e 9 milhões têm lacunas no aprendizado de ciências.

Para romper o ciclo de baixo nível educacional, a OCDE recomenda que os governos nacionais identifiquem os estudantes com baixa performance e lhes ofereçam estratégias para recuperação de nível.

Entre as propostas da entidade, a maior parte tem caráter estrutural: reduzir a desigualdade no acesso à educação, estimular a inscrição escolar o mais cedo possível, envolver os pais na comunidade escolar e fornecer programas de auxílio financeiro às instituições de ensino e às famílias carentes.

O Brasil tem o segundo maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura em uma lista de 64 países de todo o mundo. Cerca de 12,9 milhões de estudantes com 15 anos de idade – de um total de 15,1 milhões que compõem o universo do estudo – não têm capacidades elementares para compreender o que leem, nem conhecimentos essenciais de matemática e ciências. Destes, 1,1 milhão são brasileiros.

As conclusões constam de uma análise sobre qualidade da educação de jovens publicada nesta quarta-feira, 10, pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris O relatório, intitulado “Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los?”, baseia-se em dados de 2012 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da própria organização.

Dos 64 países analisados, o Brasil ficou atrás apenas da Indonésia, que tem 1,7 milhão de estudantes com baixo desempenho Em termos percentuais, o País é o décimo pior avaliado, atrás de Catar, Peru, Albânia, Argentina, Jordânia, Indonésia, Colômbia, Uruguai e Tunísia.

Dos 2,7 milhões de alunos de 15 anos avaliados on Brasil, 1,9 milhão tinha dificuldades em matemática básica, 1,4 milhão em leitura e 1,5 milhão em ciências. Cruzados, os números indicam que 1.165.231 estudantes tinham dificuldades em cumprir tarefas básicas nas três áreas de conhecimento.

Outra constatação do estudo é de que o Brasil está no “top 10” de países mais desiguais do mundo no que diz respeito à diferença de desempenho entre estudantes de classes sociais altas e baixas.

Mas nem tudo são notícias negativas. O Brasil, diz a organização, é um dos nove países que mais reduziram – em 18% – o número de estudantes com problemas em matemática básica no período entre 2003 e 2012, ao lado de México, Tunísia, Turquia, Alemanha, Itália, Polônia, Portugal e Rússia.

Na área matemática, 67,1% dos alunos brasileiros estão abaixo do nível 2 – ou seja, longe dos níveis 5 e 6, que exigem mais conhecimento. Esses patamares são alcançados apenas por 0,8% dos estudantes brasileiros. No ranking, o País fica em 58º lugar, somando 391 pontos na escala do PISA, contra uma média de 494 pontos obtidos por estudantes que vivem em países-membros da OCDE, entidade composta por 34 nações.

Parte dos resultados ainda muito negativos do Brasil se deve à maior inclusão de estudantes no sistema educacional ao longo dos últimos 15 anos, ponderou ao Estado Alfonso Echazarra, analista da Direção de Educação da OCDE. Entre 2003 e 2012, o índice de escolarização passou de 65% para 78%.

Como a inclusão se dá incorporando alunos que estão na base da pirâmide social, em classes mais desfavorecidas, seus primeiros anos de educação são mais problemáticos, por frequentarem escolas com menos recursos, como ocorre em regiões rurais.

Nesse cenário, a redução do número de estudantes com problemas de base em matemática, leitura e ciências é um sinal positivo que pode ser comemorado. “O Brasil é um claro exemplo de que o investimento em educação leva a melhores resultados, o que nem sempre é o caso em outros países”, explica Echazarra.

Em termos mundiais, entre os 12,9 milhões de alunos com desempenho baixo, 11,5 milhões têm problemas em matemática, 8,5 milhões leem com dificuldades e 9 milhões têm lacunas no aprendizado de ciências.

Para romper o ciclo de baixo nível educacional, a OCDE recomenda que os governos nacionais identifiquem os estudantes com baixa performance e lhes ofereçam estratégias para recuperação de nível.

