Category: Câmara dos Deputados

nov 21

Futuro Ministro de Temer recebeu 450.000 de bicheiro

As “boas” escolhas de Temer preocupam, cada vez mais, a Nação.

O “menino de ouro” encontra dificuldades em se explicar, ou mesmo de desvincular sua forte ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Além de uma relação pública e sem a menor chance de ser descartada, inclui a reação do bicheiro ao se referir ao futuro ministro das cidades Alexandre Baldy com elogios fora do normal. Continue reading

nov 13

Escolha o futuro que você quer para o Brasil – Gen Rocha Paiva

General da Reserva
Luiz Eduardo Rocha Paiva – 
O Brasil tem sido governado por uma abjeta máfia dirigente, disseminada por quase todos partidos do nefasto espectro político que envergonha o país. Seu poder de corrupção sempre existiu, mas aumentou geometricamente após a ascensão da esquerda radical, com seu populismo ideológico e embuste moral. Elas formaram a aliança que governou o país desde 2003, mas se desfez em 2016 com o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

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jan 19

Morre Teori. Juízes reagem diante da suspeita e Carmen Lúcia deve agilizar o processo desagradando o Executivo e Senado

Numa situação aparentemente complexa, a vacância do relator da Lava Jato não deverá abalar os trabalhos da força tarefa no nível que propagam nas redes sociais, embora cause transtornos e morosidade.

Teori Zavascki morreu em acidente aéreo em Paraty-RJ neste 19 de janeiro com mais 4 pessoas, incluindo-se uma criança de colo e o dono do avião. Além de relator do mais importante conjunto de investigações da história, Teori também detinha o processo contra o ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, que envolve um outro grande esquema de corrupção.

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dez 17

Mais calmo, Silas Malafaia se defende de possível envolvimento com lavagem de dinheiro

Depois de uma condução coercitiva, por seu nome estar envolvido nas investigações sobre os Royalties que prejudicou a Vale do Rio Doce, graças a um cheque de R$ 100.000,00 que apareceu na relação do material investigado, o pastor e deputado da bancada evangélica, Silas Malafaia vem a público para provar sua total inocência.

A matéria tomou as mídias nessa sexta, 16 de dezembro, com o nome do político em evidência

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O nome de Silas Malafaia é envolvido na operação da PF contra esquema de Royalties que prejudicou a Vale

O deputado prometeu, no mesmo dia das manchetes, uma apresentação das provas que mostrariam sua inocência e acabou por ir além!
O pastor e político apresentou, em vídeo que se segue, extrato de sua conta bancária e explicou, em detalhes que o valor foi uma doação que estava perfeitamente declarada, apresentando, inclusive, o destino do referido valor.

O vídeo abaixo resume tudo:

da Redação OEB
com canal YouTube Silas Malafaia

dez 16

O nome de Silas Malafaia é envolvido na operação da PF contra esquema de Royalties que prejudicou a Vale

Esquema de royalties que prejudicou a Companhia Vale do Rio Doce envolve diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, prefeitos e o nome do pastor Silas Malafaia da bancada evangélica, na lavagem de dinheiro, segundo fontes.

Polícia Federal faz operação contra um esquema de corrupção que fraudava royalties de mineração, prejudicando empresas como a Vale

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira operação contra um esquema de corrupção que fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios, com a Vale entre as empresas prejudicadas, disse uma fonte da PF.

Pastor Silas Malafaia

De acordo com a fonte, o esquema envolvia a participação de um diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral que abordava prefeitos para oferecer envolvimento no esquema de corrupção.

A fonte acrescentou ainda que o líder religioso evangélico Silas Malafaia também teria envolvimento no esquema, sendo utilizado para lavagem de dinheiro.

da Redação OEB
com Exame e Agência Reuters

dez 16

Renan pede reunião com Cármen Lúcia (STF) e recebe recusa, enquanto o Senado recorre da decisão de Luiz Fux

por Celso Brasil

Ministra Carmen Lúcia – STF

A tentativa de aproximação com a Juíza e presidente do STF

Depois de desafiar as instâncias judiciais e receber respostas duras, o presidente do Senado Renan Calheiros tenta uma aproximação com a presidente do Supremo Tribunal Federal, na tentativa de minimizar a crise entre as casas. Sua proposta, que também atende interesses do Poder Executivo, não foi aceita ou confirmada.

