julho de 2016 archive

jul 31

Nota de repúdio: Associação dos Magistrados Brasileiros à representação de Lula

AMB repudia representação de Lula à ONU contra Moro e defende autonomia dos juízes brasileiros

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A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifesta repúdio à petição encaminhada pelo ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual denuncia o juiz Sérgio Moro e os procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato por “falta de imparcialidade” e “abuso de poder.”

Para a entidade, a Corte Internacional não deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no País e, principalmente, aquelas que têm como prioridade o combate à corrupção. A AMB vê com perplexidade as diversas tentativas de paralisar o trabalho da Justiça brasileira.

O Brasil possui órgãos constituídos de controle interno e externo para acompanhar o trabalho desempenhado pela magistratura. É inadmissível a utilização de quaisquer outros meios, que não os legais e constitucionalmente estabelecidos, para tentar inibir o trabalho de agentes públicos no desempenho de suas funções.

A AMB reitera sua preocupação, externada em diversas oportunidades, frente às manobras para intimidar a atividade desempenhada pelos juízes brasileiros. O juiz Sérgio Moro é exemplo e tem sido alvo recorrente de grande pressão por sua importante atuação na Operação Lava Jato.

O fato reforça a relevância da imediata rejeição ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 280/2016 que tipifica como crime por abuso de autoridade diversos atos comuns no curso de investigações. Para a AMB, o texto é uma clara tentativa de amordaçar a magistratura brasileira. Nas entrelinhas, o projeto prevê uma série de penalidades para tentar paralisar juízes e juízas, além de procuradores e policias, por desempenharem o seu ofício como determina a legislação. Tal texto, se já estivesse consolidado em lei, jamais tornaria possível uma operação investigativa como a Lava Jato.

O País e toda a sociedade precisam estar atentos aos ataques contra o Poder Judiciário, para que tal absurdo não avance no Congresso Nacional, com o único objetivo de favorecer investigados e envolvidos em grandes casos de corrupção.

Por fim, a AMB destaca a importância de um Judiciário forte e independente e alerta que qualquer movimento contrário será um retrocesso contra a transparência e a resposta que o povo brasileiro espera no combate à corrupção.

da Redação OEB
Fonte: Associação dos Magistrados Brasileiros
nota

jul 30

Impeachment somente em setembro foi o arranjo das presidências do Senado e STF

Conforme já havíamos noticiado, cumpriu-se a previsão que tínhamos, através de nossas fontes em Brasília, a dupla Renan & Lewandowiski realmente jogaram, irresponsavelmente, por capricho e outros motivos escusos, a conclusão do impeachment para setembro.

Como num aparelhamento, eles controlaram para que a data fosse a mais estendida possível.

Sabe-se que ambos foram bem íntimos do ex-governo petista e os processos que Renan Calheiros enfrenta, mostram claramente seu caráter. Quanto a Ricardo Lewandowiski, não cabem processos ainda por fazer parte da alta corte. A mesma que tem exercido um papel ditatorial, com seu poder de mudar decisões do Congresso Nacional através de julgamentos que sempre penderam para os projetos petistas.

Cabe, agora, ao povo brasileiro, as entidades… Enfim, a todos os cidadãos de bem, exigir a continuidade de saneamento da corrupção. A população consciente da força que tem, certamente, “deitarão os reis” do adversário e, então, teremos a Nação de volta aos brasileiros.

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Ricardo Lewandowski, presidente do STF, e Renan Calheiros, do Senado, definiram o dia 2 de setembro como data limite para a decisão

O julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff terá início dia 29 de agosto e término em 2 de setembro. Segundo o jornal O Globo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, já acertou a data com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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O Palácio do Planalto considera fundamental a conclusão do impeachment antes do dia 6 de setembro, quando haverá o encontro do G-20. Se Dilma for afastada definitivamente, o presidente interino, Michel Temer, poderia viajar como presidente efetivo. De acordo com a reportagem, presidente do STF também tem todo o interesse em concluir o cronograma dentro dos prazos legais, porque seu mandato à frente da Corte acaba no dia 10 de setembro. Desde o ínício, o único consenso entre aliados de Dilma e os defensores do impeachment é que o processo seja concluído na gestão de Lewandowski.

