MORO CAIU – BOLSONARO TRAIDOR

Isolamento em SP cai e acende alerta amarelo, diz Doria

Índice ficou em 48%, bem abaixo do nível considerado ideal, de 70%.
O vídeo abaixo, produzido pelo Estadão, mostra um dia quase normal, o que fatalmente, ocasionará um aumento nos números do COVID-19 em poucos dias, refletindo, diretamente, no preocupante colapso na rede de atendimento aos contaminados.

O isolamento social no estado de São Paulo voltou a cair ontem (23), ficando em 48%, bem abaixo do nível considerado ideal pelo governo paulista, acima de 70%. Segundo o governador de São Paulo, João Doria, isso acende o nível de alerta, já que menor isolamento implica maior disseminação do coronavírus, podendo implicar também colapso no sistema de saúde do estado.

“Isso é grave, acendendo o sinal amarelo. Não podemos baixar de 50%”, disse o governador, em entrevista sobre a pandemia, concedida diariamente no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Algumas cidades do estado atingiram níveis superiores a 60% de isolamento, como Ubatuba, Cruzeiro, Bebedouro e Lorena. Mas a média do estado é baixa. O sistema de monitoramento acompanha a situação de mobilidade em 104 dos 645 municípios do estado, com população acima de 70 mil habitantes. A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social.

Se a taxa de isolamento se mantiver baixa, bem abaixo do esperado pelo governo, Doria disse que pode rever a decisão de relaxar as medidas de quarentena em todo o estado, prevista para ter início a partir do dia 11 de maio. “Para cidades que não tiverem respondendo adequadamente, teremos outro comportamento [de não relaxar as medidas]”, disse Doria.

Uso de máscaras

O governador informou que será publicado um decreto amanhã (24), em Diário Oficial, recomendando o uso de máscaras em todo o estado como forma de diminuir a disseminação do vírus. A medida valerá para todos os 645 municípios paulistas. Segundo ele, a máscara deve ser utilizada por todas as pessoas que precisarem sair de casa. “Isto não tira a recomendação de ficar em casa. Mas, se tiver que ir à farmácia ou ao supermercado, vá de máscara. E pode usar as máscaras de pano”, disse Doria.

O governador anunciou também que as doações feitas por empresários ao governo, para o combate ao coronavírus, já somam R$ 500 milhões. O valor, em dinheiro e recursos, serão destinados para a saúde, proteção social e segurança pública em todo o estado.

Casos

São Paulo tem, até o momento, 15.914 casos confirmados de coronavírus, com 1.134 óbitos, um aumento de cerca de 3%, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Há ainda 1.323 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva (UTIs) e 1.439 em enfermarias. “Se não mantivermos o fique em casa e o isolamento em 50%, o aumento [do número de casos e de óbitos] vai ser de dois dígitos e o sistema de saúde provavelmente não dará conta”, disse o secretário de Saúde, José Henrique Germann.

A taxa de ocupação de leitos em todo o estado, de acordo com o secretário, está em torno de 55% em relação às UTIs, e de 37% em relação às enfermarias. Considerando somente a Grande São Paulo, a taxa de ocupação de UTIs está em torno de 74% e de enfermarias em 57%.

* Material alterada às 14h08 para correção de informação. Até o momento, a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado, de acordo com o governo, é de 55% e não de 51% como havíamos informado anteriormente. 

Edição: Graça Adjuto
Agência Brasil

Moro delata Bolsonaro – José Nêumanne Pinto

Ao pedir demissão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública a Jair Bolsonaro, o ex-juiz Sérgio Moro delatou o ex-chefe, que cometeu infrações ao Código Penal e crimes de responsabilidade ao mentir sobre motivo da demissão do delegado da PF Maurício Valeixo: a pedido. E também ao usar assinatura do próproo Moro, que ficou sabendo da decisão ao lê-la no Diario Oficial. A hora é agora: ou Maia póe em votação pefido de impeachment do presidente ou o Pais será submetido a autogolpe que o capitão de gravata quer dar. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.
Vídeo abaixo

Integrantes da Justiça e da PF dizem que Bolsonaro quer controlar investigações e blindar família

A proteção dos filhos e investigação de desvios dos seus desafetos de SP e RJ é seu objetivo.
Valeixo não vazava informações e não “jogava o jogo”.

