Categoria: catástrofe

3 nuvens gigantes de gafanhotos ameaçam o Brasil e a Argentina

VÍDEO –

Eles são centenas de milhões e continuam se reproduzindo

A capacidade de devastação dessas nuvens de gafanhotos, podem causar um desastre econômico por onde passarem e afetar, ainda mais, a debilitada economia, agravada com a pandemia do novo coronavírus.

“O calor acelera o metabolismo dos gafanhotos, que passam a se reproduzir mais e a se movimentar em grandes grupos”, diz Carlos Goulart, diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.
“Ainda é preciso ter cuidado”, diz Carlos Goulart. A nuvem de gafanhotos está a cerca de 100 quilômetros da fronteira com o Brasil.

Três grandes nuvens de gafanhotos na Argentina e Paraguai vem preocupando os governos do Brasil e da região. Duas nuvens permanecem sobre a Argentina, uma delas com 400 milhões de gafanhotos, e a outra se encontra no Paraguai. No último final de semana, o governo argentino e produtores rurais decidiram fazer uma aplicação maciça de inseticidas na nuvem gigante.

Os técnicos argentinos continuam monitorando a região para verificar quantos gafanhotos foram mortos e se há possibilidades de reagrupamento e nascimento de novos insetos.

Os governos da Argentina e do Brasil acompanham atentamente o fenômeno. O maior risco é a destruição de áreas de pastagem e lavouras. Segundo técnicos do governo argentino, um conglomerado de 40 milhões de gafanhotos, um décimo da nuvem identificada na região de Entre Rios, na Argentina, é capaz de consumir pastagens utilizadas por até 2.000 cabeças de gado. Os insetos se alimentam da grama.

Ao menos para os produtores rurais brasileiros, é que a chegada de uma frente fria nesta terça-feira, dia 28, na Argentina, deve manter os insetos no local onde se encontram. Mas permanece a preocupação de que, com a chegada de novas ondas de calor e umidade, a nuvem possa se avolumar e mudar de direção.

Uma nuvem de gafanhotos está se deslocando dentro do Paraguai, em direção à fronteira com a Argentina. Caso os insetos continuem a se reproduzir, como tem acontecido, a nuvem pode aumentar de tamanho. Por enquanto, ela está a 600 quilômetros do Brasil.

Fonte: Exame
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OMS: Mundo passa de 16 milhões de casos e 646 mil mortes por Covid-19

VÍDEO

Enquanto os dirigentes de todos os países do mundo estão focados nas taxas de contaminação e mortes pelo Covid-19, o Brasil ocupa lugar de destaque no descontrole da pandemia, com o Ministério da Saúde não atendendo as necessidades do enfrentamento e combate ao vírus, destinando apenas um terço da verba disponível para este fim, completando com uma interinidade de ministro que não atende a “logística” da distribuição de remédios imprescindíveis para o tratamento, em falta num grande número dos hospitais.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que o número de casos do novo coronavírus confirmados oficialmente ao redor do mundo subiu para 16.114.449. As informações foram baseadas em dados recebidos pela organização até as 5h (de Brasília) neste 27 de julho de 2020.

A taxa global de mortalidade dos casos confirmados de coronavírus, segundo dados disponíveis, é de 4,0%.

Segundo a OMS, os três países onde houve maior número de novos casos foram Estados Unidos (63.968), Brasil (51.147) e Índia (49.931). Neste mesmo intervalo de tempo, os que registraram o maior número de novas mortes foram:
Brasil (1.211), EUA (929) e México (729).

Os últimos dados oficiais

Américas: 8.610.134 (53,43%)
Europa: 3.234.043 (20,06%)
Região do Leste Mediterrâneo: 1.482.315 (9,19%)
Região Africana: 712.920 (4,42%)
Sudeste Asiático: 1.786.145 (11,08%)
Região do Oeste Pacífico: 288.151 (1,78%)
Outros: 741 (0,00%).