Na próxima terça-feira (2), o processo de impeachment entra numa fase decisiva. O relator do impeachment na comissão especial, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), vai ler seu relatório final. No dia 4 de agosto, o parecer de Anastasia será votado na comissão. A votação do chamado juízo de pronúncia, que é quando o Senado dirá que há elementos para o julgamento, também já foi acertada: no próximo dia 9 de agosto.

jul 30

Planalto pediu propina para caixa 2 do PT. Dilma não pode negar, graças a provas materiais

Atualizado 13:23h

Logo após a confirmação do impeachment, Dilma não terá como escapar da Lava Jato. Ainda é presidente, porém, nada a livrará de outra avalanche de processos. Todos aguardando o fim do foro privilegiado que ainda goza.
Mas o Brasil corre o risco de aguardar mais do que se calcula, pois fontes de Brasília nos informam que existe a intenção de Renan Calheiros – presidente do Senado e Ricardo Lewandowiski – do STF, de retardar o impeachment para setembro.
renan-lewandowskiOs protestos serão muitos por parte do povo, caso tentem isso. Quanto aos “Moros” espalhados pelo Brasil, acredita-se que serão duros e contundentes, a exemplo da recente reação da Ajufe, onde o juiz Sérgio Moro discursou sobre a tentativa de cercearem a Lava Jato e todo o Ministério Público com a lei de “Abuso de Autoridade” que Renan insiste em colocar em votação.
A blindagem de Dilma não terá respaldo no Senado Federal, segundo o que se comenta em Brasília e a situação de Renan, Lewandowiski e outros, será de uma solidão tal, que os colocarão em posição difícil.

O Planalto exigia propina como condição nos fechamentos de contratos, com o objetivo de abastecer o caixa 2 do PT

A ordem era de achacar empresas durante a campanha de Dilma Rousseff
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Em 7 de agosto de 2014, executivos de uma das maiores agências de publicidade do mundo, a Borghi Lowe, discutiam o que fazer diante de uma situação delicada. A campanha presidencial estava no início. Uma pesquisa divulgada naquele dia mostrava que a disputa entre a petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves seria acirrada. A angústia de Valdir Barbosa, vice-­presidente da Borghi Lowe, no entanto, decorria de outra encrenca. Ele e um colega da agência, Ricardo Hoffmann, representante da Borghi Lowe em Brasília, tinham sido convocados para uma reunião sigilosa com um diretor da Caixa Econômica Federal, Clauir Santos, responsável pelo marketing do banco. Ouviram dele um pedido de dinheiro, não para ele mesmo, mas para a campanha eleitoral do PT. E o pedido não partira do tesoureiro do partido ou da campanha. Clauir Santos disse que estava cumprindo ordens do Palácio do Planalto.

Em 2014, a Borghi Lowe era uma das quatro agências encarregadas da conta publicitária da Caixa Econômica, um butim excepcional de 560 milhões de reais, um dos maiores contratos do governo na área. Antes de qualquer providência, Valdir Barbosa preferiu consultar seu superior, Michael Wall, que fica em Londres. Em um e-mail, escrito em inglês, informou: “O diretor-presidente da Caixa foi chamado ao Palácio do Planalto e solicitado a ‘pedir aos fornecedores da Caixa que fizessem contribuições políticas ao partido do governo (PT)’”. Em seguida, comentou o incômodo da situação: “O próprio diretor-­presidente, que trabalhou como servidor público durante toda a sua carreira profissional, se sentiu completa e totalmente constrangido e desconfortável com tal solicitação”. Na época, o diretor-­presidente da Caixa era Jorge Hereda, que deixou o cargo no início do segundo mandato de Dilma. Hereda tem mais de trinta anos de serviço público.

