Categoria: Ciência & Tecnologia

jan 19

“Povos amazônicos jamais estiveram tão ameaçados quanto agora” Papa Francisco

Uma realidade que agora passa a ser mais aberta, trazendo sérios e graves assuntos à pauta internacional, já que o alerta vem de uma autoridade religiosa

AFP / Vincenzo PINTOPapa Francisco é recebido por uma indígena durante encontro com representantes de comunidades da Amazônia no Peru

O papa Francisco alertou nesta sexta-feira, em visita à floresta amazônica peruana, que os povos indígenas originários “nunca estiveram tão ameaçados quanto agora”.

Francisco se reuniu com cerca de 3.500 indígenas peruanos, brasileiros e bolivianos em Puerto Maldonado, na Amazônia, no segundo dia de visita ao Peru.

“A Amazônia é terra disputada em várias frentes: por um lado há o neo-extrativismo e a forte pressão exercida pelos grandes interesses econômicos que dirigem sua avidez por petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas, agroindustriais”, indicou.

O pontífice argentino também apontou iniciativas e programas de preservação da natureza que não levam em conta as necessidades dos povos amazônicos.

“A ameaça contra seus territórios também vem da perverção de certas políticas que promovem a ‘conservação’ da natureza sem levar em conta o ser humano”, expressou no encontro realizado na arena esportiva de Puerto Maldonado.

Francisco afirmou que há “movimento que, em nome da preservação da floresta, capturam grandes extensões de florestas e negociam com elas gerando situações de opressão dos povos nativos”.

“Temos que romper com o paradigma histórico que considera a Amazônia como uma dispensa inesgotável dos Estados sem levar em conta seus habitantes”, acrescentou, afirmando que a situação atual “causa asfixia de seus povos” e estimula a migração de jovens por “falta de alternativas locais”.

As comunidades aborígines da Amazônia pediram ajuda ao pontífice, pois estão sobrecarregados pelo desmatamento, poluição dos rios, pobreza e tráfico de seres humanos, fomentada principalmente por atividades de mineração ilegal.

da Redação OEB
com Agência AFP

dez 21

Governo confirma negociação mas não permitirá o controle da Boeing sobre a Embraer

Segundo o governo brasileiro, a Boeing não controlará a Embraer,

Enquanto o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos campos, cidade onde se situa a sede da Embraer e a maioria de suas linhas de produção no país, informou nesta quinta-feira que repudia a “possibilidade de compra” da companhia pela norte-americana Boeing.

“Única fabricante brasileira de aviões e terceira maior do setor no mundo, a Embraer é estratégica para o país e não pode ser vendida para capital estrangeiro. Exigimos que o governo federal vete a venda e, enfim, reestatize a Embraer como forma de preservar e retomar este patrimônio nacional”, diz o Sindciato, que é filiado à CSP-Conlutas.

Fontes não descartam uma possível associação entre as empresas e as ações da Embraer disparam

O governo detém um tipo de ação na Embraer, denominada “golden share”, que garante poder de veto em eventual mudança acionária na empresa. E é contando com esse instrumento que não vai permitir que a indústria brasileira de aeronaves passe totalmente para o controle da americana Boeing. Essa é a posição do presidente Michel Temer, transmitida ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao tomar conhecimento da operação que estaria em curso. Segundo interlocutores, Temer afirmou: “Em meu governo, a

Uma fonte graduada do governo revelou que uma possibilidade seriam as duas empresas atuarem em projetos conjuntos, na forma de associações e joint ventures. É com esse caminho que o Palácio do Planalto estaria trabalhando.

— O que existe é uma reestruturação global do mercado: associação Bombardier/Airbus, além de China e Japão entrando no nicho de aeronaves médias — explicou essa fonte.

O poder de veto pode ser aplicado em várias situações. Por exemplo, na mudança no nome da companhia ou de seu objeto social; na criação/alteração de programas militares envolvam ou não o Brasil; na interrupção de fornecimento de peças de manutenção e reposição de aeronaves militares; e na transferência de controle acionário.

da Redação OEB
com O Globo

dez 21

A gigante Boeing discute adquirir brasileira Embraer [vídeo]

A terceira empresa do setor na classificação mundial preocupa suas parceiras gigantes

A gigante americana de aviação Boeing discute a compra da brasileira Embraer, visando a fortalecer seu portfólio regional no mercado de aeronaves. A informação, noticiada pelo Wall Street Journal nesta quinta-feira (21), fez os papéis da companhia sediada em São José dos Campos se valorizarem.