Segundo dados publicados pelo UOL, seguem alguns números, onde o relatório completo se encontra naquele portal de notícias.
Países com casos confirmados:

Estados Unidos – 4.148.011 casos, 145.727 mortes
Brasil – 2.394.513 casos, 86.449 mortes
Índia – 1.435.453 casos, 32.771 mortes
Rússia – 818.120 casos, 13.354 mortes
África do Sul – 445.433 casos, 6.769 mortes
México – 385.036 casos, 43.374 mortes
Peru – 379.884 casos, 18.030 mortes
Chile – 345.790 casos, 9.112 mortes
Reino Unido – 299.430 casos, 45.752 mortes
Irã – 291.172 casos, 15.700 mortes
Paquistão – 274.289 casos, 5.842 mortes
Espanha – 272.421 casos, 28.432 mortes
Arábia Saudita – 266.941 casos, 2.733 mortes
Itália – 246.118 casos, 35.107 mortes
Colômbia – 240.795 casos, 8.269 mortes
Turquia – 226.100 casos, 5.613 mortes
Bangladesh – 223.453 casos, 2.928 mortes
Alemanha – 205.609 casos, 9.118 mortes
França – 169.222 casos, 30.078 mortes
Argentina – 158.321 casos, 2.913 mortes
Canadá – 113.556 casos, 8.885 mortes
Iraque – 110.032 casos, 4.362 mortes
Catar – 109.305 casos, 165 mortes
Indonésia – 98.778 casos, 4.781 mortes
Egito – 92.062 casos, 4.606 mortes
China – 87.028 casos, 4.659 mortes
Cazaquistão – 83.122 casos, 585 mortes
Equador – 80.694 casos, 5.515 mortes
Filipinas – 80.448 casos, 1.932 mortes
Suécia – 78.997 casos, 5.697 mortes
Omã – 76.005 casos, 384 mortes
Bolívia – 68.281 casos, 2.535 mortes
Bielorrússia – 66.846 casos, 524 mortes
Bélgica – 65.933 casos, 9.821 mortes
Ucrânia – 65.656 casos, 1.616 mortes

(Trecho do conteúdo completo que pode ser acessado no portal UOL)
Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Fonte: Portal UOL | OMS – Organização Mundial de Saúde

COMO FUNCIONA A CORTE QUE PODE JULGAR BOLSONARO (vídeo)

Foi solicitado ao TPI que instaure um procedimento jurídico para investigar a conduta do presidente. “Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca a vida da população em risco, cometendo crimes e merecendo a atuação do Tribunal Penal Internacional para a proteção da vida de milhares de pessoas”, dizem os juristas no documento protocolado pelos advogados Ricardo Franco Pinto e Charles Kurmay.

Na representação é apresentada uma lista de ações defendidas e realizadas pelo presidente da República. Entre elas, estão: pronunciamentos que incentivam o fim do isolamento social e a reabertura de serviços não essenciais, assim como a divulgação da campanha “O Brasil não pode parar”; visitas a comércio e a manifestações estimulando a população a participar de aglomerações; e a edição de um decreto que permite a abertura de igrejas e casas lotéricas durante a pandemia.

Corte Internacional de Justiça – Tribunal de Haia

“Os crimes cometidos afetam gravemente a saúde física e mental da população brasileira, expondo-a a um vírus letal para vários segmentos e com capacidade de proliferação assustadora, como já demonstrado em diversos países. Os locais que negligenciaram a política de quarentena são onde o impacto da pandemia tem se revelado maior, como na Itália, Espanha e Estados Unidos”, ressalta.

Vídeo da Agência AFP – publicação UOL

Mudança de orientação: Saúde diz que não é obrigada a fornecer testes, respiradores e máscaras

Após descumprir promessas de entregas de testes de diagnóstico, leitos de UTI, respiradores e equipamentos para proteção individual, o Ministério da Saúde mudou a orientação sobre compras contra a covid-19, transferindo a responsabilidade para estados e municípios em pleno avanço da pandemia. A guinada de discurso foi registrada em ata de reunião do Centro de Operações de Emergência (COE) do ministério de 17 de junho, já sob a gestão interina do general Eduardo Pazuello.

