Categoria: Colunistas

MANAUS – De Quem é a CULPA???

Nando Moura

A culpa por Manaus é de Bolsonaro, sim!

Bolsonaro teve 66% dos votos válidos no segundo turno da eleição de 2018 em Manaus. O governador do Amazonas, Wilson Lima, acusado de corrupção, é do PSC, o apoiou e foi por ele apoiado. Pouco antes do Natal, este decretou lockdown e, no dia 26, comerciantes foram para a rua pressioná-lo. No dia 27, abriu tudo, permitiu aglomeração e contágio. Eduardo Bolsonaro avisou: “1.º Búzios e agora Manaus.” Recado dado pelo deputado carioca e bolsonarista Daniel Silveira: “@wilsonlimaAM, viu quem manda no Estado?” Pois é. Quem será? Pergunte a Bia Kicis e Osmar Terra. Relatos pormenorizados de Edilson Martins e Ophir de Toledo não deixam dúvidas: pulmão do mundo (apud Paulo Oliveira) asfixiado por ordem do presidente.
Mandetta previu em março o colapso da saúde pública e 180 mil mortos. Já são mais de 200 mil, podem ser 300 mil. Como num teorema algébrico, QED (como queria demonstrar, em latim).
Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

Bolsonaro e o culto da morte

O Governo ignorou os alertas e desprezou as recomendações das autoridades sanitárias.
Sem a vacinação em massa não haverá recuperação econômica. Nova variante do vírus poderá levar à permanência da pandemia.
O Impeachment é urgente.
É o instrumento para interrompermos o genocídio.
O Congresso Nacional tem de ser imediatamente convocado.

Ford mostra que recuperação econômica em “V” é misto de devaneio e embuste

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OPINIÃO.

A decisão da gigante americana Ford de encerrar a produção de automóveis no Brasil é uma incontestável prova de que a política econômica comandada pelo ainda ministro Paulo Guedes (Economia) é um fracasso, assim como demonstra que a tão propalada “recuperação em V” não passa de retórica embusteira.

Desde a campanha presidencial de 2018, o UCHO.INFO afirma que Guedes é um teórico conhecido que tropeça no momento de colocar em prática suas ideias, nem sempre alinhadas à realidade. Antes da pandemia do novo coronavírus, o ministro afirmou que a economia brasileira estava “decolando” e em seguida disse que estava em “pleno voo”. Diante dos primeiros estragos promovidos pela Covid-19, Paulo Guedes foi obrigado a desdizer-se. Reconhecendo que sua fala foi marcada pelo ufanismo.

A decisão da Ford foi lamentada por integrantes da cúpula do Ministério da Economia, até porque trata-se de uma empresa que está há 102 anos no Brasil, mas Guedes disse que a saída da montadora do País destoa da “forte recuperação” observada no setor industrial brasileiro.

Paulo Guedes tem o direito de pensar o que bem quiser e externar seu pensamento a qualquer momento, até porque trata-se de direito constitucional, mas não pode induzir a opinião pública a erro. Afirmar que a indústria brasileira está em franca recuperação é fruto de devaneio.

A Ford apenas puxou a fila de um processo que pode custar caro ao País: a debandada de montadoras. Afinal, a falta de empenho do governo na aprovação de reformas econômicas estruturais tem feito o chamado “custo Brasil” permanecer nas alturas, o que inviabiliza qualquer negócio sério e responsável.

Como se não bastasse o delírio de Guedes, o vice-presidente da República, Antônio Hamilton Mourão, disse que a Ford “ganhou bastante dinheiro no Brasil” e poderia ter adiado a decisão.

“Não é uma notícia boa. Acho que a Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil. Me surpreende essa decisão que foi tomada pela empresa. Uma empresa que está no Brasil há praticamente 100 anos. Acho que ela poderia ter retardado isso aí e aguardado, até porque o nosso mercado consumidor é muito maior do que outros”, afirmou Mourão.