Entre as propostas da entidade, a maior parte tem caráter estrutural: reduzir a desigualdade no acesso à educação, estimular a inscrição escolar o mais cedo possível, envolver os pais na comunidade escolar e fornecer programas de auxílio financeiro às instituições de ensino e às famílias carentes.

Brasil, Peru, Colômbia, e Argentina estão entre os dez países que têm mais alunos com baixo rendimento escolar em matemática, leitura e ciência, segundo o relatório publicado nesta quarta-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) com 64 nações.
saiba mais

Brasil reduz alunos sem conhecimento básico de matemática, mas continua atrás em ranking

O Peru é o país com maior porcentagem de estudantes de 15 anos que não alcançam o nível básico estabelecido pela OCDE tanto em leitura (60%) como em ciência (68,5%), e o segundo em matemática (74,6%), atrás somente da Indonésia.

Os oito países latino-americanos que participaram do relatório PISA 2012, em que se baseia este novo estudo, estão muito acima da média da OCDE em porcentagem de alunos com baixo rendimento escolar nas três áreas analisadas.

Chile, Costa Rica e México são os países da região que têm menos alunos com baixo rendimento escolar, mas estão entre os 20 com mais estudantes que não atingiram o nível mínimo que a OCDE considera exigível de qualquer adolescente de 15 anos neste século.

Xangai (China), Cingapura, Hong Kong (China), Coreia do Sul, Vietnã, Finlândia, Japão, Macau (China), Canadá e Polônia ostentam os melhores resultados nas três áreas analisadas, com menos ou ao redor de 10% de alunos sem o nível mínimo.

Analisando a média dos 34 países que fazem parte da OCDE, o estudo conclui que ao redor de 28% dos estudantes de 15 anos termina a educação obrigatória sem o nível mínimo em pelo menos uma dessas três matérias.

Quase quatro milhões de alunos de 15 anos das nações da OCDE têm baixo rendimento em matemática e quase três milhões em ciência e leitura.

A proporção é maior se forem avaliados os 64 países que participaram do relatório PISA 2012, que em termos absolutos somam 13 milhões de alunos de 15 anos com baixo rendimento em pelo menos uma das três áreas.

Nessas 64 nações, 11,5 milhões de estudantes não têm o nível mínimo em matemática, nove milhões em ciência e 8,5 milhões em leitura.

O estudo concluiu que os resultados educativos dependem de muitos mais fatores do que simplesmente da renda per capita de um país, por isso todas as nações podem melhorar o rendimento de seus alunos se implementarem políticas adequadas.

Avanços

Países tão diversos econômica e socialmente como Brasil, México, Tunísia, Turquia, Alemanha, Itália, Polônia, Portugal e Rússia conseguiram reduzir a porcentagem de estudantes com baixo rendimento entre 2003 e 2012.

Algumas das recomendações da OCDE para atingir essa meta são os programas especiais para crianças com baixo rendimento, para filhos de imigrantes, para zonas rurais e para os alunos que vem de famílias onde não se fala a língua na qual são educados.

“A imigração não tem um papel tão forte como esperaríamos, porque não é por si só o fator de risco, mas os fatores associados a ela são”, explicou em uma conferência telefônica Andreas Schleicher, diretor de Educação e Aptidões da organização.

Os estudantes têm mais probabilidades de mostrar baixo rendimento se vêm de uma família de baixos recursos, se são filhos de imigrantes, se só têm um pai e se frequentam uma escola rural.

“Qual desses elementos pesa mais é algo que depende do país, por exemplo, nos Estados Unidos o baixo rendimento guarda muita relação com vir de uma família monoparental”, avaliou Schleicher.

Outros fatores de risco são não ter tido educação pré-escolar, repetido algum ano, mau comportamento, má gestão da escola ou políticas educativas governamentais ineficazes.

O baixo rendimento em matemática é ligeiramente mais frequente entre as meninas, enquanto em leitura há a maior lacuna entre os gêneros, com os crianças tendo menos da metade do rendimento das garotas.

Os jovens de 15 anos sem o nível mínimo têm risco maior de abandonar os estudos, costumam acabar em trabalhos mal pagos e pouco gratificantes, participam menos da política e mostram uma saúde pior.