Membros da Polícia Federal e do Ministério da Justiça, afirmam que o movimento de Jair Bolsonaro que resultou no pedido de demissão feito por Sergio Moro (Justiça) tem como o pano de fundo a tentativa de o presidente controlar as ações e as investigações da corporação no país. Assim como Bolsonaro quer o controle, via celular, dos dados restritos, já questionado pela Ministra do STF – Rosa Weber, ele também requeria de Aleixo, Diretor Superintendente da Polícia Federal, dados sobre processos dos quais não tinha o direito nem a condição de obter, mesmo sendo presidente.

Para pessoas próximas ao ministro, os alvos são variados, mas o foco está em apurações que podem resultar em problemas para a família presidencial e para sua rede de apoio. E na falta de ações contundentes contra adversários políticos.

Como as que envolvem a disseminação de fake news por parte da rede de apoio bolsonarista. O presidente não tem acesso a informações do inquérito conduzido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e culpa por isso o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, homem de confiança de Moro.

Moro fará um pronunciamento às 11h desta sexta-feira. A iniciativa ocorre após Bolsonaro ter exonerado Valeixo do cargo, em decisão publicada na madrugada no Diário Oficial da União.

Nos bastidores da Polícia Federal, a saída de Valeixo é forma de proteger os filhos, principalmente o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Fonte: FSP

Mensagem da Fiocruz: Manaus deve ser exemplo para não reabrir comércio

Covas coletivas em Manaus, se tornou medida de emergência para vencer o alto número de óbitos. Colapso.

“Se a gente liberar diversas atividades, isso vai explodir [o número de casos] daqui a duas ou três semanas, a exemplo de Manaus”, diz sanitarista Christovam Barcellos, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) . E complementa: “Infelizmente, que essas imagens de Manaus sirvam de exemplo para outras cidades para se manter as atividades básicas funcionando, mas não liberar totalmente a circulação de pessoas e o comércio”

Covas coletivas em Manaus, se tornou medida de emergência para vencer o alto número de óbitos. Colapso.
Covas coletivas se tornam opção no colapso que não vence o número de óbitos em Manaus.

O motivo para isso é que, segundo o especialista, as consequências dessas medidas só vão ser vistas semanas depois, quando o cenário pode ter se agravado com a explosão de novos casos. “As ações que são tomadas hoje só têm resultados visíveis em sete dias”, esclarece. “Todos os países estão mostrando que as providências que são tomadas no começo da epidemia se refletem semanas depois. Então, Itália e Estados Unidos não tomaram quase nenhuma providência e agora estão pagando o preço por isso”, contextualiza.

Em relação ao cenário de Manaus, que já está fazendo cerca de 100 enterros por dia por conta do novo coronavírus, o sanitarista aponta que a capital deve se preparar para a chegada de novos casos do interior do estado. “Nos próximos dias e semanas, nós vamos ter um acréscimo de casos com essa pressão que vai vir do interior e Manaus precisa se preparar por ser a única cidade de referência com hospitais de porte e tecnologia suficientes para atender a essas pessoas no estado” .

Na terça-feira (21), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB). O estado de saúde da capital já passou do status “de calamidade, uma vez que já ultrapassamos há tempos a situação de emergência”.

São Paulo

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse, nesta quarta-feira (22), que é impossível falar em medidas de relaxamento de isolamento neste momento. A declaração foi feita na véspera do anúncio do governo estadual sobre a medida de reabertura gradual do comércio.

