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Bomba pode explodir Renan! Ele pode ser pego pelo Supremo que deu 5 dias para que Janot se manifeste sobre a ação

Renan ainda não foi julgado (não estava na pauta) sobre o crime de desobediência, o que pode somar aos inúmeros processos que carrega.

Fachin fez pedido à PGR e deu 5 dias de prazo para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acionou o STF para afastar Renan, apresente seu manifesto sobre a ação. O prazo obedece preceitos legais.

Este procedimento pode complicar gravemente a situação do presidente do Senado que já é alvo de 11 inquéritos — além da ação penal pelo crime de peculato — que foi aberta na semana passada, dia 1.º, por 8 votos a 3, acolhendo denúncia da PGR de 2013.

O procurador Janot pode formular uma nova fundamentação a ação e fará uma análise sobre o crime de desobediência a uma ordem judicial, praticada por Renan, envolvendo toda a mesa.

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Procurador-geral da República Rodrigo Janot

Um dia após o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, o ministro do STF Edson Fachin deu cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a ação cautelar na qual o procurador-geral Rodrigo Janot pede o afastamento de Renan do cargo por ter se tornado réu em ação penal por peculato.

Ministro Luiz Edson Fachin (STF)

Os argumentos apresentados pela PGR na ação cautelar para pedir o afastamento de Renan se assemelham aos do ministro Marco Aurélio Mello — aceitos apenas em parte pelo pleno, proibindo que o senador venha a assumir a presidência da República, mas salvaguardando-lhe o cargo de presidente do Senado. No despacho desta quinta-feira, 8, Fachin, relator da ação cautelar, menciona a decisão do pleno.

Janot pode retirar o pedido de afastamento, mantê-lo nos moldes como foi feito ou ainda formular uma nova fundamentação na ação.

Sobre o crime de desobediência

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Ministro Marco Aurélio Mello (STF)

Na sessão, Janot também foi notificado pelo ministro Marco Aurélio Mello para que analise se houve crime de desobediência por parte de Renan e dos integrantes da Mesa do Senado, por terem se recusado a cumprir a decisão liminar do afastamento do presidente do Senado.

Marco Aurélio disse que a recusa “fere de morte as leis da República”.

Apesar de ter mantido Renan no cargo, o STF ainda pode causar mais problemas para o senador, alvo de 11 inquéritos — além da ação penal pelo crime de peculato — que foi aberta na semana passada, dia 1.º, por 8 votos a 3, acolhendo denúncia da PGR de 2013.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

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