As duas empresas discutiram um valor “relativamente alto” pela aquisição, mas as negociações estão suspensas enquanto os dois lados esperam a posição do governo brasileiro sobre o negócio, disse o jornal, citando fontes anônimas.

A Embraer foi criada pelo governo em 1969 e privatizada em 1994. No processo, o Estado manteve “ações de ouro”, que lhe dão direito a veto.

A Boeing não comentou essas informações.

A Airbus, concorrente europeia da americana, assinou um acordo para assumir uma participação majoritária na produção de aviões da canadense Bombardier. A associação foi revelada em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá lançada por uma queixa da Boeing sobre a Bombardier.

A aquisição da Embraer daria à Boeing um portfólio de aeronaves que poderia competir, em alguns casos, com os aparatos da Bombardier.

As ações da Embraer subiram 21% na Bovespa após o anúncio da possível fusão. Às 16H22 de Brasília, a ação da empresa avançou 21,10%, dando forte impulso ao índice Ibovespa, que teve alta de 2,12%.

da Redação OEB
com Agência AFP

dez 18

Absurdo! Brasil atinge recorde de queimadas em 2017 desde 1999

Cerca de 272 mil focos de fogo
46% a mais do que no ano passado

Brasil termina 2017 com um número recorde de queimadas desde 1999, quanto teve início a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A análise dos locais onde os incêndios ocorreram mostra que, neste ano, o fogo aumentou em áreas de floresta natural, avançando em pontos onde antes não havia registro de chamas, e atingindo unidades de conservação e terras indígenas. Entre todos os biomas, o Cerrado foi o que teve mais unidades de conservação atingidas, contabilizando 75% de toda a destruição nas áreas protegidas.

Até agora, foram registrados cerca de 272 mil focos de fogo, 46% a mais do que em 2016 e acima do recorde anterior, de 2004, quando foram detectados 270 mil pontos de calor. Incêndios criminosos destruíram 986 mil hectares de unidades de conservação, o que corresponde a quase oito vezes a área da cidade do Rio. O número ficou próximo do registrado no ano passado, quando foram destruídos cerca de 1 milhão de hectares. Nas terras indígenas, os focos aumentaram 70% e ultrapassaram 7 mil.

— O fogo aumentou em áreas de floresta natural, onde não chegava antes — afirma Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas do Inpe.

Setzer diz que houve mais descontrole do fogo em 2017. Segundo ele, o Inpe ainda não terminou o cálculo da área afetada pelos incêndios. Enquanto os pontos de queimada são identificados por radar, a área destruída é somada por meio de estudos aprofundados. Em janeiro o Inpe deverá ter dados precisos sobre o Cerrado, por exemplo.

Apesar da grande quantidade de incêndios, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) teve o mesmo número de brigadistas de 2016 (1.170). Já o Ibama teve mil profissionais, o menor número desde a criação do sistema de prevenção e combate a incêndios florestais.

Embora o Cerrado tenha tido, proporcionalmente, mais unidades de conservação atingidas, a Amazônia concentrou mais da metade dos focos de queimadas em 2017, segundo dados do ICMBio. Na avaliação de cientistas, dois anos consecutivos de seca e estiagem prolongada tornaram os incêndios florestais mais graves. Clareiras abertas por madeireiros; corte de árvores maiores e mais nobres, as chamadas estruturantes das florestas; e desmatamento, que reduz a água no subsolo, estão mudando o microclima da floresta: ela está mais fragilizada e inflamável.

— Antes o fogo morria na beira da floresta. Agora já não morre e adentra na mata fechada — afirma Gabriel Zacharias, chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

De acordo com Zacharias, é preciso entender o que aconteceu este ano, já que as condições climáticas não foram tão diferentes da média.

— Com a sequência de anos secos, a parte de floresta que está sujeita a morrer está ficando maior. Há um déficit de água no solo e as clareiras abertas na floresta pelos desmatamentos permitem entrar mais sol. Para cada árvore que tiram, outras 50 são danificadas — diz Paulo Barreto, do instituto de pesquisa Imazon.

