Categoria: Agronegócio

Brasil, um país sem governo

Marco Antonio Villa é um historiador, escritor e comentarista político brasileiro. Villa é bacharel e licenciado em História, mestre em Sociologia e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, é professor aposentado da Universidade Federal de São Carlos.

Nuvem de gafanhotos: governo declara emergência fitossanitária

A emergência tem prazo de 1 ano e atinge dois estados do Sul

Nuvem de gafanhotos que se aproxima do sul do Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos dois estados. A portaria com a medida está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25).

O estado de emergência tem por objetivo permitir a implementação de plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais. De acordo com o ministério, a emergência fitossanitária é por um prazo de 1 ano.

A nuvem de gafanhotos está a cerca de 250 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. A preocupação das autoridades do setor agropecuário e de produtores rurais é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cereais, capins e outras gramíneas. Segundo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho.

Em nota, o minstério informou que está acompanhando o fenômeno em tempo real e que “emitiu alerta para as superintendências federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região.

De acordo com a pasta, especialistas argentinos estimam que os insetos sigam em direção ao Uruguai. A ocorrência e o deslocamento da nuvem de gafanhotos são influenciados pela temperatura e circulação dos ventos.

O fenômeno é mais comum com temperatura elevada. Segundo o setor de Meteorologia da secretaria gaúcha, há expectativa de aproximação de uma frente fria pelo sul do estado, que deve intensificar os ventos de norte e noroeste, “potencializando o deslocamento do massivo para a Fronteira Oeste, Missões e Médio e Alto Vale do Rio Uruguai”.

A nota diz ainda que o gafanhoto está presente no Brasil desde o século 19 e que causou grandes perdas às lavouras de arroz na Região Sul no período de 1930 a 1940. “No entanto, desde então, tem permanecido na sua fase ‘isolada’, que não causa danos às lavouras.”

O ministério informa que especialistas estão avaliando “os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva” e que o fenômeno pode estar relacionado a uma conjunção de fatores climáticos.

A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul orienta os produtores rurais gaúchos a informar a Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua localidade se identificar a presença de tais insetos em grande quantidade.

Uruguai

No Uruguai, país que faz fronteira com o Rio Grande do Sul, um comunicado do Ministério da Agricultura afirma que o país está monitorando constantemente a movimentação da praga, em parceria com autoridades argentinas.

O comunicado diz ainda que, embora seja pouco provável que os gafanhotos cheguem no país, caso isso ocorra exitste potencial para afetar a produção agrícola. O Uruguai solicita que, caso sejam vistos gafanhotos em território nacional, deve-se denunciar às autoridades competentes o mais rápido possível.

O ministro da Agricultura, Carlos María Uriarte solicitou ainda que não se utilizem pesticidas que possam matar abelhas contra os gafanhotos.

*Colaborou a repórter da Agência Brasil em Montevidéu, Marieta Cazarré

“Povos amazônicos jamais estiveram tão ameaçados quanto agora” Papa Francisco

Uma realidade que agora passa a ser mais aberta, trazendo sérios e graves assuntos à pauta internacional, já que o alerta vem de uma autoridade religiosa

AFP / Vincenzo PINTOPapa Francisco é recebido por uma indígena durante encontro com representantes de comunidades da Amazônia no Peru

O papa Francisco alertou nesta sexta-feira, em visita à floresta amazônica peruana, que os povos indígenas originários “nunca estiveram tão ameaçados quanto agora”.

Francisco se reuniu com cerca de 3.500 indígenas peruanos, brasileiros e bolivianos em Puerto Maldonado, na Amazônia, no segundo dia de visita ao Peru.

“A Amazônia é terra disputada em várias frentes: por um lado há o neo-extrativismo e a forte pressão exercida pelos grandes interesses econômicos que dirigem sua avidez por petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas, agroindustriais”, indicou.

O pontífice argentino também apontou iniciativas e programas de preservação da natureza que não levam em conta as necessidades dos povos amazônicos.

“A ameaça contra seus territórios também vem da perverção de certas políticas que promovem a ‘conservação’ da natureza sem levar em conta o ser humano”, expressou no encontro realizado na arena esportiva de Puerto Maldonado.

Francisco afirmou que há “movimento que, em nome da preservação da floresta, capturam grandes extensões de florestas e negociam com elas gerando situações de opressão dos povos nativos”.

“Temos que romper com o paradigma histórico que considera a Amazônia como uma dispensa inesgotável dos Estados sem levar em conta seus habitantes”, acrescentou, afirmando que a situação atual “causa asfixia de seus povos” e estimula a migração de jovens por “falta de alternativas locais”.