O vice-presidente deveria saber que nenhuma empresa pode enfrentar prejuízos em função dos desvarios de um governo perdido e marcado pela incompetência, até porque a Ford, assim como outras grandes companhias, tem acionistas, a quem deve explicações sobre desempenho econômico-financeiro.

Sobre o tamanho do mercado consumidor brasileiro, Hamilton Mourão precisa abandonar o “País de Alice” que reina nos quartéis e se inteirar da realidade econômica do País. Não se pode falar em recuperação econômica ou mercado consumidor em um país em que dois terços da população recebem menos de dois salários mínimos por mês.

Além disso, os efeitos colaterais da pandemia colocaram milhões de brasileiros em situação de penúria, sem contar os que ainda não alcançaram esse cenário de caos, mas revisaram os hábitos de consumo.

Quando o salário mínimo oficial (R$ 1.100,00) equivale a aproximadamente um quinto da remuneração ideal, segundo cálculos do Dieese (R$ 5.300,00), falar em recuperação da economia em “V” ou querer que a Ford continue a ter prejuízos para agradar o governo são declarações irresponsáveis de quem realmente desconhece a realidade nacional.

É importante ressaltar que o presidente Jair Bolsonaro, que vendeu aos incautos brasileiros a falsa ideia de que era o único candidato ao Palácio do Planalto com condições de resolver os problemas do País, fracassou nos campos político e econômico. Isso significa que sem ter o que entregar ao eleitorado, terá de radicalizar acalmar a turba de apoiadores. E isso se dará no vácuo da pauta de costumes, que levará o Brasil ao retrocesso no campo da democracia e dos direitos individuais.

Ucho Haddad
Jornalista e Comunicador

A Matrix da Nova Política

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Carlos Ferreira

Acredite, em 2021 a insanidade Bozoafetiva vai recrudescer nas redes sociais. Quem tiver bom senso, que ainda não tenha se inserido, vai embarcar nesta onda. É uma conclusão que pude avaliar depois de alguns dias perscrutando o perfil de uma infinidade de comentários, entre usuários e grupos, especialmente no Facebook que é a plataforma com a qual sou mais familiarizado.

Facebook que, aliás, é a plataforma e palanque da política cada dia mais virtual e insólita como assim se tornou a chamada Nova Política que Bolsonaro, o candidato, imprimiu no modelo de governança de Bolsonaro, o presidente eleito.

Não está sozinho, há toda sorte de outras páginas ou sites que coexistem nesse ambiente digital, consolidando o conceito que é, de longe, o único onde se pode dizer que existe de fato o que Bolsonaro chama de Nova Política.

No mundo real, lascou geral, não a que se falar em Nova Política por qualquer leitura ou narrativa que se faça. Já nesse ambiente digital, de modo contínuo, é o que temos para o café da manhã, almoço e jantar. Ali a esquerda e o comunismo são entidades malignas a que se dá um permanente combate; porque ali, na rede social, essas entidades existem. O PT continua assaltando o erário, juntamente com tantos outros inimigos da Pátria. Quem não rouba são traidores, simplesmente porque ousaram discordar daquele que é representante onisciente e onipresente de todos os valores disso que alcunhou de Nova Política, justo para contrapor os vícios da Velha Política.

Certo déjà vu me vem das experiências que alcunha equivalente denotava, a Nova República. Esta, outrora, também tinha um cabedal de valores semelhantes. Seu representante máximo vinha na proa da redemocratização do país; ou seja, com a transição do fim do regime militar e a expressão popular dos Caras-Pintadas, eleições diretas e a Constituinte. Em tudo existia, já naqueles anos, o ensejo cívico de uma nova ordem política e social para a pátria amada, Brasil.