“Se não fosse o isolamento social decretado pelo prefeito Bruno Covas, aqui na cidade, e também pelo governador [João Doria], nós evidentemente estaríamos hoje em uma situação muito mais agravada. O nosso sistema de saúde estaria muito mais pressionado”.

Segundo ele, mesmo com o isolamento, alguns hospitais que são referência para o tratamento da COVID-19 estão com 98% de ocupação. “Portanto, neste momento, é absolutamente impossível de se falar em relaxamento das medidas de isolamento. Elas nos ajudam para que a gente tenha um pouco mais de tempo para preparar o sistema de saúde, comprar equipamentos, abrir novos leitos, caso a doença venha a se agravar na nossa cidade, então, neste momento, não é hora de se falar em relaxamento dessas medidas”, destacou.

Valeixo foi exonerado da Polícia Federal e Sérgio Moro deve deixar o cargo

Já publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (24), Bolsonaro exonerou Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Responsável pela indicação de Valeixo, Sergio Moro, poderá, definitivamente, deixar o cargo de Ministro da Justiça.

O ato é de “exoneração a pedido”. Na prática, Valeixo deixa o comando da PF por determinação de Bolsonaro.

Maurício Valeixo estava na direção geral da Polícia Federal por indicação do ministro da Justiça, Sergio Moro. Aliados do ministro afirmam que ele não deve ficar na pasta uma vez confirmada a demissão de Valeixo.

Valeixo comandou a Superintendência da PF no Paraná durante a Operação Lava-Jato e foi indicado por Moro para comandar a corporação assim que assumiu o ministério da Justiça.

Sua permanência, entretanto, acabou sendo alvo de atritos com Bolsonaro, que em meados do ano passado tentou impor a indicação de um nome para a Superintendência da PF do Rio. A corporação reagiu à interferência externa e, diante do impasse, Bolsonaro ameaçou demitir Valeixo na ocasião.

Valeixo negociava uma saída pacífica para meados de junho, mas a antecipação da demissão surpreendeu aliados. Bolsonaro queria indicar um nome de sua confiança ao comando da PF, mas Moro se posicionou contrariamente e tenta controlar a sucessão na corporação para blindá-la de influência política.

Acredita-se que Sérgio Moro poderá entregar sua demissão irrevogável ainda nessa sexta (24), o que abalará o governo, onde o presidente já se encontra isolado, apelando para condenados e investigados no chamado toma-lá-da-cá, distribuindo cargos em busca de apoio para evitar, entre outras, um possível impeachment. Essa tentativa de apoios o levou, inclusive, a enviar um WhatsApp amistoso para os “inimigos” que criou e com quem se confrontou nesses últimos dias.

O fato é que Bolsonaro deu um passo extremamente arriscado, apostando no tudo ou nada, ação bem típica dele, mas o momento é delicado demais para se prever o futuro próximo.

Os 24 pedidos de impeachment contra Bolsonaro

Rodrigo Maia (DEM) mantém em seu poder, 24 pedidos de impeachment contra Bolsonaro que aguardam uma decisão sua pelo arquivamento ou prosseguimento.
Lembrando que Maia, recentemente, afirmou que não segurará nenhum pedido e colocará todos para serem votados.

Seguem, abaixo, os pedidos, com seus autores e motivos:

2.
Data: 02/04/2019
Autor: Carlos Alexandre Klomfahs
Motivo: “Apresenta denúncia por crime de responsabilidade contra o Presidente Jair Bolsonaro pela comemoração do 31 de março de 1964.”

3.
Data: 27/08/2019
Autor: Diogo Machado Soares dos Reis
Motivo: “Denúncia por crime de responsabilidade por crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; contra a probidade na administração e contra ilegal emprego do dinheiro público.”

4.
Data: 04/11/2019
Autor: Flávia Pinheiro Fróes
Motivo: “Denúncia por crime de responsabilidade em desfavor de Jair Messias Bolsonaro, atualmente ocupante do cargo de Presidente da República Federativa do Brasil.”