O senador tem processos a serem julgados no STF e acredita-se que aquela casa não tem interesse nenhum em promover tal aproximação, justamente no momento em que o Senado Federal recorre da decisão do Ministro Luiz Fux, que determinou o retorno do pacote anticorrupção ao Plenário da Câmara dos Deputados. A ação, além de dar nova chance às 10 Medidas, faz com que se ganhe tempo suficiente para que, ao ser enviado para o Senado Federal, não enfrente a resistência do atual presidente daquela casa – Renan Calheiros.

Qual seria a pauta de Renan?

Além de uma aproximação para reforçar pedidos de reconsideração nas decisões do Supremo e seus ministros, tentar amenizar sua própria situação crítica, já que tem tantos processos a serem julgados.

A presidente do STF tem dado sinais de cautela e fontes de Brasília informaram que Renan só conseguirá se aproximar de Cármen Lúcia na reunião, já agendada, desta sexta-feira, com Alexandre de Moraes e o comando da PF, sobre a questão de segurança pública, que terá também Temer, Rodrigo Maia, Jungmann, Serra e OAB.

Nessa reunião, portanto, Renan não terá a privacidade desejada para suas articulações.

Donde se conclui que…

Renan deverá ser julgado pelo Supremo que, certamente, o condenará em pelo menos alguns dos processos que o jogará na Lava Jato e corre o risco de não poder interferir nas decisões do pacote anticorrupção – 10 Medidas – que tanto sonhava, caso a decisão do ministro Luiz Fux seja mantida com apoio dos demais ministros. Ademais, ele terá muita dor de cabeça pela frente, com outros processos e afastado da posição de presidente do Senado, o que lhe dá, atualmente, muita força e prerrogativas que deixarão saudade.
Para ele, claro!

Da Redação OEB
por Celso Brasil
- Celso-fundo-decor01

 

dez 13

Renan, desesperado e atolado em acusações, tenta frear a Justiça com a Lei de Abuso de Autoridade novamente

O senador Renan Calheiros, numa atitude de visível desespero, busca, a qualquer custo, votar a lei que salvaria ele, Lula e tantos outros que precisam ser afastados do convívio na sociedade.
Aqueles que o apoiarem, estarão cometendo suicídio eleitoral. Quem são os que se arriscarão a salvar o moribundo condenado?
A colocação na pauta dessa terça não surpreendeu nenhum daqueles que conhecem a insanidade do senador que não concordaram com a colocação da pauta.

Brasil está precisando muito de uma lei para conter o abuso de autoridade’
Renan Calheiros

Projeto sobre tema está na pauta desta terça no Senado

Um dia após o Ministério Público Federal oferecer denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o peemedebista voltou a defendeu nesta terça-feira, 13, a aprovação do projeto de abuso de autoridade no plenário da Casa. Em entrevista à imprensa, após reunião com líderes das bancadas, Renan lembrou que o tema está na pauta desta terça.

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Renan tem situação complicada e ruma para a Lava Jato em breve
– Renan não baixa o topete e diz que o Min. Marco Aurélio Mello (STF) precisa passar por nova sabatina
– Bomba pode explodir Renan! Ele pode ser pego pelo Supremo que deu 5 dias para que Janot se manifeste sobre a ação
– Ministros do STF pensam em punir Renan por não cumprir ordem da Corte e parlamentares querem “Crime de responsabilidade” para Ministros do Supremo
– Renan é afastado da presidência do Senado pelo ministro Marco Aurélio Mello do STF
– Abuso de Autoridade: “Desconstruir-nos como Poder Judiciário ou como juízes independentes interessa a quem?” Ministra Cármen Lúcia
– Renan é réu na Justiça que ele desafiou
– Renan é acionado por Juizes no Conselho de Ética do Senado

“O Brasil está precisando muito de uma lei para conter o abuso de autoridade”, afirmou. Na véspera, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a denúncia contra Renan por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o presidente do Senado recebeu R$ 800 mil em propina por meio de duas doações oficiais da empreiteira Serveng Civilsan, destinadas à sua campanha ao Senado em 2010. O senador nega qualquer irregularidade.

