Category: América Latina

jan 27

Sem disparar um só tiro! Gen Paulo Chagas

Caros amigos

A Revolução Democrática de 1964 teve início com larga movimentação de tropas aparentemente antagônicas, e foi vitoriosa sem que fosse disparado um só tiro!

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jan 15

Intervenção Militar – Legitimidade versus Legalidade

Caros amigos

A Constituição Federal de 1988 não diz que os militares podem intervir na política. Diz que as FFAA destinam-se a garantir as INSTITUIÇÕES, a LEI e a ORDEM, SEMPRE sob a AUTORIDADE SUPREMA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, mesmo quando solicitadas a agir por qualquer dos outros poderes (Legislativo ou Judiciário).

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set 13

REAÇÃO DEMOCRÁTICA #017 – Quarta, 14-set-2016 21:00h – Nova presidência STF, investimentos no Brasil

Videoconferência com a equipe de O ESTADO BRASILEIRO e convidados. Chat ao vivo com participação do público.
Mudanças no STF,  Leilões de concessões, os arquivos de Cunha e novos rumos do Brasil.
10 Medidas e Escola sem partido como prioridades do ativismo.
Transmissão simultânea, com chat, pelas rádios da REDE MOVIMENTO.
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set 12

América Latina tem maior número de usuários de internet e a menor velocidade de rede

O número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório “Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016”, divulgado em San José

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O número de usuários da internet aumentou 20% na América Latina nos últimos cinco anos, mas a velocidade do serviço continua sendo muito deficiente, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

De 2010 a 2015, o número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório “Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016”, divulgado em San José.

Nos últimos cinco anos, os lares conectados à internet aumentaram em média 14,1% ao ano, chegando a 43,4% do total em 2015, o que quase duplicou o índice de 2010.

Parte importante da expansão é atribuída ao aumento da penetração da banda larga nos celulares, que passou de 7% a 58% da população, impulsado pela diminuição dos preços e pela diversidade dos serviços oferecidos.

Nos pacotes de dados pré-pagos, considerando os planos de 30 dias, o custo de contratar 1Mbps (megabit por segundo) como proporção da renda mensal per capita que deve ser destinada para ter acesso ao serviço foi inferior a 2%.

No caso da banda laga fixa, em 2010 era necessário destinar cerca de 18% da renda média mensal para contratar um serviço de 1Mbps, e no início de 2016 essa taxa era de apenas 2%. O maior avanço ocorreu na Bolívia, onde passou de 84,8% a 9%.

Decolagem da banda larga móvel

Até 2010, a penetração da banda larga fixa (BLF) e da banda larga móvel (BLM) era praticamente a mesma na região.

Nos últimos anos, porém, a taxa de crescimento médio anual das contratações da BLM foi de 55,3%, enquanto a da BLF foi de 11% e o número total de assinaturas móveis cresceu 802,5%, ante 68,9% das conexões fixas.

“A cobertura das redes móveis e a diversidade e a acessibilidade dos dispositivos explicam a forte difusão da alternativa móvel”, explica a Cepal.

Com um crescimento de 4.000% entre 2010 e 2015, o Peru foi o país que registrou a maior expansão da BLM, enquanto Brasil, Uruguai e Argentina tiveram aumentos de entre 500% e 1.300%, segundo a Cepal. O país com a menor taxa foi a Venezuela, com um aumento de 116%.

A passos lentos

Apesar dos avanços, ainda “estão pendentes problemas relacionados com a qualidade e a equidade do acesso à internet”, adverte a Cepal.

Em termos de qualidade do serviço, “nenhum país da região tem pelo menos 5% das suas conexões com velocidades maiores de 15Mbps, enquanto que nos países avançados a porcentagem de conexões desta velocidade é próxima a 50%”.

Em relação à banda larga fixa, a média da velocidade é de 4,7 Mbps, sendo o Chile o país com a maior velocidade (7,3 Mbps) e a Venezuela com a menor (1,9 Mbps).