Bolsonaro foi eficiente na maneira como não se apropriando da alcunha, apropriou-se de todo o resto daqueles sentimentos, os replicou como novos, remasterizando para esses tempos da era digital. Fenômeno nas redes sociais, fez de todas as faixas etárias uma legião de Caras Pintadas com uma oportuna adequação de propostas. Dessas, a mais contundente e que mais calou na base desse universo de adequações, foi o discurso anticorrupção.

Discordo quando se diz que a eleição de Bolsonaro se deu, em muito, graças ao sentimento antiPTista.  Por uma razão matemática é fácil supor que não haveria 2º Turno se esse sentimento antiPTista fosse de fato a causa. Menos se poderia imaginar o próprio PT na disputa com Bolsonaro.  Uma esmagadora maioria votou em Bolsonaro porque nele quis votar já desde o primeiro Turno, e depois porque ele ainda representava o voto anticorrupção por um lado, e o engajamento dos militares por outro. Esse vislumbre de um governo civil compartilhado com militares foi o extremo desse fenômeno, um outro déjà vu do tipo “éramos felizes e não sabíamos”.

Você revisita o perfil de uns e outros, parecem todos saídos de uma mesma linhagem. Visitou um visitou todos. Mas, curioso e engraçado é que, visitando todos, certamente a impressão deletéria seria que visitou nenhum.

Jovens, meia-idade, velhos… além da faixa etária o que muda é que parte são homens, uma parte maior ainda são mulheres; fiquei pasmo, eu juro. Existe, porém, uma relativa distinção sócio econômica:  Boa discussão na caixa de comentários sempre acontece com pessoas de classe média e classe média alta; não que não sejam boas em qualquer outro patamar social, mas especificamente ali são mais dissimuladas as conversas e mais pragmáticas as convicções.

Me ative a isso porque replicam argumentos com certo padrão de retórica, assim, como se bebessem de uma fonte que é a mesma para eles; contudo, é diferente da fonte onde os outros bebem. Passam essa impressão de informação privilegiada. São empresários, profissionais autônomos ou profissionais liberais bem-sucedidos. Maioria com ensino superior completo e inclusive pós e doutorado. Dei uns pitacos por lá para sentir uma reação aqui outra acolá. Eles argumentam e não polarizam, são até cândidos, se mantendo na postura “bolsominion” sem transparecer que sejam. Decidi que vou ser igual a eles, mas me falta o “glamour”.  

Como que o Mito conseguiu penetrar nessa camada tão avessa aos “Tiriricas?”.

Simples constatar, quem chega primeiro é o discurso, e o bojo de expectativas que um governo com esse discurso pode provocar. Por isso estou inclinado a permanecer nesse ambiente da rede social, como eles. Estou me sentindo melhor e mais seguro em relação à Educação, à Saúde, à Segurança Pública, ao Meio-Ambiente… as Obras de Infra-Estrutura, inclusive, são também um assombroso prodígio.

No que tange ao Combate a Corrupção e a Criminalidade, a gente vê progresso contínuo e isso porque à frente do Ministério da Justiça temos, agora, um Ministro de verdade. A Procuradoria Geral da República, que é um órgão de Estado, trabalha com um zelo peculiar para manter essa independência. O mesmo não dá para falar do Supremo Tribunal Federal, porque no mundo real aparenta ser uma coisa, mas por aqui cada Ministro do Supremo muda de adjetivo de hora em hora. Tudo pejorativo, naturalmente. Os militares daqui todo instante são solicitados a intervir no STF e no Congresso.  Muito diferente dos militares daí, que todo dia toda hora deixam bem claro que quartel não se mistura com política e que não querem saber de política no quartel.

Outros são os fatores que tornam esse mundo digital um fenômeno tão a cara do presidente. Aqui aglomeração pode, e não precisa usar máscara nem álcool gel por conta desta pandemia que aqui, no ambiente virtual, permanece uma gripezinha fácil de prevenir ou de tratar com azitromicina, ivermectina, fluoxetina e a cloroquina de modo geral.