Além disso, quando falta a uma alta porcentagem da população aptidões básicas, o crescimento econômico de todo o país pode ser “severamente comprometido”.

Os lucros econômicos que se perdem devido a políticas educacionais ruins deixam muitos países em um estado de “permanente recessão” que, advertiu a OCDE, pode ser longo e profundo.

Cartilha ensina como usar drogas e é distribuída a crianças

Material sobre redução de danos foi dada aleatoriamente, diz MP.
Folheto deveria ter sido entregue apenas a usuários em Sorocaba, SP.

A assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica, a pastora Damares Alves, que também é advogada, alertou a nação brasileira, durante uma palestra realizada na 1ª Igreja Batista em Campo Grande (MS), onde denunciou alguns projetos políticos que ameaçam as crianças, a família e a igreja.
Damares mostrou diversos projetos voltados para as crianças que tem o objetivo de influencia-las sexualmente, e fez um alerta sobre o consumo de entorpecentes.
“A igreja evangélica brasileira passa por grandes desafios”, disse ela no início da palestra, dizendo que enquanto a igreja se preocupa com riquezas há pessoas que estão tentando influenciar as crianças com o intuito de destruir a infância e ensinar a homossexualidade e a erotização.
Ela mostrou também um livro que será distribuído nas escolas para crianças de dois a três anos de idade, que mostra dois príncipes se casando, além de outros materiais que estão tratando a homossexualidade como uma causa natural. “Estão detonando as nossas crianças”, criticou Damares.
Em determinado momento Damares Alves diz que no final de um dos materiais há a indicação de que para tirar dúvidas a respeito do conteúdo do livro é preciso consultar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Durante sua palestra, Damares, comentou também sobre o aborto e a manipulação de informações que tem como alvo, a aprovação da interrupção da gravidez.

Cartilha que ensina como usar drogas é distribuída a crianças

Matéria publicada no G1

Uma cartilha causa polêmica com orientações sobre o uso de drogas pesadas, preparada com base na política de redução de danos, foi parar na mão de crianças e adolescentes em Sorocaba, no interior de São Paulo. O folheto foi distribuído aleatoriamente. Os pais que viram a cartilha ficaram assustados e procuraram a Prefeitura da cidade cobrando explicações.

A cartilha ensina, por exemplo, em que parte do corpo o usuário deve injetar drogas, explica ainda o que se deve fazer para evitar a overdose. Segundo o Ministério da Saúde, o folheto deveria ter sido entregue a profissionais de saúde que trabalham com redução de danos nos serviços públicos de atendimento a usuários de drogas. O material foi produzido para mostrar o perigo da transmissão de doenças entre as pessoas que usam a mesma seringa e a mesma agulha.

“Se caiu nas mãos de pessoas que não eram o público-alvo, a gente está investigando como isso aconteceu e vai estar conversando com as equipes para ter mais cuidado. Também dizer por que eventualmente caiu na mão de alguma pessoa que não é usuária, que lê aquilo e vai fazer com que ela comece a usar droga, eu acho que é uma visão totalmente ingênua do problema”, afirmou a secretária municipal de Juventude de Sorocaba, Edith di Giorgi.

Segundo as crianças e adolescentes que pegaram o material, a cartilha estava em balcões do projeto Território Jovem, que são espaços na periferia de Sorocaba que oferecem atividades de lazer, esportivas e culturais.

O Ministério Público também critica a distribuição aleatória do material. “Pode ser um indutor do jovem, pela sua curiosidade, a entender que esse material é distribuído gratuitamente. E o governo, de certa forma, estaria incentivando o uso de drogas. Provavelmente vai ser expedida uma advertência para a prefeitura para que faça essa distribuição em locais apropriados, por pessoas determinadas, para realmente atingir o público-alvo da campanha”, afirma o promotor da Infância e Juventude Antônio Farto Neto.

Os vereadores de Sorocaba convocaram a secretária de Juventude para esclarecer por que o material de redução de danos foi parar nas mãos de crianças. Eles também querem um maior controle na distribuição dos folhetos, que já foram retirados de circulação.