Na mesma mensagem, Valdir Barbosa ressaltou ter informado a Clauir Santos, diretor de marketing da Caixa, que as normas da Borghi Lowe proibiam “contribuições políticas”, ao que o funcionário retrucou lembrando que as outras três agências aceitariam o “convite”. Era uma insinuação de que a Borghi Lowe poderia sofrer algum tipo de retaliação no futuro caso virasse as costas às necessidades do PT. Escreveu Barbosa: “Expliquei ao Clauir o con­teú­do da Política Anticorrupção e disse a ele que nós somos absolutamente proibidos de fazer este tipo de contribuição ou qualquer contribuição semelhante a esta. Ele obviamente lembrou-nos que provavelmente as três outras agências deveriam aceitar o ‘convite’ e fazer contribuições, ao que eu repliquei que elas eram agências 100% brasileiras e que, portanto, podiam fazer o que quisessem sem consultar ninguém”. Mesmo constrangido, Clauir tentou justificar que havia “base legal” à contribuição. A Borghi Lowe é brasileira, com um sócio estrangeiro, mas, pela legislação da época, poderia, de fato, fazer contribuições eleitorais, desde que legais. Mas esse não era o caso, segundo suspeitam os envolvidos na investigação.

Em poder da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, a mensagem obtida por VEJA é a evidência mais contundente até o momento de que o Palácio do Planalto atuou como uma central de arrecadação de recursos ilegais para o caixa dois do PT e, para tanto, constrangia graduados servidores públicos a trabalhar como achacadores. A mensagem pode ser mentirosa, uma invenção do vice de uma agência de publicidade? Até pode, por mais estranho que seja, mas os investigadores também acham que não é o caso. “Um pedido de doação legal jamais seguiria aqueles trâmites. Todos sabiam que a nossa política interna não autorizava contribuições ou doações a partidos políticos”, explica um dos envolvidos no caso.

Eles acreditam que a ordem veio mesmo do Planalto e o dinheiro era mesmo para o caixa dois porque já comprovaram que havia uma intimidade criminosa entre a Borghi Lowe e braços do governo. A mensagem integra uma investigação sigilosa que começou em abril de 2015, quando a polícia prendeu seis pessoas, entre elas o publicitário Ricardo Hoffmann, representante da Borghi em Brasília, e o ex-deputado petista André Vargas. Alvo de uma devassa, a agência de publicidade decidiu negociar um acordo de leniência, que está estranhamente parado há um ano na Controladoria-Geral da União. Já encaminhou ao Ministério Público e-mails, notas fiscais e balanços nos quais se constata que havia uma parceria clandestina para fraudar licitações.

Atualização da notícia 13:23h

O assessor especial da Presidência da República, José Ricardo Antoni, pediu demissão do cargo. Reportagem de VEJA desta semana revelou que o servidor repassava informação privilegiada a uma agência de publicidade que ganhou vários contratos milionários durante o governo da presidente Dilma Rousseff.  Antoni era pago pelas “consultorias” .

Informado da reportagem, o presidente Michel Temer pediu explicações ao servidor, que admitiu que prestava serviços à agência e pediu demissão.

da Redação OEB
com Veja.com

jul 30

Temer acelera a limpeza no aparelhamento dos Ministérios com exoneração de sabotadores petistas

Algumas reuniões começam com o grito petista “Fora Temer” e isso vai acabar em dias. O presidente visa, prioritariamente, o Ministério da Educação, não poupando todos os outros.
Levantamentos realizados e em andamento deverá resultar num grande número de exonerações, dando continuidade e a exemplo do que fez no MinC.
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O presidente em exercício Michel Temer determinou que o processo de exonerações fosse acelerado na última semana após informações de que está sendo chamado de “golpista” dentro de alguns ministérios. Segundo interlocutores do presidente, além de desconfiar de “sabotagem”, Temer considerou “inaceitável” a existência de relatos de que integrantes de algumas pastas usavam salas de reunião oficiais para criticá-lo.

A ordem de Temer foi para que ocupantes de cargos de confiança, acima de DAS 3 (Direção e Assessoramento Superior), sem vínculo, nomeados anteriormente a sua posse, fossem desligados. O objetivo é tirar a “militância petista”.