A pandemia propriamente dito não existe; ponto. Apenas os desvios das verbas federais destinadas ao combate da crise sanitária que assola o Brasil do Real, e uma mão de Pilatos que se isenta de responsabilidades pois afinal o STF delegou poderes para os Governadores e Prefeitos. A plateia de seguidores do presidente avaliza e dá anuência, enche de impropérios esses ministros do STF e aplaudem… o presidente.  Se tudo resolvido, viramos a página.

Estamos num universo onde não se faz referências a nenhum dos filhos do presidente. Não existindo ou por não existirem, também não existe o Queiróz nem qualquer coisa que se vincule aos filhos.  Lula e os filhos do Lula, por outro lado…  Nem FHC escapa.  É prodigiosa a lista daqueles sem moral nem reputação.  Exceção, naturalmente, apenas para todos os bispos e pastores do núcleo de evangélicos; líderes ou donos de partidos, mas também para os “camaradas do Centrão”.  Roberto Jefferson e Luciano Hang, o dono da Havan, tem cada um seu respectivo Green Card presidencial em ambos os mundos, o que os distingue de todos os demais.

Aqui o presidente Bolsonaro é reverenciado por evangélicos, o que faz lembrar que sendo o país um Estado laico… o Brasil, neste governo, não é. Tanto os evangélicos como essa maioria das pessoas de bem, que prestigiam o presidente, tem-no o melhor presidente que nosso país já teve!  BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS.

Estou convencido que o melhor de dois mundos é permanecer por lá, onde NÃO tem a pandemia, nem SUS nem respiradores e UTI’s, nem vacina para incomodar. Nem desemprego, nem carestia, nem auxílio emergencial. Crime organizado?  …só no Rio de Janeiro do lado de cá.

POR ISSO É PARA LÁ QUE EU VOU.

Na Matrix da Nova Política é bem mais garantido sobreviver ao caos. Todos ali comungam da mesma afinidade, falam a mesma língua, tem os mesmos eufemismos. Podem contar, cada um, com um mesmo PRESIDENTE E MITO para chamar de seu.

Lá todas as promessas de campanha estão cumpridas, salvo o que não estiver finalizado por causa das mesmas forças ocultas que já atuaram no passado contra outra presidenta específica.  

Mas tudo vai ficar bem, porque “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”…

Assim vou fluindo em direção a realidade virtual dessas verdades absolutas. Fiquem vocês por aí, queridos amigos, nessa terra plana com pandemia e sem presidente.

Eu escolho permanecer na tranquilidade desta unidade ungida pelo patriotismo e a esperança de que unidos e reunidos nessa seara digital, sempre seremos Nós e o Presidente!

FELIZ ANO ANO NOVO!

Carlos Ferreira
Colunista Comentarista

O que há com nosso instinto de vida?

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Que tendência suicida é essa dos que se expõem ao risco nas ruas e nas praias, aglomerados, ou em festas de pobres e de ultra ricos, nos bares da vida… Mas o que será isso? Perderam o instinto de sobrevivência que pressupõe o medo de morrer e nos faz fugir do perigo?

Algo está acontecendo aqui: a negação de um vírus potencialmente letal, ameaçador, perigoso e que precisa ser objeto de estudo sociológico profundo.

E o impulso não é só suicida, é homicida também, já que o transmissor pode morrer e pode matar.

E a aflição está em ver que milhares todos os dias se dedicam a esse ritual macabrro, sado-masoquista, destrutivo, cruel, perverso indo a todos os lugares onde o vírus estará fatalmente circulando sem moderação, seja na 25 de Março, seja no Brás, seja nos pancadões, nos barzinhos da Vila Madalena, no Leblon ou em Trancoso com os jatinhos particulares à espera para levar e buscar ou na Praia Grande onde ele vem também fazer suas vítimas.