As comunidades aborígines da Amazônia pediram ajuda ao pontífice, pois estão sobrecarregados pelo desmatamento, poluição dos rios, pobreza e tráfico de seres humanos, fomentada principalmente por atividades de mineração ilegal.

da Redação OEB
com Agência AFP

Absurdo! Brasil atinge recorde de queimadas em 2017 desde 1999

Cerca de 272 mil focos de fogo
46% a mais do que no ano passado

Brasil termina 2017 com um número recorde de queimadas desde 1999, quanto teve início a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A análise dos locais onde os incêndios ocorreram mostra que, neste ano, o fogo aumentou em áreas de floresta natural, avançando em pontos onde antes não havia registro de chamas, e atingindo unidades de conservação e terras indígenas. Entre todos os biomas, o Cerrado foi o que teve mais unidades de conservação atingidas, contabilizando 75% de toda a destruição nas áreas protegidas.

Até agora, foram registrados cerca de 272 mil focos de fogo, 46% a mais do que em 2016 e acima do recorde anterior, de 2004, quando foram detectados 270 mil pontos de calor. Incêndios criminosos destruíram 986 mil hectares de unidades de conservação, o que corresponde a quase oito vezes a área da cidade do Rio. O número ficou próximo do registrado no ano passado, quando foram destruídos cerca de 1 milhão de hectares. Nas terras indígenas, os focos aumentaram 70% e ultrapassaram 7 mil.

— O fogo aumentou em áreas de floresta natural, onde não chegava antes — afirma Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas do Inpe.

Setzer diz que houve mais descontrole do fogo em 2017. Segundo ele, o Inpe ainda não terminou o cálculo da área afetada pelos incêndios. Enquanto os pontos de queimada são identificados por radar, a área destruída é somada por meio de estudos aprofundados. Em janeiro o Inpe deverá ter dados precisos sobre o Cerrado, por exemplo.

Apesar da grande quantidade de incêndios, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) teve o mesmo número de brigadistas de 2016 (1.170). Já o Ibama teve mil profissionais, o menor número desde a criação do sistema de prevenção e combate a incêndios florestais.

Embora o Cerrado tenha tido, proporcionalmente, mais unidades de conservação atingidas, a Amazônia concentrou mais da metade dos focos de queimadas em 2017, segundo dados do ICMBio. Na avaliação de cientistas, dois anos consecutivos de seca e estiagem prolongada tornaram os incêndios florestais mais graves. Clareiras abertas por madeireiros; corte de árvores maiores e mais nobres, as chamadas estruturantes das florestas; e desmatamento, que reduz a água no subsolo, estão mudando o microclima da floresta: ela está mais fragilizada e inflamável.

— Antes o fogo morria na beira da floresta. Agora já não morre e adentra na mata fechada — afirma Gabriel Zacharias, chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

De acordo com Zacharias, é preciso entender o que aconteceu este ano, já que as condições climáticas não foram tão diferentes da média.

— Com a sequência de anos secos, a parte de floresta que está sujeita a morrer está ficando maior. Há um déficit de água no solo e as clareiras abertas na floresta pelos desmatamentos permitem entrar mais sol. Para cada árvore que tiram, outras 50 são danificadas — diz Paulo Barreto, do instituto de pesquisa Imazon.

MICROCLIMA MUDA E PERMITE AVANÇO DO FOGO

Douglas Morton, geocientista da Nasa, antecipou ao GLOBO que a área queimada nos últimos dois anos na Amazônia foi muito maior do que a destruída nas secas de 2005 e 2010. Ele diz que, se antes o fogo entrava um ou dois quilômetros dentro da floresta, agora as chamas avançam até 100 quilômetros, por causa da mudança do microclima, o que torna quase impossível o trabalho dos brigadistas.

Um teste feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em Querência, no Mato Grosso, na região do Xingu, mostrou que depois de três anos de queimadas o poder do fogo aumentou. Antes, apenas 10% das árvores morriam. Agora, morrem 80% delas. E são justamente as maiores e com troncos mais grossos que sucumbem.

No Mato Grosso, por exemplo, segundo estado com maior número de focos de incêndios em 2017, o governo proibiu queimadas entre 15 de julho e 30 de setembro, o período mais seco do ano. De pouco adiantou. Neste período o Inpe identificou 31.599 focos no estado, a maior parte em Colniza, palco da chacina de nove trabalhadores rurais em abril e da morte do prefeito Esvandir Antonio Mendes (PSB) na sexta-feira (ver texto ao lado).

O Código Florestal, que entrou em vigor em 2012, prevê que só é possível responsabilizar alguém pelo uso irregular do fogo, se a pessoa for pega em flagrante. Houve incêndios criminosos este ano em parques nacionais importantes, como o da Chapada dos Veadeiros (Goiás) e da Serra da Canastra (MG), onde fica a nascente do Rio São Francisco.

— Como pegar em flagrante? É quase impossível. No Mato Grosso, ninguém deu bola para a proibição — diz Setzer, do Inpe.

Christian Berlinck, coodenador de Emergências Ambientais do ICMBio, conta que nas áreas de proteção os criminosos chegam a usar artefatos de retardo do fogo, para que o incêndio de grandes proporções comece pelo menos 10 minutos depois de provocado. Mas o que leva alguém a queimar florestas tão importantes?

— O pano de fundo são os conflitos fundiários. As pessoas querem a terra e, quando não conseguem ocupá-la, queimam. — diz Berlinck

Na Serra da Canastra, por exemplo, o fogo costuma ser uma reação às tentativas frustradas de reduzir o tamanho do parque. O Parque Nacional do Araguaia (TO), por exemplo, sofre com queimadas causadas pela renovação de pasto no entorno.

da Redação OEB
com O Globo

MST tem integrantes presos – Legislação antiterrorismo é usada pela Justiça




Sem a blindagem da qual sempre usufruiu, o MST, pela primeira vez, sofre as consequências de suas ações que passam a ser consideradas terroristas, o que sempre foi acobertado pelo governo do PT, que utilizava a organização terrorista como seu braço armado para implantação de um regime totalitarista bolivariano, aos moldes da Venezuela e países que tentaram adotar este mesmo sistema.

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Legislação antiterrorismo é usada pela primeira vez

Justiça usa legislação antiterrorismo para prender militantes do MST que invadiram e destruíram fazenda

Com base na Lei 12.850 que tipifica organizações criminosas, a Justiça em Goiás mandou prender quatro militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Um deles, José Valdir Misnerovicz, que atua no movimento há 30 anos, está preso no Núcleo de Custódia de Segurança Máxima de Aparecida de Goiânia. Sua prisão ocorreu em maio. As prisões estão inseridas no contexto de ocupação da Usina Santa Helena, uma propriedade de 22 mil hectares, no município de Santa Helena de Goiás, por cerca de mil famílias sem-terra ocorrida no domingo passado. É uma das maiores ações do MST neste ano no País. O movimento cobra o assentamento de 6.500 famílias na área.

É a primeira vez que a Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra militantes do MST com base na lei de 2013 sobre organizações criminosas, especialmente no artigo 2.º, que contou com a redação da Lei 13.260, a lei antiterrorismo.

As terras da Santa Helena, uma usina de álcool aberta nos anos 1970, são disputadas por famílias de pequenos agricultores desde a crise que atingiu a empresa, há três anos. Uma parte da propriedade foi arrendada para plantadores de soja. Em 23 de agosto do ano passado, os sem-terra ocuparam pela primeira vez a propriedade. Autoridades fazendárias chegaram a iniciar um acordo para repassar 5.500 hectares para a reforma agrária, com a redução da dívida da empresa. A Justiça, no entanto, suspendeu o processo, argumentando que os trabalhadores da usina, com direitos a receber, deveriam ter prioridade.

No dia 12 de abril, os sem-terra foram surpreendidos com a decisão da Justiça de prender as quatro lideranças, especialmente José Valdir Misnerovitcz que integrava o comitê montado pelo governo goiano de gerenciamento de crise no campo. Ele era um dos responsáveis em negociações para evitar confrontos e violência em reintegrações de posse e despejos. Nos argumentos da denúncia os promotores Julianna Giovanni Gonçalves e Sérgio Luis Serafim citam atos de violência praticados por Diessyka Lorena Santana Soares, Luis Batista Borges e Natalino de Jesus no município de Santa Helena. Os promotores dizem que o sem-terra constitui e integra uma organização criminosa.

Organização criminosa

A decisão de prender os sem-terra foi tomada por uma comissão formada pelos juízes Thiago Brandão Boghi, Rui Carlos de Faria e Vitor Umbelino Soares Junior. Por meio da assessoria do Tribunal de Justiça de Goiás, a juíza Aline Freitas da Silva, que responde temporariamente pelo caso, ressaltou que a prisão foi pedida pelo Ministério Público. Os promotores argumentam que os sem-terra fizeram ameaças a funcionários da fazenda e “subtraído” uma máquina agrícola. Não há referências a uso de armas de fogo pelos sem-terra, que teriam usado apenas armas brancas, como facões.

da Redação OEB
Texto do site na íntegra
alvarodias.com.br

REAÇÃO DEMOCRÁTICA [03] – 19 de maio, quinta – ao vivo – 21:00h




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ATENÇÃO!
Este programa vai ao ar excepcionalmente numa quinta-feira. Problemas de agenda não permitiram sua realização na quarta. Pedimos a compreensão do nosso público.

GENERAIS, AUTORIDADES E ANALISTAS num debate aberto e atual.
Transmitido ao vivo em 19 de maio de 2016 – C O M P A R T I L H E !!!

Participação da equipe:
Gen Paulo Chagas
Dr. Paulo Fernando
Ray Alves
Celso Brasil
Convidado especial – Marcio Batista de Oliveira
Membro do Instituto Conservador e coordenador do Observatório da Educação/DF
e Dra. Damares Alves – já conhecida do nosso público

Transmissão simultânea pelas rádios da Rede Estado Brasileiro

Kátia Abreu – corrupção que vem de longe nas desapropriações




A suja e verdadeira razão de tantas desapropriações

Terras produtivas e de propriedade legal eram tiradas de seus proprietários para serem distribuídas a políticos.

A cartilha comunista bolivariana era cumprida à risca!
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento durante o segundo governo de Dilma Rousseff, Kátia Abreu, está envolvida em escândalos que justificam sua amizade tão próxima com a ex-presidente e sua fidelidade a ela.

Empresária, pecuarista e senadora pelo PMDB de Tocantins, foi desmascarada em uma reportagem televisiva que mostrou de quem se trata. Alguém com a mesma mentalidade corrupta daqueles que venerava e seguia.

As imagens falam por si e a senadora precisa ser investigada, julgada e condenada.

Sabe-se que todos eles estarão prestando contas à Lei, mas no caso dessa senhora, as ações devem ser rápidas, porque ela tem muitas informações a serem exploradas pela Polícia Federal nas investigações sobre tantas desapropriações ilegais para que terras fossem distribuídas a políticos alinhados com os planos sujos da organização criminosa da qual fez parte como ministra.

da Redação OEB
com pesquisa internet

Temer ordenou a revisão dos últimos atos de Dilma e muitos serão anulados




Após Eduardo Cunha abrir o processo de impeachment, em 2 de dezembro de 2015, Dilma bateu todos os recordes de assinaturas de decretos, atos, normas, homologações… Tudo que contraria o empresariado, o agronegócio, as Forças Armadas e os interesses da população, beneficiando apaniguados com terras, assentamentos etc, além de prejudicar inúmeras áreas essenciais para o desenvolvimento e, finalmente, a regulamentação do marco civil, às pressas, que ainda precisava ser discutido pela parcela da sociedade e empresas de telefonia insatisfeitas, mas que foi aprovado pelos “movimentos sociais”.

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Por ordem de Temer, a Casa Civil iniciou, na última sexta-feira, um pente-fino em todas as ações do governo da presidente afastada a partir do dia 1° de abril. A data combina exatamente com a publicação de uma série de normas que criaram áreas indígenas e desapropriaram terras, contrariando interesses do setor ruralista.

Dilma deixou tudo preparado para que o próximo governo sofresse com as consequências de seus atos, perdendo o foco da recuperação econômica, prioridade do atual que não pode falhar neste item, sob pena de cair em descrédito rapidamente e agravar a situação da população que já sofre com os resultados da irresponsabilidade e trabalho de destruição do Brasil.

O momento atual é crítico para toda a Nação e desestabilizar o governo atual é o objetivo maior daqueles que o congresso e o senado afastaram.

O PT está cumprindo a promessa de sabotar o governo Temer em todas as áreas e promove manifestações, agora com a colaboração de boa parte da “direita”, onde o grito oficial é o “fora Temer”.

Algumas ações não poderão ser revertidas, mas o presidente em exercício já mobilizou sua equipe para que possa anular tudo que for permitido.

Somente no dia 1º de abril, Dilma Rousseff assinou 21 atos para desapropriar 56 mil hectares de terras, deixando claro que o direito à propriedade não seria permitido, caso se perpetuassem no poder, como planejavam com o totalitarismo – a ditadura do proletariado.

Em decretos, foram assinados 75 até 12 de maio, dia do seu afastamento.

Dilma também assinou atos reconhecendo pelo menos cinco comunidades quilombolas em diferentes regiões do país, além de aprovar outras etapas importantes do processo de legalização fundiária. Também foram chancelados estudos de delimitação de quatro terras indígenas. No período, o governo Dilma também assinou atos reconhecendo pelo menos cinco comunidades quilombolas em diferentes regiões do país, além de aprovar outras etapas importantes do processo de legalização fundiária. Também foram chancelados estudos de delimitação de quatro terras indígenas.

Semanas antes de assumir a Presidência, Michel Temer se reuniu com deputados e senadores ligados ao agronegócio e se comprometeu a rever todas essas medidas.

A revisão não se limitará a este primeiro período definido pela Casa Civil. Depois deste lote, serão analisados, mês a mês, todos os atos do governo Dilma desde que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) abriu o processo de impeachment, no dia 2 de dezembro de 2015.

— Vamos analisar todos os atos desde a abertura do processo de impeachment, porque, desde então, muitas definições ganharam agilidade. Não vamos fazer nenhuma terra arrasada, mas precisamos fazer uma verificação — justificou um interlocutor presidencial.

O Marco Civil da Internet também está na mira do novo governo. A equipe de Dilma acelerou a regulamentação da lei aprovada dois anos antes em um texto elogiado pelos movimentos sociais, mas que suscitou críticas entre as operadoras de telefonia.

Uma decisão já tomada foi a demissão do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Mello. Ele tomou posse dois dias antes do afastamento de Dilma. Pesou na decisão do novo governo críticas feitas pela estatal a Temer.

O conselho curador da EBC se manifestou contra a demissão, dizendo que não há amparo legal para o afastamento. O governo Temer, no entanto, não irá recuar da decisão. A exoneração de Ricardo Mello deverá ser publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. Para o seu lugar, irá o jornalista Laerte Rímoli.

Entre os decretos deixados por Dilma estão ainda a instituição de “política de dados abertos do Poder Executivo Federal” e a necessidade de requisitos mínimos para seleção de contratados para cargos na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O órgão é feudo do PMDB e do PTB, em especial do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo de impeachment na Câmara.

Segundo o decreto da política aberta de dados, são consideradas automaticamente passíveis de abertura as bases de dados do governo federal que não contenham informações protegidas pela Lei de Acesso à Informação.

O decreto estabelece prazo de 180 dias para que o Executivo abra uma série de dados, como ocupantes de cargos em estatais e informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), um dos mais difíceis de ser acessado pelos cidadãos. Este sistema é restrito a técnicos, que precisam ter senha de acesso.

A gestão da presidente afastada também baixou decreto discriminando ações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) a serem executadas por meio de transferência obrigatória. Temer, no entanto, vai rever a manutenção deste programa e a ideia é que ele desapareça.

Na última sexta-feira, a Casa Civil percebeu que não será tão fácil mexer em medidas assinadas por Dilma Rousseff. Em uma reunião com os técnicos houve desconforto com o anúncio das revisões. Um servidor chegou a abandonar a reunião, contrariado com a intenção do novo governo.

da Redação OEB
Com Globo.com

Debate: OS NOVOS DESAFIOS BRASILEIROS – videoconferência – 16-mai-2016 21:00hs




Debate: OS NOVOS DESAFIOS BRASILEIROS
Estúdio: Celso Brasil – Ray Alves – José Lima – Lúcia Felix – Ricardo Precioso – convidados
Segunda, 16 de maio de 2016 – 21:00h – ao vivo, transmitido pelas rádios da Rede Estado Brasileiro e Google – ao vivo, via Hangout.
O programa permanecerá em acervo após sua apresentação.

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Realização: O ESTADO BRASILEIRO – www.oestadobrasileiro.com.br

REAÇÃO DEMOCRÁTICA – 12 de maio, quinta às 21h ao vivo




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HANGOUT ao vivo – 12 de maio às 21:00h

REAÇÃO DEMOCRÁTICA 002

reacao-democratica

O impeachment foi o primeiro passo.

PAUTAS:

– Ministro da Defesa e as Forças Armadas

– Outras nomeações de Michel Temer

– O Marco Civil da Internet (Por que a pressa?)

– MST, MTST, CUT…

– Pauta livre

Participação da equipe:

Gen Paulo Chagas

Gen Rocha Paiva
Gen Luiz Sodré
Dr. Paulo Fernando
Ray Alves
Celso Brasil
e autoridades

Transmissão simultânea pelas rádios da Rede Movimento

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