Uma das primeiras medidas anunciadas por Temer quando assumiu o poder com o afastamento da presidente Dilma Rousseff foi justamente a previsão de eliminar 4.307 cargos em comissão, funções e gratificações e a transformação de outros 10.462 cargos comissionados de Direção e Assessoramento Superior (DAS) para servidores concursados.

A medida, que tinha como objetivo mostrar austeridade econômica, estava andando a passos lentos, mas, com a ordem de Temer, segundo uma fonte do Ministério do Planejamento, uma “grande fila já está pronta para sair e vai sair rápido”.

Na Casa Civil, comandada por Eliseu Padilha, segundo uma fonte, a estimativa é de que cerca de 100 cargos sejam extintos nos próximos dias. Na última semana foi publicada edição extra do Diário Oficial dando poderes a Padilha para promover mudanças nas pastas.

Cultura. Um dos relatos que mais teriam incomodado Temer veio do Ministério da Cultura. Segundo disseram ao presidente em exercício, uma servidora abria as reuniões de trabalho com a expressão “Primeiramente, fora Temer”. O mote é usado por apoiadores da presidente afastada Dilma Rousseff.

Nesta semana, a Cultura demitiu 81 funcionários. As exonerações geraram críticas entre representantes do setor, que demonstrou resistência ao governo Temer. O ministro Marcelo Calero saiu em defesa da medida, pediu “o fim do aparelhamento no MinC”.

Nesta sexta-feira, 30, no Rio, Calero foi direto ao falar sobre substituições em cargos de chefia. Segundo ele, “não existe pessoa vital”. “A gente tem que parar de ‘fulanizar’ as coisas, tem que mudar essa cultura no Brasil.”

Também na sexta-feira, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário anunciou exonerações de 33 ocupantes de cargos comissionados da pasta. O Ministério das Relações Exteriores já desligou 47 DAS. Dois dias depois das demissões do MinC, o Ministério da Saúde demitiu 73 ocupantes de cargos em comissão de áreas estratégicas da pasta.

No Planejamento, foram extintos 67 cargos DAS e 34 de Funções Gratificadas. Outros 441 DAS foram transformados em Funções Comissionadas do Poder Executivo, que terão os mesmos níveis dos DAS e somente poderão ser ocupadas por servidores com vínculo permanente.

Fontes ligadas a Temer afirma que o próximo alvo dos cortes será o Ministério da Educação, reduto do PT desde Lula.

da Redação OEB
com Estadão conteúdo

jul 30

MPF/RO denuncia 25 pessoas por esquema de corrupção em obra da BR-429

jul 30

Lava Jato: força-tarefa no Rio denuncia 15 por corrupção e lavagem na construção de Angra 3

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da Redação OEB
com Ministério Público Federal

jul 30

Dilma sabia de tudo, diz o demolidor de sua falsa imagem

Ele é o construtor de uma imagem de Dilma Rousseff que nunca foi real.
Com armas suficientes para acabar, definitivamente, com a presidente (por enquanto) afastada, hoje ele a desconstrói, demolindo o falso castelo, um castelo de areia que ele próprio construiu. Espera-se, apenas, a conclusão do processo de impeachment para que a então ex-presidente responda por tudo na Lava Jato. Fulminá-la é o objetivo e ele [João Santana] o fará!

João Santana, Dilma e Lula

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31.ª fase da Lava Jato investiga cartel, corrupção e lavagem na construção de Centro de Pesquisas da Petrobras no RJ

A presidente afastada Dilma Rousseff vem ajustando seu discurso de acordo com o avanço da Lava Jato. Há cerca de um ano, diante das acusações de que sua campanha recebera doações por fora da construtora UTC, ela afirmou: “Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade (…) porque não houve”. De lá para cá, as negativas da petista ganharam um tom cada vez mais baixo. Há duas semanas, após o marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, admitirem ter recebido dinheiro pelo caixa dois na campanha presidencial de 2010, Dilma disse: “Não autorizei pagamento de caixa dois a ninguém. (…) Se houve, não foi com meu conhecimento”. Cinco dias depois, eis que surge outra justificativa: “Minha campanha não tem a menor responsabilidade sobre em que condições pagou-se dívida remanescente da campanha de 2010. (…) Ele (João Santana) tratou essa questão com a tesouraria do PT”. Em pouco tempo, a negativa da existência de dinheiro sujo saltou do “eu não sabia” e pousou no “a culpa é do partido”.