MICROCLIMA MUDA E PERMITE AVANÇO DO FOGO

Douglas Morton, geocientista da Nasa, antecipou ao GLOBO que a área queimada nos últimos dois anos na Amazônia foi muito maior do que a destruída nas secas de 2005 e 2010. Ele diz que, se antes o fogo entrava um ou dois quilômetros dentro da floresta, agora as chamas avançam até 100 quilômetros, por causa da mudança do microclima, o que torna quase impossível o trabalho dos brigadistas.

Um teste feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em Querência, no Mato Grosso, na região do Xingu, mostrou que depois de três anos de queimadas o poder do fogo aumentou. Antes, apenas 10% das árvores morriam. Agora, morrem 80% delas. E são justamente as maiores e com troncos mais grossos que sucumbem.

No Mato Grosso, por exemplo, segundo estado com maior número de focos de incêndios em 2017, o governo proibiu queimadas entre 15 de julho e 30 de setembro, o período mais seco do ano. De pouco adiantou. Neste período o Inpe identificou 31.599 focos no estado, a maior parte em Colniza, palco da chacina de nove trabalhadores rurais em abril e da morte do prefeito Esvandir Antonio Mendes (PSB) na sexta-feira (ver texto ao lado).

O Código Florestal, que entrou em vigor em 2012, prevê que só é possível responsabilizar alguém pelo uso irregular do fogo, se a pessoa for pega em flagrante. Houve incêndios criminosos este ano em parques nacionais importantes, como o da Chapada dos Veadeiros (Goiás) e da Serra da Canastra (MG), onde fica a nascente do Rio São Francisco.

— Como pegar em flagrante? É quase impossível. No Mato Grosso, ninguém deu bola para a proibição — diz Setzer, do Inpe.

Christian Berlinck, coodenador de Emergências Ambientais do ICMBio, conta que nas áreas de proteção os criminosos chegam a usar artefatos de retardo do fogo, para que o incêndio de grandes proporções comece pelo menos 10 minutos depois de provocado. Mas o que leva alguém a queimar florestas tão importantes?

— O pano de fundo são os conflitos fundiários. As pessoas querem a terra e, quando não conseguem ocupá-la, queimam. — diz Berlinck

Na Serra da Canastra, por exemplo, o fogo costuma ser uma reação às tentativas frustradas de reduzir o tamanho do parque. O Parque Nacional do Araguaia (TO), por exemplo, sofre com queimadas causadas pela renovação de pasto no entorno.

da Redação OEB
com O Globo

out 22

Petrobras tem nota elevada pela Agência Moody's – Lava Jato foi determinante nesse processo

As primeiras reações positivas são notadas naquela que já foi uma das primeiras do mundo. A Petrobras, após medidas adotadas para sanear o que foi feito em 13 anos de governo PT, tem a previsão de recuperação mais acelerada com dedicação ao seu principal objetivo, enxugando outros setores.
Sem Lula, sem Dilma e sem PT e todo esquema de corrupção montado nestes governos, a Petrobras deverá estar em posição confortável em até 5 anos.

Por dois anos, a Petrobras estampou manchetes de jornal protagonizando um dos maiores escândalos de corrupção já vistos.
O escândalo deixou a companhia com uma dívida maior do que a de qualquer outra companhia de petróleo no mundo e ajudou a derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff.

Pedro Parente
Presidente da Petrobras

petrobrasA agência de classificação de riscos Moody’s melhorou a classificação da Petrobras de “B3” para “B2” e mudou a perspectiva de negativa para estável, informou em comunicado nesta sexta-feira (21).

Mesmo assim, a petroleira continua sem o “grau de investimento”, uma espécie de selo de bom pagador. Isso indica que ainda não é considerada uma empresa recomendável para os investidores aplicarem seu dinheiro porque tem um alto risco de dar calote.

Entre os motivos citados pela agência estão o refinanciamento da dívida da estatal e a venda de negócios, além de fatores externos à empresa, como a melhora do sentimento do mercado em relação ao Brasil, após o impeachment de Dilma Rousseff, e a consequente valorização do real em relação ao dólar.

A notícia foi considerada “ótima” e bem-vinda pelo diretor de Estratégia da Petrobras, Nelson Silva. “É muito positivo ver que já existe uma percepção mais positiva com relação à qualidade de crédito da Petrobras”, disse o executivo a jornalistas, após participar de evento do setor de infraestrutura em São Paulo.