Que fenômeno é esse? Alguns dizem que as guerras antigamente ocorriam quando havia mais gente do que o mundo poderia suportar. Era como se a matança fosse necessária para reequilibrar o sistema. Da mesma forma, as pandemias surgiam depois de uma ” limpa” no excesso de gente. São hipóteses apenas, lógico, nunca comprovadas.

Seria como que o sistema tivesse um poder automático de exclusão dos excedentes.

Atualmente, nessa nova revolução digital, as guerras não são mais no campo de batalha. Travam-se no plano econômico, da globalização em que há uma interdependência dos países. Assim, pessoas morrem muito menos e duram bem mais.

Eis então que surge quase como do nada, essa pandemia, algo que nos parecia inimaginável que só poderíamos imaginar em filmes de ficção. E aqui está ela entre nós matando adoidado como um tsunami.

Porém, o que jamais poderíamos imaginar é que teríamos um presidente pronto a liderar esse movimento auto-destrutivo a conduzir tantos ao desprezo pela vida e portanto à morte. É como se Bolsonaro fosse a força que leva alguns tipos de seres ao suicídio coletivo.

Faz lembrar de forma semelhante ao suicídio de algumas espécies de animais que teimosamente vem morrer na praia como é o caso de baleias e golfinhos e outras espécies.

Aqui em casa, por exemplo, há um tipo de abelhinhas que literalmente se atiram aos milhares na água da piscina para morrer e que temos de recolher com a rede usada para as folhas que caem das árvores.

E, por incrivel que pareça, o presidente do pais, Bolsonaro, representa sim essa força que leva à morte, esse instinto destrutivo em oposição à vida, à alegria, à saúde, ao desejo de progresso, de prosperidade, de bonança, de paz, de equilíbrio, de bem-estar enfim.

Bolsonaro é o arauto da Morte. É um Charles Mason coletivo que seduz milhões de almas cooptadas e hipnotizada, como que atraídas por buracos negros existentes no espaço.

Por Deus! É preciso muita força para lutarmos contra esse movimento mórbido que parece estar sempre à espreita querendo nos levar de roldão.

Urge que nos salvemos disso. Queremos viver. O país precisa sobreviver. Lutemos pois pela nossa saúde, pela vacina e busquemos apoiar aqueles que lutam do nosso lado. Todos eles.

Juntemos forças porque a luta é para os fortes e conscientes dessa realidade que parece ficcional mas não é não. Ela está acontecendo aqui e agora! Ou vencemos ou vencemos. Não temos escolha! E creio não estar sendo exagerada. Antes fosse!

Eliana França Leme
Psicóloga e Colunista

O presidente do “país quebrado” que potencializa o caos, culpa a mídia por potencializar o vírus

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Em sua costumeira inversão dos fatos, Bolsonaro, que potencializa a pandemia, negando a realidade e sabotando o combate à maior crise sanitária mundial, em mais uma crise de insanidade, culpa a mídia por “potencializar o vírus” e reconhece sua incapacidade total ao confessar que “não consegue fazer nada”.

Com o número crescente de mortes, que nesta semana deverá chegar a 200 mil, nos dados oficiais e a mais de 300 mil, segundo especialistas que consideram as subnotificações por falta de testes e total incapacidade do governo Federal no controle, mapeamento e combate ao vírus, o presidente, numa postura criminosa, permanece indiferente ao caos que ele, com todas as suas forças, promove.

No encontro com sua claquete, ele argumenta que não consegue a mudança na tabela do Imposto de Renda, mais uma das promessas de campanha não cumprida, culpando o vírus e a imprensa “sem caráter” que o potencializa.

Nas redes sociais, os brasileiros de bem questionam quem é ele para falar em caráter.

Numa forma absurda de tentar fugir de suas responsabilidades e palavra que nunca cumpre, mais uma vez, joga a culpa para fora de sua pessoa. Responsabilidade essa que nunca teve.

“O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, tá, teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter “, afirmou a um apoiador na saída do Palácio da Alvorada.