Em breve, Dilma terá de atualizar a versão. Em sua proposta de delação premiada feita à Procuradoria-Geral da República, João Santana e sua mulher relatam que a presidente afastada não só sabia da existência do caixa dois como aprovou as operações ilegais. Segundo o casal, Dilma conhecia detalhes do custo real da campanha e o valor que era declarado oficialmente. A diferença, de algumas dezenas de milhões de reais, vinha de empresas envolvidas no petrolão. Uma parte dos recursos, oriundos de propinas avalizadas pela petista, foi usada até para pagar despesas pessoais da presidente. Para comprovar as acusações, que constam em mais de dez capítulos chamados de “anexos”, Santana apresentará documentos. Os detalhes do acordo do marqueteiro foram tratados recentemente numa reunião realizada com integrantes da PGR. Quem leu os anexos garante: o mago do marketing petista, que ajudou a construir a imagem de Dilma, está agora armado com provas para fulminá-la.

da Redação OEB
com Veja

jul 30

Lula é réu por obstruir a Operação Lava Jato

“Lula atuou diretamente com o objetivo de interferir no trabalho do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Ministério da Justiça, seja no âmbito da Justiça de São Paulo, seja do Supremo Tribunal Federal ou mesmo da Procuradoria-Geral da República”.
Ministério Público Federal

No mesmo pacote, também viraram réus: Delcidio do Amaral e seu assessor Diogo Ferreira, José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai, Edson Ribeiro e o banqueiro André Esteves.

24 horas depois de, inutilmente, apelar para a ONU, o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal que acusa o ex-presidente de comandar um esquema armado para obstruir a Operação Lava Jato.

Por fazer parte do esquema para comprar o silêncio de Nestor Cerveró, Lula sentará, pela primeira vez, no banco dos réus

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sentará no banco dos réus pela primeira vez em sua história. O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal que acusa o ex-presidente de comandar um esquema armado para obstruir a Operação Lava-Jato. Em sua última edição, VEJA revelou os detalhes das acusações feitas pelo procurador da República Ivan Cláudio Marx.

LulaNaCadeiaAs provas apresentadas contra Lula são fartas e consistentes. Ligações telefônicas, extratos bancários e e-mails revelam que o ex-presidente impeliu o ex-senador Delcídio do Amaral a adotar “medidas para a compra do silêncio de Nestor Cerveró”, ex-diretor da área internacional da Petrobras. O objetivo era evitar que Cerveró fechasse um acordo de delação premiada, que comprometeria tanto Lula como um dos seus amigos mais próximos, José Carlos Bumlai.

O pecuarista contratou um empréstimo de 12 milhões de reais com o banco Schahin para saldar dívidas de campanhas do PT em 2006. Em troca, o grupo Schahin ganhou um contrato bilionário com a diretora comandada por Cerveró. Procurada por Delcidio, a família de Bumlai resolveu ajudar no complô arquitetado contra a Lava-Jato — e desembolsou 250 000 reais para pagar os honorários do advogado Edson Riberio, que defendia o ex-diretor da Petrobras.

Além do ex-presidente, também viraram réus: Delcidio do Amaral e seu assessor Diogo Ferreira, José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai, Edson Ribeiro e o banqueiro André Esteves. Lula, segundo os investigadores, ocupou papel central no esquema e dirigiu a atividade criminosa praticada pelo grupo.

Após receber a denúncia apresentada pelo MPF, o juiz Ricardo Leite decidiu: “Pela leitura dos autos, observo a presença dos pressupostos processuais e condições da ação (incluindo a justa causa, evidenciada pelas referências na própria peça acusatória aos elementos probatórios acostados a este feito), e que, a princípio, demonstram lastro probatório mínimo apto a deflagrar a pretensão punitiva proposta em juízo”.

da Redação OEB
com Veja

jul 30

Lula sempre mentiu – PF afirma que Lula e Marisa orientaram toda a reforma em Atibaia

Contrariando as declarações do agora acusado, os fatos sobre a misteriosa propriedade do sítio em Atibaia e o famoso triplex são desvendados.
Uma verdadeira avalanche de provas soterram o ex-presidente.