5.
Data: 08/01/2020
Autor: Felipe dos Santos Fontes
Motivo: “Encaminha denúncia do Sr. Felipe dos Santos Fontes, contra o Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, por crime de responsabilidade “apoio ao ataque dos EUA ao Gen. iraniano Qasen Sulamaine, sem consulta ao Conselho de Defesa Nacional e autorização do Congresso.”

6.
Data: 21/02/2020
Autor: João Carlos Augusto Melo Moreira
Motivo: “Encaminha denúncia contra o Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, por crime de responsabilidade, por descumprimento do artigo n. 85, incisos IV e V, da Constituição Federal, bem como dos artigos 4°, 9° e 14° da Lei n. 1079/1950.”

7.
Data: 02/03/2020
Autor: Vilson Pedro Nery
Motivo: “Representação pela perda de mandato eletivo e convocação de novas eleições.”

8.
Data: 21/02/2020
Autor: João Carlos Augusto Melo Moreira
Motivo: “Apresenta denúncia de pedido de Impeachment do Presidente Jair Messias Bolsonaro.”

9.
Data: 04/03/2020
Autor: João Carlos Augusto Melo Moreira
Motivo: “Apresenta denúncia em desfavor do presidente Jair Messias Bolsonaro, por suposta prática de crime de responsabilidade.”

10.
Data: 17/03/2020
Autor: Leandro Antônio Grass Peixoto
Motivo: “Apresenta denúncia contra o Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messias Bolsonaro por crime de responsabilidade, em razão dos seguintes fatos: 1) Apoio e convocação a manifestações do dia 15 de março de 2020, por meio de divulgações de vídeos em redes sociais, bem como por pronunciamento oficial, realizado em 7 de março de 2020, em escala de viagem aos Estados Unidos. 2) Declarações, em 9.3.2020, de que as eleições gerais de 2018 foram fraudadas, cujas provas estariam em suas mãos e nunca foram apresentadas, nem do foro competente e nem para a imprensa; 3) Declarações indecorosas direcionadas à Jornalista Patrícia C. Mello, feitas em 19.2.2020; 4) Publicação de vídeo, em rede social, com conteúdo pornográfica, ocorrida no carnaval do ano de 2019; 5) Determinação expressa de comemoração do Golpe Militar de 1964, direcionada às Forças Armadas Brasileiras em 25.3.2019. Requer o acolhimento da denúncia, o efetivo julgamento, e afinal seja condenado o denunciado, com imediata perda do seu cargo, bem como a inabilitação para o exercício de função pública, nos termos do parágrafo único do artigo 52 da Constituição Federal.”

11.
Data: 17/03/2020
Autor: Sidney D. Gonçalez
Motivo: “Apresenta Denúncia em face do Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, haja vista a prática de crime de responsabilidade, pelas razões de fato e de direito a seguir descritas, requerendo seja decretada a perda de seu cargo, bem como a inabilitação para exercer função pública, pelo prazo de oito anos.”

12.
Data: 18/03/2020
Autor: Fernanda Melchionna e Silva e outros
Motivo: “Apresenta Denúncia em face do Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, pela prática de crime de responsabilidade, nos termos do art. 85 da Constituição Federal e da Lei nº 1079, de 10 de abril de 1950, requerendo, por conseguinte, seja decretada a perda de seu cargo e a inabilitação temporária para o exercício de função pública.” 

13.
Data: 19/03/2020
Autor: Alexandre Frota
Motivo: “Apresenta denúncia por crime de responsabilidade em desfavor do Presidente Jair Bolsonaro, com fundamento nos arts. 51, inciso I, e 85, incisos II, III e VII, da CF; nos arts. 4º, incisos V e VI; 9º, números 3 e 7; 10, números 6, 7, 8 e 9; e 11, número 3, da Lei 1079/50; bem como no art. 218 do RICD. (conduta agressiva contra profissionais da imprensa; por ter veiculado mensagens a seus contatos para participarem de manifestação no dia 15/3/2020 com o objetivo de fechar o CN e o STF.)”