A velocidade de acesso da BLF é chave para os processos produtivos e para o salto que a América Latina deveria dar para aumentar seus índices de crescimento econômico.

“Nos países mais avançados na matéria, como a Coreia do Sul e a Noruega, os números de conexões acima de 15 Mbps ultrapassam 50%”, afirma o relatório.

Chile, Uruguai e México apresentam os melhores rendimentos, com 15% das suas conexões acima de 10 Mbps e cerca de 4% acima de 15 Mbps. Bolívia, Paraguai e Venezuela são os mais atrasados, com 0,5% de conexões de mais de 10 Mbps e 0,2% de conexões acima de 15Mbps.

Na região persistem também as diferenças no acesso de acordo com a distribuição de renda e entre as zonas rurais e urbanas.

Sobre o uso, as redes sociais são a atividade principal dos latino-americanos na internet. Um estudo anterior da Cepal mostrou que 78,4% dos usuários de internet na região participam de redes sociais, ante uma média mundial de 63,6%.

da Redação OEB
com Agência AFP

ago 24

REAÇÃO DEMOCRÁTICA #014 – O Impeachment, O STF e a Lava Jato

Quarta, 24 de agosto às 21:00h – Videoconferência
A fase final do impeachment, o Supremo Tribunal Federal em conflito com o Ministério Público Federal e as consequências para a Lava Jato e as previsões para depois do 30 de agosto.
Com a equipe de O ESTADO BRASILEIRO .com.br
e convidados.
Com transmissão simultânea da Rede Movimento de Rádios.
#OEB

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ago 03

MST tem integrantes presos – Legislação antiterrorismo é usada pela Justiça

Sem a blindagem da qual sempre usufruiu, o MST, pela primeira vez, sofre as consequências de suas ações que passam a ser consideradas terroristas, o que sempre foi acobertado pelo governo do PT, que utilizava a organização terrorista como seu braço armado para implantação de um regime totalitarista bolivariano, aos moldes da Venezuela e países que tentaram adotar este mesmo sistema.

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Legislação antiterrorismo é usada pela primeira vez

Justiça usa legislação antiterrorismo para prender militantes do MST que invadiram e destruíram fazenda

Com base na Lei 12.850 que tipifica organizações criminosas, a Justiça em Goiás mandou prender quatro militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Um deles, José Valdir Misnerovicz, que atua no movimento há 30 anos, está preso no Núcleo de Custódia de Segurança Máxima de Aparecida de Goiânia. Sua prisão ocorreu em maio. As prisões estão inseridas no contexto de ocupação da Usina Santa Helena, uma propriedade de 22 mil hectares, no município de Santa Helena de Goiás, por cerca de mil famílias sem-terra ocorrida no domingo passado. É uma das maiores ações do MST neste ano no País. O movimento cobra o assentamento de 6.500 famílias na área.

É a primeira vez que a Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra militantes do MST com base na lei de 2013 sobre organizações criminosas, especialmente no artigo 2.º, que contou com a redação da Lei 13.260, a lei antiterrorismo.

As terras da Santa Helena, uma usina de álcool aberta nos anos 1970, são disputadas por famílias de pequenos agricultores desde a crise que atingiu a empresa, há três anos. Uma parte da propriedade foi arrendada para plantadores de soja. Em 23 de agosto do ano passado, os sem-terra ocuparam pela primeira vez a propriedade. Autoridades fazendárias chegaram a iniciar um acordo para repassar 5.500 hectares para a reforma agrária, com a redução da dívida da empresa. A Justiça, no entanto, suspendeu o processo, argumentando que os trabalhadores da usina, com direitos a receber, deveriam ter prioridade.