“Essa denúncia de ontem é risível, ridícula, não há nem sequer acusador. Eles não têm o que me contestar com prova, nem na minha vida pública nem privada. Estou sob devassa há nove anos. Não tenho o que temer, estou sob devassa, perseguido há nove anos, não é agora”, disse.

Renan ressaltou ainda que a colocação do projeto de abuso de autoridade na pauta do plenário não era uma retaliação e lembrou que ela foi incluída no calendário semanas antes após acordo entre os líderes.

“Abuso de autoridade não foi pautado hoje, plenário e líderes definiram matéria como um dos temas prioritários para serem votados até final do ano”, disse. O presidente do Senado lembrou que os requerimentos para retirada de pauta serão analisados antes da votação. “O plenário votará de acordo com consciência, mas não votar é dificultar papel do Congresso”

Após reunião com Renan, alguns líderes ressaltaram que há na Casa um sentimento de revolta em razão do vazamento da delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho que atingiu diversos integrantes da cúpula do Senado e do governo.

O tema também foi alvo de críticas de Renan. “O Ministério Público se perdeu na condução política. Quando você tem Ministério Público fazendo política, ele perde a condição de ser fiscal da lei”, disse o peemedebista. Em seguida, ele citou o juiz Federal Sérgio Moro responsável pela condução da Operação Lava Jato. “Quando o juiz Sérgio Moro esteve aqui perguntei se o artigo que ele escreveu há 12 anos e que ele dizia que tinha um paralelo com o Brasil, se ele mantinha aqueles pontos de vista, um deles dizia que era preciso vazar delação para a imprensa amiga para minar a credibilidade do sistema político. Neste patamar é muito difícil priorizar a democracia, robustecê-la, fortalecê-la, e esse tem sido o papel do Senado”.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

dez 13

53×16 – Senado aprova PEC do teto de gastos em segundo turno com vândalos protestando

Cerca de 2.000 pessoas (segundo a PM) protestam em Brasília contra a PEC dos Gastos já aprovada.
O presidente disse que não reconhece a manifestação pública, com toda razão.
Os chamados “movimentos sociais”, na verdade, são “terroristas” financiados pela esquerda que quebram, depredam e são enfrentados, como todo idiota útil, pela PM com bombas de efeito moral. Drogas e armas brancas são apreendidas com os “manifestantes” que em nada mudou a decisão.

Numa prova de insanidade, em meio aos protestos contra a PEC, petistas pediam a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, interrompendo a ação do Movimento RUA BRASIL – conservadores contra o aborto. Imagens Ray Alves

Apesar da crise política, o governo Michel Temer conseguiu passar no Congresso Nacional o principal pilar do ajuste fiscal proposto pela equipe econômica. O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, 13, em segundo turno o texto-base da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto para os gastos da União, por 53 votos a 16. Foram rejeitados os destaques que pediam retirada das áreas de Saúde e Educação da proposta e o reajuste do salário mínimo. Veja como votou cada senador. 

Foto: André Dusek/Estadão
SENADO

Antes da votação senadores debateram a PEC

A PEC já havia sido aprovada em dois turnos no Plenário da Câmara dos Deputados com ampla margem de vantagem. O placar desta terça foi inferior à votação em primeiro turno no Senado, quando o Novo Regime Fiscal havia recebido 61 votos favoráveis e 14 contrários, o mesmo placar a favor obtido pelo base do atual governo no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Eram necessários 48 votos pela aprovação da PEC, e o governo esperava pelo menos 60 votos favoráveis à medida. Mas o quórum no Plenário do Senado hoje foi menor. Além disso, a oposição conseguiu dois votos a mais do que na primeira votação. Assim, a diferença caiu de 47 para 37 votos entre as duas votações.