14.
Data: 19/03/2020
Autor: Neide Liamar Rabelo de Souza
Motivo: “Apresenta denúncia por crime de responsabilidade em desfavor do Presidente Jair Bolsonaro, por uso ilegal das redes sociais durante sua campanha eleitoral (disparo de mensagens e uso de fake news); ameaças à democracia; ataques à imprensa; soberania em risco; acusações de corrupção; empresa fantasma; abuso de poder do empresário Luciano Hang, dono da Havan; e outros. (conduta agressiva contra profissionais da imprensa; por ter veiculado mensagens a seus contatos para participarem de manifestação no dia 15/3/2020 com o objetivo de fechar o CN e o STF.)”

15.
Data: 19/03/2020
Autor: Maria Rodrigues de Sousa
Motivo: “Apresenta denúncia por crime de responsabilidade em desfavor do Presidente Jair Bolsonaro, por uso ilegal das redes sociais durante sua campanha eleitoral (disparo de mensagens e uso de fake news); ameaças à democracia; ataques à imprensa; soberania em risco; acusações de corrupção; empresa fantasma; abuso de poder do empresário Luciano Hang, dono da Havan; e outros. (conduta agressiva contra profissionais da imprensa; por ter veiculado mensagens a seus contatos para participarem de manifestação no dia 15/3/2020 com o objetivo de fechar o CN e o STF.)”

16.
Data: 19/03/2020
Autor: Luiz Fernando Rabelo de Sousa
Motivo: “Apresenta denúncia por crime de responsabilidade em desfavor do Presidente Jair Bolsonaro, por uso ilegal das redes sociais durante sua campanha eleitoral (disparo de mensagens e uso de fake news); ameaças à democracia; ataques à imprensa; soberania em risco; acusações de corrupção; empresa fantasma; abuso de poder do empresário Luciano Hang, dono da Havan; e outros. (conduta agressiva contra profissionais da imprensa; por ter veiculado mensagens a seus contatos para participarem de manifestação no dia 15/3/2020 com o objetivo de fechar o CN e o STF.)”

17. 
Data: 20/03/2020
Autor: Leandro Antônio Grass Peixoto
Motivo: “Apresenta aditamento à denúncia em desfavor do Sr. Presidente Jair Messias Bolsonaro, em decorrência de imputação da prática de diversos crimes de responsabilidade.”

18.
Data: 25/03/2020
Autor: Fernanda Melchionna e outros
Motivo: “Apresenta denúncia em face do Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, pela prática de crimes de responsabilidade, nos termos do art. 85 da CF e da Lei nº 1079, de 10 de abril de 1950, requerendo, por conseguinte, seja decretada a perda de seu cargo e a inabilitação temporária para o exercício de função pública, pelas razões de fato e de direito trazidas no decorrer da denúncia. (convocação da população para manifestações contra o CN e o STF no dia 15/3/20; por atos de contato com o povo durante a manifestação, menosprezando a pandemia do novo coronavírus declarada pela OMS e ir contra as orientações do Ministério da Saúde. Além de outros fatos)” 

19.
Data:25/03/2020
Autor: Paulo Roberto Iotti Vecchiatti e outros
Motivo: “Apresenta denúncia contra o Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, pela prática de crimes de responsabilidade, requerendo seja decretada a perda de seu cargo e a consequente inabilitação para o exercício de função pública pelo prazo legal. As dezessete áreas listadas como o acometimento de crimes de responsabilidade seriam a Constituição, a Lei, a separação de Poderes, a Federação, a oposição democrática, a capacidade estatal, a fiscalização, a liturgia Presidencial, a verdade factual e científica, a impessoalidade, a liberdade de informação e transparência, a liberdade de imprensa, a liberdade intelectual, a liberdade religiosa, a igualdade e discriminação, a proteção ambiental e a neutralidade em eleições estrangeiras.”