No dia 12 de abril, os sem-terra foram surpreendidos com a decisão da Justiça de prender as quatro lideranças, especialmente José Valdir Misnerovitcz que integrava o comitê montado pelo governo goiano de gerenciamento de crise no campo. Ele era um dos responsáveis em negociações para evitar confrontos e violência em reintegrações de posse e despejos. Nos argumentos da denúncia os promotores Julianna Giovanni Gonçalves e Sérgio Luis Serafim citam atos de violência praticados por Diessyka Lorena Santana Soares, Luis Batista Borges e Natalino de Jesus no município de Santa Helena. Os promotores dizem que o sem-terra constitui e integra uma organização criminosa.

Organização criminosa

A decisão de prender os sem-terra foi tomada por uma comissão formada pelos juízes Thiago Brandão Boghi, Rui Carlos de Faria e Vitor Umbelino Soares Junior. Por meio da assessoria do Tribunal de Justiça de Goiás, a juíza Aline Freitas da Silva, que responde temporariamente pelo caso, ressaltou que a prisão foi pedida pelo Ministério Público. Os promotores argumentam que os sem-terra fizeram ameaças a funcionários da fazenda e “subtraído” uma máquina agrícola. Não há referências a uso de armas de fogo pelos sem-terra, que teriam usado apenas armas brancas, como facões.

da Redação OEB
Texto do site na íntegra
alvarodias.com.br

jul 20

REAÇÃO DEMOCRÁTICA #011 – Quarta, 20 de junho às 21:00h

VIDEOCONFERÊNCIA
Convidados:

Dr. Guilherme Schelb – Procurador da República, Mestre em Direito Constitucional e palestrante sobre temas da infância e família
Dr. Miguel Nagib – Criador da ESCOLA SEM PARTIDO, advogado e palestrante
Dra. Damares Alves – Professora, Pastora, palestrante e Assessora Parlamentar
Ao vio – nesta quarta-feira, 20 de junho
Com a Equipe de O ESTADO BRASILEIRO

O MARXISMO CULTURAL, OS ABUSOS CONTRA A FAMÍLIA E A SOCIEDADE…
Tudo isso é passível de indenização e precisa ser combatido…
Vamos aprender, com especialistas no assunto, como nos defender…
Como defender o Brasil do caos social que tentaram implantar na América Latina…
Como desfazer este trabalho sujo que visa destruir nossa sociedade?
clique-e-assista-ao-vivo
Nesta quarta, 20 de junho às 21:00h
em REAÇÃO DEMOCRÁTICA
Transmitido pelas rádios da Rede Movimento em tempo real!
www.redemovimento.com.br
Siga o link que acompanha este vídeo!

jun 14

Vídeo de chamada – REAÇÃO DEMOCRÁTICA [#007] General Heleno Fala à Nação 15/jun 21h

Quarta, 15 de junho às 21:00h ao vivo
Videoconferência com a equipe de O ESTADO BRASILEIRO
via Google Hangout com transmissão simultânea através
das rádios da Rede Movimento de Comunicação
Pauta:
– Amazônia
– Política indigenista
– Intervenção Militar
– Quadro político atual

Assista a videoconferência completa clicando abaixo:

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Augusto Heleno Ribeiro Pereira (Curitiba, 29 de outubro de 1947) é um general-de-exército do Exército

Brasileiro da reserva. Foi comandante militar da Amazônia e Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia.

Tem posições claramente críticas com relação às políticas oficiais, particularmente com relação à atitude da comunidade internacional com relação ao Haiti e à política indigenista do governo brasileiro.

Carreira Militar

Graduou-se aspirante-a-oficial de cavalaria em 1969, na Academia Militar das Agulhas Negras, sendo o primeiro colocado de sua turma de cavalaria. Foi também o primeiro colocado de sua turma de cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME),

recebendo por isso a medalha Marechal Hermes de prata dourada com três coroas. No posto de major, integrou a missão militar brasileira de instrução no Paraguai. Como coronel, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, e foi adido militar da Embaixada do Brasil em Paris, acreditado também em Bruxelas. Como oficial-general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Centro de Capacitação Física do Exército, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército e do Gabinete do Comandante do Exército.