Silva, entretanto, disse que a Petrobras tem ainda muito trabalho pela frente. “Temos ainda que executar o plano, entregar os resultados e esperamos que a percepção vá melhorando ao longo do tempo.”

Crise e Lava Jato

A petroleira viu suas finanças se deteriorarem nos últimos anos e enfrenta uma das piores fases já vistas em seus mais de 60 anos, em meio ao escândalo de corrupção investigado pela polícia federal na operação Lava Jato, somado ao alto endividamento e à queda nos preços do petróleo no mercado global.

Desde que começou a Lava Jato, executivos de alto escalão foram presos, a empresa enfrenta processos na Justiça, inclusive nos Estados Unidos, as ações (PETR3PETR4) passaram por grandes instabilidades e a dívida da companhia, que já era grande, aumentou ainda mais.

Avaliação indica risco de calote 

Um governo ou empresa consegue dinheiro vendendo títulos no mercado. Os investidores compram papéis com a promessa de receberem o dinheiro de volta no futuro com juros. Quando um governo ou empresa tem avaliação ruim, considera-se que há risco de dar um calote e não pagar esses investidores.

Se houver desconfiança sobre essa devolução, fica difícil conseguir vender esses títulos, e é preciso pagar mais juros aos investidores para compensar o risco maior. O rating, ou classificação de risco, indica aos investidores se um país, empresa ou negócio é considerado um bom pagador ou não.

O chamado grau de investimento, por exemplo, indica que tem baixo risco de dar calote, e que as aplicações financeiras feitas por investidores estrangeiros nesse país ou empresa terão risco próximo a zero.

Agências falharam na crise de 2008/2009

A classificação das agências de risco é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião supostamente independente a respeito do risco de calote de países, empresas e negócios.

Porém, as agências foram muito criticadas por terem falhado na crise global de 2008/2009. Elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA que afundaram bancos e investidores e geraram a grande crise financeira.

(Com Reuters)

Basta cavar para achar petróleo?
A Lava Jato cavou e achou muita corrupção!

Em março de 2014, tem início a operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação começou investigando grupos criminosos que usavam uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar dinheiro ilícito, mas se expandiu: identificou desvio e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da Petrobras, as principais empreiteiras do país e políticos brasileiros.

Em entrevista à BBC, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, diz:

Acabamos de anunciar um plano estratégico. É um plano de 2017 a 2021. Acredito que é um plano muito bom e sólido. Não foi fácil fazê-lo, mais de cem pessoas da companhia estavam envolvidas, inclusive os executivos-chefes e o comitê executivo. Mas essa foi a parte mais fácil. A parte mais importante é entregar o plano.

Dividimos o plano em dois períodos – os primeiros dois anos e os últimos três. Acho que depois desse período veremos a companhia de volta a seus melhores dias.

Depois de cinco anos, os primeiros anos serão os mais duros em termos financeiros, os anos em que continuaremos nossa parceria e nosso programa de desinvestimento.

Após esses dois anos, nosso plano é chegar a um nível muito mais confortável do que estamos hoje. A data de referência que usamos foi dezembro de 2015. Nessa data, nossa alavancagem, que é o tamanho do débito comparado à geração operacional de recursos, ou nosso Ebitda (geração de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização), estava cinco vezes acima.

Nosso plano é reduzi-lo pela metade até 2018. Significa que não teremos mais de 2,5 vezes nosso Ebitda do mesmo tamanho de nossa dívida.

 da Redação OEB
com Reuters, BBC e UOL

set 12

América Latina tem maior número de usuários de internet e a menor velocidade de rede

O número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório “Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016”, divulgado em San José

Internet-01

O número de usuários da internet aumentou 20% na América Latina nos últimos cinco anos, mas a velocidade do serviço continua sendo muito deficiente, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

De 2010 a 2015, o número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório “Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016”, divulgado em San José.

Nos últimos cinco anos, os lares conectados à internet aumentaram em média 14,1% ao ano, chegando a 43,4% do total em 2015, o que quase duplicou o índice de 2010.

Parte importante da expansão é atribuída ao aumento da penetração da banda larga nos celulares, que passou de 7% a 58% da população, impulsado pela diminuição dos preços e pela diversidade dos serviços oferecidos.