Atacar a mídia, o jornalismo profissional, é típico daqueles que temem a verdade dos fatos. Sobretudo quando o ataque não se restringe ao país, pois, inclui-se aí a mídia mundial, que alerta para a gravidade da pandemia, incentiva a população mundial aos cuidados, instrui, mantendo as informações sempre atualizadas, cumprindo sua nobre missão.

O jornalismo enfrenta mais um daqueles que temem o desmentido, a apresentação dos fatos e da realidade como ela é.

Essa mesma mídia que este elemento ataca, precisou criar um Consórcio de Veículos de Imprensa, para coletar dados sobre a crise que apavora o planeta, pois o desgoverno atual não tem capacidade nem intenção de apresentar as informações verdadeiras, sem desvios e manipulações orquestradas pelo chefe que em tudo interfere, pervertendo as funções a que cada órgão se destina, a exemplo da Abin, GSI, PGR, Polícia Federal e tantos outros, além de causar sérios danos à imagem das Forças Armadas que, até antes de sua posse, era a instituição de maior credibilidade na opinião pública.

O negacionista de todos os fatos, contraria o que diz seu ministro da Economia, que afirma estarmos num crescimento em “V”, o que, convenhamos, é uma doce ilusão.

Da mesma forma, com sua postura irresponsável, contraria Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que defendem a vacinação em massa, o que está longe dos planos e da capacidade do elemento em questão.

Sem o combate sério da pandemia, não haverá economia e a população vê com temor o futuro próximo, esperando a inevitável crise.

O Tesouro começa 2021 com uma fatura trilionária a ser paga aos investidores. A dívida que vence neste ano já somava 1,31 trilhão de Reais no fim de novembro de 2020. Este valor deve continuar crescendo com mais juros que vão se somando ao total. 

Realmente, não temos presidente em Brasília. O que temos é um elemento sem escrúpulos, sem caráter, sem responsabilidade, ocupando a cadeira onde deveríamos ter, sim, um Presidente.

Dessa forma, chegamos a uma conclusão de que o primeiro passo para o Brasil tentar escapar deste caos anunciado, será o afastamento do mandatário. Caso contrário, continuaremos sem a educação, sem as prioridades que o meio ambiente exige, sem a diplomacia e gestão correta que poderia nos livrar do isolamento mundial.

Continuaremos num barco sem capitão, sem rumo, sem vacina, sem economia e sem esperança.

Celso B. Rabelo
Jornalista e comunicador

Para Aristides, Lava Jato não acabará

“A Lava Jato não acabará”, disse o primeiro procurador-geral da República a ocupar o cargo na vigência da atual Constituição.
Neste vídeo, Nêumanne entrevista Aristides Junqueira.
No colóquio, ele revelou pela primeira vez em público como ele próprio foi nomeado pelo então presidente Sarney e, depois, reconduzido ao posto máximo da carreira por Collor, o que não o impediu de pedir ao STF que processasse o então presidente por corrupção.
O mineiro, que começou atuando no serviço público como procurador do Estado de Goiás, manifestou-se a favor da escolha do PGR pelo presidente em lista tríplice eleita pela corporação, mas adiantou que isso, que já ocorre nas procuradorias estaduais, só deveria ocorrer na federal se a Constituição for alterada.
Direto ao assunto.
Inté.
E só a verdade nos salvará.

José Nêumanne Pinto

José Nêumanne Pinto entrevista Aristides Junqueira

Bolsonaro, o beócio, e a anomia brasileira

O fracasso econômico das 4 últimas décadas.
As desilusões políticas.
A ausência de projeto nacional.
Como reencontrar o caminho do progresso

Marco Antonio Villa

STF vira Supremo Tribunal da Família Bolsonaro

“Vai ficando claro que Jair Bolsonaro é o chefe de uma organização familiar.”

Josias de Souza – by UOL

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