Esplanada dos Ministérios (Arquivo/Agência Brasil)

O documento sugere “deixar claro” que o ministério “não tem a responsabilidade de fornecer respiradores e equipamentos para proteção individual (EPIs)”. “Isso ocorreu devido a atual conjuntura da emergência de a falta de atendimento no mercado, porém hoje já estamos com um panorama mais estabilizado possibilitando aos estados usarem suas verbas destinadas a esta emergência para aquisição”, registra a ata.

A ata da reunião de 17 de junho não diz de quem partiu a fala sobre mudar o discurso para compras, mas o Estadão apurou que a orientação é de auxiliares de Pazuello. A composição dos encontros do COE varia. Além de técnicos da Saúde, já participaram representantes da Casa Civil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entre outros. O órgão serve para orientar o ministro da Saúde sobre ações na pandemia e já alertou sobre benefícios do isolamento, falta de medicamentos para UTI e sobras de cloroquina, como revelou o Estadão.

Na reunião, representantes da Saúde ainda afirmam que o governo federal precisava ser “reativo” e atender imediatamente os locais mais impactados no começo da pandemia, mas que a ideia “neste segundo momento” é “estruturar onde ainda não aconteceu levando em consideração capacidade de compra e logística.”

Auxiliares de Pazuello pediram também atenção “especial” em contratações extraordinárias, para evitar “tantos problemas na hora da compra por erros nos editais.” “Verificar com o solicitante se a demanda está de acordo com sua real necessidade e capacidade para uso de imediato. Fazer um check-list do pedido para entender qual a urgência da situação no momento, se isto vai realmente salvar vidas naquele momento”, orienta ainda o COE.

Representantes de estados e municípios queixam-se de que o Ministério da Saúde, além de descumprir promessas de compras, não coordenou a aquisição nacional de insumos estratégicos, como medicamentos usados em UTI para sedar e intubar pacientes graves.

Para o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e primeiro presidente da Anvisa, o médico Gonzalo Vecina, o ministério deveria liderar as aquisições na crise. “A política de compra, de garantia de estoque regulador, ou mesmo de tentar importar produto, é do governo federal. O ministério importa com um ‘pé nas costas’. Já para um estado ou município, comprar na pandemia é um desastre”, disse.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) afirma que, no começo da pandemia, o ministério “chamou para si” a responsabilidade de distribuição de respiradores. Os estados “montaram seus leitos de UTI certos de que receberiam aqueles equipamentos, o que não se concretizou”, diz a entidade em nota. O Conass afirma que muitos estados e municípios tiveram de arcar com compras emergenciais após o governo não cumprir com o prometido.

O mesmo ocorreu com máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção, diz o Conass. “É necessário atentar para o fato de que o mercado está desregulado com o consumo exagerado em escala mundial, exigindo ações coordenadas e efetivas.”Veja também

Promessas descumpridas

O Ministério da Saúde chegou a prometer a entrega de 3.000 kits para instalação de leitos de UTI. Somente 540 foram enviados. Após licitações fracassadas, a pasta desistiu de novos contratos.

A pasta lançou em 6 de maio e relançou em 24 de junho o programa Diagnosticar para Cuidar, com praticamente a mesma meta de entrega de testes para a covid-19: cerca de 46 milhões, sendo 24 milhões do tipo RT-PCR, mais preciso e que detecta a presença do vírus, e 22 milhões de exames sorológicos (rápidos), que encontram anticorpos para a doença.

Mesmo após reciclar o programa, no entanto, o governo entregou cerca de 20% dos testes RT-PCR e 34% dos modelos sorológicos prometidos.

As promessas descumpridas se repetem com respiradores. Além de contar com a fabricação nacional, a pasta chegou a fechar contrato de cerca de 1 bilhão de reais para trazer 15.000 unidades da China, mas, em 29 de abril, anunciou que o negócio seria desfeito pois o acordo não foi cumprido pela empresa. Não houve pagamento. Desde então, o governo conta com um mutirão da indústria do país para entregar a mesma quantidade. Até a última semana, mais da metade (7.994) respiradores foram distribuídos.

O presidente Jair Bolsonaro afirma, desde o começo da pandemia, que o governo federal já fez sua parte para conter a doença ao enviar recursos para a saúde a estados e municípios. “Vocês não vão botar no meu colo essa conta. O que nós, do governo federal, fizemos desde o começo foi liberar recursos para a Saúde. E também criar aquele benefício emergencial”, disse em 29 de abril.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, aponta que, até o fim de junho, o ministério pagou apenas cerca de 30% do orçamento reservado para a pandemia.

Procurado para comentar sobre diversos pontos registrados em atas do COE, o Ministério da Saúde não se manifestou sobre a mudança de discurso em relação às compras na pandemia. A pasta tem destacado que, no lugar da entrega de kits para instalação de leitos, faz o custeio das estruturas, com diária de 1.600 reais para cerca de 10.500 quartos, montadas pelos próprios estados.

Estadão conteúdo
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Covid-19: Brasil registra 59.962 novos casos em 24 horas

Brasil

Confirmados
2.289.951
+59.961
Recuperados
1.570.237
Mortes
84.207
+1.311

Global

Confirmados
15.429.889
+202.706
Recuperados
8.758.636
Mortes
631.680
+4.273
LocalConfirmadosNovos casos (últimos 60 dias)Casos a cada um milhão de pessoasCasos recuperadosMortes
Global15.429.8891.9848.758.636631.680
Brasil2.289.95110.8361.570.23784.207
São Paulo452.00710.265Não há dados20.894
Ceará156.24217.669Não há dados7.374
Rio de Janeiro151.5499.206Não há dados12.535
Pará144.46717.893Não há dados5.616
Bahia138.3589.146Não há dados3.044
Maranhão111.48816.274Não há dados2.840
Minas Gerais102.5684.915Não há dados2.238
Amazonas94.21924.322Não há dados3.193
Distrito Federal90.02335.026Não há dados1.218
Pernambuco83.2408.972Não há dados6.211
Espírito Santo74.60819.204Não há dados2.341
Paraíba73.10418.536Não há dados1.618
Santa Catarina62.2829.258Não há dados812
Paraná62.0045.595Não há dados1.545
Rio Grande do Sul54.8414.859Não há dados1.456
Alagoas52.52915.814Não há dados1.457
Goiás50.4587.735Não há dados1.262
Sergipe49.39722.255Não há dados1.247
Rio Grande do Norte46.05613.512Não há dados1.650
Piauí43.17913.516Não há dados1.184
Mato Grosso40.75512.640Não há dados1.491
Amapá34.83846.389Não há dados548
Rondônia30.64217.524Não há dados727
Roraima27.93256.208Não há dados458
Mato Grosso do Sul19.6717.509Não há dados266
Tocantins19.42312.976Não há dados326
Acre18.15722.981Não há dados474

Dados do Ministério da Saúde mostram que dos 2,22 milhões de brasileiros que foram infectados pelo novo coronavírus, 68,6% se recuperaram da doença, 3,7% morreram e 27,7% estão em tratamento. A informação está na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada hoje (23). 

O número acumulado de casos confirmados de covid-19 no Brasil chega a 2.228.475. Nas últimas 24 horas, foram acrescidas às estatísticas do Ministério da Saúde 59.962 novos diagnósticos positivos da doença. 

O país chegou a 84.082 mortes por causa do novo coronavírus. De acordo com o balanço do ministério, foram 1.311 óbitos registrados nas últimas 24 horas. Estão sendo investigadas 3.786 mortes.

Até agora, 1.570.237 pacientes se recuperaram da doença e  633.156 pessoas estão em tratamento.  

O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial da covid-19 no número de casos confirmados e de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que bateu a marca de 4 milhões de infectados e 144.032 óbitos em decorrência do novo coronavírus. 

Covid-19 nos estados

Os estados com mais registros de mortes por covid-19 são: São Paulo (20.894), Rio de Janeiro (12.535), Ceará (7.374), Pernambuco (6.211) e Pará (5.616). As Unidades da Federação com menos falecimentos causados pelo novo coronavírus são: Mato Grosso do Sul (266), Tocantins (326), Roraima (458), Acre (474) e Amapá (548).

Os estados com mais casos confirmados desde o início da pandemia são: São Paulo (452.007), Ceará (156.242), Rio de Janeiro (151.549), Pará (144.467) e Bahia (138.358). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são: Mato Grosso do Sul (19.671), Tocantins (19.423), Acre (18.157), Roraima (27.932) e Rondônia (34.080).

Da Redação OEB
Fonte: Wikpedia – Ag. Brasil

BID: teste em larga escala é fundamental para retomada de atividades

Alerta é feito no documento do confinamento à reabertura

Com o objetivo de orientar a retomada das atividades nos países da América Latina após o término da etapa de confinamento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou hoje (24) no Brasil um documento que lista medidas tomadas para evitar novas ondas de covid-19 por países que já superaram o pico de contágio. O uso de testes em grande escala é considerado ponto fundamental para o controle da pandemia e a identificação rápida de possíveis novas ondas.

A publicação Do confinamento à reabertura: considerações estratégicas para a retomada das atividades na América Latina e no Caribe no Contexto da COVID-19 demonstra que a transição com segurança para a próxima etapa exige uma série de condições. Apesar de cada país implementar diferentes estratégias na flexibilização do isolamento, existem pontos em comum entre aqueles que já avançaram na reabertura da economia, observados, por exemplo, na Ásia e na Europa.

Entre as condições observadas nos países desenvolvidos que iniciaram a reabertura, estão a redução sustentada, durante dias seguidos, de casos confirmados de covid-19; leitos de UTI disponíveis; máscaras, higienizadores, respiradores e outros recursos em quantidade suficiente; e capacidade de testes em massa.

Além dos testes em larga escala, o BID destacou o monitoramento de contatos como medida de sucesso no combate à disseminação da doença. Em caso de contágios, considera-se importante dispor de uma base de dados que localize, avise e isole quem esteve no mesmo ambiente da pessoa doente. A Coreia do Sul, país citado na publicação, cruzou essas informações por meio de aplicativos no celular.

“O contexto é inédito, mas algumas experiências já estão postas. Enquanto as autoridades lutam para enfrentar a pandemia, é preciso que alguém esteja olhando para o que vem dando certo e o que pode ser melhorado, e temos orgulho de desempenhar esse papel”, disse Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

Segundo a instituição, a reabertura exige controle minucioso dos dados epidemiológicos e agilidade para voltar a restringir a circulação em determinadas áreas ou setores econômicos, se necessário. Com a reabertura de algumas atividades, a recomendação é para que haja reforço nas medidas de higiene, proteção e espaçamento entre as pessoas.

A restrição de viagens e quarentenas para viajantes integra a lista de orientações. De acordo com o BID, Singapura viu uma segunda onda de contágios devido à chegada de trabalhadores do exterior, o que demonstrou a importância de restringir deslocamentos não só internacionais, mas entre regiões com diferentes estágios epidemiológicos, ou ainda a necessidade de impor isolamento para aqueles que chegam de viagem.

Economia

Segundo o documento, os confinamentos estão afetando drasticamente a renda dos trabalhadores. Pesquisa do BID, realizada em 17 países da região, mostrou que muitos latino-americanos perderam emprego ou outros meios de subsistência, sendo que a situação mais grave foi observada nas famílias mais vulneráveis.

Entre aqueles que antes da crise tinham renda abaixo do salário mínimo, 59% disseram que algum integrante da família perdeu o emprego durante a pandemia e 43% daqueles que tinham um negócio relataram que tiveram de fechar. Aqueles que recebiam renda de mais de seis salários mínimos tiveram perda de emprego em 15% das famílias e fechamento de empresas em 21%.

O BID avalia que esticar a quarentena tem custos econômicos de impacto, mas que reabrir sem meios para enfrentar a doença pode custar vidas. Apesar de ter menos idosos – um dos grupos de risco da doença -, a região latino-americana tem maior prevalência de doenças crônicas, como diabetes, que também são agravantes para quadros de covid-19.

Conforme a publicação, no Brasil mais de 10% da população têm diabetes, número próximo à média da América Latina e Caribe, contra 6%, em média. da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – grupo de países desenvolvidos.

Além disso, a região tem menos testes diagnósticos do que os países desenvolvidos e há mais gente morando em cada casa, ou seja, uma pessoa que sai para trabalhar pode contaminar mais gente no seu retorno. Segundo apontou o BID, são 3,4 pessoas por domicílio no Brasil, abaixo da média de 4,1 na América Latina, mas acima dos 2,5 observados na OCDE.

Capacidade hospitalar

O levantamento alerta para o fato de que os países latino-americanos têm menor capacidade hospitalar – incluindo leitos de terapia intensiva (UTI) e respiradores -, o que aumenta o risco de colapso do sistema de saúde caso haja aumento na proporção de doentes graves. Em média, na América Latina e no Caribe há somente dois leitos para cada mil habitantes, inferior à média dos países da OCDE, que têm cerca de cinco leitos por mil habitantes.

Para relaxar as medidas de confinamento, a solução passa por expandir a capacidade hospitalar e de UTIs e controlar o número de casos da doença. Segundo análise do BID, quando há saturação do sistema de saúde, a mortalidade entre os doentes graves por covid-19 aumenta rapidamente pela insuficiência de recursos. Isso limita ainda a capacidade de tratar de forma adequada as pessoas afetadas por outras doenças, o que pode resultar em mortes adicionais por causas que poderiam ser prevenidas.

“Na realidade, a justificativa para as medidas de confinamento está relacionada não tanto com a redução do número de casos (que pode ser muito difícil), mas com sua distribuição ao longo do tempo, para evitar o colapso da capacidade do sistema hospitalar de atender adequadamente os infectados graves”, diz o documento do BID.

Da Redação OEB
Fonte: Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto

Covid-19: 80% dos executivos no país esperam queda na receita em 2020

Para 33% dos executivos, queda será de 10% a 24.9%

Para 80% dos executivos brasileiros, a pandemia de covid-19 deverá causar queda na receita ou no lucro das empresas em 2020. Os dados são da pesquisa Covid-19 CFO Pulse, realizada pela PwC em 8 de junho com 46 diretores financeiros brasileiros e divulgada hoje (15).

De acordo com o levantamento, para 33% dos executivos ouvidos, a diminuição será de 10% a 24,9%; para 20%, de até 10%; e para 13%, a queda será de 25% a 50%. Uma diminuição superior a 50% foi apontada por 4%; 11% disseram esperar queda, mas não souberam precisar o percentual; 13% disseram acreditar que a covid-19 não terá impacto nas receitas; e 7% disseram que haverá aumento de receita ou lucro.

A pesquisa perguntou aos diretores financeiros sobre a expectativa de volta à normalidade dos negócios em suas empresas: 28% disseram que ocorrerá em um a três meses; 26%, em três a seis meses; 20%, em seis a 12 meses; 17%, em mais de 12 meses; e 9%, em menos de um mês.

“Na primeira pesquisa, feita em 20 de abril, ninguém entendeu que levaria mais de um ano para as empresas voltarem à normalidade. Desta vez, 17% das empresas responderam que levaria mais de 12 meses. Então, começa-se a ter uma visão mais pessimista sobre a duração e a extensão desta crise”, destacou o sócio da PwC Brasil, Luis Ruivo.

A contenção de custos continua sendo a principal ação prevista pelos diretores financeiros das empresas em resposta à crise. No Brasil, 87% deles avaliam adotar a medida; 67%, postergar ou cancelar investimentos planejados; 46%, mudar planos de financiar a empresa; e 28%, ajustes no direcionamento. 

Sobre as alternativas que a empresa planeja adotar quando começar a retomada do trabalho em suas instalações, 80% dos executivos indicaram alterar as medidas de segurança biológica; 80%, melhorar a experiência do trabalho remoto; 76%, reconfigurar o local para promover o distanciamento físico; e 63% tornar o trabalho remoto uma opção permanente para funções que o permitam.

“A preocupação com o home office, como funcionaria, o impacto disso na produtividade, o bem estar dos funcionários, isso, de uma certa forma, a gente está vendo que vem sendo superado. As empresas estão aprendendo a trabalhar de forma remota. No Brasil, 63% planejam tornar o trabalho remoto uma opção permanente. Então é um avanço, está se aprendendo a lidar com o trabalho fora do escritório”, ressaltou Ruivo.

Da redação OEB
Edição: Graça Adjuto
Fonte: Agência Brasil

Mais de 70% dos trabalhadores temem perder ocupação

Informação é de pesquisa feita para a CNI

Queda brutal no nível de empregos

Sete em cada dez trabalhadores formais e informais (71%) têm “algum medo” de perder a ocupação de onde tiram o sustento. A mesma proporção informa ter reduzidos os gastos mensais desde o início da pandemia de covid-19.

As informações são de pesquisa de opinião realizada para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os dados foram apurados em levantamento por telefone, realizado entre 10 e 13 de julho em todas as unidades da Federação.

Na enquete anterior, feita em maio, a proporção de pessoas preocupadas com a manutenção do trabalho era de 77%, e o percentual de quem reduziu o consumo, 74%.

Segundo nota da CNI, “o nível reduzido de consumo tende a ser mantido mesmo após o fim do isolamento social”. A maioria dos entrevistados acredita que vai manter o atual patamar de consumo entre 15 tipos de produtos industrializados – desde itens como roupas, produtos de higiene pessoal até bebidas alcoólicas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

“Para se ter uma ideia, os itens que mais devem ter crescimento de consumo no pós-isolamento são as roupas. Mesmo assim, apenas 21% dos entrevistados afirmaram que pretendem ampliar o consumo desses produtos”, diz a nota da confederação.

A pesquisa também verificou que para 67% dos entrevistados a recuperação da economia ainda não começou – sendo que 61% calculam que ela vai demorar pelo menos um ano para ocorrer. Três de cada dez das pessoas ouvidas (31%) disseram que perderam parte ou a renda integral antes da covid-19.

O levantamento ainda verificou que o medo de ser infectado pelo novo coronavírus alcança 47% das pessoas entrevistadas, seis pontos percentuais a menos do que em maio. A redução do temor não fez ceder o amplo apoio às medidas de isolamento social (84%). Conforme a CNI, “o grupo das pessoas que saem de casa apenas para ações essenciais, como fazer compras ou trabalhar, aumentou de 58% para 67% entre maio e julho.”

Nesse período, houve recuo de oito pontos percentuais na proporção de pessoas que se dizem endividadas, de 53% para 45%. A maioria (62%) que se diz endividada afirma que vai conseguir quitar os compromissos em 30 dias.

Um terço dos entrevistados pediu e está recebendo auxílio emergencial. Entre esses, 57% usaram o dinheiro para fazer compras e 35% aproveitaram o valor para pagar dívidas.

Da redação OEB
Edição: Graça Adjuto
Fonte: Agência Brasil

Decreto proíbe queimadas em todo o Brasil por 120 dias

Medida pretende diminuir incêndios em florestas brasileiras

O governo federal anunciou, na noite desta quarta-feira (15), que foi editado um decreto para proibir o emprego de fogo em áreas rurais por um período de 120 dias. A medida vale para todo o território nacional. Em nota distribuída à imprensa, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que, historicamente, a maior incidência de queimadas ocorre entre os meses de agosto e outubro. O Decreto Nº 10.424, de 15 de julho de 2020, está publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16).

“A previsão climática do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos para os meses de julho, agosto e setembro indica período de forte estiagem, motivo pelo qual tornou-se urgente a adoção da suspensão das queimadas para conter e reduzir a ocorrência de incêndios nas florestas brasileiras”, informou a pasta. 

Segundo a nota, citando o Ministério do Meio Ambiente, os dados recentes da plataforma de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam grande quantidade de focos de queimadas no primeiro semestre deste ano, não apenas na Amazônia, mas também em outros biomas, como o Pantanal. 

De acordo com o governo, o decreto de suspensão de queimadas não se aplica para alguns casos, como nas práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas; nas práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais no Brasil; nas atividades de pesquisa científica realizadas por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente; no controle fitossanitário, desde que autorizado pelo órgão ambiental competente, e nas queimas controladas em áreas fora da Amazônia Legal e no Pantanal, quando imprescindíveis à realização de práticas agrícolas, desde que autorizadas previamente pelo órgão ambiental estadual.

No ano passado, em meio ao aumento dos incêndios, principalmente na Amazônia, o governo também suspendeu, por meio de decreto, a aplicação de fogo em áreas rurais. Segundo dados oficiais, a medida, que vigorou durante 60 dias, entre agosto e setembro, reduziu as queimadas em 16%. 

Da redação OEB
Edição: Fábio Massalli
Fonte: Agência Brasil

Casos de Covid-19 em SP devem se expandir até 2021, diz Butantan

Diretor do instituto avalia que mortes também podem aumentar

Apesar de o número de pessoas contaminadas pela covid-19 e as mortes em decorrência da doença terem praticamente se estabilizado no estado de São Paulo, a pandemia do novo coronavírus deverá continuar em ritmo de expansão no estado até pelo menos o início de 2021. 

São Paulo – Capital

De acordo com o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, mantido o isolamento atual no estado, que está entre 45% a 50%, a taxa de contágio (Rt) deverá se estabilizar de fato, ou atingir o valor “um”, entre setembro e novembro de 2020, o que fará com que a curva de casos confirmados e óbitos iniciem uma “descida” apenas em 2021. A taxa de contágio “um” significa que 100 pessoas infectadas estão transmitindo a doença para outras 100 pessoas.

“Nós vamos manter essa epidemia por um bom tempo ainda. [Vamos manter também] provavelmente a taxa de mortalidade, embora possa até estar estabilizada em um patamar elevado. Nós estamos tendo em torno de 300, um pouco mais de 300 óbitos por dia no estado de São Paulo, o que corresponde a um Boeing 747. Estamos tendo a explosão de um Boeing 747 por dia e pode ser que isso ainda se prolongue até o ano que vem”, disse.

Durante um debate virtual promovido pela Agência Fapesp e o Canal Butantan  nesta terça-feira (14), Covas disse que, neste momento, as projeções mostram que, possivelmente, no começo do ano que vem, ainda haverá transmissão ativa com a taxa de contágio acima de um na população de São Paulo.

O estado de São Paulo contabilizou 417 óbitos pelo novo coronavírus nas 24 horas anteriores a divulgação do boletim publicado pelo governo do estado na tarde de hoje. O número está próximo ao recorde diário, registrado no dia 23 de junho, quando 434 morreram em decorrência do vírus. Com isso, o Estado soma 18.324 mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

O estado também contabilizou hoje (14) 12 mil novos casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, número próximo do recorde diário, ocorrido no dia 2 de julho, que teve 12.244 novos casos. Assim, o estado chegou à soma de 386.607 pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia. Dos 645 municípios do estado, 636 registram ao menos um caso confirmado da doença.  

Da redação OEB
Edição: Fábio Massalli
Fonte: Agência Brasil

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