20.
Data: 31/03/2020
Autor: Bruno Espiñeira Lemos
Motivo: “Oferece denúncia em desfavor do Presidente da República, o Sr. Jair Messias Bolsonaro, haja vista a prática de crimes de responsabilidade previstos nos artigos 1º, 2º e 3º cumulados com o art. 85, caput e incisos, e da Constituição Federal de 1988, além de outros dispositivos da Lei n. 1.079, de 1950.”

21.
Data: 01/04/2020
Autor: André Luiz Moura de Oliveira
Motivo: “Apresenta Denúncia por crime de responsabilidade descritos nos artigos 85, II e VII, da CF, bem como nos arts. 9º, e 12 todos da Lei n. 1.079/50, em face do Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, com imposição de pena de perda de mandato, bem como inabilitação para exercer cargo público pelo prazo de 8 anos, nos termos do art. 52, § único da Constituição Federal.”

22.
Data: 06/04/2020
Autor: João Batista de Lima Resende
Motivo: “Apresenta denúncia por crime de responsabilidade em desfavor do Presidente Jair Bolsonaro, por conduta indevida, em razão de o denunciado insistir em desautorizar as medidas de imprescindível isolamento social recomendadas pela Organização Mundial de Saúde e acolhidas pelo Ministério da Saúde.”

23.
Autor: Valdir Barbosa de Medeiros
Data: 08/04/2020
Motivo: “Apresenta denúncia por crime de responsabilidade descritos nos artigos 51, inciso I, e 85, II , III e VII, da CF; nos artigos 4º, incisos V e VI; ainda o 9º, números 3 e 7; 10 números 6,7,8, e 9; e 11. número 3, da Lei n. 1.079/50, bem como ainda no art. 218, especificamente no Regimento Interno, em face do Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, com imposição de pena de perda de mandato, bem como inabilitação para exercer cargo público pelo prazo de 8 anos. ASSUNTO: Ataques são disseminados nas redes sociais. Divulgação de notícias falsas a todos momento. Ofensas a jornalistas brasileiros. Enquadramento em crimes contra a Segurança Nacional. Crime contra a saúde da população brasileira estimulando o povo a sair de suas casas e em nenhum momento o denunciado falou da preservação da vida alertando que O COVID-19 é perigoso.”

24. 
Autor: Ciro Gomes
Data: 22/04/2020
Motivo: “Em 19 (dezenove) de abril de 2020, o Presidente da República participou e endossou as manifestações que conclamavam a reedição do AI-5 e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal 29, para a perplexidade geral da Nação, o que é um ato ontologicamente incompatível com os atos esperados de um Presidente eleito pela soberania popular em cujo ordenamento jurídico se agasalha de forma indelével o princípio democrático. A situação denota uma gravidade tão indelével que o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, solicitou ao Supremo Tribunal Federal, a abertura de inquérito para apurar possível violação à Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1983), eis que uma das pautas dos manifestantes era a reedição do AI-5, o ato institucional que endureceu o regime militar no Brasil.”

Fonte: CNN

Centrão teria pedido a substituição de Valeixo na direção da PF

Ao comunicar Moro sobre a decisão de mudar a direção da PF, o ministro afirmou, de acordo com interlocutores dele, que deixaria o governo se a troca se confirmasse

Parlamentares de diversos partidos afirmaram que foram consultados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a possibilidade de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O tema foi debatido entre o chefe do Executivo em conversas com parlamentares do PP, DEM, PL, Solidariedade. Além do centrão, três parlamentares do MDB também afirmam que foram procurados.

“Sem Moro seria até mais fácil aumentar o apoio do governo dentro da legenda e entre alguns caciques do Centrão”, afirmou um parlamentar emedebista.