Temer minimizou o apoio menor à medida. “Quero esclarecer que a votação foi menor do que a primeira, mas se deve ao fato de o presidente Renan ter antecipado a votação e muitos senadores não terem chegado”, disse Temer, em evento no Palácio do Planalto, ressaltando que ele mesmo havia falado com vários parlamentares. “Eu mesmo falei com vários que só chegaram agora”, afirmou.

Antes da votação, 13 senadores debateram a PEC na tribuna do Plenário, sete a favor do texto e seis contrários. Os parlamentares da base do governo defenderam a necessidade de se realizar um ajuste nas contas públicas e acusaram os governos do PT de realizarem um “aparelhamento do Estado”.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), rebateu a tese de que PEC do Teto cortaria os orçamentos da Saúde e da Educação, e argumentou que a medida na verdade cria um piso para os gastos nessas áreas. “Não há mais espaço para discursos bolivarianos que levarão o Brasil ao caos”, completou.

Já os senadores da oposição citaram as citações a membros do governo Temer nas delações de executivos da Odebrecht e pediram o adiamento da votação da PEC do Teto. Muitos deles ainda pediram a votação de uma PEC por Eleições Diretas para a escolha de um novo presidente da República.

“É mesmo surreal – pela crise política que vivemos no País – estarmos aqui discutindo uma matéria como a PEC do Teto. Vossas Excelências não leram os jornais”, questionou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

A oposição chegou a pedir na última segunda-feira, 12, à noite ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a votação da PEC do Teto fosse suspensa, mas o ministro Luís Roberto Barroso negou o pleito. Um dos argumentos era de que seriam necessárias três sessões deliberativas ordinárias do Senado, mas houve duas sessões extraordinárias e apenas uma ordinária. Esse havia sido o terceiro pedido de mandado de segurança contra a PEC, e todos foram negados pelo Supremo.

Saúde e educação

O Plenário do Senado rejeitou  por 52 votos a 19 um destaque que pedia que as despesas com as áreas de Saúde e Educação fossem retiradas da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o teto para o crescimento dos gastos da União. A PEC prevê que, a partir de 2018, os orçamentos das duas áreas tenham como piso a variação do IPCA no ano anterior.

Retirada do salário mínimo

Também foi rejeitado por 52 votos a 20 um destaque que pedia que o reajuste do salário mínimo fosse retirado da PEC que cria o teto para o crescimento dos gastos da União. A proposta prevê que, em caso de estouro do teto de despesas, não haja aumento real para o salário mínimo.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

dez 12

A anulação da delação do executivo da Odebrecht é motivo de agitação em Brasília

Enquanto o “terrorismo” nas redes sociais é largamente compartilhado por desocupados desinformantes, a reação dos políticos de Brasília, tão esperada e natural, eleva a temperatura ambiente com a “Delação do fim do Mundo”. Reuniões, acordos, desespero… A pressão para sua anulação, já prevista, levará a Justiça ao limite da resistência.
O fato é que cabeças vão rolar. Uma multidão de políticos e empresários lotarão as instâncias judiciais e assistiremos o maior desespero coletivo da nossa história.
Os desinformantes espalham, nas redes sociais, que STF e Forças Armadas estão reunidos com o presidente. Como sempre, causando o desnecessário e irresponsável alvoroço com apenas mais essa “notícia” inventada.
O fato é que, após uma reunião com Eliseu Padilha e Moreira Franco, no Jaburu, Michel Temer partiu para jantar na casa de Rodrigo Maia. Oficialmente, os encontros pretendem afinar a pauta de interesse do governo no Congresso. Obviamente que a informação oficial não confere com a verdadeira.
O tema, certamente, seria: “Quem poderá nos salvar?”