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A Polícia Federal fez o laudo depois de analisar documentos, fotos e mensagens de texto apreendidos durante a 24ª fase da Lava Jato.

A Polícia Federal afirma em laudo que o ex-presidente Lula e a mulher, dona Marisa, orientaram as reformas de mais de R$ 1 milhão no sítio de Atibaia (SP), que Lula diz não pertencer a ele.

A PF fez o laudo depois de analisar documentos, fotos e mensagens de texto apreendidos em março, durante a 24ª fase da Operação Lava Jato. Para os investigadores, uma das provas mais reveladoras é uma foto que mostra o ex-executivo da construtora OAS, Paulo Gordilho, ao lado do ex-presidente Lula.

As investigações indicam que ela foi tirada em fevereiro de 2014, quatro anos depois de Lula ter deixado a presidência.

Gordilho trabalhava na OAS e, segundo a Polícia Federal, e estava em Atibaia exclusivamente para tirar dúvidas do casal Lula da Silva sobre reforma da cozinha do sítio. Em uma mensagem de celular analisada pelos peritos, Gordilho diz: “Sigilo absoluto hem. Amanhã vou em um churrasco em Atibaia com Léo. É na fazenda de Lula e vamos encontrar com ele na estrada e vou passar o dia lá com ele e d. Mariza”.

A Polícia Federal diz que o Léo citado na conversa é Léo Pinheiro, dono da OAS e condenado na Lava Jato. Os peritos afirmam que foi Léo Pinheiro quem apresentou Paulo Gordilho a Lula e dona Marisa para cuidar da reforma da cozinha. Uma das atribuições de Gordilho seria ajudar o casal a chegar em um consenso sobre o andamento da obra.

Em uma conversa, Gordilho faz o comentário: “Ele quer uma coisa e Mariza outra e lá vai eu e Léo dar opinião”.

Depois, Gordilho escreveu sobre o encontro com Lula, a quem chamou de “líder”: “Bebemos eu e ele uma garrafa de cachaça”, e acrescentou: “Vou encontrar a Marisa esta semana. Ele pediu pra tirar umas ideias dela”. Ele disse: “Companheiro, a Marisa já gosta de uma gambiarra”.

Em uma outra conversa, Paulo Gordilho e Léo Pinheiro falam sobre a contabilidade da obra.

Léo Pinheiro diz: “Vamos abrir dois centros de custos: 1º, Zeca Pagodinho (sitio) 2º, Zeca Pagodinho (praia)”. “Praia” seria uma referência à reforma do triplex do Guarujá (SP).

Em outro trecho da conversa, Gordilho diz: “Doutor Léo, o Fernando Bittar aprovou junto à dama os projetos tanto de guarujá como do sítio. Só a cozinha kitchens completa pediram 149 mil. Ainda sem negociação. posso começar na semana que vem. É isto mesmo?”. Léo responde: “Manda bala”.

O Instituto Lula declarou que o ex-presidente reafirma que não é o proprietário do sítio ou do apartamento em Guarujá ou em qualquer outro lugar do litoral brasileiro, e que o ex-presidente sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois da presidência da República.

As defesas da OAS e de Léo Pinheiro não quiseram se manifestar.

da Redação OEB
com Globo.com

jul 27

REAÇÃO DEMOCRÁTICA #011 – Quarta, 27 de julho às 21:00h

Reacao-Democratica-playerPautas:
– Manifestações de 31 de julho
– Segurança
– Dicas
– A oposição aos movimentos

Quarta, 27 de julho às 21:00h
Videoconferência via Google e rádios da Rede Movimento.
Com a equipe do programa e convidados.
General Paulo Chagas, Dr. Paulo Fernando, Empresária Ray Alves, General Rocha Paiva, Dra. Damares Alves, jornalista Celso Brasil e convidados.
www.oestadobrasileiro.com.br
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