“É mentira que o MDB foi consultado pelo Planalto. Como presidente nacional do Partido, considero muito ruim se o ministro Sergio Moro sair do governo, pois ele tem sido fundamental em reduzir os índices de criminalidade no País”, disse Baleia Rossi (SP), presidente e líder do MDB na Câmara.

Oficialmente, o MDB afirmou que nenhum integrante da cúpula do partido tratou desse assunto com Bolsonaro.

Como capítulo do “toma lá, dá cá” que o governo ensaia com o Congresso, a troca na direção da Polícia Federal, que coloca a permanência de em jogo, foi um pedido de partidos, como os do centrão, nas conversas com Bolsonaro.

Ao comunicar Moro sobre a decisão de mudar a direção da PF, o ministro afirmou, de acordo com interlocutores dele, que deixaria o governo se a troca se confirmasse. A atitude pegou o Planalto de surpresa. O diretor da PF, escolhido por Moro, é o delegado Maurício Leite Valeixo.

Em videoconferência, Valeixo falou em tom de despedida

Em reunião feita por videoconferência com Valeixo, chefes da PF de todos os Estados relataram que o tom da conversa foi de “despedida”. Valeixo é o braço-direito do ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, que ameaçou entregar o cargo. 

O encontro é semanal e rotineiro entre os chefes da PF em todos os estados. Nele, Valeixo não cravou que estava deixando o posto e lembrou de outros momentos em que o presidente Jair Bolsonaro fez ofensivas ao seu cargo. Segundo fontes, o diretor-geral relatou já ter colocado o seu posto à disposição do ministro Sergio Moro. Valeixo lembrou ter dito que Moro “poderia tirá-lo se assim precisasse” e que “não iria ficar apegado ao cargo”. 

A gestão de Valeixo divide opiniões entre os superintendentes. Há quem ache boa, há quem ache ruim e concorde com a troca sugerida pelo presidente. Quem defende Valeixo, conta o fato dele ter impedido interferências políticas na corporação e o fato de ter “acabado com o estrelismo e a exposição desnecessária da PF em operações policiais”

Entre os nomes comentados pelos superintentendes para substituir Valeixo estão o delegado Fabiano Bordigon, atual diretor do diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen); Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, e  Alexandre Ramagem, chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mas, quem conhece Bolsonaro, sabe que nada pode ser previsto, em se tratando daquele que a cada dia pensa de uma forma, surpreendendo a todos com decisões e atos dos mais inesperados e, até mesmo, dos mais ilógicos, a exemplo da substituição.

Bolsonaro ainda pretende demitir Maurício Valeixo da PF e Moro pode sair

Bolsonaro insiste na ideia de demitir o diretor-geral da Polícia Federal e a permanência do ministro da Justiça, Sérgio Moro, no governo é muito improvável. Delegados e agentes da PF afirmaram que seguem em alerta sobre a possibilidade de que a demissão de Valeixo ocorra até mesmo nesta sexta-feira. Se ele sair, Moro pode pedir demissão.

“É o momento ideal. As pessoas estão preocupadas se vão viver, se vão voltar a trabalhar, se vão comer, não estão pensando no comando da PF”, disse um experiente delegado da corporação, contrário à demissão.

Juízes federais, amigos de Moro, dizem que ele está no limite e que não quer manchar a biografia.

Acham que ele poderia aguentar um pouco mais. Mas ninguém sabe se resistirá.

“Bolsonaro não tem condições de demitir Moro”, avaliou uma liderança da Câmara dos Deputados sobre o ministro ser uma referência anti corrupção e que sua saída traria sequelas ao bolsonarismo.

Perder Sérgio Moro, no mesmo momento em que se alia e concede cargos a condenados e investigados, fará com que os seguidores do bolsonarismo se resuma, apenas, aos poucos radicais que se mostram agressivos nas redes sociais e nas ruas, em plena pandemia. Os mesmos que ainda negam e desafiam o vírus.