O Presidente estaria indignado com vazamento de informações;
negociações com ex-presidente da OAS foram suspensas após
divulgação na imprensa

Aliados do presidente Michel Temer vão reforçar nesta semana as
críticas ao vazamento da delação do ex-executivo da Odebrecht
Cláudio Melo Filho. A estratégia é questionar a legalidade da
divulgação, o que, para deles, poderia comprometer a delação, assim
como ocorreu com o depoimento do ex-presidente da OAS Léo
Pinheiro. Com base nisso, o esforço é para tentar invalidar o
depoimento.

Um dos que vão defender essa tese é o presidente do PMDB e líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), citado, assim como Temer, pelo ex-diretor da Odebrecht.

Uma reunião de emergência no Palácio do Jaburu foi realizada na noite deste domingo, 11, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário de Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco, também citados pelo ex-executivo.

Segundo interlocutores do presidente, apesar de “tranquilo”, Temer está “indignado” e afirmou que o depoimento ainda precisa ser homologado no Supremo Tribunal Federal.

O presidente Michel Temer se encontrou com o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) neste domingo, 11.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou, no sábado, uma investigação sobre o vazamento do anexo de delação premiada de Melo Filho. Janot foi o responsável por suspender a negociação com Léo Pinheiro, depois de vazamento à imprensa.

Votações

No Jaburu, na noite deste domingo, além de discutir os efeitos políticos das delações da Odebrecht, o presidente revisou a estratégia de votação de temas na área econômica que estão na pauta do Congresso. O objetivo do governo é reagir, nesta última semana de atividades no Legislativo, a mais uma crise política mostrando “trabalho”. Para isso, pretende demonstrar força garantindo a votação da chamada PEC do Teto e do Orçamento.

No atual cenário, o presidente continuará investindo em conversas com a base aliada e, principalmente, com os tucanos, que devem ficar com o comando da Secretaria de Governo, apesar do imbróglio envolvendo a possível nomeação do deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que chegou a ser dado como certo no cargo. A decisão, entretanto, foi suspensa por causa da pressão de parlamentares do Centrão (PSD, PP, PR, PTB entrou outros).

Temer recebeu neste domingo Imbassahy no Jaburu e o nome do deputado ainda segue como um dos mais cotados para cargo. Antes de bater o martelo, o presidente vai acertar nos próximos dias com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e com parlamentares do Centrão os últimos detalhes. Há a expectativa de que o nome seja anunciado ainda nesta semana.

Agenda

No Senado o foco será na terça, com a votação em segundo turno da PEC que limita os gastos públicos, medida considerada vital para o governo Temer. No mesmo dia, os parlamentares querem, em uma sessão do Congresso, votar o Orçamento e vetos.

Na Câmara, a Reforma da Previdência precisa ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “A base do governo está ciente da responsabilidade que tem com o País”, disse o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE).

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

dez 11

"Tresloucados e malucos" pedem intervenção militar, diz General do Alto Comando do Exército

O envolvimento indevido de nomes de Generais da ativa e pertencentes ao Alto Comando, como apoiadores de uma intervenção, provocou, numa reação contundente, a afirmação do General Eduardo Villas Boas, que classifica de malucos aqueles que promovem a ideia, mesmo cientes da chance zero já demonstrada pelo Alto Comando, reação que coloca às claras a verdade e elimina a ideia utópica.

General Eduardo Villas Bôas afirma haver ‘chance zero’ de retorno dos militares ao poder, mas que ‘tresloucados’ podem gerar reação em cadeia.

O general ligou para o deputado Bolsonaro, quando viu as imagens da invasão da Câmara dos Deputados e obteve a resposta:
“Eu não tenho nada a ver com isso!”

2 breves vídeos no final desta notícia

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que há “chance zero” de setores das Forças Armadas, principalmente da ativa, mas também da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder. Admite, porém, que há “tresloucados” ou “malucos” civis que, vira e mexe, batem à sua porta cobrando intervenção no caos político.

“Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o País afundando? Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?’” E o que ele responde? “Eu respondo com o artigo 142 da Constituição. Está tudo ali. Ponto”.