Nos pacotes de dados pré-pagos, considerando os planos de 30 dias, o custo de contratar 1Mbps (megabit por segundo) como proporção da renda mensal per capita que deve ser destinada para ter acesso ao serviço foi inferior a 2%.

No caso da banda laga fixa, em 2010 era necessário destinar cerca de 18% da renda média mensal para contratar um serviço de 1Mbps, e no início de 2016 essa taxa era de apenas 2%. O maior avanço ocorreu na Bolívia, onde passou de 84,8% a 9%.

Decolagem da banda larga móvel

Até 2010, a penetração da banda larga fixa (BLF) e da banda larga móvel (BLM) era praticamente a mesma na região.

Nos últimos anos, porém, a taxa de crescimento médio anual das contratações da BLM foi de 55,3%, enquanto a da BLF foi de 11% e o número total de assinaturas móveis cresceu 802,5%, ante 68,9% das conexões fixas.

“A cobertura das redes móveis e a diversidade e a acessibilidade dos dispositivos explicam a forte difusão da alternativa móvel”, explica a Cepal.

Com um crescimento de 4.000% entre 2010 e 2015, o Peru foi o país que registrou a maior expansão da BLM, enquanto Brasil, Uruguai e Argentina tiveram aumentos de entre 500% e 1.300%, segundo a Cepal. O país com a menor taxa foi a Venezuela, com um aumento de 116%.

A passos lentos

Apesar dos avanços, ainda “estão pendentes problemas relacionados com a qualidade e a equidade do acesso à internet”, adverte a Cepal.

Em termos de qualidade do serviço, “nenhum país da região tem pelo menos 5% das suas conexões com velocidades maiores de 15Mbps, enquanto que nos países avançados a porcentagem de conexões desta velocidade é próxima a 50%”.

Em relação à banda larga fixa, a média da velocidade é de 4,7 Mbps, sendo o Chile o país com a maior velocidade (7,3 Mbps) e a Venezuela com a menor (1,9 Mbps).

A velocidade de acesso da BLF é chave para os processos produtivos e para o salto que a América Latina deveria dar para aumentar seus índices de crescimento econômico.

“Nos países mais avançados na matéria, como a Coreia do Sul e a Noruega, os números de conexões acima de 15 Mbps ultrapassam 50%”, afirma o relatório.

Chile, Uruguai e México apresentam os melhores rendimentos, com 15% das suas conexões acima de 10 Mbps e cerca de 4% acima de 15 Mbps. Bolívia, Paraguai e Venezuela são os mais atrasados, com 0,5% de conexões de mais de 10 Mbps e 0,2% de conexões acima de 15Mbps.

Na região persistem também as diferenças no acesso de acordo com a distribuição de renda e entre as zonas rurais e urbanas.

Sobre o uso, as redes sociais são a atividade principal dos latino-americanos na internet. Um estudo anterior da Cepal mostrou que 78,4% dos usuários de internet na região participam de redes sociais, ante uma média mundial de 63,6%.

da Redação OEB
com Agência AFP

jul 30

Lava Jato: força-tarefa no Rio denuncia 15 por corrupção e lavagem na construção de Angra 3

Policia_Federal_auditorio_RN

da Redação OEB
com Ministério Público Federal

jul 26

Aviões da Marinha se chocam no ar durante treinamento para Olimpíadas

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Caça AF-1 da Marinha – modernizado pela Embraer

Aviões da Marinha se chocam durante treinamento para Olimpíada
Piloto que conseguiu ejetar-se de uma das aeronaves, que caiu no mar, ainda está desaparecido

Um caça da Marinha do Brasil caiu no mar ao colidir com outra aeronave durante um treinamento militar para os Jogos Olímpicos nesta terça (26), no Rio de Janeiro. O piloto conseguiu ejetar-se do aparelho, mas continua desaparecido. O outro avião, danificado, pousou na Base Aeronaval de São Pedro D’Aldeia.

O acidente aconteceu nesta tarde, a 25 milhas da costa na altura em Saquarema, região dos Lagos do Rio. O aparelho é um dos doze aviões AF-1 que foi modernizado pela Embraer.

Em nota, a Força Aérea da Marinha lamentou o ocorrido: “A Marinha deu início às buscas pelo piloto e está prestando todo o apoio necessário à família do militar. O acidente aconteceu quando a aeronave retornava de exercícios operativos e suas circunstâncias estão sendo apuradas.”

A operação de busca e salvamento envolve cinco helicópteros e dois navios – um deles a fragata Liberal. Um inquérito foi aberto para apurar as causas do acidente.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

jun 14

Vídeo de chamada – REAÇÃO DEMOCRÁTICA [#007] General Heleno Fala à Nação 15/jun 21h

Quarta, 15 de junho às 21:00h ao vivo
Videoconferência com a equipe de O ESTADO BRASILEIRO
via Google Hangout com transmissão simultânea através
das rádios da Rede Movimento de Comunicação
Pauta:
– Amazônia
– Política indigenista
– Intervenção Militar
– Quadro político atual

Assista a videoconferência completa clicando abaixo:

Augusto Heleno Ribeiro Pereira (Curitiba, 29 de outubro de 1947) é um general-de-exército do Exército

Brasileiro da reserva. Foi comandante militar da Amazônia e Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia.

Tem posições claramente críticas com relação às políticas oficiais, particularmente com relação à atitude da comunidade internacional com relação ao Haiti e à política indigenista do governo brasileiro.

Carreira Militar

Graduou-se aspirante-a-oficial de cavalaria em 1969, na Academia Militar das Agulhas Negras, sendo o primeiro colocado de sua turma de cavalaria. Foi também o primeiro colocado de sua turma de cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME),

recebendo por isso a medalha Marechal Hermes de prata dourada com três coroas. No posto de major, integrou a missão militar brasileira de instrução no Paraguai. Como coronel, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, e foi adido militar da Embaixada do Brasil em Paris, acreditado também em Bruxelas. Como oficial-general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Centro de Capacitação Física do Exército, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército e do Gabinete do Comandante do Exército.

De junho de 2004 a setembro de 2005, foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), constituída de um efetivo de 6250 capacetes azuis de 13 países, dos quais sete latino-americanos. Da mesma forma que o embaixador chileno Juan Gabriel Valdés, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão, e dos governos de países latinos, o General Heleno expressou sua discordância quanto à estratégia adotada pela comunidade internacional em relação ao Haiti.[1] Sucedeu-o, no comando da MINUSTAH, o general Urano Teixeira da Mata Bacelar, que acabaria por suicidar-se em Porto Príncipe, quatro meses depois, em janeiro de 2006. Em 2006, deu uma palestra na polêmica Escola das Américas.

Como comandante militar da Amazônia, o general Heleno contestou a política indigenista do governo Lula, que qualificou de “lamentável para não dizer caótica”, durante palestra no Clube Militar, no Rio de Janeiro, à época da demarcação da terra indígena de Raposa/Serra do Sol. Afirmou que os índios “gravitam no entorno dos nossos pelotões porque estão completamente abandonados”.

Em 9 de maio de 2011, numa cerimônia no Quartel General do Exército em Brasília, passou para a reserva e defendeu o movimento militar de 1964.[4] , após 45 anos de vida militar.

Atuou como consultor de segurança e assuntos militares do Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde também colaborava com comentários na programação das emissoras.

Atualmente exerce o cargo de diretor de comunicação e educação corporativa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

jun 03

Limite à internet é discutido entre Conselho de Comunicação e presidente da OAB

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, debate nesta segunda-feira (6), a partir de 14h, no Conselho de Comunicação Social, órgão do Congresso Nacional, o uso da internet e das redes sociais e o papel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A audiência acontece no momento em que é retomada a discussão sobre a criação de franquias limitadas nos planos de banda larga fixa. Lamachia tem criticado proposta de bloqueio da internet quando os usuários atingem o limite estabelecido na franquia mensal de dados.

Crimes na internet

O Conselho pode examinar nesta segunda o projeto que aumenta o poder do Ministério Público e da polícia na investigação de crimes praticados por meio da internet. O PLS 730/2015 permite que delegado de polícia ou promotor de Justiça requisitem informações a provedor de internet em caso de suspeita de crime na rede mundial de computadores.

Comissões temáticas

Duas comissões temáticas ligadas ao Conselho de Comunicação Social também têm reuniões marcadas para segunda-feira. A Comissão Temática de Conteúdos em Meios de Comunicação reúne-se às 9h. Já a Comissão Temática de Projetos Legislativos tem encontro previsto para as 10h30. As reuniões são para a escolha de relatores de propostas relacionadas as duas áreas em análise no Congresso.

da Redação OEB
com Agência Senado