De junho de 2004 a setembro de 2005, foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), constituída de um efetivo de 6250 capacetes azuis de 13 países, dos quais sete latino-americanos. Da mesma forma que o embaixador chileno Juan Gabriel Valdés, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão, e dos governos de países latinos, o General Heleno expressou sua discordância quanto à estratégia adotada pela comunidade internacional em relação ao Haiti.[1] Sucedeu-o, no comando da MINUSTAH, o general Urano Teixeira da Mata Bacelar, que acabaria por suicidar-se em Porto Príncipe, quatro meses depois, em janeiro de 2006. Em 2006, deu uma palestra na polêmica Escola das Américas.

Como comandante militar da Amazônia, o general Heleno contestou a política indigenista do governo Lula, que qualificou de “lamentável para não dizer caótica”, durante palestra no Clube Militar, no Rio de Janeiro, à época da demarcação da terra indígena de Raposa/Serra do Sol. Afirmou que os índios “gravitam no entorno dos nossos pelotões porque estão completamente abandonados”.

Em 9 de maio de 2011, numa cerimônia no Quartel General do Exército em Brasília, passou para a reserva e defendeu o movimento militar de 1964.[4] , após 45 anos de vida militar.

Atuou como consultor de segurança e assuntos militares do Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde também colaborava com comentários na programação das emissoras.

Atualmente exerce o cargo de diretor de comunicação e educação corporativa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

jun 14

DIRETO DE BRASÍLIA [#001] terça, 14/jun 21:00h

Nesta terça, 14 de junho às 21:00h

Pauta:

O Marxismo Cultural e a evolução da ideologia comuno-bolivariana que tentaram implantar no Brasil.

O combate a esses instrumentos destruidores já se faz, iniciando com o desmantelar do aparelhamento do Estado e aberturas de CPIs, a exemplo da CPI da UNE e da Lei Rouanet.

Participantes:

Convidado – Marcio Batista de Oliveira
Membro do Instituto Conservador
Coordenador do Observatório da Educação no Distrito Federal

Lucia Felix – Brasília

Ricardo Precioso – Rio de Janeiro

Ray Alves – Brasília

Celso Brasil – Curitiba

Transmissão simultânea através das rádios da Rede Movimento

Assista ao vivo clicando abaixo:

Direto-de-Brasilia-videoconferencia-700
 

jun 01

Acabou o fosso ideológico que separava governo e Forças Armadas – Gen Rocha Paiva

General Rocha Paiva

General Luiz Eduardo Rocha Paiva

A Constituição Federal (Art. 142) estabelece que as Forças Armadas (FA) são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e se destinam à defesa da pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Hierarquia e disciplina são princípios essenciais, pois sem elas as FA se fracionariam em grupos rivais, perderiam o caráter nacional e a confiança da nação e se tornariam uma ameaça à sociedade. No âmbito do marco legal, a troca de governo não afeta a subordinação das FA aos poderes da União, pois ela é institucional, e não pessoal.

Além da defesa da pátria, a forças têm a missão de garantir os três Poderes constitucionais. Em uma eventual crise entre eles, as FA se subordinarão ao que estiver amparado no marco legal. O equilíbrio e a harmonia entre os Poderes da União são indispensáveis à normalidade democrática, pois em uma improvável falência simultânea dos três as FA se veriam obrigadas a agir, por iniciativa, para manter a paz interna e evitar a guerra civil e a dissolução do Estado e da nação.

No Brasil, a ideologia socialista começou a se firmar com a criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1922 –filiado ao Partido Comunista da antiga URSS, ao qual se subordinou como exigiam as condições de filiação. A impatriótica submissão a país estrangeiro e à ideologia socialista antidemocrática incompatibilizou o PCB com as FA. Hoje, o PT –como pode ser visto no caderno de Teses de seu Congresso–, os partidos aliados e suas lideranças são declaradamente socialistas, internacionalistas e filiados ao Foro de São Paulo, organização internacional que lidera a implantação desse regime na América Latina.