Pelo artigo 142, “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

O que o general chama hoje de “tresloucados” corresponde a uma versão atualizada das “vivandeiras alvoroçadas” que, segundo o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar, batiam às portas dos quartéis provocando “extravagâncias do Poder militar”, ou praticamente exigindo o golpe de 1964, que seria temporário e acabou submetendo o País a 21 anos de ditadura. “Nós aprendemos a lição. Estamos escaldados”, diz agora o comandante do Exército.

Ele relata que se reuniu com o presidente Michel Temer e com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e avisou que a tropa vive dentro da tranquilidade e que a reserva, sempre mais arisca, mais audaciosa, “até o momento está bem, sob controle”. De fato, a crise política, econômica e ética atinge proporções raramente vistas, mas os militares da ativa estão mudos e os da reserva têm sido discretos, cautelosos.

“Eu avisei (ao presidente e ao ministro) que é preciso cuidado, porque essas coisas são como uma panela de pressão. Às vezes, basta um tresloucado desses tomar uma atitude insana para desencadear uma reação em cadeia”, relatou o general Villas Bôas, lembrando que há temas mais prosaicos do que a crise, mas com igual potencial de esquentar a panela, como os soldos e a Previdência dos militares.

Na sua opinião, Temer “talvez por ser professor de Direito Constitucional, demonstra um respeito às instituições de Estado que os governos anteriores não tinham. A ex-presidente Dilma (Rousseff), por exemplo, tinha apreço pelo trabalho das pessoas da instituição, mas é diferente”.

Invasores do Congresso Nacional

Em entrevista ao Estado, na sua primeira manifestação pública sobre a crise política do País, o comandante do Exército admitiu que teme, sim, “a instabilidade”. Indagado sobre o que ele considerava “instabilidade” neste momento, respondeu: “Quando falo de instabilidade, estou pensando no efeito na segurança pública, que é o que, pela Constituição, pode nos envolver diretamente”, colocando, praticamente, as ações dos que “exigem” uma intervenção, como reação radical que pode agravar o quadro de violência existente.

Aliás, já envolve, porque “o índice de criminalidade é absurdo” e vários Estados estão em situação econômica gravíssima, como Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Minas Gerais. Uma das consequências diretas é a violência.

Ao falar sobre a tensão entre o Judiciário e o Legislativo, depois que o ministro Marco Aurélio Mello afastou o senador Renan Calheiros da presidência do Senado por uma liminar e Renan não acatou a ordem judicial, o comandante do Exército admitiu: “Me preocupam as crises entre Poderes, claro, mas eles flutuam, vão se ajustando”.

O general disse que se surpreendeu ao ver, pela televisão, que um grupo de pessoas havia invadido o plenário da Câmara pedindo a volta dos militares. “Eu olhei bem as gravações, mas não conheço nenhuma daquelas pessoas”, disse, contando que telefonou para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para se informar melhor e ouviu dele: “Eu não tenho nada a ver com isso”.

Bolsonaro. Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército que migrou para a vida política e elegeu-se deputado federal, é uma espécie de ponta de lança da direita no Congresso e não apenas capitaneia a defesa de projetos caros às Forças Armadas, como tenta verbalizar suas dúvidas, angústias e posições e se coloca como potencial candidato à Presidência em 2018.

“No que me diz respeito, o Bolsonaro tem um perfil parlamentar identificado com a defesa das Forças Armadas”, diz o general, tomando cuidado com as palavras e tentando demonstrar uma certa distância diplomática do deputado.

É viável uma candidatura dele a presidente da República em 2018, como muitos imaginam? A resposta do general não é direta, mas diz muito: “Bolsonaro, a exemplo do (Donald) Trump, fala e se comporta contra essa exacerbação sem sentido do tal politicamente correto”.
Com isso o General coloca, claramente, que o tal “politicamente correto” merece ser reformulado e ações mais efetivas devem ser aplicadas, porém, isso nada tem a ver com a tal intervenção militar que uma minoria barulhenta tenta imprimir, de forma insana, como solução para uma situação política.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo