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Cardoso insiste em violar a Lei e novamente politiza seu discurso

impeachment1O advogado geral da União José Eduardo Cardozo, nesta segunda (11) voltou ao seu desesperado discurso petista, politizando e descumprindo seu papel, defendendo a presidente, violando as leis que determinam sua função
Todos os presentes no tumultuado plenário da comissão do Impeachment, contrários a decisão da visível maioria, insistem na absurda afirmação de “golpe”.
Cardozo deixou, em suas últimas, cansativas e redundantes afirmações infundadas, o claro sinal de que apelarão às últimas instâncias

Diante da total ingovernabilidade do País, os discursos dos minoritários defensores da manutenção do caos nacional, buscam confundir e subestimar um povo que já assumiu uma posição irrevogável de eliminar, não só a presidente, mas todo o seu partido e os “suicidas políticos” que o seguem

Celso Brasil


 

Cardozo volta para fazer mais um apelo

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo - 11/04/2016
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, em comissão especial do impeachment de Dilma Rousseff, para votação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) – 11/04/2016(Evaristo Sá/AFP)

No último esforço de salvar o mandato da presidente Dilma Rousseff, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, voltou à Comissão Especial do Impeachment nesta segunda-feira para fazer mais um apelo para contornar o que já se parece definido: a aprovação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), favorável ao afastamento da presidente Dilma pelo cometimento de crime de responsabilidade fiscal. Cardozo iniciou o discurso tentando acalmar os ânimos dos parlamentares e dizendo que não iria repisar os argumentos expostos pela defesa na semana passada, mas sim “dialogar respeitosamente”. Durante os 40 minutos de pronunciamento, no entanto, o advogado-geral dedicou-se a atacar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o relator do colegiado, acusando-o de defender o impeachment “pouco importando se a Constituição será rasgada” ou se “violenta-se a democracia”. “Vossa excelência tinha o desejo e a vontade política do impeachment”, disse.

Cardozo apontou para contradições no parecer elaborado por Jovair Arantes, que defende que Dilma infringiu a lei em atos relacionados à “responsabilidade e equilíbrio fiscal, o planejamento e a transparência das contas do governo, a boa gestão dos dinheiros públicos e o respeito às leis orçamentárias e à probidade administrativa”. O advogado-geral afirma que há “equívocos conceituais” que revelam o “incontido desejo político” de afastar Dilma.

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“O impeachment viola sim a Constituição, a democracia, o Estado democrático de Direito. Eu defendo que esta violação jamais fará surgir um governo que tenha legitimidade para governar. A história não perdoa violência da democracia especialmente quando o povo lutou para tê-la”, disse Cardozo.

Tentando politizar a ação contra a presidente, a defesa de Dilma afirmou que o processo de impeachment nasceu com um “pecado original” ao ser instaurado por Eduardo Cunha e voltou a dizer que ele tinha um “sentimento de vingança” contra a petista. Cardozo ressaltou que a hipótese de desvio de poder ainda não foi discutida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) e destacou que em toda a tramitação houve uma “mão invisível ou talvez visível que faz com que processos andem muito rápido e outros talvez não andem”, em referência à ação contra o presidente da Câmara no Conselho de Ética da Casa.

 

da Redação OEB
com Veja.com

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