O socialismo, objetivo ainda não alcançado pelo PT, é um regime totalitário, com partido único ou hegemônico, impede a alternância de poder, não reconhece o direito de propriedade, centraliza os meios de produção e o planejamento econômico e elimina as liberdades fundamentais. Há uma total oposição aos ideais das FA, instituições conservadoras, mas não retrógradas e imobilistas.

Ao contrário do massificado pela propaganda socialista, o conservadorismo é progressista, mas quer o progresso com temperança e ao amparo da experiência, tradição, conhecimento e cultura anteriores, condições para uma evolução segura ao porvir. As FA são instituições democráticas e não aceitam ideologias dogmáticas, implantadas por revoluções que desprezam o passado e, na busca de ilusórias utopias, eliminam a liberdade e abusam da violência.

E o regime militar? Questionariam alguns. Era, sim, um regime de exceção, como reconheciam os presidentes militares, que sempre manifestaram o propósito de redemocratização. Autoritário, por limitar liberdades democráticas, mas não totalitário, que as eliminaria. A redemocratização uniu a nação e foi conduzida pelo próprio governo militar de forma gradual e sem retrocessos, após neutralizar a esquerda revolucionária que buscava implantar a ditadura socialista como a de Cuba e China, ainda hoje totalitárias.

Documentos dos governos petistas propõem ações para transformar nossa democracia em um regime socialista, sendo a imobilização das FA um objetivo intermediário, pois elas são um óbice a esse desígnio. Entre outras ações, podem ser listadas:

– controlar todos os setores da sociedade, inclusive a mídia, por meio de conselhos sociais, uma reedição tropical dos soviets da revolução bolchevista russa de 1917;

– estabelecer a hegemonia do partido na sociedade, forma de controle prevista na estratégia gramcista e que antecede ao assalto ao Estado e à imposição do socialismo;

– rever a Lei de Anistia para punir apenas os agentes do Estado que combateram a luta armada, a despeito dos pareceres da AGU e da PGR e da decisão do STF, em 2010, que confirmaram a abrangência ampla e geral da lei;

– modificar os currículos das academias militares e promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista, ou seja, politizar e submeter as FA ao projeto petista, transformando-as, de instituições nacionais apartidárias, em braço armado do partido –como as SA e SS, na Alemanha nazista, e as FA bolivarianas, na Venezuela.

A profissão das armas é serviço e servidão. Serviço à pátria, compromisso perene e exclusivo com a nação e as instituições, e servidão à Constituição Federal, às leis e aos valores morais e profissionais que regem a carreira das armas. Serviço e servidão, que nunca serão a pessoas, partidos ou associações de qualquer natureza. Serviço e servidão que fazem da carreira militar um nobre sacerdócio cívico, com o compromisso de sacrificar a vida pela pátria e instituições, se necessário.

O militar brasileiro é patriota por vocação e respeita e admira a história, as tradições e os heróis nacionais. O patriotismo das FA inclui o nacionalismo, mas não o xenófobo de setores bisonhos nem o tacanho de viés antiamericano dos socialistas. O nacionalismo socialista é materialista, supervaloriza a economia, mas não cultua a pátria e os valores nacionais –pelo contrário, busca desacreditá-los. Para as FA, a unidade nacional é cláusula pétrea, por isso, repudiam a luta de classes pregada pelos socialistas e a corrosiva campanha lulopetista de “nós contra eles”.

A crise de valores e a corrupção, que assolam o país, estão disseminadas pela liderança política, independente do partido, e não começaram com o PT, embora tenham chegado a níveis desastrosos com sua ascensão ao poder e o uso da corrupção como política de governo. A falta de credibilidade na classe política gera dúvidas, justificáveis, se o novo governo pautará sua conduta por princípios éticos, morais e cívicos. Porém, ao contrário do governo afastado, o atual é democrata e organizado com representantes da esquerda e da direita situados no centro democrático. Assim, não existe fosso ideológico entre o atual governo e as FA.

General Luiz Eduardo Rocha Paiva

Matéria publicada no UOL Notícias Opinião