Category: Economia

out 22

Petrobras tem nota elevada pela Agência Moody's – Lava Jato foi determinante nesse processo

As primeiras reações positivas são notadas naquela que já foi uma das primeiras do mundo. A Petrobras, após medidas adotadas para sanear o que foi feito em 13 anos de governo PT, tem a previsão de recuperação mais acelerada com dedicação ao seu principal objetivo, enxugando outros setores.
Sem Lula, sem Dilma e sem PT e todo esquema de corrupção montado nestes governos, a Petrobras deverá estar em posição confortável em até 5 anos.

Por dois anos, a Petrobras estampou manchetes de jornal protagonizando um dos maiores escândalos de corrupção já vistos.
O escândalo deixou a companhia com uma dívida maior do que a de qualquer outra companhia de petróleo no mundo e ajudou a derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff.

Pedro Parente
Presidente da Petrobras

petrobrasA agência de classificação de riscos Moody’s melhorou a classificação da Petrobras de “B3” para “B2” e mudou a perspectiva de negativa para estável, informou em comunicado nesta sexta-feira (21).

Mesmo assim, a petroleira continua sem o “grau de investimento”, uma espécie de selo de bom pagador. Isso indica que ainda não é considerada uma empresa recomendável para os investidores aplicarem seu dinheiro porque tem um alto risco de dar calote.

Entre os motivos citados pela agência estão o refinanciamento da dívida da estatal e a venda de negócios, além de fatores externos à empresa, como a melhora do sentimento do mercado em relação ao Brasil, após o impeachment de Dilma Rousseff, e a consequente valorização do real em relação ao dólar.

A notícia foi considerada “ótima” e bem-vinda pelo diretor de Estratégia da Petrobras, Nelson Silva. “É muito positivo ver que já existe uma percepção mais positiva com relação à qualidade de crédito da Petrobras”, disse o executivo a jornalistas, após participar de evento do setor de infraestrutura em São Paulo.

Silva, entretanto, disse que a Petrobras tem ainda muito trabalho pela frente. “Temos ainda que executar o plano, entregar os resultados e esperamos que a percepção vá melhorando ao longo do tempo.”

Crise e Lava Jato

A petroleira viu suas finanças se deteriorarem nos últimos anos e enfrenta uma das piores fases já vistas em seus mais de 60 anos, em meio ao escândalo de corrupção investigado pela polícia federal na operação Lava Jato, somado ao alto endividamento e à queda nos preços do petróleo no mercado global.

Desde que começou a Lava Jato, executivos de alto escalão foram presos, a empresa enfrenta processos na Justiça, inclusive nos Estados Unidos, as ações (PETR3PETR4) passaram por grandes instabilidades e a dívida da companhia, que já era grande, aumentou ainda mais.

Avaliação indica risco de calote 

Um governo ou empresa consegue dinheiro vendendo títulos no mercado. Os investidores compram papéis com a promessa de receberem o dinheiro de volta no futuro com juros. Quando um governo ou empresa tem avaliação ruim, considera-se que há risco de dar um calote e não pagar esses investidores.

Se houver desconfiança sobre essa devolução, fica difícil conseguir vender esses títulos, e é preciso pagar mais juros aos investidores para compensar o risco maior. O rating, ou classificação de risco, indica aos investidores se um país, empresa ou negócio é considerado um bom pagador ou não.

O chamado grau de investimento, por exemplo, indica que tem baixo risco de dar calote, e que as aplicações financeiras feitas por investidores estrangeiros nesse país ou empresa terão risco próximo a zero.

Agências falharam na crise de 2008/2009

A classificação das agências de risco é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião supostamente independente a respeito do risco de calote de países, empresas e negócios.

Porém, as agências foram muito criticadas por terem falhado na crise global de 2008/2009. Elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA que afundaram bancos e investidores e geraram a grande crise financeira.

(Com Reuters)

Basta cavar para achar petróleo?
A Lava Jato cavou e achou muita corrupção!

Em março de 2014, tem início a operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação começou investigando grupos criminosos que usavam uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar dinheiro ilícito, mas se expandiu: identificou desvio e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da Petrobras, as principais empreiteiras do país e políticos brasileiros.

Em entrevista à BBC, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, diz:

Acabamos de anunciar um plano estratégico. É um plano de 2017 a 2021. Acredito que é um plano muito bom e sólido. Não foi fácil fazê-lo, mais de cem pessoas da companhia estavam envolvidas, inclusive os executivos-chefes e o comitê executivo. Mas essa foi a parte mais fácil. A parte mais importante é entregar o plano.

Dividimos o plano em dois períodos – os primeiros dois anos e os últimos três. Acho que depois desse período veremos a companhia de volta a seus melhores dias.

Depois de cinco anos, os primeiros anos serão os mais duros em termos financeiros, os anos em que continuaremos nossa parceria e nosso programa de desinvestimento.

Após esses dois anos, nosso plano é chegar a um nível muito mais confortável do que estamos hoje. A data de referência que usamos foi dezembro de 2015. Nessa data, nossa alavancagem, que é o tamanho do débito comparado à geração operacional de recursos, ou nosso Ebitda (geração de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização), estava cinco vezes acima.

Nosso plano é reduzi-lo pela metade até 2018. Significa que não teremos mais de 2,5 vezes nosso Ebitda do mesmo tamanho de nossa dívida.

 da Redação OEB
com Reuters, BBC e UOL

out 18

PEC 241 – Temer planeja novos jantares com Deputados e Senadores para ampliar a margem de votação

A PEC dos gastos públicos leva o presidente Michel Temer ao planejamento de uma nova rodada de jantares com aqueles que consolidarão a implantação das soluções.

Mostrando-se um excelente articulador, o presidente quer aumentar a margem de aprovação na votação em segundo turno.

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Presidente Michel Temer

O presidente Michel Temer (PMDB) já tem um compromisso inadiável para o início de novembro: um jantar com senadores para garantir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos públicos no Senado.

A ideia de realizar um jantar para os parlamentares deve sair do papel, já que o encontro com deputados em 9 de outubro garantiu uma aprovação satisfatória da proposta na Câmara.

Em 10 de outubro, a Câmara aprovou, em primeiro turno, o texto-base da PEC que institui um teto de gastos por 20 anos. No total, 366 deputados apoiaram a proposta, enquanto 111 votaram contra. Houve ainda duas abstenções. Na próxima semana, será realizada a votação da proposta em segundo turno da Casa.

Interlocutores de Temer afirmam que presidente ainda não descartou um encontro com deputados da base aliada que votaram contra a PEC. No total, 27 parlamentares da base governista foram contrários à proposta.

“Assim que voltar da Ásia, Temer pode se encontrar com aliados que votaram contra a PEC para tentar ampliar margem de aprovação da proposta em segundo turno”, disse um interlocutor do presidente.

Segundo auxiliares, presidente espera convencer pelo menos metade dos dissidentes, ou seja, pretende alcançar uma aprovação da PEC, em segundo turno, com o apoio de pelo menos 380 deputados.

O que é a PEC 241?

Breve análise sobre a PEC 241/2016, que altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para instituir o Novo Regime Fiscal

A PEC 241/2016, de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, institui o denominado “Novo Regime Fiscal” (NRF). O objetivo nuclear do NRF é o controle do ritmo de aumento de despesas, não se tratando, portanto, de uma proposta de “cortes” de despesas, mas do estabelecimento de uma regra geral que defina limites para o aumento de despesas em termos globais. Embora não represente panaceia fiscal, a PEC do NRF pode vir a ser um importante passo na direção do equilíbrio sustentável das contas públicas. O regime atual, ancorado apenas em metas de resultado, não se mostrou capaz de conter o crescimento da despesa pública no âmbito da União. Como resultado, a queda recente da receita tem sido acompanhada da deterioração dos resultados fiscais e da elevação do endividamento público. Para que o NRF tenha maior eficácia, é importante que se flexibilizem regras específicas de vinculação de despesa, tal como previsto na proposta para as áreas de saúde e educação, sob pena de se agravar ainda mais a rigidez do orçamento. O efeito esperado do novo regime é a redução da despesa primária da União em percentual do PIB, de forma permitir que, em momentos de maior crescimento, seja gerado espaço fiscal suficiente para que, em momentos de recessão, a política fiscal possa ser utilizada para estimular a economia sem que se comprometa a sustentabilidade fiscal. Nos próximos anos, porém, o desempenho fiscal da União ainda pode ser bastante negativo e é fundamental que, em adição ao limite global das despesas primárias, sejam fixadas metas de resultado primário capazes de promover um retorno mais rápido ao equilíbrio fiscal. Quanto a possíveis aprimoramentos legislativos para a PEC 241/2016, deve-se discutir a conveniência de se criar regra específica de retificação do orçamento no caso de os limites durante a execução se mostrarem superiores às dotações aprovadas. Em acréscimo, cabe discutir se, em face do NRF, subsiste a possibilidade de reestimativa de receitas com base em projeção de inflação feita pelo Poder Legislativo ou, ainda, se tal reestimativa poderia ter o condão de autorizar, na LOA, despesas primárias em montante superior ao limite considerado na elaboração da proposta orçamentária.

da Redação OEB
com EXAME

set 30

A inescrupulosa pauta – Alteração da Lei de Repatriação

A legalização do ilícito

Com o argumento de aumento na arrecadação, alteração na Lei de Repatriação poderá livrar uma quantidade assustadora de corruptos, incluindo-se os últimos ex-presidentes. Uma falange de operadores e recebedores de propina lutam para a alteração de leis, já que não podem mudar os fatos que os incriminam.
Uma vergonha que o Brasil presencia de forma inescrupulosamente aberta, como se fosse, apenas, mais um benefício ao Estado.
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Apesar de declarar-se contrário à inclusão de recursos e bens de origem lícita e comprovada de pessoas condenadas pela Justiça, o relator do projeto que altera a Lei de Repatriação, Alexandre Baldy (PTN-GO), disse que a mudança está em seu parecer por pressão de alguns parlamentares.

Depois de um café da manhã na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com líderes da base aliada de Michel Temer, Baldy chegou a defender o ponto de vista do grupo que quer esta mudança na lei para tentar ampliar a arrecadação a partir das declarações destes recursos.

“Nenhum banco vai aceitar receber os recursos sem a origem do dinheiro”, afirmou Baldy, destacando que o texto ainda está sendo discutido pelas bancadas e pela equipe econômica do governo e só deve ser concluído na próxima segunda-feira (3). Segundo ele, o cruzamento de informações, um ou dois anos após a declaração vai permitir checar se a informação fornecida pelo contribuinte é real.

Prazo

Baldy ainda destacou outros pontos de mudança da lei que estão sendo tratados para dar mais segurança aos contribuintes que querem regularizar o dinheiro mantido no exterior. Uma das mudanças é em relação à incidência de impostos que, ele defende, deve ocorrer sobre o saldo que existia em dezembro de 2014. “Inexistindo este saldo, a incidência retroage até o limite de dezembro de 2011 para a Receita”, explicou.

O relator da proposta classificou a atual lei, aprovada no ano passado, como “horrível” e disse que os baixos resultados com a proposta que gerou tanta polêmica na época é resultado da falta de segurança jurídica. “O governo [Dilma Rousseff] falava em arrecadar R$ 200 bilhões e hoje fala em R$ 15 a R$ 20 bilhões”, criticou.

Divergências

A situação de recursos e bens de condenados divide a base aliada que hoje fechou acordo para um esforço concentrado de votações para a próxima semana, após um ritmo mais lento de trabalhos no Legislativo em função das eleições municipais, em que muitos parlamentares disputam o pleito.

Nesta semana de votações intensificadas, o governo pretende dar impulso à mudança na Lei de Repatriação. Mas, se por um lado a base sinaliza união em torno de algumas propostas do chamado ajuste fiscal, por outro, não demonstra convergência sobre pontos do projeto que trata dessa recuperação de ativos no exterior.

“Acabei de receber a proposta e ainda vou ler, mas entendo que devemos deixar como está a atual lei, sem alterações”, defendeu o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). Para o amazonense, a inclusão de sonegadores e de recursos de lavagem de dinheiro na lei “não seria oportuna”. “A tese do relator é que o projeto é de anistia”, minimizou Avelino.

O próprio presidente da Câmara rechaça a mudança. “Tudo o que for polêmico e não houver consenso é melhor não mexer”, defendeu. Para Maia, o projeto apenas ajusta a atual lei para tentar ampliar a arrecadação do governo. “Você tem a anistia de todos os crimes para aqueles que tem dinheiro de origem lícita. Estamos ajustando a lei anterior para que a gente possa, pelo menos, dobrar a arrecadação. Neste momento de crise, a arrecadação é determinante”, disse.

Por outro lado, o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), cobrou coragem dos parlamentares. Segundo ele, a proposta da repatriação sempre gerou polêmica mas foi enfrentada só que não produziu os resultados esperados. “Vários países fizeram inclusive com prescrição de crimes”, afirmou citando Itália e Alemanha que, segundo ele, conseguiram uma elevada arrecadação com leis semelhantes. “Seria uma hipocrisia não enfrentar o debate no plenário. A repatriação já significa dar anistia, mas sou contra anistiar quem está respondendo por uma condenação”, completou.

da Redação OEB
com Agência Brasil

set 30

Para ocupar Diretoria, Petrobras exigirá 10 anos de experiência em liderança

Depois de ser povoada e usada pelo PT como cabide, com diretores incompetentes que levaram a estatal a maior crise da história, somada a conivência com o esquema de corrupção, a Petrobras toma medidas e adequa a companhia às exigências da Lei das Estatais, criada há três meses.

Os candidatos a diretor na Petrobras deverão ser fluentes em inglês e pós-graduação em gestão é “desejável”.

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A Petrobras aprovou uma nova política de indicação de executivos aos cargos de diretoria da companhia. As novas regras, acertadas durante reunião do conselho da companhia na noite desta quarta-feira, restringem indicações políticas e estabelecem uma série de exigências que visam adequar a petroleira à Lei das Estatais, promulgada há três meses.

A partir de agora, os indicados para cargos na Diretoria Executiva deverão ter 10 anos de experiência em liderança, preferencialmente em área correlata. Desse período, cinco anos deverão ser de experiência em cargos de direção em empresa de grande porte nacional ou internacional. Os candidatos deverão, ainda, ter fluência no inglês e é “desejável” terem cursado pós-graduação na área de gestão.

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Na indicação do Diretor Executivo de Governança, Riscos e Conformidade, o indicado deverá possuir qualificação básica de mestrado em administração, contabilidade, finanças, economia ou engenharia, e ter no mínimo cinco anos de experiência de atuação em governança.

A renovação do sistema de governança da Petrobras é uma das principais ações para viabilizar as metas de redução de endividamento de 19 bilhões de reais, anunciadas pela estatal na semana passada. Desde que assumiu a presidência da petrolífera, em maio, Pedro Parente tem promovido uma série de mudanças que visam otimizar o sistema de controles internos da companhia, e descentralizar os processos de tomada de decisão da empresa de modo a dificultar eventuais esquemas de corrupção.

Com as novas regras, a partir de agora o Conselho de Administração deve ser composto, no mínimo, por 25% de membros independentes, ou por pelo menos um, caso haja decisão do voto múltiplo pelos acionistas minoritários.
Os conselheiros independentes, por sua vez, não poderão ter qualquer vínculo com a empresa pública ou a sociedade de economia mista, exceto participação de capital. Eles também não poderão ter qualquer parentesco com o chefe do Poder Executivo, ministros de Estado, ou ter mantido qualquer tipo de vínculo com a Petrobras, a sociedade de economia mista ou seus controladores.

A ata divulgada na noite desta quarta-feira também detalha que todas as indicações realizadas pelos acionistas deverão ser apresentadas com antecedência mínima de 45 dias à data da Assembleia Geral Ordinária, de modo a permitir a análise da sua conformidade.

da Redação OEB
com Estadão Conteúdo

set 19

Temer trabalha para atrair investimentos em sua viagem a Nova York

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Presidente Michel Temer

O presidente Michel Temer, muito mais que uma participação na Assembleia das Nações Unidas, aproveita para, com sua equipe, atrair mais investimentos para o País, consciente da necessidade de se realizar quatro anos em apenas dois. Buscando repetir o sucesso obtido em sua recente viagem à China.

A expectativa do povo brasileiro é uma reação imediata que beneficie a economia e traga de volta os empregos perdidos, a diminuição da inflação… Enfim, a retomada da economia.

O trabalho é árduo. Sobretudo depois de mais de uma década de abandono e má gestão. Mas o mundo tem o dinheiro e busca onde investir. A hora é essa e a política econômica sinaliza para o caminho certo.

Espera-se, nos próximos meses, muitas novidades nos setores prioritários para a retomada e, para isso, concessões estão sendo oferecidas. Concomitantemente, o Estado passará, para a iniciativa privada, o que antes servia como cabides para satisfazer partidos em troca de apoios. A eficiência deverá tomar este lugar.

A economia agradece!

Foto: André Dusek/Estadão
Presidente Michel Temer vai discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque

Presidente Michel Temer vai discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque

Os ministros que acompanham o presidente Michel Temer na viagem para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, começam hoje uma série de encontros com investidores de Wall Street e empresários para mostrar os projetos de infraestrutura do Brasil. Já estão no país o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não está na comitiva que acompanhou o presidente. Ele chega amanhã e participa do almoço que o Temer fará com empresários e investidores para falar do programa de concessões, na quarta-feira.

Já o ministro das Relações Exteriores, José Serra, chegou no sábado e reuniu-se ontem com representantes do Canadá e Mercosul. Para mostrar o programa de concessões, Moreira Franco e outros ministros têm reuniões a partir de hoje com representantes de bancos.

O Citigroup também organiza evento com mais de 30 investidores e gestores de recursos, no hotel onde Temer está hospedado, o elegante Plaza Athénée. Hoje à tarde, Temer participa de entrevista à imprensa e falará sobre o programa de concessões anunciado na semana passada.

Antes do almoço na quarta-feira, Temer e os ministros terão encontro com empresários e presidentes de empresas. Em seguida, ele fará discurso em que deve destacar o ajuste na economia brasileira, principalmente o fiscal, e o programa de concessões. O objetivo do governo é tentar atrair capital externo para projetos no Brasil em áreas como aeroportos, estradas e ferrovias.

Na semana passada, Moreira Franco disse que o objetivo dos encontros é mostrar que o ambiente no Brasil mudou. “Temos a absoluta consciência de que a credibilidade do País, tanto interna quanto externamente, estava muito ruim, a confiança péssima e sobretudo a segurança”. Segundo ele, não havia previsibilidade de como eram as regras e quando as regras mudavam. “Havia intervenção do governo por forças ideológicas equivocadas que agrediam a própria lógica das coisas, como querer fixar uma taxa de retorno e tarifas artificiais.”

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

ago 24

REAÇÃO DEMOCRÁTICA #014 – O Impeachment, O STF e a Lava Jato

Quarta, 24 de agosto às 21:00h – Videoconferência
A fase final do impeachment, o Supremo Tribunal Federal em conflito com o Ministério Público Federal e as consequências para a Lava Jato e as previsões para depois do 30 de agosto.
Com a equipe de O ESTADO BRASILEIRO .com.br
e convidados.
Com transmissão simultânea da Rede Movimento de Rádios.
#OEB

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jul 21

O Liberalismo e a natureza humana – General Paulo Chagas

Gen-Paulo-ChagasNão sou filósofo, nem tampouco sociólogo. Sou um simples, mas orgulhoso, soldado que exerce o direito de ter opinião.

Como não me envergonho de pensar, não me considero dono da verdade, não temo críticas construtivas e inteligentes ou outros ensinamentos mas, principalmente, não temo aperfeiçoar o que penso.

Assim, ouso dizer que, embora o homem moderno seja um ser social, não é da sua natureza deixar de priorizar, em primeiro lugar, a sua família e o que é seu. Depois dela, valoriza, em prioridades variadas, os amigos, a comunidade, a sua cidade, a província, mas, finalmente, e acima de todos esses, a terra em que nasceu, vive e onde produz o sustento da sua família. O nacionalismo é, portanto, um comportamento natural do homem e a negação deste sentimento é contrária à sua natureza.

A competição está na sua gênese – a sobrevivência do mais forte, a seleção natural. O homem quer ser o melhor ou, pelo menos, cada vez melhor e, naturalmente, sempre que a oportunidade se apresenta, vale-se dela para levar vantagem pessoal, familiar ou coletiva.

A necessidade de viver em sociedade e as regras de convivência daí decorrentes inibem o seu instinto animal e fazem-no ver a conveniência da prática da virtude sobre a do vício, embora este último seja, naturalmente, mais atraente.

A tentação da corrupção é, por conseguinte, algo natural e um vício a ser reprimido pelo próprio homem em seus relacionamentos sociais, de trabalho, comerciais e políticos. Conhecendo a si próprio, ele cria regras naturais, instintivas, de fiscalização e auto defesa.

No entanto, quando o conjunto organizado dessas regras ultrapassa os limites da simplicidade, dificultando o desenvolvimento natural da competitividade, torna-se caldo de cultura para a prática da corrupção. A concorrência é como uma competição esportiva, que só será atraente se as regras forem simples, de fácil compreensão e de comum acordo entre os competidores. Vence o que, naquele momento, tiver, honestamente, o melhor desempenho. Todos querem ser os melhores.

A partir dessas constatações simples, tenho concluído que a causa primária dos problemas brasileiros está nas tentativas de tutelar o comportamento humano e de impor à sociedade um conjunto cada vez mais complexo de regras contrárias à sua natureza e que privilegiam, em última análise, muito mais as regras do que os resultados, muito mais a burocracia do que a produtividade e que desprezam a vontade e a capacidade de cada um para ter e ser o que quiser e puder, dentro das suas possibilidades. .

Estou convencido que o ideário liberal, algo que nunca foi definitivamente experimentado no Brasil, deve ser a solução a ser buscada para os nossos problemas. Precisamos, por outro lado, de competência para entender seu verdadeiro significado e para estar à altura das responsabilidades que demanda.

“O governo mínimo não é ausência de governo, mas governo com foco, determinado a deixar que o mercado descubra a sua vocação” (Jorge Jacob – empresário paulista). Essa “determinação” deverá incluir uma vigilância, cujo nível será tanto menor quanto maior for a nossa capacidade para entender as regras do mercado.

A debacle do projeto socialista bolivariano do Foro de São Paulo dá ao liberalismo a melhor oportunidade para apresentar-se como solução, desde que isto seja feito com inteligência e lucidez para que a sociedade entenda que o sucesso depende principalmente da confiança na nossa própria competência para compreender, dominar e praticar a democracia e as leis do mercado.

É preciso apresentar e implementar o liberalismo de forma que seja o mais palatável em meio ao amargor da situação atual e de suas projeções futuras, ou seja, já que qualquer solução será dolorida, por que não experimentar o que nunca foi experimentado e que tem dado certo em outros lugares?

Como dizem os mais inteligentes e desassombrados, é na crise que encontramos as melhores oportunidades. Deus queira que saibamos encontrar e explorar as nossas!

Gen Bda Paulo Chagas
Colunista

jul 05

Meirelles admite que governo deverá aumentar ou criar novos impostos

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Ministro da Fazenda – Henrique Meirelles

“Governo Central fechou 2015 com o maior déficit primário da história, de quase R$ 115 bilhões”, diz o ministro Henrique Meirelles, depois do presidente Michel Temer preparar o Brasil, através de pronunciamento, para medidas impopulares, o que significa aumento ou criação de novos impostos.

Os governos petistas deixaram o País com um rombo inadministrável e sem saída para qualquer outro presidente e equipe que assumisse esse legado, chamado popularmente de “herança maldita”.

Temer e sua equipe não conseguem encontrar outra saída, a não ser repassar o “custo Brasil” para os seus habitantes.

Em suas declarações preparatórias para as medidas, o presidente interino disse não ter pretensões políticas e, por isso, não teme as medidas.

Qualquer um que assumisse o executivo e tentasse soluções para a situação crítica em que se encontra a Nação, não poderia “sonhar” com lucros políticos. A não aceitação de cabides em ministérios e outros órgãos, além das anunciadas e necessárias medidas, impedem o presidente de projetar um continuísmo nos planos, pois as medidas nada populares serão inevitáveis. Com isso, o governo passará pela primeira e verdadeira prova de fogo, dando à oposição, mais munição para críticas.

Brasíl, aí vem mais impostos, arrocho e crise, lembrando que o antídoto do veneno é gerado pelo próprio veneno.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou hoje (5), após reunião com o presidente interino Michel Temer, no Palácio do Planalto, que a meta fiscal estimada pelo governo para o ano que vem será divulgada até quinta-feira (7).

“Hoje não”, respondeu Meirelles ao ser questionado por jornalistas sobre a aguardada divulgação da meta de 2017, que deve revelar se o governo interino pretende aumentar ou criar impostos para reduzir o déficit. Ao sair da reunião com Temer, ele afirmou: “Certamente devemos anunciar até quinta-feira os cálculos todos”.

O Governo Central (Previdência Social, Tesouro Nacional e Banco Central) fechou 2015 com o maior déficit primário da história, de quase R$ 115 bilhões, ou 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB). Este ano, a equipe econômica da presidenta afastada Dilma Rousseff pretendia reduzir esse déficit para R$ 96 bilhões.

Em uma de suas primeiras medidas ao assumir a Presidência, contudo, Michel Temer conseguiu a aprovação pelo Congresso de um déficit fiscal ainda maior, de R$ 170,5 bilhões. A expectativa é que no ano que vem o Brasil consiga reduzir esse número.

“Vamos divulgar a meta menor possível, porém a realista e crível”, afirmou Meirelles. Ao ser questionado se o governo interino trabalha com a hipótese de aumentar ou criar impostos, o ministro respondeu: “Estamos considerando”.

Para o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, repetir os R$ 170 bilhões deste ano seria um sinal positivo o suficiente para o mercado, embora a equipe econômica defenda algo em torno de R$ 150 bilhões.

“No momento em que ela for calculada, será anunciada”, disse Meirelles, sem querer antecipar o valor. Ele negou desentendimentos internos. “Não ha uma divergência, o que existe foi simplesmente a manifestação legítima de uma opinião do ministro Padilha sobre a meta.”

Michel Temer dará a palavra final sobre a cifra, que não é consenso entre a equipe econômica do governo interino, com quem ele esteve reunido ontem (4). Nesta tarde, Temer tem reunião marcada com o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão Mista do Orçamento (CMO).

da Redação OEB
com Agência Brasil

 

jun 24

David Cameron renuncia após o Reino Unido deixar a União Europeia

O primeiro-ministro britânico David Cameron

David Cameron renuncia após britânicos decidirem deixar UE e a preocupação de um efeito dominó em outros países ameaça setores políticos e da economia.
‘Não penso que é certo ser o capitão que comandará nosso país para este próximo destino’, disse. O primeiro-ministro britânico anunciou que irá deixar o cargo em outubro

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta sexta-feira que irá renunciar ao cargo até outubro, após os britânicos votarem a favor de deixar a União Europeia (UE) em um referendo. “Não penso que é certo ser o capitão que comandará nosso país para este próximo destino”, disse Cameron a repórteres do lado de fora de seu gabinete no número 10 da Downing Street, em Londres. “A vontade do povo britânico é uma instrução que deve ser cumprida. Eu quero o bem deste país e estou honrado por ter servido e vou fazer tudo o que puder no futuro para ajudar este grande país prosperar”, afirmou.

Cameron também informou que as negociações com Bruxelas para estabelecer o processo de ruptura do Reino Unido da UE deverão acontecer com outro líder, que deverá ser eleito no de outubro, quando será realizado o congresso do Partido Conservador para escolher o político que irá substituir o premiê. “Agora que a decisão de sair foi tomada, precisamos encontrar a melhor maneira para fazer isso”, disse, informando que o governo se reunirá na próxima segunda-feira.

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O Reino Unido está fora da União Europeia, na decisão histórica do referendo

Além disso, Cameron se preocupou em tranquilizar o Reino Unido afirmando que não haverá “mudanças imediatas no livre movimento de cidadãos, mercadorias e serviços”. Visivelmente emocionado e segurando na mão de sua mulher Samantha, Cameron enumerou as qualidades do Reino Unido. “O Reino Unido é um país especial, temos tão grandes vantagens, uma democracia parlamentar na qual resolvemos os grandes problemas sobre nosso futuro através de um debate pacífico, uma grande nação comercial com nossa ciência e as artes”, disse.

O Reino Unido deixará a União Europeia após 52% dos britânicos optarem pela ruptura, contra 48% que defendiam a permanência no bloco comunitário. Os eleitores que deram o “sim” para a saída da UE chegaram a 17.410.742 votos enquanto os que defendiam a permanência somaram 16.141.241.

da Redação OEB
com Veja.com

 

jun 24

O Reino Unido está fora da União Europeia, na decisão histórica do referendo

A vitória do ‘brexit’ pode resultar na renúncia do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que fez campanha pela permanência no bloco, tentando prolongar o esforço da pressão separatista que vem desde a década de 90.

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Em decisão histórica, o Reino Unido optou por deixar a União Europeia (UE) em referendo realizado na quinta-feira. Com 52% dos votos, os britânicos votaram pelo ‘brexit’, a saída do bloco, contra 48% para a permanência na UE.

Faltando a apuração de apenas 12 das 382 zonas que compõem o mapa eleitoral, a saída já vencia com vantagem superior a 1 milhão de votos – mais de 16 milhões de pessoas favoráveis ao ‘brexit’.

Após sua entrada na UE em 1973, quando então o bloco era conhecido como Comunidade Econômica Europeia (UEE), o Reino Unido decidiu romper os laços com Bruxelas, com repercussões para toda a Europa.

O líder do Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP), Nigel Farage, qualificou a data de hoje como “o dia da independência”, e afirmou que se trata do triunfo de gente “decente” que se enfrentou grandes corporações e os bancos, que pediam a permanência britânica na UE. O político afirmou que o povo britânico conseguiu se livrar da UE sem “disparar nenhuma bala”.

Renúncia – Segundo os analistas políticos, a situação do primeiro-ministro britânico, David Cameron, pode ficar insustentável após convocar o referendo e pedir que a população que apoiasse a permanência do país no bloco europeu. Ao prometer a consulta popular caso vencesse as eleições gerais de 2015, o líder do Partido Conservador colocou seu próprio cargo para voto.

A pressão separatista e a insistência por um referendo permeiam a relação do Reino Unido com UE desde a década de 90. O ponto máximo das tensões se deu quando as crises econômica e migratória atingiram o continente nos últimos anos. Cameron, que buscava uma reeleição em 2015, tentava pacificar o Partido Conservador – dividido entre permanência e saída – e encontrou na promessa de um referendo sua maior chance de sucesso. “É o momento de o povo britânico ter voz sobre o assunto”, confirmou no ano passado, sem esperar que a possibilidade de uma derrota fosse tão real.

O avanço do “brexit” gerou nervosismo nos mercados internacionais com uma forte queda na libra, mais de 8% em relação ao dólar.

da Redação OEB
com Agência EFE